Notas iniciais
Espero que gostem!

Neste mesmo dia, passeio pelo cemitério cheio de enterros ao meu redor. O clima está pesado, e isso arrasta eu e Diana juntos para baixo. Não sei o que acontece comigo, mas sinto que estou ficando cada vez mais deprimido. Sinto que cada vez mais sou arrastado para um buraco. Sinto que estou morrendo aos poucos.

Aqui estou eu e Diana indo em direção ao túmulo de sua avó. Novamente, sem nada dentro do caixão. Para falar a verdade nem pastor para realizar isso tem. É apenas um caixão, um buraco e quatro rapazes do lado apenas esperando a deixa para colocar o caixão ali. E aqui estamos nós, somente eu e Diana, olhando para o caixão. Olho para a Diana de óculos escuros e roupa preta chorando, apenas lembrando que assim mesmo estava eu a apenas algumas horas, quando dei o discurso que minha tia definiu como "inspirador" no enterro do meu pai, neste mesmo cemitério.

Tenho que falar alguma coisa, tenho que dar alguma palavra para ela. No mínimo dar um abraço. E é isso que eu faço. Apenas sinto ela se jogar contra meu corpo, aos prantos enquanto olha para a lápide. Definitivamente tenho que falar alguma coisa.

– Você era uma boa neta. — digo, acariciando seus cabelos cor de mel.

– Como pode saber? — diz Diana, com a voz de choro.

– Apenas sei. — digo.

Diana levanta a cabeça, olha para mim e esboça um sorriso por trás do seu rosto vermelho e molhado. Percebo que fiz uma coisa boa, por que ela se conforta mais ainda em meus braços, apenas deixando que eu passe a mão em seus cabelos.

– Pode colocar — diz Diana para os homens ao lado do caixão, e se afasta lentamente do túmulo.

Consigo ouvir o barulho das cordas descendo pelo buraco, mas apenas ando de braços dados com Diana pelo cemitério, em direção a saída.

– Obrigada — diz Diana, enquanto andamos. — Obrigada por me ajudar neste momento.

– Eu quem deveria agradecer por você me ajudar. Sem você eu não sei o que seria de mim.- falo.

Diana para na entrada do cemitério, a poucos passos da calçada.

Ela olha para mim, tirando os óculos escuros e me olhando com seus olhos azuis perfeitos, e fala:

– Se eu soubesse que você era assim desde que te conheci anteontem, eu não teria simplesmente me oferecido de bandeja para você como um simples objeto sexual, seria...

Ela para de falar. Não sei o que ela vai dizer, mas sei suas intenções.

– Seria com amor — completo para ela.

Acabo de perceber que indiretamente dizemos um ao outro que nos amamos. No momento que percebo isso, consigo sentir seus lábios contra os meus.

Notas finais
Gostaram? Comentem! E favoritem a história também! (Não, é sério, comentem. Vocês tão muito fantasmas pro meu gosto)