Notas iniciais
Oii, aqui vai mais um. Espero que gostem, e se tudo der certo o próximo capítulo será o último!!

Não sei muito bem o que está acontecendo entre eu e Diana, mas pode ser considerado uma coisa boa. Afinal, dois dias se beijando e trocando carícias devem significar alguma coisa. Minha tia já disse várias vezes nesses dois dias que não entendia esses "relacionamentos de hoje em dia". Para falar a verdade, acho que nem eu entendo direito. Nem mesmo pedi Diana em namoro ainda, mas nos tratamos como namorados 24 horas por dia. Pelo menos nosso "relacionamento" deu para tirar nossas cabeças do atual caos que está este país e nos deixar viajar por um tempo, irmos a lugares distantes e voltarmos como se não houvesse amanhã. Agora estamos aqui, eu sentado tomando meu café da manhã de sempre: as mesmas panquecas empilhadas com molho por cima. Isso eu posso agradecer a minha tia: a ótima cozinheira que ela é, me faz sentir pequenos momentos de prazer no meio do desastre. Tia Mandy está muito melhor esses dias, seus acessos de choro pararam bruscamente. Pode-se dizer que menos de uma semana depois, estamos quase curados de tudo que aconteceu. Quase. Não dá para simplesmente esquecer algo como isso, por mais que tentemos, isso sempre voltará. O dia 11 de setembro de 2001 ficará marcado na história da humanidade.

– Para onde Diana foi? — pergunto para minha tia, enquanto tomamos café.

– Ela disse que ia dar uma volta no parque. Ele está vazio, e ela disse que queria um tempo para pensar.

– E você deixou, tia? — pergunto. No momento me subiu uma certa raiva.

– Sim, por que?

– Porque? Porque uma bomba pode explodir na frente dela a qualquer momento. Por isso que...

Mas meu discurso é interrompido pelo som da campainha. Minha tia se levanta, abre a porta e uma Diana aparece do lado de fora.

– Ela parece horrível, Henry. — fala minha tia, sendo sarcástica.

Olho com uma certa raiva para minha tia antes de Diana entrar e se sentar ao meu lado na mesa, dando um beijo antes.

– Bom dia — fala ela.

– Bom dia — falo. — Você foi aonde?

– Fui dar uma volta no parque. Preciso respirar um pouco de ar puro.

– Tem que tomar cuidado, Di. — digo — é perigoso andar por aí esses dias.

– Eu sei. Mas acho que posso me cuidar sozinha, Henry.

Tento não responder. Os dias estão passando bem demais para serem destruídos por uma discursão.

– Então, tia, quando vai ser a leitura do testamento? — pergunto.

– Amanhã pela manhã. Não vai ser aqui, vamos para o escritório do advogado do seu pai.

Diana se levanta da mesa.

– Vou buscar um copo de suco — fala ela.

Ao ela sair da sala, minha tia fala:

– Não seja duro com ela.

– Eu não estou, tia. Mas ela tem que ter mais noção do que faz.

Neste momento, ouço o barulho de vidros se quebrando. Eu e minha tia não temos tempo nem para pensar, somente para nos levantarmos e irmos para a cozinha ver o que estava acontecendo.

Chegando na cozinha, vejo Diana ajoelhada no chão catando pedaços de vidro. Imagino apenas uma coisa.

– Eu me desequilibrei — fala ela, concretizando minha teoria. — e os copos caíram. Me desculpa, Mandy.

– Tudo bem — fala minha tia, passando até chegar em Diana, levantando-a do chão. — Você está toda cortada! Henry, vá fazer curativos nela, por favor.

– Claro — falo.

Levo-a para o meu quarto, fazendo-a sentar na minha cama enquanto eu pegava os curativos na gaveta da minha mesinha de cabeceira.

– Obrigada, por tudo. — diz ela, enquanto coloco o curativo em sua mão.

– O que é isso, não foi nada. — falo.

– Nada não! Você não tinha nenhuma obrigação de me ajudar. E me ajudou.

– É um prazer ter você comigo. — falo, olhando em seus olhos. Sempre gosto de olhar nos olhos das pessoas, dá para ver seus sentimentos. Mas o único sentimento que eu consigo ver nos olhos de Diana são de medo. — Você está com o que, Diana? Hoje você está esquisita.

Terminando a frase, aproximo meu rosto do dela e dou um beijo rápido.

– Não se preocupe. — digo — está tudo bem.

Continuo a colocar o remédio nas feridas em seu joelho, antes de Diana falar:

– Henry, olhe para mim.

Olho bem nos olhos dela.

– O que foi? — pergunto, levantando minha cabeça.

Percebo que ela está aflita antes de falar:

– Eu estou grávida.

Notas finais
Gostaram? Por favor comentem alguma coisa, dizendo que gostaram ou algo do tipo. Tô cansado de vcs favoritarem, acompanharem, e não falarem nada.