Reivax The Light

2 Capítulo 2: A ressurreição de Janzo


Notas iniciais
Bem como falei no anterior postaria logo em seguida 0 2 capítulo então espero que gostem.

Do espaço vinha um grande meteoro, seu tamanho era exatamente de um quarteirão. Coberto por uma luz verde atravessou as camadas da terra até atingir o chão. Os satélites não puderam rastrear tal cometa e nem vê-lo. Sua energia era tão grande que confundiu os sistemas de satélites e impediu todo o processo. Vinha a uma velocidade que excede a do som, com o impacto varreria o estado de Sergipe no Brasil num piscar de olhos. Caiu exatamente no meio do deserto do Saara ao norte da áfrica. Parecia um automóvel que freia ao chegar ao destino, foi ficando cada vez mais devagar e simplesmente parou e ‘pousou’ na areia. Um demônio acabara de chegar ao planeta. Janzo era seu nome. Estava congelado num bloco feito de diamante no interior do cometa. Ao redor era todo de gelo. O mestre dos espelhos acabara de retornar.

Bate o sinal em uma escola. Tóquio está movimentada no primeiro dia de fevereiro. Os estudos estavam para começar e os alunos entram afoitos nas salas de aula.

A turma 1da oitava série estava completa. Alguns se conheciam e outros não.

- Olá turma, meu nome é Okayoko e serei o seu professor de Matemática. Tomem seus cadernos que vamos iniciar a aula, mas antes vamos nos apresentar. Começando com essa fila. – disse apontando para a primeira fila que ficava em frente a sua mesa. – Se levante e se apresente depois o de trás e assim as outras filas quando acabar essa.

- Ola meu nome é Yamaka.

A garota continuou a falar, mas a atenção era necessária em outro lugar, na mente de uma pessoa na verdade. Um garoto incomum era todo na sua. Não olhava para ninguém, não falava com ninguém, não expressava sentimentos para ninguém. Apenas rabiscava uma folha do seu caderno novo. Era ótimo com desenhos e estava desenhando uma lua crescente no céu e um campo cheio de flores embaixo.

O professor virou e apontou para ele.

- Ei garoto, sua vez.

Todos olharam para ele, mas o próprio estava distraído com o próprio desenho.

- Ei menino, é a sua vez. – disse uma garota ao seu lado cutucando-o

- Ah, meu nome é Felipe Reivax. Prazer em conhecer todos. É porque eu estava distraído, perdão.

- Tudo bem, mas não fique mais distraído nas minhas aulas senhor Raivax. Disse o professor olhando para ele por cima dos óculos que usava.

- Está bem professor.

O garoto pegou o desenho e pôs em sua bolsa. O tempo ali passava e ele parecia entediado. Ao final da aula o professor pediu uma divisão em grupo para o trabalho que já passara no início do ano letivo.

- Por favor, reúnam-se em grupos de oito pessoas para a realização deste trabalho. Sejam rápidos antes que bata o sinal e me entreguem o papel com o nome de cada componente da equipe.

Os alunos começaram a se movimentar e se organizarem. Quase todos os grupos estavam formados e havia apenas um integrante faltando em um dos grupos e esse era Ray. Um garoto bem simpático virou e olhou para ele e o chamou para fazer parte do grupo.

- Você quer fazer parte do nosso grupo?

- Ah sim, eu aceito. Disse ele mostrando um sorriso.

O garoto foi até a turma de alunos que se formara ali no canto da sala de aula. Escreveram o nome num papel e entregaram ao professor.

- Bem, reúnam-se por essa semana e façam o trabalho. A apresentação será na segunda aula da semana que vem que vocês tiverem comigo.

O sinal bateu e o professor se despediu indo para fora da sala. Era um intervalo de uma hora, já que era um colégio de tempo integral.

- Venha conosco, vamos nos conhecer. Disse a mesma garota que o chamou para fazer parte do grupo de atividade.

Longe dali, no deserto, o gelo estava derretendo freneticamente. Janzo ainda não poderia ser visto, já que ainda havia muito gelo a ser descongelado. Mas bem dentro do pequeno asteróide o demônio dos espelhos piscava pela primeira vez depois de tantos anos.

Estavam atrás de uma árvore nos fundos da escola. O prédio tinha dois andares e era enorme. Os oito estavam reunidos ali, isso não foi só coincidência e sim destino. Os oito eram os mesmos oitos que guardavam o livro dos saberes e também viviam em Elementon.

- Bem, vamos começar por nós mesmos. Eu me chamo Estefany Ynafetse, me empenho muito nas coisas e odeio preguiça.

Todos falaram “prazer”. Então o outro garoto logo se manifestou.

- Ok, eu me chamo Leon Odranoel, gosto do calor. Não sei o porquê, mas é estranho. Eu gosto.

Todos novamente falaram “prazer”.

- Ótimo, minha vez. Eu me chamo Wendy Luj. Sou uma garota bem simpática. Gosto dos animais, plantas e um belo arco-íris.

E novamente disseram “prazer”

- Eu sou Renata Mind Ataner, e gosto da brisa suave quando passa no meu rosto.

- Deixe-me logo apresentar, sou Atena Adnama, conheço Estefany e Luj. Espero que sejamos bons amigos, todos nós.

- Aproveitando o embalo, também mim chamo Leo Odranoel e odeio esperar, então não me façam esperar hehe.

- Sou Lane Eart, estranho não é? Meu nome ser o nome do planeta, mas enfim adoro plantas e o cheiro da terra molhada quando chove.

Por fim foi o garoto que parecia tímido. Estava olhando todos com seus olhinhos arregalados, como se estivesse prestando atenção em todos os detalhes.

Eu sou Ray Reivax, como vocês podem ver eu sou meio quieto. Fico mais na minha e não gosto de confusões. Não gosto de brigas, não gosto de maltratar animais, enfim eu sou da paz.

Estefany olhou para ele, seu olhar dizia: “interessante, isso é muito interessante”.

- Acho melhor nos organizarmos lá na sala de aula. Um próximo ao outro.

- Boa idéia! Disse Reivax em resposta à Estefany

Todos andaram até a sala de aula. Pegaram seus pertences e foram colocando-os nas carteiras próximas a porta. Expulsando todos que ficavam ali. A ordem era esta: Atena, ocupando a primeira cadeira em frente à porta; Mind, ocupando a cadeira de trás na mesma fila; Logo após Estefany na terceira cadeira; Por último era Reivax ocupando a quarta e ultima cadeira da fila. Ao seu lado esquerdo, na segunda fila após a porta sentava: Leo, ocupando a quarta cadeira; Leon ocupando a quinta cadeira; Luj ocupando a sexta cadeira e Lane ocupando a última cadeira da fila.

Passou o tempo e o sol era escaldante no deserto. Janzo já estava totalmente descongelado. Apenas existia ali areia molhada pelo gelo derretido e o diamante onde ele estava preso. Estava encolhido como um bebê na barriga de uma grávida. Quase todos os fios de cabelo estavam pretos. Ocupava mais da metade de toda a sua cabeça. Estava vivo graças a eles. Uma pequena asa de cacos de espelhos começou a se formar dentro do diamante e ligando-se as costas de Janzo. Era tão poderoso que cortava até o próprio mineral mais resistente do planeta. De repente abriu-as com toda a força e despedaçou tudo aquilo. Ele agora fazia parte do universo mais uma vez. Era um tanto incomum.

A diferença da sua aparência de antes era apenas o cabelo. Estava tomado pela cor preto. Esse era um sinal de que Janzo não poderia brincar. Tinha 1,90 metros de altura. Suas asas eram enormes e retas tinham mais de 3 metros. Olhou para o lado com seus olhos cansados e penetrantes. Virou e olhou para o outro. Sentiu que algo o chamava naquela direção. Levantou vôo na direção que olhava. Era extremamente rápido. Sua velocidade se igualava a do som e por onde passava levantava uma grande quantidade de areia fazendo com que no lugar restasse apenas um grande buraco. Seu cabelo balançava como nunca, era bem solto e liso.

A noite estava chegando, a aula terminara e todos estavam voltando para casa. Estefany e Reivax moravam um próximo ao outro. Foram andando juntos para casa.

- Acho que faltava apenas comunicação. Vejo que você é bem tímido. Disse ela

- É não sou muito de falar, na verdade eu nunca entrei numa roda de colegas antes...

Ele foi interrompido por ela.

-... Amigos! Concluiu ela.

- Amigos? Ele fez uma cara de surpresa, já que não tinha amigos antes. Era algo novo a ser experimentado.

- Sim, seremos bons amigos. Eu os vi, são pessoas boas. Com certeza a amizade fluirá rapidamente.

- Bom, se é assim tudo bem. Respondeu ele com um sorriso meio sem jeito no rosto.

- Você mora onde? Perguntou ela.

- Bem, dobrando nesta rua à direita... — Disse ele apontando para a rua e o lado que iria dobrar. -... Vai-se diretas por ela, umas cinco quadras e chega à minha casa. Ela é a terceira, azul e com portão prateado. E você?

- Quase da mesma forma, o que muda e que na terceira quadra eu dobro para a esquerda e é a primeira casa. Uma rosa com portão preto.

- Hum, interessante. Somos vizinhos. Disse ele com outro sorriso.

- Pois e, mas enfim, até amanha. Tchau. Disse ela dando tchau com a mão e dobrando na sua rua.

Reivax continuou o caminho e chegou a casa.

- Mãe, cheguei! Disse ele. Logo foi subindo as escadas para o seu quarto.

Deixou sua bolsa encostada na cama, mas no chão. Deitou-se na cama e logo abriu um sorriso. Finalmente teria amigos, estava muito ansioso para que o próximo dia amanhecesse.

Não tão distante estava Janzo. Vinha a uma velocidade surpreendente. A água do oceano levantava com a força dele. Seus olhos em cacos tinham apenas o desenho incompleto da pupila dentro deles. Ela girava buscando algo. Ele avistou um grande navio andando em direção a costa japonesa. Pôs os braços para frente, ainda no ar, e mergulhou na água. O impacto foi forte e espalhou água por uns dez metros de distância. Suas asas se quebraram em cacos, permitindo a leve movimentação delas. Grudou mais embaixo nas costas, próximo ao bumbum, uniram-se e formaram uma espécie de hélice e começou a girar dentro da água lhe proporcionando uma grande velocidade. Afundou uns quatro metros dentro da água e foi se encaminhando para o navio por baixo.

Era um navio de pesca carregado de peixes, um dos homens que pilotava o navio olhou no radar e notou algo estranho. Viu que vinha em uma grande velocidade e direto para eles.

- Capitão, olhe isso, olhe isso! Disse ele apontando para o radar.

- Santo Deus, o que é isso?

- Não sei capitão, mas não e normal. Vem muito rápido. O que se movimentaria tão rápido por debaixo da água?

Antes que o capitão respondesse ouviu-se um estrondo e o navio todo tremeu. Dois pilares de espelhos saíram de dentro da água ao lado do navio. Eles se fecharam prendendo o barco como se fossem dois braços e o levantaram, desta forma o navio não sairia do lugar. Uma estaca gigantesca de espelho surgiu atrás do barco levantando-o, desta forma a hélice não conseguiria entrar em contato com a água. Uma espécie de galho de espelho começou a se formar em volta para que as pessoas não pudessem escapar. Trançou todo o navio.

- Ai meu Deus! Gritou um dos tripulantes.

- God? I’m only god here! Falou uma voz que vinha de todos os lados.

Outro espelho surgiu na frente do navio. De dentro dele veio Janzo. Olhou para o vidro de proteção da cabine e sumiu. Janzo acabara de mostrar um de seus poderes. Ele pode escapar para qualquer superfície reflexível. Foi saindo como uma imagem sai de dentro da tela do cinema num filme 3D, e já estava dentro da cabine. Todos com os olhos arregalados e com medo. De repente correram para fugir, mas uma parede de espelhos foi-se construindo na única saída dali. Eles olharam para o mestre dos espelhos e ele deu um sorriso, mexeu a cabeça sinalizando um não. Apontou a mão e na frente dela se formou uma pequena estaca de espelhos. Então se estendeu e perfurou o capitão, tomou várias dobras e perfuraram os outros da cabine. Eles começaram a ser absorvidos para dentro do espelho, que na verdade era a própria estaca comprida que era feita de espelhos. A estaca explodiu em milhões de cacos que sumiram. Janzo foi andando pelo corredor. Uma carnificina aconteceu ali.

Ao final da matança, Janzo estava bem no centro do barco. Era dentro de uma cabine. Apontou as mãos para o chão.

- Parece que aprendi esta língua. Bem, é hora de o barco afundar. – Uma espécie de serra de espelhos formou na frente da sua mão e foi atirada contra o chão cortando tudo até atravessar os fundos do barco. Media 30cm e o buraco foi enorme. Rapidamente a água começou a entrar e tudo se romper. Janzo fechou os olhos e com a força de seu pensamento fez soar o alarme no barco, avisando a costa do Japão que o navio estava em apuros.

As asas novamente se formaram em suas costas e com um salto ele atravessou o teto da cabine até ir ao ar. Ficou contemplando sua “arte”. O navio ia afundando rapidamente e em cerca de 30 minutos já estava praticamente submerso. Olhou para o lado e via apenas a escuridão da noite. Tornou a voar em direção ao que buscava. Era surpreendente a sua velocidade. Cortava o ar. Levantava água e nem ao menos piscava com o vento.

PS: Só uma última colocação a farda do colegial e está:

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Notas finais
Espero que tenham gostado e por favor mandem rewiens eu sei que sou um iniciante mais perciso saber como estou indo e no que preciso melhorar e é claro se estão gostando.