Reivax The Light
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Mais aki estar o terceiro capítulo espero que gostem.
- Amanhece o dia em Tóquio, é um dia ensolarado e bonito. Pessoas de casa acordem e contemplem o dia!
Disse o locutor de rádio na casa de Reivax. Era seu despertador. Quando dá a hora ele desperta na rádio e assim o jovem adolescente acorda.
O garoto levantou da cama e foi direto ao banheiro escovar os dentes. Estava apenas de pijama e o cabelo todo bagunçado. No seu quarto tinha um banheiro. Saiu de lá e desceu.
- Reivax, venha tomar café! Disse sua mãe Kyosaka.
- Estou indo mãe. Respondeu ele descendo as escadas.
Chegou à cozinha sentando para tomar café. Subiu e foi tomar banho. Entrou no banheiro nu e foi para o Box se banhar. Estava nu, a água escorria pelo seu corpo até chegar ao chão. Nesse Box havia um espelho bem comprido. Podia-se ver por intero dentro dele. Reivax se olhou no espelho, seu reflexo não estava de acordo com a realidade. Os olhos ficaram vermelhos e a pupila parecia de um gato. Via também uma energia branca e meio acinzentada em volta de si. Parecia hipnotizado pela imagem e foi chegando perto do espelho, a mão esquerda ia à frente querendo tocá-lo. A luz do banheiro piscou e então ele despertou. Olhou para si e não conseguia nem mesmo pensar em algo que explicasse aquilo. Saiu se arrumou e foi para a escola.
Estava na trajetória na escola, ainda perto de casa, quando viu sua colega de sala e vizinha. Era Estefany, ela também o viu e logo deu um sorriso.
- Reivax, bom dia. Vejo que iremos para a escola e voltaremos juntos dela. Disse ela se aproximando dele e dobrando a rua.
- Ah, é mesmo. Respondeu ele ainda tímido.
- Quando você pode sair para fazer o nosso... – A atenção dela se desviara por um momento. Estavam passando por uma loja e na vitrine tinha um espelho grande. Ela estava olhando diretamente para ele quando viu a cena que não queria lembrar nunca mais. A cena do estupro da sua irmã mais velha. Parou de andar.
Reivax ia andando e olhou par trás.
- Você está bem? O que ouve?
-... nada, apenas... uma coisa. Respondeu ela desanimada.
- Parou de andar, pensei que tinha acontecido algo.
- Está tudo bem, não se preocupe!
- Não vou. Respondeu ele.
Os dois continuaram a andar.
No litoral japonês o demônio já estava. Janzo voava alto e pousara em cima de um prédio bem alto no centro de Tóquio. As asas quebraram e sumiram em infinitos cacos. Estava em pé, olhava para os lados e via apenas um monte de carros correndo nas ruas, pessoas nas calçadas e o sol brilhando no céu.
- Humpf, não sou muito amante do dia ensolarado. Vamos mudar a paisagem. – Ele levantou o braço direito e uma energia se formara na palma da mão. Era como uma descarga elétrica, logo subiu aos céus com uma força e velocidade tremenda. Espalhou-se para todos os lados com um forte estrondo. As pessoas pararam de andar e olharam para os céus. Tinham medo, algumas, as outras ficaram sem ação. Não viram de onde isso vinha. Uma tempestade estava para acontecer. O céu escureceu e de repente começou a cair chuva juntamente com raios. Nuvens se formaram e Janzo ria. – Assim será bem mais fácil localizá-los. Janzo fechou os olhos e se concentrou.
A chuva era rastreadora, ou seja, se qualquer gota cair em uma pessoa Janzo saberia quem era e a sua localização exata.
Começou a chover em Tóquio logo de manha cedo. Reivax já estava sob uma cobertura na entrada da escola, ele tinha corrido rápido. Estefany vinha logo atrás e foi quando uma gota respingou em seu ombro. Escorreu e tocou sua pele. No mesmo momento Janzo abriu os olhos.
- Encontrei um! Esperarei o momento certo para agir.
- Que chuva tão de repente, não acha Reivax? Perguntou Estefany.
- Pois não é verdade? Muito estranho isso, deve ter uma explicação.
Ambos entraram na escola e foram caminhando pelo corredor. Avistaram Luj que estava escorada na parede sozinha. Ela também os viu e abriu um sorriso feliz.
- Já não era hora. Estava entediada aqui nesses dez minutos que fiquei parada.
- Desculpe, viemos devagar, estávamos conversando. Disse Estefany com o rosto bem comum.
- Vamos logo para a sala? Disse Reivax.
Os recém amigos andaram direto para a sua sala. Sentaram na cadeira destinada respectivamente para cada um. Os outros já estavam lá a espera dos três que não vinham.
- Se eu soubesse que estariam aqui eu já teria vindo. Fiquei lá fora esperando um tempinho. Disse Luj com a voz delicada que tinha.
- Que pena, não sabíamos. Respondeu Leon com uma cara de indireta dando um sorrisinho.
Ela respondeu dando uma língua amistosa para o visinho de carteira.
- Hoje minha manhã foi estranha, pensei ter visto algo em meu espelho no quarto. Disse Leo com um olhar não muito feliz.
Reivax prendeu-se em seu pensamento. – Não fui apenas o único a ver coisas? Será que não é apenas uma coincidência? – Ele decidiu falar, seu pensamento foi muito rápido e a resposta veio quase que imediato, como se seu corpo estivesse preparado para responder a tudo aquilo. – O que você viu Leo?
- Eu vi meus olhos vermelhos, pareciam me hipnotizar ou coisa do tipo. Quando dei por mim tinha dado de cara no espelho. Então acordei da “hipnose”. Respondeu ele com um receio grande.
Reivax arregalou os olhos e notou uma coisa ali. Não sabia o que era, mas tinha certeza de ser aterrorizante.
- Credo! – Gritou Mind. – Você me deixou arrepiada agora! Nunca mais faça isso. Disse ela virando-se para frente.
- Muito bem classe agora irá começar nossa aula.! Disse o professor que já iria se apresentar. Era de história e parecia bem animado.
- Conversamos depois! Sussurrou Reivax, num tom suficiente para todos ouvirem.
Todos responderam com uma piscadela ou acenos com as mãos.
A aula estava se estendendo normalmente, foi quando acabou o tempo do professor e ele já estava se despedindo.
- Bem turma eu espero que tenham gostado da aula e até a próxima. Disse ele pegando suas coisas e indo embora.
Os alunos saíram como se fossem desesperados ou bandidos fugindo da polícia por um crime. Eles todos ficaram na sala de aula e olharam um para a cara do outro. Rapidamente fizeram um círculo com as cadeiras e começaram a conversar.
- Tenho um mau pressentimento sobre isso pessoal. Disse Leon.
- Acho que é muita coincidência. Devemos apenas acreditar nisso. Disse Reivax.
Estefany estava muito calada. Fugia com os olhos e não queria que chegasse perto dela. Então Leo se manifestou.
- Coincidência? Com o quê?
Todos viraram os rostos para Reivax, também queria saber por que ele havia dito aquilo.
Reivax respirou fundo e se coração acelerou, ficou nervoso e começou a suar.
- É... porque minha manhã foi estranha. Eu vi algo em meu reflexo no espelho do meu banheiro. Não era eu entendem?
Todos concordaram, porém Estefany ficou na defensiva.
- Muito estranho, devemos esquecer isso gente. Não é legal brincar com essas coisas. Disse ela.
- Até você Tefy? Disse Mind bem simpática.
- O que tem haver? Disse ela fazendo uma cara de espanto e sem jeito.
- Parece esconder alguma coisa. Disse Mind novamente fazendo um rosto de investigativa.
- Ah, nada não. Não se preocupe. Disse Estefany fugindo do assunto virando o rosto e se levantando.
- Ah, já ia me esquecendo da minha idéia. Que tal fazermos nosso código? Tenho muitas coisas na cabeça. Um livro de todo o nosso ano aqui, como amigos. Disse Luj.
- Hum, gostei da idéia. Disse Reivax com um rosto sorridente.
- Eu também. Falou Leon.
Assim foram todos que estavam ali, deixando por último a Estefany.
- E você mana? Disse Reivax.
- Também concordo. Achei uma ótima idéia, amei. Concluiu ela.
Raios caiam do céu como uma tesoura bem afiada passava cortando pelo papel branquinho e limpo. Uma grande lança estava fincada de cabeça para cima em cima do teto da escola. Bem na ponta que ficava para frente, onde era a entrada e saída dos alunos. Fim de tarde e mais um dia de escola, chuviscava na cidade. O dia foi intenso e nuvens negras ainda cobriam os céus. Agarrado à lança de ferro estava o demônio dos espelhos. Olhava os alunos saírem da escola. Procurava uma pessoa em especial. Ninguém o vira, era invisível para qualquer um. Estefany saiu, logo atrás vinham seus outros amigos totalizando os oito.
Tomaram rumos diferentes. Os olhos da luz de Janzo brilharam mais do que nunca. Tinha apenas um problema. Não estava como queria. Era, aos seus olhos, uma humana inútil e sem valor.
- O que há de errado com aquela porcaria? — O retrucou a si mesmo. – Mas claro, é apenas uma reencarnação, seu poder precisa ser despertado.
Asas apareceram nas costas dele que levantou, rapidamente, vôo. Pousou bem atrás dela. As asas se partiram em milhões de cacos que sumiram no espaço. Iam andando e Janzo ia atrás. Pôs-se a cheirá-la no pescoço. Confirmou pelo aroma. Ao senti-lo, seus olhos viraram. Aparentava um êxtase. Continuou a segui-la, dobraram a rua e a própria não sentira sua presença. Estava acompanhada de Reivax, passaram na frente da mesma loja de mais cedo. Ela tornou a olhar pelo espelho, desta vez viu o que não queria ver.
Parou de andar e ficou ali em estado de choque. Janzo percebeu e acenou para o espelho com finalidade de cumprimentá-la. Ele deu um sorriso medonho. Estefany, sem dar explicação a Reivax que estava falando correu e atravessou a rua na frente dos carros e saiu fugindo dali.
- Estefany, o que está fazendo? Gritou ele indo atrás dela.
Os carros pararam na rua e um dos motoristas começou a xingar. Estefay estava aos prantos correndo. Entrou num beco dentro do quarteirão. Desta forma havia despistado Reivax, mas não era sua intenção.
Janzo Levantou vôo com asas novas do local onde estava. Era sério e bem rápido. Foi com tanta força que o vento do seu vôo levantou o carro na rua, o mesmo carro do motorista que havia parado para xingar. O carro capotou e o motorista foi atirado para fora. Viu onde a garota estava e desceu desfazendo suas asas. O beco era sem saída e Estefany se viu sem solução. Sentou-se ao chão e começou a chorar sozinha. Janzo estava na entrada do beco. Fez um espelho em sua frente e dele saiu uma das pessoas do navio de pesca que havia atacado. Era loiro com os olhos azuis, cabelo curto e era musculoso. Estefany não tinha visto, pois estava de cabeça baixa chorando. Deu uma risada que a fez percebê-lo. O espelho sumiu em cacos pequeníssimos. Era outra habilidade do senhor dos espelhos. Podia controlar como marionete qualquer coisa aprisionada em seu espelho.
- O que uma jovem linda desse jeito faz num local tão feio como esses?
- Quem é você? Disse ela assustada e já se levantando.
- Eu? Apenas alguém interessado na sua pessoa. Disse ele com uma cara medonha e safada. Ia andando e aos poucos se aproximava dela.
- Não quero saber de você! Afaste-se de mim! Profanou-a, com um tom de coragem que encobria o verdadeiro medo.
- Sabe as palavras sempre soam ao contrário para mim.
Janzo estava apenas vendo a cena com um tom de malícia.
- Pegue-a agora! Sussurrou Janzo nos ouvidos da “marionete”.
- Sim mestre, agora mesmo.
O cara desabotoou a calça jeans e abriu um pouco. Também baixou a cueca colocando o que tinha para fora. Correu diretamente para ela na tentativa de estuprá-la.
Os olhos de Janzo brilharam e lembrou-se de mais cedo. A chuva rastreadora, coisa bem inteligente, mas não comum. Janzo viu seus piores medos e transformou-os em poder para si. Viu sua irmã sendo estuprada, viu tudo ocorrer. Sentiu o medo de Estefay correr pelo seu corpo como uma droga que vicia.
Estefany gritou e se levantou. Correu, mas foi impedida pelo homem que a agarrou com os dois braços e já ia abaixando a saia dela. A mesma resistiu e deixou aquilo mais impossível. Janzo já não estava gostando do que via e resolveu aumentar o grau de dificuldade. O corpo atirou-a contra a parede com uma força sobre humana. O braço dele virou uma lança de espelho e partiu para cima para tentar matá-la.
Os olhos dela escureceram num roxo brilhante com toques pretos. Viu aquela lança vinda em sua direção e pôs a palma da mão esquerda contra a ponta da arma grudada ao corpo do estuprador. O espelho foi se quebrando até não restar braço algum. No fim parecia um ácido corroendo algo. Estava tudo melado. Ele olhou com olhos arregalados para ela e Janzo viu todo aquele poder bem na sua frente, era tentador demais. A tarefa estava cumprida. Ela tomou o pescoço dele em suas mãos e de repente conseguiu ver Janzo. O cara começou a se tremer e veias apareceram por todo o seu corpo. Ia ficando roxo e logo morreu. Ela o soltou no chão.
- Quem é você? Disse ela bem séria.
- Estás a me ver. Incrível isso, mas não lutarei com você nesse estado. Está muito fraca.
Uma áurea roxa estava em volta dela e a mesma partiu em ataque com um soco. Janzo nem piscou e defendeu com a mão direita. Entortou o braço e a fez ficar de costas para ele. Após isso a jogou contra a parede com força. Ela caiu no chão e se levantou rápido. Estava cansada e descabelada.
- Eu vou derrotá-lo agora! Disse ela.
- Não, não hoje querida. Meu trabalho está feito.
Janzo sumiu em cacos de espelhos que desapareceram no ar.
Ela apenas respirava fundo de cansaço e se apoiava no chão com a duas mãos. Passou alguns segundos a mais ali, juntou suas coisas e foi andando para casa sem saber o que realmente estava acontecendo. Arrastava sua bolsa pela alça como se estivesse muito desgastada. Ia com o rosto em choque e pânico.
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