Reila

11 Novas Surpresas


:: CAPÍTULO 11 — Novas surpresas ::


Depois de passar uma boa parte da madrugada conversando com Kouyou, Reita deitou-se. Notou que o colega não estava feliz. Mas ele foi quem perguntou o que houve, oras...

Imediatamente, lembrou-se que poderia não ser uma boa ideia perturbar o guitarrista. Será que ele ainda mantinha objetos pontiagudos no quarto? E ele costumava ser meio vingativo.... Adormeceu com esses pensamentos.

*~—–—–——–»..x..«–——–—–—~*

Acordou com a respiração descompassada. Sentia frio, e não era à toa: estava vestindo apenas sua cueca. Quando foi mover a mão para se cobrir, notou que ela estava amarrada. Notou que estava com todos os membros amarrados à cama que reconheceu como sendo o leito de Uruha. Não se surpreendeu ao notificar que estava amordaçado também.

Começou a se debater e tentar falar, sem sucesso. Ouviu um riso e notou que não estava só: Takashima estava debruçado sobre uma caixa aberta, mexendo em algo. Logo se levantou e fechou-a. Quando se virou de frente para o baixista, este gelou: segurava em sua mão uma faca longa de cozinha e ostentava um olhar malicioso, em conjunto com um sorriso igualmente promíscuo.

– Que bom que acordou, Aki... Não queria me divertir sozinho... – Passou a alisar o cabo da arma de maneira vaga enquanto caminhava em sua direção. O loiro menor apenas balançava a cabeça freneticamente em negação, o que fez o sorriso do outro se intensificar antes de continuar a falar. – O que foi? Não quer brincar comigo? – Usou um tom infantil.

Sem poder fazer nada, teve que assistir o guitarrista sentar-se sobre sua barriga, colocando cada uma de suas pernas dobradas de um lado do corpo bem esculpido. Agora Suzuki mantinha os olhos presos nele, que se aproximava cada vez mais.

– Se quiser brincar é só dizer... – Aquilo era insano... O que aquele ser estava fazendo? Pior que isso, por que ele estava gostando?

Como se lesse seus pensamentos, o mais alto proferiu baixinho, quase num gemido, que não melhorou em nada a situação do outro:

– Então você gosta, né... Eu já imaginava que sim. – E sorriu mais uma vez antes de encostar a lâmina no peito alvo de Akira. Encostou a lâmina de lado, de forma que não cortasse, mas isso foi suficiente para fazê-lo se arrepiar inteiro. Um breve resmungo ininteligível saiu de seus lábios.

Agora, com cautela, a lâmina começava a ser girada. Inicialmente, palavras e desenhos imaginários eram feitos com a ponta, delicadamente, deixando não mais que um fino rastro branco pela pele onde passava. Mas com um pouco mais de força exercida, estes rastros passaram a exalar a cor vermelha lentamente. Suzuki estava dividido entre a dor e o prazer.

–Então, quer brincar? – Reita fez que sim com a cabeça. Não obstante, Takashima pegou os cabelos do mesmo com vigor, puxando madeixas quase alvas. – Eu fiz uma pergunta... Você quer, Suzuki Akira?

– S-sim... – Falou, com o som meio abafado pelo pano. Sentiu os fios serem soltos.

– Ótimo. – O mais novo retirou do bolso um tipo de faixa e vendou o outro. Aquilo era torturante. Ainda depois, o guitarrista saiu de cima dele.

Demorou alguns segundos até que o baixista sentisse o peso característico do amigo sobre si novamente, mas desta vez, podia sentir sua pele macia em contato com a dele.

Imaginar Kouyou despido foi demais para o baixista. Todas aquelas curvas tão bem delineadas que, vira e mexe, ele se pegava admirando... Era uma tortura não poder ver!

– Quer que eu te toque? – Fazia que sim freneticamente com a cabeça enquanto sentia uma superfície gelada ser encostada contra a pele sensível de seu baixo ventre. Iria ficar louco. Já estava apto a dizer loucuras quando ouviu uma voz. Uma voz diferente da de Kouyou, conhecida, aveludada... A voz de Ruki.

– Rei... Por quê? – Takashima largou a faca e agora passava os dedos quentes pelo abdômen do baixista.

– Eu que quero saber, Takanori... Por quê? – Questionou o baixist.

– Porque eu te amo... Idiota. – Enrijeceu. O quê? Antes que pudesse pensar mais, o loiro que mantinha sobre si o apertou com força, o que o fez despertar.

*~—–—–——–»..x..«–——–—–—~*


Suava e ofegava. Então... Fora só um sonho? Por Deus... Que sonho... O que tudo isso queria dizer?

Essa seria uma longa noite. Arranjou mais muitas e muitas coisas para pensar sobre.

*~—–—–——–»..x..«–——–—–—~*

O dia amanhecia tímido na manhã seguinte. O vento cortante cismava em fazer-se presente enquanto Kai e Aoi continuavam exatamente na mesma posição em que dormiram na noite passada. O baterista se mexeu apenas um pouquinho, o que foi o suficiente para que o outro acordasse.

– Bom dia, Kai-chi... – Pronunciou baixinho.

– Bom dia, Yuu... – Falou manhoso. Será que acordava assim tão fofo todos os dias?

Antes de continuar, um barulho estranho foi produzido, proveniente do estômago do baterista. Shiroyama riu baixo.

– Talvez seja melhor irmos tomar um café decente lá dentro...

– Mas então... Quem terá ganhado a aposta? – Perguntou curioso.

– Um empate. Fica para a próxima... – Agora podia sentir o imenso vazio dentro do próprio estomago. Passaram a noite inteira só de marshmallows? Claro que estava faminto!

*~—–—–——–»..x..«–——–—–—~*

Kouyou quebrou um ovo numa frigideira e jogou a casca no lixo com agressividade. Todos os seus gestos eram rudes e seu semblante amarrado mostrava que não tivera uma noite exatamente boa. Reita ficou falando e falando coisas sem sentido. Estava dando tudo errado... Talvez precisasse ser um pouco mais cruel para fazê-lo notar.

Estava pensando em um novo plano quando viu a porta se abrir, e, adentrando pela mesma, os dois morenos. O baterista foi quem se pronunciou primeiro:

– Bom dia, Uru-pooon! – Parecia alegre em ver o loiro. Este, por sua vez, apenas acenou, com a cara amarrada, o que atentou a curiosidade do menor. – Noite ruim?

– Experimenta dormir com o Reita falando merda do seu lado... – Falou, enquanto cortava cebolinhas com mais força do que a tarefa realmente exigia.

– Ei ei ei... – Aoi, prevendo um desastre, interveio. Estava preocupado com o perigo que os dedos de Kouyou estavam correndo? Não... Talvez caísse sangue em seu café da manhã e isso não seria legal. – Deixa que eu cozinho. Explica o que houve. – De fato, para abandoná-lo sozinho com Kai durante a noite toda, algo grave deve ter acontecido.

Largando as coisas, sentou-se junto à Uke no balcão e começou a brincar com um lápis que ali estava.

– Akira e Takanori. Eles brigaram... Reita foi dormir no meu quarto e o Ruki saiu por aí, não voltou até agora.

– Ele está bem? – Perguntou Yutaka, preocupado. Takashima, sem saber a quem o baterista se referia, continuou:

– Taka é grandinho, sabe o que fazer. Tem um cartão de crédito e já deve ter ouvido falar de hotéis. Já Suzuki... Parece uma criança, resmungando coisas sem sentido. Está morrendo de raiva do chibi, mas não sabe dizer o motivo. Super infantil, insiste em dizer que está certo, apesar de não haver ninguém errado na história, pois não há um erro.

– Ele é meio cabeça-dura, mas logo deve se acalmar. Provavelmente aconteceu algo que ele não contou, né? Não ia explodir por nada... – Perguntou Kai, Shiroyama ouvia atentamente à história.

– Talvez. Provavelmente Takanori possa contar com mais detalhes... Parecia estar chorando quando correu de lá.

– Ele não é de chorar. – Comentou Aoi, enquanto colocava omeletes quentes na frente dos outros dois que conversavam e pegava o seu próprio, sentando-se de frente para Kouyou.

– Não. Vai entender esses dois?

– É... – Todos começaram a devorar seus desjejuns em silêncio. Assim ficaram por um tempo até que a porta se abriu, irrompendo por ela uma criaturinha pequena, cabisbaixa, cheia de folhas grudadas nas roupas finas que usava. Não estava pronto para o frio que fez, mas não aparentava se preocupar com isso. Sob o olhar de todos, dirigiu-se para seu quarto, sem se importar com nada ou ninguém, apenas bateu a porta com força.

Takashima levantou, uma vez que era o único que havia terminado. Correu até a porta apenas para encontrá-la fechada. Sorriu levemente. Os dois loiros tinham o mesmo jeito de se isolar, então... E ele ainda usaria a mesma solução: foi até a cozinha, pegou suas chaves extras e destrancou a porta, tendo plena consciência dos olhares chocados dos morenos atrás de si. Ninguém imaginava que havia cópias das chaves.

Abriu a porta, entrou no quarto escuro. O loiro estava deitado na cama, do jeito que chegou, todo encolhido, sem se cobrir nem nada. Apenas estava ali.

O mais alto chegou perto, e, lembrando-se de sua aposta com Matsumoto, retirou do bolso um cartãozinho com o telefone de Reila. Deixou-o sobre a mesa de cabeceira, uma vez que Ruki parecia dormir.

Aproximou-se para retirar uma folha seca presa em seu cabelo quando notificou que o menor estava quente. Demasiadamente quente. Colocou a mão em sua fronte por um instante, e apenas isso foi necessário para notar que estava ardendo em febre. Logo, ficou mais preocupado. Será que ele passou a noite inteira no bosque? No frio que fez? Sendo que na noite passada já voltara ensopado?! Isso era... Irresponsável demais! E ele confiando que não precisaria mais ser babá de ninguém...

Pegou um cobertor grosso e cobriu Takanori com cuidado, ainda retirando mais algumas folhas que estavam presas nele.

Afastou seus cabelos de sobre os olhos e resolveu que seria melhor deixá-lo dormir agora. Antes de abandonar o recinto, porém, ouviu o vocalista resmungando algo. Ao olhar para ele, continuava dormindo. Devia estar sonhando.

*~—–—–——–»..x..«–——–—–—~*


– O Ruki está doente. – Anunciou para os outros, que ainda comiam, assim que saiu do quarto e fechou a porta. Kai olhou-o preocupado.

– O que houve? Está com o quê? Vai ficar bem? – Sem notar, estava em pé. Yuu apenas olhava, perplexo.

– Febre. Vou deixá-lo dormir um pouco, deve ter passado a noite acordado. Mas ele precisa tomar um banho para abaixar a febre, e provavelmente está com fome também. A boa notícia é que acho que ninguém aqui tem remédios, né? – Os morenos acenaram negativamente com a cabeça. Uruha continuou. – Ótimo... – Para distrair-se, começou a recolher os pratos vazios e juntar tudo na pia. O único que ficou faltando foi o de Shiroyama. Não demorou muito para que este terminasse de comer também.

O guitarrista loiro já começava a lavar as coisas quando Aoi entregou-lhe seu prato.

– Vou... Juntar as coisas lá fora, antes que comece a chover. Tudo bem?

– Vai lá, Yuu... Mas volta logo, vai chover mesmo.

– Sim. – Saiu em silêncio, a cabeça baixa. O clima estava tão pesado que esqueceram-se por um momento do baterista e de toda a situação em que se meteram nos últimos dias.

– Yutaka... – Chamou Takashima.

– Quê?

– Yuu preparou ovos para o Reita e o Ruki. Pode levar para eles? Mesmo que o Ru-chan esteja dormindo, deixe do lado de sua cama, para quando quiser comer.

– Está certo... – Pegou a primeira bandeja que continha um ovo maior e um copo de suco nela e dirigiu-se para o “quarto roxo”. Empurrou a porta entreaberta com o pé e entrou, sem bater. Sua opinião sobre tudo aquilo é que Akira estava sendo infantil e isso causou um grande mal, portanto, não estava nada feliz com o baixista. Kai não era muito de estudar a situação à fundo, e só existiam os extremos: bom e mau, amor e ódio, maturidade e criancice. E Reita estava sendo infantil, em sua opinião. Não gostava disso.

Olhou à volta: tudo escuro. O loiro estava deitado em um futon no chão, ao lado de uma cama arrumada e vazia. Sem se importar, Uke acendeu a luz, e Reita se contorceu, fechando os olhos.

– Por que você fez isso? – Perguntou, nervoso.

– Eu quem lhe faço a pergunta. Por que você fez isso com Ruki?

– Hã? Eu não fiz nada. Se há um culpado aqui, é...

– VOCÊ, Akira. – Explodiu Yutaka, interrompendo-o. A cena era incomum: geralmente o baterista era doce. Mediante isso, Suzuki encolheu-se um pouco. – Ele está doente agora, feliz? Por culpa sua, Akira. Está doente, está triste e estava chorando. Agora só Deus sabe como conseguiu dormir. O que você fez, hein? – O comentário fez Reita abaixar o olhar levemente, e não respondeu, ainda assim. O moreno apenas balançou a cabeça em desaprovação e largou ali mesmo a bandeja que deveria levar, saindo do quarto batendo os pés e fechando a porta.

Caminhou, novamente até a cozinha, onde Uruha ainda lavava os pratos. Este notou a alteração no humor de Uke após a saída do quarto, mas resolveu ficar quieto. O baixista com certeza deixaria qualquer pessoa infeliz naquele momento. Apenas o observou pegando a segunda bandeja e indo ao local onde encontraria Ruki.

*~—–—–——–»..x..«–——–—–—~*

Estava sentado na cama agora, tremendo de frio. O frio... Era insuportável! Não é possível que estivesse nevando naquele momento, ele passou a noite fora e sabia como andava o clima na região.

– Etto... Taka-chan... Posso entrar? – Perguntou Yutaka, completamente cauteloso, antes de adentrar. Notara que Ruki estava acordado agora e achou melhor avançar com cuidado.

– Hmm... – Resmungou o menor, com simplicidade. Kai chegou perto e largou os alimentos sobre a cômoda.

Agora que estava próximo do mais novo, notou que ele estava muito encolhido, coberto e tremia. Seu semblante ilustrava a agonia que provavelmente sentia.

– Como está se sentindo? – Questionou, baixinho. A resposta demorou.

– Como se um caminhão tivesse me atropelado. – Parou por um breve instante, suficiente para tomar ar e logo em seguida continuar. – Onde está Akira? Ele está bem?

– Hmph... Está bem. Só não está no quarto, então não se preocupe. – O moreno torceu um pouco o nariz, novamente, desaprovando as ações do loiro mais alto. – Mas... Você pode dizer o que houve, Ru-chan? – A resposta demorou uns segundos. Depois de muito pensar, o menor simplesmente respondeu:

– Eu não sei. Queria saber. Fiquei pensando, pensando... Não sei o que fiz para ele. Não sei... – Repetiu, mais para si do que para o outro. Yutaka, por sua vez, compreendeu um pouco melhor. Claro que sabia o que era! Como não pensou antes?

– Não sabe mesmo? Talvez não tenha sido algo que fez... Talvez tenha deixado de fazer. – Mais uma vez, o vocalista parou para pensar. Mais tempo passado e ele apenas encolheu-se mais nas cobertas e voltou a deitar, virado para a parede agora.

Uke ainda ficou ali mais uns segundos, mas a exemplo de Kouyou, achou melhor deixá-lo descansar. Parecia abatido. Mais do que doente, parecia machucado por dentro. Saiu do recinto.

*~—–—–——–»..x..«–——–—–—~*


– Como ele tá? – Perguntou Uruha logo de cara quando Yutaka saiu do quarto. Já havia terminado o serviço e secava a pia agora.

– Péssimo... Estava acordado. Perguntou por Reita.

– E ainda se preocupa com aquele... Energúmeno.

– Engraçado uso de palavras. Ele fez tudo isso por causa de...

– Sim. Ridículo. – Antes que pudesse dizer mais algo, uma luz intensa inundou a casa, seguida por um estrondo enorme. Um trovão.

– É melhor ajudarmos o Aoi... – Sugeriu o moreno.

– Sim. – Largou o pano no balcão e começou a seguir os passos do baterista, que já o esperava na porta da casa.

*~—–—–——–»..x..«–——–—–—~*


Não conseguia entender de onde vinha tanto frio, ainda mais porque suava tanto se parecia que estava congelando. Talvez estivesse doente? Passar a noite lá fora realmente não foi uma boa ideia, no fim. Mas isso não era de grande relevância agora.

Reita. Isso era o mais importante no momento. Não conseguia parar de pensar nele. O que teria feito para provocar sua ira? Era só uma barraca idiota... Pensava, pensava, mas não achava a solução. A única pessoa que tem a resposta, deduziu, era o próprio Akira.

Foi com muito pesar que jogou o edredom quentinho no chão, somente para tremer mais e mais. Mesmo assim, não dormiria em paz enquanto não soubesse o que houve.

Apoiando-se na mesinha ao lado da cama, colocou os pés no chão e vagarosamente foi levantando. Não deixou de se apoiar, de outra forma, teria caído, pois uma enorme tontura o acometeu.

Da mesa, passou a mão para a parede, e recostou seu corpo nesta. Prosseguiu o tortuoso caminho até a porta desta forma. Saiu pela porta e arriscou desencostar-se. Demorou algum tempo para que conseguisse se estabilizar, mas uns segundos depois, estava em pé.

Deu passos muito curtos, e lentamente aproximou-se de seu destino. Isso custou mais do que ele esperava. Só queria deitar. A cabeça não parava de girar e seu corpo inteiro estremecia agora.

Finalmente chegou à entrada do quarto do baixista. Com todo o resto das forças que tinha, girou a maçaneta. A esta altura, suava e ofegava. Sua respiração não passava de breves arfadas muito oscilantes. Empurrou a porta, quase que se jogando por cima dela, mas ainda ficou de pé.

Avistou Akira. Estava sentado no chão, meio encolhido.

– Ue-chan... – Sua voz não passava de um sussurro. Aparentemente, o mais velho não o ouviu, então resolveu chegar mais perto. Ao que tentou dar um passo, seu joelho falhou, o ar faltou e a última coisa que ouviu antes de cair foi alguém chamando por seu nome. Não pôde responder, entretanto. A escuridão já tomava seus sentidos de si.

Notas finais
N/A: Sobre o capítulo... Preciso declarar algo? Desnecessário, né? :x Enfim, leiam, leiam e leiam muito... Porque o próximo capítulo... Só Mana sabe quando virá. Aliás, estou me dedicando de corpo e alma ao Manísmo, a nova religião. Então mande reviews, ou o Mana pega você! 8DD -n