Reila

16 Finalmente, Reila...


Notas iniciais
Antes de cometerem homicídio, leiam tudo.

:: CAPÍTULO 16 – Finalmente, Reila... ::


Cuidadosamente, Reila foi colocada no sofá, ainda soltando leves gemidos de dor. Akira tinha uma força considerável, e quando queria, sabia aplicá-la nos lugares certos. E não foi surpresa para Takanori quando as lágrimas nos olhos da garota se intensificaram e caíam insistentemente apesar das visíveis tentativas de pará-las. Logo o choro tornou-se algo mais compulsivo.

– Rei, tá doendo tanto assim? – Assustou-se Ruki. – Onde é que dói?

– O que aquele homem tem contra mim, hein? Eu não fiz nada pra ele... E-eu...

– Shiiiiiu... – Um lampejo de compreensão o atingiu. Ela também notara algo errado. – Não liga. O Akira é um maluco...

– Ele não é seu amigo, Taka? Eu não queria chatear um amigo seu...

– Se ele fosse... Aposto que não teria chutado a garota em quem estou interessado.

O silêncio os envolveu. Os rostos ficavam mais vermelhos e mais próximos, o corpo mais quente, os olhos mais fechados... Logo estavam com os lábios unidos num beijo singelo. Separaram-se rapidamente, como se tivessem levado um choque com o contato. Mas este ósculo gerou outro, que gerou mais outro e mais um ainda.

Ao passo que a morena estava deitada no sofá, Takanori precisava de uma posição mais favorável para si, e não imaginou outra além de sentar ao seu lado e inclinar-se sobre seu corpo, afim de aprofundar seu contato. Rapidamente, as línguas se trançaram sem pudor algum, tecidos foram levantados, pele foi exposta. Gemidos abandonaram os lábios conjuntamente enquanto os toques ficavam mais íntimos.

O loiro só parou de beijá-la quando respirar foi necessário. Aproveitou essa pausa e pegou Yamaguro nos braços, apreciando imensamente sua face corada e respiração completamente descompassada por tão pouco. Com ela bem segura no colo, encaminhou-se para a porta do quarto, perguntando se não seria muita ousadia de sua parte fazer isso assim tão libidinosamente e sendo que era a primeira vez que se beijavam e afins. Mas ele precisava muito disso.

Enquanto isso, perguntas similares se passavam pela mente de Reila. Perguntava-se novamente se era certo o que fazia, e uma voz fina lhe dizia para não fazê-lo. Mas o que mais ela esperava indo para a casa de Takanori no meio da noite cuidar dele, dormir no mesmo quarto...? Estava dando muito mole pra ele, mesmo sem querer. Por fim, decidiu que não tinha nada a perder. Se não desse certo, paciência: ao menos teria tido um dia agradável. Pensar assim doía, mas era verdade. Talvez Matsumoto também pensasse que ela era só mais uma mulher fácil.

A porta do quarto foi fechada com um baque surdo, e logo a morena sentiu suas costas prensadas contra a mesma, a cabeça indo direto de encontro com a madeira numa batida violenta. O primeiro botão de sua camisa já não estava mais na devida casa.


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Yuu sorria. Não podia imaginar situação mais propícia para aquela inocente ida ao mercado. Primeiramente, só não queria deixar Takashima e Uke saindo sozinhos como num encontro. Durante todo o caminho, Kouyou o ficou provocando, conversando com Yutaka sobre assuntos dos quais ele não pudesse se inteirar. Mas quase no fim do percurso, algo pareceu o incomodar e ele pegou o celular, marcando de se encontrar com alguém em um lugar não muito longe dali. E se foi.

“Devia ser importante pra deixar eu e Kai sozinhos fazendo compras, como num encontro. Tudo bem que nesse “encontro” eu só carrego o carrinho de um lado para o outro enquanto meu amável líder de covinhas sorri para todos e corre atrás de produtos com mais vantagem para ser comprados. Mas não me importo.” – Aoi estava imerso em pensamentos, mal prestava atenção quando o baterista lhe mostrou dois pacotes de pó de curry de marcas diferentes, sobre os quais sua indecisão pairava. Qual deveria levar?

– Leva os dois, Kai... – Tomou os saquinhos das mãos do outro e jogou no carrinho.

– Você é muito insensível, Aoi... Kou-chan teria me ajudado a escolher. – O sufixo “chan” empregado após a abreviação do nome de “Kouyou” fez o guitarrista crispar a face numa careta que, de tão contorcida, parecia que nunca mais sairia de seu semblante. E o resto das compras foi feito com um carregador de cara amarrada.

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A respiração continuava descompassada enquanto fitava algum ponto fixo no teto do quarto que não lhe pertencia. Tudo parecia simplesmente bom demais pra ser verdade. Ruki era bem mais perspicaz do que sua aparência supunha, a dor que sentia na canela havia sido completamente esquecida diante de tantas novas sensações.

Acordara de uma soneca há apenas alguns minutos, tinha medo, entretanto, que tudo fosse um sonho. Mal acreditou quando abriu os olhos e viu o loiro encolhido contra seu corpo, parecendo uma criança inocente. Só parecendo.

Não demorou muito pra essa criança se mover. Espreguiçou-se sutilmente, mas logo se voltou para o corpo da morena, passando os braços por sua cintura enquanto num misto de voz sonolenta e manhosa, dizia:

– Bom diiiiiiia!

Yamaguro apenas sorriu. Ficaram deitados por mais alguns instantes ainda, mas o vocalista sobressaltou-se com um barulho de coisas caindo proveniente da cozinha. Rolou um pouco para o lado.

– Ah... Alguém chegou... – Continuava mole e manhoso. Reila não resistiu ao ímpeto de abraçá-lo.

– Vamos lá, já estamos deitados faz um bom tempo... – Falando isso, levantou-se antes dele, numa tentativa para encorajá-lo e começou a pegar as roupas de ambos jogadas pelo chão. Devolveu as que lhe pertenciam e sem mais delongas, Takanori levantou. Colocou sua calça de qualquer jeito e limitou-se a isso, saindo do quarto logo em seguida e fechando a porta novamente.

De imediato, correu para a cozinha ao encontrar um Kouyou soterrado em panelas e alguns outros utensílios metálicos pontiagudos que poderiam tê-lo machucado seriamente. Chegando ao local, começou a jogar tudo pra qualquer outro lado enquanto Uruha sorria, sem graça. Parecia estar bem, pelo menos.

– Ah chibi, não foi nada não... É só que esses armários precisam de uma arrumação decente. Só isso. – O menor sorriu, um sorriso sincero.

– Eu nem sabia que a gente tinha tanta panela, haha!

Logo o guitarrista conseguia se mover com facilidade, e ambos começaram a recolher tudo do chão e colocar na mesa. A certa altura, só sobraram duas colheres em baixo de um armário.

– Olha, sua imponente altura serve pra algo, Taka! Pega as colheres aí, vai!

Em circunstâncias normais, Takashima teria levado uma bela frigideirada na cabeça. Mas isso não aconteceu. O vocalista apenas agachou-se, ficando de quatro para tentar alcançar os talheres. O primeiro deles foi pego com facilidade. Já o segundo, estava bem mais no fundo. Teve que se esticar bastante antes de alcançá-lo. Quando finalmente conseguiu, entretanto, deixou cair de novo, tamanho foi seu espanto.

Algo quente roçava na pele exposta de suas costas. Sentiu-se circundado por braços razoavelmente fortes, e um corpo notavelmente maior que o seu estava apoiado nele. E definitivamente não era Reila.

Foi tirado de seus pensamentos por um chupão no ombro e uma leve carícia circular em seu mamilo esquerdo.

– URUHAAA!

– Grita menos e geme mais, né... Fica aí de quatro, insinuando sua bunda gostosa e não quer que eu avance? Nem dá... E pra Reila não tem problema, não?

– A Reila não tem uma coisa que balança no meio das pernas, pra mim isso é suficiente.

– Como você pode ter tanta certeza que ela não tem uma coisa que balança?

O silêncio tomou conta da cozinha, e o sorriso maldoso do mais velho apenas se intensificou quando ele soltou o menor.

– Ah, Ruki, anda... Sai daí de baixo que a gente precisa conversar.

Sem objeções, o loirinho saiu de lá e sentou-se numa banqueta ao lado do guitarrista. As colheres foram completamente esquecidas.

– Eu estive conversando com Akira. – A menção no nome “Akira” já o fez ficar com raiva.

– Você não tinha ido ao mercado com o Kai?

– Fui sim. Mas o Reita tinha ficado em casa, e ele ia atrapalhar sua “felicidade”, então eu liguei pra ele.

– E deixou o Yukkun e o Yuu sozinhos?

– Por isso mesmo que você está me devendo uma. – E sorriu maldoso. No fim, Kai e Aoi indo ao mercado juntos não seria problema algum. O outro guitarrista não era exatamente paciente pra esse tipo de coisa. – Enfim, aquele gay não assume, mas ele não gosta de ficar brigado com você, Taka.

– ‘Magina... Se ele não quisesse brigar, acho que não teria chutado a Rei-chan.

– Aquele crápula chutou a Reila? – Em segundos, a voz doce que empregara na conversa com o amigo se tornou algo raivoso. – Ah, vadio... Bem, de qualquer jeito, Ruki. A Reila mora longe e tem que voltar pra casa. Isso não vai dar certo...

– Nossa, eu estou falando com o pai dela? – Sorriu com a própria piada.

– É quase como se fosse, senhor Matsumoto. E traga minha filha de volta às dez. – Levantou-se com um sorriso maroto adornando os lábios de formato tão peculiar. Ainda encontrou com Reila saindo do quarto do menor antes de entrar em seu próprio.

A morena não demorou a chegar onde o amante estava e alojar-se convenientemente atrás dele, rodeando seu corpo com os próprios braços finos. “Tão mais finos que os do Uruha...”, pensava, um sorriso gostoso lhe invadindo os lábios enquanto ouviu a porta se abrir. Esperava ver a face sorridente de Yutaka, mas o que encontrou foi uma careta de desdém no semblante de Akira.

– Haha, olha só... Não é que o Takanori prendeu mesmo o sacrifício número doze, huh? – Falou o da faixa enquanto continuava andando, um sorriso de puro desprezo nos lábios. E Matsumoto nem teve tempo de calcular suas reações, nem ao menos precisou pensar. Pulou da banqueta onde estava por um impulso e correu até a frente de Reita. Este, por sua vez, em condições normais simplesmente teria virado a cara ou continuado o percurso. Mas primeiramente, olhou a cara chorosa de Takanori, num misto de raiva e sofrimento. E depois, uma marca em seu ombro. Um perfeito espécime de chupão no seu corpo branquinho, na sua pele outrora perfeita. E foi Reila quem o estragou. Não conseguiu evitar transbordar a raiva que sentia num olhar pesado lançado ao loiro menor.

– O que você pretende com tudo isso, Akira?

– Isso o quê? – Fingiu-se de desentendido, vendo o rosto de seu amigo tingir-se de vermelho, tanta era sua raiva. Nunca imaginou que o veria assim. Ainda mais por sua causa... E era tudo culpa dela.

E Ruki não teve mais dúvidas sobre o que deveria fazer: virou a mão pequena contra a face do amigo. Ou ex-amigo. Isso provocou a ira do maior de certa forma que avançou para atacar o vocalista, que naquele momento teve a certeza de que iria morrer. Não era mais seu amigo ali na frente. Nem sombra disso. Estava louco. E era imensamente mais forte que si próprio... Iria morrer.

– AKIRA, PARA COM ISSO! – Os braços magros de Uruha tentavam, inutilmente, conter a ira de Suzuki. De fato, o baixista esqueceu-se do menor por uns instantes, apenas tempo o suficiente para se virar com facilidade, como se os braços que o circundavam fossem de papel e então desse um soco certeiro bem no meio da cara de Takashima.

– E você, saia do meu caminho, sua puta de quinta. – E caminhou diretamente para o quarto que dividia com Yuu a passadas pesadas, batendo a porta com violência.

Kouyou ateve-se a soltar um doloroso gemido antes de levar as mãos ao nariz que sangrava. E doía, céus, como doía. Reita era mesmo forte.

– SHIMA! Você está bem?! Ah céus, Taka, pegue um pouco de gelo... – Reila correu para acudir o amigo de infância enquanto Ruki obedecia à sua ordem. Quase deixou tudo cair ao ouvir outro gemido desesperado de Uruha quando Yamaguro tocou algum ponto específico.

– Tá doendo, não faça mais isso. – Resmungou.

– A boa notícia é que não quebrou, Shima. Mas vai inchar e vai doer e vai sangrar por um tempo. Uma ou duas horas... Mas toma algum analgésico que amanhã você deve acordar melhor. – O loiro menor estendeu um pano com gelo para a morena. Na melhor das hipóteses, o nariz de Kouyou parecia uma batata. Uma batata pequena, mais ou menos regular e muito roxa. Sentiu calafrios ao pensar que era o seu nariz que deveria estar daquele jeito agora. Deveria ficar ao lado do amigo e agradecer-lhe imensamente por isso, mas aquele cheiro de sangue o estava nauseando. Correu logo para a varanda.


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Filhos da puta. Ruki era um filho da puta, Uruha era uma puta em pessoa. Mas Reila? Ah, puta não era suficiente pra expressar o quanto que ela já deu aquele cu rodado dela. Coisas assim se passavam pela mente de Reita, cada vez piores e mais sujas. Sua mão tinha respingos do sangue de Takashima. Ele sentia-se sujo, mas ao mesmo tempo, aliviado. Eles fizeram por merecer, todos eles mereciam tudo isso por fazê-lo ficar desse jeito.

Mas que jeito?

Com raiva? Irado? Ou... O que seria isso? Essa vontade de bater em algo até que as forças acabassem...

Pegou o primeiro pedaço de tecido que achou, sem realmente distinguir qual era sua função, e começou a limpar o pouco fluido vermelho que manchava sua tez. Não conseguia tirar o fato irrevogável da sua mente: derramara o sangue de Kouyou. Aquele desgraçado.

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Estava deitado tentando esquecer que um dia acordou e ouviu aquelas palavras de seu Takanori. Era tudo um sonho, não era? Ele iria acordar a qualquer momento.

E o barulho que o fez despertar foi nada menos que seu celular. A música peculiar já denunciava que a pessoa que o incomodava era Takashima. O que ele queria agora? Não poderia deixá-lo em paz um minuto?

– Reita? Te acordei?

– Com toda a certeza. – Respondeu, ríspido.

– Isso não é mesmo hora de dormir. – Uma pausa. – Escuta, Aki... Eu quero conversar com você.

– Mas eu não quero. – Já ia desligar quando o guitarrista disse algo que sabia que o atentaria.

– Aposto que quer. É um assunto de seu interesse. Takanori está com uns problemas ultimamente...

– Isso tem algo a ver com aquela prostituta?

– Ela tem nome, Suzuki. Para com isso. Vem aqui conversar comigo, por favor. Estou na praça uma quadra depois do mercado Suzumiya. Não demora. – E desligou.

O loiro ponderou por uns minutos. Reila estava fazendo Ruki sofrer. Não tinha outra explicação, Kouyou queria pedir ajuda pra tirar a garota de casa já que, como eles eram muito amigos, seria indelicado para ele próprio fazer isso.

Botou as primeiras roupas que viu na frente, todas pretas. Combinava com seu estado de espírito, então nem pensou muito nisso. Pegou um par de óculos escuros. Sair em público sem eles era quase como sair pelado e com uma placa em neon indicando que ele era o baixista do Gazette. Somente a faixa no nariz já o denunciava intensamente, mas não se livrava dela de jeito nenhum.

Saiu do quarto a passos rápidos, sentindo-se satisfeito por não ver a morena. Cedo demais. Ao passar na varanda, Matsumoto a ouvia enquanto ela falava sobre culinária. Que garota mais sem noção... Estava visivelmente entediando Ruki, que não queria feri-la e ouvia atentamente. Ao passar ao lado dela, cerrou os pulsos, tentando conter a raiva. Mas foi maior do que ele, e não conseguiu evitar o chute que desferiu contra a garota, continuando seu caminho como se nada houvesse acontecido, mas com o coração palpitando de satisfação.

Quase nem viu o caminho que percorreu até a praça. E lá chegando, a única pessoa presente era Uruha, parado e em pé. Era um lugar vazio, provavelmente por este motivo que escolheu aquele local.

E naquele lugar, Kouyou o havia dito coisas horríveis. Disse que Ruki amava Reila, que queria ficar com ela e que o único problema do vocalista... Era ele. Suzuki Akira era a peça que tornava Takanori infeliz. E isso era impossível! Ele sempre fizera tudo pelo amigo, e ainda agora, só o estava tentando fazer ver como Yamaguro era uma cretina. Como os outros não viam? Takashima estava do lado dela. Viu o guitarrista se afastar, acompanhando-o com os olhos por uma longa distância. Dez minutos depois de perdê-lo de vista, começou a caminhar para casa a passos curtos.

Chegando lá, sua mente estava confusa. Ruki sorria, agarrado à vadia. Sorria inocentemente, e não tinha como aquele sorriso ser falso. Conhecia-o bem o suficiente para saber que aquele foi um dos sorrisos mais verdadeiros que já vira na vida. E o ódio o tomou por completo, estava tudo errado, tudo muito errado.

A música zetsu que o mais novo compusera há alguns dias rodava e rodava em sua cabeça agora. Não queria acreditar, não queria ver mais nada disso.

Tudo o que veio depois foi um turbilhão de sentimentos. Só notou o que havia feito depois de ver o sangue em suas mãos. Em que havia se tornado...? Precisava fazer uma ligação.

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Discou os números tão conhecidos quase que roboticamente e colocou o aparelho celular ao lado do ouvido. O barulho da linha chamando fazia seu coração bater em expectativa. Quando a linha foi atendida, simplesmente paralisou.

– Moshi moshi? – A voz suave e conhecida atendeu.


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Observava de longe Aoi e Kai vindo em direção à construção e começou a sentir frio, uma vez que a brisa era frígida e ele nem se preocupou com sua camisa depois do ocorrido. Mas agora sentia falta dela. Entretanto, focou sua atenção aos morenos que vinham. Estavam em silêncio. Não podia ver suas feições com exatidão, mas andavam um longe do outro e ambos de cabeça baixa. Ficou imaginando se algo poderia ter acontecido quando sentiu alguém o abraçando por trás. Nem reagiu, pois presumira ser Uruha com um ataque de carência de novo, mas logo a voz de Reila lhe encheu o ouvido.

– Taka, eu vou embora. – A revelação o chocou, mas não fez nada que demonstrasse isso, apenas continuou a ouvir enquanto os dois que observava se aproximavam. – Uru disse que minha irmã passou lá em casa e ficou preocupada quando não me achou e viu que eu deixei a carteira e tudo mais lá... Então eu vou embora agora mesmo. Acho que já causei um monte de confusão. – E sorriu, mesmo sabendo que o loiro não veria.

– E quando eu vou te ver de novo?

– Eu tô com alguns problemas com minha linha telefônica, pelo que minha irmã disse, não tá funcionando bem. Faz pouco tempo que mudei pra lá e os instaladores não apareceram... Mas o Shima ele tem meu endereço e você pode me escrever quando quiser.

– Tudo bem... – Viu o baterista jogar as compras no chão, e logo o guitarrista moreno jogou as que carregava também. Falaram algo por alguns segundos e se abraçaram. E depois disso, teve seu rosto virado e tomado por um beijo da garota que ali estava, deixando-se envolver pelas sensações que tomavam seu ser. Era algo diferente. Queria saber um nome pra isso, só queria tê-la para si. Seria amor?

Logo ela estava acenando e caminhando. Kouyou e Takanori viram-na partir a medida que os dois morenos iam ficando mais próximos.

– Isso não vai dar certo... – Exclamou o mais alto.

– Eu vi o Kai e o Aoi se abraçando.

– Não isso, besta. Você e a Reila. Ela mora muito longe, e ainda tem o Suzuki.

– Que morra aquele desgraçado. Seu nariz melhorou?

– Consideravelmente. – Jogou uma camisa sobre o corpo de Ruki e entrou na casa novamente.

Perdido em devaneios, o vocalista ainda foi capaz de ouvir uma melodia agitada vindo de dentro: a parte que faltava em zetsu. Uruha a tocava em sua guitarra naquele momento. E Matsumoto sorriu.

Notas finais
N/A: Acho que depois desse capítulo, menos gente vai ler a fic. Danem-se. Quero dizer, A FIC SE CHAMA REILA... Alguém por acaso ACHOU que a Reila e o Ruki não fossem ter nada? -.- Vocês acreditam em Papai Noel também? :3 Sobre o mercado... ADOOOORO 8DD E... Pra quem vocês acham que o Reita ligou? Hospício? Psicólogo? Assassino de Aluguel? Churros Delivery? Casa dos castores com um pouco de AIDS no braço do Afeganistão? (Quer fazer uma doação? -n) Enfim, espero que continuem lendo e que me mandem reviews nesse capítulo. Se não quiserem mais ler, obrigada por acompanhar até este ponto.