Reila
10 Discussão junto às chamas
Notas iniciais
:: CAPÍTULO 10 — Discussão junto às chamas ::
Já estava escuro quando o último integrante da banda trancou a porta da frente.
Kai corria animado à frente do séquito, seguido por um Yuu sorridente e um Takanori incerto. Uruha vinha logo atrás, praticamente empurrando Reita, que estava morrendo de fome devido à interrupção no momento que iria comer.
Aoi, depois da desafiadora aposta, não estava mais carregando todas as coisas que empacotou há alguns minutos. Como todo bom macho, conseguiria “sobreviver na floresta” com o mínimo possível.
Quando finalmente chegaram ao fundo da casa, pôde-se ouvir uma exclamação da parte do baterista, e Kouyou apenas sorriu enquanto os outros não entenderam, até virem com os próprios olhos.
Sobre a grama verdinha e bem seca estava uma fogueira perfeitamente montada, trabalho de um exímio escoteiro. Havia cinco pedaços de tronco para sentar em volta da mesma e um violão negro apoiado numa pedra. Um pouco afastado dali, um espaço cheio de folhas secas onde caberiam confortavelmente três tendas grandes. Era perfeito. Yutaka apenas largou as coisas que carregava no chão e saiu correndo em direção ao guitarrista loiro, praticamente pulando em cima dele enquanto gritava:
– KOOOOOOOOU-CHAAAAAAAAAN! Muito, muito, muito obrigado! – Os olhinhos faiscavam, tamanha era a felicidade de Uke.
Takashima fez o melhor que pôde para sustentar a si mesmo, às malas e ao amigo, mas o impacto foi muito grande e ambos tropeçaram. Não obstante, Akira, que caminhava tranquilamente atrás dos demais foi derrubado junto, e os três saíram rolando pela grama. Quando finalmente se estabilizaram, estavam numa posição um tanto quanto complexa: as pernas de Kai estavam trançadas nas do baixista, que por sua vez, caiu com o rosto perigosamente próximo ao do loiro mais alto, que mantinha o braço num ângulo incomum sobre o pescoço do primeiro, que estava sobre Uruha e o da faixa ao mesmo tempo. Além disso, uma das malas mais pesadas caiu sobre o braço de Suzuki, deixando-o cego de dor.
Rapidamente, Aoi correu em socorro, pegando Yutaka pela mão com um olhar que oscilava entre repreensão e preocupação. Retirou também a mala de cima do braço do outro, que nem se mexeu.
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O mundo havia se reduzido para tudo que se encontrava a menos de um palmo de distância. Seu braço doía, e bem à sua frente estava um ser com o olhar completamente opaco, provavelmente em outra galáxia.
– Etto... Kou... Você se machucou? – Perguntou o baixista, só pra testar. Takashima “acordou”, sentando-se instantaneamente.
– Não... Estou bem, mas e você?
– Algo caiu no meu braço, mas... – Antes que pudesse terminar qualquer coisa, sentiu o braço sendo puxado e uma nova criaturinha curiosa se fez presente. Ruki nem deu atenção às reclamações e olhares indignados: analisava o de Reita braço com minúcia. Ao apertar um ponto específico em teste, obteve uma resposta imediata: os músculos do mais alto se retesaram e uma careta formou-se em seu rosto.
– Me desculpe... Mas... Não está quebrado. Se quiser, eu posso...
– Não precisa. – Interrompeu o mais velho, tentando se desvencilhar. – Não foi nada, daqui uns minutos passa.
Takanori ficou com aquele típico pensamento de “Queria ser um avestruz” quando se virou para verificar se Uruha estava bem. Enquanto o menor o analisava, o guitarrista proferiu, baixinho:
– Yutaka está bem?
– Fisicamente? – Perguntou o mais novo, que apesar de concentrado no que fazia, não conseguiu deixar de esboçar um sorriso malicioso. Kouyou não respondeu, então ele prosseguiu. – Está bem. Yuu está cuidando dele... – No momento, o mais alto moveu o pé que estava sendo analisado pelo Dr. Matsumoto delicadamente, em sinal que de poderia soltá-lo.
– Obrigado... – Disse, antes de sair correndo em direção aos dois morenos. E mais uma vez, Takanori estava sozinho.
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Agora sentados em um círculo, cada um dos cinco segurava um espeto metálico para churrascos com um marshmallow na ponta, todos apontados para a fogueira.
O silêncio era cortado apenas pela leve brisa e o crepitar do fogo.
Kai foi o primeiro a recolher seu “garfo”, analisando de perto o objeto em sua ponta, agora levemente tostado. Imaginando o quão quente ele estaria, começou a assoprá-lo, com um biquinho adorável adornando os lábios. Kouyou e Yuu mantinham o olhar preso na cena.
O braço de Akira já não doía tanto, apenas o incomodava quando o local atingido era tocado. E Ruki estava cabisbaixo, perdido em seus pensamentos confusos.
Depois de passadoalgum tempo, Yutaka parou de analisar a comida para “partir pra ação”. Enfiou o alimento quase por inteiro na boca, sujando-se um pouco. Aoi sorriu.
– AAAAAAH Kai-chan, você parece uma criancinha! – Este, por sua vez, sorriu, exibindo as covinhas. Claro que Takashima não ficou exatamente feliz. Olhou a sua volta e viu os dois itens que mudariam a vida de todos naquela noite: o violão e o vocalista.
– Hum, Ruki-chan... – Disse Uruha, mirando o menorzinho lambuzar-se com seu doce. Em sinal de que estava ouvindo, este apenas sacudiu a cabeça, e o maior continuou. – Pelo jeito você acabou de escrever sua música, né? – Nesse momento, a atenção de todos voltou-se para Matsumoto, que assentia positivamente, tentando engolir a substância altamente grudenta. – Bem, você podia mostrar para nós, né? Trouxe o violão para você, faça bom proveito.
Demorou um pouco. Com toda a atenção focada em si, Takanori teve certa pressa em engolir o marshmallow. Mas quanto mais rápido mastigava, mais aquilo grudava, e uns bons cinco minutos passaram até engoli-lo completamente. Sem proferir palavra, soltou a barra metálica e pegou o violão, cuidadosamente posicionando-o em cima da perna esquerda, convenientemente elevada. O instrumento ficava engraçado para alguém tão pequeno.
Estava um pouco nervoso, devia assumir. Todo o produto da noite passada seria exibido em alguns poucos minutos. Começou a afinar o violão, testando cada corda demoradamente, mas chegou uma hora que já não tinha desculpas. Suspirou profundamente e, posicionando os dedos corretamente, começou a tocar uma melodia agitada. Era precária, pois certamente não foi feita para um violão, mas aproveitável. Mais um segundo e começou a acompanhar a melodia com sua voz aveludada.
Os garotos nem piscavam, tamanha era a curiosidade. Afinal, eles também ajudaram a fazer aquilo, e não pareciam decepcionados com o resultado.
Bara Bara Bara aishiteitai kimi yo kakokoro kaerazu no amai...
Até este momento, estava tudo bem. Todos estavam sorrindo animadamente, inclusive Uruha, que tinha planos pra essa música. Querendo ou não, eles ainda tinham que compor, certo? As férias iam acabar um dia, e era bom que tivessem umas boas ideias quando voltassem.
Um longo solo foi o espaço que todos precisavam para criar notas mentais, e quando pensaram que havia acabado, Ruki voltou a cantar. O último parágrafo teve como resultado as reações mais adversas: Kouyou alargou o sorriso, Kai olhou perplexo, Yuu ficou meio sem entender e Reita, se ainda tivesse um pouco de bom-humor dentro de si, este havia acabado de se mudar para o Alasca, e nunca mais pretendia voltar.
Finalmente, o silêncio. O vocalista abaixou o olhar para o violão. Sem saber bem o que fazer, os outros bateram palmas, com exceção de Akira, que se levantou e caminhou até um espaço afastado onde estavam as mochilas. Ruki já ia se levantar quando Takashima apareceu atrás dele, abraçando-o.
– Muito bom, chibi... Está de parabéns. – Isso seria deveras normal se o mais alto não estivesse tão próximo de Takanori, sussurrando muito baixo em seu ouvido. O mais novo apenas acenou com a cabeça, tentando, de maneira sutil se desvencilhar, mas logo Uke e Shiroyama se juntaram ao mesmo, com sorrisos enormes.
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Akira retirava as partes de sua cabana que estavam em uma bolsa plástica. Tirou uma conclusão preciosa: seu braço não doía quando estava parado. Enquanto mexia, segurava vários gemidos de dor. Passou alguns bons minutos tentando retirar todas as peças da sacola, mas isso simplesmente pareceu impossível. Jogou tudo no chão com raiva até que, para sua surpresa, Ruki apareceu, andando lentamente.
– Eu... Posso te ajudar com isso. – Sem nem olhar para o amigo, começou a recolher as coisas do chão, a cabeça baixa. Suzuki não respondeu.
Ao terminar de recolher, pegou tudo, com um pouco de dificuldade, e andou para o lugar onde deveria montar tal abrigo. O mais velho caminhou seguindo os passos dele, mas sem se importar com a dificuldade que ele estava tendo para carregar tudo aquilo. Na verdade, estava muito ocupado pensando naquela música. Era... Tudo que ele não queria ouvir. Era aquilo chamado verdade. Ficou observando Takanori montar a tenda distraidamente, e logo, sussurrou:
– Isso não está certo. – O loirinho virou-se para encará-lo.
– O que, Akira?
– Isso não está certo... – O vocalista largou a estaca que estava segurando para analisar o trabalho. Parecia absolutamente normal.
– Aki, está cer...
– ISSO NÃO ESTÁ CERTO! – Interrompeu Reita, gritando. Já não sabia se falava da tenda, da música ou do aquecimento global. Só sabia que algo não estava certo.
– Pois então venha montar você, Suzuki. – Respondeu Ruki, em tom manhoso. Por mais que quisesse ser rude com o amigo, não conseguia. Uma vontade de chorar o invadiu, sem motivos. Apenas virou-se para ir embora quando sentiu algo agarrar seu braço. Suspirou. Por quê..?
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– O que houve?! – Takashima chegou, atropelando tudo no caminho. O grito do baixista o alarmou, e era notável pela sua respiração descompassada que estava correndo. Ao contrário de qualquer coisa que pudesse ter imaginado, encontrou um Takanori choroso e um Akira alterado.
Ruki soltou-se delicadamente do braço do mais velho e começou a caminhar. Antes que Kouyou pudesse segui-lo, Suzuki começou a caminhar pesadamente na direção oposta.
– Ei ei ei... Onde o senhor pensa que vai, Suzuki Akira? – Perguntou o maior, inquiridor, a mão pousada sobre o quadril.
– Eu penso que vou para o meu quarto, e também penso que se você tiver algum juízo, não vai me seguir. – Antes de partir, porém, lançou um olhar mortal para o guitarrista, que petrificou por um minuto, mas logo o seguiu.
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Aoi já estava estranhando a ausência de Uruha, que vinha fazendo sobre ele uma marcação cerrada. Não que estivesse reclamando da falta dele, claro. Agora estava sozinho, observando Kai terminar de montar a cabana onde os dois passariam a noite juntos. O que mais ele poderia querer?
– Etto... Yuu? Acho que está faltando uma estaca...
– Tem certeza que não tá aí?
– Sim... Você deve ter esquecido lá dentro... – Comentou distraidamente.
– Pois então eu... – Ia pronunciar as palavras “vou pegar” quando viu um brilhinho malicioso nos olhos de Yutaka. – Pois então eu vou.... – Boa ideia, vai fazer o que? – Eu vou... IMPROVISAR! – O rosto ficou radiante, e ele saiu saltitando por entre as folhas secas do chão. O baterista apenas sorriu enquanto uma brisa gelada sacudia seus cabelos negros.
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Mesmo de dentro da casa, Uruha podia sentir o vento. Estava esfriando de novo. Mas isso era de pouca relevância, agora o loiro esmurrava a porta do quarto do baixista com muita intensidade.
– Reitaaaaaa! Abre isso.... Por favor... – Suspirou ao não ouvir resposta. Teria que ser da maneira difícil, né? Marchou até a cozinha e, de cima do armário mais alto, retirou um molho de chaves. No caminho de volta para a entrada do quarto, foi analisando as coisinhas brilhantes até que achou a que queria, separando-a das demais. Colocou na fechadura e girou cuidadosamente, ouvindo um “clique” quando ela destrancou. Abriu a porta com cautela, e foi somente para se deparar com mais uma cena inacreditável.
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A temperatura ia caindo muito rápido à medida que Ruki se embrenhava no bosque. No momento, só queria ficar sozinho.
Afinal, o que estava acontecendo com Akira? Eles sempre foram muito amigos, esse tipo de situação era inédita. Reita perdendo a cabeça assim só por causa de uma barraca idiota? Praticamente impossível.
As lágrimas que foram tantas vezes seguradas agora caiam livremente. Não havia mais motivos pra escondê-las, afinal, não havia ninguém ali para ver. Duas perguntas rodavam incessavelmente na cabeça do loiro: por que Reita estava agindo assim... E por que isso o feria tanto a ponto de querer chorar até transbordar tudo? Por que se sentia tão abalado e tocado ultimamente com a simples menção do nome do colega? Talvez uma boa noite sozinho o fizesse descobrir... Ou talvez não.
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– Ficou uma belezinha, né, Kai-chaaan? – Exclamou Yuu, observando sua estaca improvisada de galhos, orgulhoso.
– Deve dar pro gasto... Mas se continuar ventando... Não sei não... – E sorriu, adorável. Ambos passaram um tempo observando a obra de arte, até que Aoi disse:
– Que tal vermos por dentro?
– Eu topo! Quem chegar por último é a mulher do padre! – O baterista saiu correndo, sorrindo. Mediante a cena, Shiroyama apenas ficou estático uns minutos. Só encontrou, naquele momento, uma palavra para descrever o moreno. “Kawaii.”
Rindo de seus próprios pensamentos, acordou do “transe” e adentrou o tecido. Lá dentro, Yutaka já ajeitava as coisas em seus devidos lugares. Mais uma vez, aquela brisa gelada se fez presente. O guitarrista apenas se arrepiou, mas notou o menor tremer um pouco.
– Não trouxe blusa, Kai-chan?
– Não... – Admitiu envergonhado, todo encolhido. – Você trouxe?
– Também não. Ah... – Jogou os braços para o alto, e prosseguiu. – Passaremos um frio daqueles aqui... – Terminando a frase, deitou-se sobre um fino saco de dormir, sem a intenção de entrar nele ainda. Encolheu-se um pouco e focou a atenção em uma folha que estava no chão. Era seca, de uma cor bonita, bastante irregular e... Antes de terminar a análise, perdeu totalmente a visão da folha, que foi esmagada por algo azul. Esse algo, por acaso, era a camiseta que Kai vestia e... Nesse momento, o baterista encaixou-se à Aoi em uma posição de “conchinha”, fazendo o maior envolvê-lo com os braços e se encolhendo todo, para diminuir o frio. Era notável que tremia muito.
Rapidamente o moreno de lábios fartos começou a tremer também, mas certamente, não de frio. De expectativa. O que o menor estava fazendo? Pior que isso, o que Yuu devia fazer? Na mente do guitarrista, isso era uma irrevogável insinuação de que ele deveria prosseguir! Então Uke não era essa inocência toda...?
Foi abaixando a mão para procurar as do companheiro, até que as achou e as envolveu no meio das suas. Estavam geladas. Aproximou a cabeça lentamente da de Yutaka e... Para sua surpresa, ele estava apenas dormindo. Dormindo, inocentemente encolhidinho, uma cena linda de se ver. Shiroyama riu de si mesmo, outra vez.
No fim, o Kai era simplesmente uma criatura extremamente “kawaii”... Kai kawaii... Kaiwaii.
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– O que você está fazendo, maluco? O que houve? – Foram as únicas palavras que o perplexo Uruha conseguiu dizer ao ver um Reita enraivecido jogando várias coisas dentro de caixas de papelão. Naquele momento se esticava para arrancar os pôsteres da parede.
– Vou me mudar. – Disse com simplicidade enquanto terminava de retirar o último monte de roupas de dentro do armário.
Uma sensação de imenso vazio acometeu Kouyou. Que tipo de acontecimento poderia ter deixado o Akira tão nervoso? Provavelmente, Ruki passara dos limites.
– Vai pra onde, Aki? – Perguntou, um pouco tristemente.
– Eu... – Fez uma pausa enquanto pegava uma caixinha. – Eu não sei. – Admitiu. – Só não quero continuar aqui.
– Hey, hey, Aki... Calminha aí. – Disse o guitarrista, se aproximando do amigo e retirando cuidadosamente a caixinha que ele tinha em mãos, colocando dentro da caixa maior e puxando-o para sentar-se na cama. Fez o mesmo, então prosseguiu. – Você precisa se acalmar... Se não quiser passar a noite com o Taka, pode ficar no meu quarto por um tempo, mas não tome nenhuma atitude precipitada, ok?
O silêncio se fez presente por uns segundos, até que a voz grave do menor cortou-o:
– Tudo bem. Vou acabar de arrumar minhas coisas... Não pretendo voltar pra cá. Algum problema?
– Nenhum. – Takashima levantou, passando a mão levemente nos fios descoloridos de Reita e depositando ali um leve beijo. – Vou pra lá arrumar um lugar pra você dormir, tá? – Sem esperar resposta, saiu. Nessa hora, o baixista notou o que estava prestes a fazer... Isso não era exagero? Aliás, por que ele estava com tanta raiva de Takanori? Ele nem fez nada... Com essa duvida em mente, levantou-se. Talvez estivesse sendo muito extremo, e... Seu olhar se fixou em um objeto que ele desconhecia, em cima da mesa de cabeceira ao lado da cama do menor. Um pôster dos Sex Pistols que ficaria bem na parede, junto com os que acabaram de ser arrancados dali... E ao lado, um cartão com seu nome. Não conteve a curiosidade e abriu. Ali, na caligrafia do melhor amigo, estavam escritas as palavras:
“Estou ansioso pelo show. Estarei contando os dias para sairmos só nós dois sem nosso hospício particular nos seguindo x3”
Sorriu levemente. Já estava a ponto de desistir da mudança quando viu, ao lado do seu próprio cartão, outro com o nome “Reila” nele. Instantaneamente, não teve mais dúvida de que não queria permanecer.
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