Notas iniciais
Personagens: Makoto Asami: Jovem tímida e que tem una vida muito sofrível. Temerosa por toda violência que vê no mundo, receberá uma chance de mudar tudo. Ryuk (Death Note): Shinigami controlador do Death Note. Adora maçãs, e tem objetivos próprios e impiedosos com aqueles que usufruem do livro.

Mãos percorrem um livro negro mesclado a sujeira acumulada de uma incomum noite de inverno, em um canto qualquer de Tóquio.

Quase tido como esquecível pela maior parte da população, não era-o pela adolescente Makoto, atraída por sussurros irresistíveis vindos do beco.

Os longos cabelos vermelhos escondiam a face entristecida por não ser popular em seu colégio e tão pouco ver condições para um futuro digno de sua cidade natal, como também um complexo ódio pela existência humana.

Estrondos eram ouvidos de uma zona não tão distante da dela, e eles persistiam em se aproximar, quase como perseguindo-a, embora o medo da morte não fosse tão assombroso quanto nos demais mortais.

Procurou, entre as sujeiras, algum sinal, e o mesmo concederia-lhe vida, através da morte.

As mãos frágeis, de uma jovem débil socialmente, não viam problema algum em alcançar o que estivesse por ali, sem preocupar-se com as consequências.

— Mas isso é...? — Os olhos de Makoto foram tomados por um carmesin escarlante que transbordavam-os com lentidão, mas de tal forma que tornou-se inevitável, e era um simples livro negro.

O livro, parecia incapaz de ser sujo por forças da natureza, já provendo o tipo de preocupação em qualquer alma sábia, mas atração suficiente para os tolos.

— Há muito potencial em você para esse livro ter uso... — sussurou uma voz inescapável, quase um deleite para ouvidos tolos. Enquanto cada sílaba era proferida com a dose precisa de malicidade para envolver a mente humana.

— Te procurei por toda vida. Não encontrei significado algum na vida. Vi pessoas destruírem as outras por motivo algum, a não ser razões egoístas que pouco condizem com um mundo tão abrangente.

— Não procurou pelos meios corretos. Muitos, jamais encontrarão — Ryuk deu uma mordida suculenta na maça que carregava em mãos, mesmo tomado pelo súbito prazer de gargalhar — Eis sua chance. Um de seus irmãos empregou ele com sabedoria, mas era muito envolto em ambições e maquinações que chamaram atenção de pessoas poderosas.

— Não sou...assassina... — Makoto cruzou as pernas no asfalto molhado e urinou, tamanho era o medo, agora consciente do perigo a frente.

Não era qualquer ilusão ou pesadelo vindouro, porque a sensação de frio e desespero que tomava sua espinha tornava-a descontrolada.

— Não...tão pouco com induções. Funcionaram com aquele rapaz, Yagami, apesar da disposição em tirar vidas julgadas como dispensáveis, mas eu também não posso te deixar viva. Não sem algo em troca — terminou de comer sua maçã, pouco mais da metade, e lançou-a por desgosto.

— Não é capaz, mas é incapaz de tomar sua própria vida em meu nome, para dar significado as obras de entidades maiores, das quais eu pertenco — os olhos de Ryuk brilharam com um vazio infinito, reflexo do peso nas palavras postas diante de Makoto.

— Faria tudo por um tempo a mais — lamentou-se, envolta em lágrimas.

— Pois muito bem... — os dedos de Ryuk tocaram a ponta do queixo de Makoto, indicando que o deus da morte era capaz de palpar objetos do plano dos vivos conforme precisasse.

Notas finais
Agradeço por ter lido. Minha ideia é dar uma revigorada nessa obra que li, e trazer mais elementos e personagens de outros animes. Fiquem ligados