Reigai-teki sonzai no kaigō

2 Capítulo dois: Medidas emergenciais


— Senhor Nate? — Megumi bate exaustivamente na porta de seu escritório, com imenso interesse em repassar-lhe uma notícia, mas sem respostas.

A insatisfação era clara, por parte dela, mas eis que um de seus colegas de trabalho gesticula para que ela desistisse da ideia de incomoda-lo.

Ao reparar nele, percebeu os olhos atentos da equipe inteira alcançado a si, e deu-se a lógica de aguardar, com paciência.

" Destesto aguardar. Ainda mais com um caso aberto...e incomum", pensou Megumi, enquanto folhava alguns fichas criminais juntadas poucos minutos antes.

Foi pega pelo súbito vento de uma janela aberta e deixou uma dúzia de fotos escapulirem e todas tratavam de um misterioso homem com trajado de vermelho e com oculos arredondados pequenos. Certamente, passaria despercebido, não fosse o fato dele exterminar pessoas sem piedade, e sem padrão.

— Guarde com sabedoria isso — pegou as fotos mais longes de seu alcance, enquanto Megumi reclinou-se para pega-las.

— Não são para mim.

— Como imaginei. Mas se me permite, tenho hora marcada com Nate.

— É preciso muita sorte para ter atenção dele.

— Entendo. Mas é de suma importância o que virá daqui.

— Refere-se...

— Qualquer dos eventos sobrenaturais que espreitam Tokyo? Estou longe de qualquer chance em revelar.

A pergunta trouxe um inconveniente enorme no ambiente, mas ambas sabiam que bem pesava o tom ingênuo de tal indagação, ao contrário da perspicácia de um bom policial.

— Como aprecio pessoas pontuais — Nate interrompeu ambas, conforme abriu a porta de sua sala. Parecia exausto e um pouco fora de si, mas o tom de voz contínuo seguia constante, assim como o olhar obstinado de sempre.

— Não podia ser de outra forma, senhor- cumprimentou-o.

— Formalidades? Ah sim. A vida social exigem-nas. Mas por favor entre porque nosso tempo é curto.

— Como quiser — usou a deixa para adentrar na sala e soube o quão engajado em seu trabalho aquele homem era: várias fotos de pessoas presas nas paredes em fila indiana, com um lembrete no topo delas sobre a complexidade das mesmas, mas muitas delas ainda desconhecidas por Akira.

A tênue claridade presente no local apontava para o grau de exaustão presente no chefe, ou talvez indicasse o grau complexo de sua personalidade, essa ainda longe de ser entendida.

— Vim porque preciso ouvir de sua boca...não consigo acreditar na cooperação empreendida por seu departamento com assuntos mais, como diria? Impalpáveis à compreensão humana.

— Humm — Nate arrumou meticulosamente uma dos vários copos de água deixados por sobre a mesa, tanto que irritaram Akira, e sempre com sobras minúsculas do líquido, provendo uma reflexão de imagem considerável- acredito que as mortes com requintes canibalescos não são meras obras do acaso. Quase tenho condições de afirmar o nível de envolvimento rituais crescentes nas regiões metropolitanas, sem um padrão adequado, mas tenho certeza que todaa essas constatações já são de conhecimento policial.

— Os rituais foram diagnosticados conforme os nichos foram datados, graças a união dos departamentos sim. Mas não contavamos por o poder bélico que eles ostentam e das poucas considerações para diálogos, desde sempre. Quanto mais pressionamos, mais eles respondem com força — Akira olhou para seu reflexo, na janela, e viu como o mundo afora seguia pela chuva, já tida como impiedosa.

— Mas não estamos aqui para uma conversa tão formal, focada em constatações óbvias, já sem proveito mútuo — Nate encarou-a, com olhar aterrador e cheio de um sentimento mais forte — preciso que seja meus olhos, cidade adentro. Precisamos de iscas tão atrativas para eles que torne-se inevitável, a caçada.

— Sem forças especiais?

— E provocar descontrole social? Propósito por total contrário ao nosso.

— Uma alegação de treinamento viria a calhar. A isca seria lançada em local despovoado e afastado da cidade.

— Nada coerente com caçadores como eles. Constatariam em um piscar de olhos.

— Não é segredo que eles não podem ser presos — Virou-se para encarar Nate, e ar provido por seus dizeres tornou o vidro úmido.

— Um certo assassino em série foi tido como intocável, mas um homem deu sua vida para que uma sequência insana de mortes tivesse um fim — Nate andou com passos suaves, pelo fato de carregar uma carga emocional incontrolável, mas todos seus dizeres eram voltados para controle. Tinha muito mais a ser dito, mais jamais poria todas cartas na mesa de modo tão precipitado, dando assim sinais de fragilidade.

— Encima da mesa, há uma pasta com certas provas a serem seguidas, caso opte pela cooperação desse empreitada. Mas não sinta-se coagida, caso prefira nega-la — apontou com a ponta do dedo indicador, de modo a evitar mais um olhar atrsvessado por parte dela. Focado na parede de anotações, viu-se instigado ao questionamento de cinquenta mortes ocorridas com um intervalo de não mais de três horas. Algumas das vítimas geradas por situações fortuitas ou mesmo doenças repentinas, mas sempre com familiares surpresos com a decorrência.

Notas finais
Bom, trouxe mais elementos de investigação e esse capítulo ficou puxado. Os próximos trarão mais surpresas e bem mais ação.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.