Regressiva Contagem

7 V - Londres - Floreiros


Notas iniciais
Novamente dou minhas caras por aqui.
Bem preciso declarar uma coisinha.
O quarteto demora em média torno de cinco á quatro cap. para desarmar ou não uma unica bomba, só que existe entre esses cap. outros secundarios.
Assim sendo acho que a fic terá em torno de 30 cap.
Enfim como estou em debito, compenso com um cap. grande espero que curtam.

-Se sabe – diz Kurt saindo da sala, na verdade fora expulso por não ter tirado o celular do ouvido – Diz de uma vez.

-Não tenho certeza – hesita Will ainda olhando para a frase enquanto sua comida não vinha

-Escuta uma coisa, Will – diz Daphe – Arrisca e não petisca, por favor.

Ele solta uma risada sem um pingo de humor.

Daphe é uma mulher bem bipolar.

-Que conclusão chegou, Will? – pergunta Hirako calmamente.

-Talvez esteja fazendo uma alusão á Londres – responde ele hesitante.

-De que lugar na sua cabeça tirou essa idéia? – pergunta Kurt amargo

-Lembre-se que séculos atrás nossa cidade tivera a impressão do desbravamento – conta Will pensativo – Só que as coisas tocam de um jeito diferente agora.

-Assim a frase faz ilusão ao estado atual da cidade – conclui Daphe – Faz sentido.

-Bem descobrimos isso – intromete-se Kurt – Mais do que nos adianta? Caso não sacaram ainda, só sabemos que a bomba está em Londres. O obvio, mas a localização exata nem imaginamos.

-Coloca o cérebro pra funcionar por um instante, garoto – instrui Daphe – Isso já é um ponto positivo para nós. Conseguimos desvendar os códigos até agora, se continuar nesse nível podemos resolver essa situação em um estalar de dedos!

-Como você é otimista – resmunga ele enquanto olha algumas pessoas passarem na sua frente.

-Que seja – replica ela – Não podemos fazer muita coisa, sem o próximo código que deve nos ser enviado em poucos instantes, não?

-Não se tem como saber – diz Hirako enquanto olha para seus telões opaco.

-Tem sim – insisti ela – Vejamos entre os últimos códigos houve um intervalo de provavelmente cinco minutos, me levando a crer que dentro de mais cinco minutos temos um novo código em mãos.

-Uau – satiriza Kurt – Não é que a stripper usou o cérebro agora.

-Se você tivesse na minha frente agora, tenha certeza que não teria mais um dente na boca – diz ela por entre os dentes.

-Começaram a brigar novamente? – indaga Will monótono

-Não – ironiza Daphe – Estamos trocando juras de amor eterno.

-Brasileiros não gostam de levar desaforo pra casa, não é? – indaga Hirako junto á um sorriso de escárnio

-E os japas são de agüentar as coisas, calados – retorqui ela

-Melhor do que os americanos que não agüentam serem chamados de bobos – alfineta ele.

-Vocês realmente me amam – satiriza Kurt – Para não conseguirem me deixar em paz.

Nisso um pequeno som faz com que eles se calem.

Nova mensagem.

DA DF AF VG DF FD FD DF XG XD GV VA FD DV VA VF VG.

-Que presente legal – debocha Daphe enquanto anotava as letras.

-Muito legal – ironiza Kurt – Alguém se candidata á dizer do que estamos tratando agora?

-Faça as honras, americano – diz Will um pouco serio.

-Dessa vez dispenso o convite – satiriza Kurt enquanto vê um casal de beijando, sente então falta da namorada que á essa altura deveria estar indo para a faculdade.

-Vamos então colocar a mente para trabalhar – diz Daphe com certa euforia na voz.

-Para quem antes estava quase querendo pular de um prédio, você bem que tá alegrinha demais – critica Kurt.

-Cala boca, criança – ordena ela azeda – Apenas estou começando a crer que possa tirar algum proveito dessa loucura toda, sacou?

-Hmm – murmura ele voltando seu olhar para o lado esquerdo, deparando então com a supervisora.

Kurt senti seu sangue gelar.

Ótimo detenção.

-Senhor Silvers – diz ela se aproximando dele com uma expressão do tipo “Está ferrado, garoto”.

-Fala, a mulher mais linda do colégio – diz ele com um sorriso largo no rosto, mesmo que seja falso.

Ela o olha com um sobrancelha erguida e cruza os braços.

-Pode me explicar o que está fazendo fora da sala de aula? – indaga ela ríspida

Kurt ouvi alguém sorrir.

Presumi que se trata de Daphe.

-Ah – ele procura uma rápida mentira – Tenho um problema maior para resolver.

-Que problema? – pergunta ela seria

-Um código – respondi ele, pensando que ela poderia os tirar desse peso.

-Pare de brincadeiras, senhor Silvers – ela o recrimina – Detenção agora!

Kurt ouvi a sonora gargalhada de Daphe acompanhada dos risos contidos de Will e Hirako.

-Falou então – diz ele se levantando

-Vamos – diz ela ficando ao seu lado

-Já conheço o caminho – retorqui Kurt azedo

Ela olha-o, mas nada diz.

-E o tiro sai pela culatra – implica Daphe sorrindo

Will e Hirako sorriem rapidamente.

-Como existem pessoas que adoram rir da desgraça alheia – murmura Kurt carrancudo

-Obvio, bebê – debocha Daphe passando a mão no cabelo.

Ouvem ele trincar os dentes.

-Temos um problema em mãos – lembra ele – Não acham que estão relaxados demais?

-Sabemos disso – retorqui Hirako ficando serio – Não somos tão relaxados assim.

-Quer me comer com uma maçã na boca? – satiriza Kurt enquanto entra na sala que chamam de detenção.

-Não como carne – diz Hirako seco

-Muito menos comeria carne de segunda – provoca Daphe olhando para a tela de seu minicomputador.

-Incrível – resmunga Kurt sentando na cadeira enquanto a supervisora vai para a mesa que está na sua frente.

-Muito bem – diz Daphe enfática – Senhores, alguém conseguiu quebrar o código?

-Obvio que não – resmunga Kurt cruzando os braços sobre os olhos da mulher

-Não perguntei para cachorro – replica ela severa – Will, Hirako sabem de algum ponto de partida?

-Usamos o ataque de força bruta – sugeri Hirako

-Demoramos nessa ladainha cerca de 20 minutos – argumenta Daphe – Precisamos ser mais rápidos.

-Como você tem coragem de dizer isso com tamanha certeza? – pergunta Kurt ríspido

-Porque contei – respondi ela calmamente – Agora fecha a torneira, que já tá enjoando.

Ele trinca os dentes enquanto volta seu olhar para a mulher.

-Onde tem um papel e caneta aqui? – pergunta ele usando de toda sua educação.

A mulher olha-o desconfiada, mas lhe entrega o que pedi.

Pensa que ele queria estudar.

Se bem que não fica muito longe disso.

Ele escreve a cifra na folha e morde o lábio inferior enquanto olha as estranhas letras.

Cifra!

-Que tipo de cifras são conhecidas? – pergunta ele serio

-São inúmeras! – exclama Hirako – Você não faz idéia do quanto.

-Hmm – murmura Daphe fazendo um bico – Algumas letras se repetem numa freqüência que me lembra letras.

-Isso não quer dizer nada – diz Hirako – Não sabemos em que língua está escrita.

Daphe fecha os olhos por um instante enquanto os três homens continuam a discutir que tipo de cifra seria aquela.

Ela sabe que vira isso em algum lugar, certa vez seu namorado se era que poderia chamá-lo mostrara uma cifra lhe fazendo decifrá-la.

Daphe franzi o cenho procurando na sua mente a lembrança enquanto os rapazes discutiam.

-Calem a boca por um instante – pedi ela severa

-Estressada – resmunga Kurt.

-Sabe qual é? – indaga Will numa voz doce

-Se vocês calarem a boca me deixando pensar sim – diz ela ríspida – Tenho certeza que vi isso antes.

Minutos de silencio vagueiam por eles enquanto Daphe relembra aquela conversa na grama do campus.

-Olhe para isso – disse seu namorado lhe estendendo uma folha com algo inscrito.

Ela pegou a folha dando de cara com uma espécie de código.

A

D

F

G

V

X

A

n

1

h

d

z

3

D

4

c

t

5

i

y

F

7

e

6

2

q

9

G

8

k

u

a

o

f

V

r

m

0

s

v

w

X

p

l

j

x

b

g

-O que é isso? – perguntou Daphe franzindo a testa.

Seu namorado sorriu enquanto se aproximava dela.

-Chama-se cifra de ADFGVX ou cifra de substituição combinada com transposição – explicou ele

-Essa não era a cifra que o exercito alemão usaram na Primeira Guerra Mundial? – indagou ela estreitando as sobrancelhas.

Ele assentiu com a cabeça.

-Por que está me mostrando isso? – perguntou ela lhe devolvendo a folha.

-Porque queria que você aprendesse para nos comunicarmos sem receios – respondeu ele numa voz solene

-Com que razão? – pergunta ela o olhando confusa

-Tem coisas que ninguém pode saber além de nós – respondeu ele colando seus lábios aos dela.

-Hmm – murmurou ela sorrindo rapidamente – Me diz como a coisa funciona que ficamos acertados.

Ele sorriu largamente e depois a beijou novamente.

Daphe abri os olhos e retorna a olhar a tela de seu Palmtop.

-Senhores me lembrei que cifra estamos nos deparando – conta ela com alegria na voz.

-Diga logo – pedi Kurt impaciente – Estive batendo cabeça nisso faz minutos.

-Relaxa na torneira – diz ela sorrindo – Já ouviram falar da cifra de ADFGVX?

-A cifra mais ridícula da historia? – indaga Kurt receoso

-Já ouviram falar? – repeti ela ignorando o comentário de Kurt.

-Vagamente – diz Will rapidamente – Então se trata dela afinal de contas.

-Exato – confirma ela rabiscando algumas letras em um papel.

-Poderiam fazer a gentileza de explicar pro rei aqui – intromete-se Kurt – Do que se trata essa cifra mesmo?

-Você não acha a cifra mais ridícula? – relembrou Daphe com sarcasmo – Deve saber como ela funciona.

-Rá – diz ele acido – Bem, deixando isso de lado num fim das contas. O que diz as letras?

-O problema basicamente é esse – respondi Daphe ainda rabiscando – Existe o fato de que essa cifra tem varias combinações posso colocar as letras e números de inúmeras maneiras.

-O quadrado de Polibio 6 x 6 contendo 36 caracteres, sendo o alfabeto junto com os 10 algarismos que conhecemos – refleti Will – Essa é a formação da cifra.

-Só que existe inúmeras maneiras de colocar esses 36 caracteres – argumenta Daphe olhando as inúmeras combinações que tivera feito – Esperem um segundo.

Ela sorri ao ver que encontrara o que tanto ansiava.

-Achei nosso premio – diz ela enquanto digitava as letras.

Segundos depois todos tinham na tela de seus palmtop’s a decodificação.

DA DF AF VG DF FD FD DF XG XD GV VA FD DV VA VF VG.

4TH STREET FLOREIROS

-Duas letras juntas indicam uma única letra decodificada – explica Daphe rapidamente – Assim sendo a bomba, ou seja, lá o que for encontra-se nessa rua.

-Sei onde fica isso – diz Will levantando-se apressadamente pagando a conta.

-Ótimo – diz Hirako

-Estou indo para lá agora mesmo – diz Will entrando em seu carro – Trata-se de uma livraria no centro da cidade.

-Em outras palavras – refleti Hirako

-Quero dizer que é só um passo para uma catástrofe – o corta Will.

-Sendo assim – diz Kurt – Acelera, Will!