Regressiva Contagem
8 VI - Caçador - caça.
Notas iniciais
Além do que temos mais alguns incrementos agora.
O fim da manha está com o aspecto de sempre.
Ameno.
O que muito agrada Traker enquanto este leva seu minicelular novamente a orelha.
Ficara alegre ao saber que seus pequenos peões estavam saindo melhor do que presumia.
Realmente esperava que Daphe se lembrasse da cifra que me mostrara meses atrás enquanto fingia fazer faculdade.
Sim, fora algo predeterminado. Apesar de não ser totalmente, tinha a intenção de usá-la em um dado momento, mas não pensou em nenhum instante que seria tão logo.
Só que as coisas andaram depressa demais pro seu gosto, á ponto de ter que mostrar que não deveriam provocá-lo.
Presidentes de todos os paises estavam o subestimando demasiadamente, e isso não poderia de jeito nenhum permitir.
Ouvi então a clara voz de Daphe replicar com Kurt.
Como imaginara os dois juntos!
Não esperava que fossem tão tortuosos como estavam sendo.
Ele pega seu palmtop digita uma mensagem.
Está na hora de tornar o jogo mais divertido.
Traker retorna seu olhar para a garçonete que trazia seu pedido com um olhar malicioso para si.
Sorri internamente, é impressionante como um pouco de beleza atrai.
Mesmo com seus quase trinta anos, ainda detinha a fisionomia de oito anos atrás.
Ela coloca seu pedido na mesa, recebendo um obrigado seguido de um sorriso malicioso de Traker.
A mulher afasta-se carregando consigo um guardanapo contendo um numero dele que possivelmente não seria atendido.
Traker ouvi então novamente a voz calma de mansa de Will explica um fator crucial que apenas ele poderia entender de cara.
Suas escolhas não poderiam ter sido melhores.
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Will acelerava pelas ruas de Londres tendo o cuidado de não chamar atenção, é a ultima coisa que queria neste momento tão tenso.
Escuta Daphe implicar com Kurt novamente. Não sabia como eles tinham fôlego para tanto.
Seu olhar percorri todos os espelhos notando então um Sedan a mais ou menos três carros atrás de si.
Do que se trata disso agora?
-Tenho um problema – avisa sereno aos demais.
-O que? – pergunta Daphe num tom confuso
-Pode até ser impressão minha, mas tem um carro me seguindo – respondi ele fazendo uma curva.
-Que boa coisa para se acontecer agora – ironiza Kurt
Will trinca os dentes.
Americanos.
-Me passa sua localização, Will – pedi Hirako digitando um rápido comando em seu teclado.
-Via 19 north – diz ele rapidamente enquanto acelerava.
-Hmm – murmura Hirako, olhando um mapa aparecendo no telão principal, acompanhado de uma visão 3D da avenida onde Will se encontrava – Seu carrinho é bem acabado.
-O que disse? – perguntam os três juntos.
-Um Opalla, certo? – indaga Hirako vendo-o entrar em uma rua secundaria com o Sedan em seu encalço.
-Você está vendo o carro? – indaga Kurt chocado.
-Sim, tecnologia faz coisas que é de impressionar – diz ele com um leve sorriso acompanhado das palavras.
-Muito bem, o papo tá bom – satiriza Daphe impaciente – Mais se esqueceram que o Will está sendo perseguido?
-Claro que não – diz Hirako – Apenas estou tentando suavizar as coisas.
-Só tão conseguindo me deixar mais tensa do que deve – satiriza Daphe enquanto bebe um pouco de água
-Calma a alma, Dada – diz Kurt enquanto vê a supervisora vindo na sua direção, agora deu!
-Senhor Silvers – diz ela seca – Me entregue agora esse celular.
-Custava você ficar de bico calado! – exclama Daphe nervosa com a idéia de Kurt está fora da jogada causando muitos problemas.
-Desculpe, senhorita – desculpa-se ele educadamente – Mais não posso fazer isso de maneira alguma.
Ela ergue uma sobrancelha cruzando os braços.
-Serio – diz ele a olhando com os olhos marejados, as aulas de teatro estavam sendo úteis!
-O que está acontecendo? – pergunta ela o olhando preocupada.
-Não é algo muito fácil de se falar sabe – respondi ele fitando os próprios pés.
-Ah, claro! – comove-se a mulher – Entendo que deva estar acontecendo algo muito serio.
-Você nem faz idéia da imensidão do quanto – resmunga Daphe
Kurt assenti simulando um choro preso na garganta.
-Senhor Silvers – o chama a supervisora – Talvez seja melhor ir para casa.
-Sim, claro – concorda Kurt com a cabeça baixa – Agradeço pela sua compreensão.
-Sim – diz ela o olhando triste.
-Oh mulher mais tola essa viu – observa Daphe com um quê de indignação.
-Será que ainda existo? – indaga Will num tom de escárnio.
-Claro que existe! – exclama Daphe – Que besteira.
Will cala-se.
-O carro é roubado, Will – informa Hirako olhando a ficha do Sedan que aparecia em seu telão – Não dá pra ver quem está dirigindo.
-Grande ajuda – resmunga Kurt entrando na sala de aula – Licença.
-Tentarei pegar das câmeras – diz Hirako digitando comandos numa agilidade impressionante.
-Não tenho mais tempo para isso – decreta Will engatando a quinta marcha
-O que pretende fazer? – pergunta Daphe hesitante
-Cuidar do jeito mais pratico – respondi ele fazendo uma brusca curva
-Nem quero imaginar – diz Daphe num tom cortante.
Will dá um sorriso de escárnio.
O Sedan logo fica na sua cola.
Will então entra num túnel na tentativa de confundir quem quer que esteja no volante.
-Cara queria participar duma fuga em velocidade! – confessa Kurt.
-Que idiota – resmunga Daphe
-Alguém pediu sua opinião? – retorqui ele ríspido.
-Se não quer ouvir, tampe os ouvidos – replica Daphe azeda.
-Calem a boca, os dois – ordena Hirako olhando para o relógio, quase duas horas.
Onde está Sueko?
Traker. Bendito Traker!
Seu olhar retorna para Will que despista o Sedan ou é isso que se faz parecer.
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