Regaining the love
3 Capítulo 3
– O que? – Damon é irmão da Sarah? Ah pelo amor de Deus.
– Oi Lizie.
– Hmmm, “Lizie”?! – Stefan riu – Já estão tão íntimos assim?
– Claro que não! – falei na mesma hora que Damon disse “Sim”
– Damon! – o reprimi. – Sarah, você só pode estar brincando – falei. – Sério que vocês são irmãos?
– Sim – ela estava rindo da situação – Por quê?
– Que azar – falei.
– Nossa, Lizie... Magoou.
– Ótimo. – peguei a mão de Sarah e a puxei – Venha, quer alguma coisa?
– Um refrigerante, por favor.
Damon veio atrás de nós.
– Você me ama, garota. – ele falou para mim.
– Vai sonhando.
Mostrei a eles onde estavam as bebidas.
– Podem ficar à vontade.
– Obrigada. – Sarah falou.
Caroline veio até mim e me puxou para o canto.
– O que Damon está fazendo aqui?
– Estou me fazendo esta mesma pergunta.
– Quem é a garota?
– A irmã de Damon.
– Você a conhece?
– Conheço. Convidei ela para vir, mas como eu iria saber que eles eram irmãos?
– Te entendo – Caroline riu. – Ele esta lindo, não está?
– Caroline! – ri.
– Qual é... Vai me dizer que você não acha ele bonito.
– Ah, por favor. – bufei.
Ficamos ali por um tempo, bebendo e conversando, quando Caroline falou.
– Wow, o garanhão já está atacando.
– Ãn? – me virei e vi Damon e uma garota conversando no canto. Eles estavam praticamente se jogando em cima do outro. – Ah Care, deixa ele pra lá.
– Tudo bem, não está mais aqui quem falou.
Dei uma volta pela casa para ver como estavam indo as coisas. Sam estava se divertindo muito, que bom, ele merece.
Eu estava passando no meio de uma galera quando senti meu braço sendo puxado.
– Podemos conversar? – Damon falou.
– Tá bom.
– O que você tem contra mim? – ele estava bêbado.
– Nada.
– Então... Podemos ser amigos?
– Minha amizade é tão importante assim pra você?
– Sim, você é diferente de todos os meus amigos.
– Amigos! – estendi a mão.
– Podemos ser algo a mais se você quiser.
– Ah Damon, por favor!
– Brincadeira... – ele sorriu – Vem, quero dançar com a minha nova amiga.
– Não sei dançar.
– Você faz uma festa, mas não sabe dançar? – ele me puxou e começamos a dançar.
Estava tocando “I’ll be there for you”, do Bon Jovi. Que saco, por que só agora começa a tocar música romântica?
Eu sou um desastre dançando, que vergonha, eu pisei no pé dele várias vezes, mas não pareceu que ele se importou.
– Você é linda. – ele falou no meu ouvido.
– Quero sinceridade na nossa amizade.
Ele riu.
– Você acha que eu estou mentindo? Você é tão diferente das outras garotas... Você não se joga em cima de mim como todo mundo. Você mexeu comigo desde a primeira vez que falei com você.
– Damon, pode parar com esse discurso de bêbado.
– Mas é verdade.
Fiquei paralisada. Não sabia o que falar.
– Eu vou tentar uma coisa... – ele se aproximou cada vez mais de mim e me beijou.
Me afastei dele e saí.
Me despedi do pessoal e saí. Sam achou estranho eu estar saindo tão cedo da festa que eu mesma ajudei a organizar, mas não dei explicações.
– Espera, eu te levo em casa. – Damon falou, quando eu estava saindo.
– Eu pego um taxi. – falei e saí.
Por sorte, um taxi estava passando. O chamei e fui para a casa. Fiquei o caminho todo pensando no beijo... Porque ele fez isso? Ele quer ser meu amigo, mas faz uma coisa dessas... Tenho que admitir que o beijo dele é muito gostoso
Cheguei em casa e é melhor para de pensar nisso, senão vou acabar ficando doida. Meu pai estava na sala vendo o jogo de basquete.
– Chegou cedo, filha.
– Não estava me sentindo muito bem.
– Ah sim.
Eu já ia subir quando meu pai falou novamente.
– A Jenna e a filha dela vão vir almoçar aqui amanhã. Acho que já está na hora de você conhece-las.
Aff, era só o que me faltava.
– Tá. – subi para o quarto e me preparei para dormir.
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No dia seguinte, levantei cedo e ajudei meu pai a fazer o almoço para a sua namorada e para a filha dela.
Não quero nem imaginar se eles resolverem se casar...
– Vou subir e tomar um banho. – falei para meu pai.
– Tudo bem, meu amor.
Fui até o banheiro, tomei um longo banho e me arrumei. Eu tinha que ficar apresentável.
Quando desci as convidadas já haviam chegado.
– Jenna, Elena, essa é minha filha, Elizabeth.
– Oi. – falei carrancuda.
– Olá Elizabeth, é muito bom finalmente conhecê-la. – Jenna me deu um beijo na bochecha.
Merda, ela está sendo legal comigo, se eu não for legal também, meu pai vai me matar.
– Igualmente. – falei.
– Oi Elizabeth. – Elena me cumprimentou.
– Ei.
– Bom, agora que todo mundo já se conheceu, vamos almoçar.
Estávamos todos quietos comendo quando Jenna quebrou o silêncio.
– Meu Deus Ric, esse frango está uma delícia.
– A Lizie que fez. – meu pai falou.
– Minha mãe que me ensinou a fazer.
– Lizie... Sinto muito pela sua mãe. – Jenna falou.
– Eu também. – levantei – Vou pegar o sorvete para a sobremesa.
Fui até a cozinha, peguei o sorvete e voltei para a sala de jantar que, aliás, nós nunca usávamos.
Todos já haviam acabado de almoçar, então comecei a servir o sorvete.
– Então Elizabeth, como vai a escola?
– Está tudo bem.
– Talvez eu vá para a sua escola. – Elena falou.
– É uma ótima escola, exceto pelas pessoas.
– Concordo, e tem uma pessoa em especial que eu não quero encontrar.
– Tem muitas pessoas lá que eu não quero encontrar – falei e elas riram. – Mas diz aí, quem você não quer encontrar?
– É uma história longa, melhor descartar agora.
– Venha, vou te mostrar a casa. – meu pai falou para Jenna.
– Quer ver TV? – perguntei.
– Quero.
Fomos para a sala com o sorvete e começamos a ver um filme, quando meu celular tocou.
Número desconhecido. Atendi.
– Alô?
– Ei linda.
– Damon?! – falei baixo para Elena não escutar. Levantei e falei com Elena: – com licença.
– Claro. – ela falou.
Saí da sala e voltei a falar ao telefone:
– Como você conseguiu meu número?
– Ah, fiquei sabendo q você tem um cadastro na biblioteca, aí pedi uma ajudinha pra minha irmã.
– O que você quer? Eu não posso falar agora.
– Hmm, me dando um fora.
– Um fora?
– Tá gatinha, quero sair com você.
– Sair pra que?
– Você é lenta assim mesmo? – ele riu.
– Não sou lenta, só não quero sair com você. Tenho que desligar, tchau.
– Espere, eu estou falando sério, Elizabeth... Saia comigo.
– Tudo bem, Damon. Me liga depois e a gente combina.
– Ok, mais tarde eu te ligo. Tchau. – ele desligou.
Ai meu Deus, será que dá pra piorar?
Voltei para a sala e me sentei ao lado de Elena.
– Era o namorado? – ela perguntou.
– Não. Não tenho namorado.
– Faz bem. Namorado só dá dor de cabeça.
Dei uma risadinha e voltamos a prestar atenção no filme.
Meu pai e Jenna estavam voltando.
– Sua casa é linda, Ric. A Maggie tinha um ótimo gosto. – ouvi ela falar.
– Obrigado. – ele falou.
Eles apareceram na sala e se sentaram conosco.
– E então garotas... – Jenna falou – O que acharam do casal? Está tudo bem sobre o nosso relacionamento?
– Sim – Elena falou.
Todos ficaram esperando minha resposta.
– Está tudo bem... Só que eu vou demorar a me acostumar.
– Tudo bem, Lizie, eu te entendo. – Jenna continuou – Não quero tomar o lugar da Maggie, e nem vou. Só quero que você goste de mim.
– Há alguma possibilidade de vocês morarem juntos?
– Sim, mas quero que se acostume com a ideia primeiro.
– Tá tudo bem, pai. A mamãe morreu... Você tem que seguir com a sua vida. Não quero atrapalhar vocês.
– Você não atrapalha, filha. Mas gostei da sua compreensão. – meu pai falou.
– Está na hora de ir, Elena. – Jenna falou e se virou para mim – Eu adorei te conhecer, Lizie.
– Eu também gostei. – Elena falou.
– Igualmente. – sorri para elas. Realmente eu tinha gostado das duas, e se a Jenna está fazendo meu pai feliz, eu fico feliz por eles.
– Vamos. – Jenna deu um beijo rápido no meu pai e as levamos até a porta.
Nós nos despedimos e elas foram embora.
– Estou muito feliz, minha filha. Eu não achei que você aceitaria a Jenna assim tão rápido.
– Eu gostei dela, pai. Só preciso de um tempo para processar isso tudo.
– Tudo bem, amor. – ele me abraçou.
– Vou subir. – falei e fui para o meu quarto.
Eu estava mexendo no computador quando meu celular tocou.
O mesmo número de antes.
– Oi, Damon. – falei.
– Já é mais tarde. Podemos conversar agora?
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