Regaining the love
4 Capítulo 4
– Vamos pra uma balada?
– Não curto baladas, Damon.
– Então vamos tomar um sorvete!
– Tudo bem.
– Vou passar ai na sua casa agora. Daqui a pouco eu chego aí.
– Tá bom, tchau. – desliguei.
Coloquei uma roupa qualquer e desci para esperar Damon chegar. Mas antes eu tinha que falar com meu pai.
– Pai, vou sair com Damon.
– Tudo bem. Hoje eu tenho plantão no hospital, então quando você chegar eu não vou estar em casa.
– Está bem, pai. Mas o senhor só volta amanhã cedo?
– Sim. Se você quiser chamar a Care para dormir aqui com você...
– Não, pai, tá tudo bem.
Alguém bateu na porta. Deve ser Damon.
Meu pai foi na frente e atendeu.
– E aí, Damon.
– Oi Alaric. Como vai? – Damon estendeu a mão e meu pai o cumprimentou.
– Bem, vamos entrar?
– Não, obrigado.
Fui até a porta.
– Tchau, pai. – dei um beijo em sua bochecha – Não vou demorar.
– Tudo bem, tchau.
Damon e eu fomos caminhando até a moto.
– Então, tudo bem?
– Estava até você ligar.
– Pensei que fôssemos amigos.
– Amigos não beijam outros amigos.
– Amizade colorida, ué.
– É bom ver você sorrindo. – chegamos na moto e ele me entregou o capacete. – Agora vamos.
Subi na moto e partimos.
Chegamos na sorveteria, compramos dois sundaes e nos sentamos na praça logo em frente.
– Você está me conquistando, sabia? – ele falou enquanto tomávamos o sundae. – Eu quero deixar tudo bem claro, eu estou realmente gostando de você. E você pode não admitir, mas eu sinto que você também gosta de mim. E mesmo que eu esteja enganado sobre isso, eu estou determinado a conquista-la.
Fiquei sem reação. O que eu poderia falar? Eu fiquei tão nervosa que deixei meu sorvete cair em cima dele.
– Ai meu Deus, me desculpe, Damon. É que isso é muito para a minha cabeça. – peguei um guardanapo e limpei a roupa dele.
Ele não parava de olhar para mim.
– O que foi? – perguntei.
– Só vontade de te beijar. – ele falou e eu tenho certeza que fiquei corada.
– Para com isso...
– Quer ver um filme? – ele perguntou, mudando de assunto.
– Não dá. – falei – Você tem que parar com isso. Você nem me conhece e já tá falando que gosta de mim.
– Esse é o problema: você não deixa as pessoas de aproximarem de você, não deixa elas te conhecerem.
Pior é que é verdade. Mas é porque parece que todas as pessoas que eu amo se afastam de mim... ou morrem.
– Se abra comigo, Elizabeth... Deixe as emoções fluírem...
Comecei a chorar.
– Eu nunca chorei pela morte da minha mãe... – falei em meio às lágrimas. – Eu tento parecer forte, mas está difícil.
Damon me abraçou e falou:
– Não é crime nenhum chorar. – ele viu que eu não parava de chorar e perguntou – Quer que eu te leve para casa?
– Quero.
Ele me levou para a casa. Cheguei lá e meu pai já havia saído.
– Quer que eu fique aqui com você?
– Quero.
Subimos para o meu quarto e nos sentamos.
– Então... O que você gosta de fazer?
– Ah, ler livros, tocar guitarra...
– Não brinca! Você toca guitarra? – ele ficou surpreso.
– Sim, é o meu passatempo preferido. – levantei e mostrei minha Gibson Les Paul.
– Nossa, que foda. – ele pegou e começou a “tocar”.
– Você é péssimo.
– Você podia me ensinar.
– Quem sabe um dia. – olhei para a janela e já estava de noite – Já está escurecendo, é melhor você ir.
– Posso passar a noite aqui se você quiser.
– Ai meu Deus, Damon!
– Eu estou brincando – ele começou a rir – É que eu gosto da sua reação.
– Ok, tchau, Damon.
– Tchau, Lizie – ele me deu um beijo na testa – Você vai ficar bem?
– Vou sim. Obrigada.
– Te vejo amanhã na escola.
Levei Damon até a porta e ele se foi.
Tomei outro banho e me deitei. Ainda estava cedo, mas eu estava exausta e no outro dia tem aula.
Na segunda, cheguei na escola em cima da hora. Fui logo falar com Caroline e Sam.
– Oi pessoal. – falei.
– Oi – eles responderam.
– O que houve com você na festa? – perguntou Sam.
– É sobre isso que eu quero falar com vocês.
– Então fala. – Caroline falou.
– Na festa, Damon me perguntou umas coisas e nós decidimos que vamos ser amigos... Mas logo depois ele...
– Ai meu Deus! – ela quase gritou. – Vocês se beijaram?
– Sim.
– Nossa! – disse Sam.
– Pior de tudo foi ontem... Depois que a namorada do meu pai e a filha dela foram lá em casa, Damon me ligou para me chamar pra sair.
– E você foi? – Caroline perguntou, curiosa.
– Namorada do seu pai? – Sam não estava entendendo.
– Sim, eu fui. – olhei para Caroline e depois para Sam – E sim, meu pai arrumou uma nova namorada. Até que ela é gente boa.
– Wow.
– E o que aconteceu nesse encontro? – Caroline perguntou.
– Ele se declarou para mim Care... Dá pra acreditar? A gente nem se conhece e ele já sai falando as coisas.
– Vai ver ele gosta de você de verdade. – ela falou.
– Duvido muito.
– Gente, vamos entrar. – Sammy falou.
Entramos na sala e fomos para nossos lugares. Caroline se sentava ao meu lado e Sam atrás da gente.
Paramos no meio da aula de geografia para ouvir um comunicado do diretor.
– Queridos alunos, venho informar-lhes que teremos o “IV Festival de Talentos da Mystic Falls High School”. Quem quiser se apresentar, por favor, se dirija à minha sala para preencher a ficha. Muito obrigado e tenham um bom dia.
Quando acabou o horário, Damon veio falar comigo.
– E aí, vai se inscrever?
– Ãn?
– Para o festival de talentos.
– Eu não...
– Por quê? Aposto que você toca guitarra pra caramba.
– Sei não, Damon...
– Qual é Lizie, você vai acabar com qualquer um que se inscrever. – ele riu.
– Vou pensar.
– Tudo bem, te vejo depois. – ele me deu um beijo na bochecha e saiu.
Fomos para nossa próxima aula: química.
– Bom dia, turma. Tenho um aviso importante para vocês. Como de costume, todo ano temos a nossa “Feira de Ciências”... E esse ano não será diferente, então se dividam em grupos.
Todos os anos Caroline, Sam e eu fazemos o trabalho da feira de ciências juntos.
– Quantas pessoas em cada grupo?
– Máximo de cinco pessoas.
Reunimos nosso grupo e começamos a decidir o que iríamos fazer.
– O que acha de fazermos um “torre de líquidos”?– Sam perguntou.
– Gostei – disse Caroline.
– Eu também. – falei.
– Então está decidido. – Sam começou a fazer suas anotações.
– Eu compro as coisas que vamos precisar. – Caroline falou.
– O tubo já tem lá em casa. – falei.
– Ótimo.
Continuamos conversando quando Damon veio falar comigo.
– E aí, pensou?
– Eu não sei ainda.
– Ah por favor, Lizie, por mim. – ele fez biquinho.
– Ai meu Deus, tá bom então.
– Maravilha, vamos no diretor.
– Ok – me levantei e fomos até o professor pedir permissão para sair.
Chegamos na sala do diretor e, pela cara dele, ele estranhou eu e Damon estarmos andando juntos. Mas também não é pra menos.
– O que desejam?
– Quero me inscrever no festival. – falei.
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