Redenção Tomione
28 O Destino é uma Coisa Inconstante
Notas iniciais
Hey, um pequeno aviso. Antes de ler esse capítulo, pra quem gosta de Tomione, aí o link da minha nova Fic. http://fanfiction.com.br/historia/283065/Seguindo_Em_Frente/
Cliquem, sigam e deixem reviews.
(***)
O DESTINO É UMA COISA INCONSTANTE
— Harry, por que nós temos que estar na biblioteca? — Ron reclamou. — Hermione está beeeem melhor agora, tanto que sumiu com o Tom, então não temos que continuar olhando para a cara desses livros velhos.
— Eu já te disse Ron, eu tenho que achar uma coisa aqui. — Harry disse enquanto olhava as prateleiras da Seção Restrita. Desde que encontrara o livro escrito em latim, ele não tinha sido capaz de parar de pensar nisso. Ele tinha que encontrá-lo e descobrir o que ele significava.
— Quem se preocupa com um livro bolorento e velho que você encontrou? Há apenas dois dias restantes de férias de inverno e estamos gastando preciosos minutos à procura de algum livro de mistério escrito em latim. No caso de você não ter notado Harry, somos ingleses e graças a Merlin ingleses como nós não sabemos como falar em latim. Exceto alguns feitiços, é claro.
— Ah rá! — Harry gritou. — Achei!
— Você estava me ouvindo, Harry? — Ron perguntou, olhando para ele.
— O quê... Você disse algo Ron?
— Não Harry, absolutamente nada. — Ron resmungou.
— Oh, ok. — Harry disse quando ele se sentou numa mesa próxima com o livro.
— Tergiversatio por Vicis. — Harry leu em voz alta. — Eu me pergunto o que isso significa.
— Algo sobre o tempo. — Ron grunhiu.
— O quê? Como você sabe isso?— Harry perguntou confuso.
Ron suspirou. — Vicis significa tempo, eu acho. Eu lembro de ter ouvido isso antes, em uma de nossas classes. Mas eu não sei o que significa a coisa toda... Não que eu me importe.
O desejo de Harry de traduzir essas três palavras aumentou umas dez vezes.
— Rony, nós temos que descobrir o que isso significa. Eu encontrei este livro por alguma razão, eu sei que foi.
— Não, você esbarrou em uma prateleira e o achou por acaso. É apenas um velho livro que ninguém lê há muito tempo e você quer saber por que Harry? Porque é apenas um estúpido... e velho livro...
— Você está parecendo a sua tia Téssi, sabia? — Harry perguntou fazendo uma carranca para ele.
— Podemos ir e fazer outra coisa? — Ron perguntou esperançosamente.
— Não. — Harry respondeu sem rodeios.
— Então eu vou continuar parecendo a tia Téssi.
Harry estava prestes a dizer algo de volta, quando viu Gina andando na direção deles.
— O que vocês estão discutindo?— ela perguntou depois de dar a Harry um beijo rápido nos lábios.
— A inversão de Harry para Hermione, o que é engraçado, considerando o fato de que ela se fora com Tom em alguma aventura emocionante na Câmara Secreta, enquanto estamos presos na biblioteca olhando os livros que não podemos ler. — Ron disse.
— Eu não chamaria a Câmara Secreta emocionante, Ron. — Gina disse franzindo a testa para o irmão. — E que história é essa de livros que você não pode ler?
— Harry encontrou um livro de mistério que ele está obcecado. — Ron disse apontando para o livro aberto sobre a mesa. — está escrito em latim. — ele acrescentou em voz impassível.
— Sério? Bem, eu posso ler um pouco de latim. — Gina disse brilhantemente.
— O quê! Desde quando? — Ron perguntou.
— Desde que me tornei dedicada aos meus estudos e a minha educação. — Gina disse.
Ela olhou para Harry que estava sorrindo para ela. — Eu não sei muito. — ela alertou.
— Está tudo bem Gin, basta tentar. — Harry disse, enquanto passava o livro para ela.
Gina olhou para as três palavras.
— Vicis significa tempo. — ela disse.
— Sim, sim nós sabemos. Parece que você não é a única Weasley que sabe algumas palavras estrangeiras. — Ron disse presunçosamente.
Gina revirou os olhos e olhou para o texto.
— Hmm, Tergiversatio soa familiar. — ela disse. — É um texto básico, eu sei que é. Algo a ver com uma posição ou um... Um movimento... Sim, é um movimento! Tergiversatio significa para trás. Eu sabia que tinha ouvido essa palavra antes!
— Então isso significa para trás no tempo. — Harry disse. Então, de repente, como se uma lâmpada trouxa tivesse acendido em seu cérebro, ele sabia o que o texto era. Ele sabia por que ele o encontrou.
— Oh... Eu encontrei. — ele sussurrou.
— O que é isso? — Ron perguntou.
— É um livro sobre viagens no tempo. O livro que Hermione não conseguia encontrar. Ele contém o feitiço de reversão. Isso vai nos dizer como enviar Tom de volta. — Harry disse calmamente.
Os três adolescentes caíram em silêncio enquanto olhavam para o livro diante deles.
Harry tinha feito isso. Ele havia encontrado o livro como ele deveria. Voldemort não existiria mais se eles fossem capazes de enviar Tom de volta corretamente, acreditando que o moreno de fato havia mudado. O mundo e suas vidas seriam mudados para sempre.
Todos eles examinaram a magnitude da situação. Esse deveria ter sido um momento de alegria, embora nenhum deles sentisse alguma felicidade em tudo.
— Oh Merlin, — Gina sussurrou entre lágrimas. — Como vamos dizer a eles?
Harry e Rony se entreolharam e depois olharam de volta para o livro. Ninguém sabia o que dizer. Hermione só tinha se recuperado há apenas um dia atrás e agora Harry tinha encontrado o caminho que levaria Tom para longe dela, longe de todos eles.
Como dizer-lhes de fato...
(***)
Draco não foi conhecido por ser o sonserino suave e composto. Anos tentando duplicar o seu pai lhe ensinou a ser cruel e preconceituoso, mas a capacidade de manter a calma composta, mesmo na mais difícil das situações parecia ser um talento que somente seu pai possuía.
É por isso que Draco achou levemente divertido que em um momento como este, ele estava calmo como ele nunca tinha estado em toda sua vida.
Era o dia do seu julgamento e curiosamente ele não tinha medo do que estava por vir. Ele ficou em silêncio enquanto encarava os olhos azuis e cristalinos à sua frente sem denotar nenhum tipo de sentimento. Seu pai teria ficado orgulhoso de vê-lo agora.
— Sr. Malfoy, eu tenho certeza que você sabe por que está aqui diante de mim. — Dumbledore começou.
Draco ficou surpreso com as palavras sussurradas. Ele esperava ouvir algo mais severo, não que a dureza o teria o incomodava.
— Eu sei, diretor. — Ele disse estupidamente. Não havia nenhum ponto a discutir.
— Você entende a gravidade de suas ações? — Alvo perguntou calmamente.
— Por favor, poupe-me de qualquer discurso sábio sobre acertos e erros e lide apenas com a punição. Sim, eu sou um Comensal da Morte. Sim, eu tentei matar Hermione Granger. Não, eu não me importo se eu for mandado para Azkaban. Não, eu não me arrependo.
Draco quase sorriu para o olhar de surpresa no rosto de Dumbledore.
— Você não se importa em ir preso? — Alvo perguntou, erguendo uma sobrancelha ceticamente. — Você percebe que você vai estar lá pelo resto de seus dias?
— Eu estive preso a minha vida inteira, não será nenhuma grande mudança.
Alvo abaixou a cabeça por um momento e olhou pensativo no topo da escrivaninha cheia de gerigonças desordenadas. Quando ele trouxe de volta o seu olhar para Draco havia um olhar de tristeza absoluta naqueles olhos azuis normalmente brilhantes e felizes. Draco não foi incomodado pela visão triste da expressão de Dumbledore. Quem se importava se o velho estava triste?
— Você percebe que Lord Voldemort não virá para salvar você. Você não conseguiu matar a senhorita Granger, o que significa...
— Achei que ela ainda estava viva assim que eu vi Rabichor do lado de fora do seu escritório. — Draco interrompeu-o rudemente. — Suponho que o traidor vai ser perdoado por salvar o dia. Foi ele quem estragou a minha missão, não?
— O destino do Sr. Pettigrew não é da sua preocupação, Draco. Eu admito que estou surpreso com sua falta de interesse para o seu próprio futuro. Embora você possa ter estado sob o controle rígido de seu pai durante muitos anos, você nunca fora exposto aos verdadeiros horrores que Azkaban vai infligir-lhe.
— O senhor quer provocar culpa em mim, diretor? Não vai funcionar. —O rosto de Draco permaneceu em branco, assim como sua voz. Uma máscara fria.
— Eu sei Draco.— Dumbledore respondeu. — Você parece muito longe ... Mas pode haver esperança para você ainda. Esperança para todos nós.
Draco levantou uma sobrancelha loira em leve surpresa.
— E o que é que isso quer dizer?
Dumbledore sorriu para ele, seus olhos azuis brilhando pela primeira vez durante o encontro.
— Isso significa que enquanto você for enviado para Azkaban, a sua estadia pode não ser necessariamente permanente. Isto é, se tudo correr conforme o planejado.
— E que plano é esse? — Draco perguntou curiosamente.
Dumbledore apenas balançou a cabeça e se levantou do assento de pelúcia atrás de sua mesa. Draco sabia que não poderia explicar-se. Além disso, ele não precisava pensar em coisas que pudessem dar-lhe esperança. Não havia esperança nenhuma em Azkaban, à exceção talvez de uma morte precoce.
— Eu não vou transmitir as suas desculpas à srtª Granger, porque como está visível o Sr. Malfoy não lamenta em nada pelo ocorrido, mas espero que um dia você veja o erro de seus caminhos. Esperar que isso aconteça agora seria tolice minha, é claro, mas eu sempre procuro o melhor nas pessoas.
— Sua maior fraqueza. — Draco comentou calmamente.
Dumbledore sorriu. — Alguns diriam isso.
Houve uma batida na porta.
— Eles estão aqui Sr. Malfoy. — Draco apenas deu de ombros.
— Por favor, entrem. — Dumbledore chamou suavemente.
A atenção de Draco foi focada em todas as linhas e rugas no rosto de Dumbledore, e ele pensou que o velho parecia cansado... Muito cansado. Engraçado como ele conseguiu notar essas coisas triviais em um momento como este.
Vários homens em vestes negras entraram na sala e aproximaram-se de Draco assim que o viram. A sensação de cócegas na parte de trás do seu pescoço lhe disse que eles estavam realizando feitiços nele, provavelmente para mantê-lo com mais segurança em sua custódia, caso ele tentasse escapar. Como ele tentaria escapar? Como se ele não tinha lugar algum para ir? Não, não agora de qualquer maneira... Não depois de ter falhado com o Lorde das Trevas. Ele estava realmente ansioso pela prisão em vez de enfrentar a ira de Voldemort porque a sangue-ruim não estava morta.
— Draco Black Malfoy, — Uma voz disse por trás dele. — Você é acusado de...
— Eu sei do que estou sendo acusado senhor, você não precisa informar-me sobre o que eu fiz ou para onde está me levando.
O Auror ficou em silêncio. Draco soltou um suspiro de gratidão.
— Alvo, vamos levá-lo agora. — um homem falou, desta vez diferente.
Alvo acenou com a cabeça. — Adeus sr. Malfoy. — ele disse solenemente.
Draco olhou macante para Dubledore. Seus olhos cinzentos não demonstraram emoção quando os aurores agarraram seus braços e o levaram para a porta.
Estava feito. Sua vida logo consistiria em roupas imundas, degustação de alimentos sujos e uma pequena cela que ele iria chamar de lar para o resto de sua vida. Mas onde estava o medo que ele deveria estar sentindo?
Talvez o medo tenha morrido como o resto de mim. Ele pensou consigo mesmo enquanto era levado de Hogwarts para nunca mais pisar lá novamente.
Harry, Rony e Gina observavam de uma janela no Salão Comunal da Grifinória quando Draco estava atravessando o chão coberto de neve do lado de fora do castelo cercado por aurores. Havia muito mais aurores esperando além dos portões escolas esperando para escoltar Draco para Azkaban onde todos sabiam que ele iria passar o resto de sua vida.
— Eu me pergunto como Dumbledore manteve Draco aqui. Acho que ele tinha alguma esperança na doninha. — Ron disse baixinho.
— Dumbledore sempre espera o melhor, mesmo quando tudo diz que ele espere o contrário. — Harry comentou.
Ron bufou. — Ele é muito bom. Louco, mas bom. Não seria surpresa para mim, com todo o poder que ele tem que ele consiga diminuir a pena de Malfoy.
Harry e Rony olharam para Gina que estava olhando pela janela com a expressão estranhamente sombria.
— Você está bem, Gina? — Harry perguntou. Ele pegou a mão dela na sua e apertou-a confortando-a.
Gina apertou sua mão de volta, mas ela não evitou o olhar da janela.
— Estou triste, eu acho. Quero dizer, eu sei que Draco merece isso, mas eu prefiro ter pena dele. Se tudo der certo com o Tom, então eu espero que Draco vai ser uma pessoa melhor... Mais feliz.
À menção de Tom, Gina sentiu a mão de Harry soltar um pouco. Os três adolescentes ainda estavam à espera de Tom e Hermione, embora nenhum deles estivesse ansioso para ver o casal. Não quando eles tinham a dizer-lhes a notícia da descoberta de Harry.
— Eu não posso fazer isso... — Gina disse miseravelmente.
Ambos os meninos sabiam do que ela estava falando porque eles se sentiam da mesma forma.
— Vai ser difícil, mas temos que fazer. Nós não temos escolha. — Harry disse a ela. — Se Tom ficar aqui, então nada terá mudado. E embora eu esteja feliz porque ele está aqui e feliz que ele e Hermione estão amando-se, não posso ajudar, tenho que ser um pouco egoísta. Eu quero uma vida sem Voldemort, uma vida sem toda essa preocupação e dor... Eu quero uma vida com meus pais.
— E você vai ter companheiro. — Ron disse, dando tapinhas nas costas dele. — Nós todos teremos uma vida melhor.
— Mas... O que acontece com Hermione?— Gina perguntou tristemente.
Os meninos ficaram em silêncio, sem saber o que dizer. Então, como se o momento pudesse ficar ainda mais tenso, as portas para o salão comunal se abriu e Tom e Hermione entraram, ambos rindo, felizes, cumplices, como se houvessem acabado de descobrir um segredo extremamente precioso. Ambos estavam abraçados e havia um brilho diferente no olhar dos dois, como se nunca tivessem realmente se visto. O amor era quase uma áurea em volta deles, quase visível.
— Eu não posso acreditar que você tropeçou assim! — Tom riu.
— Bem, não é minha culpa que você fez cócegas mim e me fez perder o equilíbrio. — Hermione disse alegremente dando um soco fraco no braço de Tom.
— Oho! Pensei que você fosse durona! — Tom disse com aquele sorriso maroto muito familiar iluminando seu rosto.
— Fique longe Tom! — Hermione deu uma risadinha quando ela tentou sair de seu alcance. Tom era muito rápido, no entanto e ele agarrou-a pela cintura antes que ela pudesse fugir.
Ele a puxou para baixo em um movimento fluido e caiu em cima dela, onde ele lhe fez um ataque de cócegas sem piedade.
Os olhos de Hermione estavam fechados e regados quando ela tentou se esquivar de Tom, mas de nada adiantou.
—T-Tom—, ela riu. — Pa-Pare... Por favor! Seu, seu grande idiota!
— Ah, então agora eu sou um idiota, não é?— Tom brincou. Parou de fazer as cócegas, no entanto. Cócegas podem tornar-se dolorosa se feita por muito tempo.
— Você é um idiota lindo, e quanto a isso? — Hermione disse, um pouco sem fôlego por causa de todas as risadas.
Tom riu. — Isso é bom o suficiente, suponho eu. — ele sentou-se sobre seus joelhos para ajudar Hermione e só então o casal percebeu os outros três adolescentes que estavam no fundo da sala perto da janela.
Hermione pulou em cima de seus pés e Tom a puxou quando se levantou. Hermione correu para os seus amigos com um olhar animado em seu rosto. Tom estava ao seu lado, um pouco ofegante de ser arrastado às pressas ao longo do Salão Comunal, mas ele não pôde deixar de sorrir e abanar a cabeça com carinho no estado vertiginoso de alegria de Hermione.
— Oh vocês, tivemos um tempo maravilhoso juntos! — Hermione olhou corando levemente para Tom com um sorriso cúmplice. Ele devolveu o mesmo sorriso. —A câmara era tão bonita e Tom me deu presentes incríveis.
Hermione enfiou a mão no bolso do vestido e tirou um pequeno item quadrado do tamanho de um galeão.
— Eu encolhi porque eu não queria que nada acontecesse com ele no nosso caminho até aqui.
Ela puxou sua varinha e bateu-o no pequeno item uma, duas, três vezes antes de murmurar Engordium, o feitiço que ampliou em um piscar de olhos o livro de couro. Ela agora tinha em suas mãos um grande livro e a emoção no seu rosto disse a seus amigos que era algo importante.
—Tom encontrou este livro na câmara quando e agora ele deu para mim! É um diário escrito pelos próprios fundadores, acreditem! Eles escreveram muitas magias complexas e segredos que entraram para a criação Hogwarts e agora eu vou saber detalhe por detalhe sobre como tudo isso foi feito!
— Isso é muito legal Hermione. — Harry disse.
— É o presente perfeito para você. — Ron comentou.
— É maravilhosamente doce. — Gina disse.
A alegria de Hermione morreu imediatamente. Ela estava tão animada e feliz que ela nem percebeu o quão miserável seus três amigos a olhavam.
— O... O que há de errado?— ela perguntou hesitante.
Os três ficaram quietos por alguns momentos antes de Harry decidir falar.
— Nós acabamos de ver Draco sendo levado embora.— Harry disse. — A uma altura dessas ele já deve estar em Askaban.
— Oh. — Hermione disse suavemente.
— Bom! — Tom exclamou. — Espero que ele apodreça lá pelo que ele fez!
Harry apenas deu de ombros e Tom olhou para ele com curiosidade.
— Ele tentou matar Hermione. — Tom disse calmamente.
— Sim, nós sabemos. — Harry disse.
— Então por que vocês estão cheios de cuidados com ele, depois de tudo o que ele fez?! — Tom parecia um pouco irritado.
— Não Tom, Hermione... Não é isso. — Gina disse miseravelmente.
— Então o que é? O que há de errado? — Hermione pediu.
— Nós, ah... Bem, vamos apenas dizer que encontramos um livro também. — Ron disse.
Hermione olhou para ele. — Porque um livro está fazendo vocês agirem como se alguém tivesse morrido? — ela perguntou.
Harry e Ron levaram o olhar para o chão, enquanto Gina olhava para Hermione e Tom com lágrimas nos olhos.
— Harry... — Tom começou suavemente. — Foi você que encontrou o livro?
Harry acenou com a cabeça, mas não disse nada. Ele abaixou ainda mais o seu olhar. Não queria que ninguém visse as lágrimas que haviam se reunido ali.
— Será que ele tem algo a ver com o tempo... Algo a ver comigo? — Tom perguntou com uma voz firme.
Mais uma vez Harry acenou com a cabeça.
— Você encontrou... Encontrou o livro que contém a magia que vai enviar Tom de volta para o passado... — Hermione murmurou. Agora era tudo muito óbvio.
— Eu sinto muito vocês dois. — Gina confirmou com tristeza. — Harry descobriu apenas esta tarde. Nós pensamos em esperar mais um pouquinho para contar a vocês, mas...
Gina parou abruptamente. Ela podia sentir um tremor vindo da mão que ainda estava segurando a dela... A mão de Harry.
Ela olhou para ele e seus olhos se arregalaram. O rosto de Harry estava lívido e pálido diante de seus olhos e ela notou que ele estava totalmente trêmulo.
— Harry, você está bem, amor? — ela perguntou nervosamente.
— Eu não sei, eu sinto estranho... Tonto. — ele respondeu com uma voz trêmula.
— Harry você vai desmaiar. — Tom disse quando ele percebeu os lábios pálidos de Harry. Ele e Hermione aproximaram-se dele, assim como Rony, mas Harry balançou a cabeça indicando que não.
— Acho que vou vomitar. — ele disse ao tentar mover os lábios tão menos quanto possível.
— Harry... Harry o que é...
O uivo repentino da dor de Harry cortou o ambiente.
Felizmente seus quatro amigos estavam perto, porque de repente ele caiu para frente, mas não bateu no chão, pois todos conseguiram segurá-lo a tempo. Harry estava agarrando sua cicatriz como se quisesse arrancá-la de sua cabeça e de repente seus amigos sabiam o que estava acontecendo.
— Voldemort! — Tom, Hermione, Gina e Ron gritaram em uníssono.
— Ele sabe... Ele sabe que eu não estou morta! — Hermione disse.
Harry tinha lágrimas de dor escorrendo pelo rosto, mas ele estava se esforçando para lutar contra elas.
— Dumbledore. — Harry disse com a voz rouca. — Levem-me até Dumbledore.
Tom e Ron moveram-se rapidamente para os lados de Harry e colocaram os braços ao redor de seus ombros quando eles o levantaram. Harry afundou contra eles e seus pés estavam arrastando enquanto eles andavam rapidamente pelo salão comunal, com Gina seguindo de perto.
— Hermione, Gina, vão na frente e digam a Dumbledore o que está acontecendo. — Tom disse-lhes às pressas. — Nós não vamos estar muito atrás.
As duas meninas se mudaram para a frente e correram para a porta, mas antes de Hermione sair ela se virou e olhou para Tom que estava olhando para ela enquanto ele e Ron ajudavam Harry.
O casal trocou um olhar de desespero antes de Hermione virar-se para a porta e seguiu rapidamente após Gina. Aquele olhar dizia muito... Tom estava voltando e em breve um estaria sem o outro e eles nem tinham certeza se eles estavam prontos para se separar. Não depois de tudo. Não depois daquele dia.
— Vai ficar tudo bem, Tom. — Ron disse sem fôlego. Harry estava pesado e os meninos estavam correndo para alcançar rapidamente o escritório de Dumbledore.
— Eu sei Ron. — Tom respondeu. Ele não queria pensar nisso no momento. — Como você está segurando, Harry? — ele perguntou quando eles estavam nos corredores. Eles podiam ver Hermione virando a esquina na frente deles.
— As dores estão menores. — ele disse calmamente. Para provar isso, ele ficou um pouco mais reto e firmou seus pés o máximo que pôde. Ajudou muito para os dois rapazes e eles foram capazes de moverem-se um pouco mais rápido sob seu peso.
— Tom... Eu sinto muito.
— SSshh, está tudo bem Harry. Você não precisa dizer nada. — Tom disse-lhe quando dobravam a esquina. — Nós estaremos bem... Todos nós.
Ele esperava que ele soasse sincero, porque ele realmente não tinha certeza do que ia acontecer ou se qualquer um deles ficaria realmente bem. Mas ele iria tentar seu melhor na esperança de que eles ficariam... Ele iria tentar seu melhor para fazer tudo certo.
Escritório de Dumbledore
Pedro estava com Dumbledore em seu escritório e tentou manter a calma. Ele estava mexendo-se muito nervosamente. Ele estava apavorado e ele não pôde reprimir o medo e o pânico crescente dentro dele.
Depois de tudo que ele tinha feito por aquela garota Granger, ele ainda estava indo para Azkaban. Ele não podia acreditar quando o diretor lhe disse, mas ele sabia que deveria ter esperado isso. Ele era um Comensal da Morte, afinal de contas, e uma boa ação não foi suficiente para salvar um seguidor do Lorde das Trevas... Pelo menos não sem pagar algum tipo de preço.
— Vou testemunhar para você Pedro. Vou tornar conhecida à Suprema Corte o que você fez para a senhorita Granger e que você está deixando os serviços do Lord Voldemort para sempre. Você terá que passar alguns anos em Azkaban, mas eu ouso dizer que alguns anos são melhores do que o resto de sua vida. — Dumbledore disse.
Pedro olhou nervosamente para Snape, que estava calmamente parado ao lado dele. Como era de se esperar, o professor de cabelos oleosos parecia bastante indiferente em relação a prisão iminente de Pedro. Ele apenas torceu uma sobrancelha para Pedro em diversão, como se ele já soubesse o que ele estava prestes a dizer.
— Bem, mas Severo nunca foi para Azkaban. — Pedro disse miseravelmente.
— Eu nunca matei ninguém Pedro. — Snape disse calmamente. — Nem fingi minha própria morte para evitar a minha captura. Você fez isso, no entanto. — Snape disse sarcasticamente. — E essas ações merecem punição. Salvar a vida de uma menina não compensa as muitas vidas que você destruiu em sua adoração cega pelo Lorde das Trevas.
Pedro parecia mais nervoso do que antes. Seus ombros estavam caídos lamentavelmente, curvando as costas ainda mais e seus olhos ficavam pulando de Dumbledore para Snape, como se esperasse que um deles fosse atacá-lo.
— Quando eu irei? — ele perguntou, sua voz tremendo um pouco.
— Agora Pedro. Pedi a Severo para escoltá-lo. Os aurores irão levá-lo em seguida. Severo vai estar lá para se certificar sobre a data em que o julgamento for definido.
Pedro acenou com a cabeça. Em desespero de repente, ele considerou tentar fugir, mas ele duvidou que ele pudesse ir muito longe com Dumbledore tão próximo. E como se ele estivesse lendo seus pensamentos (não seria surpresa se ele estivesse de fato) Snape se adiantou e segurou seu antebraço. Ele não ia a lugar nenhum agora, exceto com Snape... E para Azkaban.
— Vou me certificar que a data do julgamento dele seja logo definida, diretor. — Snape disse.
Alvo assentiu. — Cuidado Severo. Voldemort estará olhando para você assim que ele descobrir o que aconteceu, o que pode ser muito em breve, agora que Draco foi preso. Em breve Narcisa vai ser informada sobre a prisão de seu filho, se não já sabe, e ela vai direto para Voldemort.
Snape assentiu e agarrou Pedro mais firmemente em torno do braço. —Vamos. — ele disse rispidamente.
Snape praticamente arrastou Pedro pela porta. Ele estava prestes a alcançar a maçaneta da porta quando de repente ela se abriu, quase atingindo-o no rosto. Ele cambaleou para trás rapidamente, quase derrubando Pedro aos seus pés e olhou para Hermione e Gina, que estavam respirando pesadamente e já entrando no escritório.
— Diretor, é a cabeça. É a cicatriz na cabeça. É a cicatriz na cabeça de Harry. — Gina jorrou. Ela estava em um estado tão nervoso que ela não tinha percebido como suas palavras soaram atrapalhadas.
— Diretor. — disse Hermione em voz mais calma do que Gina. — Harry está tendo um ataque. Voldemort deve saber o que aconteceu.
— Onde está ele Senhorita Granger? — Alvo perguntou calmamente.
— Ele está vindo. Tom e Ron estão...
Assim que ela disse isso, Tom e Ron correram pela porta, ambos continuando a apoiar Harry que parecia um pouco melhor, mas ainda parecia muito pálido e um pouco instável.
Alvo caminhou para ele imediatamente, enquanto Snape estava de volta, certificando-se que Pedro não estava prestes a passar despercebido em toda a comoção.
Tom e Ron abaixaram Harry uma cadeira, o rapaz de óculos deu a ambos um sorriso agradecido. Gina e Ron ficaram ao lado de Harry, enquanto Hermione ia para o lado de Tom. Suas mãos se encontraram automaticamente e eles compartilharam um outro olhar de tristeza antes de dar a sua atenção para Dumbledore.
—O que aconteceu Harry? — Dumbledore perguntou gentilmente.
— Ele sabe Diretor. Ele sabe que Hermione não está morta. — Harry disse. Sua voz era firme, mas ele parecia muito cansado.
Alvo acenou com a cabeça com entendimento antes de olhar para o rosto triste de Hermione.
— Nós vamos ter que escondê-la senhorita Granger por enquanto. Tom vai acompanhá-la, claro. Severo pode cuidar de vocês. Voldemort irá colocar todos os seus esforços para capturar qualquer um de vocês, por isso vamos mantê-los escondidos até que Harry seja capaz de descobrir o caminho para Tom retornar ao seu tempo.
Neste momento Harry olhou para Tom e Hermione. O casal sabia que ele estava pedindo permissão para contar em silêncio e os dois balançaram a cabeça para ele fazê-lo. Harry deu-lhes o melhor sorriso orgulhoso que conseguiu antes de olhar para Dumbledore.
— Eu encontrei-o diretor. Hoje, na biblioteca, encontrei o livro que contém o feitiço. Eu esperei para lhe dizer, porque Ron, Gina e eu queríamos dizer a Tom e a Hermione em primeiro lugar.
Dumbledore pareceu momentaneamente surpreendido antes de se virar com olhos tristes para o jovem casal diante dele. — Onde está o livro Harry? — Dumbledore perguntou em voz baixa, o olhar ainda focado em Hermione e Tom.
— A salvo e escondido. — respondeu Harry.
Dumbledore acenou com a cabeça em aprovação. — Vocês sabem o que eu vou dizer senhorita Granger e sr. Riddle... — ele disse suavemente.
— Sim. — ambos responderam. Suas vozes eram muito baixas, quase como sussurros. O desgosto foi começando a afundar em todos e tudo de repente passou a machucar. Manter-se de mãos dadas feria, falar magoava, até o simples ato de respirar doía e não havia nada que pudessem fazer sobre isso a não ser aceitar os fatos.
Dumbledore sorriu tristemente. — Eu preciso ver esse livro.
— Eu posso pegá-lo. — Ron disse rapidamente. Ele precisava fazer algo, qualquer coisa, para ajudar.
— Obrigado Sr. Weasley. — Dumbledore disse.
Ron se levantou de onde estava agachado ao lado de Harry e correu para fora do escritório, querendo pegar o livro e voltar o mais rápido possível.
— Eu vou ter que ver qual é a magia certa. — Alvo disse-lhes.
Os quatro adolescentes balançaram a cabeça e tudo ficou em silêncio no escritório por um momento antes que Dumbledore falasse de novo. Desta vez ele se dirigiu a Snape que ainda estava de pé com Pedro ao lado dele.
— Devido às novas circunstâncias, eu sugiro que você escolte o Sr. Pettigrew o mais breve possível e volte aqui com pressa Severo. Seja cauteloso enquanto você estiver fora de Hogwarts.
— Eu serei diretor. — ele disse. — Vamos, Rabicho. — Snape teve que mais uma vez puxar Pedro enquanto se dirigiam ao outro lado da sala e saíram pela porta.
Harry ficou olhando para Pedro e sentiu uma estranha sensação de encerramento. Ele sabia que Snape estava levando-o para Azkaban e ele ficou aliviado que o traidor de seus pais estava finalmente sendo levado à justiça. Ele sorriu para este pensamento e, em seguida, olhou para Gina, que estava agachada ao lado e suavemente acariciava seu braço, seu sorriso cresceu mais amplamente.
Ele nunca soube que ele poderia se sentir tão feliz e tão triste ao mesmo tempo. Ele desviou os olhos de Gina e olhou para Tom e Hermione. O casal estava muito próximo e de mãos dadas e ambos estavam olhando fixamente para o rosto um do outro. Harry percebeu que eles estavam tentando memorizar os traços um do outro e isso partiu seu coração.
E então ele viu algo que o surpreendeu. O casal olhou-se triste só por mais um momento e depois começaram a sorrir um para o outro. Brilhantes sorrisos felizes iluminavam seus rostos e eles não mostravam sinais de tristeza ou a dor que ele esperava que eles fossem sentir.
Harry olhou em volta para Dumbledore e, em seguida, para Gina e eles também estavam olhando para o casal e ambos estavam sorrindo para o que estavam vendo. Harry sabia que nenhum deles tinha algum arrependimento... Nem Dumbledore, nem Gina, nem Ron, nem a ele mesmo, e certamente nem Tom e Hermione.
Ele sabia naquele momento que tudo ficaria bem. Eles eram todos fortes e poderiam passar através de qualquer coisa, não importa o que acontecesse.
Harry nunca se sentiu tão em paz em sua vida como se sentia agora.
.
.
.
Fale com o autor