Notas iniciais
JAZZ OBRIGADA PELA LINDA RECOMENDAÇÃO!!! O que tenho a dizer sobre o PENÚLTIMO capítulo. Espero que tenha bastante comentário senão vou enrolar até o apocalispe para postar o próximo e eu sei que vocês vão querer me matar por parar aqui. Isso está me deixando triste, saber que o fim está realmente próximo, mas olhem pelo lado bom... Tem mais Tom em Seguindo em Frente e em Penumbra e eu agradeço por vocês me seguirem e me encorajarem. Só quero realmente agradecer pela trajetória, pelos surtos, pelos sorrisos e pelas lágrimas. Enfim... Quero agradecer a cada uma de vocês por não desistirem de Redenção e por fazer com que essa história fosse realmente especial.

O FIM... ESTA NOITE

Ron tinha certeza que ele havia estabelecido algum tipo de recorde. Ele tinha chegado ao Salão Comunal da Grifinória em meros minutos, pegou o livro de seu esconderijo e já estava fazendo o seu caminho de volta para o escritório do Diretor.


Ele deixou sua mente vagar em pensamentos sobre Tom e Hermione e ele retardou sua corrida rápida a um ritmo medido. Por que voltar muito rapidamente e tirar os últimos momentos preciosos que eles teriam para ficar juntos?


Andava mais devagar agora, Ron pensou em tudo o que havia acontecido desde a chegada de Tom. Ele admitiu para si mesmo que ele tinha ciúmes de Tom no início, mas ele foi capaz de superar isso quando viu quão bem ele tratou Hermione e como eles formaram um lindo casal. Ele estava feliz que pelo menos, por pouco tempo, Hermione tinha encontrado o seu amor, que infelizmente era de uma época diferente, para não mencionar o fato de que ele era o jovem Lord Voldemort... Mas isso mudaria. Ele tinha certeza disso.


— Tom vai consertar as coisas. Ele vai fazer isso direito... Ele tem que fazer. — Ron sussurrou.


“E se isso não funcionar?” — ele pensou miseravelmente, e então balançou a cabeça negativamente contra tal ideia. Tinha que funcionar. Tudo tinha que ficar bem.


Ron estava tão envolvido em seu debate interno que ele não havia notado o seu entorno e acabou andando para a direita em uma parede. Sua testa bateu contra a rocha áspera com um baque forte e ele ficou momentaneamente atordoado antes de sentir uma investida da dor.


Segurando sua testa ele xingou todas as paredes de pedra de Hogwarts. Ele olhou em volta e viu que ele estava de pé ao lado da entrada do escritório de Dumbledore.


— Ótimo. — ele sussurrou, esfregando a cabeça latejante. — Pelo menos eu estou aqui agora antes que eu tenha uma concussão e esqueça o maldito lugar para onde tenho que ir.


Cuspiu a senha para a gárgula e esperou impacientemente para que lhe permitisse o acesso ao escritório. Ele não podia ter certeza, mas enquanto a gárgula se movia lentamente para o lado, ele poderia jurar que ele estava... Era quase como se... Ele estava rindo dele!


Ron balançou a cabeça como para limpá-la e fez o seu caminho através da entrada em arco. — Talvez eu tenha uma concussão depois de tudo. — ele murmurou.


Ele caminhou pelo corredor até chegar as grandes portas de carvalho onde ele parou por um momento. Ele teve que preparar-se para os olhares de desespero que iriam recebê-lo quando ele abrisse as portas e, após algumas respirações profundas, ele reuniu toda a sua coragem Grifinória e entrou no escritório.


Ron piscou uma vez, duas vezes, e depois bateu levemente no rosto para ver se estava acordado. Ele tinha certeza de que ele estava vendo coisas.


— Por que... Por que vocês estão sorrindo? — ele perguntou ciente de que ele parecia confuso e um pouco assustado.


Todos na sala se viraram para olhar para ele. Todos pareciam muito felizes, especialmente Hermione, que estava enrolada nos braços de um Tom igualmente feliz.


Ron agarrou sua cabeça e tentou não se sacudir em seus pés.


— Sr. Weasley, é alguma coisa?— Dumbledore perguntou em tom suave e calmante.


Ron balançou a cabeça e estremeceu com a dor causada a ação. —Acho que tenho uma concussão. — ele disse parecendo miserável. — Eu bati minha cabeça no meu caminho até aqui e agora eu estou vendo coisas.


— Você não está vendo coisas, companheiro... São sorrisos reais em nossos rostos. — Harry disse, tentando conter o riso. — E só você encontra uma maneira de se ferir no mais simples dos empreendimentos.


Ron olhou para ele e levantou o livro para que todos na sala pudessem vê-lo. — Eu tenho o livro. — ele disse soando um tanto deprimido.


— Obrigado Ronald. — Hermione disse suavemente. Ela tinha os braços em volta da cintura de Tom e sua cabeça estava pressionada contra seu peito enquanto os braços de Tom foram embalados firmemente em torno dela, segurando-a perto. Ambos pareciam tão confortáveis e relaxados que Ron realmente sentiu seu humor clarear enquanto olhava para eles. O momento foi quebrado, no entanto, quando Gina decidiu falar.


— Você sabe Ron, tem um galo enorme na sua cabeça. É uma sombra muito agradável de roxo que combina bem com a cor de sua pele clara. Ressalta as coisas sabe. — ela comentou.


Os outros presentes na sala tentaram não rir quando Ron virou-se bruscamente nos calcanhares e se dirigiu a Dumbledore com a mão sobre o livro.


Ele colocou-a nas mãos envelhecidas do diretor que lhe deu um sorriso caloroso e agradeceu-lhe pelo seu retorno rápido. Ron começou a dizer 'não há problema', mas parou quando ele sentiu uma onda de ar fresco aliviar o ferimento na cabeça. Ele poderia dizer que a massa ainda estava lá, mas já não lhe causava nenhuma dor. Ele sorriu para Dumbledore, que lhe deu uma piscadela antes de colocar o livro em cima de sua mesa e abri-lo na primeira página.


Harry levantou de seu assento e apertou a mão de Gina quando eles se aproximaram, seguido de Hermione e Tom, que acabaram de pé em cada lado de Ron. Nunca passou despercebido por qualquer um deles que Ron não tinha alguém para o seu conforto pessoal num momento tenso como aquele.


E como era tenso. Seus sorrisos contentes foram substituídos por olhares de ansiedade enquanto Dumbledore folheava o livro procurando o feitiço.


Era uma coisa boa que Alvo fosse fluente em várias línguas ou então eles teriam levado a eternidade até conseguirem chegar a passagem correta, ao passo que Dumbledore encontrou-a em minutos. Sua mão parou em uma página não muito longe no livro e ele parecia examiná-lo mais perto e mais absorto do que de costume.


O pequeno grupo aproximou-se mais da mesa de Dumbledore, todos tentando olhar para a página que ele estava lendo. Havia algumas palavras na parte superior e uma pequena passagem no meio, mas o resto da página estava vazia.


Dumbledore suspirou e olhou para o grupo de amigos e sorriu quando viu que eles estavam observando cada movimento seu.


— Srtª Granger, eu entendo que você usou a magia Reto Tempus no acidente, estou correto?


Hermione balançou a cabeça. — Sim senhor, diretor. Eu não tinha a intenção de encontrar essa magia, eu não estava realmente procurando por ela e quando encontrei foi uma surpresa, mas essa magia era escrita em nossa língua e uma vez que eu a li eu soube que poderia ser feito, eu formei o... — ela não teve coragem para dizer 'o plano'. Tom não era um plano, pelo menos não mais. Ele era alguém que ela amava.


Dumbledore viu quando Tom estendeu um longo braço pelos ombros de Ron dando-lhe um meio abraço enquanto a outra mão alcançou o lado sensível do pescoço de Hermione, logo abaixo da orelha. Ela inclinou a cabeça para o toque e chegou a sua mão direita para cima para acariciar os dedos que estavam tocando-a.


Ron, que podia sentir o que estava acontecendo atrás dele, corou, mas mesmo assim sorriu.


— Sim, bem, — Dumbledore continuou, — Parece que a razão pela qual os feitiços foram separados era para tentar impedir o viajante do passado de voltar no seu tempo. É uma lei natural sobre a viagem no tempo que o tempo não deve ser interrompido. Neste caso, isso significaria não deveríamos enviar o Sr. Riddle de volta, no entanto, é exatamente isso que queremos fazer.


— O que o primeiro feitiço exige Senhorita Granger? — Dumbledore perguntou.


Hermione pensou por um momento antes de responder. — Apenas um círculo criado a partir de areia da ampulheta. — ela corou.— Eu tive que conjurar a areia do meu tempo para que isso funcionasse, mas tive a certeza de guardar a areia antes de sair do banheiro dos monitores. —ela acrescentou apressadamente.


Dumbledore deu uma risadinha. — Isso é bom senhorita Granger. Estou feliz que o feitiço funcionou corretamente, pois acredito que pode ser muito perigoso se for feito por, digamos, alguém menos qualificado.


Hermione corou enquanto todos os seus amigos sorriram para ela.


— Agora, de acordo com este texto, parece que um outro anel deve ser criado com pó de prata.


— Onde é que vamos encontrar isso? — Ron perguntou.


Ao lado dele Tom riu. — Pó de prata é um dos componentes que podem ser usados em ampulhetas. — ele explicou.


— Oh, é claro que é. — Ron resmungou.


— Eu posso conjurar isso. — Hermione disse. Sua voz soava hesitante e Tom virou a cabeça para olhar para ela. Ele poderia dizer que ela não queria fazer isso, não queria mandá-lo de volta, mas eles não tinham escolha.


— Sim, isso soa correto. E, bem, alguém precisa dizer o feitiço para abrir um buraco no tempo. Sr. Riddle foi puxado por um, quando ele foi trazido para cá e ele provavelmente será enviado de volta através do mesmo buraco quando ele retornar.


— Eu espero que você volte para o momento exato em que você deixou. — Alvo disse, dirigindo-se a Tom.


Tom balançou a cabeça e limpou a garganta. Foi estranho para ele pensar que ele logo estaria de volta na década de 40 onde não tinha amigos reais, mas apenas seguidores... Onde não havia Hermione.


Ele limpou a garganta novamente e tentou impedir que seus olhos enchessem de água.


— E eu acho que seria adequado para Harry dizer o feitiço senhorita Granger. — Dumbledore disse.


— Sim senhor, eu entendo que deve ser Harry. A própria profecia diz que Harry é parte essencial para acabar com tudo isso.


— Mas eu não conheço quase nada de latim. — Harry adicionou rapidamente. — Apenas Gina sabe alguma coisa. E o senhor... Claro.


— Então, ela pode guiá-lo. — Dumbledore disse. Todos olharam para ele.


— Não, não tenho a intenção em estar lá. É algo pessoal a ser compartilhado entre amigos e eu respeito isso. Vocês vão estar bem sem mim, tenho certeza. — ele disse com seus olhos brilhando na luz da tarde.


O grupo sentiu uma onda de gratidão por Alvo, especialmente Tom, que nunca havia lhe dado uma chance. Isso, no entanto, juntamente com muitas coisas, iria mudar em breve.

— Quando? — Hermione disse, perguntando a ninguém em particular. Ela estava tentando o seu melhor para ignorar o aperto em seu estômago e o nó na garganta.


Harry e Gina aproximaram-se dela e agarraram a mão livre de Ron que estava ao seu lado. Ela sorriu para seus amigos e relaxou contra Tom quando sentiu o seu movimento atrás dela.


Dumbledore sorriu para os estudantes... Para os adultos que assistiam diante dele. Jamais haveria quaisquer outros como eles, não exatamente como eles. O tempo iria mudar e eles o veriam novamente, mas eles seriam pessoas diferentes. Alvo olhou para a frente sentindo uma alegria e um orgulho incomensurável para o grupo de estudantes que o encaravam agora.


— Eu gostaria que não fosse tão cedo srtª Granger, mas quanto mais cedo melhor. — Dumbledore lhe disse solenemente.


Hermione balançou a cabeça, a sensação de dor mais amortecida porque pelo menos Tom ainda estava lá para abraçá-la.


— Onde, então? — Harry perguntou, não querendo atrasar isso. Quanto mais tempo eles esperassem, mais eles iriam querer ficar em torno de Tom.


— Não aqui. — Tom disse. — Eu sei que é arriscado, principalmente agora que Voldemort sabe sobre Hermione, mas eu preciso ir a um lugar antes de eu voltar e eu quero que todos vocês venham comigo. Vamos ter de aparatar.


— Você se importa se eu perguntar onde? — Dumbledore perguntou.


Tom reforçou seu abraço em torno da cintura de Hermione. — A lápide da minha mãe.


Hermione pulou um pouco e voltou nos braços para olhar para ele. Tom inclinou-se para beijá-la na testa. — Você não acha que eu tinha esquecido o seu presente, não é? — ele disse, sorrindo.


Hermione sorriu, sentindo-se agridoce com o pensamento de Tom. Estariam todos juntos com ele e com sua mãe quando ele estivesse sendo enviado de volta.


— Você está certo Sr. Riddle. É arriscado. — Dumbledore disse. —Voldemort vai sentir a sua presença assim que deixar a escola e tenho certeza que ele vai tentar caçá-lo.


— Então nós vamos ter que ser rápidos. — Ron disse convicto. — Tom quer estar nesse lugar especial quando ele voltar... E eu estou honrado que ele queira que a gente esteja lá também.


Todo mundo olhou para Ron e depois para Tom quando ele deixou Hermione por um momento e puxou Ron em um abraço.


As orelhas de Rony ficaram vermelhas, mas ele abraçou Tom de volta e deu um tapinha nas costas dele.


— Tudo bem companheiro, tudo bem, não vamos começar a agir como mulheres. — ele disse depois de um momento.


Tom riu e o soltou.


— Senhorita Granger, — disse Dumbledore depois de um momento, —Você acha que é seguro realizar esta mágica lá?


Hermione balançou a cabeça. — Eu acho diretor. É um cemitério local pequeno e eu o lugar é um pouco isolado. Duvido que vamos encontrar alguém, mesmo um trouxa. E mesmo se o fizermos, assumindo que sejamos bem sucedidos com a magia, então não vai realmente importar.


Dumbledore sorriu e acenou com a cabeça em concordância. — Você está certa senhorita Granger, assim como você, Sr. Weasley. Eu também acho que é um lugar que todos vocês precisam estar quando isso acontecer. Assim que Tom estiver de volta aos anos 40, este tempo aqui deixará de existir e outro vai tomar seu lugar. Se Voldemort não vier atrás de você, e eu acredito que ele vai, então você só ficarão seguros se trabalharem com rapidez.


O grupo concordou com a cabeça em uníssono.

Dumbledore fez uma pausa e olhou para Tom. — Este não é um adeus Sr. Riddle. — ele disse, sorrindo para o jovem que estava diante dele. —Nós vamos nos ver outra vez em breve... Todos nós.


Tom foi rapidamente perdendo a compostura. Ele olhou para Dumbledore com o que ele esperava que fosse um olhar firme e constante, mas ele podia sentir a ligeira sensação de ardor nos olhos. Ele não chorava, porém, ele queria ser forte para Hermione e para os outros.


— Obrigado senhor. — ele disse, percebendo que ele nunca agradeceu aquele homem por sua ajuda e pela sua paciência.


Dumbledore balançou a cabeça. Disponha.


Tom assentiu com a cabeça e sorriu. Ele achava que já podia sentir a mudança acontecendo neste momento.


— É melhor irmos. — Gina disse. Ainda estava segurando a mão de Harry.


— Também acho que deveriam. — Dumbledore disse. — Eu acho que o verei no passado Tom, e é seguro dizer que vou ver todos vocês no futuro. E vocês os quatro —, disse ele a Harry, Rony, Hermione e Gina, — Eu espero ver um pouco menos de problemas vindo de vocês.


Ron deu uma risadinha. — Eu não contaria com isso.


Dumbledore riu também. — Nem eu o Sr. Weasley. Boa sorte.


Esse parecia ser o sinal para saíssem. Dumbledore marcou o lugar no livro e entregou a Ron que o levou com um sorriso agradecido.


Com um aceno final de apreciação de Dumbledore, o grupo foi para as portas do escritório e saíram. Harry esperou que todos passassem por ele, mas antes de seguir virou-se para olhar Dumbledore.


Esta seria a última vez que iria vê-lo como ele era. Como o órfão Harry, Harry, o garoto que sobreviveu, como o Harry com a cicatriz. A próxima vez que eles se encontrariam, ele seria apenas Harry. Harry Potter.


— Não é um adeus Harry. Vamos nos ver outra vez. — Dumbledore disse, os olhos cintilantes por trás de seus familiares óculos de meia-lua.


— Obrigada senhor, apenas obrigado... Por tudo.


— Foi uma honra, Harry.— Alvo disse, soando paterno e caloroso. —Agora caia fora.


Harry sorriu e acenou com a cabeça e, finalmente, saiu da sala que ele tinha crescido tão acostumados a ver aquelas bugigangas estranhas ao longo dos anos em Hogwarts.


Os outros estavam esperando por ele na entrada do escritório e todos eles sorriram quando o viram se aproximar deles.


— Temos que sair dos portões se formos para aparatar. — Harry disse-lhes. — Mas há um problema. Quem aqui mesmo sabe aparatar?


— Eu estava dizendo antes de você chegar que eu posso orientar todos vocês. — Tom disse. — A idade legal para aparatar na década de 40 era 16 anos, mas eu já sabia desde os 14.


— Brilhante. Uma coisa a menos para se preocupar. — Harry disse. Ele viu os olhares interrogativos e suspirou. — A minha cicatriz, está começando a doer novamente. Eu acho que Dumbledore estava certo em dizer que Voldemort estará nos caçando assim que sairmos, por isso é melhor nos apressarmos.


— Certo. — disse Tom, estendendo a mão para a mão de Hermione e agarrando-a firmemente. — Vamos indo.


Eles se apressaram em correr pelo castelo e para as portas dianteiras. O tempo era curto no momento, especialmente quando Harry começou a fazer pequenos sons de dor. Sua cicatriz estava incomodando mais a cada segundo... Eles tiveram que se apressar.


O grupo não tinha sequer tempo para vestir-se adequadamente para p frio que fazia além da porta principal do castelo e saíram até os jardins cobertos de neve. Suas capas finas não foram suficientes para manter seus corpos quentes, mas nenhum deles se queixou quando eles correram para os portões do castelo.


Para alcança-lo demorou apenas minutos, mas Tom parou-os antes que eles pudessem ultrapassá-lo.


— Hermione, você vai ter que me orientar bem. Eu não sei exatamente onde é o cemitério. — ele disse. — Você tem de se concentrar no local e eu vou nos levar até lá.


— Não tem problema. — Hermione lhe disse, apertando a mão que ainda estava segurando a dela.


Tom podia sentir a mão trêmula nas suas e, olhando em seus olhos, ele sabia que não era o frio que causava a sua agitação. Ele queria abraçá-la, mas teria de esperar até que eles estivessem no cemitério.


Harry, que estava junto ao portão, recebeu um aceno de cabeça de Tom dizendo-lhe para abri-los. Com um rápido empurrar os portões se abriram e com determinação os jovens bruxos afastaram-se da segurança da escola para a terra desprotegida e insegura.


Harry deixou escapar um gemido de dor. — É agora ou nunca. — ele disse, odiando a si mesmo e a Voldemort por fazê-los correr. Não era justo para Tom e Hermione. Isto era muito apressado... Cedo demais.


— Todos segurem as mãos e mantenham-se firmes. Lembrem-se de deixar Hermione e eu guiá-los. Não pensem em mais nada. Só nos sigam. — Tom disse-lhes.


Tom e Hermione estavam lado a lado e apertaram as mãos juntas mais uma vez. Ron estendeu a mão para Tom, enquanto Harry, que estava segurando as de Gina, estendeu a mão para Hermione.


Seus rostos estavam voltados para o castelo, cada um dizendo um adeus silencioso em caso de nada disso funcionar. Tom e Hermione concentraram-se duro e tão logo eles estavam prontos. Eles entrelaçaram seus dedos frios e fecharam seus olhos.


A sensação de aperto conhecido da aparatação começou a puxar para eles e todos eles, com exceção de Tom que estava bastante acostumado com isso, estavam com a respiração ofegante e cansados de se concentrar. Estava acontecendo. Eles podiam praticamente sentir uma mudança no ar, como se eles já estivessem sendo sugados para um lugar diferente. Um estalo acentuado soou e os cinco adolescentes desapareceram do local.


Nenhum deles notou a figura solitária olhando para eles de escritório do diretor.


(...)


O momento condenado e temido que ele estava horrivelmente esperando estava prestes a chegar. Ele sabia que algo estava para acontecer, ele podia sentir isso em seus ossos, mas ainda não era tarde demais.


Voldemort poderia dizer por causa de sua conexão que Harry estava passando por uma grande sensação de ansiedade e ele sabia que envolvia Tom.


— EU VOU ENVIÁ-LA PARA O INFERNO!— Voldemort jurou em voz alta. — MALDIÇÃO SEVERO. VOU FAZER O MESMO A VOCÊ!


Ele havia estado de mau humor desde que Narcisa veio a ele, dizendo-lhe sobre a prisão de Draco, juntamente com Pedro. A menina não estava morta e foi tudo por causa dos dois traidores, que viam em condições de desafiá-lo.


Pedro ia apodrecer em Azkaban, esquecido e patético e Severo... Voldemort prometeu destruí-lo pelo que ele tinha feito.


Ambos tinham ajudado a salvar a sangue-ruim, e agora ela seria o seu fim.


— Não! — Voldemort sibilou. — Não. Não é tarde demais.

Ele podia sentir Harry. Ele sabia que ele estava fora da escola e onde quer que ele estivesse indo ele sabia que Tom e a sangue-ruim estaria lá também.


Era sua última chance. Ele havia esperado muito tempo, pensou que tinha tempo, mas o tempo havia feito ele de bobo. Alguma coisa tinha que ser feita agora.


Ele iria sozinho. Nenhum Comensal da Morte estaria lá para estragar outra missão e, além disso, esta era pessoal. Ele faria Tom e seus amiguinhos verem como ele sufocaria a vida da menina Granger pouco a pouco até que ela estivesse morta.


Ele iria gostar. Ele ia se divertir com isso e iria se certificar que Tom visse cada segundo.


Voldemort foi sacudido de suas reflexões. Através da conexão poderia sentir a ansiedade de Harry minguar. Ele estava obviamente mais confortável agora e isso significava que ele e seus amiguinhos estavam em um determinado local.


Ele logo iria encontrá-lo. Harry não sabia Oclumência, não sabia como bloqueá-lo e sua ignorância para a magia seria sua queda.


— Eu estou indo Tom. — Voldemort murmurou abrindo a sua conexão compartilhada com Harry. Um sorriso feio torceu seus lábios com o pensamento de toda a dor que isso estaria causando a Potter.


— Isso vai acabar esta noite.


Notas finais
Comentem e me façam feliz!