Redenção Tomione
4 Memórias do Futuro Parte I
Notas iniciais
PIADA DO DIA
O que o basilisco cantou para Harry?
Ai, se eu te pego, ai ai se eu te pego
E o que Harry respondeu?
Nossa, nossa, assim você me mata kkkk
CAPÍTULO IV
Memórias do Futuro Parte I
— Lembrem-se do que já foi dito na aula, se você adicionar a raiz do chifre alimentado antes de adicionar a asphodel, então você fará com que sua poção se transforme em uma cor verde amarelada e isso a tornará ineficaz. Certifique-se de seguir as instruções com muito cuidado —, Professor Snape disse com a sua costumeira voz arrastada. Tom bocejou. Ele estava entediado e isso se tornava agravado porque ele já conhecia aquelas coisas desde que tinha quatorze anos. Ele ficou aliviado, no entanto, que ele conhecia todas essas informações porque ele estava achando muito difícil se concentrar nas aulas. O Professor Snape estava constantemente olhando para ele, espiando por cima do ombro o seu trabalho e fazia comentários sobre ele em voz baixa para que somente Tom pudesse ouvir. Ele achou tudo isso insuportável. O excesso de atenção indesejada era desconfortável.
— A próxima poção que iremos estudar, mas que não iremos fazer é chamada de Bizâncio e é utilizada para liquefazer os órgãos do inimigo mais um pouco. Tudo o que se tem a fazer é beber esta substância aparentemente normal e em dois minutos essa pessoa estará morta e seus órgãos internos estarão reduzidos a gosma. — a classe estremeceu com sua descrição. Tom apenas revirou os olhos. —Somente os bruxos das trevas foram conhecidos por fazer esta poção —, Snape continuou. — Só pode ser criada com magia negra. — quando Snape disse isso, seus olhos pairaram sobre Tom.
É isso aí, Tom pensou consigo mesmo. Eu não agüento mais... Por que diabos ele olha tanto para mim toda vez que o tema Magia Negra é mencionado? Lembrou-se que Harry lhe contara sobre Snape e os Comensais da Morte e engoliu em seco quando imaginou o rumo para o qual o seu futuro rumava. Ele não gostou do fato de que aquele homem era mais um que sabia sobre ele mais do que ele sabia sobre si mesmo. Todo mundo aqui parece saber muito sobre mim, ele pensou miseravelmente. Ele mal podia esperar para sair da aula e encontrar seus amigos.
Whoa! Será que ele só chamá-los de amigos? A palavra se instalou em sua mente tão sutilmente e confortavelmente. Tom nunca tinha pensado em alguém como seu —amigo— antes. Ele também era muito desconfiado com as pessoas, mas descobriu que ele realmente pensava em seus novos companheiros como seus amigos. Especialmente Hermione...
— Nosso tempo acabou por hoje... Mas lembrem-se, — Snape falou num alerta, a sua voz oleosa fluindo sobre eles, parando suas ações, chamando inevitavelmente a atenção de todos. — Eu quero que todos vocês façam um trabalho sobre a prevenção contra Poções Negras que utilizem magia negra e que ainda são uma grande ameaça nestes dias. Eu quero três metros de pergaminho devidamente cheio e manuscrito. Entreguem-me até sexta-feira. Vocês estão dispensados.
Graças a Merlin, Tom pensou. Ele não podia suportar ouvir mais nada que aquele homem falasse. Ele não gostava da forma como seu professor disse as palavras poções negras, enquanto olhava diretamente para ele novamente. Aquele idiota estava tentando expô-lo aos outros? Tom imaginou o que ele provavelmente era e que era melhor ele estar em seu melhor comportamento em torno dele. Ele apenas tinha que usar o seu charme de aluno exemplar sobre ele. Nenhum professor, com a exceção de Dumbledore, resistia ao carisma de Tom. Ele só esperava que ainda funcionasse no ano de 1997.
Tom soltou um suspiro tranqüilo e saiu da escuridão das masmorras fazendo o seu caminho em direção à Sala Comunal da Grifinória. Tom estava andando por um corredor praticamente vazio quando ele foi abordado por um rapaz com cabelo liso que era tão loiro que parecia quase platina.
— Olá, Sr. Riddle —, o garoto começou em um tom formal cheio de respeito. — Meu nome é Draco Malfoy. Eu queria uma audiência com você desde que eu descobri quem você é. É uma grande honra conhecê-lo. — os olhos de Draco brilharam com admiração e Tom deu um passo para trás no caso do loiro começar a babar em seus sapatos. Ele se lembrou de Abraxas Malfoy em seu próprio tempo, que era, obviamente, avô de Draco. Ele também olhava para Tom com a mesma reverencia que Draco estava mostrando. Ele se perguntou se Abraxas já tinha contado a alguém sobre a conhecê-lo e sobre chamá-lo de Lorde Voldemort na escola. Ele imaginou que Draco era a única pessoa que ele poderia usar para descobrir.
— Como é que você me conhece Sr. Malfoy? — Tom perguntou curiosamente arqueando as sobrancelhas.
— Conheço quem você é toda a minha vida, milorde.
Os olhos de Tom se arregalaram e ele olhou ao redor do corredor só para vê-lo deserto. Ele soltou um suspiro de alívio.
Draco viu como Tom reagiu ao ser descoberto e rapidamente se defendeu.
— Dumbledore me fez jurar não contar a ninguém quem você é, e eu não vou. Ele sabe que meu pai deve ter me contado tudo sobre vocês anos atrás. Claro que meu pai quis me dizer sobre o senhor. Milorde, veja. Meu pai lhe serve... Ele é um dos seus Comensais da Morte. Meu avô era um também. Sendo assim eu sempre soube quem você é, e é assim que eu sei que Lord Voldemort já foi chamado de Tom Riddle. Embora agora você amaldiçoe quem o chamou por esse nome. — o tempo todo em que Draco estava falando ele manteve o contato visual direto com Tom como se estivesse oferecendo um convite aberto para que ele invadisse a sua mente com legilimência e visse que ele não estava mentindo.
— E qual é a função do seu pai como meu comensal Sr. Malfoy?. — Tom perguntou curioso para saber o que ele exigia de seus seguidores.
— Meu pai é responsável pela tortura dos trouxas Ele lida com trouxas e com sangue-ruins e os coloca em seu lugar, depois da tortura, porém, eu não sei o que milorde lhe pede... Ele não tem permissão para divulgar tais informações.
Tom ficou muito surpreso. Enjoativamente surpreso. O rosto de Draco era puro escárnio quando ele falou de trouxas e de sangue-ruins sendo torturados. O menino parecia quase bestial.
Tom pensou em Hermione e sobre como ela era uma sangue-ruim. Essa palavra parecia ofensiva até mesmo em pensamentos. Agora ele preferia pensar nela como nascida trouxa ou qualquer outro nome que a denominasse. Ele podia ter acabado de conhecê-la, mas ele não podia suportar a idéia de alguém como Draco Malfoy machucando-a por causa do que ela era. Seus velhos 'amigos', provavelmente, pensariam nele como um hipócrita por pensar daquela maneira como ele estava pensando sobre sangue-ruins agora, mas ele não se importava. Tudo o que ele queria fazer agora era ficar bem longe de Draco e encontrar os seus verdadeiros amigos.
— Desculpe-me Sr. Malfoy, mas a minha presença é necessária em outro lugar no momento. — Tom se virou e começou a se afastar.
— Draco —, o loiro disse suavemente, enganchando o braço de Tom para impedi-lo de sair. — O senhor pode me chamar de Draco e se o milorde quiser falar sobre qualquer coisa, então é só ir para o Salão Comunal da Sonserina... O seu verdadeiro lar. — Draco sorriu.
— Obrigado Sr. Mal... Draco, — Tom se corrigiu — Talvez algum dia se eu ficar com saudades de casa.
Com isso Tom livrou-se do menino mais novo e saiu pelo corredor. Toda essa conversa sobre magia negra e magos malvados estava começando a mexer com ele.
Ele finalmente chegou à sala comunal da Grifinória e soltou ainda um grande suspiro de alívio. Ele sentiu que estava em casa, uma sensação de que era relativamente nova para ele. Ele deu a senha com uma risada leve a mulher gorda. Apesar de seu costumeiro mau humor a Mulher Gorda lhe cortejou. Ele perguntou quem tinha pensado em usar a senha Chifre de Sapo Tesão. Por Merlin.
Ele entrou no Salão Comunal e pela primeira vez depois daquela manhã conturbada ele sentiu um enorme sorriso formar-se em seu rosto. Harry e Rony estavam sentados em uma mesa e jogavam xadrez bruxo, enquanto Gina estava sussurrando no ouvido sugestões de Harry, algo que passou despercebido por Ron. Tom sentiu o estiramento no rosto em um sorriso ainda maior. Hermione estava largada em um sofá e tinha seu nariz enfiado em um livro que parecia velho e desgastado. Um pensamento veio a ele que fez o seu sorriso de alegria se transformar em um sorriso travesso.
Tom calmamente colocou suas coisas no chão sem fazer barulho e arrastou-se sem fazer barulho para Hermione que não tinha notado a sua presença na sala. Tom se agachou atrás do sofá e olhou por cima, com o rosto perto de seu derramamento de cachos cor de mel. Um cheiro suave irradiava a partir dela que lembrou a Tom uma mistura maravilhosa de hortelã e pinho. Oh Merlin, ela está me fazendo ficar sentimental. Ele sorriu para esse pensamento. Sentou-se ali por um momento, apenas observando seus olhos correrem ao longo da página e seu peito se movendo para cima e para baixo enquanto ela respirava lentamente. Então Tom se inclinou perto de seu ouvido.
— O livro está bom? — ele sussurrou suavemente. Hermione virou com um guincho e acidentalmente bateu a cabeça na de Tom. A batida ressonante foi ouvida por todos na sala e os dois rapidamente massageavam o local onde o impacto havia acontecido.
Para constrangimento extremo de Tom e Hermione, todo mundo na sala comum tinha visto o fiasco e começaram a rir descontroladamente dos dois adolescentes. Os mais altos risos vinham de Harry, Gina e Rony.
Tom e Hermione lançaram olhares peçonhentos a todos, até que perceberam o quão engraçada era a situação e se juntaram na risada aos outros. — Desculpe por isso Hermione — Tom disse-lhe vergonhosamente. — Eu não achei que iria assustá-la tanto assim. Não queria te causar medo.
— Eu não estava com medo. — Ela lhe disse defensivamente. — Você me pegou de surpresa. Não é sempre que alguém sussurra em meu ouvido perguntando se eu estou achando o conteúdo de um livro interessante. — ela disse-lhe com um sorriso.
— Bem, então eu acho que foi uma coisa boa você ter me trazido aqui. Vou poder sussurrar mais vezes ao seu ouvido. — Tom disse a ela em um sussurro para que os outros que não soubessem da sua situação e não pudessem ouvir. Hermione engoliu em seco tentando encontrar uma resposta coerente, mas seus nervos estavam em frangalhos.
— Wow vocês dois —, comentou Ron sarcasticamente. — Faz apenas um dia e ambos já estão com lesões corporais. Eu quero saber quem vai ser o próximo a se machucar.
— Vai ser você, se não parar de me provocar Ronald Weasley. — Hermione disse a ele, enquanto ia alegremente bater-lhe no braço. Uma tentativa óbvia se fugir do alegre constrangimento que Tom lhe causara, mas logo ela estava de volta ao sofá sentada ao lado de Tom.
— Ei, Hermione, — Gina começou. — Eu não quero ser um incômodo, mas você se importaria de me ajudar na biblioteca? Eu tenho que trabalhar nessa tarefa de Astrologia e eu não sei quais livros eu devo usar.
— Claro Gina, eu tenho que ir lá de qualquer maneira para retornar alguns livros. — Hermione sempre tinha algo para fazer na biblioteca. — Nós veremos vocês depois —, elas davam pequenos acenos de mão em despedida na direção de seus amigos.
Tom acenou de volta se sentindo um pouco triste porque ela já estava saindo. Ron teve que sair dizendo que ele tinha de parar Fred e Jorge em alguma brincadeira que eles estavam fazendo. Parecia que era alguma coisa relacionada em deixar o Professor Flitwick de cabeça para baixo, mas Harry sabia que Ron estava, provavelmente, fugindo para a cozinha para tentar pedir comida a algum elfo doméstico. Como Ron conseguia comer tanto e permanecer magro? Harry pensou consigo mesmo.
Agora que eles estavam sozinhos, Tom pensou que seria o momento perfeito para tirar algumas dúvidas com Harry. Mal sabia ele que Harry tinha a mesma coisa em sua mente.
— Ouça Harry, eu tenho algumas perguntas para você sobre... Bem... sobre mim.
Que engraçado ele ter que pedir a alguém para obter informações sobre si mesmo.
— Eu esperava que você mais cedo ou mais tarde me perguntasse sobre isso. — Harry disse a ele deslocando-se para um sofá onde os meninos pudessem se sentar e conversarem. O Salão Comunal tinha esvaziado e os alunos fizeram o seu caminho para as suas respectivas atividades vespertinas. Tom e Harry podiam conversar livremente.
— Bem, em primeiro lugar, eu queria saber se você poderia me dizer sobre a minha situação com Gina e Ron... Digo... Como é que eles me conhecem?
Harry esperava isso de Tom desde que o garoto havia sito apresentado pela primeira vez aos dos ruivos, então ele sabia como responder a essa pergunta facilmente.
— Bem, Tom, vou falar primeiro sobre Gina. Ela já conhecia você e quando eu digo você, me refiro ao seu eu de dezesseis anos de idade. — Harry já esperava o olhar confuso que Tom estava lhe direcionando, então o moreno continuou — No meu segundo ano, quando ainda era o primeiro ano de Gina em Hogwarts, ela encontrou, por assim dizer, um diário. Um diário que pertencia a você. Ela não sabia, no entanto que esse diário era um tipo de memória. Sua memória estava gravada e viva no diário preservada com algum tipo de magia por mais de cinqüenta anos. Aparentemente o diário estava vazio, mas quando Gina escreveu no papel ela ficou chocada ao perceber que ele literalmente respondeu a ela. Você respondeu a ela... Sua memória foi mostrada para ela por meio das páginas. Ela começou a confiar em você e logo passou a considerá-lo o seu melhor amigo. Então, você começou a controlá-la. Ela acordava e não sabia o que tinha feito e tempos depois ela acabou percebendo que tinha algo a ver com você. Mas já era tarde demais. Você já tinha obtido tudo o que era necessário e aberto a Câmara Secreta.
A cor da face de Tom foi totalmente drenada. Ele estava pálido. Ele sentiu como se fosse levantar e fugir e, ao mesmo tempo, ele queria ficar e defender-se. Ele se sentiu rasgado.
— Sim Tom, eu sei tudo sobre a Câmara Secreta e como Murta Morgan morreu e não, eu não vou crucificá-lo por isso, então pare de olhar para mim dessa forma tão aflita. — Harry acrescentou com um sorriso, o que fez Tom relaxar um pouco.
— Harry eu sei que isso soa ruim, mas...
— Está tudo bem Tom. — Harry disse antes que Tom pudesse terminar.
— Você está aqui para mudar, então não vamos julgá-lo pelo passado e tentar desencorajá-lo. O que importa é o que você será de hoje em diante. —Tom sorriu para isso e esperou que Harry continuasse.
— Como eu estava dizendo, — Harry começou de novo. — Quando ela abriu a Câmara Secreta, os ataques começaram aos mestiços. Ninguém morreu, mas cinco alunos, incluindo o gato estúpido de Argus Filch, estavam petrificados. Hermione foi um deles.
Oh Santo Salazar! Ele já havia machucado ela. Mesmo que tenha sido a sua estúpida cobra que tenha causado a sua dor, ainda era culpa dele. Ele quis saber como essas pessoas poderiam até mesmo respirar perto dele depois de tudo o que ele tinha feito. Estes sentimentos de remorso eram novos para Tom e ele não sabia como lidar com eles. Ele estava mais confuso sobre si mesmo agora do que ele já tinha estado em toda a sua vida.
Harry estudou seu rosto por um momento. À menção de Hermione, Tom parecia ficar mais pálido e ainda assim conseguia corar. Harry sabia que Tom tinha uma coisa com ela, uma coisa invisível, diferente, ele podia ver quando os dois estavam juntos. Ele meio que esperava que os dois adolescentes se juntassem... Ambos poderiam desfrutar da companhia um do outro, especialmente Tom. Ele precisava saber que alguém estava lá para ele. Colocando esses pensamentos de lado, Harry continuou com sua história.
— Com um ultimo feitiço você fez Gina escrever sua carta de adeus, por assim dizer, em uma parede e a fez descer para a Câmara. Na verdade era uma isca para mim. Ela havia lhe contado tudo sobre mim no diário e quando você descobriu que de alguma forma eu tinha sobrevivido você decidiu que iria me perguntar pessoalmente sobre o que aconteceu na noite em que meus pais morreram. Ron, eu e um professor maluco que tínhamos fomos capazes de localizar a Câmara, mas no meio do caminho nos perdemos um do outro. Eu tive que ir sozinho, mas acabei encontrando Gina meio morta e deitada inconsciente no chão. Você estava sugando a vida dela para que você mesmo pudesse voltar a viver. Eu tive essa conversa adorável sobre tudo o que havia acontecido na noite em que meus pais morreram com Voldemort até que percebi que na verdade tudo o que você queria era enviar o basilisco para me matar.
— Espere um minuto. — Tom interrompeu. — Como é que você está vivo depois de ter encontrado o basilisco?
— Eu tenho sorte. — Harry disse-lhe com um sorriso ao lembrar-se como Fawkes tinha sido verdadeiramente a heroína daquela noite.
— No começo eu pensei que eu poderia usar a língua das cobras para fazer o basilisco me obedecer, mas depois você me disse que ele só iria ouvi-lo.
— Você é um ofidioglota! — Tom exclamou.
Harry riu em seu choque. — Quando você tentou me matar quando eu tinha um ano, alguns de seus poderes foram transferidos acidentalmente para mim. Então, agora eu também posso falar com cobras.
— Uau... Temos um inferno de um passado. — Tom afirmou. Ele ficou chocado ao pensar que tudo isso tinha acontecido e ele não tinha vivido ainda... Não que ele quisesse viver isso.
— De qualquer forma, — Harry começou de novo. — Eu fui capaz de destruir o basilisco com a ajuda da espada de Godric Gryffindor e uma Phoenix chamada Fawkes... Mas isso é outra história. Eu fui capaz de derrotá-lo também porque destruí o diário. Gina acordou imediatamente após a morte do diário e estava bem... Enfim, não foi uma experiência divertida.
Tom ficou de queixo caído mais uma vez. — Harry exatamente quantas vezes você já conseguiu chutar a minha bunda?
— Quatro e contando —, disse Harry, como se fosse a coisa mais natural do mundo a dizer. Ele sorriu para o olhar atônito no rosto de Tom. O choque logo mudou para uma expressão de vergonha e Harry percebeu que a culpa estava começando a se firmar de Tom.
— Eu nunca tive nada disso planejado para o meu futuro Harry. Eu só queria mostrar aqueles que, como meu pai, que eu era melhor do que eles. Eu me sinto tão tolo agora em saber que eu sou pior. — a cabeça de Tom estava inclinada de modo que Harry não podia olhar em seus olhos. Harry sabia que ele não queria demonstrar fraqueza.
— Eu conheço a sua dor Tom e eu sei que deve ser difícil, mas você tem que deixar-se sentir dor ou então como você vai saber que você é real?
— Você está certo Harry, mas vai levar algum tempo para eu me tornar um pote mel como você. — Tom olhou para cima e sorriu para o olhar ofendido no rosto de Harry.
— Olha quem está falando senhor eu-fico-mais-vermelhor-que-tomate-maduro-quando-Hermione-está-por-perto.
— Eu não —, disse Tom como uma cor fresca vermelha pintada suas bochechas.
— Uh huh, sei Tom. Se você diz que não. — Harry sorriu sinicamente para Tom enquanto se levantou para se esticar.
— Quem foi que deu Gina o meu diário? — Tom perguntou de repente tomado pela curiosidade.
Harry fez uma cara de nojo. — Lucius Malfoy.
— Ah sim, eu tive o prazer de conhecer Draco. Tal pai, tal filho, eu suponho? — Tom perguntou.
— Como se fossem clones. — Harry zombou. Os Malfoy eram uma corja desajustada.
— Harry, há mais uma coisa que eu quero lhe perguntar.
— Pergunte Tommy Boy. — Tom encolheu-se por causa do apelido horrível.
— Agora eu sei que isto pode soar estranho, mas eu estive pensando... Eu pareço com o Voldemort, digo, fisicamente? Quero dizer, eu ainda tenho meu cabelo desse jeito pelo menos? — acrescentou com um sorriso esperançoso. Ele não era obcecado sobre a boa aparência e tudo isso, mas ele tinha uma predileção por seu cabelo que era grosso, sedoso, escuro e brilhava à luz.
Harry empalideceu um pouco e depois riu nervosamente. — Hum... Talvez alguma outra hora Tom. — Harry não teve coragem de dizer a ele.
— Harry, por favor, eu só quero saber. Quero ver por mim mesmo como eu fico e da maneira que você está olhando para mim, eu posso dizer que não vai ser bonita.
Você não imagina o quanto é assustador, Harry disse baixinho.
Suspirando, Harry se deixou ser vencido sabendo que ele teria que descobrir mais cedo ou mais tarde.
— A única maneira que eu posso lhe dizer Tom é se eu te mostrar. Nós vamos ter que ir ao escritório de Dumbledore e usar sua penseira... Eu preciso mostrar-lhe uma lembrança.
— Então, vamos logo Harry. — respondeu Tom agradecido que Harry estava disposto a dar-lhe as respostas que precisava.
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