Redenção Tomione
20 Barulho de Macaco
Notas iniciais
BARULHO DE MACACO
Hermione estava acordada por cerca de vinte minutos agora. Ela não tinha falado ou se movido desde que ela abriu os olhos. Ela apenas olhou para o menino ao lado dela, esperando que ele acordasse, mas na esperança de que ele não abrisse os olhos naquele momento para que ela pudesse vê-lo dormir por um pouco mais de tempo. Ele era tão lindo. Tão perfeito. As pálpebras fechadas tinham um tom lavanda, a pele alva e impecável. A respiração rítmica e constante.
Ela havia se assustado quando ouviu um profundo e gutural ronco assim que despertou. Ainda estava escuro, era madrugada, o sol sequer havia raiado, mas Hermione podia ver apenas o suficiente para saber que ela estava no dormitório dos meninos, e que o horrível ronco só poderia pertencer a uma pessoa: Ronald Weasley.
— Por que diabos eu estou no quarto dos meninos? — ela sussurrou. Ela olhou ao redor em confusão e tentou se lembrar da noite anterior, quando de repente ela percebeu que não era a única pessoa na cama.
Os olhos cansados Hermione se iluminaram quando ela viu quem estava ao lado dela.
— Tom... — ela murmurou para si mesma. Ela sorriu enquanto ela olhou para o menino bonito enrolado no lado esquerdo da cama. Suas pernas estavam presas às dela em uma bagunça de lençóis brancos e seu cabelo estava desgrenhados, mas Hermione pensou que ele estava ainda mais bonito.
Sentados ao lado dele, Hermione ficou olhando enquanto o namorado dormia. Ele tinha linhas de sono ao longo de sua face de seu travesseiro e Hermione seguiu as linhas com os olhos. Seus lábios estavam um pouco abertos, expondo uma fileira de dentes perfeitos que fariam os pais dentistas de Hermione orgulharem-se.
Os olhos de Hermione viajaram por Tom. Sua camisa verde do pijama foi empurrada um pouco e expunha uma boa parte de seu estômago. Hermione se surpreendeu. A pele de sua barriga era da mesma cor creme do rosto, e parecia tão suave, mas seu abdome trabalhado sugeria que Tom deveria praticar alguma atividade física em seu tempo no passado. Havia uma linha de pêlos de ébano logo abaixo do umbigo. Os pêlos faziam uma pequena trilha até a parte inferior do abdômen e desaparecia sob o fundo do pijama. Hermione corou quando os seus olhos seguiram o caminho.
A memória voltou para ela, então, como ele sempre fazia quando estava com Tom. O fato de que ele tinha visto ela nua não era algo que ela iria esquecer tão cedo, mas isso não era nada comparado ao fato de como ela havia perdido o controle na noite passada. Ainda assim, ela não conseguia se arrepender por ter sentido as melhores sensações físicas que ela sentiu em toda a sua vida. Mesmo que Tom nunca tivesse tocado no assunto de vê-la nua ou mesmo que ele continuasse agindo como se nada tivesse acontecido ela sabia que era por cavalheirismo de sua parte, cavalheirismo para o qual ela estava agradecida.
Ela gostava de pensar nisso, por vezes, no entanto. A maneira como Tom olhava para ela, como se ele nunca viu algo mais belo em sua vida, fez ela se sentir amada. Ela não se sentia suja, com nojo ou medo... Ela se sentia simplesmente amada e desejada. Agora ela se arrependia do surto que ela havia tido na noite passada, mas ela entendeu que foi puro medo e insegurança. Se ela se entregasse a Tom e ele tivesse que voltar – e ele voltaria – como ela ficaria? Como ela ficaria sem ele em sua vida?
Ela não temia mais pela volta de Tom. Seu coração estava certo Ela tinha Tom. Eles foram salvá-lo e ele a amava. Ele a amava o suficiente para trazê-la para seu quarto para que ele pudesse estar com ela quando ela dormia. Ele a amava o suficiente para levantar-se para defendê-la quando pessoas como Malfoy e Snape faziam-na sentir-se inútil. Ele a amava o suficiente para mudar o seu futuro... Ele a amava o suficiente para ser um homem melhor.
E ela o amava por isso.
Tom começou a se mexer durante o sono, como se ele pudesse ouvir todos os pensamentos de Hermione e eles foram acordá-lo.
Ele remexeu-se em torno de um minuto, deu um gemido sonolento e começou a abrir os olhos. Pouco antes que ele tenha o feito, no entanto, Hermione deslizou até ao lado dele, pegando a varinha dele que estava mais próxima e lançou em si um feitiço de levitação. Curiosamente funcionou melhor do que ela esperava. Ela sentiu que a varinha de Tom era poderosa, poderosíssima e que parecia – e muito – com a varinha de Harry. Então ela se lembrou do que Olivaras havia contado a Harry em seu primeiro dia em contato com o mundo bruxo. Eram varinhas irmãs cujo miolo eram as duas únicas penas que uma certa fênix poderosa havia produzido. Seu corpo ficou estendido por cima do dele, mas sem tocá-lo, no entanto. Os cabelos da castanha estavam espalhados no ar enquanto ela desafiava a gravidade com seu feitiço. Ela tentou reprimir uma risadinha quando ele começou a abrir os olhos, ela sabia que ela ia assustá-lo..
Um bocejo sonolento escapou de sua boca enquanto os cílios ébano vibraram.
— Aaaaaaaaaaahhheeeee... — Tom gritou, quando ele abriu os olhos e encontrou um rosto pairando um pouco acima dele.
Hermione fez um som de desgosto afrontado. — Honestamente amor, eu não acho que eu parecia tão ruim.
— Hermione... — Tom engasgou. — Que porra! Você quase me matou do coração. — ele falou um pouco ríspido.
Ela riu dele. — Que linguagem imprópria Sr. Riddle. Você certamente é uma coisa bruta no início da manhã, não é? — ela olhou rapidamente ao redor da sala desfazendo seu feitiço e deu riu divertida. — Meu Deus, ninguém sequer acordou depois que você soltou esse guincho primitivo que você diz ser um grito. Esses meninos provavelmente poderiam dormir durante um furacão. — ela deu uma risadinha.
— Não é engraçado, Hermione. Que diabos você estava pensando, afinal? Eu acabo de acordar e quase tive um ataque cardíaco. — ele respondeu, irritado.
— Uau... Você não é definitivamente uma pessoa bem humorada de manhã e olha que o dia ainda nem amanheceu de fato.
— Não, eu não sou. — ele cuspiu.
Hermione ficou surpresa. Não zangada ou confusa, apenas surpresa.
— Talvez eu deva ir, então.
—Talvez você devesse —. Ele respondeu sem olhar para ela.
Hermione sabia que ele não estava brincando. Ela podia ver isso na cara dele... Naqueles olhos escuros dele.
Ela não disse uma palavra quando ela pulou da cama e caminhou rapidamente em direção à porta. Ela o deixou e fechou calmamente a porta do dormitório dos meninos, de modo a não perturbar os outros, e desceu para o salão comunal.
Estava vazio, escuro e frio. Era exatamente como Hermione estava sentindo-se no momento.
Ela estava realmente em estado de choque.
O que diabos aconteceu? Ela pensou enquanto se dirigia para baixo das escadas. Por que Tom pirou assim?
Por que a pessoa que a 'amava' realmente disse-lhe para deixá-lo, como se ela não significasse nada para ele? Ela estava em choque...
Ela chegou ao fim das escadas e parou quando ouviu uma porta bater acima dela. Hermione não se preocupou em virar. Ela sabia quem era, mas ela não sabia o que ele queria.
De repente, um forte par de mãos agarrou firmemente os seus ombros e a girou em torno dela. Ela quase não teve a chance de piscar antes de boca de Tom se grudasse à dela.
Ele estava beijando ela... Realmente beijando-a. Não era doce e com certeza não era inocente. Tom nem sequer esperou por Hermione para responder a seus lábios, antes que ele mergulhou sua língua em sua boca.
O corpo de Tom pressionou-a enquanto ele a prensava-a contra a parede mais próxima e a boca de Hermione estava sendo devastada, invadida e as mãos de Tom passeavam com urgência por todo o corpo da castanha... E ela não respondeu a nada disso. Ela estava muito sobrecarregada para reagir. Ela sequer tinha ânimo para empurrá-lo e fazê-lo se explicar, que era o que ela realmente queria fazer. Não, ela apenas ficou lá, pressionada contra Tom, completamente indiferente.
Tom parou de repente e se afastou para que ele pudesse olhar em seus olhos. Sua respiração era difícil e ele parecia aterrorizado.
— Hermione, eu sinto muito. Eu não quis fazer o que eu fiz, amor. Eu não quis dizer nada daquilo. Estou sempre estressado com Voldemort, e eu sempre acho que ele vai vir me pegar enquanto eu estou dormindo. Quando acordei a primeira coisa que vi foi alguém olhando para mim, e entrei em pânico. Eu não queria levar a minha ansiedade e raiva em cima de você. Eu sinto muito... Eu não queria ter sido grosso com você... Eu não queria!
Hermione apenas olhou. Ela olhou e não sentia nem raiva nem alívio. A castanha tinha ouvido a súplica de Tom e ela já tinha perdoado, mas ela ainda estava em estado de choque. Seu corpo e mente não estavam preparados para lidar com aquele tipo de stress e confusão tão cedo na manhã e isso a tinha deixado momentaneamente paralisada.
Tom quase começou a chorar quando ela não respondeu.
— Hermione, por favor, diga alguma coisa. — ele implorou. — Bata em mim! Xingue-me! Diga-me que eu sou um idiota. Eu mereço tudo isso. Só por favor, não me deixe... Deus, Hermione, por favor, não me deixe.
Ela nunca o tinha visto tão angustiado... Como se ele estivesse prestes a quebrar-se. Por que eu iria deixá-lo?Pensou.
—Hermione... Eu estou s...
— Eu sei Tom. Eu te perdoo. — era tudo o que conseguia dizer e ela esperava que fosse suficiente. Hermione se sentia realmente cansada. Ela acordara muito cedo, muito mais cedo do que ela estava acostumada.
Tom apertou a testa contra a dela. — Sinto muito, amor. — ele sussurrou.
— Eu sei, Tom. Está tudo bem... — a voz de Hermione soava exausta de sono.
— Me desculpe se te assustei quando eu beijei você... Eu tive que beijá-la. Você saiu e eu entrei em pânico e eu tive que encontrar você... Eu tive que beijá-la realmente. Eu preciso de você.
— Eu sei Tom — ela respondeu fracamente.
— Beije-me Hermione. Por favor. — ele implorou. Sua testa ainda estava pressionada contra a dela e ele poderia ter chegado a sua boca com facilidade, mas ele queria que ela o beijasse.
Hermione trouxe seus lábios para cima e acariciou-os ternamente contra o seu. Ele gemia baixinho e beijou-a de volta amorosamente. As línguas dançavam lentamente, um pedido de desculpa verdadeiro e uma aceitação das mesmas estavam sendo seladas com aquele beijo terno e lento.
—Eu te perdoo, sinceramente Tom. — ela disse quando ela se afastou. — Eu me sinto um pouco paralisada no momento. Isso tudo aconteceu muito rápido e foi um choque para o meu sistema.
— Sinto muito. Eu te amo, e eu sinto muito. — Tom ainda parecia e soava aflito, mas ele tinha se acalmado desde que ela o havia beijado.
Hermione sorriu. — Eu também te amo.
—Você está bem? — ele perguntou quando ele notou como ela parecia desgastada.
— Eu estou bem, apenas cansada. — ela respondeu, e então bocejou.
— É só de manhã e já eu estressado minha namorada ao máximo. Estou s...
— Tom, se você disser que está arrependido mais uma vez, então vou ser obrigada a lhe lançar um Crucio aqui mesmo. — ela respondeu, cansado, mas com firmeza.
Tom sorriu. — Eu mereço.
Assim quando Hermione estava prestes a responder-lhe, uma luz brilhante rastejou acima em seu rosto e fez gemer em irritação.
— Não, eu não quero que seja de manhã ainda. Estou muito cansada para ser manhã. — ela queixou-se.
Com certeza, o céu começava a clarear e o salão comunal escuro foi agora banhado pela luz da manhã.
Tom riu. — Hoje é sábado, então você pode voltar para a cama, se quiser.
— Não, agora estou de pé. Se eu voltar para a cama não vou conseguir dormir.
—Você tem certeza? — ele perguntou, enquanto seus dedos suavemente traçavam o perfil de Hermione. Era algo que ele sempre fazia quando estava preocupado com ela, ou quando ele só queria tocá-la.
Antes que Hermione pudesse responder, no entanto, a porta do quarto das meninas foi aberta enquanto Gina correu para as escadas parando na Sala Comum.
— Hermione, você está aí! Eu estava tão preocupada quando acordei e você não estava em sua cama. — Gina jorrou as palavras enquanto ela correu até a castanha e deu-lhe um abraço.
— Eu estou bem Gina. Eu estava conversando um pouco com Tom. —Hermione disse enquanto sorria. — Sinto muito medo de você. Quanta superproteção. — Hermione riu da forma como a amiga a encarava severa. Gina sequer havia cumprimentado Tom.
— Você veio na noite passada? Eu não me lembro de ninguém chegando na hora que eu estava dormindo, e eu me sentei um pouco e esperei por você.
Hermione e Tom sentiram-se horríveis.
— Não, ela não foi e foi minha culpa. — Tom disse. — Ela dormiu na noite passada quando estávamos fora e eu não quis acordá-la para mandá-la para seus quartos, então eu a levei para o quarto dos meninos. Sinto muito Gina.
— Tudo bem Tom. Estou feliz que ela estava com você e segura.
—Você é maravilhosa demais Gina Weasley.— Hermione disse com um sorriso carinhoso.
— Eu tento. — a ruiva respondeu com um encolher de ombros.
Tom e Hermione riram.
A porta do quarto dos meninos se abriu em seguida e com um olhar cansado Harry, Ron e Dino desceram as escadas.
— Bom dia, meninos. — Gina saudou alegremente.
— Oh, fale baixo Gina, pelo amor de Merlin —. Ron gemeu quando ele pulou para baixo em um sofá.
— Ah, qual é o problema Ronald? Você se esqueceu de dormir sem seu cobertor rosa de novo? — Gina brincou.
Todos riram, enquanto Ron fez uma careta para sua irmã.
— Não é rosa, é marrom... E eu não durmo mais com isso... Só algumas vezes. — ele protestou. Todos riram mais.
— Mas, falando sério Gina, tivemos uma manhã áspera.— Dino disse.
— Achamos que pode ter entrado algum tipo de animal no quarto de madrugada. — Harry disse.
— Harry, isso não é maneira de falar sobre Ron. — Gina disse em estado de choque simulado.
— Gina... — Ron repreendeu-a, mas se sentia cansado demais para brigar com a irmã. O dia mal nascera.
Harry riu. — Fosse o que fosse, tinha um baita de um grito.
Tom empalideceu e avermelhou-se. Hermione teve que morder o lábio para não rir.
— Você ouviu o som também Tom? — Ron perguntou do sofá.
— Uh ... hum, não, não, eu não ouvi nada.— Tom murmurou.
—Cara, você está com sorte. Parecia que um macaco estava morrendo ou algo assim. Foi horrível. — Ron respondeu. Ele não pareceu notar como Tom estava vermelho no momento.
Hermione estava tendo um momento difícil tentando sufocar o riso. Ela inflou as bochechas e prendeu a respiração, esperando que a falta de oxigênio matasse a vontade de rir.
— Hermione... Você parece um esquilo. — Dino comentou ao ver as bochechas arredondadas.
Hermione não podia aguentar mais. Suas bochechas esticaram quando o riso explodiu de sua boca.
Todo mundo estava olhando para ela divertido... Tom apenas fez uma careta.
— Cuidado companheiros, acho que Hermione perdeu um pouco do juízo. Quer dizer, o que há de tão engraçado sobre esquilos?— Dino perguntou.
Hermione riu mais ainda... Eles não entenderiam
.
— Uau... Você realmente ficou louca depois de ler tantos livros. Eu sabia, eu sabia disso o tempo todo. — Ron disse em reverência.
— Oh cale-se Ron. — Hermione conseguiu dizer entre risos.
— Tudo bem, é o suficiente dessa loucura... Eu estou indo me arrumar para o café da manhã — Dino disse enquanto se dirigia para as escadas.
Houve um murmúrio de concordância de todos os outros e eles voltaram para seus quartos para se preparar para o dia.
Antes de Tom e Hermione se separarem, no entanto, a castanha ficou na ponta dos pés para que ela pudesse alcançar o ouvido do namorado.
—Vejo você no café da manhã... Meu macaquinho. — Ela sussurrou.
Tom sorriu e inclinou-se perto de seu ouvido. — Você vai pagar por isso. — ele sussurrou de volta.
Hermione arqueou uma sobrancelha para ele e começou a caminhar para as escadas.
—Oh Tom, há mais uma coisa.— ela chamou quando ela se virou para ele.
—O que é que, amor? — ele perguntou.
— Arrume os seus cabelos. — ela deu uma risadinha. Ela adorava provocá-lo sobre como gostava de seus cabelos e seus olhos.
Tom riu. — Isso foi golpe baixo Hermione Granger, mas eu mereço.
— Não se preocupe amor, você ainda está lindo... Só agora que você é uma espécie de macaco lindo e arrepiado.
— Acho que vou encarar como um elogio. — Tom murmurou. Ele tentou alisar o cabelo, mas ele percebeu que no momento o seu cabelo estava tão teimoso quanto o de Harry, então provavelmente nada do que ele fizesse naquele momento resolveria. Ele resolveu analisar o balanço do bumbum de Hermione enquanto ela subia as escadas até desaparecer na curva que levava a porta do dormitório das meninas.
(***)
Ela e Tom estavam juntos, numa intimidade gostosa. Era um lugar diferente, distante e eles estavam sozinhos. Eles beijavam-se com volúpia e desejo na beira de um lago calmo e cristalino. Ela o queria totalmente. Agora não havia dúvidas. Hermione o amava. Porque então protelar essa decisão? Ambos tinham certeza do que aconteceria e ele era o seu Tom amoroso e gentil, amigo e mudado, mas de repente ao beijá-la seus olhos tornaram-se ofídicos e vermelhos e sua língua bifurcou-se dentro de sua boca. Hermione soltou um grito abafado de horror. Voldemort agora sorria para ela com escárnio.
— Eu te amo Hermione... EU vou matar você... Eu te amo... Fuja... Fique... — as palavras se embaralharam entre a voz melodiosa e calma de Tom e entre o sibilar de cobra de Voldemort. De repente Voldemort sorriu com os dentes serrilhados lançando uma luz verde na direção do peito de Hermione. Era o fim. Ela estava morta.
Hermione pulou na cama arquejando e suada, com os olhos cheios de lágrimas e a boca seca. Foi só um pesadelo.Ela suspirou aliviada, mas não conseguiu dormir novamente.
(***)
— Hermione, você está bem? Parece que você está pronta para desmaiar em sua tigela de cereais. — Harry disse.
Hermione pulou um pouco como se tivesse acabado de acordar de um torpor. — Hum, eu estou bem Harry, estou apenas cansada. — ela respondeu meio grogue. Ela não havia conseguido dormir. Não cochilara nem por trinta minutos e havia tido um terrível pesadelo.
— Hoje é sábado Hermione. Você deveria estar disposta. Nunca vi você assim mesmo quando você leu cinco vezes seguida em uma semana Hogwarts: Uma História. — Gina comentou preocupada.
— Obrigada, Gina. — Hermione disse secamente. — Eu estou bem... Realmente. Então vocês dois parem de se preocupar.
Harry e Gina atiraram um ao outro um olhar preocupado, mas não pressionaram a castanha.
— Hermione, você deveria ter ido para a cama. — Tom sussurrou. Ele estava sentado ao lado dela na mesa e ele estendeu a mão por baixo da tábua de mogno de lei para que pudesse agarrar suas mãos que descansavam no colo.
Hermione sorriu. — Eu estou bem. Eu tentei dormir, lembra? Eu tive uns pesadelos, por isso estou assim. — ela disse-lhe com firmeza e Tom franziu o cenho. — Oh e pela maneira... Seu professor favorito está se aproximando. Ele deve querer dar-lhe crédito extra ou algo assim. —Hermione bufou.
Tom se virou e viu Snape caminhando em direção a eles com Draco logo atrás.
— Nem em um milhão de anos. —, Tom sussurrou para Hermione um pouco antes Snape chegar onde ele estava sentado. Harry e os outros encararam Severus quando ele passou, mas o professor de poções nem se incomodou em olhar para eles.
— Riddle. Bom dia. — Snape disse em sua voz profunda e oleosa.
— Professor. Bom dia. Existe algo que eu possa fazer pelo senhor? —Tom perguntou educadamente no seu tom persuasivo e educado que sempre convencia qualquer professor.
Tom notou Snape olhar rapidamente para Hermione, franzir a testa e depois olhar para trás.
— Eu queria saber de onde você iria ficar durante a pausa de inverno... Vendo como ele começa nesta segunda-feira. — Snape perguntou friamente.
— Eu estava pensando em apenas ficar em Hogwarts. Hermione e os outros estão ficando também para me fazer companhia. — Tom não pôde deixar de sorrir um pouco. Duas semanas apenas com Hermione soou como o céu.
Snape franziu a testa mais uma vez, mas desta vez o vinco permaneceu em seu rosto.
— Muito generoso da parte deles —, comentou.
— Sim, eu acho que é bastante generoso deles. — Tom respondeu secamente.
Tom, em seguida, olhou para Draco que ele tinha esquecido que estava lá. Ele estava em pé atrás de Snape. Ele estava com um olhar apático. Tom surpreendeu-se um pouco, o loiro era geralmente cheio de emoção. Eram mais ódio e raiva, mas era emoção, no entanto. Draco agora tinha a aparência de alguém que não dá a mínima para nada.
— Bem, eu acho que o Sr. Malfoy e eu vamos deixá-lo em paz para o seu café da manhã agora. Tenha um bom dia, Tom—. Tom assentiu. —Siga-me Draco. — Snape disse apressadamente quando ele começou a caminhar em direção as portas da frente.
Hermione viu a capa ondulante de Snape farfalhar por cima de parte da mesa e inclusive por cima de sua xícara de suco de abóbora. Ela olhou torto par as costas dele. Ele quase derrubou o seu suco com suas habituais viradas espetaculares e repentinas. Ela achou que daquele jeito Snape poderia colocar algo em sua bebida... Quem sabe umVeritaserumpara que mais tarde ele pudesse interroga-la para saber se ela havia enfeitiçado Tom com Amortencia. Era a cara de Snape.
Ela esfregou os olhos cansados e, em seguida, olhou para sua xícara. Cheirava adequadamente a suco de abóbora e não tinha descoloração engraçada, então Hermione tinha apenas imaginando coisas. Afinal de contas... Por que Snape escorregaria algo em sua bebida? Ele não gostava dela, mas ela duvidava que ele jamais iria prejudica-la fisicamente ou romper com a ética profissional dos professores de Hogwarts.
—Hermione... Hermione!
— Huh? — ela perguntou quando ela ergueu os olhos do copo.
— Caramba Hermione, eu estou tentando chamar a sua atenção há dois minutos agora! — Ron reclamou.
— Oh, me desculpe. — ela disse, corando.
Ela olhou para Tom e ele franziu a testa em sua expressão preocupada.
—Eu estou bem. — ela falou pela milésima vez naquela manhã.
Tom sorriu e deu-lhe um aperto de mão suave. Hermione sorriu de volta e pegou seu copo. Ela bebeu tudo de uma única vez.
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