Redenção
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
Ela estava ali, a um palmo de distância, poderia ter escolhido o caminho mais fácil e me afogar em seus braços. Mas, não. Eu era um Uchiha e o caminho longo era meu destino. Sempre foi e não poderia ser diferente, afinal, aquela seria minha estrada para a redenção.
Nada poderia ser fácil dali em diante!
Dentro de seus olhos eu podia ver um novo brilho surgir. Um brilho de genuína esperança misturado ao verde de suas irises.
Ela me queria ali. Me queria ao seu lado.
Mas eu não podia.
Dando-lhe as costas, deixei tudo o que mais desejava para trás.
Tentava me convencer de que aquilo era o certo. Precisava acreditar naquilo ainda que me coração quebrado implorasse para voltar para ela.
Sabia para onde a vingança havia me levado. E agora precisava ver o mundo com meus próprios olhos, sem aquela nuvem nebulosa a embasar minha visão e para isso precisaria estar focado.
Aquela era minha única chance de me concertar e remendar os pedaços esmagados de meu ser. E assim, enfim, encontrar o caminho de volta para tudo o que deixei para traz.
Para quem sabe assim, conseguir encarar aqueles belos olhos uma vez mais.
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Meu manto estava esfarrapado e sujo pela viagem, mas nada daquilo me incomodava. Aquele era um sacrifício pequeno perto de tudo o que estava enfrentando ao longo da jornada.
Vila após vila pela qual passava, podia sentir o medo e o ódio que as pessoas ainda sentiam pelo lendário Sasuke Uchiha. Porém, o que tudo aquilo significava?
Para mim, naquele momento, Sasuke Uchiha — o antigo nukenin mais procurado pelas cinco nações – não significava nada além de um nome do passado.
No entanto, sentir aquele temor e ódio era tudo o que eu mais necessitava. Precisava lembrar quem eu era e o que minha história significava antes de tudo aquilo, para mudá-la.
Eu queria renascer!
Enfim, faziam anos – talvez dois ou três, eu não estava contando – desde que Konoha havia ficado para traz e eu tentava não pensar nela. Mas, todo meu esforço era em vão, Sakura Haruno já havia se tornado uma constante em meus pensamentos ao longo dos dias.
Era irônico que meu único motivo para voltar me mandasse cada vez para mais longe.
Ah, aquela irritante!
Os boatos sobre seus grandes feitos médicos me deixavam cada vez mais encantado pela grande mulher que ela havia se tornado, mas, em contrapartida, saber de tudo aquilo me fazia temer.
Afinal, o que eu teria a oferecer para ela além de um homem quebrado e cheio de fantasmas?
Nada. O Sasuke de hoje ainda era um nada, por isso ainda não podia retornar para Konoha.
Ah, se o tempo pudesse voltar!
Suspirei encarando o céu, aqueles pensamentos nunca me levam a lugar algum, mas o que me restava?
Logo após o final da guerra e da luta contra Naruto pensei que pudesse fazer tudo se acertar e voltar ao que era antes, mas as marcas internar e externas ainda permaneciam para me fazer lembrar de todos os meus erros.
Era por isso que havia recusado o braço derivados das células de Hashirama. Eu não queria passar uma borracha no passado e aquelas cicatrizes seriam minhas companheiras eternas, assim, como as marcas em meu ser.
Suspirei, o dia estava quente demais por ali e eu precisava de um bom descanso. Decidido a passar o resto do dia por ali, montei acampamento a uma curta distância de um pequeno vilarejo, onde havia passado a algumas horas.
Aquele lugar exalava tranquilidade e segurança, nada poderia me acontecer ali. Era o que eu pensava.... Não podia estar mais errado.
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