Redenção

26 Capítulo 25


Notas iniciais
E aí galera.. .tudo bem? Acabei de fazer o capítulo então não está corrigido, hj o dia foi corrido, mas eu espero que vcs curta m o capítulo, próximo será o final e depois teremos um prólogo, onde quero trazer uma surpresa para muitos.
Capítulo de hj eu ofereço a querida Hot Mess obrigada linda pela recomendação tocante fiquei muito feliz.
Boa leitura!

Capítulo 25



“As mentiras são uma pequena fortaleza onde você pode se sentir seguro e poderoso.”

A cabana



Era o fim da manhã de sábado quando Nathan e Dominique saíram do escritório do francês. Juntos e de mãos dadas eles desceram as escadas do casarão indo em direção a sala de jantar, lá chegando cerca de trinta rapazes e moças se encontravam reunidos em volta da imensa mesa. Todos pararam com a conversa quando o casal se aproximou. Dominique puxou uma cadeira para Nathan ao seu lado e sorriu quando o tal neo aceitou de bom grado. O mais velho seguiu até o seu lugar e quando ele se sentou o silêncio sepulcral tomou conta do lugar.

— Como todos já sabem Angel está de volta. – O homem deixou a feição dura de lado e sorriu ao segurar as mãos magras de Nathan – A partir de hoje ele estará ao meu lado na direção da mansão dos prazeres e todos vocês devem obediência a ele.

Todos na mesa murmuraram um sim senhor e retomaram a atenção para os pratos diante deles ou o companheiro ao lado.

Nathan sorriu para Dominique que desviou o olhar quando viu Gabriel e mais um garoto loiro entrar pela porta empurrando um carrinho com mais algumas travessas de comida. Nathan sentiu seu corpo estremecer ao ver Brian depositando os pratos pela mesa como seu já fizesse isso há bastante tempo.

— Veja Angel, Gabriel pareceu ter arrumado um ajudante. – Dominique encostou-se à cadeira e com um sorrisinho ficou observando os dois trabalharem enquanto todos olhavam para a dupla – claro depois que ele foi pego roubando eu tive que arrancar uma de suas mãos, mas ele não se tornou um completo inútil, ele é agora nosso serviçal.

Nathan abaixou o olhar para a sopa que Gabriel acabara de lhe servir e cochichou vendo que Dominique estava conversando com uma das garotas.

— Está louco? Por que Brian está aqui? – perguntou aflito.

— Se acalme. – Gabriel passou para o outro lado fingindo pegar alguns pães – Ele não poderia ficar escondido na cozinha sem fazer nada, logo os empregados desconfiariam e assim ele não levanta suspeita.

— Eih! Angel ele é um belo rapaz não acha? – O tal neo tentou esconder o seu pavor e sem saber se estava conseguindo falou com desdém.

— Dominique meu amor, Le pode ser bonito, mas já está velho para ser ensinado. – O moreno percebeu que suas mãos tremiam quando levou uma colherada da sopa até a boca, o líquido desceu com dificuldade.

— Venha aqui rapaz. – Ordenou para Brian que deixou o carrinho de alimentos e ficou de pé a frente do cafetão. Dominique segurou em seu queixo fino e olhou dentro dos olhos azuis – Gostei de você... Onde estão seus pais.

Brian sentiu ódio e repulsa diante do toque do homem a sua frente, só de pensar naquelas mãos imundas tocando em Nick, sentiu ganas de esmurrá-lo.

— Sou órfão. – Porém ele não poderia errar, o plano teria que seguir .

Dominique deu mais um de seus sorrisos frios e calculista.

— Como eu gosto. – Ele desceu a mão das costas até a bunda de Brian que retesou ao toque – acalme-se eu o provarei depois do leilão. – Falou por fim.

Nathan soltou a colher com força fazendo barulho no prato vazio.

— Você não precisa dele, largue o menino. – Disse com raiva, segurando uma faca de mesa com força.

Brian e Gabriel ficaram pálidos, pensando ser o fim de tudo. Nathan não estava se controlando.

Dominique o olhou curioso pendendo a cabeça para um lado do seu corpo.

— Hahahaha... – gargalhou por fim – Você está com ciúmes Angel? – ele se inclina sobre a mesa enquanto Brian e Gabriel se afastam – Não se preocupe você é único que quero pra sempre.

Nathan fingiu-se satisfeito e beijou de leve os lábios de Dominique que o puxou pela nuca, aprofundando mais o contato dos lábios.

Depois do beijo ambos ficaram se olhando por alguns minutos. Dominique se afastou e retomou a refeição e todos na sala entendendo a dica terminaram o seu jantar sem mais interrupções.



♣ Redenção ♣



Joshua abriu uma porta, mais uma dos vários cômodos de sua casa, vasculhou o local com cuidado e mesmo assim não encontrava nenhum sinal do filho mais velho. Perguntava-se onde estaria Brian? Não conseguiu falar com ele o dia inteiro e agora que já escurecera o vaqueiro estava preocupado. A principio pensou que seria alguma birra, o sumiço do menor, devido às constantes discussões sobre irem ou não atrás de Nathan e Nick. Mas agora temia que o loiro esquentando fizesse alguma besteira.

— Joshua! Joshua! – Ele desceu as escadas ao escutar a voz de Steve, pelo tom parecia urgente.

— O que aconteceu? – Perguntou ainda descendo os degraus para o negro que se encontrava ao pé da escada.

— É o Brian... Sara comentou que o viu subir na caminhonete de Jordan ontem. – Steve observou como o semblante de Jordan mudou drasticamente.

— Por Deus ... Aquele moleque! Por favor cuide das crianças pra mim. – disse pegando o chapéu que estava pendurado perto da porta e vestindo a jaqueta de couro marrom.

— Tudo bem, mas aonde você vai?

— A cidade. – Disse abrindo a porta.

— Não pode ir sozinho. Não pode enfrentar Dominique...

— Não se preocupe... Não estarei só... Kai e Luke vão comigo. – Informou saindo da cabana e seguindo em direção aos limites da fazenda, onde ficava a casa de Kai e Luke.

Chegando à casa dos amigos eles relatou o que Steve lhe disse para a surpresa do casal.

— Esse menino! Fazer uma maluquice dessas – Luke falou negando com a cabeça. E que Joshua não o escutasse mas achou louvável a atitude do melhor. Não imaginava que o filho fosse tão importante para o jovem fazendeiro.

— Vamos, temos que passar na casa de um amigo na cidade. Ele pode nos consegui algumas armas. – Kai falou terminando de calçar as botas – Luke você fica.

— De jeito nenhum, eu vou resgatar meu filho. Deixa eu só arrumar uma mochila. – Luke entrou em uma porta na lateral sumindo da vista dos dois homens.

Joshua e Kai se entreolharam e por fim se renderam, afinal o nativo americano sabia que não seria inteligente ir contra seu parceiro.

— Então qual é o plano?

— Plano?! – Os dois semes perguntaram.

— Sim... Você não tem um plano? – Perguntou confuso e começando a se sentir desesperado — pretendem pedir educadamente ao Dominique que os devolva? Por Deus homens!

— Esquece o plano vamos apenas entrar lá e arrancá-los a força se for preciso. – Joshua bradou seguindo para a saída da casa.

De repente os três pararam em frente a porta aberta, uma luz forte vinda do céu iluminou os homens parados enquanto um vento forte balançava freneticamente as árvores próximas a casa.

— Mas... Que diabo é isso? – Kai gritou acima do barulho ensurdecedor das hélices do helicóptero.

Joshua saiu da casa com a mão em frente ao rosto tentando evitar que a claridade ferisse seus olhos. Logo ele viu a aeronave pousar com cuidado em frente a ele, Kai e Luke. Tentou reconhecer a figura que desceu e que agora vinha ao seu encontro.

— Desculpem a chegada um tanto exagerada, mas situações extremas exigem atitudes extremas. – O homem grande e de feições duras, porém não menos belas estendeu a mão para Joshua – Senhor Joshua creio que se lembra de mim, sou Carl Sammers.



♣ Redenção ♣


Políticos, empresários, homens e mulheres ricos e abastados. Desciam de seus luxuosos veículos estacionados em frente à mansão dos prazeres. Dominique a porta recebia a todos pessoalmente, há muito tempo que não recebia a nata da sociedade em sua mansão. Essa seria a noite em que teria seu prestigio e posição restabelecidas.

— Dominique meu caro, é sempre um prazer revê-lo. – O senador cumprimentou abraçando o francês – Então os rumores são verdadeiros, até na capital corre o boato que um jovem Tal Neo terá sua virgindade leiloada.

— Você sabe que sempre procuro ter o melhor para agradar aos meus clientes. O senhor irá entrar na fila para o leilão?

— Claro! Mas antes gostaria de ver Angel é verdade que ele voltou?

— Sim meu amigo, mas receio que não poderá mais vê-lo. Não só você é que aquele tal neo preferiu servir somente a mim.

— Tínhamos um acordo Dominique. – Avisou o político.

— Eu sei senhor. O que posso fazer Angel foi sempre tão cheio de vontades. – O cafetão puxou o mais velho para dentro da casa – Eu prometo que terá a melhor noite de sua via, e também garanto que Nick pertencerá ao senhor durante toda a noite, não importa o quando os outros me ofereçam, temos apenas que manter a farsa do leilão se é que o senhor me entende? – Terminou astutamente a sua fala.

O senador bufou e depois sorriu, retirando um maço de notas altas do bolso do casaco.

— Sua cobra traiçoeira, tome. Mas garanta o menino nu e intacto na suíte, estarei esperando lá em cima. Não quero que me vejam por aqui a muitos colaboradores.

Dominique aceitou o dinheiro e chamou uma das prostitutas para que fizesse companhia ao político.



♣ Redenção ♣


Nathan saiu do quarto de Dominique encontrando Ruy a porta. Ele ignorou o ruivo e seguiu para o outro corredor.

— Agora que voltou a ser a puta do chefe está se achando né? – Falou enquanto segui Nathan olhando para o seu traseiro.

— Melhor que servir de capacho e não ter nenhum valor... Aí – Nathan gemeu quando foi seguro pelo braço com força.

— Você será meu... Cedo ou tarde, então eu o tratarei como o puto imundo que você é. – Falou com rancor ele tentou roubar um beijo, mas teve a face acertada pela mão livre do tal neo. – Ora seu...

— O que pensa que está fazendo? – Gabriel abriu a porta do quarto a frente impedindo que Ruy agredisse o amigo. – Solte-o ou chamarei Dominique.

Ruy soltou o moreno e apontou o dedo para ele como se o ameaçasse mentalmente, ele se afastou e Nathan sentiu medo.

— Vamos precisamos andar de pressa, são quase meia noite. – Gabriel Du passagem para Nathan que seguiu até o filho o abraçando.

— Pai tem certeza que não virá?

— Não posso, preciso distrair Dominique. Mas eu acredito que vocês irão conseguir e que logo seu pai vem me buscar. – Disse para depois beijar o rosto do menor que corou com o gesto. – Nick quando saírem daqui corram direto até o armazém que dei o endereço, lá o Sr. Brent os ajudará a encontrar a casa do seu pais se escondam lá por um tempo. – Nathan se virou na direção de Gabriel e pediu – Por favor cuide deles.

— Pode deixar. E você também se cuide. Agora vá, tem que distrair aquele sádico.

— Sim, aproveitem que os seguranças estão cuidando da chegada dos convidados. – Nathan pegou a corda escondida em baixo da cama de Nick e amarrou-a no pé do móvel, viu Gabriel descer primeiro e depois que ele deu o sinal, o moreno abraçou os adolescentes e os viu descerem com êxito e logo desaparecerem na escuridão do bosque que ladeava a mansão. Ficou uns vinte minutos dentro do quarto para depois recolher a corda e jogá-la pela janela, se assustou com as batidas na porta e a voz monótona de Ruy a lhe chamar.

Ruy viu Nathan abrir a porta do quarto e olhou para dentro, achando estranho o cômodo vazio.

— Onde está o moleque e Gabriel?

— Estão no banheiro, Gabriel está ajudando Nick a se arrumar. – O moreno falou e ao passar pelo Ruy acrescentou – Vamos, Dominique não gosta de esperar.

Ruy deu um muxoxo e fechou a porta seguindo Nathan que estava aliviado.



♣ Redenção ♣

O trio cortava a noite fria sentindo o ar cortante contra as faces suadas. Nick estava ofegante suas costelas doíam desde que saíram da mansão não tinham parado de correr. O terreno onde se encontrava a propriedade de Dominique era enorme e depois de quase meia hora correndo parecia que estavam saindo do jardim, ele tropeçou em uma raiz e foi de encontro ao chão. Gemeu de dor quando caiu sobre o pulso.

— Nick! – Brian parou e deu meia volta – Venha! Levante-se precisamos continuar. – Disse ofegante erguendo o namorado do chão.

— Os cães estão soltos, rápido precisamos alcançar o muros. – Gabriel bradou mais a frente.

Brian olhou a escuridão em volta e pode escutar ao longe os latidos dos cachorros.

— Vamos!

— Sim. – Nick segurou mais forte na mão grande de Brian e juntos eles seguiram Gabriel na escuridão.

Após alguns minutos eles chegaram ao muro que cercava as terras de Dominique.

— Ele é imenso... Deve ter uns três metros. – Observou Nick.

— Sim... Por ai... Vamos temos que subir naquela árvore e caminhar pelo muro até uma parte onde tem alguns arbustos do outro lado, eles irão amortecer a nossa queda.

Gabriel ajudou Nick a subir na árvore e logo depois os dois ajudaram Brian.

— Gabriel venha alguém está vindo. – Brian estendeu a mão para o maior.

Gabriel olhou para trás e pode ver alguns seguranças e Ruy se aproximando.

— Vão, corram façam como eu disse... – Ele correu para o lado oposto do muro e pode escutar os cachorros e seguranças o seguindo. O latino sorriu satisfeito, no fim tinha feito algo bom.



♣ Redenção ♣

Minutos antes...


Após deixar Nathan na companhia de Dominique, Ruy subiu as escadas novamente, tinha uma duvida e precisava saná-la. Ele não engolira a mudança repentina de Nathan, afinal um homem apaixonado pelo marido, como Nathan sempre demonstrara ser jamais esqueceria o seu amor assim de uma hora para a outra, ali tinha coisa e ele iria descobrir. Ao chegar me frente ao quarto de Nick, como imaginou o local e o banheiro estavam vazios.

O ruivo saiu do quarto e pelo radio chamou os outros seguranças, descobriu que Gabriel tinha desaparecido junto com o novo garoto da cozinha, que apesar dele não ter nunca se encontrado com o rapaz, imaginava que o mesmo era um cúmplice de Nathan. Com certeza tudo era encenação para acobertar a fuga de Nick.

Ele chegou ao saguão lotado e viu que Nathan estava sentado ao lado de Dominique cumprindo o seu papel. Sorriu maldosamente, ele desceu as escadas para fora da mansão e chamou alguns seguranças para que o seguissem.


Agora...


Gabriel caiu quando sentiu o peso do cão com quase o dobro do seu tamanho sobre si.

— Desista prostituto nunca conseguirá fugir. – Ruy se aproximou e espantando o cachorro e depois de chutar o corpo magro do ex-prostituto segurou firme nos cabelos do menor – Agora por que não me diz onde está o pirralho tal neo?

— Vá se ferrar. – Caiu novamente dessa vez com a força do soco do punho do ruivo.

— Vamos ver se você vai falar assim com Dominique, levem-no. E vocês aí vasculhem toda a propriedade precisamos achar aquele tal neo.

Ruy ergueu a cabeça para olhar o céu estralado e levantou os braços em sinal de vitória.

— Há! Finalmente Nathan... Você será meu.



♣ Redenção ♣

— Senhor, os clientes estão ficando impacientes. – Um garçom informou a Dominique.

O cafetão olhou para o relógio e viu que já passava da meia noite.

— Vamos Angel está na hora do leilão. – Dominique segurou o braço do tal neo e o levantou, o beijando logo em seguida – Depois que o leilão terminar o quero em minha cama, vamos comemorar.

— Sim. – Nathan respondeu limpando a boca sem que o maior percebesse, pois nesse momento Ruy cochichava algo em seu ouvido.

Nathan viu a expressão de Dominique mudar para uma obscura e indecifrável.

— Você tem certeza? – O moreno escutou o cafetão resmungar.

Achou melhor se retirar, algo lhe dizia para correr se afastar dali o amis rápido possível. Sem pensar duas vezes ele se virou para sair da presença dos mais velhos.

— Angel... Venha comigo! – Dominique falou firme.

— E-eu vou ver Nick.

— Ah... Mas era isso o que eu vou fazer também. – O francês segurou nos ombros do menor e o guiou na mesma direção do quarto antes ocupado por Nick – Você quer me dizer algo, Angel?

Nathan ficou inquieto e aflito à medida que avançavam mais no corredor.

— N-nada...

— Você sabe que eu te amo, como um filho e até mais que isso. Eu perdoei quando você me abandonou e quando você me desobedeceu. – Eles pararam em frente a porta do quarto, Dominique encarando Nathan. – Mas o que não perdôo é a traição.

A pressão dentro de Nathan crescia e o esforço para manter a fachada de amante conformado esgotava as suas forças. Viu que tremia. Estava perdendo o controle. Era muito fingimento, tempo demais.

Olhou para Dominique que lhe lançava mais um sorriso ameaçador e pode sentir o ar debochado vindo de Ruy.

Eles descobriram, será que pegaram eles de novo. Pensou consigo mesmo e se desesperou diante da ideia de perder mais alguém.

Dominique abriu a porta do quarto e Nathan sentiu-se sendo empurrado para dentro. Olhou para o lado e viu o corpo de Gabriel espancado e ensaguentado jogado em um canto. Seu nervos estavam a flor da pele, quase fora de controle.

— Onde está Nick, Angel?

Dominique o segurou com fúria e o balançou.

— Diga! Você tem ideia do quanto vou perder com a fuga da mercadoria.

Nathan sorriu.

— Do que está rindo? – Dominique o soltou sentindo a ódio e a frustração crescendo.

— Você pensa que pode ter tudo o que quer, com o seu maldito dinheiro acha que pode comprar qualquer um? – Nathan ficou imóvel e fechou os punhos quando viu Dominique começar a andar em círculos em volta de si.

— Ou você é muito estúpido ou perdeu a razão, Angel. – Dominique parou as suas costas e afastou o cabelo negro da nuca – Veja como está Gabriel, eu também irei lhe fazer me pedaços se não me contar para onde o menino foi.

O coração de Nathan batia cada vez mais depressa. Odiava aquele homem. Ele compreendeu o perigo, mas não se rendeu.

— Pode me matar se quiser eu não direi nada.

Dominique ainda as costas de Nathan passou o braço pelo pescoço do tal neo e apertou a sua garganta até provocar dor.

— Eu te tirei da miséria e o transformei em alguém. Aqui você é um príncipe, adorado e desejado. – Ele soltou a garganta de Nathan que se ajoelhou no chão ofegante – você é um ingrato. Não o quero mais, não o desejo ao meu lado. Não se preocupe, não te matarei. – Dominique deu as costas ao tal neo — De hoje em diante você viverá para satisfazer aos meus empregados, começando por Ruy.

O segurança sorriu debochado ficando a frente do moreno que não ousava encarar o homem a sua frente.

— Ruy ele é todo seu, faça o que bem entender. Estou indo resolver essa bagunça. – Dominique observou Nathan se levantar e sem pensar duas vezes o segurou pelos cabelos para depois jogá-lo em cima da cama.

— Ensine uma lição a ele, faça-o implorar pela minha companhia. – Dominique disse ao segurança — E depois dê um fim no corpo desse outro imprestável. – O francês saiu do quarto deixando Nathan nas mãos de Ruy.

Nathan levantou-se e recuou para longe, enquanto ele trancava a porta.

— Quando eu terminar você estará implorando para voltar para o chefe, você estará tão obediente quando um cão adestrado. – Ele começou a retirar a gravata, camisa e o cinto ficando somente de calça. E eu vou gostar. Espero por isso há muito tempo, muito tempo. E você sabe muito bem, não sabe?

Nathan olhou para a janela dupla fechada e para a porta trancada. Não havia saída.

Ruy ficou nu segurando o cinto de couro, ele se aproximava de Nathan de uma maneira perigosa e subitamente Nathan se lembrou de um homem alto e moreno e do seu primeiro dia naquele lugar e ficou tudo muito claro, não havia saída, não para ele. Para todo lado que virasse, toda vez que tentasse, acabava preso novamente, em situação pior do que a anterior.


Continua...



Notas finais
Obrigada a todos pelos review afinal atingir a marca de 400 não é para qualquer um, fico feliz de está agradando. Beijos enormes a todos! E ao silenciosos o meu respeito.