Redenção

27 Capítulo 26


Notas iniciais
Olá, pessoas lindas. Nossa minha semana foi complicada... Mas me esforcei para trazer mais um capítulo para vocês. Deixa eu postar logo antes que comece um temporal aqui....
Não está betado, perdão pelos erros.
Contém Limão...

Capítulo 26



“ Quando você perceber que o que deixou para trás era importante, volte com humildade e resgate para um novo início!”

Marcos Ângelo


— Agora você não me escapa. – Ruy subiu na cama e ficou de joelhos entre as pernas de Nathan – Sabe, quando acordei aquele dia na fazenda, depois que você o enfermeiro cuidaram de mim. Pensei que estava no paraíso, e que finalmente teria meu sonho realizado. – ele afastou as pernas de Nathan, que estavam firmes, com certa violência e com o cinto alcançou as mãos do moreno tentando atá-las – Mas então mais uma vez você me rejeitou, como se eu fosse um cão imundo. – Ele lutava para imobilizar o tal neo que se debatia furiosamente.

— Eu amo Joshua e jamais dormirei com outra pessoa por livre e espontânea vontade... Me larga... Ai... – Nathan levou a mão ao rosto, tentando amenizar o ardor que ficou após a bofetada.

— Então eu o terei a força. – gritou o ruivo descontrolado. Ele avançou para cima de Nathan que o chutou com força o fazendo cair da cama.

Aproveitando que o outro ainda estava no chão, Nathan correu até a porta ao ver que a mesma estava fechada ele entrou em desespero esmurrou e bateu na porta, chamou por ajuda. Mas o barulho na mansão aquela noite parecia maior. Escutou gritos e vozes de comando no andar de baixo, mas julgou serem por causa do agito daquela noite. Tentou apurar os ouvidos, parecia que um helicóptero pousara minutos antes nos jardins da propriedade. Pensou e resolveu tentar as janelas, estava no segundo andar, mas qualquer coisa era melhor do que ficar ali a mercê de mais um maníaco. O moreno olhou para a janela e depois para a cama e não vendo movimento correu até a janela, mas teve seu trajeto interrompido por Ruy que se colocou a sua frente. O maior acertou um soco no rosto de Nathan que caiu no chão atordoado. E ainda não satisfeito começou a chutar as costelas do menor que se contorcia de dor.

— P-para... – Nathan suplicava, porém Ruy parecia fora de si. Chutava suas costas e cabeça sem piedade e quando Nathan estava quase perdendo a consciência tudo parou. Ele apenas escutou ruídos pelo quarto então abriu os olhos a tempo de ver Ruy sendo esmurrado por Joshua que levantou o corpo ensanguentado e o jogou através da janela do quarto. Nathan pode ouvir o baque surdo do corpo, ao encontrar o gramado bem cuidado do jardim.

Ainda não podia acreditar no que seus olhos viam. Com dificuldade se sentou no chão ao mesmo tempo em que Joshua se ajoelhava a sua frente.

— Meu amor me perdoa por ter demorado vim te buscar. – O castanho acariciou a face ferida do esposo desejando descer até o jardim e corta o ruivo em picadinho – Aquele maldito te machucou.

— J-Jo-Joshua... C-como entrou aqui... – Nathan estava estupefato. – Tem que ir embora... – Ele empurrou o maior tentando afastá-lo, mas Joshua sendo mais forte não se moveu, ao contrário trouxe o esposo para os seus braços o abraçando forte. Nathan estava tendo um ataque de pânico.

— Fique calmo, respira devagar...

— Não me solta... Se ele... Se ele o ver aqui irá mata-lo, oh meu Deus! vá embora... – Tentou mais uma vez sair dos braços fortes e calorosos de Joshua – Me solta... Eu pertenço a ele, você não entende nunca serei livre.

— Não diga isso! Você pertence a mim e Dominique ou quaisquer outros, jamais irão feri-lo novamente, acalme-se. – Joshua passava uma das mãos nas costas tremulas do esposo que tinha a respiração pesada – Agora respire devagar... Isso mesmo, meu amor – Joshua passou os dedos pelos fios negros.

A mente de Nathan flutuava cansada e incerta, mas sentia crescer dentro do seu peito a paz que somente nos braços do vaqueiro era possível encontrar. Ele queria ser forte, não queria mais sentir medo ou desespero.

Sua mente não parava de girar.

Então ele chorou.

— Eu estou com você. – Joshua o apertou mais contra seu corpo – Está tudo bem. Respira fundo...

Nathan abriu a boca para dizer algo, mas as palavras se perderam quando seus lábios foram tomados em um beijo cálido e carregado de carinho.

— Quero mais. – Nathan pediu fazendo bico, quando Joshua apartou o beijo, vendo que o menor estava mais calmo.

Joshua sorriu

— Vamos para casa, vou cuidar de você e amá-lo como merece. – O castanho retirou a blusa quadriculada e feita de flanela que usava e cobriu o corpo nu do esposo – Vamos sair deste lugar.

Nathan olhou para a porta que fora arrombada e virou-se para o maior preocupado.

— Você não me disse como entrou aqui. Onde estão todos? E... Dominique?

Joshua suspirou e segurou a mão do moreno o ajudando a ficar em pé.

— Lembra-se de Carl Sammers?

Nathan franziu o cenho.

— Sim.

Joshua encarou o esposo e falou com calma:

— Ele me ajudou.

— Serio? Mas.. c-como digo... vocês invadiram a mansão ? O que aconteceu?

— Calma! Vamos encontrar com os outros lá em baixo, ele lhe explicara tudo.

— Certo... Joshua e Brian...

— Não se preocupe Brian e Nick, estão na casa de Jordan, vamos passar a noite lá. – Disse abotoando a camisa que ia até o meio das coxas de Nathan. – Pronto! Vamos.

Eles saíram do quarto e Nathan pode perceber o caos em que se encontrava a mansão havia dezenas de policiais armados entrando nos quartos e retirando os garotos e garotas junto com seus clientes, todos eram encaminhados para o andar de baixo.

Homens poderosos, que horas atrás estavam vestidos com seus ternos engomados, perfumados e ansiosos por mais uma noite de luxúria. Agora se encontravam desesperados com seus telefones em punho tentando achar advogados para lhes salvarem da enrascada na qual cada um se encontrava, pois os policiais não davam trégua arrastavam todos pelas escadas da mansão e os que resistiam eram algemados.

Nathan se encolheu contra o corpo de Joshua, quando chegaram ao salão principal e viu Dominique ajoelhado no chão, com as mãos algemadas.

Joshua o trouxe para mais perto sentindo o corpo frágil estremecer.

Dominique ergueu o olhar e riu sarcasticamente.

— Aproveite em quanto pode Nathan, pois amanhã quando eu estiver livre irei atrás de você novamente e não haverá lugar em que possa se esconder. – O francês ameaçou, fazendo o sangue de Joshua ferver.

O castanho soltou Nathan e com seu punho forte golpeou a face do cafetão que tombou para o lado.

— Seu desgraçado nunca mais ouse ameaçar o meu marido, verme maldito! – O fazendeiro distribui uma sequência de golpes contra a face machucada de Dominique. Só parou quando uma mão tocou seu ombro.

— Senhor Joshua pare com isso a policia se encarregará dele agora. – Carl falou vendo Joshua se afastar contrariado.

Dominique sorriu, a face cheia de hematomas e sangue ainda carregava o ar superior e sorriso irônico.

— Vocês acham mesmo que isso acabou? Vocês não têm provas de nada e prostituição não é crime neste país...

— Talvez não. Mas o que me diz de aliciamento, estupro e tráfico de crianças? E não vamos esquecer assassinato. – Carl se abaixou em frente ao francês – Eu mostrei para o xerife onde você mandou enterrar os corpos dos garotos e garotas que morreram devido aos abortos forçados, dos que você mandou matar, incluindo nesta lista Max e seu pai. – Carl sorriu quando viu o desespero se formar no semblante rígido do belo homem – É Dominique, você está ferrado.

Nathan queria realmente acreditar que aquele era o fim de Dominique. Porém algo dentro de si o temia e ele sentia que não teria paz enquanto o seu algoz ainda estivesse vivo, pois ele seria como uma maldita sombra lhe perseguindo.

Todos viram quando o xerife veio e levou um Dominique nada resignado. Os moradores da mansão estavam perdidos, sem saberem o que fazer de agora em diante, alguns eram cuidados por para médicos e assistentes sociais. Depois seriam levados de volta as suas famílias ou seria providenciado um lugar para ficarem. Nathan correu até uma dupla de paramédicos que descia as escadas carregando uma maca, o tal neo reconheceu o corpo flagelado de Gabriel e ficou aliviado ao ver que o amigo ainda estava vivo.

— Ele vai ficar bem? – Perguntou quando sentiu dois braços fortes envolverem sua cintura.

— Sim, ele terá que passar um tempo no hospital, Nick disse que ele os ajudou. Eu tenho uma divida com esse rapaz. – Joshua disse cheirando os cabelos de Nathan.

— Ele poderia morar conosco, na fazenda.

— Ótima ideia! Vamos esperar ele se recuperar para fazermos o convite. – Joshua virou o marido de frente para si e ditou com carinho — Agora que tal sairmos daqui. Luke, Kai e os meninos estão nos esperando na casa de Jordan.

Nathan concordou e abraçados saíram da mansão encontrando Carl encostado em um carro de luxo.

— Precisamos conversar.

— Sim, vamos a casa de um amigo. – Joshua convidou e entrou no carro junto com o moreno assim que a porta foi aberta por um motorista.



♣ Redenção ♣

Nathan, Joshua e Carl estavam agora sentados na sala da casa de Jordan. A casa em que ele agora morava com Mary, a ex-prostituta da cidade. Era um lugar simples, porém bem decorado e aconchegante.

Já era alta madrugada, eles tinham sidos recebidos com carinho por Jordan e sua mulher. Nathan sentiu um alivio incrível ao ver que Brian e Nick estavam bem e em segurança, os jovens agora estavam dormindo, enquanto os outros preparavam chá e biscoitos. Luke tinha cuidado das feridas de Nathan e do punho de Joshua que estava ferido depois da surra que ele deu em Dominique, e agora estava na cozinha com Mary, Kai e Jordan o quarteto estava se dando, estranhamente, bem.

Carl se virou para Nathan e sorriu nostálgico.

— Você está se tornando um homem tão belo como seu pai. – ele disse depois de algum tempo encarando os olhos vermelhos — Ah... Espero que não se incomode com algo que tenho para lhe mostrar... Digo... Bem, achei que seria o melhor. – ele procurava algo no bolso do casaco que vestia – Aqui tome – Entrego uma folha de papel dobrada que Nathan pegou incerto.

— O que é? – Joshua perguntou enquanto Nathan desdobrava o papel – É uma certidão de nascimento, minha certidão. – Ele olhou para Carl, confuso – Não entendo.

— Se olhar atentamente, verá que o adotei. Bem, é uma maneira de garantir a sua segurança diante da lei, mas acima disso é o meu desejo. – Carl sorriu para o menor e segurou a sua mão – Eu amava seu pai, e você é o filho que sempre sonhei em ter com ele. Então por favor me aceite como seu pai.

Nathan sentiu os olhos queimarem, olhou novamente para o papel a sua frente e pode ver seu nome, o do seu pai Paul e de Carl. Tudo o que ele sempre quis foi viver aquele momento, por uma fração de segundo ele se lembrou das palavras de Samuel, seu pai “Eu já tenho todos os filhos que quero, não preciso de uma aberração!”... Nathan olhou para Joshua que sorria jovial ele fez um sinal com a cabeça para que o marido fosse até o mais velho.

O tal neo saiu do seu lugar e abraçou com afeto um Carl que estava emocionado pela aceitação do menor.

— Obrigado. – Os dois gargalharam ao perceber que agradeceram ao mesmo tempo.

— Senhor Carl você ainda não nos disse como conseguiu nos ajudar, quando você apareceu na fazenda hoje disse que depois explicaria, eu confesso que estou curioso. Afinal para você ter essa certidão deve ter cancelado, a do maldito.

— Sim explicarei tudo. – Disse assim que Nathan saiu dos seus braços e se acomodou ao lado do marido que segurou a mão do moreno.

— Naquela noite, em que pedi para que você cuidasse de Nathan. – Joshua o incentivou a continuar – Eu esperei na floresta até que o dia amanhecesse e depois de constatar que conseguiram escapar, saí do estado, voltando para a minha cidade. Logo que cheguei assumi a empresa dos meus pais. Sendo que a mesma é uma grande agência de advocacia, a maior do país. Então todo esse ano que passou eu estava juntando provas contra Dominique. Não foi um trabalho fácil, mas a maioria dos nossos clientes fazia parte do circulo de “amizades” dele. Então fizemos uma troca, nós ganharíamos a causa deles e em troca eles entregariam todos os documentos, fitas com gravações que provariam que Dominique estaria envolvido com estelionato, lavagem de dinheiro e tráfico de seres humanos. Tudo pronto para incriminar aquele sádico. – Carl falou com desgosto – Mas faltavam provas físicas e mais substanciais. Foi quando soube que ele havia invadido a fazenda.

— Como soube, pai? – Nathan interrogou.

— O Xerife da cidade era meu informante. – Carl respondeu feliz por ter sido chamado de “pai”.

— Aí armei o plano, com as provas que tinha conseguir um mandado de busca com um juiz que ele não tinha comprado, com seus favores. Entrei em contato com a policia federal e junto com a delegacia daqui demos o flagrante. O resto foi vocês já sabem. – Carl terminou o relato se recontando contra a poltrona – Não precisam mais se preocupar. Dominique ficará um bom tempo na cadeia.

— É, mas um dia ele voltará. Ele nunca irá desistir, sinto isso. – Nathan estremeceu diante de tal constatação e Joshua percebeu o temor do esposo. Ele o abraçou e encarou Carl que entendeu a “deixa” e se retirou.

— Ei meu amor você não confia em mim? Eu não prometi que te protegeria?

— Sim eu confio. – Falou para depois suspirar, não falaria mais sobre seus medos para Joshua, afinal desde que se conheceram ele só trouxe problemas para o marido, pelo menos era o que imaginava.

E assim tendo os cabelos afagados com um gostoso cafuné, Nathan se deixou abraçar pelo cansaço e rendido dormiu no sofá.

Carl estava sentado do lado de fora da casa olhando para o céu que já adquiria um tom arroxeado, sinais de que logo o sol nasceria. Percebeu a presença do outro atrás de si, mas não se virou para olhar.

— Preciso de sua ajuda, mais uma vez. – Joshua falou com sua voz firme.

Carl se ergueu da cadeira e encarou os olhos verdes, viu uma sombra passar por eles e reconheceu aquele sentimento.

— O que deseja Joshua?

— Vingança.



♣ Redenção ♣


Dois dias depois...


Todos estavam de volta à fazenda, menos Nick. Jordan e Luke haviam decidido que o adolescente ficaria sobre a custódia do pai. Claro sobre protestos e ameaças de fuga do menor. Porém que o trouxe a razão fora Brian. O loiro pedira ao namorado para que o esperasse, até que ele se tornasse forte o suficiente para protegê-lo e cuidar dele como um esposo digno. Nick chorou, mas prometeu se esforçar para também se tornar um adulto melhor. E assim ambos foram separados, Brian voltou para a fazenda com os pais e Nick no dia seguinte embarcaria para Londres onde terminaria os estudos em um colégio interno, que Carl indicara e como ele era um dos mantenedores da instituição, solicitou para Nick uma bolsa de estudos.

Nathan lavava as louças do lanche da tarde, de vez em quando lançava um olha para o bebê que dormia tranquilo no carrinho. O moreno colocou o ultimo prato no escorredor de louça e olhou através da janela para a horta, estava linda as crianças cuidaram bem de tudo enquanto ele estava fora. Tinha que admitir seus filhos estavam crescendo e se tornando responsáveis.

O moreno sentiu o corpo estremecer e um aperto em suas calças crescer quando teve a nuca mordiscada com desejo, fazendo seus pelos eriçarem com o contato dos dentes roçando em sua pele.

— Joshua vai me deixar marcado. – Resmungou virando de frente para o fazendeiro.

— É esta a intenção. – Disse sorrindo faceiro e não satisfeito aproveitou para provar o gosto dos lábios do moreno, o gosto que tanto sentia falta. Sua possessiva se agarrou a nuca trazendo os lábios avermelhados para mas próximos dos seus, a língua quente invadiu a cavidade pequena e morna, Nathan sentiu as pernas bambas e fechou os olhos degustando o sabor viril do maior. Seu corpo fervilhava de desejo, ele forçou sua ereção que dava sinais de vida, contra as cochas grossas de Joshua evidenciando toda a sua vontade.

Joshua também queimava de desejo, afinal desde que tinha Nathan de volta em seus braços ainda não tinham feito amor. Ele o desejo, oh sim seu corpo clamava por está mais perto, suas mãos queimavam de vontade de acaricia-lo...

— Vamos para o quarto meu amor... – Pediu rouco.

— S-sim... Deixe-me colocar Paul no berço. – Nathan se afastou atordoado, efeito do beijo possessivo do outro.

— Te espero em nossa cama.

Nathan gemeu com Paul em seus braços, ao ver o esposo subir cada degrau de forma sensual.

A porta do quarto do casal foi aberta com cuidado. A cabeça coberta de fios negros espiou pela porta entreaberta. A janela estava abeta, mas com as cortinas fechadas. Trazendo uma meia luz ao local. Pintando as paredes brancas com o alaranjado do entardecer.

O tal neo abriu mais a porta sentindo o cheiro doce de flores invadir as suas narinas, viu vários buques espalhados pelo quarto e pode ver que seu coração acelerava mas a cada batida. Sim, seu homem era um romântico convicto e não tinha medo de admitir.

— Josh!

Nathan gritou quando teve o pulso puxado, tropeçou nos próprios pés, mas ante de cair foi seguro por Joshua os dois ficaram se encarando por um tempo até que Nathan disse sorrindo:

— Estamos parecendo aqueles casais dos filmes, nesta posição.

— Então vamos fazer a cena direito... – Ele se inclinou sobre o esposo o beijando com fervor. Afastaram-se quando não tinham mais fôlego e ficaram se olhando por um tempo, Joshua deslizou os dedos pelo rosto claro do outro e Nathan disse emocionado:

— Eu quero você. Quero te sentir todo dentro de mim.

— Já que insiste. – O castanho o levantou sobre os braços e o colocou com delicadeza sobre a cama.

Nathan estremeceu com o olhar de devoção que o marido lhe lançava parecia perscrutar todo o seu interior.

— Eu te amo. – Joshua gemeu contra o seu pescoço. Nathan emocionado enlaçou o pescoço do maior que mesmo naquela posição e beijando Nathan retirava as suas roupas com destreza. Logo os dois estavam nus sobre a cama, se enroscando em uma dança sensual.

As pernas do tal neo se abriam para acomodar o marido de corpo musculoso e viril entre ela. Joshua alcançou o membro flácido de tamanho médio e começou a massageá-lo, ele queria senti-lo gotejar em sua mão. Ansiava pelo cheiro da luxuria consumindo o belo corpo embaixo do seu.

Nathan gemia baixinho sentindo a mão firme e quente sobre seu membro rígido e dolorido.

— Josh... aaahhhh.... e-eu precisso...- Falou em uma suplica desesperada.

— Sim goze para mim, meu amor. – Joshua naquele momentop ode se satisfazer com as expressões de prazer que o esposo fazia, e por fim quando o tal neo gritou liberando toda a sua semente, Joshua lambeu aos mãos não desperdiçando nada do liquido perolado.

— Delicioso e viciante.

Nathan escutou a voz grave ao longe, sua mente estava em completo torpor. Sua respiração foi se acalmando e aos poucos eles pode perceber o que se passava a sua volta.

Nathan tremeu ao escutar o barulho do zíper da calça sendo baixado, se apoiou sobre os cotovelos e lambeu os lábios ao ver o mastro duro saltar a sua frente. Nathan sabia o que viria agora.

Joshua cuspiu em sua mão e massageado o próprio membro, ordenou:

— Fica de quatro pra mim. – Nathan obedeceu afinal não queria mais prolongar aquilo, pois já estava ficando duro novamente, e ele ansiava por isso, desejava-o.

— Bom garoto! – Joshua disse cobrindo todo o corpo do moreno com o seu de maneira que sua boca alcançou o pescoço branco e cheiroso, onde apoiou sua boca, mordiscando e chupando.

Gemeu rebolando seu traseiro fazendo com que suas nádegas batessem nas bolas do vaqueiro.

Joshua alinhou o pênis contra o buraco de Nathan e empurrou. A cabeça do seu membro avantajado empurrando-se contra as paredes apertadas do esposo, causando um ardor que provou ofegos de dor por parte do menor.

— Desculpe, te machuquei. – Perguntou afastando os fios negros da testa suada.

Nathan resmungou alguma coisa e disse que estava tudo bem. Claro que a entrada súbita e sem preparo o estava maltratando, mas ele não diria nada, pois sabia o que viria depois da dor e de certa forma ele precisava daquilo. Precisava ser tomado por Joshua de forma viril e até grosseira para que se esquece do horror que viveu e para que aquele momento rivalizasse com os angustiantes de outrora.

— Apenas me aceite. – Joshua entrava e sai lentamente.

O tal neo gemeu, lutando para relaxar enquanto o maior o penetrava. Ele o penetrava sem lubrificante, somente a saliva amenizando a fricção. Nathan não se importava queria ser possuído com força, queria ser devastado pelo homem que amava. Sua respiração ficou pesada quando sentiu o outro enterrado dentro de si até as bolas.

E Joshua o possuiu. Forte.

Duro

E com vigor... Seus golpes precisos acertavam a próstata de Nathan que já não controlava os gemidos, toda a dor e desconforto sendo transformadas em um prazer descomunal.

Nathan firmou os joelhos e as mãos na cama, pois o esposo investia contra seu traseiro violentamente.

— Oh! Josh.... Mais forte... Me fode.. aaaaahhhh... Assim! – Gritou jogando a testa contra o travesseiro e inclinando ainda mais o traseiro para Joshua.

O vaqueiro deu um tapa na bunda branca e sorriu ao ver a marca vermelha que se formara. Segurou os quadris delgados de modo firme e se projetou com mais intensidade naquele buraco quente e que lhe recebia com ânsia. Toda vez que se empurrava para dentro do menor uma nova onda de prazer percorria por seu corpo. Joshua gemia e o suor cobria o seu corpo.

O manto negro da noite chegou e os corpos agora eram banhados pela luz da lua. Os movimentos ritmados e precisos, o cheiro do sexo e do suor invadindo o lugar.

Ambos se amando com luxuria e sem pudor.

Nathan então gritou quando pela segunda vez gozou, seu corpo convulsionando em ondas de prazer absoluto, único e... inigualável, como somente Joshua poderia lhe dar.

— Oh, sim... Isso é bom... – O maior gemeu sentindo seu pênis ainda duro ser engolido pela entrada do esposo. As sensações giravam em caótico abandono, Joshua estremeceu sob Nathan. O castanho gemendo contra seu pescoço. Seu pau latejando dentro do esposo.

Não suportando mais Joshua alcançou o orgasmo enchendo Nathan com sua semente, o membro bombeando jatos de sêmen. Uma e outra vez.

Sem mas conseguir sustentar o peso de Joshua sobre si, o menor cair em cima da cama esgotado, os dois corpos suados ainda unidos respiravam acelerados.

Joshua um pouco recuperado beijou os cabelos molhados, as nuca marcada e as costas esguias.

— Você é minha vida. – Declarou depois de um tempo. Afastou os fios do rosto e sorriu ao ver a face corada e os olhos semicerrados, era sempre uma prazer olhar a face exausta depois do sexo.

— Você também é a minha vida... – bocejou – Eu te amo! – Nathan fechou os olhos estava cansado, Joshua havia esgotado as suas forças.

— Ei, não durma precisamos nos lavar. – disse sorrindo da cara manhosa do menor.

— Depois, você acabou comigo. – Falou baixinho para depois começar a ressonar.

— Nat! Amor!

Joshua saiu da cama e foi até o banheiro onde tomou um banho rápido, ele saiu do banho com uma toalha em volta da cintura e com outro úmida nas mãos. Com cuidado foi até a cama e limpou o tal neo, tudo em silêncio para não acordá-lo. Ao termino devolveu a toalha ao banheiro e vestiu as roupas que estavam jogadas pelo quarto.

Subiu na cama novamente e ficou um tempo admirando o moreno dormir, ele o cobriu com um lençol fino e depois de beijá-lo no rosto saiu do quarto em silêncio.

Sua vontade era voltar para os braços do seus amado, mas para que vivessem tudo o que tinham pela frente; precisava resolver algo antes.


Continua...



Notas finais
Gente eu sei que falei que seria o último, mas ficaria estranho terminar a fic aqui, pois quero fazer o fim de Dominique e o prólogo pois quero dá um presente para os fãs de Brian e Nick.
Então acho que teremos mais um capítulo....rsrsrsrsrsrs.. Desculpem essa minha indecisão.
Obrigada pelos reviews carinhosos e pelas MPs tb.
Reverencio a cada um de vocês e aos silenciosos o meu respeito. Depois que a chuva passar repondo os reviews , bjs ...fuiiiiiiiiiiiiiiiiii...