Redenção
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Capítulo de hj é um presente para a minha querida Nanda, valeu linda pela tocante recomendação. Fiquei muito feliz.
Espero que curtam o capítulo. Não está betado e contém limão
Capítulo 16
O amor não força nada, ao contrario ele abre o caminho...
A cabana
Nathan voltou para a sala onde Luke medicava Ruy. E depositou uma bacia com água morna aos pés do sofá.
— Como ele está? – Perguntou sentando em uma poltrona.
— Vai se recuperar, a sorte dele foi que a armadilha não chegou ao osso, feriu somente alguns músculos. Ele acabou de dormir, o anti-inflamatório já está fazendo efeito. – Luke mergulhou uma toalha pequena na bacia de água e começou a limpar a ferida no tornozelo do jovem.
Nathan analisou para os outros dois visitantes que entravam na sala, ele sorriu para os dois homens e os convidou:
— Venham comigo até a cozinha, um prato de sopa quente deve ajudá-los a se aquecerem.
— Sim, obrigado. – O índio olhou para o amigo deitado no sofá – E como ele está?
— Ah, não se preocupe amanhã ele acordará novinho em folha. – Luke respondeu sem parar o que fazia.
Kai encarou o tal neo admirado nunca tinha visto um homem tão belo, foi tirado de seus pensamentos ao escutar a voz do tal neo mais jovem.
— Brian ajude Nick colocar as crianças na cama. – Nathan pediu ao menor.
— Sim pai, boa noite!
Nathan viu o loiro sair para fazer o que ele tinha pedido e foi em direção a cozinha sendo seguido pelos dois homens.
O tal neo se dirigiu ao fogão de lenha que ainda estava aceso, o que ajudava a aquecer a casa, ele pegou o caldeirão de sopa e o colocou sobre o fogo, depois foi até a cristaleira e retirou dois pratos e talhares os colocando a frente dos homens.
— Aquele rapaz é seu filho? Vocês parecem ter quase a mesma idade. – Observou Kai enquanto Nathan colocava uma sopeira cheia sobre a mesa.
— Brian? Não... ele é o filho mais velho do meu esposo, na verdade ele é somente um ano mais novo que eu. – O moreno colocou a cesta de pães de batata sobre a mesa e sentou-se de frente para Steve e Kai.
— E onde está seu marido? – O negro perguntou já se servindo.
— Ele foi até a cidade juntamente com o marido de Luke. Foram comprar sementes e maquinário para a fazenda.
— E vocês o que faziam na montanha?
— Nos perdemos quando acampávamos, e na última tempestade todas as nossas coisas foram levadas pelo rio. Vagamos por três dias e três noites pela montanha até que vimos as luzes de sua cabana. – Kai se serviu da sopa e tomou uma colherada – Está muito boa, obrigado por nos acolher. Na verdade não temos para onde ir.
— Mesmo?
— Sim. Estávamos à procura de emprego na cidade, mas ninguém que contratar estranhos. – Steve comentou começando a comer – então nós acampamos na montanha para cortar lenha para conseguimos algum dinheiro.
— Vocês são lenhadores? – Nathan perguntou curioso.
— Não.
— E o que vocês fazem? Digo, qual a profissão de vocês? – Nathan perguntou olhando para os dois.
— Fazemos de tudo, tudo que pedimos em troca, é comida e um teto sobre nossas cabeças. – O índio encheu novamente o prato estava realmente faminto.
Nathan estendeu mais um pão para o maior.
— Se quiserem podem ficar, Joshua chega em três dias, então podem falar com ele. Acho que será bom ter mais mão de obra na fazenda. — Nathan sorriu e passou a mão sobre o ventre levemente túrgido. Sentia falta do esposo e sentir o bebê dentro de si o fazia lembrar-se dele.
Os homens observaram a cena até que Kai quebrou o silêncio.
— De quanto tempo você está? – Kai perguntou antes de levar mais uma colherada da sopa a boca.
— Cinco meses.
Kai olhou furtivamente para Steve que acabara de comer, sem que Nathan percebesse.
— Cara, que estranho um homem grávido, isso chega a ser bizarro. Quero dizer me desculpe não quis... – Steve percebendo que falara demais se encolheu na cadeira.
Nathan não se abalou com as palavras de Steve, afinal realmente sua situação não era o que se poderia dizer comum, mesmo com a existência da espécie Tal Neo há mais de vinte anos, não via muito deles nas cidades interioranas. Claro que para um homem rústico e de certa forma com valores morais, que lhe foram imposto por uma cultura ou sociedade, ter um homem de aparência feminina e grávido era um tanto assustador. Nathan sabia que o ser humano tem a tendência a desprezar e não compreender o que é “diferente”. Então aprendeu a ignorar certos comentários. O amor que Joshua e as crianças tinham por ele era o suficiente, estava bom assim.
— Não ligue para o que esse negro idiota diz, ele mais do que ninguém deveria saber que não se deve julgar ninguém. – Kai deu tapa na cabeça raspada do amigo.
— Tudo bem... Eu compreendo o que Steve quis dizer. Eu no começo achava um tanto estranho também. Até que descobrir que estava esperando uma criança...
— É raro encontrar um tal neo casado. Você está com seu marido há muito tempo?
Nathan achou estranha a curiosidade do índio, mas não se importou em responder as perguntas dele. Iria fazê-lo quando foi interrompido por Luke.
— Preciso de uma boa cama. – disse indo até a pia e lavando as mãos sujas de sangue. – Esse dia foi longo.
Kai observava com interesse os dois tal neos, enquanto eles retiravam a mesa e conversavam sobre as tarefas que teriam que ser realizadas no dia seguinte.
— Preciso ir ver Aidam, onde coloquei a mamadeira dele? – Luke olhava para os lados.
— Acho que está procurando por isso?
Kai entregou a mamadeira nas mãos de Luke e o encarou profundamente, aqueles olhos vermelhos o fascinavam.
Luke ficou perturbado com o olhar do índio, depois de agradecer subiu as escadas apressado.
— Bem, eu também preciso me recolher, o dia começa cedo aqui na fazenda Redenção. Tem cobertores na sala e dois colchonetes. Fiquem de olho no amigo de vocês e qualquer coisa, podem me chamar estou no primeiro quarto do corredor. – Nathan acompanhou os homens de volta para a sala – Boa noite, a lareira está acesa ajudará a aquecê-los.
— Obrigado, senhor Nathan... Prometemos recompensá-lo.
— Nathan... Me chamem só de Nathan por favor. Até amanhã.
Steve observou Nathan sumir depois que subiu as escadas.
— Você irá ficar? Quero dizer não devíamos...
— Eu vou ficar, você pode fazer o que quiser. – Kai interrompeu o amigo, ele se cobriu e virou as costas para Steve que logo deitou-se também. Kai ficou observando o fogo crepitar as chamas o faziam lembrar-se do par de olhos vermelhos que acabara de conquistá-lo.
♣Redenção♣
— Por que eu?
— Porque eu estou fazendo o almoço e as crianças estão executando suas tarefas. – Nathan abriu a porta da cabana e incentivou o amigo a sair – Anda logo Luke eles estão esperando o refresco, está um calor infernal.
Luke estendeu a bandeja com a jarra e os copos para o moreno.
— Leva você eu olho a comida.
— Não você não sabe como fazer esse peixe e nem a torta de pêssego. Pare de enrolar, quero deixar a comida preparada antes de Joshua chegar. – Nathan colocou as mãos na cintura e encarou o amigo – Qual é o problema? Eles são legais e tem nos ajudado muito, se não fosse por eles os lobos teriam devorado todas as galinhas e sem falar no telhado do celeiro que eles consertaram.
— Não é nada. – Luke jamais admitiria que a presença do índio de alguma forma o incomodava – você venceu, eu vou até o milharal.
Luke saiu bufando pela porta da cabana. Não que não gostasse de ter os três homens por perto, eles tinham tornado a fazenda mais alegre. Esses dois dias tinham sido realmente diferentes Ruy com seu violão cantando lindas canções, enquanto todos estavam reunidos em volta da lareira, Steve com seu bom humor e paciência com as crianças era realmente divertido tê-los por perto. A única exceção era aquele índio abusado.
— Vejo que sentiu minha falta, ora até me trouxe um suco. – Kai largou a enxada em um canto quando viu o tal neo caminhar até ele segurando a bandeja.
Luke ignorou as falar do maior e tentando não olhar para os músculos amorenados e suados, desviou o olhar.
— Onde estão seus amigos?
— Steve está na cachoeira com as crianças e Ruy disse que iria voltar para a cabana. – O maior respondeu após tomar o copo de suco em um só gole.
Luke ficou desconfortável em saber que estava em um local isolado e sozinho com aquele homem. Sentiu um arrepio percorrer por toda a sua pele ao se lembrar da última vez que ficaram a sós na noite passada, quando fora beijado a força pelo maior.
O tal neo se assustou quando sentiu a proximidade do outro. E quando se encaram corou fortemente.
— O que foi? Não gosta de ficar sozinho comigo. – Kai indagou com aquele voz forte enquanto envolvia Luke em seus braços.
— P-pare c-com isso... – Droga por que estou gaguejando? – Perguntou para si mesmo – Me solte, já disse para você não me tocar, sou casado.
— Do que tem medo? Do seu marido? Ele não está aqui... está?
Luke ofegou quando a mão grande invadiu a sua calça e suas pernas tremeram. A mão calejada apertava seu membro o fazendo gemer sem querer.
— Ele não vai saber se você não contar. – Os lábios finos de Kai passavam pelo pescoço de Luke lambendo e mordiscando de leve enquanto que com as mãos ele tratava de retirar a calça do menor.
— E-eu não posso... Não sou um qualquer... – Estava impossível resistir as caricias de Kai, nunca tinha sentindo nada igual. Aquilo tudo era tão errado mais ao mesmo tempo tão excitante.
Kai jogou o corpo do mais novo contra a terra e sem pestanejar retirou seu membro para fora da calça, começou a massagear o membro que já estava duro, pois desde que chegara a fazenda desejara profundamente ter Luke em seus braços. Sabia que não poderiam ficar juntos, pois o tal neo não cansava de se lembrar do esposo. Então aproveitaria a chance de tê-lo pelo menos uma única vez. O índio se inclinou sobre as pernas desnudas e acariciou o sexo desperto do moreno.
— Acho que alguém deseja isso tanto quanto eu...
— Idiota! – Luke fez menção de se levantar mais teve os lábios tomados com paixão, tentou empurrar o outro mas seu esforço foi em vão. A língua atrevida pedia passagem sem tréguas, submisso ele apenas deixou-se levar.
Kai ficou feliz pela entrega no beijo já era um começo, sem separar os lábios ele abriu as penas grossas, tateou com seu membro até achar a entrada quase fechada. Forçou a ponta do membro para que entrasse quando sentiu o corpo em baixo do seu se retrair.
— Shii... Você vai gostar. – O maior se ergueu um pouco e mirou o ânus piscante, lambeu dois dedos e os enfiou de uma vez.
— Ai... Devagar... – Luke exclamou irritado. Fechou os olhos desfrutando dos toques sobre sua pele, sentiu a camisa ser erguida e seus mamilos serem chupados e mordiscados. Contorceu-se e ergueu o tórax em busca de mais contato.
Kai ao vê que o menor estava preparado para o receber, guiou seu pênis até o local que tanto ansiava. Em uma única estocada ele penetrou Luke, que com a dor gritou.
— Desculpa... Mas você é uma delicia... Não podia mais esperar.
— Seu animal... Ah... – ele gemeu quando os movimentos começaram, seu corpo parecia derreter por causa daquele homem que lhe tirava totalmente qualquer raciocínio lógico. Ele não pensava mais no que era certo. Tudo o que importava era o prazer que aquele ato luxurioso proporcionava.
— Mais forte... me fode com gosto seu...
Kai grunhiu alto e se enterrou profundamente dentro do tal neo, que gemia palavras sem sentindo jogando a cabeça de um lado para o outro. I maior viu quando Luke fechou os pulsos em volta da terra e arqueou o corpo, tinha conseguido, achara o ponto certo agora faria aquele homem orgulhoso gritar seu nome em meio ao prazer. Sem avisar e com muito custo ele se retirou de dentro de Luke.
Luke ao perceber que o outro saíra de dentro de si abriu os olhos, ergueu-se sobre os cotovelos e o olhou confuso.
— O que foi? – Perguntou ofegante.
— Se quiser mais vai ter que sentar no meu pau. – Kai sentou-se no chão e abriu as pernas, totalmente nu.
Luke engoliu em seco ao ver o membro duro e empinado do índio, ficou se perguntando como aquilo coube dentro de si. Percorreu os olhos palas cochas grossas e pelo peito suado que subia e descia conforme o moreno respirava.
— Não pense muito, apenas venha...
Luke mordeu os lábios e engatinhou até o maior que acariciou seus cabelos. E beijou-lhe os lábios novamente.
Luke sem dizer uma palavra atravessou uma perna ao lado de Kai e devagar foi sentando sobre o pênis que era seguro por Kai. Aquela posição era dolorida, mas ele queria aquilo, queria ir até o fim... Não pensava nas consequências somente o agora importava.
Respirou fundo quando Kai estava metade dentro de si e o olhou nos olhos.
— Ainda falta um pouco. – Kai segurou-o pelos quadris e forçou sua descida por completo.
Luke gritou mais uma vez e sentiu algumas lágrimas escaparem, respirou fundo e encostou a cabeça no peito cheio de músculos. Gemeu quando Kai começou a se movimentar novamente o incentivando a começar a cavalgada.
Logo os dois estavam envolvidos em uma sequencia de movimentos onde os corpos pingavam suor e exalavam o odor do sexo. Kai urrava de prazer seguido pelos gritos e gemidos de Luke. O tal neo segurava nos ombros largos para se apoiar subia e descia sobre aquele membro latejante.
Kai sentindo que já estava vindo tomou o membro abandonado do menor em sua mão e começou a massageá-lo. Luke jogou a cabeça para trás mirou o céu da tarde e logo gozou fartamente, sujando as mãos do maior que lambia tudo enquanto estocava com mais intensidade. Segurou o corpo branco e cheiroso contra o seu, o apertando enquanto despejava sua semente no canal quente.
Permaneceram abraçados e ofegantes. Enquanto esperavam suas mentes voltarem a realidade.
♣Redenção♣
Nathan retirava a torta do forno, para que esfriasse. Foi até a janela da cozinha e a colocou sobre o parapeito.
— O cheiro está ótimo.
Nathan se assustou e virou-se para ver quem chegou a cozinha. Viu Ruy o mirando daquela maneira que tanto lhe incomodava, pois já tinha visto aquele olhar em muitos homens no passado, era um olhar de desejo.
— Obrigado. Em breve poderemos almoçar. As crianças estão demorando. – falou olhando pela janela.
Ruy andou mancando até a mesa e se sentou sua ferida ainda não estava totalmente curada.
— Steve está com eles, não se preocupe. Eles não devem demorar.
— Sim.
Nathan deu as costas para o outro e tentou se concentrar em seus afazeres, a presença dele incomodava de uma maneira estranha.
— Me diga Nathan você já teve outros homens ou seu marido foi o primeiro?
Nathan permaneceu de costas e fitando a pia de louça a sua frente.
— Eu conheci um tal neo há um ano na cidade. Quero dizer eu o vi de longe, pois quem não pudesse pagar não conseguia chegar nem a um metro de distância dele. Seu nome era Angel.
Nathan sentiu seu estômago revirar ao escutar as palavras do ruivo, segurou firme na bancada de mármore, quando uma tontura o acolheu.
— Ele parecia-se muito com você, claro que não posso afirmar como disse nunca pude dormir com ele. Uma vez tentei entrar na mansão dos prazeres com o pouco que tinha, mas fui espancado e roubado pelos seguranças. Disseram que Angel não se deitava com gente como eu. – Ruy se levantou e foi até Nathan se colocou a sua frente e o obrigou a lhe encarar – Será que ele era tão belo como você, para se achar no direito de escolher com quem faria sexo?
— N-não sei... Com licença não me sinto bem. – Nathan tentou se afastar mais cambaleou foi seguro por Ruy que o trouxe para perto.
— O que está acontecendo aqui? – A voz forte preencheu a cabana e Nathan ergueu a face para olhar para a figura parada no meio da sala.
— Joshua... – Foi tudo o que disse antes de perder os sentidos.
Continua...
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