Redenção
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Espero que gostem fiz com carinho e correndo..rsrsrsrsrs
Então perdão pelos erros.
Ah... Contém limões.
Capítulo 17
“Quero te contar uma coisa, o quanto quero está com você...”
SHINee
Joshua correu para segurar o corpo de Nathan antes que fosse de encontro ao chão. As mãos apreensivas correram pelo rosto pálido e depois desceram pelo corpo, Joshua procurava saber se o menor estaria machucado.
— O que aconteceu? E quem é você o que fez com meu marido? – Joshua perguntou bruscamente para o ruivo encostado na bancada de mármore.
— Ei! Calminha amigo eu não fiz nada com ele. – Ruy levanta as mãos para o alto em sinal de Rendição enquanto Joshua o fulminava com os olhos – Ele não estava se sentindo bem foi quando eu me aproximei para ajudá-lo.
— E quem é você? E o que faz em minha casa?
— Eu...
— Ruy o que aconteceu e quem é esse cara? – Kai entrou na cabana, acompanhado de Steve. Os dois homens usando somente uma calça jeans e as botas surradas. – Você tire as mãos de Nathan!
Joshua ergueu uma sobrancelha diante do tom autoritário usado pelo estranho. Virou-se para o menor em seus braços que ainda permanecia desacordado. Sem esforço ele o levantou nos braços e começou a caminhar em direção as escadas, porém antes ele advertiu:
— Eu não sei o que está acontecendo aqui. Mas quero vocês fora da minha casa...
— Pai!
Kai e Ruy se viraram a tempo de ver Steve e as crianças entrarem na cabana. Elas correram até Joshua que permanecia de costas e quando ele se virou todos pararam assustados.
— O que aconteceu com o pai? – Brian foi o primeiro a perguntar.
— Não sei, encontre Luke e o traga aqui imediatamente, a minha prioridade agora é cuidar de Nathan.
Kai assim que viu, Joshua subir as escadas com os filhos e Brian sair correndo da cabana. Se virou para Ruy.
— O que você fez?
— Não o mesmo que você eu garanto... Acho melhor vestir uma camisa – O ruivo se sentou a mesa e riu ironicamente, das marcas no peito e pescoço do amigo. – e, além disso, eu só estava conversando com ele sobre o passado...
Steve se aproximou do ruivo até ficar a frente dele com os rostos bem próximos.
— Presta atenção, você já arruinou com as nossas chances em todos os lugares que estivemos. Eu gosto de ficar aqui, gosto do Nathan e gosto das crianças. – O negro segurava o menor pelo colarinho como se explicasse algo simples para alguém obtuso – Não ouse se meter com os tal neos.
— Tire suas mãos de mim. – Falou arrumando a gola da camisa – Eu não me envolvi com ninguém, agora será que Kai pode dizer o mesmo?
Steve olhou para o índio que encolheu os ombros.
— Desculpe Steve, mas não resistir... Ah qual é? não me olha assim, ele gostou também.
— Luke é casado...
— Mas é um tal neo e se ele transou com Kai só prova que eles são loucos por sexo como dizem. – Ruy comentou distante como se planejasse algo.
— Cala boca seu imbecil. Luke é diferente assim como Nathan. – Kai disse ríspido.
— Então me explica como um cara casado transa com outro no meio de um milharal? – Debochou o mais novo.
— Eu o amo...
— Pelo amor de Deus, como pode amar alguém que conheceu a menos de uma semana? Isso é loucura. – Steve interrompeu a conversa dos amigos.
— Ele é especial. – Suspirou o índio resignado.
A porta da cabana foi aberta novamente, agora dando passagem a Luke que passou por todos rapidamente e sem falar nada.
Os três homens se entreolharam, enquanto Jordan mirava confuso os três estranhos parados na sala/cozinha da cabana.
♣ Redenção ♣
Luke entrou de supetão no quarto vendo Joshua sentado na cama e as crianças em pé ao seu lado. Ele se aproximou da cama conferindo a pulsação do amigo desmaiado e depois examinando as pupilas.
— Então o que ele tem?... é grave? – Joshua perguntou preocupado.
Luke suspirou aliviado.
— Não é nada para se preocupar, foi apenas uma queda de pressão. Hoje está muito quente. – ele se ergueu e procurou por Brian – Traga uma bacia com água fria e uma toalha pequena
O garoto não gostou do tom que o mais velho usou, porém sem discutir obedeceu, em poucos minutos o loirinho retornou com o que lhe foi pedido.
— Prontinho... – O enfermeiro pegou a bacia e depositou sobre a cama – molhe a toalha de tempo em tempo e coloque sobre a testa e os pulsos dele, faça isso até ele recobrar a consciência.
— Certo. – Joshua começou a fazer como o outro instruíra – Luke!
— Hum
— Quem são aqueles homens? O que fazem em minha casa?
O castanho indagou serio para o tal neo.
— Eles apareceram em uma noite de tempestade o mais novo deles havia se machucado em uma das armadilhas para ursos. Nathan os abrigou e desde então eles tem ajudado com o trabalho na fazenda. – Luke respondeu desviando o olhar, pois se lembrara que há algumas horas estivera nos braços de Kai.
— Entendo. – Joshua continuou a cuidar de Nathan.
— Eu gosto do Steve papai ele brinca com agente. – Sara falou sorrindo.
— E ele me ajudou a encontrar mais dois besouros para a minha coleção. – Mat informou ao pai.
— É papai, eles são legais... Deixa eles ficarem. – Michael pediu.
— Vou discutir isso com seu pai. Agora vão ajudar Brian terminar o almoço, eu vou ficar com Nathan.
— Sim. – eles murmuraram e passaram pela porta que Luke segurava aberta.
— Qualquer coisa me chame. – O tal neo falou antes de fechar a porta do quarto.
Joshua olhou mais uma vez para o belo jovem deitado a sua frente e não resistiu sem beijar-lhe de leve os lábios. Escutou o esposo resmungar algo e se afastou.
Nathan aos poucos foi despertando do torpor onde antes se encontrava, sentia algo frio sendo passado em sua testa e pulsos. Abriu os olhos devagar reconhecendo o local onde estava, virou o rosto pra ao lado, sentindo uma forte emoção tomar conta do seu coração ao ver Joshua ao seu lado.
Joshua mergulhou mais uma vez a toalha na bacia de água fria, torceu e virou-se, ainda sentado na cama, para colocar a toalha sobre a testa de Nathan.
— Ei dorminhoco, que bom que resolveu se juntar a nós. – Joshua passou a mão sobre o rosto agora corado do esposo.
Nathan fechou os olhos, segurou a mão calejada e grande desfrutando do carinho do seu amado.
— Senti saudades. – Disse após abrir os olhos e encarar os castanhos do fazendeiro – Nunca mais quero ficar longe de você.
— Eu também sentir a sua falta meu amor. – O lábios do maior encontrou livre acesso, o beijo era ardente e carregado de saudade, ele sentiu as mãos pequenas se embrenhando pelos seus cabelos e segurando firme os fios. Joshua se inclinou sobre o corpo pequeno, sentindo o perfume doce que ele exalava um perfume viciante que parecia querer embriagá-lo. Aquele simples ato agora causava um formigamento incômodo no baixo ventre do fazendeiro.
Nathan resmungou quando o ar faltou e se afastou minimamente.
— Eu te quero.
— Mas...Meu amor... você está...
— Eu estou bem e vou ficar melhor quando estiver em seus braços.
Joshua engoliu em seco. Ele se levantou da cama e sem dizer uma palavra começou a retirar as botas.
Nathan se ergueu sobre os cotovelos e ficou observando o marido retirar toda a roupa sem cortar o contato visual, sua boca salivou e ele passou a língua pelos finos lábios ao contemplar o seu homem nu e duro a sua frente. Sentiu seu coração bater ainda mais forte dentro do seu peito.
— Sou todo seu gracinha, por que não vem aqui e cuida do seu marido. – O maior falou sensual.
Nathan apenas gemeu e ficou de quatro sobre a cama. Ele engatinhou até onde Joshua estava parado, olhou dentro dos olhos castanhos e sorriu.
Joshua jogou a cabeça para trás ao sentir a boca quente de Nathan engolir seu pau quase que completamente, ele sentia a ponta da glande tocando a garganta do menor enquanto executava a felação. Ele tocou-lhe a face, acariciando-a de leve e mantendo os olhos fixos nos dele. Quando sentiu que estava vindo, se afastou do menor e subiu sobre a cama. Com cuidado ele retirou a camisa que Nathan vestia, e depois a calça folgada, por último se desfez da peça intima a jogando no chão, junto com as demais peças de roupa.
Nathan sentiu-se emocionado ao ser tratado com tanta delicadeza por aquele homem rústico, grande e que muito considerariam grosseiro. Viu quando o vaqueiro acariciou sua barriga e depois depositou um beijo no ventre elevado.
Joshua subiu pelo tórax e pescoço depositando beijos e acariciando com devoção alcançou mais uma vez a boca do menor onde famintamente se apossou dela. O beijo se tornava cada vez mais quente como um estopim para o desejo dos dois corpos, a mãos moviam-se possessivamente buscando tocar, afagar e sentir. O castanho apartou o beijo e desceu pelo corpo cheio de curvas até encontrar o falo já ereto do menor. Ficou entre as pernas dele e segurou o pênis dele firme pela base, passou a língua na glande, lambeu o líquido que se formava no pequeno orifício e foi presenteado por um longo gemido. Joshua sorriu e lambuzou um dos dedos no sêmen que escorria pela pequena fenda, levou o dedo lubrificado até a entrada apertada e começou a prepará-lo.
Nathan se contorcia de prazer, parecia que a cada toque seu corpo acendia mais, ele estava desesperado para ser possuído pelo esposo, gritou quando um segundo digito foi acrescentado, ele segurou forte o lençol em baixo de si se contendo para não fazer mais barulhos, seu corpo relaxou quando os dedos de Joshua deixaram seu ânus, mas logo uma ansiedade fora do comum se apossou do tal neo ao saber o que aconteceria a seguir. Nathan fechou os olhos e mordeu os lábios ao sentir a dor da penetração, só relaxou quando o membro de Joshua se encontrava por inteiro dentro dele.
Joshua ficou contemplando como o corpo do outro se encaixava ao seu com perfeição, ele se inclinou novamente sobre Nathan e o abraçou, passando os braços por detrás do seu corpo. Começou a se movimentar devagar até ouvir os gemidos languidos do esposo e aumentou as investidas, golpeando a próstata do menor com precisão. Joshua estava extasiado conseguia contemplar o moreno em toda a sua beleza da posição que estava. Os mamilos ouriçados, os cabelos escuros jogados na face vermelha e suada, os olhos vermelhos semi serrados e a respiração entrecortada. Não aguentou e alcançou a boca para beijá-la de maneira insana.
Nathan arqueou as costas ansiando por mais contato dos corpos e gemeu durante o beijo.
— Não goze agora, vamos juntos... hum — Joshua pediu roço de desejo.
— S-sim...
O tranco forte que Joshua deu no corpo do esposo fez a cama bater contra a parede, Nathan segurou nas grades da cama e arqueou as costas gozando ao mesmo tempo que Joshua derramava-se dentro do si.
Os dois ficaram jogados sobre a cama ainda abraçados e ofegantes.
Joshua mantinha seu rosto sobre o peito delicado do menor e escutava o quão acelerado estava seu coração, pensou em como era sortudo por ter encontrado Nathan e que o mesmo o aceitara em sua vida, era realmente um homem de sorte, só restava mesmo levantar as mãos para o céu e agradecer. Depois de alguns minutos percebeu que o coração agora estava mais calma e que o menor estava muito quieto, levantou a cabeça vendo que Nathan ressonava baixinho. Joshua sorriu e se levantou da cama depois de ajeitar o moreno com cuidado sobre a cama. Ele vestiu as suas roupas e saiu do quarto deixaria o tal neo descansar.
♣ Redenção ♣
Joshua chegou à cozinha onde todos, incluído os três estranhos, estavam reunidos em, volta da mesa. Quando sua presença foi notada logo as conversas cessaram. Ele caminhou até o grupo e se sentou em uma cadeira no inicio da mesa.
— Ah... – Kai pigarreou antes de continuar – Bem senhor Joshua eu e meus amigos queremos pedi perdão se o afrontamos de alguma maneira ou o desrespeitando, nós só temos que agradecer por tudo que Nathan e Luke fizeram por nós. – Falou a última frase lançando um olhar cheio de significados para o tal neo.
Luke que estava ao lado do esposo abaixou a cabeça e começou a brincar com a comida no prato.
— Eu vi o que eles fizeram no telhado do celeiro, ficou ótimo. – Jordan falou segurando o garfo no ar com um pedaço de carne espetado – E é sempre bom ter mais mão-de-obra Joshua.
Joshua ponderou o que o veterinário falou, ele tinha a fazenda precisava de mãos extras trabalhando pois havia muito a ser feito, o inverno estava chegando e eles ainda não tinham arado nem metade da terra ou feito a colheita das em outras partes. O castanho olhou como o rapaz negro interagia com seus filhos principalmente com os gêmeos, virou o rosto para encarar o ruivo a sua frente e por algum motivo desconhecido não gostou dele, por outro lado o indígena lhe passava uma altivez e uma paz tranqulizadora. Se eles quisessem fazer algum mal já teriam feito. – Pensou consigo mesmo.
— Muito bem, se quiserem trabalhar aqui na fazenda, podem ficar. Em troca terão um teto, comida e um salário no final de cada colheita, não é muito a principio mas com o tempo e no que depender de vocês poderemos melhorar.
— Nós aceitamos. – Kai respondeu depois que olhou para os amigos e esses pareceram concordar.
— Então estamos acertados. Depois do almoço guardaremos os animais que trouxemos no caminhão e começaremos a construção do galpão onde vocês podem se acomodar, por enquanto vocês ficam no celeiro.
— Por mim tudo bem. – Steve respondeu animado sendo acompanhado por Ruy e Kai.
— Com licença perdi o apetite. – Luke se levantou e depois de colocar seu prato com a comida intocada na pia, saiu da cabana.
— O que deu nele? – Jordan comentou despreocupado.
Kai ficou olhando por onde o tal neo saiu e sentiu ganas de ir atrás dele, mas se conteve quando percebeu o olhar que Steve lhe lançara.
O restante do almoço correu sem mais acontecimentos, fora do normal. Depois que todos estavam satisfeitos Brian e Nick retiraram a mesa, e aproveitaram que todos tinham saído para trocarem beijos enquanto lavavam a louça. Os dois tinham se tornados mais íntimos e cúmplices durante a última semana e mesmo com a marcação serrada de Luke sempre davam um jeito de ficarem sozinhos e se conhecerem melhor. Brian tinha plena certeza que estava apaixonado e Nick sentia que sua vida agora fazia todo o sentido.
Distraídos em um beijo molhado onde as línguas duelavam por espaço dentro das bocas, não viram a figura parada encostada em uma coluna.
— Se Luke pegar vocês a coisa vai ficar feia.
O casal de garotos se afastou rapidamente ao escutar a voz suave de Nathan.
— Pai! Está se sentindo melhor? – Brian perguntou querendo disfarçar o nervosismo enquanto Nick não sabia onde enfiar a cara.
Nathan andou até a mesa e se sentou rindo da reação dos menores.
— Venham aqui. Quero falar com vocês. – Nathan fez um gesto indicando duas cadeiras a sua frente. Os meninos sentaram e esperaram o mais velho começar.
Nathan se remexeu na cadeira e juntou as mãos sobre a mesa. Encarou Nick e depois Brian, seu olhar era serio em um rosto de feições delicadas o que ajudava a acalmar os adolescentes.
— Bem, eu sei que vocês se amam e que por mais que Luke queira será impossível separá-los. – Os meninos sorriram – Mas vocês devem respeitar a vontade de Luke e a minha também.
— C-como assim pai? Você não quer que namoremos? – Brian perguntou nervoso enquanto Nick abaixava a cabeça.
— Não é nada disso... Quem sou eu para impedir que o amor aconteça. – Falou sorrindo – O que quero dizer é que vocês são muito novos para terem relações.
Após as falas de Nathan, Brian ficou vermelho como um tomate e Nick pedia ao céus que um buraco se abrisse no chão e o engolisse.
— Nick você é muito novo e tem o agravante que pode engravidar... – O pequeno tal neo o olhou timidamente quando Nathan segurou a sua mão — Brian você não terminou seus estudos, você ainda não tem um futuro, não traçou uma meta de vida. – Ele levantou a mão quando Brian ameaçou retrucar – Por favor me escute... Não sou contra vocês transarem o que peço é que esperem mais um pouco, o sexo entre duas pessoas é algo muito serio, muito mais do que fluídos são partilhados quando você se deita com outra pessoa. Uma parte da sua alma se apega ao outro. – ele fechou os olhos quando uma breve sombra do seu passado veio a sua mente – Por isso é muito importante você ter a sua primeira vez com a pessoa que mereça fazer parte de sua vida e partilhar a sua alma.
— Eh... senhor Nathan eu prometo que farei o que me pediu, eu tenho certeza que amo Brian e quero ficar com ele pra sempre – O moreninho olhou para as próprias mãos – Mas, eu quero que meus pais nos aprovem... Você entende? – Perguntou encarando Brian que estava ao seu lado.
— Eu posso esperar. Enquanto isso vou trabalhar duro para ser o esposo que seu pai aprovaria. – O loiro ditou ficando de pé e batendo no peito.
Nathan e Nick riram da atitude de Brian e o mais velho se sentiu orgulhoso do filho, ele seria um homem muito bom, quando mais velho.
— Ok, então nesse meio tempo eu falarei com Joshua para ver se ele e Jordan conseguem domar a fera. – Os menores sorriram da careta que Nathan fez. – Agora estou com fome, preciso comer.
— Fique sentado senhor Nathan eu posso servi-lo. – Nick se levantou e correu para o fogão enquanto Brian pegava um prato e colocava na frente de Nathan.
♣ Redenção ♣
E assim os dias e a semanas passaram fazendo assim um mês que os trio tinha chegado a fazenda. O galpão havia sido erguido um pouco afastado da cabana e da casa da outra família, a colheita estava feita e guardada no celeiro, os currais cheios de animais que produziam leite e davam cria. Os cavalos que Joshua capturou antes selvagens agora estavam dóceis e prontos para serem vendidos. Kai, Steve e até mesmo Ruy estavam sendo de grande ajuda no trabalho na fazenda e Joshua agora tinha amigos, pois ele se identificava mais com Kai e Steve do que com Jordan, que nos últimos dias parecia está distante.
— Ei Jordan acorda homem... Ajude-nos aqui, ela está prestes a pari. – Joshua segurava uma vaca malhada pelo pescoço enquanto Steve manietava as patas da frente — Mexa-se homem.
Jordan que estava parado na porta da estrebaria deixou de olhar para o nada e correu até os dois homens, que lutavam para imobilizar o animal.
— Segurem firme enquanto eu puxo o bezerro.
Longe dali na casa de Jordan e Luke.
— Pare Kai eu disse a você eu não posso mais fazer isso. – Luke tentava se afastar do moreno que era maior que ele e o agarrava pela cintura enquanto beijava seu pescoço com ansiedade.
— Sim eu sei que você não quer eu juro só mais essa vez. – O índio ditava sedutor enquanto imprensava o menor contra a mesa da cozinha.
Luke jogou a cabeça contra o tampo da mesa encostando a face ali enquanto sentia suas calças serem abaixadas e suas nádegas apertadas com força. Gemeu alto ao sentir a língua áspera em sua entrada.
— Você gosta disso?
— ...
O tal neo se assustou quando recebeu dois tapas na bunda ele pretendia brigar com Kai mas mudou de idéias quando se deparou com o olhar cheio de cobiça e desejo.
— Sim, eu gosto. – Respondeu por fim rebolando quando teve seu ânus invadido pela língua atrevida. Ele sabia que era errado o que estava fazendo, porém o que ele podia fazer, quando seu coração e corpo queriam aquilo? Por mais que sua mente gritasse que ele deveria expulsar o outro de sua casa seus braços e pernas se recusavam a se moverem.
Luke de repente foi virado e deitado de costas em cima da mesa e foi de relance que ele conseguiu ver o imenso membro ereto e pontudo encarando a sua entrada que piscava faminta com vontade de ter tudo aquilo dentro de si, lhe rasgando o fazendo se sentir... vivo.
Gritou quando a cabeça em forma de cogumelo venceu a primeira barreira e se acomodou na caverna de paredes úmidas, ouviu o gemido de Kai profundo e longo, ele entrava e saia de dentro de Luke enquanto olhava as expressões do tal neo, passou a língua no lábios e deitou sobre o menor provando mais uma vez aqueles lábios macios e viciantes.
— Eu te quero pra sempre... Venha comigo vamos fugir. – disse depois do beijo enquanto estocava devagar o menor.
Luke o olhou por alguns minutos, para depois cruzar suas pernas em volta dos quadris do moreno o forçando a entrar ainda mais. O homem de olhos vermelhos enlaçou o pescoço do amante e sussurrou em seu ouvido:
— Não posso.
Kai o olhou aborrecido e retirou os braços envolta do seu pescoço, ergueu as pernas longas e com força se arremeteu mais contra o corpo menor.
Luke apertou a toalha da mesa e mordeu os lábios para não gritar. Sabia que tinha deixado o outro chateado. Não era de o seu feitio fazer promessas que não poderia cumprir. Viu as gotas de suor molharem o rosto másculo do índio enquanto os longos cabelos negros se desprendiam do rabo de cavalo e os lábios entre abertos buscavam o ar. Kai arfava pelo esforço de tomar Luke com gana, queria marcá-lo, fazê-lo sentir que somente ele poderia lhe satisfazer.
Luke viu seu corpo ser puxado pelos quadris e não conteve os gritos de prazer quando o ponto certo foi atingido, viu também, que a medida que gemia e gritava o sorriso do seu possuidor se tornava mais nítido e brilhante.
Não demorou para que Luke chegasse ao ápice sem ao menos se tocar, ele arqueou as costas e gemeu em alto e bom som o nome de Kai.
Kai grunhiu quando teve seu pênis comprimindo, apertado e sufocado pelas paredes anais, se enterrou mais fundo e mais fundo, até que também não aguentou e despejou tudo o que tinha dentro de Luke que de olhos fechado e respiração descontrolado recebeu a cabeça de fios longos de negros sobre seu peito. E tão envolvidos no torpor da luxuria que os envolvia não se deram conta do par de olhos que os observava na entrada da casa.
Continua...
Notas finais
Obrigada a todos que tem comentado e deixado recomendações beijos prô cês... E aos silenciosos o meu respeito.
Bjs e até o próximo...
Fale com o autor