Redenção Tomione

3 Fazendo novas amizades... Ou mais.


Notas iniciais
Mais um!

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CAPÍTULO III

Fazendo novas amizades... Ou mais.

Tom acordou se sentindo como se tivesse ido dormir há apenas cinco minutos atrás. Ele não sabia como ele ia durar o dia inteiro sentindo-se exausto daquele jeito e ainda tinha que aprender sobre a vida em plenos cinqüenta e quatro anos no futuro.

Uau, estou com mais de setenta anos, neste tempo... Eu me pergunto como eu realmente me pareço? Tom teria que lembrar-se de perguntar a Harry mais tarde sobre sua aparência.

Para sua surpresa, Tom acordou e descobriu que seu quarto já estava vazio. Grifinórios Malditos! Eles devem acordar ao romper da aurora! Tom pensou com um suspiro. Ele olhou para a esquerda e viu que em cima de sua mesa de cabeceira havia uma gravata com as cores da Grifinória, assim como meias que estavam adornadas com grandes listras grossas de ouro e vermelho. Ele teria que queimar essas coisas terríveis. Era horroroso.

Ele saiu de sua cama e olhou para o tronco que segurava os pertences de sua nova casa e encontrou ali várias roupas novas e uniformes escolares todos com detalhes em o vermelho e dourado. Ele também descobriu pijamas, meias e cuecas novas, tudo do tamanho dele. Pelo menos isso. Ele estava feliz em ver que ele não precisaria se preocupar com nenhuma dessas coisas.

Depois que ele estava vestido e limpo, Tom desceu as escadas e ouviu várias vozes, reconhecendo duas delas imediatamente como sendo as de Harry e Hermione. As outras duas ele não reconheceu. Uma pertencente a um menino e a outra era de uma menina. Eles pareciam estar discutindo sobre algo e Tom poderia ter jurado que ouviu o seu nome, o que o fez parar na escada e ouvir o que eles estavam dizendo.

— Eu sei que é difícil de entender Gina, mas Tom quer mudar. Você precisava ter visto ele ontem à noite. Havia sinceridade em seus olhos e ele realmente me convenceu — Harry estava quase implorando.

— Ouça Harry — Ron começou. — Não é que eu não confie em você ou até mesmo no julgamento de Hermione, é só... Bem isso se trata de você-sabe-quem. E eu teria que estar mentindo se eu dissesse que não estou assustado com o fato da sua versão de dezesseis anos estar aqui.

— Eu sei que deve ser assustador Ron — disse Hermione. — Eu estava com medo durante o momento em que nós o trouxemos de volta, mas há algo diferente sobre ele e não sei por que, mas eu confio nele. Ele realmente ainda é uma boa pessoa... Eu ainda posso ver isso nele.

Tom sorriu enquanto Hermione disse isso. Ele não sabia por que a sua confiança significou muito para ele, mas significou. Engraçado... Ele nunca realmente se importava com a opinião de ninguém sobre ele antes. Talvez que era porque ele encarasse tudo com muita negatividade.

Suspirando, Gina se levantou e caminhou até Harry e Hermione.

— Okay vocês dois, se vocês conseguem enxergar tanta coisa boa nele, se o próprio Dumbledore aceita e apóia essa idéia, então eu acho que posso tentar aceitar e encontrar algum bem nisso. Confio em vocês. Dumbledore deve realmente achar que esse plano de vocês será bom Hermione. Eu só espero que todos vocês tenham razão.

— Teremos! — Hermione disse extremamente feliz pelo fato de que Ron e Gina estavam aceitando tudo muito bem. Muito melhor do que ela havia previsto. Hermione se levantou e deu abraços apertados em seus dois outros melhores amigos, enquanto Harry se levantou e fez o mesmo. Eles eram um grupo muito confiante de amigos. Era diferente. Eram cúmplices.

Tom se perguntou como Rony e Gina sabiam sobre ele, mas ele teria que pedir que Harry lhe contasse sobre isso mais tarde também. Havia tanta coisa que Tom precisava saber para poder se situar em toda aquela situação louca.

Parecia que todos estavam com um humor muito melhor agora, então Tom decidiu que era hora de fazer sua grande entrada. Ele desceu as escadas pisando um pouco mais alto do que o normal para que pudesse alertar aos outros de sua presença. Quando ele entrou na Sala comunal viu que Rony e Gina tinham de ser irmão e irmã por causa de seus cabelos exatamente da mesma cor: vermelho brilhante. Ele percebeu que Gina era uma linda garota e parecia ser um pouco mais jovem que os outros. Ron era bastante alto.

Todos os olhos se voltaram para ele assim que ele entrou na sala. De repente Tom sentiu-se um pouco envergonhado. Gina empalideceu tão rapidamente que foi como se alguém tivesse sugado a cor de sua face como um vácuo. Ron, por outro lado tinha virado vermelho beterraba e parecia muito apreensivo. Tom se sentiu um pouco melhor quando ele olhou para Harry que estava sorrindo calorosamente para ele.

E então sua respiração ficou meio ofegante. Ele sabia que Hermione era bonita, ele pôde ver isso na noite passada, mas agora que eles estavam na luz ele viu que ela não era apenas bonita, ela era linda. Seu cabelo castanho da cor do mel estava levemente ondulado e Tom desejava correr os dedos por ele. Seus olhos brilhavam e tinha indícios de manchas da cor do ouro misturado com o marrom. Sua pele era da cor de creme como uma porcelana límpida. E ela tinha uma pitada de sardas adoráveis em seu nariz que. Ele corou ao perceber o sorriso que ela estava dando a ele e então ele amaldiçoou sua pele clara que deixaria o vermelho ser notado a quilômetros de distância num piscar de olhos. Ele foi levado para fora de suas reflexões quando Gina se aproximou dele com um sorriso no rosto.

— Olá, Tom Riddle, meu nome é Gina Weasley. — ela estendeu a mão para Tom e estava trêmula. Em vez de apertá-la, Tom trouxe a sua mão à boca e beijou a parte de trás levemente .


— É um prazer conhecê-la senhorita Weasley. — Tom respondeu com um sorriso quente que fez Gina corar até as orelhas.

— Olá colega — Ron disse se aproximando de Tom com o que parecia ser um pouco de cautela. — Eu sou Ron Weasley — Ron estendeu a mão para Tom tremendo e esperando por Merlin que ele não repetisse o gesto que tinha feito com Gina ao beijá-la. Tom apertou sua mão firmemente e lhe disse que era um prazer conhecê-lo.

— Então, Tom — Gina começou. — Como você está se sentindo aqui até agora?

Como Tom, Gina e Rony entraram em uma discussão pequena sobre a vida escolar em 1997, Harry e Hermione ficaram completamente boquiabertos. Eles não podiam acreditar no quão maravilhoso Rony e Gina estavam sendo, especialmente Gina, depois do que havia acontecido com ela na Câmara Secreta. Depois do diário de Tom Riddle quase provocar a morte dela. Harry e Hermione estavam muito orgulhosos de seus melhores amigos.

— Como é que ninguém estava nos quartos quando eu acordei? — Tom perguntou.

— Oh, desculpe sobre isso Tom, — Harry começou se desculpando. — Você dormiu demais e quando todos nós acordamos não me achei no direito de perturbá-lo. Então decidi que seria melhor se só o chamássemos na hora de descermos para o café.

— Ah, tudo bem Harry. — Tom disse sorrindo. — Eu realmente não aprecio ser acordado imediatamente, especialmente quando eu ainda estou tão cansado —. Tom bocejou em seguida e Hermione teve um vislumbre dos dentes mais perfeitos que já tinha visto. Ela se perguntou como seria beijá-lo. Ela corou violentamente com a idéia e desviou o olhar dele, de modo que ele não percebesse que ela estava o encarando.

— Todos os caras estavam realmente curiosos sobre você, quando acordei e viram que você estava no quarto com a gente — disse Ron. — Eles não mal podem esperar para conhecê-lo e descobrir mais sobre você.

Tom franziu as sobrancelhas um pouco para isso e ele percebeu que teria que vir com um monte de mentiras a respeito de quem ele era e de onde ele havia vindo. Trabalho, ele pensou, necessário e desgastante.

— Não se preocupe —, acrescentou Harry quando ele percebeu que Tom parecia um pouco incomodado com isso. — Dumbledore terá uma história de cobertura para você. As crianças estão sendo transferidas para aqui o tempo todo. Hogwarts é, afinal, a melhor e mais segura escola que existem. Todo mundo só vai pensar que você está aqui para proteção contra a ameaça de Voldemort.

À menção do nome de Voldemort, Tom percebeu que tanto a Gina e Ron empalideceram novamente e olhavam ao redor como se procurassem por Voldemort, como se ele fosse aparecer a qualquer momento. Era incrível como eles olharam para todos os lados, menos para Tom até o momento em que os olhos de ambos pararam com medo em cima dele.

Tom sentiu-se horrível pelo medo que havia visto nos olhos deles. Ele teria apenas que dar-lhes algum tempo. Ele havia de fato simpatizado com Gina e Ron. Eles pareciam tão amigável assim como Harry e Hermione.

Um silêncio desconfortável tinha crescido entre todos eles e Harry desejou não ter mencionado o —V— da palavra.

— Bem — disse Hermione brilhantemente. — Acho que todos nós deveríamos descer e tomarmos café. Dumbledore vai anunciar a chegada de Tom e não quero chegar atrasada.

À menção da palavra café, Ron animou-se imediatamente e desafiou Harry numa competição de quem chegava mais rápido ao Salão Principal. Hermione, Tom, e Gina riram depois que os dois garotos começaram a correr pelos corredores do castelo, cada um tentando superar o outro. O trio derradeiro andava calmamente discutindo sobre as aulas que assistiriam e sobre quais matérias gostavam mais. E, como Tom tinha adivinhado, Hermione era uma menina muito inteligente. Mesmo que ela fosse apenas do quinto ano, ela assistia algumas aulas do sexto e do sétimo ano. Beleza e inteligência. Não tinha como ser melhor. Tom pensou consigo mesmo.

Assim que entraram no Salão Principal perceberam que Harry e Rony já estavam sentados e comendo como se fosse a sua última refeição. —Meninos—, Gina e Hermione disseram em voz alta, fazendo com que Tom risse.

Enquanto caminhavam até os dois comedores vorazes, Hermione notou com uma certa irritação que todas as garotas pararam o que estavam fazendo e foram olhando para Tom como se nunca tivessem visto um menino antes. Tom deve ter notado também por que suas bochechas estavam coloridas com um carmesim brilhante e ele mantinha seus olhos desviados de seus olhares perfuradores. Hermione sentiu vontade de mandá-las tomar parte de suas próprias vidas.

Tom, Hermione e Gina se sentaram e começaram a colocar comida em seus pratos quando Dumbledore se levantou e pediu para os alunos que lhe dessem atenção.

— Eu gostaria de apresentar a todos vocês um novo aluno, que já se juntou a nós vindo da Irlanda, onde ele freqüentava a Escola de Aprendizagem Felicis Mágico. Tom Riddle está em seu sexto ano e foi classificado ontem mesmo para a casa da Grifinória. Eu espero que todos vocês sejam cordiais com o Sr. Riddle e dêem a ele uma calorosa recepção. Hogwarts está satisfeita e lhe recebe de braços abertos Sr. Riddle. Eu espero que todos vocês comportem-se de modo a não lhe dar uma má impressão de nós.

Dumbledore olhou para os dois gêmeos Weasley e deu-lhes um sorriso. Ambos os meninos lhe deram uma piscadela e um polegar para cima. Tom seria pelo visto o protegido de Dumbledore.

Assim que Dumbledore se sentou, as perguntas começaram a se espalhar como um burburinho incontrolável. Mesmo os alunos de outras casas vieram cumprimentar Tom e para recebê-lo a Hogwarts. Tom achou bastante embaraçoso quando um grupo de meninas que sorriam se aproximou dele e pareceu esquecer como falar, enquanto elas o encaravam maravilhadas. Ele estava se sentindo o novo galã de Hogwarts. Tom estava acostumado a ter atenção do sexo feminino e ele gostava disse, de fato. No seu tempo, ele sempre tinha garotas que tentam chamar a atenção dele, mas ele achava tudo muito chato e duvidava que qualquer uma delas poderia até mesmo ter uma conversa inteligente com ele.

Tom lembrou-se de uma garota que sempre o incomodava para nenhum fim e depois fugia chorando quando Tom simplesmente ignorava ela. Ele não podia suportá-la... Então ela morreu. Ele enviou o basilisco ao encontro da garota e secretamente se alegrou quando ele descobriu que cobra do seu antepassado tinha matado Murta Morgan. Ele lembrou-se observar os homens carregando o seu corpo sem vida descendo as escadas sobre a maca e de ver um de seus braços balançarem sem vida pendendo junto com a mão direita ao lado de seu corpo. Uma sangue-ruim irritante para a menos... Merlin sabe que Tom desejava o mesmo destino ao resto deles.

Enquanto ele pensava sobre tudo isso ele se perguntou se seus novos amigos sabiam sobre o incidente com a Câmara Secreta e sobre o basilisco. Se eles sabiam ou não ele decidiu que não iria falar isso de modo que o desejava que o questionamento indesejado fosse evitado. Além disso, ele estava aqui para mudar e ele não poderia estar pensando em matar pessoas e em se tornar poderoso. Não se ele quisesse evitar tornar-se o Lorde das Trevas. Ele tinha que ser forte, mais forte que seu pai, pelo menos. Melhor do que ele.

Tom ficou feliz ao descobrir que os grifinórios eram na verdade pessoas de quem ele gostava. Eram todos muito acolhedores e não faziam muitas perguntas sobre a sua vida pessoal. Tom olhou para a mesa da Sonserina e lembrou-se de seus colegas sonserinos do seu próprio tempo. Todos eles tinham uma frieza sobre eles que poderia esfriar mesmo o quarto mais aquecido. Tom achava que combinava com eles tão bem, mas agora que ele estava aqui ele estava começando a ver que ele poderia se identificar com outras pessoas também. Ele se sentia à vontade com todos eles.

Tom olhou para a mesa dos professores e notou que todos os professores davam-lhe olhares preocupados. Ele percebeu que a maioria deles saberia quem ele era e Dumbledore deve ter falado com eles sobre a sua chegada. Havia um professor, porém, que continuou dando a Tom um olhar compreensivo.

— Hey Harry, — Tom cutucou o menino ao lado dele. — Quem é aquele professor ali, aquele com o cabelo preto?

— Esse é o professor Snape — disse Harry, dando ao homem mais velho um olhar de desprezo. — Ele ensina Poções e se você está se perguntando por que ele continua olhando para você como se ele soubesse quem você, é porque ele sabe. — Harry baixou a voz até um sussurro para que apenas Tom pudesse ouvir.

— Como Voldemort você acumulou um grande número de seguidores que se denominam os Comensais da Morte. Eles adoram você e fazem tudo o que você pede a eles e Snape costumava ser um deles. Quando você tentou me matar quando eu era um bebê e não conseguiu, todo mundo achava que você estava derrotado, até mesmo os seus seguidores. A maioria virou-se para o lado bom de novo, depois disso, alegando que eles estavam sob a maldição Imperius, quando na verdade eles ainda eram maus. Snape, no entanto, virou-se para o lado bom, antes de você desaparecer e agora Dumbledore confia nele completamente. Ele pode ser um paga pau gigantesco, mas é justo dizer que ele tende a nos ajudar quando necessário, por isso espero que ele faça o mesmo por você.

Tom olhou para Snape novamente e segurou o seu olhar. Tom se perguntou o que ele já havia pedido aquele homem para fazer por ele. Ele esperava que, quando seu professor de Poções olhasse para ele, que ele não visse o futuro Voldemort, mas que o visse como a pessoa que estava tentando mudar.

O café acabou num piscar de olhos e logo Tom foi abordado por uma bruxa velha que o encarava furtivamente. Ele poderia dizer só pelo seu olhar que ela era severa.

— Olá Sr. Riddle. Eu sou a sua professora de Transfigurção. Eu tenho a sua nova lista de aulas que corresponde às mesmas que você assistia antes de vir para Hogwarts. Eu confio que os seus colegas de classe irão mostrar-lhe todo o castelo. — McGonagall lhe entregou os papéis e deu-lhe um olhar de agrimensura.

Tom agradeceu a sua professora e imediatamente olhou para o calendário após a bruxa mais velha se virar e caminhar de volta para a mesa de professores. Ele viu que ele tinha exatamente as mesmas aulas que ele tinha no seu tempo e pensou que Dumbledore deve ter olhado para alguns de seus registros antigos, a fim de combinar com o seu currículo com o que ele tinha no passado. Ele ficou extremamente grato que era o mesmo de modo que ele podia continuar exatamente do mesmo ponto em que havia parado.

Harry, Rony e Gina tinham que ir para a aula nos próximos cinco minutos para, então eles se despediram rapidamente desejando sorte a Tom e depois saíram em disparada para que não se atrasasse. Tom de repente estava consciente de que ele foi deixado sozinho com Hermione. Não que ele se importasse em ficar a sós com ela, claro que não se importava...

— Então —, ela começou um pouco nervosa. Ela também percebeu que eles estavam sozinhos pela primeira vez, com a exceção de todos os outros que ainda estavam no Salão Principal, é claro. — Você tem uma carga-horária bastante extensa com todas essas aulas. Estou surpresa que você não seja monitor-chefe.

— Na verdade, eu sou no meu tempo. Mas eu sei que Dumbledore não gostaria de tirar o cargo do atual monitor-chefe neste momento e substituí-lo por mim, então eu realmente não me importo de perder o título. Ele tira um pouco da carga do trabalho de qualquer maneira. — Tom esperava que ele não soasse como se quisesse se gabar.

— Espero ser monitora-chefe no próximo ano. Meus pais ficariam tão orgulhosos, embora eu saiba que teria que explicar o que isso realmente significa, é claro.

— Ora —, Tom perguntou. — Como eles podem não saber o que significa ser monitor-chefe em Hogwarts?

Hermione corou tão violentamente que ela tinha certeza de que seu rosto estava em chamas. Ela havia se esquecido de que Tom não sabia que ela era uma nascida trouxa. Bem lá se vai alguma chance de sair com ele, Hermione pensou tristemente e impulsivamente repreendendo-se logo em seguida. Ela não sabia onde sua razão se escondia toda vez que ela estava de frente ao belo garoto de sorriso perfeito. Ela respirou fundo temendo uma rejeição, mas ela sabia que se acaso isso acontecesse era porque ele realmente não estava tentando mudar tanto quanto deveria.

— Na verdade, Tom —, disse ela com voz trêmula. — Ambos os meus pais são trouxas. — seu rosto assumia um tom ainda mais escuro de vermelho.

Tom olhou para ela por um momento e não podia deixar de pensar quão bonita ela se tornava enquanto corava. Ele ouviu o que ela tinha acabado de dizer, mas por alguma razão ele descobriu que não podia se importar menos. Mudança. Você prometeu Tom. Você tem que ser melhor. Você tem que mudar eu futuro. Tom repreendeu a si mesmo e resolveu abandonar seus preconceitos. Ele precisava conversar, desabafar, ele precisava falar sobre aquilo com alguém que não o olharia diferente como seus amigos sonserinos o olhariam acaso Tom estivesse lhes fazendo aquela revelação.

— Eu sou um meio-sangue —, disse ele com a voz firme. — Minha mãe era uma bruxa, mas meu pai era um trouxa. Ele a abandonou mesmo antes de eu nascer assim que ele descobriu o que ela era. Ela morreu ao dar à luz a mim. Odeio-os tanto por terem me deixado, mas meu pai... Eu nem sequer posso suportar a idéia de ter qualquer relação próxima a ele. É por isso que fiz o nome de Voldemort para mim. O fato de que fui nomeado com o mesmo nome dele me causa asco. Mas eu nunca pensei que meu ódio por ele e por aqueles como ele iria me transformar em um lunático obcecado. — Tom parou por um momento e depois acrescentou baixinho — Eu realmente quero mudar Hermione.

Ele não podia acreditar que ele tinha acabado de dizer tudo isso a ela. Ele nunca tinha sido tão revelador de seu passado e de seus sentimentos a ninguém e isso o assustou demasiadamente. Mas quando ele olhou para Hermione, ele não via pena ou tristeza em seus olhos... Ele via compreensão.

— Eu imagino que você realmente quer mudar o que você era Tom... — ela começou suavemente. — E o fato de que você estar disposto a mudar para melhor me mostra que você é mais forte do que eu pensava. Você não é o seu pai de Tom. Você é melhor do que ele. Você pode ser muito melhor do que o homem que ele jamais será.

Hermione se aproximou e pegou a mão dele e segurou-a firmemente. O toque físico o fez tremer. Ele não era habituado a receber carinho. Nenhuma garota nunca antes tinha tido esse tipo de efeito sobre ele e ele estava sentindo uma explosão de sentimentos naquele momento. Ele não queria ser fraco e cair em direção ao afeto de uma garota e se sentir dependente disso. Ele sempre achara que qualquer sentimento que causasse dependência como a compaixão, a amizade e o amor, principalmente o amor era uma fraqueza... Mas a outra metade dele estava dizendo que Hermione não era apenas uma garota. Ela era diferente...

— Oh merda —, exclamou ela de repente, tirando-lhe a mão rapidamente do alcance de Tom para a sua decepção. — Vou chegar atrasada para a minha classe de Defesa Contra as Artes das Trevas. É melhor eu ir andando.

— Eu deveria ir também —, Tom acrescentou. — Eu tenho que chegar a minha classe Transfiguração Avançada e eu não gostaria de estar atrasado e chatear a professora McGonagall. Ela parece um pouco severa.

Hermione sorriu. — Ela pode ser um pouco difícil, mas ela é uma professora muito boa e tem um baita de um senso de humor. Ela só tem que conhecê-lo bem.

— Será que vou te ver mais tarde no Salão Comunal? — Tom perguntou tentando parecer indiferente.

— É claro que verá Tom, — Hermione disse alegremente. — Eu vou querer saber como foram todas as suas aulas.

— Claro, eu só espero não cair no sono em qualquer uma delas — acrescentou Tom com um bocejo ligeiro.

— Não se preocupe, se você começar a cochilar é só pensar em ficar de detenção na Floresta Proibida à noite e você vai ficar acordado.

Com isso, Hermione se inclinou e deu um abraço reconfortante em Tom.

— Obrigado por tudo Srtª Granger. Obrigado mesmo. — Tom sussurrou em seu ouvido.

— O prazer foi meu Sr. Riddle. — Hermione sussurrou de volta achando graça da formalidade.

Ambos afastaram-se ao mesmo tempo sentindo um arrepio em suas espinhas pelas palavras sussurradas. Seus lábios roçaram levemente um contra o outro fazendo com que os dois adolescentes ficassem violentamente ruborizados. Mesmo que eles estivessem envergonhados com o que aconteceu, eles não conseguiam desviar o olhar um do outro. Os olhos estavam conectados criando uma conexão invisível. Hermione olhou nos olhos escuros de Tom e sentiu as pernas vacilarem. Ele tinha um rosto tão bonito. Seu rosto era perfeitamente moldado e bonito. O nariz angular, a forma dos lábios, a fileira perfeita dos dentes brancos. Cada característica parecia que havia sido criada por um artista que o tinha esculpido com perfeição. Seu cabelo de ébano tinha uma espessura sedosa e contra a sua pele clara dava-lhe um maravilhoso contraste de luz e escuridão que tirava o fôlego de Hermione. Ela nunca tinha visto nada mais perfeito em sua vida.

Tom percebeu que ele ainda estava segurando a cintura de Hermione, o que fez seu coração bater mais rápido. Tom tirou os olhos dela e abaixou-os para olhar os lábios. Eles eram do tamanho perfeito e combinava com o seu rosto bonito, não muito grande, mas não muito pequeno. Ele estava prestes a se inclinar-se e beijá-la quando de repente ela saiu de seu alcance e evitou o seu olhar. Os olhos da castanha agora estavam no chão como se ali houvesse uma coisa muito importante.

— Eu... Hum... Tenho q-q-qque ir para a aula —, ela gaguejou. — Eu te vejo mais tarde, Tom —, disse ela para ele sem encarar seus olhos.

Ela rapidamente pegou seus livros e se dirigiu para a porta. Em seu caminho até lá, ela notou que todas as garotas estavam olhando para ela com ciúmes e inveja indisfarçadamente. Oh Merlin! Pensou ela, Metade da escola deve ter acabado de ver o que aconteceu. Ela queria se arrastar para um buraco e desaparecer. Mas antes que conseguisse fazer qualquer coisa ela olhou por cima do ombro e viu que Tom ainda estava olhando para ela. Ele abriu um sorriso enorme mostrando todos os dentes e novamente pela centésima vez em dois dias, Hermione corou.

O sorriso de Tom permaneceu no lugar, mesmo depois de Hermione desapareceu além das portas gigantes. Ele amava quando ela corava.

— Eu vejo que você está fazendo amigos muito rapidamente, Tom.

Tom virou-se para encontrar Dumbledore de pé atrás dele. Os cintilantes olhos azuis do diretor brilhavam mais do que o habitual.

— Bem, todo mundo aqui parece muito agradável e acolhedor, por isso não é difícil fazer amigos, eu suponho. — Tom respondeu.

— Se você não se importa em me dizer isso Tom, eu vejo que você e Srtª. Granger parecem estar se dando muito bem.

Tom sentiu um calor subindo do seu pescoço e repousando desconfortavelmente em seu rosto. — O que quer dizer com isso Diretor? — Tom perguntou tentando, mas fracassando em parecer causal.

— Bem, Tom, depois de todos esses anos de ensino em que estive de olho em você, eu nunca tinha visto uma vez sequer você sorrir, não de verdade. E desde que você veio para o nosso tempo, você fez isso várias vezes, especialmente quando você está ao redor da Srtª. Granger. Eu acho que é seguro dizer que você está permitindo-se a mudar. Você tem uma chance contra ele Tom. Nunca se esqueça que você é uma pessoa melhor do que ele... Você não precisa deixá-lo te destruir.

— Vou tentar o meu melhor para ficar longe do caminho que conduz à Voldemort, senhor.

— Eu não estava falando sobre Voldemort, Tom. Eu estava falando sobre o seu pai.

Com isso, Dumbledore desejou-lhe boa sorte em suas aulas e caminhou, deixando Tom olhando para ele com espanto. Ele sabe mais sobre mim do que eu pensava que ele soubesse, ele pensou.

Tom percebeu quão tarde estava e começou a sair para sua aula de Transfiguração. Ele não gosta da idéia de Dumbledore saber muito sobre ele, mas ele não podia fazer muito sobre isso agora que ele supunha. Ele apenas tem que ter certeza e manter aquele velho fora de sua cabeça; para que ele descobriu mais do que ele precisava...

Notas finais
XoXo