Redenção Tomione
24 Descobrimentos
Notas iniciais
DESCOBRIMENTOS
Dumbledore acariciou a cabeça carmesim de Fawkes quando ele colocou o pequeno envelope em seu bico. A Phoenix mordeu-o suavemente e desfraldou suas asas bonitas em um movimento gracioso.
— Eu preciso que você leve isso para casa dos Grangers, velho amigo. — Dumbledore disse. — Por favor, fique e os vigie até que eu envie uma ordem para que possa voltar. Eles precisam de sua proteção agora.
Fawkes acariciou a mão de Dumbledore com o topo da cabeça por um momento antes que ele batesse as asas suavemente e foi levantando no ar. Ele circulou escritório de Alvo uma vez antes de ele voar para fora da janela aberta para o ar frio de inverno;
Dumbledore e Snape observavam como a Phoenix desaparecia no céu e depois se voltaram para enfrentar um ao outro. Dumbledore olhou fixamente nos olhos de Snape, fazendo-o mudar o peso de seus pés, pois estava ficando desconfortável.
Ficaram assim por alguns instantes antes de Snape não aguentasse mais.
— Acho que devemos começar nossa busca pela cura da senhorita Granger, então. — ele disse calmamente. Ele não gostava de como o diretor estava olhando para ele, como se soubesse alguma coisa.
— Poderíamos Severo, ou poderíamos falar sobre a sua atribuição ao fato. Ah, e, por favor, não minta para mim. — Dumbledore acrescentou. — Porque eu sei que você teve um papel no envenenamento de Hermione. Veja, temos um trato Severo e você havia me alertado sobre o perigo, mas não tinha me contado sobre a intensidade do mesmo.
Snape engoliu, mas descobriu que sua garganta estava seca. O velho sempre sabia tão malditamente de tudo.
— Como foi que descobriu? — ele perguntou em voz baixa.
Os lábios de Dumbledore formaram um sorriso triste.
— Você, Severo, é o melhor oclumente que conheço, embora nunca tenha tentado esconder nada de mim, pelo que sou grato e confiante em ter acreditado em você quando buscou-me por ajuda quando Lilian estava em perigo, mas eu acho que até Harry, apesar de todos seus problemas com legilimência, poderia ter lido sua mente agora a pouco na ala hospitalar. Perdoe-me, eu não queria me intrometer, mas quando as emoções fortes estão em execução através de alguém, você sabe que a legilimência às vezes pode pegar os sentimentos sem o consentimento do bruxo.
Snape acenou com a cabeça e olhou diretamente nos olhos do Alvo. Ele queria ter certeza de que o diretor sabia que o que ele estava prestes a dizer-lhe não era uma mentira.
— Foi a minha missão Alvo e eu estava envolvido. Você me pediu para fazer isso, para ganhar a confiança do lorde e isso tem sido horrível para mim... Fingir servi-lo e adorá-lo enquanto tudo o que eu consigo pensar é que ele impiedosamente matou Lilian. — Snape começou calmamente sentindo a dor que o acompanhara por todos aqueles anos. — Mas eu não estava envolvido na forma como você suspeitou de que eu estava. Eu nunca cumpriria uma missão dessas. Você sabe Alvo. Desde... Desde aquele dia que eu fui até você, tudo o que eu desejo é que ele seja derrotado.
Dumbledore levantou uma sobrancelha. — Então, por favor, me diga quem o fez, Severo?
— Foi...— Snape parou por um momento. Ele não queria fazer isso tão cedo, mas ele não tinha escolha agora.
—... Draco.
— Por que Draco... Ah... Agora eu vejo. — Dumbledore meditou em silêncio. — Voldemort já não confia em você.
Snape concordou silenciosamente. — Ele me deu a tarefa, e pelo que me disseram, chamou Draco imediatamente depois que eu saí. Ele então deu a Draco a tarefa, acreditando que eu iria contra as suas ordens. Ele estava certo de fazê-lo porque eu não tinha a intenção de envenenar a garota Granger de qualquer forma.
Dumbledore assentiu. Ele podia ver nos olhos de Severo, que ele não estava mentindo.
— Quando foi que Draco envenenou-a? Tinha que ter sido em um dos horários das refeições desde que eu tenho certeza que Hermione nunca teria tomado qualquer coisa que Draco oferecesse.
— Creio que foi no café da manhã há cerca de uma semana. Eu tinha sido alertado sobre o envolvimento de Draco com a Amorea e eu queria tentar conversar com ele sobre isso. Eu o coletei no Salão Principal pela manhã e estava prestes a levá-lo ao meu escritório quando vi Tom e seus 'amigos' sentados na mesa da Grifinória. Aproximei-me e perguntei como Tom estava. Então eu continuei indo para o meu escritório com Draco. Ele deve ter escorregado o veneno em sua bebida enquanto nós passamos. É a única vez em que eu posso pensar que ele poderia ter tido a chance.
— Por que você não me contou tudo isso, Severo? — Dumbledore perguntou de repente. Ele não parecia louco, apenas muito decepcionado, o que fazia Severo sentir-se pior.
— Eu não tinha certeza se era verdade Alvo! Eu não achei que Draco iria realmente ter coragem de executar esse maldito plano, por Merlin, ele é só um adolescente assustado. Então eu pensei que Hermione estaria fora de perigo por enquanto. Eu nem sabia que a Granger estava doente até hoje, e isso foi quando eu percebi que era verdade. Draco tinha realmente envenenado ela.
Alvo sentia-se satisfeito com a resposta.
— Se Voldemort já não confia em você, então como você ficou sabendo sobre Draco? — Dumbledore perguntou. — Tenho certeza de que seus Comensais da Morte já não confiam em você se ele não o faz.
— Um confia em mim, mas ele sempre foi um traidor, mesmo para as pessoas que antes eram seus melhores amigos.
— Pedro Pettigrew. — Dumbledore disse. Era a resposta óbvia. — Mas, por que ele te diria tudo isso? O que ele espera com isso?
— Perguntei-lhe quando ele me contou sobre Draco. Tudo o que ele disse foi que ele teve suas razões. A única coisa que eu era capaz de ver em sua mente era que ele não estava mentindo e ele não estava tentando me trair de qualquer forma, então eu acreditei nele. Mas foi até eu conversar com Draco em meu escritório naquela manhã que eu confiei plenamente no que ele havia me contado. Eu questionei Draco sobre a sua fidelidade ao Senhor das Trevas, mas ele não me disse nada e ele me bloqueou em sua mente. Ele parecia distante e vazio, e eu sabia que sua alma havia sido contaminada por Voldemort. Ele é mau agora. — Snape disse calmamente.
— Faremos tudo o que pudermos para tentar salvá-lo, mas agora temos de fazer tudo o que pudermos para tentar salvar Hermione. Nós não temos muito tempo. — Dumbledore disse.
Snape acenou com a cabeça e seguiu Alvo ao longo de uma estante alta que estava cheia de livros antigos.
Dumbledore convocou um livro da prateleira de cima, com o auxílio de sua varinha, e pegou-o enquanto ele flutuou até o bruxo. Não havia título sobre ele, mas Snape sabia que ele continha muitos feitiços poderosos, a maioria deles provavelmente lidavam com remédios.
— Agora, vamos ver o que podemos encontrar. Espero que haja uma cura. — Dumbledore disse quando ele abriu o livro grosso, preto e de capa grossa.
Os dois bruxos nem sequer tiveram a chance de ler a primeira página antes da lareira de Dumbledore explodir em vivas chamas verdes.
Dumbledore e Severo aproximaram-se do local, assim que alguém entrou deslizando para fora do fogo.
— Olá Pedro. — Dumbledore disse calmamente para o homem-rato esparramado pelo chão. — Tem sido um longo tempo desde a última vez que o vi.
Pedro não fez nenhuma tentativa para se levantar do chão e permaneceu deitado de costas, olhando para Dumbledore em terror puro.
— Eu não vou prejudicá-lo, Pedro. — Dumbledore disse tranquilizador. — Veja, Severo me contou algumas coisas interessantes sobre você.
Rabicho deu uma rápida olhada em Severo antes de virar seus olhos lacrimejantes e desconfiados de volta para Dumbledore.
Snape deu uma rápida olhada em seus olhos e depois voltou-se para Alvo.
— Deixe-me ajudá-lo. — Dumbledore disse. Ele estendeu a mão para mão trêmula de Rabicho e ajudou-o a firmá-lo.
— S-se-senhor d-di-diretor. — Pedro começou, sua voz tremendo, — Eu im, para a-ajudar. Eu sei que não posso não merecer, mas não tenho para onde ir.
— O que aconteceu Pedro? — Snape perguntou enquanto ele se aproximou do homem assustado. A verdade é que Severo guardava uma profunda mágoa de Rabicho, afinal fora ele que traiu Lilian e por causa dele ela estava morta.
— Ele sabe, Severo. — Pedro disse, sua voz tremendo ainda mais. —Acho que ele sabe que eu estive em contato com você. Ele veio até mim hoje e disse-me que havia um traidor entre seus Comensais da Morte. Acho que ele sabe.
— Alguém sabe que você está aqui? — Dumbledore perguntou.
— N-não, eu vim aqui logo após milorde me contar isso. — Pedro respondeu. Ele estava tendo um momento difícil ao olhar nos olhos do diretor.
— Então você vai ficar aqui até que tenhamos certeza de que você estará seguro. — Alvo disse a ele.
Pedro olhou para Alvo incrédulo.
—Você, você vai me ajudar? — ele perguntou. Seu medo amenizando um pouco.
— É claro que Pedro. Se isso significa salvar uma outra vida de Voldemort, então vou fazer tudo que puder para ajudar.
Pedro levantou-se um pouco mais reto e finalmente olhou Dumbledore diretamente nos olhos.
— Obrigado. — ele disse em uma voz mais firme. — Farei tudo o que posso também. Se o milorde sabe que eu sou um traidor, então é inútil manter a minha fidelidade a ele.
Snape queria rir, mas ele reprimiu o impulso de fazê-lo. Pedro não tinha direito de falar sobre alianças e lealdade.
— Saberemos mesmo se desconfia de você, Rabicho. É melhor que não seja uma enganação. — Snape disse. Pedro parecia inseguro, mas ele não disse nada.
— Senhores, estou temeroso, devemos começar a trabalhar. A srtª Granger tem pouco tempo precioso de vida e ainda não encontramos uma cura. Pedro, você poderia nos ajudar em nossa busca? —Dumbledore não esperou por ele para responder. Ele e Snape começaram a caminhar em direção ao livro que tinha sido deixado aberto em sua mesa.
— Não.
Dumbledore e Severo pararam antes de chegar à mesa e viraram-se para enfrentar Rabicho, que não tinha se movido do seu local.
— Não? — Dumbledore perguntou em voz baixa.
— Por que não?— Snape perguntou. Seu rosto endureceu em um brilho perigoso.
Pedro de repente parecia muito orgulhoso, por alguma razão. — Porque não há uma cura.
— Eu imploro para que ajude, Pedro. — Dumbledore disse, sua voz calma. — Você deve saber, acima de tudo que precisa ajudar a srtª Granger, já que foi você quem disse a Severo o que Draco estava planejando fazer.
Pedro apenas sorriu e balançou a cabeça.
— O que está acontecendo Rabicho?! — Snape perguntou. — Você me disse que foi dada a Draco a missão de envenenar a Srtª Granger. Você está negando isso agora?
— Oh não, não, não Severo... Draco realmente envenenou Hermione com Amorea. — Pedro disse. Seus lábios secos e rachados curvados para cima em um sorriso.
(***)
— Devemos começar a colocar esses livros de volta. — Harry disse miseravelmente.
Ron apenas olhou para ele, incapaz de se mover. Toda a pesquisa fora inútil. Nenhum dos livros continha qualquer tipo de cura para Amorea.
— O que vamos fazer, Harry?— Ron perguntou. Sua voz soava rouca.
— Vamos torcer para que Dumbledore e Snape tenham encontrado alguma coisa. — Harry disse. Ele reuniu alguns livros e caminhou em direção às prateleiras na Seção Restrita. Pelo canto do olho, Harry viu Ron ficar em pé e juntar alguns livros também.
— Obrigado, Ron. — Harry disse quando o ruivo passou os livros pelos espaços aleatórios das prateleiras vazias.
Harry voltou-se para os livros e começou a colocá-los nas prateleiras também. Enquanto ele enfiava raivosamente os livros nas prateleiras, percebeu que havia derrubado o livro que ficava do outro lado.
Harry andou ao redor da plataforma para o outro lado e viu um livro deitado no chão. Ele deve realmente ter empurrado demasiado forte, descontando toda a sua frustração na prateleira de livro que não tinha culpa alguma.
Ele o pegou do chão e examinou a capa procurando por um título, mas nada encontrou. Harry apenas encolheu os ombros e ia coloca-lo novamente na prateleira quando algo o impediu. O moreno lembrou-se da sua amiga, lembrou-se da forma como ela sempre procurava por mais conhecimento, da forma como nada lhe escapava e dando de ombros resolveu abrir o livro.
Curioso, Harry abriu a primeira página e viu três palavras escritas em um texto maravilhosamente cursivo.
Tergiversatio por vicis
Harry fez uma careta para o livro à sua frente.
— Harry?— Harry pulou e quase deixou cair o livro.
— Desculpe, eu não queria assustá-lo. — Ron disse.
— Está tudo bem Ron. — Harry disse a ele.
Harry voltou a colocar o livro na prateleira e caminhou até o seu amigo.
— É melhor ir para a ala hospitalar e verificar Hermione. — Harry disse calmamente. — Nós precisamos dizer a Tom e a Gina que não conseguimos encontrar nada.
Ron apenas balançou a cabeça.
Eles olharam um para o outro por um momento, e embora não dissessem nada, ambos sabiam que eles estavam pensando a mesma coisa. Hermione não podia fazer aquilo com eles.
Harry quebrou o olhar e se dirigiu para a porta com Ron seguindo silenciosamente atrás.
A caminhada para a ala hospitalar parecia que não estava mesmo acontecendo. Os pés de Harry mantiveram-se em movimento, mas o resto do seu corpo estava dormente. Ele sentiu que havia falhado com Hermione por não encontrar uma cura, e agora sua única esperança de sobrevivência dependia de Dumbledore e Snape.
E se eles não conseguirem encontrar nada, pensou miseravelmente.
Tudo o que poderiam fazer agora era ter esperança, mas isso não parecia ser o suficiente.
Harry e Rony estavam um tanto surpresos ao verem as portas da ala hospitalar. Ambos estavam tão perdidos em seus pensamentos que não tinha notado que eles tinham chegado ao seu destino.
Harry se aproximou da porta, respirou fundo e empurrou a porta.
Os dois meninos caminharam para dentro estacaram imediatamente. O rosto de Harry empalideceu com uma cor branca doentia e ele podia sentir Ron tremendo ao lado dele.
Tom e Gina estavam cada um a um lado da cama de Hermione, enquanto eles observavam Madame Pomfrey examiná-la.
Gina soluçava tanto que ela estava tendo dificuldade para respirar. Seu rosto estava pálido e coberto de lágrimas ininterruptas. Seus olhos estavam inchados e vermelhos.
Tom lembrou a Harry alguém que tinha acabado de ser gravemente ferido, mas ainda não sentiu a dor. Seus olhos estavam arregalados com o choque e ele estava completamente imóvel como se nem respirasse. Harry não tinha certeza se ele estava respirando.
Gina olhou para cima e viu Harry e seu irmão ali e ela começou a chorar ainda mais. Tom não olhou para cima. Ele não havia percebido que alguém tinha entrado no quarto, uma bomba poderia ter explodido e ele não teria notado.
Madame Pomfrey levantou-se e olhou para Hermione, que estava deitada ainda na cama.
— Poppy... — Harry disse, surpreendendo-se por ser capaz de falar ainda.
Poppy virou a cabeça devagar e olhou para os dois rapazes de pé perto da porta. Harry sentiu a queda de estômago quando viu a lágrima correr pelo seu rosto.
— O coração dela parou de bater há pouco. — ela disse com uma voz tensa. — Sinto muito, mas não há nada que eu possa fazer. Ela está morta.
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