Todos os heróis estavam arrumados e reunidos para a festa no Sanctum Sanctorum, de onde sairíam. Enquanto alguns tagarelavam na sala de estar, outros, mais curiosos, como Stark, Visão e Banner questionavam a Stephen sobre cada objeto estranho aos seus olhos. O mago lhes explicava com desdém, por saber que nenhum deles entenderia do que realmente se tratavam.

Clea havia ficado por último para tomar banho e Thor já estava impaciente em esperá-la. Tinham muito a conversar, não queria mais perder tempo. Ela estava com os cabelos molhados, enrolados em uma toalha, bem como seu corpo. Vasculhava, folheava várias revistas para achar a roupa perfeita para aquela noite. Dentro de si, sabia que queria se vestir da melhor forma possível para atrair a atenção de Thor. Porém, por outro lado, também queria mostrar a Stephen que era mais bonita que Wanda e para isso, teria de se produzir.

Em sua cama, havia um bolo gigante de revistas, nas quais não achou nada de seu agrado. Sentou-se e bufou, enquanto ouviu Steve chamá-la ao longe:

— Clea, vai demorar? Só falta você!

Numa última tentativa, examinou uma das poucas revistas que ainda não havia lido. Seus olhos finalmente encontraram o look perfeito. Poderia tê-lo em segundos, graças aos seus poderes. Sorriu de lado e finalmente respondeu:

— Já estou quase pronta, Capitão Rogers!

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A asgardiana desceu cautelosamente as escadas que davam na sala de estar do casarão. Estava com medo de cair devido aos saltos, apesar de tê-los usado muitas vezes quando se pervertia em Asgard.

Um silêncio se instalou no ar, quando a viram. Era como se o tempo tivesse parado. O deus do trovão deu dois passos à frente e estendeu-lhe a mão a fim de ajudá-la. Com um riso sem graça, segurou-se. Suas bochechas tomaram uma cor vermelha e seus dedos transpiravam, trêmulos. Aquele contato com o louro lhe trazia borboletas no estômago, como sempre, desde suas infâncias.

— Você está maravilhosa! – Stephen não se moveu, mas fez questão de elogiar.

— Agradecida! – com um enorme sorriso, passou por ele. – E então, abriremos um portal para chegarmos lá?

— Não... Vamos ser normais pelo menos um dia em nossas vidas! – Tony tateou os bolsos, franziu o cenho e tirou sua chave do carro, balançando-a no ar. – Você, Thor, Strange e Visão vão comigo! E vocês – aponta para os restantes. – podem pegar meus outros três carros. – joga as chaves, que Wanda pega com destreza sem tirar o olhar mortal de Clea.

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Enfim os heróis chegaram à festa, onde o DJ tocava músicas desanimadas.

— Ei, DJ... – o Homem de Ferro chamou-o, fazendo olhá-lo de imediato. – Dá pra colocar umas musiquinhas mais felizes? Hoje é dia de animação!

— O que gostariam de ouvir? – pergunta, tirando a música.

Beyoncé! – Rogers se apressou em dizer. Todos o olharam espantados. Suas bochechas coraram e saiu para pegar uma bebida. Stark deu de ombros.

Então, o DJ começou a tocar Run The World (Girls) da Beyoncé. Clea tamborilava os dedos sobre uma mesa de mármore, sentada, sozinha, tentando mexer num celular de tecnologia anacrônica comparada à de Asgard, que Doutor Estranho havia lhe dado.

Thor se aproximou com dois copos nas mãos. Senta-se de frente com ela e enleva amigavelmente.

— Bebida asgardiana! – entregou-lhe o copo. Acanhada, o pegou e murmurou um agradecimento quase inaudível. – Preciso dizer-te algo que há muito guardo comigo. – suas expressões se enrijecem. – Apesar do ódio que senti quando fizeste aquilo com Lady Sif, sempre acreditei que houvesse bondade em ti. Opus-me a meu pai por dar-te uma punição tão severa.

— Engraçado... Falas isto, todavia, assim que voltou de Midgard mandou-me à dimensão silenciosa! – comentou irônica, dando um gole na bebida.

— Sei que falhei Clea. Fui pressuroso. Matastes pessoas! O que querias que fizesse? – balançou a cabeça. – Por que fizeste tudo isso?

— Porque te amo. – entreolharam-se por segundos em silêncio. – Sabes disto. Contudo, preferiste Lady Sif. Jane Foster. Compreendo, afinal, fiz por merecer teu desprezo. – expirou pesadamente. – Tudo o que fiz foi por ciúme. Inveja. Elas conquistaram teu coração. Mesmo tu sabendo que Odin não aprovaria teu relacionamento com uma mortal. Mesmo com Sif transformando-me em uma meretriz...

— EU NÃO SABIA! – ele altera o tom de voz, atraindo olhares curiosos para eles. – Desculpe. Entretanto, não podes me culpar por algo que Sif fez sem que eu antevisse. Não permitiria que isto transcorresse!

— Esqueçamos o passado. A partir de hoje, estreamos uma nova vida. Uma nova... – ergue o copo. — parceria!

— Parceria! – o filho de Odin sorri e brindam, com o agudo dos copos se mesclando ao baterem.

— Ei Clea, — Strange surge diante da mesa. – Quer dançar comigo como naquele dia? – deu-lhe a mão, que prontamente ela pegou, sendo guiada para o meio do salão.

O feiticeiro abraçou sua cintura e puxou-a para mais perto. Ao longe, Thor espreitava, tendo uma pontada de emulação. E ao fundo, a música que tocava, deixava tudo mais intenso:

O amor é estranho, tão real no escuro

Pense nas coisas ternas

Com que estivemos ocupados

A mudança lenta pode nos separar

Quando a luz entrar no seu coração, baby

(Simple Minds — Don't You Forget About Me)

Enquanto Stephen a rodopiava, a loura aproveitou para espiar o que acontecia ao redor deles. Viu Natasha dançando de rosto e corpo colados com Bruce. Em seguida, Coulson e May se beijando em um canto com meia-luz do salão. Tony e Steve gesticulavam enraivecidos. Altercavam ainda sobre os acontecimentos da Guerra Civil, como pôde ler em suas mentes. Da mesma forma, constatou que ardiam em volúpia um pelo outro e com uma pequena ajuda telepática os fez falarem em uníssono, em meio à discussão calorosa um “eu te amo”, calando-os e encabulando-os. O Homem de Ferro ofereceu um drink ao Capitão América, que aceitou sem hesitar. Clea sentiu um misto de felicidade por dar uma de cupido e tristeza por pensar que talvez nunca tivesse alguém que sentisse o mesmo por ela.

Mais um rodopio e notou Wanda com uma expressão conspícua, proseando com um homem negro, de cabelos ralos. Creu que já o tinha visto antes, porém, não foi possível constatar, visto que a música acabou e Strange a pendeu novamente para mais perto.

Perduraram a dança, desta vez, com uma canção mais agitada:

Bem, agite seu corpo baby, agora

Gire e grite

Venha, venha, chegue, venha agora baby

Venha e se exercite

O bom doutor a fez rolar para longe dele, quando Thor a apanhou por trás e prosseguiu a dança.

Bem, se exercite bastante querida

Você sabe que você está bem

Você sabe que você me mantém agora

Assim como eu sabia que você faria

(The Beatles – Twist and Shout)

Agarrada aos musculosos braços do asgardiano, o compasso parecia diferente. Talvez pelo fato dele não saber dançar. Mas do que isso importava, se poderia sentir seu calor mais próximo do que nunca estiveram?

O mago a atracou por trás, obrigando-a a dançarem juntos mais uma vez. Seus sentidos se mesclaram com lascívia, entretanto, seus pés estavam concentrados demais em dançar e Thor não deixaria quieto. Esperou que Stephen a soltasse um pouco, para tomá-la novamente.

E assim, disputaram pela mulher até o fim daquela música, quando o homem negro, acompanhado de Wanda, bateu palmas e aproximou-se dos três.

— Strange, não sabia que era pé-de-valsa! – exclama.

— Mordo! – eles se abraçam. – Você sumiu... Fiquei preocupado. O que anda fazendo da vida? E como entrou aqui?

— Primeiro, não vai me apresentar à esta bela dama? – interriga, pegando a mão de Clea e beijando-a cordialmente. Ela agradece com vigor. – Prazer, senhorita, meu nome é Karl Mordo.

— Clea.

— Por que não bebemos alguma coisa? – Mordo passa as mãos por trás das costas de Wanda e Stephen, encarando Thor e Clea.

— Acho uma ótima ideia! – o louro concorda.

Logo, se sentam em uma mesa, onde um senhor de idade, usando óculos escuros, promissor, lhes serve mais da bebida asgardiana misturada com vodka.

Excelsior! – expressa, enquanto os heróis brindam.

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— Vou pegar mais bebida pra nós! – após uma rodada, Wanda já se sentia alcoolizada. Claramente seu organismo era fraco para aquele tipo de bebida, não estava acostumada.

Mordo pegou os quatro copos e sem que os outros vissem, abriu um sachê com uma espécie de pó branco, o qual Loki havia lhe entregue, informando que deveria colocar nas bebidas. Feito isso, voltou.

— Estás muito formosa com este vestido, Wanda! – Thor comentou para a Feiticeira, que usava um longo vestido vermelho, com apenas uma fenda na perna esquerda. Sua maquiagem era escura nos olhos e a boca marcada por um brilho labial.

— Você também está muito bonito. Assim como Stephen! – seus olhos percorreram o mais velho de cima a baixo. Ele vestia roupas casuais, uma camiseta preta com gola V, jeans e um tênis cinza, o que não era muito comum de usar e isso lhe deixava mais belo.

Thor usava uma camisa branca, calças jeans, acompanhadas por uma jaqueta de couro preta e tênis de mesma cor.

— Mas quem mandou bem no uso dos poderes para produzir um look foi Clea! – o ex-neurocirurgião abordou, apontando para a loira trajada num vestido rosa de mangas compridas, sapatos de mesma cor. Sua maquiagem era mais fraca nos olhos e seus lábios exibiam um batom vermelho. Tudo copiado da revista.

— Voltei! – Karl coloca os copos na mesa.

Todos dão um grito de comemoração, saúdam e voltam a beber.

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Sem ao menos se lembrar como, Clea chegou acompanhada ao Sanctum Sanctorum. Ele beijava sua boca e descia fazendo uma trilha por seu pescoço. Subiram as escadas bambeando.

— Estamos muito bêbados! – ela sussurra. Ele ri.

Finalmente chegaram ao seu quarto, onde ele apressadamente tirou sua camisa e jogou-a no chão. As unhas compridas e pintadas da asgardiana percorreram por todo seu peitoral forte, enquanto ele a apertava e puxava seu vestido para cima, até tirá-lo por completo.

Suas línguas brigavam por domínio, o ar já estava em falta. O ósculo se tornava mais voraz. A loura desabotoou sua calça e antes que a tirasse, foi empurrada para a cama. Tirou as peças que ainda vestia e se deitou por cima de Clea, esfregando sua ereção nela, deixando-a mais ansiosa em tê-lo dentro de si.

Tirou seu sutiã, jogou-o em um canto qualquer e abocanhou um de seus seios, enquanto massageava o outro. Ora invertia. Até que cheia de luxúria, a asgardiana tirou a peça que restava, empurrou-a para longe dela e se sentou por cima dele, com seus longos cabelos platinados espalhados por cima de seu corpo.

Cavalgou devagar e aos poucos acelerou o ritmo. Eles gemiam em sincronia e assim, também, chegaram aos seus apogeus.

Deitou ao seu lado. Sua pele arrepiada, mostrava o quão excitada e satisfeita havia ficado. Ele resolveu tocá-la, fazendo-a sentir um choque percorrer sua espinha. Puxou-a para seu peito, onde acomodou sua cabeça. Cobriram-se e assim adormeceram.

No dia seguinte, antes mesmo que abrisse seus olhos, a asgardiana sentiu a dor de cabeça mais forte de toda sua vida. Demorou a despertar, mas quando o fez, espantou-se ao ver a figura masculina deitada ao seu lado. Analisou seu corpo, notou sua nudez. Inspecionou todo o quarto, vendo suas roupas espalhadas. Correu para o banheiro, parou em frente ao espelho, onde jogou uma água gelada no rosto. A cada batida de seu coração, sua cabeça latejava junto. Passou as mãos pelos cabelos e voltou em direção à cama.

— Clea... – o homem havia acordado e parecia tão confuso quanto ela. – O que aconteceu?

Trailer da fanfic

Notas finais
Hnnn, e agora, quem será o homem misterioso que pegou a Clea? Palpites? Clea tá tão disputada por esses dois homens que bateu uma invejinha hehehe Como será que Mordo entrou na festa? O que essa droga fez com os heróis? Quero ver vocês dando uns de Xeroque Rolmes, viu!?