Redenção

25 Capítulo 24


Notas iniciais
Olá, Boa tarde!!!
Espero que curtam o capítulo, não está betado... Então perdão pelos erros.
AVISO: Contém palavrões

Capitulo 24

“Submissão não tem a ver com autoridade e não é obediência. Tem a ver com relacionamentos de amor e respeito".

A Cabana

Os olhos vermelhos fitavam as janelas cobertas com grossas e pesadas cortinas, se não fosse pelos finos raios que insistiam em passar através delas, Nathan não saberia dizer se era noite ou dia. Estava há tanto tempo preso dentro daquele quarto, que sentia que o fio de esperança que lhe restava, aos poucos estava se rompendo. Seus olhos queimaram e uma lágrima restante desceu a face marcada pela violência, quando se lembrou do filho e de Joshua. Se perguntava se o pequeno percebeu a sua ausência e se Joshua estaria bem. Seu coração apertou diante da dura realidade. Ele Nick tinham sido separados desde que chegaram a mansão e Nathan sempre se perguntava se o menor estaria ferido ou talvez traumatizado. Com certeza eles nunca conseguiriam sair daquele lugar, já que a segurança estava bem maior do que Nathan imaginava e somando aos homens de tamanho consideráveis agora tinha os reforços de cães dobermanns.

Nathan enrijeceu o corpo quando teve a cintura nua enlaçada pelo braço de Dominique, depois de uma noite de tortura física e psicológica, tudo o que o Tal Neo queria era distância do mais velho.

O moreno tentou se afastar mas foi seguro com mais firmeza pelo francês.

— Aonde você pensa que vai? – O cafetão sibilou

— Preciso usar o banheiro. – Nathan se desvencilhou do outro, se enrolou em um lençol e saiu da cama em direção ao banheiro.

— Não demore, ainda não terminei com você. – Nathan fechou a porta com força excessiva para abafar a voz de Dominique. Encostou-se na bancada de granito em frente ao grande espelho e mirou-se por alguns instantes. Ele não era nem a sombra do homem que se casara com Joshua. Seu olho esquerdo possuía uma marca arroxeada, seus lábios estavam inchados e o inferior exibia um corte profundo. O moreno retirou lençol e ao poucos pode ver as marcas das unhas e mordidas, marcando totalmente seu pescoço e tórax.

— Maldito... Desgraçado! – Falou com rancor saindo da frente do espelho e seguindo até o Box, onde ligou o chuveiro na água morna, quem sabe depois de um banho conseguisse se sentir menos imundo, ledo engano.

— Posso me juntar a você. – Nathan se virou de pressa dando de cara com o rosto de Dominique a sua frente, ele tinha um semblante carregado de luxuria.

— Por favor estou cansando.

Dominique ergueu uma sobrancelha.

— Acho que não escutei direito, você disse “por favor”, Angel.

Nathan virou o rosto quando o outro tentou tocá-lo, Dominique insistiu e o segurou pelo queixo forçando um beijo profundo. Ele o beijava não por carinho e para reafirmar o seu domínio.

— Vê você não tem saída. – O maior se afastou e ficou em baixo do chuveiro deixando a água cair sobre seus cabelos negros.

Nathan tentou sair do Box mas foi seguro pelas mãos grandes do cafetão.

— Não dei permissão para que saísse Angel.

— Meu nome é Nathan... – Disse entre dentes.

— Vamos fazer um trato, Angel. – Deu bastante ênfase ao nome. Ele pegou o sabonete líquido derramou um pouco sobre a esponja de banho e a entregou para Nathan, que entendendo o recado começou a esfregá-lo com desgosto. Aprendera que com Dominique o melhor era sempre obedecer. – Você voltará ser o garoto obediente que eu criei, e eu deixo você ficar no quarto com o moleque.

Nathan o olhou curioso. A verdade é que estava preocupado com Nick já que tinha dias que não o via.

— O que você quer?

Dominique sorriu de lado.

— Bom garoto...

Nathan odiava aquele tom e aquele maldito sorriso falso.

— Simples você faz o que eu mando. Em troca terá certos privilégios. – falou depois de retirar toda a espuma do corpo. – Sabe Angel, estou ficando velho e percebo que não tenho uma família e esse tempo longe de você me fez refletir sobre o meu futuro...

Nathan sentiu o velho calafrio percorrer seu corpo.

— ... Quero que você exclusivamente para mim, sem clientes e sem programas servindo somente a mim. Junto teremos filhos e formaremos uma família e se quiser posso trazer seu filho para vim morar conosco.

— E quanto a Nick?

— Oras, o que tem ele? Será treinado para substituí-lo. – falou como se fosse algo obvio.

Nathan sorriu com incredulidade. Aquele homem era inacreditável.

— Não posso concordar com isso. – Ele não ousava encarar o maior, tinha certeza que despertaria a fúria de Dominique, porém jamais negaria o que sente – Eu amo Joshua e nunca amarei ninguém além dele. Meu corpo pode está em sua cama, mas meu coração ainda está com ele.

— Então terei que matá-lo e pegar seu coração de volta. – Ditou com frieza vendo o semblante de Nathan mudar de suave para desesperado.

— Não pode fazer isso. Eu estou aqui não estou? – Falou segurando os braços de Dominique.

— Mas incompleto não é mesmo... Eu quero a sua alma Angel, como antes. Prometo que terá tudo o que quiser. Poderá sair deste quarto, não será mais um prisioneiro e comandará a mansão junto comigo. Tudo o que tenho será seu.

Nathan deu dois passos para trás e olhou admirado para o homem a sua frente. Ele realmente parecia sincero ao falar.

— Não precisa responder agora Angel, te darei um dia para pensar. Poderá dá a resposta amanhã. – Ele saiu do Box e alcançou uma toalha – Termine seu banho depois pedirei para que tragam o garoto poderão passar o dia juntos.

Nathan permaneceu paralisado olhando para a porta por onde Dominique saíra, se perguntando o que o cafetão estava armando.

♣ Redenção ♣

Joshua retirou a mamadeira do microondas e verificou a temperatura do leite na palma da mão. Estava boa. Caminhou até o carrinho onde Paul estava deitado aos berros, e com cuidado tomou-o nos braços.

— Tome filho. – Ele colocou o bico de silicone na boca do pequeno que se calou e passou a sugar o leite. Paul o encarou e começou a chorar novamente – Shii... Não chore filho eu sei que não é o do papai mas o leite do tio Luke também é gostoso, vamos não chore. – Falou com carinho vendo o pequeno resmungar e sugar ao mesmo tempo.

O vaqueiro suspirou sentando em uma cadeira. Graças a Luke estava conseguindo alimentar Paul, já que o tal neo ainda amamentava Aidan. Mas, tinha certeza que Paul sentia a falta de Nathan, pois o pequenino passou a chorar constantemente. Com uma semana que Nathan e Nick haviam sido levados, Joshua ainda não tinha conseguido os trazer de volta. Tinha esgotado todas as opções legais, os dois juízes, das duas cidades mais próximas tinham negado a ele a custódia do esposo e a Jordan a custódia de Nick. Todos estavam desesperados. Ele tentava ser forte pelos filhos, tentava passar uma segurança que não tinha e uma calma da qual não era possuidor. Ao seu ver só lhe restava uma saída.

— Papai...

Ele ergueu o olhar e viu Sara a sua frente com uma cesta de ovos na mão.

— Não está me escutando?

— Perdão filha, o que dizia.

— Tio Kai e Jordan chegaram. Estão lhe chamando. – Ela colocou a cesta sobre a mesa – Eu fico com Paul.

— Sim, onde está Brian? – Disse colocando o bebê que dormia de volta no carrinho.

— Não o vi hoje pai. Mat e Michael estão cuidando dos animais.

— Certo, volto logo meu amor. – Ele beijou a cabeça da menina e saiu da cabana.

Olhou em volta em busca de Brian, mas não o avistou em lugar algum, procurou no celeiro e no estábulo e nada. Desde que o filho tivera uma crise, exigindo que o pai invadisse a mansão e trouxesse seu pai e namorado de volta, e Joshua tentará explicar ao filho por que não o faria, Brian decidira não falar mais com o pai.

Resignado Joshua caminhou até a casa de Luke, viu a caminhonete de Jordan parada a frente da cerca branca, que rodeava o pequeno jardim, agora deixado de lado. Pois o seu dono não estava mais ali para cuidá-lo.

— Bom dia! – Cumprimentou os quatro homens sentados nos sofás da sala.

Ele seguiu até Jordan e apertou a mão dele, o outro parecia cansado.

— Então... alguma novidade?

— Sente-se Joshua. – Luke pediu.

Joshua sentou-se em uma poltrona de frente aos outros.

— Não conseguir nada nem com a policia e nem com os tribunais. Seu casamento foi anulado e seus direitos sobre Nathan revogados, nenhum dos juízes que ir contra Dominique, parece que ele têm as costas quentes, alguém poderoso o apóia e ajuda a burlar a lei e aquelas que eles não conseguem quebrar ele usa de ameaça, como foi com o juiz da cidade onde ele reside. Não conseguimos nem dá com entrada com o mandando de busca e apreensão. – Jordan falou frustrado.

— Mas que droga! Com esse mandado tenho certeza que conseguiríamos, provar o que acontece naquele lugar. E acabar com a fama daquele desgraçado, do bom homem que adota crianças por amor. Filho da puta! – Disse batendo contra o braço da poltrona.

— Mas não é só isso, Joshua... – Kai falou.

— O que foi? Descobriam mais alguma coisa? – Joshua olhou para os amigos e não gostou dos semblantes sombrios – O que foi, desembucha!

— Ele já entrou com o pedido pela guarda de Paul, alegando os mesmo motivos para anulação do seu casamento.

— O que?! – Joshua saltou do sofá e segurou Jordan pela gola da blusa – Do que você está falando, Paul é meu filho.

— Para Joshua! larga ele... – Steve afastou o vaqueiro do veterinário que arrumou a blusa e olhou contrariado para o fazendeiro.

— Estamos todos aqui tentando te ajudar Joshua então por favor não aja como se eu fosse seu inimigo. Eu sinto muito, mas nenhum advogado quer pegar a sua causa e nem a minha. – Joshua encarou o loiro – Pois caso tenha se esquecido meu filho também está nas mãos daquele maluco e só Deus sabe o que está acontecendo.

Joshua desabou novamente sobre a poltrona e escondendo o rosto entre as mãos começou a chorar de desespero. Não aguentava mais essa situação e toda vez que começava a ter esperanças algo vinha e a tirava de forma violenta de dentro de si.

Luke vendo o desespero de Joshua não aguentou e simplesmente desabou também, toda a sua couraça fria se desfez.

Kai correu até o amante e o abraçou.

— Ei, meu amor tudo vai dá certo.

— E-está tudo acabado Kai... Meu filho está perdido... Pode está sendo estuprado neste exato momento e eu não p-posso fazer nada...Ah... meu Deus! – Gritou se jogando nos braços do índio.

Jordan olhou a cena penalizado, se amaldiçoava por também não conseguir fazer nada. Viu Steve tentar consolar Joshua e sentiu um nó em sua garganta crescer ainda mais. Porém não iria desistir.

— Estou indo, preciso arrumar as minhas coisas. Pretendo viajar até a capital acho que se conseguimos atrair a atenção daquela ONG que luta pelos direitos dos Tal Neos podemos ter uma chance.

— A capital é longe e bem... você sabe o que irá acontecer amanhã. – Steve disse aflito.

Joshua ergueu a cabeça para encarar o veterinário, seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar.

— O que vai acontecer? –Luke foi quem quebrou o silêncio.

Porém ninguém disse nada. E o silêncio tomou novamente a sala onde todos estavam.

— O que vai acontecer amanhã Jordan? – Luke se levantou e ficou de frente ao ex-esposo.

— Haverá uma festa na mansão, ouvir dizer que será leiloada a virgindade de um Tal Neo.

Luke cambaleou e sentiu a visão turva só não foi de encontro ao chão por que Kai o segurou.

— Kai.. meu filho... Kai eu não posso deixar que ele seja maculado, vendido como uma mercadoria...

— Vou indo. – Jordan pegou as chaves da caminhonete e seguiu para a saída.

— Seu imbecil... Mesmo que você vá até a capital não pode impedir o que vai acontecer amanhã. – Luke gritou.

— Mas mesmo assim preciso tentar ter nosso filho de volta, mesmo que sua alma esteja partida. – Falou ainda de costas sem encarar os demais e saiu da casa.

Do lado de fora da casa, Brian escutará toda a conversa. E decidido resolveu que ele mesmo salvaria seu pai e Nick. Viu pela janela quando Jordan pegou as chaves do veiculo e seguia em direção a saída da casa. Brian correu até a caminhonete do veterinário e se escondeu embaixo da lona que cobria a carroceria. Aguardou o mais velho sair da casa e ligar o veículo dando a partida, seguindo de volta a cidade.

♣ Redenção ♣

— Nathan! – Nick passou correndo pela porta do quarto de Dominique e se jogou no colo do tal neo que estava sentado na sacada.

— Nick, como você está? – Nathan afastou o menor e examinou todo o corpo do moreninho, ele passou a mão pelo corpo, costas, braços e por fim segurou seu rosto – Eles te machucaram?

— Não, estou bem. Tinha um rapaz cuidando de mim, o nome dele é Gabriel.

— Gabriel... – Nathan olhou para a porta do quarto novamente viu o latino parado o olhando, ele estava diferente na percepção de Nathan, Gabriel não sustentava mais aquele ar arrogante.

— Como vai Nathan? Parece que voltou. Pretende ficar?

— Não acho que isso seja de sua conta.

Gabriel fechou a porta do quanto e Nathan percebeu que ele tentava esconder seu outro braço com uma manga longa da blusa que vestia. O prostituto se aproximou dos dois e falou com a voz tremula.

— Amanhã irá ter o leilão dele. – disse apontando para Nick com a cabeça – Não acho que você queira que seu amigo sofra como nós.

Nathan o olhou desconfiado.

— O que aconteceu? Você parece...

— Diferente.

— Menos intolerante. Você odeia os tal neos, por que cuidou de Nick?

— Eu quero ir embora desse lugar. – ele olhou sério para o moreno — Então se tiver algum plano para fugir conte comigo.

Nathan encarou Gabriel por um tempo. Ele já o traíra uma vez, o que garantiria que o rapaz não estivesse jogando. E depois suspirou.

— Desculpa, mas acho que não tenho escolha a não ser de permanecer neste lugar o resto dos meus dias.

— Nathan por favor, eu te imploro se você tiver um jeito de escapar me leve com você. – Gabriel se ajoelhou ao pés de Nathan e com esse movimento descobriu o braço sem a mão.

Nathan se abaixou horrorizado.

— O que aconteceu com você? Quem fez isso?

— Não é nada! – Repeliu Nathan e tentou se afastar.

— Dominique arrancou sua mão?! Ele fez isso Gabriel? – O moreno perguntou olhando a face chorosa do mais velho, Nick apenas observava a cena.

— Sim, foi quando peguei uma jóia que estava me seu antigo quarto, então ele me acusou de roubo eu apenas estava admirando a pulseira, então quando ele a viu em meu braço...

— Meu Deus! – Nathan se levantou e olhou para Nick – Você não pode ficar aqui.

— Não irei embora sem você. – Nick falou firme.

— Eu não posso fugir Nick, se eu fizer isso ele irá atrás de Joshua e das crianças.

Nathan olhou para fora do quarto em breve o sol iria se por. Ele não tinha muito tempo.

— Gabriel, onde está Dominique?

— Saiu, só retorna amanhã. Disse para eu trazer o menino para que ele faça companhia a você está noite. – O prostituto de levantou e continuou – Disse também para que você pense com carinho na proposta que ele fez. Ele espera que a presença de Nick te ajude a decidir.

— Canalha! – Nathan falou com ódio.

— Vou até a cozinha providenciar o jantar e depois eu volto. – Gabriel informou ajeitando a manga da blusa sobre o pulso.

— Eu sinto muito. – Nathan falou sincero.

— Não se preocupe não dói mais, como doía.

Nick viu o mais velho sair e puxou Nathan para se sentar na cama.

— Onde estamos? O que está acontecendo Nathan? E quem é aquele homem que nos trouxe? É verdade que ele é seu pai? – Nick jogou a avalanche de perguntas em cima do moreno.

Nathan o olhou dentro dos olhos vermelhos como os seus e decidiu que seria melhor se Nick soubesse a verdade. Então Nathan contou tudo sobre a sua vida desde a sua infância até o momento em que conheceu Joshua.

Nick estava chorando e com carinho tocou a face do maior, após o relato deste.

— Foi ele que te machucou? Seu olho e seus lábios?

— Sim, ele é um homem violento e cruel. Não tenho escolha a não ser aceitar a proposta dele, quem sabe assim consigo de tirar daqui.

— Pelo o que você me contou, não acho que ele irá te escutar.

— Verdade... – Os dois tal neos deitaram na cama e ficaram algumas horas conversando ambos se consolando e tentando não pensar muito na saudades que sentiam dos seus entes queridos.

Foi quando a porta do quarto se abriu de repente e Gabriel passou como um furacão indo até a varanda, ele abriu as janelas duplas permitindo que o ar frio da noite invadisse o quarto de Dominique.

— Gabriel O que aconteceu. – Nathan se levantou e foi até a varanda.

— Silêncio, pegue o lençol da cama e me ajude com esse moleque maluco.

Nathan olhou para baixo e pode ver Brian parado em baixo da janela do quarto.

— Por Deus, Brian?

Nick saltou da cama e correu para a janela, ao mesmo tempo em que os latidos dos cães podia ser ouvidos ao longe.

— Rápido o lençol! – Gabriel ordenou.

Logo eles fizeram uma corda improvisada e lançaram para Brian que escalou as paredes da mansão com precisão.

Nathan puxou o filho para dentro do quarto e abraçou forte, seu coração batia acelerado em um misto de alegria e medo.

— Filho! O que faz aqui pelo amor de Deus... Você louco... – dizia entre beijos e abraços.

— Vim para levá-los embora. – Respondeu tentando se livrar dos braços de Nathan.

— Nos levar? – Nick perguntou emocionado.

Brian sorriu e correu para beijar o namorado.

— Brian, onde está seu pai? – Nathan perguntou sério, cruzando os braços.

— Ele ficou na fazenda...

— O quê? Como chegou até aqui? Como entrou nos terrenos da mansão?

— Vim escondido no carro do tio Jordan. Ele o pai estavam conversando e não acharam um jeito de tirá-los daqui. Então eu ouvir dizer que esse homem pretende vender Nick amanhã pra quem pagar mais... Não podia ficar simplesmente parado – O jovem falava rapidamente – então quando chegamos na cidade eu saltei da caminhonete e vim perguntando onde era a Mansão, saltei o muro e me escondi em cima de uma árvore, fiquei esperando escurecer. Ai assim que a noite chegou eu seguir em direção a casa foi quando eu encontrei com ele. – disse apontando para Gabriel.

— O garoto tava “dando sopa” no jardim, foi quando ele me disse que procurava por vocês, pedi para ele esperar aqui, pois se entrasse com ele na mansão os seguranças poderiam ver.

— Brian você não devia ter saído sem seu pai saber e muito menos invadir a propriedade dos outros. Se seu pai não veio nos buscar ainda, é por que existe uma boa razão.

— Ele é covarde, não quis invadir este lugar e te salvar.

— Não fale assim do seu pai, ele é homem mais forte e corajoso que já conheci e se ele não invadiu o lugar como você sugere é justamente por sua causa e de seus irmãos. – Nathan se aproximou do filho e tocou seus ombros – Dominique não é um homem normal. Ele é sádico e cruel e não mede esforços para ter o que quer.

Duas batidas são ouvidas e em seguida uma voz grossa e faz ouvir do outro lado.

— Gabriel? Algum problema?

— Droga! São os seguranças... Rápido menino se esconde. – Gabriel seguiu em direção a porta enquanto Nathan escondia Brian em baixo da cama.

— Nenhum problema, onde está o jantar das aberrações? – Gabriel perguntou friamente para o segurança que entrou no quarto vasculhando o local com os olhos. Viu Nathan e Nick sentados sobre a cama e virou-se para o latino.

— Não sou seu empregado, vá buscar você mesmo. – O segurança mal encarado falou antes de sair.

— Vou até a cozinha pegar o jantar, depois discutiremos sobre a fuga de amanhã.

— Fuga!? – Nathan e Nick perguntaram juntos.

— Sim, vamos aproveitar que o pirralho está aqui para bolarmos um plano. – Dominique cochichou.

— Isso é perigoso, não vou arriscar a vida deles.

— Então pretende mantê-lo escondido pra sempre em baixo da cama? – Perguntou ironicamente, vendo que Nathan nada respondeu, ele seguiu até a porta – Mantenham esse pirralho longe das janelas.

— Não sou pirralho. – Brian resmungou saindo do esconderijo depois que Gabriel saiu e trancou a porta do quarto.

Nathan suspirou e olhou para o casal de adolescente que se beijava, teria que tirar os dois dali antes que a próxima noite chegasse.

♣ Redenção ♣

Na manhã seguinte, Nathan que não tinha conseguido fechar os olhos estava em frente ao escritório de Dominique, tinha pedido para conversar com o cafetão assim que soube que ele tinha chegado. O outro motivo que preferiu conversar fora do quarto foi para despistar o segurança que era responsável por vigiá-lo, dando a chance para que Gabriel levasse Brian para a cozinha e o escondesse lá até a hora da execução do plano de fuga. Estava decidido que Nick, Brian e Gabriel fugiriam durante a festa onde haveria bastante movimento, causando distrações. Claro que os menores protestaram quando Nathan falou que não iria, mas mesmo inconformados eles fugiriam por Nick.

— Entre! – Nathan escutou a voz monótona ordenar depois que ele deu duas batidas na porta. – Angel meu querido, entre e sente-se.

Nathan fechou a porta e seguiu até o local indicado por Dominique, o seu colo. O tal neo percebeu o olhar de cobiça do outro sobre seu corpo, pois ele tinha se vestido propositalmente para a ocasião.

As penas bem torneadas estavam cobertas por uma calça shirt na cor branca e apertada, uma bata vermelha meio transparente caia por cima do tórax magro deixando um dos ombros a mostra.

Dominique aspirou o perfume doce que o tal neo usava quando este sentou em seu colo.

— Creio que você já tem a minha resposta. – Falou com o nariz no pescoço do menor.

Nathan respirou fundo e mesmo se odiando pelo que iria fazer continuou, seduzindo o francês.

— Sim... Eu aceito ficar ao seu lado para sempre.

Dominique sorriu e virou Nathan de frente para si, ele tomou os lábios do tal neo o jogando sobre a mesa, ao mesmo tempo que toda a papelada e objetos pessoais iam de encontro ao chão.

Ele arrancou as calças de Nathan e jogou-a de lado.

— Hum... sem roupa de baixo. – Disse de uma maneira safada – Está querendo me seduzir?

— Estou conseguindo? – Falou sedutoramente agarrando o pescoço do maior e o trazendo mais perto.

— Sim... – Dominique desabotôo a calça e sem pedir licença penetrou Nathan que engoliu um gemido de dor.

As estocadas eram potentes e rápidas, não havia carinho, ou cuidado. Não era como está nos braços de Joshua, onde eles não apenas transavam e sim, faziam amor trocando juras eternas e fazendo promessas que somente eles sabiam o significado. Nathan tentou afastar tais pensamentos de sua mente e qualquer sentimento que lhe lembrasse de Joshua. Ele passou uma das mãos por entre os corpos se já estavam suado e segurou o próprio membro iniciando uma masturbação frenética.

O tal neo fechou os olhos tentando não pensar no que acontecia ali, teria que sentir prazer com Dominique, deveria se entregar para que ele acreditasse, para que assim baixasse a guarda.

Continua...

Notas finais
Fui tão boazinha neste capítulo que aviso que descontarei tudo no próximo e penúltimo capítulo...rsrsrsrs
Obrigada a todos que acompanham a fic, deixam reviews e recomendações beijos carinhosos a todos e aos silenciosos o meu respeito.