Redenção
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Olha não me matem, mas esse capítulo está tenso, violento tanto físico como "psicologicamente" falando. Foi difícil escrevê-lo, confesso que fiquei até com dor de cabeça depois. Meu modo sádica estava ligado quando o fiz.
Então gomen... E não esta betado, perdõem também a minha falta de intimidade com o português
Capítulo 02
“Os prazeres dos poderosos são as lágrimas dos pobres”
~ provérbio latino
As luzes do imenso e bem cuidado jardim, estavam acesas as centenas de postes de luz iluminavam todo o caminho desde o grande portal duplo de ferro, que era o início da propriedade onde estava situada a Maison de Plaisirs, até as portas de madeira maciça da entrada da mansão. Vários carros de luxo já se encontravam estacionados ao redor da mansão enquanto muitos outros chegavam.
Era de conhecimentos de todos os que frequentavam o local que Dominique havia se tornado um dos homes mais ricos do país devido à exploração de homens e mulheres. E ao proporcionar prazer e descrição a homens poderosos, vários de seus crimes. Dentre eles, roubo, tortura, sequestro, tráfico de seres humanos e até mesmo assassinatos eram camuflados. Os clientes de Dominique tinham ciência que deveriam ser discretos e jamais fazerem perguntas desnecessárias, não deveriam se apegarem a nenhum dos garotos ou garotas, não deveriam interferir em seus negócios e quando ele precisasse dariam um jeitinho de burlar as leis e despistar a policia, quando essa fosse “inconveniente”. Em troca Dominique satisfaria todos os desejos deles, sem nenhuma exceção.
O Senador Carter era um desses homens, um dos melhores clientes da Maison de Plaisirs, ele era rico, influente e poderoso. Era ele quem livrava Dominique dos grandes problemas e não exigia menos em troca. Sua preferência era pelas garotas, mas esta noite resolveu fazer diferente, visto que os dois homens que o acompanhavam, possíveis sócios para sua empresa de exportação, preferiam garotos. O senador se considerava um puritano, era casado e pai de duas filhas, mas dentro da mansão ele não passava de um velho sádico.
O senador entregava o casaco para um dos empregados e com um sorriso no canto dos lábios, observava os dois homens que o acompanhava. Eles pareciam estar impressionados com a mansão. A decoração nas cores preta e vermelha, junto com a iluminação fraca dava um ar erótico ao local, vários incensos afrodisíacos exalavam seu perfume despertando desejos que ainda permaneciam contidos, claro que os clientes não sabiam dessa artimanha de Dominique era apenas mais uma arma de sedução do local. Havia também artigos de decoração como quadros e estatuas de pessoas nuas em posições insinuantes. Tudo colaborando para que furtivamente para que ninguém resistisse a passar por ali e não deixar generosas quantias após passar a noite com um dos garotos e garotas do local.
— Então senhores o que acharam? – Perguntou o velho vendo os vários prostítutos espalhados pelo grande salão, alguns já se encontravam nus deitados sobre os divãs distribuídos pelo local. Enquanto outros em sua maioria apenas seduziam os clientes que estavam no bar ou chegando.
— Acho que estou no paraíso. – disse o homem que parecia ser o mais jovem ele era alto e moreno, devia ter uns trinta anos de idade.
— Senador isso é incrível... Uma casa mista, isso realmente será interessante. – O outro mais velho falou olhando fixamente para Gabriel que vinha na direção deles – Filho não ouse falar sobre isso com sua mãe.
— Não se preocupe pai, será nosso segredinho. – O mais novo sorriu para Gabriel que parou a sua frente.
— Senhores sejam bem-vindos a mansão dos prazeres. – Dominique cumprimentou se aproximando dos três, recém chegados – Senador que prazer vê-lo novamente.
— Dominique meu caro, vejo que essa noite está animada. A altura dos meus convidados tenho certeza? – Falou o velho em um aperto de mãos.
— Tudo o que desejarem, é só dizer que terão.
— Ouvir dizer que o senhor tem um Tal Neo. Onde ele esta? – Perguntou o rapaz desviando o olhar de Gabriel que no mesmo instante tirou o sorriso do rosto.
— Ah... Verdade não vi o belo Angel. – O senador falou passando os olhos pelo local – Você precisa ter mais deles por aqui senão, vai continuar perdendo a chance de fazer mais dinheiro.
— Fazer o que velho amigo? – Dominique comentou displicente mais com um tom de quem queria passar “a mensagem” — Dependo apenas de alguns favores do senado, aquela lei para que eles venham ter direitos civis e liberdade de decisão, que alguns ativistas defendem tão avidamente, não pode ser aprovada. Se isso vir a acontecer será o fim da carreira não só de Angel como de outros que virão.
— Não se preocupe. Tudo que tem a fazer é não deixar que Angel se case, por que se for assim, somente o marido terá direito sobre ele. – O senador sorriu, porém colocou uma faceta seria e ditou baixo para que somente ele e o francês escutassem – Espero que Angel seja excelente esta noite, então eu terei o que quero e você também.
Dominique sorriu.
— Você os quer realmente como sócios... Para arriscar a sua reputação assim. – O cafetão disse olhando para os dois homens que conversavam animadamente com Gabriel.
— Pode apostar esse seu traseiro.
— Hahaha... Nunca! – Virou-se para os outros informando – Gabriel leve nossos convidados até o salão de jantar e os faça companhia vou chamar Angel.
Gabriel não gostou de servir de entrada para o prato principal, porém não podia reclamar, resignado apenas disse fingindo um sorriso:
— Me acompanhem tenho certeza que vou achar proveitoso nosso banquete.
Os três homens acompanharam o latino, atravessaram o grande salão, o senador sempre cumprimentando alguns conhecidos que estavam por ali. Gabriel afastou a grande cortina de veludo vermelha e deu passagem aos convidados.
— Puta merda! – Exclamou o executivo mais jovem ao ver uma imensa mesa. Onde Jaziam dezenas de corpos nus com variados tipos de comidas distribuídas sobre eles.
O senador sorriu com a astúcia de Dominique ele realmente sabia ser um grande anfitrião.
— Fiquem a vontade podem se servir. – Gabriel estendeu a mão na direção da mesa com um sorriso malicioso nos lábios.
O mais jovem puxou Gabriel consigo indo em direção a um dos acentos da mesa que ficava a frente de um jovem coberto por doces e frios. Os homens depois de tomarem acento começaram a degustar da refeição eles comiam as iguarias que estavam sobre os corpos e aproveitavam também para molestá-los. O mais jovem não desgrudava de Gabriel que aproveitava para seduzir o empresário para garantir um protetor, pois quando se tinha um as coisas nesse ramo se tornavam mais fáceis. Ele estava sentado no colo deste, e enquanto recebia lambidas no pescoço tratava de provocar o homem esfregando-se em seu membro.
— Hum você é mesmo uma delicia Gabriel, que tal se fomos para um lugar mais reservado. – Falou puxando o latino para mais perto.
— Vá com calma jovem Kim a noite está só começando, pedi para que Dominique prepara-se algo especial para nós.
—Isso mesmo, para convidados especiais somente o melhor da mansão dos prazeres. – Dominique entrou sendo seguido por Angel que estava com seu ar frio habitual – Quero que conheçam Angel o único Tal Neo que vão ver nesta cidade e nosso melhor prostítuto.
Os homens ergueram o olhar para o rapaz de estatura mediana, cabelos negros em um corte repicado e que ia até os ombros, o corpo curvilíneo um tanto andrógeno e rosto angelical de feições suaves que combinavam perfeitamente com os olhos vermelhos, que sustentavam um estranho brilho. Angel estava parado a porta sem demonstrar nenhuma espécie de sentimento, sem expressão. Esperava apenas a ordem ser dada, como um cão esperando as ordens do seu dono.
— Ele é realmente lindo, Dominique. – O asiático mais velho constatou ao se aproximar de Angel – Ele é mesmo um Tal Neo? Incrível os olhos são mesmo vermelhos... Então todo o resto também é verdade?
— Sim, eles são insaciáveis na cama, sensíveis aos toques, incrível resistência a dor e por serem homens mesmo com esse corpo delicado, são mais resistentes que as mulheres e...
— Podem engravidar?! – Perguntou Kim, o asiático mais jovem que até então tinha Gabriel sentado sobre suas pernas.
— Sim, mas podem ficar descansados, por que Angel sabe que isso não pode acontecer e toma os devidos cuidados, não é mesmo meu rapaz. – Dominique indagou segurando o queixo do menor o forçando olhar para ele.
— Sim, mestre.
—Bom garoto! Acompanhe nossos convidados até o quarto que preparamos. – ele se aproximou de Angel fingindo esta arrumando o quimono – E não se esqueça da nossa conversa... Se eu ouvir uma reclamação do Senador acabo com a sua raça e com a daquela vadia.
Angel apenas o olhou imparcial e resmungou um me acompanhem e saiu do salão.
— Vamos amigos, pois a noite é uma criança e Angel será nosso brinquedinho. – O senador Carter disse arrancando gargalhadas dos demais.
— Gabriel sinto muito mais algo mais gostoso e interessante me espera. – Kim se levantou jogando o rapaz no chão.
Gabriel acompanhou com os olhos cheios de rancor os homens seguirem Angel, pois mais uma vez o outro roubava a chance de ter um cliente descente, pelo menos era o que o prostítuto imaginava. Ele se levantou do chão passou a mão pela roupa e ajeitou os cabelos atrás das orelhas. Fazendo uma nota mental de que faria Angel pagar muito caro.
— Ainda está aqui Gabriel? Vá até um dos divãs do grande salão e ocupe sua posição. Distraia os clientes que esperam no hall. E depois ajude os garotos que precisarem de cuidados quando os clientes saírem dos quartos.
— O que? Não sou empregado de ninguém. – Falou batendo o pé fazendo menção de sair em direção contrária ao hall de entrada, porém parou abruptamente quando teve seus cabelos puxados – Quem você pensa que é seu vadio, seu puto maldito. Essa sua inveja ainda vai te levar para o buraco, não pense que não vejo como olha para Angel, pois te digo ele vale mais do que você. Saiba que te mantenho aqui somente por que aquela velha prefere esta com você e ela paga muito bem por isso, sabe lá Deus por que. – Ele apertou mais as mãos contra o couro cabeludo do latino e disse ao seu ouvido – Então recolha-se a sua insignificância e não se aproxime de Angel. Vá fazer o que lhe mandei. Agora! – Gritou por fim.
— Sim, senhor! – O latino saiu deixando o francês para trás.
Dominique girou nos calcanhares e seguiu até a parede nos fundos da sala de jantar, ergueu uma tapeçaria antiga, a mesma escondia uma porta que dava para uma passagem secreta, sim ela tinha algumas em sua casa, para acaso acontecesse algo e ele precisasse de um escape rápido, aquela em particular o levaria até a sua mansão do outro lado da propriedade a noite seria longa para Angel então ele iria descansar um pouco, tinha certeza que tinha jogado o seu melhor trunfo para conquistar de vez a “amizade do senador.
♣ Redenção ♣
A figura mística do moreno atravessou a porta do quarto “especial”, a masmorra como os moradores da mansão o chamavam. Ele olhou tristemente para os objetos que estavam dispostos por sobre uma mesa ao centro do quarto. Ali estavam chicotes de couro com pontas de ossos, algemas, metros de corda, mordaças e vários apetrechos usados na forma mais brutal de sadismo. Angel parou perto de uma corda que estava presa ao teto por um gancho e sentiu um calafrio percorrer seu corpo e uma espécie de medo tomar seu coração, ele nunca tinha feito sexo desse tipo com ninguém, muito pelo contrário seus clientes o adoravam e tratavam com devoção, Angel sabia que a única coisa que eles viam e desejavam era a sua beleza, um véu que escondia perfeitamente seu coração frio, isso parecia os deixar fascinados. Ele não se deixava enganar pelas declarações de amor, eles apenas o desejavam. E mais uma vez a maldita cobiça incessante por seu corpo, por sua condição diferente o levara até aquele quarto com aqueles três homens.
— Você é realmente belo. – Se assustou ao escutar a voz do senador tão próxima, ele se virou engolindo em seco, tinha que agradá-lo.
— Obrigado.
— Não precisa agradecer, ele falou a verdade. Nunca vi alguém tão lindo. – Kim falou se aproximando e passando a mão pelo rosto de Angel que continuou imparcial e inacessível – Adorei o quimono. Nem em meu país encontrei tamanha beleza. – Ele se curvou para tomar os lábios do moreno, mas esse logo virou o rosto.
— Ah rapazes o único pedido do nosso brinquedo é: sem beijos na boca. — OSenador falou se servindo de uma bebida – Um brinde a nossa noite.
O pai de Kim aceitou a bebida que lhe foi entregue e depois de tomar toda em um gole começou a retirar o terno e afrouxar a gravata.
—Por mim tudo bem. Agora que tal nosso pequeno tirar esse quimono, quero ver o que nos aguarda, filho o ajude.
— Hai
Kim se aproximou de Angel por trás e começou a desfazer o obi. O menor permanecia estático com os punhos fechados, essa era o único sinal que denunciava o quanto aquilo lhe incomodava.
— Lindo... – Kim passou as mãos ásperas pelo corpo nu de Angel. Alisou as costas nuas e perfeitas, desceu até as coxas delgadas e apertou as nádegas com força – Não vejo a hora de entrar aqui. – falou rouco enfiando um dedo no anus do moreno.
Angel endureceu diante do toque, viu o mais velho ainda sentado na poltrona, lamber os lábios sem esconder a cobiça.
— Venha aqui garoto estou me sentindo solitário e aqui está tenso preciso relaxar. – disse abrindo as pernas e apalpando seu próprio sexo.
Angel viu pelo canto do olho Kim começar a tirar a roupa e jogá-las em um sofá em um canto do quarto. Caminhou até onde o pai estava ficando da frente do asiático, que rapidamente o puxou pelo braço fazendo-o ajoelhar.
— Vamos logo ao que interessa prostituto. – disse afoito.
Como ele odiava aquilo, como ele odiava ser chamado por aquele nome e daquela maneira tão repugnante. Ele fechou os olhos pensando em sua única amiga naquele lugar, lembrou-se de como Dominique podia ser cruel. Sem muita empolgação ele abriu a calça do mais velho para que o membro já ereto saltasse para fora. Angel segurou o falo em sua mão pequena e começou a massageá-lo. Vendo que seu “cliente” já ficava impaciente aproximou a boca vagarosamente e abocanhou sem emoção o membro duro e começou os movimentos de sobe e desce. Era humilhante mas, lá estava ele fazendo o que foi treinado por oito anos para fazer com perfeição, tentou apagar a sua mente quando Kim tomou sua mão e levou até seu próprio membro, para que o masturbasse. Escutou uma risada de escárnio do senador, assim como um comentário ridículo de como eles o tomariam durante toda a noite. Apenas ignorou como sempre fazia.
Depois de um tempo naquela situação o investidor não aguentou muito tempo e gozou na boca de Angel, que devido ao ser forçado a engolir o líquido salgado, engasgou. Ele tossiu sentindo seus olhos lacrimejarem. Foi puxado pelos cabelos e quando se virou Kim o forçou a tomar um copo de wisk, o liquido âmbar desceu queimando por sua garganta ele tossiu mais algumas vezes ainda ajoelhado de frente a Kim. O homem segurou seu rosto e mostrou-lhe o sexo túrgido, o moreno apenas entendeu o recado e iniciou outra felação.
Ele escutava os gemidos do homem em pé a sua frente, a respiração ofegante denunciava que logo ele gozaria. Kim segurou os cabelos de Angel e forçou mais seu pênis para dentro da boca pequena, ele estava fodendo a boca do menor sem dó.
— Isso engole tudo, quero ver até aonde meu pau vai dentro dessa boca quente... porra vou gozar...aahhhhh...
Angel fechou os olhos com força fazendo assim que algumas lágrimas escorressem por sua face, sentiu o membro avantajado do outro relaxar em sua boca para depois sair ele caiu sentando sobre o chão tentando respirar normalmente, sentia o sêmen escorrendo pelo canto de sua boca e limpou discretamente, não podia demonstrar toda repulsa que sentia.
— Amarre-o nas cordas que estão presas ao teto. – O senador que já se encontrava nu ordenou a Kim.
Kim segurou os braços de Angel por sobre a cabeça e começou a enrolar a corda em volta dos seus pulsos apertando arrancando uma careta de dor do menor. Ele deu um beijo na bochecha do Tal Neo e começou a subir a corda fazendo com que Angel tocasse o chão apenas com as pontas dos dedos.
— Quero tomá-lo. – disse para o senador.
— Aguarde só mais um pouco. O prazer não está só no ato da penetração. – Ele pegou um pote em cima da mesa e destampou colocando um pouco do pó branco nas mãos pegou uma pitada e se aproximou de Angel – Vamos ver como seu corpo reage a cocaína. Segure a cabeça dele.
— Não... Por favor não preciso disso... – Angel se debatia porem sua cabeça foi segurada firme e logo ele sentiu os dedos do senador entrar por suas narinas sem dá a chance dele ao menos respirar, Angel inspirou o pó a contra gosto. Sentiu uma ardência nas vias respiratórias e ficou zonzo.
— Shii... Daqui a pouco estará mais relaxado. Dizem que a cocaína é um ótimo afrodisíaco e que se colocada sobre a fenda do pênis impede o gozo – Ele olhou para o membro adormecido de Angel — Mas antes precisamos estimulá-lo.
— Eu faço, quero prová-lo.
O velho investidor salivava de desejo, segurou o membro do menor a apertou com gosto, sorriu ao escutar o grito de dor e começou a sugar com movimentos constantes até que conseguiu arrancar gemidos do rapaz que estava preso.
— Já basta. Esse puto não pode gozar agora, não antes que nós, estejamos satisfeitos. – O senador se curvou na altura da ereção de Angel passando o pó branco na fenda. Angel sentia seu corpo queimar, sua face estava afogueada ele precisava de alivio, gemeu de dor ao sentir seu pênis se amarrado com uma corda vermelha, estava tão apertado que impedia a circulação do sangue assim como impedia que o gozo saísse. – Pronto acho que agora podemos começar a brincadeira.
Angel sentia seu corpo estranho, parecia que o mesmo não lhe obedecia. Ele viu o senador se afastar e logo voltar com uma cólera-mordaça, o homem a prendeu no pescoço e depois levou o objeto até a sua boca, mas ao contrário do que Angel pensava o objeto não o amordaçou e sim forçava a sua boca ficar aberta constantemente, ele sentiu sua mandíbula ser puxada com brusquidão, parecendo que seria arrancada, gemeu de dor, mas apenas visualizou mais um sorriso de escárnio do velho político.
Tentou desviar sua mente para outro local, mas a queimação da primeira chicotado o trouxe de volta.
— Aprendam uma coisa meus caros amigos. – O senador desceu novamente o chicote contra as costas antes imaculadas – Todo animal precisa aprender o seu lugar e o que é obediência.... – Outra chibatada foi ouvida junto com um gemido estrangulado – Um bom bicho é aquele que faz o que seu dono espera sem que ele peça. – Continuou batendo até que as costas de Angel começaram a sangrar.
— Já está bom Angel? Você irá nos dá prazer agora?
Angel tremia de dor, seu rosto estava banhado pelo suor e pelas lágrimas, ele ergueu o olhar para o homem a sua frente os outros dois apenas observavam a cena e se masturbavam.
Um soco foi desferido contra a face delicada quase deslocando o pescoço do moreno.
— Não me olhe assim seu puto, abaixe sempre a cabeça perante seus superiores, lixo como vocês não deveriam ter nascido.
E logo as lembranças de um passado que Angel queria esquecer vieram a sua mente, parecia novamente que seu pai estava ali na sua frente o rejeitado.
Ele apenas abaixou a cabeça e tentou murmurar um “sim senhor” que o senador pareceu entender.
— Bom garoto. – Passou a mão pelos fios negros como se afagasse um cachorrinho – Quem quer ser o primeiro a comer esse rabo?
— Eu serei o primeiro – Kim se posicionou de frente para Angel e levantou as pernas do moreno, fazendo com que elas circulassem a sua cintura, roçou seu membro ereto na entrada de Angel e sem preparo o penetrou de uma vez. Angel gritou de agonia e estremeceu – Porque essa cara de dor já devia esta acostumado. Vai me dizer que é virgem? – Sorriu irônico e logo começou as estocadas intensas.
— Isso mesmo filho, alarga essa entrada para seu velho pai. – o Velho se masturbava intensamente parecendo se imaginar no lugar do filho.
Angel sentia-se ser rasgado enquanto o outro era estimulado pelos gritos dos mais velhos, para que metesse mais fundo e mais forte.
— Humf...hummm... Ele é apertado...hum... Estou vindo. – As investidas tornaram-se mais intensas o corpo de Angel balançava no ar enquanto seus pulsos iam se ferindo por causa do atrito com a corda – Aaaahhh... Maravilha...
Kim saiu de dentro do moreno após chegar ao ápice dentro do corpo frágil, viu o liquido branco misturado com sangue descer pelas coxas de Angel e caiu no sofá ainda mole depois do orgasmo intenso mas com um sorriso de satisfação no rosto.
— Minha vez garoto, quero gozar muito dentro de você... e nada de surpresas depois... – O pai de Kim se aproximou do menor e quando se preparava para penetrá-lo o senador pediu:
— Espere deixe-me abaixá-lo. – Ele manipulou a corda até que Angel caísse de joelhos no chão o Senador ergueu o queixo do garoto e de uma vez enfiou seu membro ereto na boca do menor que estava aberta forçadamente por conta da cólera – Pronto meu amigo vamos foder dos dois lados com essa belezinha.
O outro riu insanamente e meteu firme na entrada do menor que já estava alargada e lubrificada com o sêmen de Kim, facilitando um pouco as coisas para Angel. Mesmo assim a humilhação e a dor da alma não eram amenizadas. Tudo que ele conseguia pensar ao ser tomado por aqueles homens era o quanto a sua vida havia se tornado miserável, e nessas horas se via forçado a concordar com seu pai, ele simplesmente não devia ter nascido. Ele sentiu os dois homens gozarem. Não via nada pois estava cansado e dolorido e sua visão estava estranhamente embaçada.
De repente foi largado no chão mas logo preso em um canga, Kim prendeu seu pescoço e os pulsos na tábua deixando seu traseiro exposto. O senador veio a sua frente segurando um objeto de madeira em forma de um pênis muito grande, o triplo do tamanho de um normal. Angel arregalou os olhos quando o homem mostrou-o o objeto de descreveu o que iria fazer.
Era como se estivesse sendo atravessado por uma trava de madeira, a dor era insuportável, seus joelhos tremeram e um grito agudo deixou sua garganta quando objeto estava dentro dele completamente. Os homens riam e comentavam como que tinha entrado tudo e como seria se os três o tomassem de uma vez, Angel apenas ouvia tudo ali preso e violado por aquele pedaço de madeira. Seu membro estava dormente ele já não o sentia, desejava apenas que isso acontecesse com o resto do seu corpo também.
— É seu amigo tinha razão senador, ele aguenta bem a dor. – Kim comentou tomando um gole de sua bebida e comendo um petisco – Mas acho que já está na hora de lhe darmos prazer.
— Tudo ao seu tempo. Não se engane, putos como ele sentem prazer até mesmo com um pau no rabo...hahahaha...
Os três homens riram com gosto e logo começaram a falar de negócios, tratavam de como seria a nova parceria, falaram por mais de uma hora como se Angel não estivesse ali.
O moreno os olhava com ódio e suplicante, um misto de sentimentos o invadia, tudo o que ele queria era que aquela noite acabasse. Foi quando o senador pareceu se lembrar de sua existência e caminhou até ele, enquanto os outros iam até o banheiro.
— Muito bem Angel, você me ajudou a fechar o maior negócio da minha vida. – Falou soltando os cadeados da Canga e tirando a mordaça – Falarei com Dominique sobre isso e vou pedir para que você se torne exclusivamente meu. – Ele segurou o queixo do Tal Neo e começou a limpar as lágrimas, suor e saliva que manchavam seu belo rosto. – Gosta da idéia? Você quer?
Angel fechou os punhos com força a ponto dos nós dos dedos ficarem brancos.
— S-sim – respondeu de cabeça baixa sem encarar o mais velho.
O senador beijou a nuca de Angel.
— Vá para a cama vamos nos divertir, ainda falta muito para amanhecer.
— N-não posso andar... Com isso dentro de mim. – Sussurrou ainda sem olhar o maior.
— Vá para a cama e fique de quatro. – Disse firme.
Angel assentiu e caminhou com dificuldade até a cama, subir foi uma tarefa quase impossível, não só por ter o objeto de madeira dentro de si como pela situação de seu pênis que permanecia ereto e atado.
— Senhor ... p-por favor e-eu ...
O senador entendeu o que ele queria, sorriu de lado e foi até a cama. O ajudou a subir e retirou as amarras do membro pequeno e ordenou:
— Se toque.
Angel ficou parado olhando para aquele homem. Não poderia fazer, por mais que parecesse estranho ele tinha vergonha de se mostrar, de esta a mercê de qualquer um e sentado como estava fazia com que o objeto entrasse ainda mais, aumentando a dor.
Sentiu o punho pesado sobre sua face novamente e caiu de lado sobre a cama vendo sua visão se tornar embaçada e o gosto de sangue invadir sua boca. Gritou quando teve os cabelos agarrados e foi levantado até ficar na altura do maior.
— Se esqueceu que tem dono cão? – a voz soou fria muito diferente de momentos atrás.
— N-ão
Quando foi jogado novamente sobre o colchão levou as mãos até seu falo e começou a se masturbar, nesse momento os dois homens voltavam ao quarto e todos os três ficaram sentado sobre a cama vendo as expressões de prazer invadirem o rosto do Tal Neo e os olhos vermelhos queimarem de desejo, a medida que ia se tocando. Ele gozou intensamente sujando as próprias mãos e os lençóis da cama. Caiu ofegante sobre os travesseiros, mas não teve tempo de se recuperar.
O senador Carter assim que viu o rosto inundado de prazer, não se segurou ele avançou contra o menor e começou a morder e lamber os ombros, pescoço e tórax de Angel, enquanto Kim se encarregava do seu membro e o Sr. Kim tratava de sugar seus mamilos.
— Hum... você faz uma cara ótima quando estamos todos nós te tocando, você gosta disso? – O senador desceu a língua pela barriga de Angel enquanto ia distribuído mordidas deixando a pele toda marcada – Sua pele é tão branca, mas não é pálida. Parece com uma perola tão brilhante.
Angel virou o rosto para o lado. Não precisava olhar aquilo, odiava o seu corpo por ter reações, por ser tão passivo. Gemeu quando teve o objeto tirado de dentro de si.
Kim levantou suas pernas e passou os dedos pelo orifício dilatado.
— Ele está bem largo, acho que dá para entrarmos dois de uma vez. – Kim disse olhando para Angel
— Você e seu pai fiquem a vontade. Será meu presente de agradecimento. – Riu o senador enquanto o velho investidor deitava de barriga para cima com o membro ereto – Angel senta no colo do papai ali e cavalga gostoso.
Kim puxou Angel pelo braço e junto com o senador o segurou o forçando a sentar em cima do pau duro. Quando Angel estava totalmente empalado viu seu corpo sendo erguido e descido de súbito, pelas mãos do senador. A dor foi tão intensa que ele encostou a cabeça no peito do mais velho e buscou o ar.
— Você não passa de um puto então começa a gemer como um. – O pai de Kim disse em tom sacana, segurou nos quadris do menor e começou as investidas.
Angel trincou os dentes... Dor era tudo o que sentia naquele momento.
O senador Carter deu a volta na cama e se colocou ao lado de Angel.
— Venha chupa de novo com essa boca gostosa. – Ele esfregou mais uma vez o falo nos lábios do moreno. O Tal Neo com medo de apanhar novamente tomou o falo em sua boca e começou a chupar arrancando gemidos profundos do político.
Kim se ajeitou as costas do moreno, dobrando os joelhos e guiado seu membro ereto na entrada que já estava preenchido com o membro do seu pai. Ele o invadiu com pressa e violência, fazendo Angel fechar os olhos ao ter os dois membros dentro da sua entrada deixou escapar outro grito que foi abafado pelo senador que estava todo dentro de sua boca, podia sentir as bolas batendo em seu queixo, e sentiu seu estomago revirar. O menor sentia seu corpo rasgar a cada investida daqueles homens, eles iam fundo em um vai e vem alucinante, o moreno estava imprensando entre aqueles dois corpos, que a cada estocada se aprofundavam mais dentro de si. O suor banhavam os corpos. O senador tirou o membro da boca de Angel e ejaculou tudo no rosto dele. Depois do gozo o homem cai sentado na cama e levou a mão ao membro do menor que ainda não tinha despertado.
— Geme gostoso putinha...geme... Ahhh... Hum… _ Kim dizia ao pé do ouvido de Angel. E Angel gemeu, se amaldiçoou por isso, mas seu corpo não obedecia aos seus comandos, estava estranhamente leve e sua mente nublada além do normal, quando seu membro foi massageado pelas mãos de Carter, ele gemeu, fazendo com que os outros ficassem satisfeitos com suas reações.
Angel buscava o ar que parecia cada vez mais escasso. Enquanto os dois homens gemiam roucos, aumentando o ritmo das estocadas, o barulho do corpos se batendo preenchia o quarto assim como o cheiro de suor e sexo. Angel sentiu seu corpo estremecer e pedia com toda força aos céus para que aquilo acabasse logo, foi quando suas preces pareceram serem ouvidas e depois de gozar pela segunda vez, sentiu a visão escurecer e o corpo tombar para frente sem forças.
Notas finais
Rsrsrsrsrs....
Obrigado a todos que tem lido e dado mais uma chance para esse projeto de autora aqui. Vocês são a minha inspiração a todos o meu carinho e a minha reverência.
Ah.. Se as imagens estiverem muito, como direi..."pesadas" me deem um toque.
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