Redenção
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Não está betado, Gommmeeeeemmmmm
Capítulo 03
“Com a promessa de há sempre esperança, vamos tomar o passado e aprender como recomeçar.” – Pocahontas
Os primeiros raios de sol invadiram o quarto através das grandes janelas duplas da mansão. O corpo nu e flagelado por sobre a imensa cama redonda, dava indícios que logo despertaria.
Aos poucos os cílios longos foram se afastando, a medida que as pálpebras iam abrindo dando lugar a um par de orbes vermelhas. Ele tentou se mover porém seu corpo parecia esta em pedaços. Sua cabeça latejava de dor. Virou-se de barriga para cima com dificuldade soltando uma exclamação de dor, ao ver o corpo nu refletido no espelho do teto flashes da noite passada vieram a sua memória. Uma noite de dor e humilhação que só terminou depois que ele fora tomado várias vezes pelos três homens e a última coisa que se lembrava antes de apagar de vez, foi da garrafa de wisk sendo derramada no seu orifício.
Angel levou os braços feridos até o rosto, o cobrindo como se assim pudesse apagar aquelas lembranças de sua mente. Não pense nisso, Angel. Não terá importância se você não quiser. Ele falava para si mesmo, foi quando a porta do quarto se abriu e ele assustado tentou fugir, mas não encontrando forças apenas se encostou na cabeceira da cama.
Dominique entrou no quarto segurando uma bandeja nas mãos. Torceu o nariz ao passar os olhos pelo cômodo impregnado ainda com o cheiro de sexo e com vestígios de que a noite fora proveitosa para seus clientes, ele sorriu ao olhar para Angel que estava encolhido na cama.
— Bom dia Angel! – Depositou a bandeja sobre a cama, nela continha todas as coisas que Angel mais gostava – Trouxe seu café da manhã, deve está exausto e não acho que estaria disposto a se sentar com os outros.
Ele chegou perto do menor e verificou as costas flageladas com o sangue seco manchando-a, viu os pulsos em carne viva, reparou também nos hematomas e mordidas que já estavam com uma cor azulada.
— Droga! Filho da puta! – Dominique exclamou quando viu as linhas finas feitas com faca, pelo senador na pele do menor, as mesmas eram as iniciais do seu nome na coxa direita de Angel – Aquele desgraçado te marcou. – Ele olhou para o menor com cara de pena, que Angel sabia muito bem ser mais umas de suas facetas – Olhe pelo lado bom ele gostou tanto de ficar com você que agora quer exclusividade. Ele já assinou o contrato e já deixou pagos seis meses adiantados. E você também terá uma semana para se recuperar. O Senador viajou e só retorna na próxima semana. – Dominique pegou uma torrada, passou requeijão e um pouco de geléia e estendeu para Angel. Ele a pegou e continuou estático.
— Coma... Vamos fiz como você gosta.
Angel permaneceu na mesma posição.
— Olha não vamos começar com isso de novo. Você sabe como são as regras. Não me diga que esqueceu o seu papel aqui na mansão e para que pessoas como você existem.
— Como posso esquecer se todos os dias você me faz lembrar. – Angel colocou a torrada de volta na bandeja e puxou o lençol para se cobrir.
Dominique o olhou sorrindo cinicamente, ele enfiou a mão no bolso do terno e por um momento Angel pensou que seria agredido novamente. Mas o que ele tirou foi um colar de diamantes com pedras de rubis cravadas a sua volta.
— Veja... Os asiáticos gostaram tanto de você que deixaram esse presente. Disseram que era para eu te entregar quando acordasse.
Angel simplesmente ignorou o presente. Aquilo não o compraria nada e ninguém nunca o compraria, podia está preso a Dominique e em toda aquela vida de merda, mais seu coração seria livre.
— Vou guardá-lo junto com os outros. E quem sabe um dia quando você aceitar o que é, ou seja, o melhor prostituto da cidade. – colocou a jóia de volta no bolso – eu deixe você usá-las. Agora coma eu mandarei alguém ajudá-lo a voltar para o seu quarto e para cuidar de você.
— Não estou com fome. – Disse com rancor.
— Não perguntei se estava com fome, mandei você comer. – Disse perigosamente e com os olhos faiscando.
Angel pegou a torrada e deu uma mordida.
Dominique sorriu e saiu do quarto fechando a porta atrás de si.
Angel tremia de ódio, ele jogou a torrada na bandeja, para depois lançá-la contra a parede, as xícaras e pratos se espatifaram pelo chão enquanto o suco e o café escorriam pela parede do cômodo.
Ficou pensando por que e para que havia nascido. Devia ser para isso mesmo, constatou. Era pegar ou largar. Mas só tinha um jeito de largar, morto. Porém toda vez que encarava esse fato, e tinha a oportunidade lhe faltava coragem.
♣ Redenção ♣
Gabriel estava escondido atrás de uma estatua no corredor e quando viu Dominique sair do quarto, seguiu em direção até a mesma, sorriu quando escutou o barulho de algo se quebrando junto com um choro. Certamente seu rival não estava de bom humor. Tinha visto como o senador tinha o elogiado e ficado feliz com a noite, ele agradeceu Dominique e os dois combinaram selar o contrato sobre Angel. Gabriel escutou aquilo tudo com alegria crescente, pois saber que todos ali ficariam livres do senador sádico e que como ele exigiu exclusividade de Angel, os outros clientes sobrariam para ele, essa era sua grande chance.
Com cuidado girou o trinco da porta e colocou a cabeça para dentro viu Angel de costa para a porta e enrolado em um lençol. O latino adentrou ao local desviando dos cacos de porcelana. Riu de canto ao olhar os objetos de tortura espalhados pelo quarto junto com uma garrafa de bebida suja de sangue.
— Pela a maneira como seus clientes saíram animados, você caprichou aberração.
Angel se assustou com a voz irônica que enchia o quarto. Mas não se virou, já sabia quem era. Apenas pediu monótono:
— Vá embora.
— O que foi? O grande Angel esta cansado de dá o rabo. – disse se aproximando da cama.
— Maldito some da minha frente. – Angel pegou a luminária que estava em cima do criado-mudo e lançou contra Gabriel que desviou por pouco.
Gabriel riu satisfeito vendo que tinha conseguido irritar o outro. Reparou nos lábios inchados e roxos e gargalhou ainda mais alto.
— Caramba Angel, você é mesmo azarado. Não dou duas semanas para aquele maluco acabar com essa sua carinha de porcelana. – ele ajoelhou na frente de Angel e o olhou nos olhos – E eu vou adorar assistir a tudo de camarote.
— Você é patético! – Angel falou para o outro que o olhava com fúria e desprezo.
— Oras seu...
— O que esta fazendo aqui? – Gabriel foi impedido de avançar contra Angel pela voz grossa de Carl que entrava no quarto junto com Mai Ling – Volte para o seu quarto, antes que eu relate ao chefe que anda importunando Angel.
O prostituto deixou o local bufando. Enquanto a chinesa se aproximava de Angel, ela tocou os lábios do amigo e as marcas roxas pelo corpo. Deixou uma lágrima escapar ao ver as costas muito machucadas.
— Oh... Nathan me perdoa... e-eu sinto muito não poder ter te ajudado. – ela falava enquanto o abraçava com cuidado.
— Não se preocupe. – Falou baixo.
Ela se afastou e o olhou nos olhos vermelhos, sempre os achou fascinante.
— Não me peça isso, você sabe que é como um filho para mim. É claro que me preocupo. E agora é verdade o que todos estão dizendo? – Ela segurou as mãos de Angel entre as suas – É verdade que o senador o que exclusivo?
— Foi o que Dominique disse.
Mai Ling de repente soltou as mãos de Angel e ficou em pé ao lado da cama.
— Carl pode me ajudar a levá-lo para o quarto dele? – Mai Ling falou para o segurança.
— Claro! – respondeu o homem que até então olhava para o quarto com uma expressão indecifrável, ele fez menção de pegar Angel no colo, mas foi repelido.
— Não preciso de sua ajuda. – Disse tentando ficar em pé segurando na coluna da cama e logo perdendo o equilíbrio só não caiu por que o homem o segurou antes.
— Sei ... – Ele equilibrou o menor em seus braços vendo que este não era pesado – Esta precisando comer mais garoto.
Angel resmungou alguma coisa enquanto tentava se cobrir mais com o lençol. Ele ficou constrangido com a maneira que o outro falara com ele. Afinal o segurança nunca foi dado a gentilezas. Parecia mais com um robô sempre seguindo ordens.
Mai ling preparou o banho de Angel e quando Carl o deixou no quarto ela o agradeceu e ajudou Angel a entrar na banheira. O menor relaxou com a água quente contra a sua pele, algo na água parecia anestesiá-lo.
— Tem alguma coisa nessa água. – perguntou de olhos fechados.
— Arnica... Em dois dias você sentirá muito melhor, mandei fazer um chá de baunilha e camomila, vai ajudar a te acalmar e cicatrizar por dentro.
— Não precisa ter pressa, o senador só voltará daqui a uma semana.
— Precisamos fugir antes de ele retornar. – Mai falou enquanto passava com cuidado a esponja nas costas de Angel.
O Tal Neo paralisou ao escutar o que a amiga disse e ditou firme depois de puxá-la para mais perto.
— Esqueça isso. Nós não vamos a lugar algum.
— Nathan precisamos traçar um plano.
— Para de me chamar assim.
— É o seu nome. – Ela o olhou com carinho — Temos que ter alguma esperança neste mundo.
— Esperança de quê?
— Não podemos viver sem isso.
— Eu estou indo bem. – falou se concentrando no banho.
— Como? Isso é loucura...
— Eu não olho para trás e não penso no futuro. – Ditou ríspido aquela conversa já estava lhe dando nos nervos.
— E o agora, Nathan. Precisa pensar no agora.
— O agora não existe. – Disse por fim saindo da banheira e alcançando um roupão onde se enrolou e saiu para o quarto.
Mai Ling suspirou.
— Muito bem meu anjo então será do meu jeito.
Ela ajeitou o banheiro e quando saiu viu Angel entrando em baixo de um cobertor, estava frio o inverno estava chegando e com ele a estação das chuvas. Mai Ling caminhou até as janelas fechando-as e voltando para cama informou ao seu ocupante:
— Beba o chá e depois descanse, eu trarei seu almoço mais tarde.
Angel viu a amiga sair do quarto e sentiu uma pontada de dor não queria magoá-la, ela não entendia, mas não poderia arriscar a vida de mais ninguém em troca da sua liberdade. Sabia o que aconteceria se Dominique apenas descobrisse sobre o que haviam conversado, e ao se lembrar do francês seu estomago revirou. Ele pegou a xícara com o chá que estava na mesinha de cabeceira e sorveu alguns goles do liquido doce, estava muito bom. Ele tomou o restante e aconchegou-se mais a cama, em poucos minutos o cansaço veio e ele adormeceu em um sono sem sonhos.
♣Redenção♣
Aquela manhã de domingo estava muito fria. O vento forte batia nas janelas do casarão e seu barulho parecia para Angel mais um aviso de mau agouro. Ele se concentrou na sua imagem no espelho, passava um creme que Mai Lin tinha lhe dado para fazerem os hematomas desaparecerem. Já fazia dois dias que tinha tido a noite com o senador, e suas feridas já estavam saradas somente algumas mais profundas e internamente é que sentia alguma dor. Mas já estava acostumado a dor, isso não era nada. Era o que sempre ele dizia a si mesmo.
O moreno acabou de se arrumar ajeitou os cabelos de forma displicente, vestiu uma camisa pólo vermelha e uma bermuda na cor caqui, resolveu sair do quarto estava trancado ali há dois dias.
Como era dia de folga provavelmente a maioria devia está fora da mansão. Poderia assim tomar café sossegado e conversar mais um pouco com a amiga, já que esta estava muito estranha ultimamente e muito ausente também, Angel pensava em pedir desculpas pela maneira grosseira que a tratou. Então com esa idéia ele abriu a porta do quarto dando de cara com Carl sentado em uma cadeira lendo um Jornal. Angel passou direto sem lhe dirigir a palavra o maior apenas sorriu e o seguiu.
O tal Neo seguiu em direção a ala feminina, não era permitido os garotos estarem ali, mas para ele Dominique nunca fizera objeção.
— Se pensa em visitar a sua amiga, vou logo avisando que ela saiu. – Carter informou enquanto andava atrás do garoto.
Angel parou e virou-se para o segurança.
— Sabe aonde ela foi?
— Como hoje é domingo, acredito que ela esteja na igreja.
Angel bufou e ia seguir para seu quarto quando foi segurado pelo braço. Ele olhou interrogativo para Carl.
— Você ainda não tomou seu café da manhã.
— Estou sem fome.
— Mai Ling pediu para que eu cuidasse de você. Então eu digo para você ir tomar seu desjejum. – Falou em tom ameaçador.
— Esta bem. – Puxou o braço e seguiu para o salão de jantar.
Angel tomou seu café sozinho enquanto Carl apenas observava. Angel devorava tudo que via pela frente estava com muita fome dois dias tomando sopa não era fácil, tinha mentido para o segurança, afinal estava frustrado querendo ver Mai Ling. Mas agora ali na frente dos bolos e sucos que mais gostava pode até se esquecer de sua tristeza.
Quando ele terminou a refeição e resolveu ir passear um pouco no jardim, vestiu um casaco de moleton e deu a volta na propriedade, seguiu até a estufa onde ficava sua horta, ali era sua zona de escape, a bóia que o impedia de afundar. Cuidar das plantas e hortaliças era sua paixão e como dizia Mai Ling ele tinha o dom. Começou a colher algumas hortaliças que já estavam no ponto e colocou dentro de uma cesta. Regou toda a horta com cuidado e foi em direção a uma roseira. Era a sua favorita, era presente de Mat a única lembrança que restara.
— Ah... que coisa você está doente minha linda. – ele falava com a roseira enquanto era observado por Carl – Cheia de fungos, tenho que comprar um fungicida, acho que por aqui não tem nenhum um pouco.
Após procurar pelo remédio por toda a estufa Angel decidiu que teria que ir a cidade comprar o produto, aquele era uma roseira rara, suas flores eram azuis e lilases. Talvez pelo seu alto valor Dominique deixava que Angel ainda cuidasse dela.
Ele se voltou para o segurança parado ao lado do canteiro e informou que iriam a cidade. Os dois voltaram para a mansão e Angel subiu para se arrumar enquanto Carl falava com Dominique pelo telefone. Quando desligou viu Angel descendo as escadas vestindo uma caça jeans e uma blusa de frio simples.
— Então ele te deu a chaves da prisão?
— Sim e disse que pode pegar o dinheiro com Magowan. – O segurança falou rindo vendo o Tal Neo colocar os óculos escuros.
— Certo ele deve esta na cozinha, vamos pelos fundos. – Disse Angel já acostumado com a presença de Carl sempre o seguindo aonde quer que fosse.
♣Redenção♣
A cidade estava tranquila como em todas as manhãs de domingo. A maioria da população deveria está em casa ou na igreja. A cidade não era pequena e apesar de que as maiores empresas e fabricas do país estavam instaladas ali não era considerada uma metrópole, podia se dizer que era uma cidade em desenvolvimento. Angel olhava através da janela do carro importado, sem reparar muito na beleza da cidade ou nas pessoas que passavam. Casais felizes com seus filhos, todos sustentando a casca de felicidade, mas por dentro Angel sabia quão podre aqueles homens eram. Os mesmos que diziam amar sua família eram os que clamavam por seu corpo a noite.
— Chegamos.
A voz de Carl soou dentro do veiculo lhe despertando de seus devaneios. Angel abriu a porta do carro e seguiu em direção a loja de sementes. Ouviu o segurança dizer que lhe esperaria no carro, mas que ficaria de olho nele.
— Claro ele não perderia a chance de me vigiar, tem que garantir que eu volte. – Angel resmungou empurrando a porta de vidro do local.
Viu o dono da loja atendendo um homem no balcão e seguiu para as prateleiras procurando o remédio para a roseira, mas não tinha idéia de qual compar. Ficou em um canto esperando o dono do local despedir o outro mais eles pareciam está em uma conversa animada, não havia mais ninguém na loja. Então decidido agir antes que Carl viesse atrás dele foi até o dono do local.
— Bom Dia Bret. – falou serio retirando os óculos escuros.
Bret era o dono da loja de sementes, do mercado local e do armazém. Ele era um homem gentil que aparentava ter uns ciquenta anos, era viúvo e pai de uma menina. Ele olhou para o jovem a sua frente e sorriu gentil.
— Olá, Angel por onde andou? Como está meu jovem? O que aconteceu com seu belo rosto? – O velho se aproximou do moreno o outro homem apenas ajeitou o chapéu e ficou olhando fixamente para Angel.
— E-estou... eu cair não se preocupe. – Angel se constrangia toda vez que encontrava o comerciante, ficava comovido pela maneira como ele o tratava. – Estou precisando de um fungicida, minha roseira esta doente.
— Hum... Deixe-me ver, acho que tenho algum no deposito. – disse indo em direção aos fundos da loja – Fique aqui já volto.
Ele saiu deixando os dois homens a sós. Angel até então fingia que não reparou que o outro o encarava, mas estava difícil continuar ignorado. Ele caminhou até uma prateleira e se escondeu fingindo está procurando alguma coisa. Viu através da fresta o homem conferir alguma coisa no balcão. Ele era incrivelmente alto, seus ombros eram largos indicando que seus braços deviam ser fortes, a calça jeans apertada acentuava as coxas grossas e cheias de músculos. Ele arregalou os olhos quando o homem tirou o chapéu que tapava metade da face, revelando um rosto lindo de feições másculas, uma boca carnuda, seus cabelos eram castanhos e pareciam um tanto rebeldes. O homem exalava virilidade.
Uma emoção desconhecida e indesejada se formou lá no fundo de Angel. Alguma coisa dura e tensa começou a suavizar e a se desfazer. E, nesse momento uma voz sombria como a de Dominique se fez ouvi em sua mente: Fuja desse homem, Angel... Fuja você precisa sair daqui. Fuja!
— Ei, garoto espere, sua encomenda. – Angel ouviu alguém gritar de dentro da loja no momento em que saiu correndo. Ele mais que de pressa entrou dentro do carro pedindo para que Carl saísse dali, mas antes que ele o fizesse o mesmo homem que fez o coração de Angel acelerar parou ao lado do carro e lhe entregou uma sacola.
— Você se esqueceu disso.
— Obrigado. – Pegou a sacola e encarou os olhos verdes do maior e por um momento os dois esqueceram tudo ao redor inclusive da presença do segurança.
Notas finais
Será que ele vai conseguir?
Bjs e até o próximo,
Vocês são a minha inspiração a todos o meu carinho e a minha reverência.
Fale com o autor