Redenção

13 Capítulo 12


Notas iniciais
Ninguém merece, tinha postado o capítulo e ele sumiu. Obrigada Relena por me avisar.
Vamos lá o capítulo está light, não está betado e eu o ofereço de coração para a minha querida Guima, valeu pela recomendação amoré.
Boa leitura!!!

Capítulo 12

“O que é uma família senão o mais admirável dos governos?”

Henri Lacordaire

Joshua olhava o rapaz deitado sobre a cama, o rosto não estava mais pálido exibia agora um semblante sereno. Há uma hora tinha entrado com ele desacordado em casa, acabou assustando as crianças. Graças a Brian que lembrou que arnica com álcool era bom nessas horas, conseguiram despertar Nathan. O moreno afirmou que estava bem e que tinha sido só uma pequena vertigem, depois de tomar um chá calmante agora ele dormia profundamente. Joshua se ergueu da cama e saiu do quarto, precisava falar com os filhos.

— Pai como ele está? – Brian estava sentado na mesa com os irmãos jantando.

— Está melhor, adormeceu agora pouco. – Disse ao se juntar aos filhos na mesa. Ele se serviu de um pedaço de bolo de carne e um pouco de purê.

— Pai acho que o senhor precisa dá um tempo, você está exagerando com Nathan. – O loiro comentou sem tirar os olhos do prato.

Joshua engasgou e olhou para o filho mais velho surpreso.

— Como é que é moleque? Do que está falando?

Brian de debruçou sobre o prato para alcançar o pai sentando a sua frente na mesa. E falou baixinho para que os irmãos não escutassem.

— Estou falando de sexo pai. Nathan deve está cansado...Vocês saem todas as tardes e só voltam a noite o que acha que pode ser além disso? – O menino fazia gestos com a mão.

— Ora, seu fedelho... Com quem pensa que está falando e o que sabe sobre sexo? – Joshua também sussurrava, Brian balançou os ombros despreocupado – Já vi nossos animais da fazenda... cruzando e além disso o senhor já me explicou como faz...

— Eu acho que Nathan está esperando um bebê. – Sara falou inocente do outro lado da mesa.

Joshua arregalou os olhos diante as palavras da filha.

— Não seja boba, ele não pode ter bebês, ele falou para agente. – Mat repreendeu a irmã.

— Ok...já chega essa conversa está ficando complicada. – Joshua se levantou tirando a mesa – Mat e Michael lavem a louça. Sara você enxuga. Brian vá vê se os animais já estão todos recolhidos e tranque o celeiro.

Todos começaram a executar as ordens de Joshua enquanto ele organizava a cabana. Não queria deixar o moreno mais cansado do que já tinha deixado, por que no fundo ele concordava com o filho, tinha pegado pesado com Nathan em todos os sentidos, percebeu isso quando ao vê-lo desacordado teve medo de perdê-lo.


♣Redenção♣



No dia seguinte Nathan acordou com dor de cabeça e um pouco de enjôo. Ele abriu os olhos, viu que estava sozinho na cama e se perguntou se Joshua ainda estava magoado com ele. Não pensou que sua proposta ofenderia tanto o amado. Decidiu que o melhor era se desculpar e jogar aquelas joias no lixo, já que a existência delas causava tanto constrangimento ao fazendeiro. Ele colocou os pés para fora da cama ficando de costas para a porta. Escutou o barulho da porta se abrindo, mas não se virou imaginando ser uma das crianças. O coxão cedeu e braços fortes envolveram sua cintura. Sorriu ao constatar a presença do castanho.


— Me perdoa. – O maior pediu com o queixo encostado no ombro do moreno.


— Claro, meu amor. – Nathan se virou e sentou no colo do maior colocando uma perna de cada lado da cintura dele, ficando assim de frente para ele – Quero te pedir perdão também, por te constranger, fazer você se sentir diminuído. – Ele colou a testa na do outro – Juro que não foi a minha intenção, Eu te amo. Apesar de tudo nunca tive alguém como você, alguém que me ama incondicionalmente.


— Eu não te mereço... – ele beijou os lábios do menor, um beijo rápido, mas cheio de carinho. Os lábios se separaram – Eu que tenho que pedi perdão fui grosseiro, um verdadeiro homem das cavernas.


Nathan riu do comentário do outro. Enquanto seu pescoço era tomado com desejo. Joshua passava a língua em toda pele macia.


— Hummm... Isso é bom. – ele ofereceu ainda mais o pescoço para o mais velho.


Joshua mordiscava o lugar, chupava com força na intenção de deixá-lo marcado passou as mãos pelas costas magras e puxou o moreno para mais um beijo demorado. Então como que se lembrasse de algo parou com as caricias.


— Não podemos... você desmaiou ontem e me deixou preocupado. Amanhã quando fomos à vila, depois do casamento iremos ao médico. – Joshua falou sério.


— Eu estou bem não sinto nada. – O moreno se levantou e ficou de pé em frente a Joshua mostrando, evidenciado o corpo, como se estivesse claro que ele não estava doente.


— Mesmo assim vamos ao médico. E sexo só depois da consulta. Agora vamos às crianças no esperam para o café e eu quero contar a novidade.


Nathan deu um muxoxo e seguiu-o para fora do quarto.


♣Redenção♣

Brian mexia a panela de mingau de aveia, enquanto os gêmeos colocavam a mesa para o café da manhã. A pedido de Joshua, estavam caprichando no desjejum, já que seu pai disse faria um importante comunicado e que seria uma manhã especial. Ele já tinha uma idéia do que poderia ser e mesmo que não tivesse se gostado de Nathan em um primeiro momento, agora ele vira que o tal neo era uma pessoa especial que havia trazido de volta a alegria para seu pai e irmãos e isso para ele já eram motivos suficientes para se apegar ao futuro pai, pois tinha certeza que logo Nathan e seu pai casariam.

O loiro retirou a panela do fogo para depositar sobre o descanso em cima da mesa, virou-se para a porta da cabana assim que ela foi aberta e por ela passou Sara trazendo um cesto com ovos.

— Pegou os ovos? – Perguntou à pequena.


— Sim... Mas não tinha muitos, alguém não fechou a porta do galinheiro ontem e os cachorros entraram lá e quebraram o restante.


— Caramba! Mat era para você ter feito isso. – Brian pegou os ovos do cesto e começou a quebrá-los dentro da frigideira que estava quente.


— Esqueci pessoal desculpa. – O ruivo menor pediu com sinceridade.


— Esquecer de comer você não esquece não é mesmo? – Michael deu um tapa na cabeça do irmão que devido a dor levou a mão ao local.


— Michael quantas vezes já pedi para não bater em seu irmão. – Nathan se sentou na mesa ao lado de Sara.


— Nathan! – Sara abraçou o moreno – Pensei que você ia nos deixar assim como a mamãe.


Nathan acariciou os cabelos loiros falou com carinho:


— Nunca vou deixar vocês.



Joshua sentiu seu peito se aquecer ao ver o moreno com a filha no colo, ele era tão atencioso com seus filhos que não era de se admirar que todos tivessem se apegado a ele. Estava a cada dia mais convicto, de que Nathan era a pessoa certa para ficar ao seu lado para o resto da vida.


— Então para que Nathan nunca nos deixe eu fiz um pedido a ele, e a resposta foi sim. Mas para fazer da maneira certa eu pedi que o café da manhã fosse especial – Joshua se levantou da cadeira, tirou uma pequena caixa do bolso e se ajoelhou no chão de madeira à frente do moreno – Nathan você quer se casar comigo. – Abriu a caixinha revelando um par de alianças um pouco gastas.


Nathan sorriu da delicadeza que Joshua tentava demonstrar. Ele olhou para as alianças, para cada uma das crianças e por fim com um largo sorriso mirou os olhos verdes do amante.


— Sim eu aceito senhor Joshua Mason. – O castanho sorrindo colocou a aliança no dedo anelar de Nathan enquanto o moreno pegou a outra fazendo o mesmo na mão direita do fazendeiro.


Sara dava pulinhos e batia palmas em uma clara demonstração de aprovação. Mat e Michael bateram palmas e abraçaram Nathan e o pai, Brian se aproximou e beijou Nathan no rosto e abraçou o pai, desejando felicidades.


— Amanhã levantaremos cedo, iremos à vila para realizar o casamento. – O caos se instalou quando os meninos escutaram que iriam a cidade — Ok, acalmem-se ou ninguém vai com agente – Joshua falava para os filhos — então vamos comer.


Joshua sentou-se ao lado do tal neo que examinava a aliança em seu dedo.


— Espero que não se importe, é o par que usei no meu primeiro casamento. – falava um tanto encabulado – Prometo que quando as coisas estiverem melhores te darei uma a sua altura.


— Não fale isso, ela é perfeita. – Os olhos vermelhos estavam marejados enquanto contemplavam o anel feito de ouro.


Para Nathan essa uma situação surreal, pois nunca se imaginou casado. Costumava pensar que acabaria seus dias como um prostituto a serviço de Dominique ou pior. Nunca pensou que o destino tivesse lhe reservado alguém tão único e especial como Joshua.


— Eu te amo! – Falou para o homem que o olhava com devoção.


Joshua sentiu o coração palpitar.


— Eu te amo mais...


Um beijo singelo foi trocado enquanto as crianças riam ao verem a cena.


— O que estão rindo seus pestinhas. – Joshua ameaçou correr atrás do gêmeos, mas desistindo no meio do caminho foi até o fogão – Estou com fome Brian.


— Pronto! Acabei. – O menor pegou a leiteira e depositou sobre o descanso. – Atacar galera.


Todos se sentaram a mesa e depois de fazerem as suas preces, começaram a se servir. O café da manhã foi bastante animado. Nathan comeu pouco estava enjoado mais não queria preocupar ninguém e nem estragar o momento, esse clima de paz e harmonia que ter uma família trazia lhe fazia sentir tão bem que ele até esquecia o passado e problemas do presente.



♣Redenção♣

No outro dia bem cedo à velha caminhonete D20 de cabine dupla descia a montanha em direção ao norte onde se encontrava a pequena vila do condado de Uinta. Por ser uma vila pequena e longe de qualquer cidade não haveria perigo de Nathan ser reconhecido. Algo que não poderia acontecer, sem que estivessem casados.


As crianças estavam animadas amontoadas no banco de traseiro do veiculo, tentavam ensinar a Nathan uma canção, daquelas que se cantam quando faziam longas viagens de carro. Brian segurava uma pequena cesta com biscoitos e suco, a viagem duraria pouco mais de uma hora. Nathan estava sentado ao lado de Joshua trazia consigo a sua mochila decidido a vender as joias na vila, esperava que o lugar tivesse uma joalheria ou uma loja de penhores, claro que a última pagaria bem abaixo do valor, mas ele queria se livrar logo delas, depois convenceria Joshua a usar o dinheiro em melhorias para a fazenda. Levava também um pouco do dinheiro que Carl havia lhe dado pretendia comprar algumas coisas para ele e as crianças, alguns materiais para higiene e quem sabe algumas roupas.


Joshua ria alto da bagunça dos meninos e da cara de Nathan toda vez que errava um trecho da música. E assim que o veiculo cortou a floresta eles saíram da estrada de terra chegando à rodovia. Por ser um local praticamente isolado e o segundo menor condado do estado, o movimento era praticamente nulo na estrada. Seguiram viagem tranquilos até que uma hora depois estavam entrando na vila.


Nathan olhava tudo com prazer, a fazenda era um belo lugar mas tinha sentindo falta de ver outras pessoas, movimento de carros e barulhos que uma cidade tinha. Claro que aquela pequena vila não parecia ter todo esse movimento como uma cidade. Mas já era o suficiente para matar as saudades do tal neo. Ele observou o pequeno comércio da cidade e achou uma pequena loja de penhores em uma esquina, gravou bem o caminho, pois pretendia ir ali em uma momento que Joshua não estivesse por perto, não gostava de fazer as coisas na surdina, porém a última reação de Joshua não foi muita boa com relação a sua idéia. A caminhonete seguiu atravessando a rua central até que chegou em frente ao cartório.


— Chegamos, me esperem aqui que vou arrumar a papelada e falar com o juiz de paz. – O fazendeiro desligou o veiculo e abriu a porta para sair- Ah...Nathan seus documentos.


Nathan abriu a mochila conferindo os bolsos e retirando os documentos entregou para Joshua.


— Certo já volto.


— Quem ta com fome? Ainda temos alguns biscoitos. – Brian conferia a cesta em seu colo.


— Eu não. – responderam os gêmeos juntos – Ei Nathan podemos sair e passear um pouco pela vila?


— Acho melhor não, seu pai pediu para o esperarmos aqui. – O moreno olhava ao redor apreciando a vista da vila que era linda. O lugar bastante arrumado e limpo. No centro tinha uma praça com canteiros de flores espalhados e bem no meio um chafariz jorrava água para todos os lados.


— Eu queria tomar um sorvete. – Sara pediu manhosa.


— Claro meu amor, depois que almoçarmos prometo que tomaremos sorvete. – Nathan passou à mão nos cabelos da garotinha ajeitando a “Maria Chiquinha” por sobre os ombros. A menina vestia uma blusa puída dos irmãos e uma calça jeans, que por ter pertencido aos gêmeos era um tanto grande para a loirinha.


O moreno observou os meninos que também não estavam em uma situação melhor, todos tinham algum tipo de remendo nas roupas. Nathan suspirou precisava mudar isso. Nesse momento Joshua sai do cartório com a face contrariada.


— Aconteceu alguma coisa. – Nathan pergunta saindo do carro.


— Parece que o juiz está no bar bebendo desde ontem. – Ele estava irritado – Parece, que para ele nos casar terei que deixá-lo em condições para isso.


Nathan tentava evitar rir.


— E como fará isso? – perguntou curioso.


— Não se preocupe somo amigos há muito tempo, vou arrancá-lo daquele bar a força e fazer ele tomar um belo banho e uma caneca de café. – O castanho olhou para o céu e depois para o menor – Está quase na hora do almoço, leve as crianças para comer alguma coisa, diga ao Phil que depois eu passo na lanchonete para acertar. – O maior beijou o esposo com carinho atraindo o olhar de reprovação de algumas pessoas que passavam, o castanho não se importou e continuou o beijo sedutor. – Voltem aqui em duas horas.


Nathan ainda ficou um tempo aéreo. Ao abrir olhos viu seu noivo se afastando. Voltou a caminhonete pegou a mochila e depois de trancar o veiculo seguiram para a lanchonete do Phil.


Devido ao horário de almoço o local estava cheio e movimentado. Nathan empurrou as crianças que estavam tímidas até uma mesa no fundo onde sabia que elas se sentiriam mais confortáveis. Claro que ele percebeu o olhar de todos sobre ele, o tal neo sempre chamava a atenção.


Acomodaram-se a mesa e logo um rapaz veio atendê-los.


— Já querem pedir? – Tirou o lápis do bolso juntamente com um bloquinho de anotações.


— Você pode nos trazer quatro hambúrgueres, com uma porção gigante de batata fritas e refrigerante para beber. Agora para mim, por favor, traga uma salada, um sanduíche de queijo e um suco de laranja. – Nathan tirou os olhos do cardápio e o entregou ao jovem atendente, que saiu para providenciar os pedidos.


— Que foi? – as crianças o encaravam de boca aberta e com os olhinhos brilhando.


— Bem, é que nós nunca comemos hambúrguer, sempre tivemos vontade mais papai nunca podia pagar quando víamos a cidade. – Brian informou sorrindo ao ver a alegria dos irmãos menores.


— Hum... Então vamos aproveitar.


— Sim.. – todos gritaram em resposta chamando atenção de alguns clientes.


— Crianças enquanto o pedido não chega, eu vou até ali na esquina, tem uma loja que preciso ver uma coisa. – Disse se levantando – Não demoro, se a comida chegar podem ir comendo e não saiam daqui.


— Eu quero ir com você. – Sara se remexia no banco querendo seguir o mais velho.


Nathan a segurou pelo ombro com delicadeza.


— Não minha princesa, eu volto logo e se for comigo seus irmão podem comer seu almoço.


A menina pareceu ponderar a informação.


— Não, isso não. Eu vou ficar. – A menina disse firme.


Nathan jogou um beijo para as crianças e seguiu até a loja de penhores, caminhou a passos apressados. Chegou em gente a pequena loja e abriu a porta escutando sininho soar. A loja era um pouco escura e nada organizada, havia muitos artigos de decoração como tapetes e quadros, algumas pratarias, jogos de jantares de porcelana, tudo espalhado pelas prateleiras e chão da loja. Nathan esticou o pescoço procurando por alguém.


— Olá, tem alguém por aqui.


— Aqui atrás, venha até aqui.


Nathan foi aonde a voz rouca o chamou. Viu uma senhora pequena aparentando ter uns setenta anos de idade em cima de uma cadeira tentando colocar uma chaleira em uma prateleira, a idosa estava na ponta dos pés, quando de repente seu corpo pequeno se projetou para trás e ela só não foi de encontro ao chão porque Nathan foi mais rápido e a segurou nos braços.


A senhora o olhou confusa e surpresa estranhando os olhos vermelhos do rapaz. Rapidamente ela se recompôs.


— Obrigada meu jovem, pode me colocar no chão.


Nathan colocou-a com cuidado no chão e ficou vendo ela ajeitas o vestido e ir para atrás do balcão.


— A senhora devia tomar mais cuidado. É perigoso para alguém de sua idade fazer este tipo de coisa.


— Agradeço a ajuda e por sua preocupação meu jovem de aparência peculiar. – a senhora ajeitou os óculos sobre o nariz – Mas não menos belo. – Elogiou com um sorriso – Mas como pode ver eu sou sozinha, não tenho ninguém para me ajudar.


— Então devia contratar alguém para lhe ajudar. – Nathan se aproximou da mais velha lhe entregando a chaleira que tinha caído no chão.


— Vou pensar nisso, você está a procura de emprego?


Nathan sorriu com a piscadela que a mulher lhe deu.


— Não senhora.


— Então a que devo a honra de ter um tal neo em minha loja?


— Como a senhora sabe o que sou? Digo o fenômeno tal neo é algo recente, meu pai foi um dos primeiros e isso foi há uns vinte anos. – o moreno estava curioso que alguém tão idoso soubesse sobre eles e além disso não o tratasse com desprezo – Digo, não existem muitos de nós.


— Ah... Internet. – Disse a idosa apontando para um computador antigo sobre o balcão.


Nathan piscou varias vezes e desistiu de fazer mais perguntas. Depositou a mochila a frente da mulher e abrindo tirou a sacola de joias e despejou o conteúdo sobre o balcão.


— Gostaria de vender essas joias.


A mulher ficou de boca aberta ao olhar as joias. A pequena coleção tinha duas pulseiras de diamantes, cinco anéis de ouro branco com pedras preciosas, três gargantilhas de ouro puro, um colar de rubis, um de diamantes que faziam par com uma pulseira, um par de brincos de esmeraldas e alguns rubis soltos. Ele avaliou tudo com seus aparelhos e contatou que eram verídicas.


— Você roubou essas joias? – ela foi simples e direta encarava Nathan nos olhos procurando algo que o incriminasse – acho que não. Desculpe-me ,mas é que são valiosas e eu não poderia pagar o valor real delas.


— Eu sei, mas se a senhora tiver pelo menos a metade do valor de cada uma já está bom para mim. – Nathan disse em tom de súplica.


A mulher se virou e tirou um quadro da parede revelando um cofre de tamanho médio. Ela ainda de costas para o moreno abria o cofre enquanto falava.


— Vou fazer o seguinte eu vou te pagar metade do que elas valem que é o que tenho aqui comigo em dinheiro. Daqui há seis meses creio que já terei conseguido vendê-las então você volta e te pago mais vinte por cento. – ela pegou uma imensa quantia de dinheiro do cofre e colocou dentro da mochila que Nathan abria.


— Obrigado, eu voltarei. Tenha uma boa tarde!


— Meu jovem, cuidado tem homens que caçam pessoas como você para fazerem mau ou levaram para casas de prostituição. – A mulher alertou com cuidado.


— Sim, eu sei. Não se preocupe eu irei me casar daqui a uma hora.


Ele jogou a mochila nas costas e seguiu de volta para a lanchonete, lá ele almoçou e comprou um sorvete para as crianças. Nathan pagou o almoço das crianças e pegou o embrulho com o lanche de Joshua. Seguiram para o cartório onde Joshua já os esperava afoito.


— Vocês demoraram, andem vamos começar.


— Seu almoço. – Nathan passou pelo maior entregando a embalagem da lanchonete dizendo que iria ao banheiro se arrumar.


Então depois de meia hora, tentando achar duas testemunhas. Joshua e Nathan assinaram a certidão de casamento tendo o dono do bar e a dona da casa de penhor como testemunhas.


— Pronto... eu os declaro marido e marido... Vamos ao bar do Tom para comemorar. – O Juiz assinou o documento e saiu cambaleante para a rua. Enquanto os noivos recebiam os cumprimentos dos padrinhos e as crianças se acabavam de rir do juiz como fizeram durante toda a cerimônia.

Enquanto Nathan caminhava com as crianças para a caminhonete, Joshua o chamou.


— Vamos ao médico.


— Joshua eu já disse que estou bem.


— Não está pensa que eu não vi você vomitando atrás da cabana hoje de manhã. Vamos ao médico sim senhor. – Ele saiu puxando o menor pelo braço deixando as crianças para trás.


— Vamos gente, vamos esperar eles na praça. – Brian saiu andando com os irmãos comentando animados, as peripécias do juiz.



♣Redenção♣



Nathan balançava as pernas nervoso, já estavam esperando há uns quinze minutos.

— Não fica nervoso, não há de ser nada. – O maior abraçou o esposo pelo ombro.

Nathan encostou a cabeça no ombro do maior e ficou recebendo carinho de bom grado.

— Tenho medo de injeção. – Falou manhoso.

Joshua teve vontade de rir.

— Não vou deixar ele te furar.

— Podem entrar o doutor os aguarda. – Uma enfermeira avisou.

Eles entraram no consultório e um homem aparentando ter uns trinta anos os recebeu, Nathan contou ao médico tudo o que vinha sentindo. O médico fez algumas anotações e pediu para que Nathan se deitasse sobre a maca. Ele aferiu a pressão, ouviu os batimentos cardíacos e depois que ele levantou a blusa examinou o abdômen apalpando em todas as direções.

— Sente dor Sr. Mason. – Depois de receber a resposta negativa de Nathan pediu para ele se levantar – Vou precisar colher uma amostra do seu sangue o resultado sai em meia hora então podem aguardar.

Nathan gemeu diante da ideia de ser furado.

— É mesmo necessário doutor. – Joshua estava compadecido pelo esposo.

— Sim, preciso confirmar a minha suspeita.

— É grave doutor. – Nathan perguntou

— Preciso colher seu sangue para ter certeza. – o médico disse simples e colheu o sangue de Nathan mesmo a contra gosto enquanto ele era seguro por Joshua.

— Pode ir até algumas lojas enquanto esperamos o resultado. Você não queria comprar algumas coisas? – O maior tentou animar o marido e com sucesso.

— Sim, boa ideia. Posso levar as crianças? Queria comprar algo para elas.

— Nathan...

— Joshua vamos esclarecer uma coisa, nos casamos com comunhão de bens correto? – Falou ao ver que o castanho seria contra ele gastar o próprio dinheiro.

— Sim, mas...

— Mas nada, eu tenho dinheiro e vou comprar roupas para mim e as crianças, não aguento mais ver Sara vestindo as roupas dos irmãos. E tem mais quando chegarmos em casa vamos ter uma longa conversa sobre a fazenda. Fique aqui quietinho e aí de você se dê bola para aquela enfermeira que não tira os olhos de você.

Joshua ficou de boca aberta. Seu Nathan em modo autoritário era um terror.

— Aonde eu fui amarrar meu cavalo? – Perguntou a si mesmo incrédulo vendo o moreno sair rebolando.



♣Redenção♣



Nathan saiu da pequena clinica em direção a praça e seus olhos estreitaram quando viu Brian ser jogado no chão por três rapazes maiores do que ele. O moreno apressou o passo a tempo de escutar o que diziam:


— Quem você pensa que é seu caipira? Você não pode ficar na nossa praça nem você nem esses animais.


— Não somos animais, eles são três meninos e eu sou uma menina. – Sara disse inocente com os braços estendido na frente do irmão mais velho.


— Você é uma menina, hahahaha... que menina feia parece um garoto.


Mais rápido do que os olhos de Nathan pode acompanhar Brian voou no pescoço de um dos garotos enquanto os gêmeos atacavam os outros dois com murros e pontapés. Nathan correu até a briga.


— Brian solte ele. Mat e Michael parem com isso. – No mesmo instante Sara correu para o moreno que a pegou no colo, ela chorava copiosamente. Mat e Michael pararam e vieram até o moreno deixando que os dois rapazes fugissem. Porém Brian não soltavam o outro rapaz e permanecia com o braço em volta do pescoço, sufocando-o.

— Brian, pare com isso.

— Só depois que ele retirar o que disse. – Gritou lívido.

— E-eu r-retiro... – O rapaz falou sufocando.

Brian o largou com violência, o rapaz caiu no chão ofegante.

— Nunca mais insulte a minha família. – Ele saiu pisando firme em direção a caminhonete. Nathan foi atrás dele junto com os outros.

O ofensor se levantou e correu até os amigos que estavam parados ao longe junto de outras crianças menores.

— Brian, nem tudo se resolve com violência. – Nathan chegou perto do loiro – Não se ofendam por essas bobeiras o importante é que cada um de vocês sabem que são e de onde vieram. – O moreno falou para todos e colocando Sara que ainda chorava no chão.


— E quem nós somos, mamãe. – O tal neo sorriu de como foi chamado pela pequena e agora todos os rodeavam – Vocês são as quatro crianças mais lindas, inteligentes e amáveis que eu já conheci e são os melhores filhos que eu poderia desejar ter. – Ele limpou o rosto da loirinha – Agora nós vamos fazer compras.

— Jura!? – Os gêmeos pareceram bastante animados

— Sim, vamos comprar roupas, sapatos, comida e outras coisinhas a mais. – disse fazendo cosquinhas na menor.

As crianças entraram na caminhonete e Nathan olhou para trás quando ouviu os mesmos rapazes agora junto com as crianças proferindo ofensas contra seus filhos.

Realmente tem coisas que nunca mudam... – pensou consigo mesmo entrando do lado do motorista.

Seguiram para o centro de compra da cidade. Onde os meninos puderam escolher as roupas e sapatos e o moreno pode escolher alguns vestidos, saias, macacões, batas, sapatilhas, sandálias e prendedores de cabelo para Sara. A pequena estava radiante, mostrando toda curiosidade por nunca ter entrado em um lugar como aquele. Depois de estarem devidamente abastecidos com roupas e sapatos. Rumaram para o supermercado e compraram vários mantimentos, artigos para a casa e materiais de higiene pessoal e para a cabana. Compraram também ração para os animais.

Agora com a caminhonete abarrotada de compras seguiram para a clinica onde Joshua os esperava.

Todos se sentaram na recepção aguardando o chamado do medico que não demorou.

— Então doutor o que meu esposo tem. – Joshua segurava a mão de Nathan, os dois estavam sentado em frente a mesa do médico.

— Nada sério, Meus parabéns o senhores serão papais.

— Como?! – Os dois gritaram juntos.

— O Sr. Nathan está grávido de três meses. Aqui os exames. – Ele mostrou a folha para os dois Nathan a puxou com brusquidão suas mãos tremiam. – Não é possível.

— Para homens comuns não, mas com o senhor é um tal neo...

— Não é isso. – ele olhou para o médico – Tive um aborto forçado há alguns anos e o médico disse que eu não poderia mais ter filhos.

O médico se ergueu da cadeira e caminhou em direção ao casal, Joshua permanecia estático.

— Tire a calça e deite-se na maca, preciso confirmar se seu corpo já esta se modificando. Então veremos se é ou não verdade, os exames de sangue nunca mentem, mas para te dá a certeza faremos isso.

Nathan se deitou na maca e Joshua levantou ficando ao lado do médico. O doutro abriu as pernas do tal neo deixando suas partes intimas evidentes ele calçou as luvas e tocou em um certo ponto entre o ânus e o membro do menor.

— Sente isso?

— Sim.

— Veja senhor Joshua quando um tal neo fica grávido seu corpo se modifica para que ele possa trazer a criança ao mundo. Essa pequena abertura se abrirá completamente quando ele entrar em trabalho de parto.

Joshua abaixou-se um pouco e viu uma fina linha no ponto que o médico mostrara. Não tinha acreditado até agora que seria pai pela quinta vez, era um verdadeiro milagre, sentiu seus olhos queimarem.

Nathan estava constrangido se sentindo como se fosse um experimento. O médico parecia empolgado. Mas a emoção de ser pai era muito maior, maior que qualquer coisa. Passou tantos anos se culpando por não poder mais ter filhos ou ter segurado o seu primeiro no braço, que nem pensou na possibilidade de Dominique está mentindo para ele sobre isso também.

Começou a chorar sem conseguir se controlar e percebeu quando Joshua o abraçou dizendo que o amava e que estava feliz com o presente.

O médico ficou observando o casal por um tempo, se sentindo especial por esta vivenciando aquele momento.

— Pode se vestir senhor Nathan. Espero o senhor aqui uma vez por mês, para que possamos fazer o pré-natal. – Falou feliz voltando-se a sua mesa e pegando o receituário.

— Você parece bastante feliz. – Joshua resmungou, não gostava da ideia de ter outro homem tocando seu amante.

— E não é para está, é a primeira vez que vejo um tal neo, e ainda mais grávido, isso é perfeito. – ele escreveu algo na receita e entregou a Joshua – Ai estão algumas vitaminas, deixa eu marcar seu retorno.

— Infelizmente não poderemos voltar todo mês doutor, moramos no alto da montanha.

O homem pareceu decepcionado.

— Ok, dei que é complicado estarem aqui todo mês, mas pelo menos de três em três meses.

— Não sera...

— Sim doutor não iremos vir, então até daqui há três meses. –Nathan apertou a mão do profissional – Obrigado doutor por tudo.

O médico abriu a porta para o casal passar e Nathan saiu puxando o maior pelo braço., porem parando no meio do caminho ele se vira para ficar de frente para o marido.

— Joshua não conte para as crianças agora, vamos falar aos poucos.

— Ei... do que tem medo, eles te adoram. – Joshua passou a mão de uma lado do rosto de pele macia.

— Eu sei, mas é que... Mais um irmão não sei...

— Está certo, contaremos aos poucos ok? – O maior puxou o tal neo pela cintura e tomou os lábios finos com doçura, sua língua pediu passagem para dentro da cavidade quente e começou a vasculhar tudo como se estivesse a procura de algo. Os abraços de Nathan envolveram seu pescoço enquanto uma de suas mãos apertou ao bumbum farto.

Nathan gemeu no meio do beijo e pressionou seu corpo contra o do menor, mas percebendo onde estava Joshua separou o beijo, percebendo que a enfermeira olhava os dois com a boca aberta e as mãos juntas próximas ao peito.

— Desculpe.

Nathan sorriu confiante para a enfermeira. O moreno foi enlaçado pela cintura e logo o casal estava tomando o caminho para casa.

Já era noite, as crianças dormiam no banco de trás do veiculo que percorria em alta velocidade pela rodovia, só que Joshua teve que diminuir a velocidade quando uma forte chuva começou.

— Droga temos que chegar ao rio antes que ele suba e não dê mais para atravessar. – Joshua se inclinou para limpar o vidro que estava embaçando.

Nathan olhou para fora e via a noite ficar mais escura por causa da forte tempestade a única coisa a iluminar o caminho eram os faróis da caminhonete e os raios que caiam de tempo em tempo. A caminhonete continuou percorrendo toda a rodovia até chegar a estrada de terra que subia a montanha, mas quando um raio iluminou a estrada, Joshua freou bruscamente para evitar de colidir com um carro, que estava atravessado no meio da estrada.

Continua....



Notas finais
E aí curtiram??? Quem será que está parado interrompendo o caminho????
Gente olha só, por a fic esta se passando na roça e não ter hospital por perto não sera possível fazer cesária, então Nathan terá bebê por parto "normal". Espero que entendam que isso é uma fic então eu usei minha imaginação e a mesma justificativa de Nas Areias do Deserto, lembrando que essa não é forma como os Tal Neos dão a luz.
Essa é uma fic que estou escrevendo em parceria com uma amiga então quem ainda não leu e quiser dá uma olhada será um prazer tê-los lá ai vai o link. : http://fanfiction.com.br/historia/290379/Nas_Areias_Do_Deserto_II/
Beijos a todos e obrigada pelos reviews tão carinhosos, aos silenciosos o meu respeito e a todos a minha reverência, pois vcs são a minha inspiração.