Redenção

14 Capítulo 13


Notas iniciais
Olá galera do bem...
Mas um capítulo para vocês, não está betado e contém limonada...
Apreciem com moderação!!!

Capítulo 13

“ Não são as nossas habilidades que revelam quem somos, e sim as nossas escolhas.”

Alvo Dumbledore

Joshua acendeu o farol alto do veiculo em direção a estrada bloqueada. viu dois homens empurrado o carro, enquanto um adolescente, com um embrulho nos braços, tentava se abrigar da chuva, embaixo de uma árvore.

Nathan segurou o braço de Joshua quando este fez menção de sair da caminhonete.

— Está tudo bem não se preocupe. Vou ver se eles aceitam ajuda. – O maior apertou a mão do menor, saiu do veículo olhando a situação e voltou-se, já totalmente ensopado para Nathan – Chame o garoto para entrar na caminhonete eu vou ajudar os outros dois.

Nathan assentiu.

— Brian acorde! Math... Michael acordem! – Os meninos abriram os olhos ainda sonolentos – Brian pegue Sara e coloque em seu colo. Michael faça o mesmo com Mat.

— Eu não quero sentar no colo de Michael. – Mat resmungou cruzando os braços.

— Tudo bem venham os dois aqui para o banco do motorista por enquanto. – Nathan ajudou os gêmeos a mudarem de lugar.

— O que está acontecendo pai. – Brian perguntou ajeitando Sara adormecida, em seus braços.

— Tem algumas pessoas com problemas, seu pai parou para ajudar. – ele abriu a porta do veiculo – Fiquem aqui vou ajudar o garoto.

Nathan viu Joshua conversando com os dois homens e depois indo dá uma olhada no motor do carro. Ele correu até o menor que estava em baixo da árvore quando um raio seguido de um trovão cortou a noite.

— Venha comigo não pode ficar nessa tempestade. – Ele olhou para o menino que era apenas alguns centímetros menor que ele, tinha os cabelos pretos e os olhos vermelhos como os seus. Nathan se recuperou da surpresa e viu que o embrulho em seus braços era um bebê que começava a ficar molhado – Vamos, antes que fiquem resfriados.

O garoto sorriu e o seguiu até a caminhonete. Nathan abriu a porta traseira para que o jovem se acomodasse ao lado de Brian. Nathan fechou a porta e correu para o banco da frente.

Brian ofereceu uma toalha para o jovem ao seu lado. E ficou analisando o rapaz. Ele parecia ser bastante delicado, era pequeno, sua pele era branca quase rosada, seus cabelos iam até os ombros e eram negros como a noite. Brian ficou o vendo tirar as roupas do bebê e enrolá-lo na toalha seca.

— Obrigado, por nos ajudarem. – Brian achou que ele ficava mais lindo quando sorria.

— Nathan o mano está com cara de bobo. – Brian sacudiu a cabeça quando escutou o comentário de Mat – Para de ser chato moleque.

— Não comecem, por favor. – Nathan virou-se no banco para olhar o recém-chegado – De nada! Como se chama? E o que aconteceu?

O garoto olhava fascinado para Nathan.

— Você é como eu?

— Sim, o bebê é seu? – O maior perguntou apontando a criança.

— Ah, não esse aqui é Aidan meu irmãozinho, eu me chamo Nicholas e aqueles... – Todos olharam para fora e viram os três homens empurrado carro para fora da estrada – São meus pais Luke e Jordan. Meu pai Luke também é tal neo.

Nathan ficou admirado. Como poderia no meio do nada encontrar dois Tal Neos. A vida realmente tinha muitas surpresas.

Quando ele ia perguntar de onde vieram a porta da caminhonete foi aberta por um Joshua encharcado.

— Nathan eu os convidei para irem para a fazenda conosco. Eles não têm para onde ir...

O moreno não sabia dizer se a voizinha dentro da sua cabeça era sua consciência, Deus ou a voz do passado lhe dizendo que era a coisa certa a se fazer. Ele apenas a ouviu e concordou com a decisão de Joshua.

Viu o esposo voltar até os dois homens e os ajudar tirarem a bagagem de dentro do porta malas. Nathan saiu de dentro do veículo e correu até a traseira da caminhonete abrindo-a e levantando parte da lona que cobria para que o tal neo, pai de Nicholas guardasse duas malas.

— Trouxemos só o necessário foi o que deu tempo de pegar. – O homem informou quando viu Nathan olhando as poucas malas.

— Sem problemas venha, vamos sair dessa chuva.

Eles voltaram para o carro dessa vez Nathan foi para o banco de trás com os gêmeos sentados em seu colo enquanto os três homens mais velhos acomodavam-se no banco da frente.

— Obrigado senhor Mason você e seu esposo foram muito bondosos. Não conhecemos nada por estas bandas. Estamos viajando há cinco dias. – O homem alto de cabelos loiros falava enquanto Joshua subia a encosta da montanha.

— Por nada, Ah... Esse é meu esposo Nathan e meus filhos. O mais velho com cara de invocado se chama Brian – O menino acenou polidamente – Os gêmeos são Matheus e Michael e a menina se chama Sara.

— Olá, pessoal eu me chamo Jordan esse é o meu esposo Luke e esses são os nossos filhos Aidan, o bebê e Nicholas. – O loiro olhou para Nathan e depois para os filhos de Joshua – Vejo que nenhum dos seus filhos nasceu Tal Neo e vocês tem uma menina?!

— Eles são meus filhos com a minha primeira esposa. – Joshua falou sem tirar os olhos da estrada.

Jordan se encolheu depois que recebeu uma cotovelada de Luke.

— Nathan perdoe a indelicadeza do meu marido, mas ele é um homem acostumado a lidar com animais então não tem muito trato com gente. – Luke sorriu para Nathan que se sentiu confortável.

Luke era muito belo, tinha 30 anos. Com seu corpo cheio de curvas os olhos grandes e vermelhos junto com os cabelos negros que caiam por sobre seu rosto, de traços finos formavam uma bela visão. Luke com certeza devia ser um homem desejado. E parecia que Nicholas havia lhe puxado completamente.

— Qual sua profissão, Jordan?

— Eu era veterinário na cidade onde morávamos, atendia aos fazendeiros da região e tinha um consultório em minha casa. – falou sem conseguir disfarçar a tristeza em suas palavras.

Joshua percebendo que o assunto era delicado ficou em silêncio e se concentrou na estrada. A caminhonete atravessou o rio sacolejando e esparramando água para todos os lados, o castanho resolveu acelerar o veiculo, pois a maioria dos ocupantes estavam molhados e tremendo de frio, mas sua preocupação maior era com Nathan não queria que seu esposo ficasse doente ainda mais no seu estado.

Não demorou muito e eles chegaram a fazenda Redenção. Joshua parou em frente a cabana e foi recebido com festa pelos três cães. Ele acariciou os animais, nisso a chuva já havia passado, porém a noite continuava muito fria, ele ajudou Nathan com os gêmeos, levando Math para cama enquanto o tal neo levava Michael. Joshua tirou as roupas dos meninos, vestindo os pijamas e os ajeitando na cama enquanto Nathan cuidou de Sara.

Brian ficou encarregado de fazer sala aos visitantes.

Após algum tempo Nathan estava no fogão de lenha fazendo uma sopa enquanto Jordan conversava com Joshua em frente a lareira e Luke amamentava Aidan sentado no sofá.

♣Redenção♣

— Entre... – Brian abriu a porta do seu quarto e deu passagem para que Nicholas entrasse.

O pequeno tal neo olhava tudo atentamente. O porão recém reformado era bastante limpo, havia duas camas uma do lado da outra e com uma janela no meio das duas, do lado da porta tinha um pequeno guarda-roupa com um espelho embutido.

— Essa é a minha cama você pode ficar com aquela cama e tem um lado do armário que está vazio onde você pode colocar as suas coisas. – Brian quebrou o silêncio.

— V-vamos di-dividir o mesmo quarto? – Nicholas parecia extremamente envergonhado.

— Sim algum problema? – Brian perguntou achando o menino ficar ainda mais lindo corado.

— Não. Desculpe.

— Quantos anos você tem? – Brian não cansava de olhar o tal neo.

— Quinze e você?

— Dezesseis. Faço dezessete em dois meses. – falou estufando o peito como um pavão.

Nicholas sorriu colocando a mão na boca, tentando abafar a risada.

Brian coçou a cabeça sem graça se sentindo um bobo. Nicholas percebendo se desculpou de cabeça baixa. Ele sempre fora tímido e por ser um tal neo e sofrer preconceito nunca teve amigos na escola

— Nathan me pediu para dividir meu quarto com você, já que parece que vocês ficaram um tempo por aqui. – Ele se sentou deitou na cama e puxou um livro da mesinha de cabeceira – Mas, se não quiser pode ir dormir no celeiro.

— N-não aqui está ótimo... d-desculpe.

— Por favor para de se desculpar.

— Ok. Desculpe-me... quero dizer . – Nicholas perecia perdido, ele olhava de um lado para o outro como se procurasse um buraco para se enfiar dentro.

Brian suspirou e jogou o livro para o lado, se levantou da cama e passou pelo moreninho.

— O banheiro fica no fim do corredor, a banheira ainda tem água quente, tome um banho e relaxe.

Nicholas viu o loiro sair e se recriminou por ser tão infantil. Parecia que não sabia mesmo conviver com outras pessoas, não queria ter magoado Brian, tinha gostado dele, o achado lindo... Ele parece ser legal. Mas sua vida lhe ensinou que garotos lindos, eram perigosos e pouco confiáveis.

Mas ele é diferente. – uma voz falou em sua mente.

— É talvez. – Ele pegou uma toalha na bolsa e uma muda de roupa e seguiu até o banheiro, tudo que precisava era de um banho e uma cama coisas que não experimentava há cinco dias.

♣Redenção♣

— A sopa está ótima Nathan.

Nathan agradeceu a Luke e continuou comendo. Os quatro agora estavam reunidos em volta da mesa jantando e conversando amenidades.

— Para onde estavam indo? – Nathan estava curioso queria saber mais a respeito dos visitantes.

— Na verdade não sabíamos... Tudo que precisávamos é ficar o mais longe daquele lugar. – Luke falou sombriamente.

— Vocês estão fugindo?

— Nathan!? – Joshua repreendeu o menor.

— Tudo bem Joshua, vocês nos ajudaram em um momento complicado. Não é qualquer um que traria desconhecido para em baixo do seu teto ainda mais quando se tem um belo esposo e filhos. – Jordan tomou um gole do chá e suspirou – A verdade é que viemos de uma pequena cidade ao leste daqui. Nos mudamos para lá, há pouco mais de um ano, vindos de uma cidade grande. Vendemos tudo o que tínhamos para fazer nossas vidas naquele lugar. Apesar de ser esposo de um tal neo e ter um filho nas mesmas condições nunca nos rejeitaram pra valer e sempre tive meus clientes e Luke sendo enfermeiro logo arrumou emprego na clínica da cidade. Luke engravidou tivemos Aidan e tudo corria bem. Até o dia em que um dos netos dos fundadores da cidade e a pessoa mais poderosa do lugar, colocou seus olhos sobre Nicholas.

— O homem teve a coragem de oferecer dinheiro pelo nosso filho, como se ele fosse um daqueles tal neos prostítutos que vendem o corpo ou uma mercadoria a ser vendida. – Luke bateu a mão na mesa e Nathan sentiu um nó na garganta.

— Calma amor, já nos livramos dele. – Jordan olhou para Joshua e continuou – Quando nos recusamos ele começou a nos ameaçar, denunciou falsamente Luke para o conselho de enfermagem e por consequência ele perdeu o emprego e graças a ele também perdi meus clientes nas fazendas. Mas, continuamos com a clínica em casa. Então uma noite ele e seus capangas invadiram nossa casa, destruíram tudo. Nossa sorte é que tínhamos ido jantar na casa de uma vizinha, nos escondemos lá até eles irem embora, depois voltamos para o que restou da nossa casa, pegamos nossas coisas mais importantes e deixamos a cidade no meio da noite. E aqui estamos... Não sei o que teríamos feito se vocês não tivessem aparecido. Prometo que assim que consertarmos o carro, seguimos viagem.

— Não se preocupem com isso. Podem ficar o tempo que precisarem. – Joshua observou o marido se levantar apressadamente para colocar o prato na pia.

— Obrigada vocês são muito gentis. – Luke se levantou e começou a tirar a mesa – Deixe-me ajudá-lo Nathan – É bom conhecer outro tal neo descente, alguém que encontrou um bom marido e leva uma vida digna. Conheci alguns tal neo, mais todos prostitutos, aproveitando de sua condição para arrancarem dinheiro de homens casados e a maioria desses homens tiravam “da boca dos filhos” para dar nas mãos desses vagabundos, são pessoas como eles Nathan, que manchão a nossa reputação. – O mais velho falava ao lado de Nathan.

Nathan não disse nada deixou que o outro tirasse a mesa enquanto ele lavava a louça. Pensara que podia esquecer seu passado. Achou que tinha encontrado seu porto seguro, que poderia ter uma nova vida longe de toda a sujeira que Dominique o fez viver. Mas com as palavras de Luke, Nathan sentiu tudo girar dentro dele. Para baixo, como a água descendo pelo ralo. Se sentindo sujo quando terminou ele pediu licença e foi para o seu quarto.

Joshua percebendo a mudança de humor de Nathan acomodou o casal na sala, onde iriam dormir com o bebê e se retirou.

♣Redenção♣

Nathan escutou a porta do quarto se abrindo devagar e fechou os olhos fingindo que estava dormindo.

Joshua entrou no quarto escuro e ligou a abajur perto da cama. Retirou toda a roupa e depois de dobrá-las colocou em cima de uma poltrona. O castanho subiu na cama e entrando em baixo das cobertas abraçou o menor por trás, ficando em posição de conchinha. Ele exalou o cheiro tão característico de rosas que Nathan possuía e beijou sua orelha.

Nathan se sentiu mal com aquelas caricias, pois ele queria que Joshua tivesse sido o único homem da sua vida.

— Eu sei que não está dormindo... Vem aqui. – Ele forçou o menor a se virar e ficou por cima dele sem depositar todo seu peso sobre ele – Sabia que te amo?

Nathan o encarou com aqueles enormes olhos vermelhos.

— Mesmo eu já tendo me deitado com tantos homens que a maioria eu nem lembro os rostos? Mesmo eu sendo um puto sujo...

Ele mal conseguia falar com o aperto de dor que sentiu em seu peito, apertou a região e suspirou.

— Shii... Não diga isso, você não é assim.

— Joshua, nunca fui outra coisa e nunca serei! – reprimiu algumas lágrimas que se formavam em seus olhos incrivelmente vermelhos – Você não diria que me ama se soubesse sobre todo o meu passado, no fim Luke tem razão.

— Você é meu esposo. É tudo o que preciso saber. Sempre vou te amar. Independente de qualquer coisa.

— Será que você me amaria mesmo sabendo que fiz sexo com meu pai e que fui responsável pela morte dele?

Joshua ficou calado, depois bufou ruidosamente, como se tivesse levado um soco.

— Pensei que você tinha dito que ele desapareceu da vida de seu pai quando você tinha quatro anos.

Nathan o encarou ele precisava desabafar e Joshua precisava saber quem ele era de verdade.

— Ele tinha sumido mesmo, mas voltou a aparecer quando eu tinha 15 anos.

Joshua o encarou profundamente se sentando na cama.

— Continue... Já que insiste em se lembrar do seu passado.

Nathan engoliu em seco e virou o rosto.

— Dominique descobriu tudo sobre mim, através de seus contatos e quando descobriu que Samuel Griffs era meu pai e sabendo de sua atração por tal neos o convidou para passar uma noite na mansão dos prazeres – Nathan sentiu os olhos quentes e cheios de areia, continuava sem encarar o esposo – Ele disse para mim “ esse é um amigo querido e de muitos anos cuide dele para mim...”, eu sabia o que poderia acontecer senão o obedecesse.

— Ele te reconheceu ? O que ele fez? – Joshua o puxou para ficar entre suas pernas.

Nathan fechou os olhos. Com força tentando a pagar a imagem de sua mente.

— Ele disse que eu parecia com alguém que ele tinha conhecido... Então ele tirou a roupa e me tomou gemendo o nome do meu pai enquanto gozava...

— E depois? Vamos desabafe, coloque tudo para fora. – Abraçou mais forte o menor o sentindo tremer.

— Ele se vestiu enquanto eu fiquei deitado sobre a cama, pedindo a Deus que aparecesse e acabasse de vez com a minha vida. Ele não sabia quem eu era, até que Dominique entrou no quarto e nos “apresentou”. – O moreno deu uma risada seca, as lágrimas a muito banhavam o seu rosto.

— O que ele disse? – Joshua perguntou triste, secando as lágrimas que insistiam em cair.

— Nada, não disse nada. Apenas ficou me olhando e depois se ajoelhou no chão chorando... Parecendo um velho derrotado. – Nathan respirou fundo e se espremeu contra o corpo cheio de músculos – Três dias depois ele se matou com um tiro na boca.

— Você não teve culpa, Dominique foi mais uma vez um canalha usando o que sabia contra você. Não adianta meu amor, nada do que você ou alguém diga irá me fazer deixar de amá-lo. E se seu pai agiu assim não foi por você não ter contado quem era, antes de ter ido pra cama com ele; e sim porque ele sabia quem era e não aguentou mais conviver com ele mesmo.

O tal neo ergueu os olhos vermelhos para o esposo e perguntou vacilante:

— E quando você se cansar de mim? Como Samuel se cansou do meu pai. – sua voz saiu como um sussurro – Não quero beber até cai em uma cama desarrumada e morrer sozinho.

Joshua entendeu que o passado voltava a atormentar Nathan, sentiu que ele tremia.

— Jamais me cansaria de você ou lhe mandaria embora, para isso teria que me cortar ao meio – Ele passou os lábios sobre a testa de Nathan depositando uma sequencia de beijos – Pois você já faz parte de mim.

Ele beijou os cabelos negros e os alisou para trás.

— Faz muito tempo que aprendi que nós não controlamos nosso destino. Como nascer, morrer ou ser vendido para a prostituição ainda criança. Nós só podemos mudar a nossa mente, a forma como pensamos e vivemos.

Nathan ficou olhando para Joshua por um tempo e depois sorriu. Ele alisou a face máscula com o dedo indicador e deu-lhe um beijo na boca. Os lábios de Nathan se tornaram quentes em contato com os de Joshua. O beijo que antes era suave, agora estava cheio de paixão. O menor sentiu uma agitação dentro de si, uma quentura em seu ventre. O maior afastou dos seus lábios e o mirou com devoção.

— Você é belo, de todas as maneiras que uma pessoa pode ser... – As mãos ágeis começaram a desabotoar a camisa do pijama e logo a retirando, os lábios quentes roçaram na barriga ainda lisa lambendo, mordiscando e chupando — ... E nunca aceite que ninguém diga ao contrário.

Nathan gemeu quando teve a calça arrancada as pressas e o falo abocanhado sem delongas. Ele apertou os ombros fortes sentindo a língua despudorada lamber toda a extensão de seu sexo e brincar com glande. Joshua passava as mãos forte em seu corpo assim como trabalhava a terra, remexendo, alisando...

O menor suspirou quando seu falo foi abandonado e Joshua enfiou a mão embaixo do travesseiro pegando o tubo de lubrificante que guardavam ali. O castanho virou Nathan de costas, o segurando pelos quadris e erguendo-o um pouco para cima, voltou a deitar-se em cima do mesmo, despejando beijos molhados em seu pescoço enquanto introduzia dois dedos na entrada do menor que gemia baixo pelo incômodo e também pelo prazer que aquele contato estava proporcionando. Quando um terceiro digito foi somado em seu ânus, o alargando mais ele puxou o esposo para um beijo intenso e luxurioso, ele mordeu os lábios carnudos e chupou a língua com desejo.

— Já chega... Eu quero você dentro de mim...- Gemeu após o beijo.

Joshua resmungou algo e colocou o moreno de quatro a sua frente, segurou o pênis e se enterrou de uma vez dentro do local apertado e úmido.

Nathan mordeu os lábios para evitar gritar. Tinham visitas não queria fazer barulho. Quando passou o desconforto inicial ele começou a rebolar deixando o maior que estava atrás louco com a visão do seu pau sendo engolido pela entrada piscante. Joshua começou o estocando lentamente até aumentar gradativamente os movimentos, o vaqueiro entrava e saia com seu membro no na cavidade desejosa fazendo o menor gemer baixo por começar a sentir prazer naquele ato.

Joshua gemia baixo por sentir seu membro ser pressionado pelo canal tão pequeno, eles dançavam aquela dança sensual ditada pelo o som do bater da pélvis do maior nas nádegas do moreno. Ele deitou-se sobre as costas suadas e começou a passar a língua em toda aquela extensão sentindo o gosto salgado que era expelido pelos poros do amante, segurou firme o sexo até então abandonado de Nathan e começou a deslizar a mão com movimentos firmes e intensos até que percebeu o corpo pequeno dando pequenos espasmos pelo prazer sentindo e seu gozo melar sua mão.

O membro de Joshua foi sugado ainda mais para dentro de Nathan que respirava pesadamente após orgasmo.

— Aaahhh... que delicia meu amor...tão quente... tão apertado.... Uhunf. – Joshua gozou e continuou estocando até não sobrar mais nenhuma gota de sêmen. Ele saiu de dentro do esposo e deitou-se ao seu lado tentando recuperar o fôlego.

— Isso foi muito bom... Eu adoro te comer. – Joshua falou olhando o teto. – Disse depois que estavam recuperados.

— Eh! Você também não é mau...

Os dois riram, e Nathan rolou por cima do castanho, sentando-se em cima do seu ventre começando a roçar sobre o membro do outro que já dava sinais de vida.

— O que foi? Não está com sono? – Joshua perguntou sentindo seu membro ficar duro.

— Não...

— O que você faria se eu fizesse amor com você durante toda a noite.

— Você não aguentaria. – Nathan massageava o próprio pênis enquanto rebolava em cima do de Joshua. Ele era muito sensual.

— Não me provoque... – Joshua rugiu antes de sentar-se na cama e agarrar o moreno pela nuca começando a beijá-lo despudoradamente.

Nathan ladeou o corpo musculoso e bem trabalhado e segurou o membro duro e começou a sentar sobre o mesmo, sentia as pregas dando espaço para o invasor, gemeu alto quando estava completamente empalado.

— Você é grande...hummm... Deixe-me comandar?

— Sou todo seu... Hummmm... aahhh

O maior serrou os olhos, seu marido era quente, insaciável e gostoso. E isso o enlouquecia. Jamais imaginou que encontraria alguém como Nathan que o completasse de todas as formas, abriu os olhos e encontrou os vermelhos lhe encarando. Atendendo ao pedido mudo ele movimentou seu quadril ainda mais rápido contra o corpo menor voltando a beijá-lo e sugando seus lábios à medida que o prazer de ambos aumentava.

— Humm... mais rápido Nat! – o vaqueiro pedia enquanto gemia enlouquecido com a cavalgada em seu pau latejante.

Nathan segurou em seus ombros e começou a subi e a descer ainda mais rápido.

Joshua o segurava pelos quadris, ambos estavam suados, ofegantes e mergulhados no erotismo o prazer do sexo trazia. Logo chegaram ao nirvana pela segunda vez, agora juntos.

E juntos eles permaneceram um nos braços do outro, Nathan suspirou baixinho abraçando apertado o corpo embaixo do seu. E escutado o som do coração de Joshua ele adormeceu como há muito tempo não dormia sentindo-se definitivamente a amado e aceito assim como ele era, como todos os seus de feitos e fantasmas e era esse amor incondicional que ele desejava sentir aumentando dentro de si também a cada dia.

Joshua escutou o suspiro trêmulo de Nathan e quando este adormeceu, ele o deitou. E saindo de dentro dele foi até a bacia de água, que deixavam no quarto, molhou uma toalha o limpou com cuidado, tendo a certeza que ali não estava somente o ex-prostituto que ele amava, mas também uma criança que precisava ser cuidada e protegida. O castanho se deitou novamente ao lado do amado e puxou o para repousar em seu peito, os cobriu com os cobertores e logo adormeceu.

Continua...

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Notas finais
E aí gostaram???
PS: A frase do inicio do capítulo é uma frase que eu amo e adotei como estilo de vida... Está no livro Harry Potter e a Câmara Secreta.
Obrigado a todos que tem comentado, vcs me deixam muito feliz. Bjs e até domingo...