Notas iniciais
Cheguei minha lindas!!!! Nessa madrugada fria de sábado para domingo!

O capítulo de hoje é dedicado para a Eclipse She, que fez um video lindo para RDS e para linda da licullen que recomendou a fanfic!!! YES! hahaha Obrigada meninas!

Os comentários do último capítulo vão ser respondidos amanhã! (domingo) Porque estou caindo de sono agora!

E ah, Criei um grupo de RDS no face! Espero ver vocês por lá!

Boa leitura e bom domingo!

O loiro conseguiu dormir durante duas horas, mesmo que ainda assim, intercaladas por terríveis pesadelos. Pesadelos esses que poderiam ter tornado-se reais naquela mesma noite. A raiva e a incredulidade se apossaram da figura masculina que se sentou na cama com um átimo, enveredando seus dedos longos pelo cabelo cor de ouro.

Sua Rosalie. Sua pequena e linda menininha que admirou durante todos esses anos, recluso em suas sombras. Sua filha, a parte boa ele na vida. Ela fora ameaçada, humilhada, quase... violentada. Não foi para isso que abandonara o lar. Jamais queria que seus filhos passassem por algo como aquilo. Maldito Swan!

Os olhos verdes vívidos, até então fechados, abriram-se para encarar a parede branca do quarto impessoal. A dúvida começava a consumi-lo. Por que Isabella Swan tinha salvo sua menina daqueles vermes? Queria ela ganhar a confiança de seu Edward? Estaria se preparando para dar o bote final? O que Charles Swan tinha em mente?

Eram muitas divagações e Carlisle Cullen não pretendia ficar sentando esperando pelo próximo passo dos Swan. Não arriscaria a vida de seus filhos daquela maneira por ter algumas dúvidas pairando pela sua mente bem dotada. Era hora de aniquilar o inimigo. E o ponto fraco do poderoso da máfia italiana era justamente sua melhor arma: Isabella.

Destruiria a história fantasiosa que ele insiste em contar para ela. Viraria contra ele seu bem mais precioso. E depois o pagaria na mesma moeda. Tiraria Isabella do Swan como ele pretendia fazer com sua Rose. Charles sentiria a dor que nem mesmo chegou a infringir.

Ninguém jamais mexeria com a sua família e depois sairia impune. Outrora fez um sacrifício para mantê-los a salvo, e não deixaria que tudo aquilo que sofreu por estar longe deles fosse em vão.

Rumou para o guarda roupa e retirou o fundo falso bem elaborado. Depois digitou rapidamente sua senha, abrindo o cofre, costume que há tempos tinha perdido. De fato, não se lembrava da última vez que mexera naquelas coisas. Olhar para aquilo o lembrava de seu pai, o responsável por tudo o que viveu e vivia.

Retirou de dentro da peça grande e metálica um gordo pacote pardo, despejando o conteúdo em cima de sua cama de casal. Sorriu tristemente. Pelo menos a “herança” de seu pai serviria para alguma coisa.

Carlisle suspirou profundamente e pegou um dos cadernos de capa vermelha, de tamanho médio com desenhos dourados. As folhas uma vez brancas estavam amareladas pela ação do tempo, bem como o vermelho da capa, antes vívido, agora amarronzado. O Cullen abriu a primeira página, mesmo que já soubesse o que existia ali dentro.

A letra cursiva não tão elegante, porém bem desenhada, praticamente o convidada:

Renée Dwyer.

Nunca entenderia porque uma pessoa assinaria seu próprio diário daquela maneira. Talvez Renée quisesse que o encontrasse. Contudo, aquilo não importava. O livrinho vermelho poderia significar a derrocada do Swan. E naquele momento, tudo o que Carlisle queria, era que ele pagasse.

~.~

Isabella se sentia deliciosamente relaxada, fato que estranhou já que seu corpo nunca saía totalmente do estado de alerta. Aquela manhã, porém, era diferente. Sua cama parecia anormalmente quentinha e acolhedora.

Encolheu-se mais contra ela, sentindo um cheiro familiar lhe invadir o sistema. Aquele cheiro peculiar misturado com algumas notas amadeiradas que estranhamente a relaxava. Tentou se espichar e vencer a letargia, mas um aperto firme em sua cintura a impediu de realizar movimentos bruscos.

Abriu os olhos, confusa, e deu de cara com um peito desnudo e bem esculpido. Piscou algumas vezes tentando determinar a realidade a sua volta. Ela estava nos braços do...

- Federal? – sussurrou incrédula, arrependendo-se logo após. Olhou para o rosto do homem e percebeu que ele ainda ressonava tranquilamente, apenas mexera os dedos em sua cintura. Um carinho inconsciente.

Ela não poderia acreditar que estava naquela situação. Como fora parar ali? Merda! Tinha que conseguir sair antes que o agente Masen acordasse e viesse com suas inúmeras gracinhas.

Primeiro a mafiosa retirou suas pernas que se entrelaçaram com as do agente. Ela fez uma careta, finalmente conseguindo. Em seguida partiu na missão de retirar a mão que a mantinha presa ali. Tentou desprender cautelosamente os dedos masculinos de sua cintura, mas o homem mexeu-se abaixo dela, parecendo incomodado, e aplicando mais força ao toque.

Isabella praguejou baixinho, e levou novamente a sua mão até lá. Afinal seria ridículo se ela o acordasse para pedir que a soltasse.

Inferno! Como fora parar ali?

- Isabella? – ouviu uma voz rouca acima de sua cabeça, causando-lhe arrepios.

Os olhos azuis voltaram-se para os verdes sonolentos a tempo de ver o federal esboçar um sorriso de lado.

- Oi linda.

E para a total surpresa de Isabella, ele a puxou em um abraço. Apertando-a ainda mais em seus braços, de um jeito que chegava a doer suas costelas.

- Agente Masen – a mulher declarou raivosa, negando-se a se entregar ao momento – Será que dá para me soltar?

Edward beijou o pescoço da mafiosa demoradamente, rumando para sua orelha.

- Não.

Isabella tentou mostrar seu incomodo com um grunhido, mas o som que saíra de sua boca estava longe de ser uma expressão de desagrado. Socou levemente o peito do homem, cedendo ao estímulo que seu corpo a impelia, deitando a cabeça novamente ali. Deu a desculpa de que, forçar seu pescoço para cima enquanto o federal lhe segurava pela coluna, só resultaria em um belo de um torcicolo.

- Como está sua perna, linda? – disse acariciando as costas dela, os verdes procurando a verdade em seu rosto.

- Ela está bem, federal – declarou irritada — Eu disse para você não tentar nenhuma gracinha! Pode me explicar como conseguiu me agarrar durante a noite?

Edward afastou a mulher milimetricamente, apenas para olhar ainda melhor o seu rosto. Tentou conter uma risada, mas não conseguiu. Acordara estranhamente bem humorado.

- Ora, mulher! Foi você quem me agarrou! – Edward expos, beijando o canto dos lábios de uma Isabella que bufava.

- Eu jamais faria isso! – ela contra-atacou – Não seja tão prepotente!

Edward passou a mão pelos cabelos negros, pensando como ela poderia parecer tão bonita pela manhã.

- Pois fez, Isabella. Eu estava quietinho, no meu canto, e você no meio da noite veio se aconchegando como uma gatinha manhosa. É você quem está do meu lado da cama, não o contrário!

A mafiosa estreitou os olhos, sentando-se.

- Você está mentindo...

Edward também se sentou, espreguiçando os braços e estalando o pescoço.

- Por que eu me daria o trabalho de mentir, Isabella? Você me abraçou enquanto dormia, linda. – Edward capturou o queixo fino com a mão – E apesar da noite passada ter sido uma das piores da minha vida, eu pelo menos dormi muito bem.

Isabella arregalou os olhos diante daquela informação. Os olhos verdes do homem brilharam de forma abrasadora, e ele começou a contornar os lábios dela com a ponta do dedo indicador.

- Só espero que sua noite de sono tenha sido tão boa quando a minha. – ele beijou a testa de uma Isabella confusa que não sabia o que dizer, nem como agir – Descobri que amo dormir sentindo o seu cheiro.

A mafiosa engoliu em seco, ela tinha feito aquilo não tinha? Tinha abraçado o federal enquanto dormia! Mas que merda deu nela? O que estava pensando para se... aconchegar ao... federal?

Edward, adivinhando o que se passava pela cabeça da mafiosa, decidiu tira-la de sua tortura pessoal.

- Vista-se, Isabella. – ele afagou o braço dela, puxando-a apenas para um colar de lábios demorado — Vamos tomar café.

~-~

Alice tentou conter o sorriso que chegou aos seus lábios no momento em que viu a mafiosa e o federal saindo juntos de dentro do quarto. Piscou para uma Rosalie que encarava sem entender sua reação e deu as costas, fingindo estar concentrada em suas panelas.

- Espero que os irmãos Masen gostem de panquecas... Honestamente, é a minha especialidade matinal.

Edward olhou confuso para as costas da baixinha. Ontem ela estava decepcionada, hoje fazendo piadinhas? Inclinou-se em direção a Rosalie, beijando a testa da irmã que aceitou o gesto de bom grado.

- Bom dia, pequena. – disse, fazendo-lhe um cafuné e sentando no banquinho ao seu lado.

- Bom dia – Rosalie respondeu baixinho. Seus olhos rumaram incertos para a mafiosa que se encostara a bancada.

- Bom dia Isabella. – a loirinha declarou, timidamente.

- Bom dia... – A mafiosa respondeu, um tanto quanto desconfortável, os lábios presos em uma linha fina. Sabia que não era uma boa ideia conversar com Rosalie ontem. Agora ela provavelmente pensava que as duas tinham algum tipo de vínculo invisível e especial. E Isabella nem queria se dar ao trabalho de pensar em como se sentia sobre isso também. Já chega a vergonha de ter abraçado o federal enquanto dormia.

Mas que merda estava acontecendo com ela?

Tentando tirar os olhos que estavam sobre si, Isabella viu-se obrigada a mudar de assunto.

- Alice, você investigou o que eu te pedi?

A baixinha arqueou ambas as sobrancelhas, rumando com a panela para a bancada e despejando mais uma panqueca em um prato já cheio delas.

- Acho que não é hora de falarmos sobre isso, Isabella. – Alice tentou uma reprimenda, mas a mafiosa rolou os olhos em resposta, servindo-se de suco de laranja natural.

- Não tenho tempo a perder, e você sabe disso. Não fique me enrolando se não conseguiu descobrir nada.

A baixinha jogou o avental em cima da pia, desistindo de argumentar com a toda poderosa.

- Infelizmente, não pude conseguir muita coisa mesmo! O carro era roubado.

Foi a vez de Edward Masen revirar os olhos.

- Malditos profissionais.

Isabella franziu a tez de porcelana da testa.

- Está me dizendo que continuo na estaca zero, Alice? – disse entre dentes.

A baixinha mordeu os lábios, como uma criança que anseia por ser congratulada, guardando o melhor para o final.

- Bem... Não exatamente... – mas antes de continuar olhou brevemente para o federal – Edward, você não pode me prender estando fora de serviço e tecnicamente sequestrado, pode?

O Masen deixou um sorriso incerto escapar por seus lábios, mesmo que temesse o que poderia vir a seguir.

- Continue, Alice! – Foi Isabella a exigir, sem paciência para as gracinhas da mais nova.

- Eu meio que tive acesso ao pátio de carros batidos e roubados – falou incerta, olhando a expressão do federal – e bom, achei isso dentro do carro dos perseguidores.

Então a baixinha retirou do bolso da calça um broche dourado, de boa qualidade e antigo. Parecia um desses artefatos que passam de pai para filho e assim mudam de dono ao longo das gerações.

Isabella fechou os olhos soltando uma sonora lufada de ar.

- Então o seu “super achado” é um broche? – perguntou com extrema ironia – Claro! Isso resolve completamente o meu problema!

A baixinha revirou os olhos, e fez um bico, falsamente magoada pelo descrédito da figura feminina que por vezes via como irmã.

- Olhe para o emblema Isabella! Foram os russos.

O coração da mafiosa gelou. O corpo retesou. Então fora os malditos russos? O que eles queriam além do que já tiraram dela? Sua pele queimou e ela virou-se para o local que atraía seus olhos. Edward a olhava com espanto e certa preocupação.

- Okay – Alice levantou as mãos para o alto – O que eu estou perdendo?

Mas nenhum dos dois respondeu.

Na cabeça de Edward uma única pergunta pairava: O que os russos poderiam querer com Isabella? Porque para ele, ficara mais que claro que o alvo sempre fora ela. Primeiro aquela perseguição de carros... E ontem... um maldito russo atira nela! Além do mais, os instintos do federal lhe diziam que Isabella escondia informações de seu passado que a ligavam diretamente com a máfia russa.

Mas o que seria?

- Eu não sei se perceberam, mas eu não cosigo conversar pelo olhar como vocês dois! – Alice chamou a atenção do casal, batendo o pé impacientemente no chão azulejado da cozinha.

- Rosalie – Edward disso tomando as rédeas da situação – Termine o seu café no sofá da sala, pequena.

A menina franziu as sobrancelhas loiras, mas sabia que eles conversavam sobre algo que estava além de sua compreensão. Acatou o pedido do irmão, saindo da cozinha. Vendo que Isabella estava presa em seus pensamentos, Edward decidiu colocar Alice a par dos fatos de ontem.

- Nós temos razões para acreditar que o homem que matou os paus-mandados de Charles e atirou em Isabella faz parte da máfia russa, Alice.

A baixinha cobriu a boca com as mãos, em um gesto tipicamente teatral muito familiar a ela.

- Bambola – os olhos chocolates rumaram para Isabella, que ainda tinha o olhar perdido – Isso é sério. Esses homens querem você.

Isabella soltou uma risada irônica.

- Por que eles não iriam me querer Alice? Sou inimiga natural deles! Existem vários motivos... – Isabella divagou para depois murmurar para si mesma — A pergunta é: Qual?

Edward levantou-se do banquinho, se aproximando da mafiosa.

- Alice, você tem que conseguir mais coisas sobre esses russos. Talvez... Talvez eu peça Jasper para te ajudar.

As duas mulheres olharam incrédulas para ele.

- Você está duvidando da minha capacidade e colocando um ciber geek para trabalhar comigo, Agente Masen? – Alice indagou, exasperada.

- Não se atreva a envolver mais gente do FBI nisso, Federal! – Isabella advertiu, lançando seu olhar frio.

- Jasper é meu amigo, Isabella – Edward respondeu e voltou sua atenção para uma Alice emburrada – Ele é muito bom nessas coisas, Alice. Não estou dizendo que você não seja... Além do mais, ele tem acesso a coisas restritas que você não tem, por ele trabalhar para o governo e ...

- Como eu disse – Isabella levantou as mãos para o alto, quase transtornada – FBI!

Edward revirou os olhos, puxando-a pelo braço.

- Sim. Ele é do FBI, mas é meu amigo antes de tudo. – Edward aproximou-se do rosto dela – Me deixe te ajudar Isabella.

Os olhares se prolongaram, travando aquela conversa familiar a eles, ambos encarando algo que se encontrava além do cristalino... Uma ligação que nenhum dos dois poderia entender.

Um raspar de garganta quebrou o momento particular.

- Alice sentindo-se um candelabro grande e ambulante. – a baixinha pontuou, com um sorriso contente nos lábios.

Isabella balançou a cabeça, afastando seu braço das mãos do federal.

- Alice – começou, a garganta seca – Pode me ajudar a trocar o curativo?

Edward praticamente bufou ao lado dela.

- Eu não acredito que você está fazendo isso, Isabella! Está fugindo do assunto!

- Não estou fugindo do assunto, porque não há assunto, Agente Masen! A máfia russa só diz respeito a mim, e eu espero que você entenda isso.

Edward estreitou os olhos para ela.

- Se está achando que vai conseguir me tirar dessa história, eu lamento Isabella, mas não poderia estar mais enganada! – Surpreendendo as duas mulheres, o federal deu as costas, saindo a passos duros da cozinha.

~-~

Charles Swan sentia um gosto amargo na boca, um leve peso em suas costas. Não gostava de se sentir derrotado. Pela primeira vez em todos aqueles anos ele não sabia como reverter a situação. Como trazer sua Isabella de volta...

O mafioso nem em seus piores sonhos cogitaria que ela pudesse se rebelar daquela maneira. Chegou a impedir que seus funcionários realizassem o trabalho. Na verdade, demorou muito tempo para que finalmente a ficha do Swan caísse: Ela passara por cima de suas ordens.

Aquela situação deixava de ser um prenuncio de dias nublados para se tornar uma verdadeira tempestade. Estava claro para quem quisesse ver que ele perdia Isabella. Ela lentamente escorregava por seus dedos.

- Não... – balbuciou mecanicamente, injetando o olhar de puro ódio. Ele jamais perderia Isabella. Não mediria esforços para tê-la de volta e se preciso fosse, faria o trabalho com suas próprias mãos.

- Senhor Swan? – Os pensamentos do mafioso foram brecados pela voz fina da secretária. Charles levantou os olhos para a figura franzina que já se encontrava do outro lado de sua mesa.

- O que quer, Jane?

- Chegou esse envelope para o senhor – a loirinha disse amedrontada colocando delicadamente o papel pardo de frente para o seu chefe.

Charles olhou irritado do envelope para a sua secretária, que continuava em pé no meio de seu escritório.

- Está criando raízes, coisinha? Já pode levar seu rabinho magro para fora daqui.

- Sim... – a secretária engasgou, dando meia volta – Pedonami.

Charles encarou o pacote pardo assinado com dois “C”s. O mafioso suspirou profundamente, cansado da figura de Carlisle. Aquela era uma brincadeira de criança para ele, da qual há muito já se cansara.

Abriu o envelope com violência, virando o seu conteúdo em cima da mesa esculpida com madeira de carvalho. Seus olhos focalizaram primeiro um papel que, visivelmente, se tratava de um xerox. No cantinho superior havia uma nota escrita em caneta vermelha: “Presentinho que pretendo enviar para sua Isabella. Acha que ela vai gostar? C.C.”

Charles revirou os olhos e começou a ler a folha.

15 de janeiro de 1987

Eu me sinto tão enganada... Charlie é uma espécie de criminoso! Eu não entendi muito bem, não quis entender... E pensar que nosso casamento está marcado para daqui um mês! Ou estava... Como ele pode mentir para mim dessa maneira?

Eu o amo tanto...

Não sei o que fazer...

17 de fevereiro de 1987

Charles esteve aqui hoje. A semelhança dele com Charlie ainda me deixa um pouco atordoada... Quando abri a porta, poderia jurar que se tratava de Charlie, mas foi só ele dizer uma palavra para que eu percebesse que estava errada.

Como eles podem ser tão iguais e tão diferentes? Meu Charlie é tão fechado, já Charles...

Ele veio me convencer... Quer que eu perdoe Charlie. Ele disse que o irmão me ama, e que confiava em mim, mas tinha medo que eu me afastasse dele por causa da máfia.

A máfia italiana...

Eu não consigo acreditar.

18 de fevereiro de 1987

Charlie apareceu, bateu aqui em casa com meia dúzia de rosas. Ele me disse várias coisas, me esclareceu sobre a máfia... Sobre os negócios... Que jamais deixaria algum inimigo dele me machucar. Ele não entende que minha reação não foi por medo! Foi por raiva dele! Raiva por não me falar a verdade!

Ele disse que sou a mulher a vida dele e que não queria, não poderia, me perder.

O que eu poderia fazer? Eu não consegui... Não consegui resistir.

O perdoei.

Os olhos azuis de Charles quase soltaram das órbitas enquanto relia os fragmentos xerocados. Ele estava diante do diário de Renée? Não... Aquilo não estava acontecendo... Se Carlisle o tivesse na integra... NÃO!

Fisgou o outro papel, dando-se conta de que se tratava de uma ultrassonografia. Checou o nome, pertencia a Renée. A 21 de fevereiro de 1991.

- Não... – murmurou aterrorizado. Renée deveria estar da quantos meses? Quatro? Se o sexo da criança fosse visível naquele ultrassom... Isabella jamais o perdoaria! Charles perderia a sua menina... Ela iria odia-lo!

Procurou aterrorizado por alguma menção ao sexo do feto nos escritos em braco, e foi assim que percebeu. Não era uma criança naquele ultrassom. Eram duas.

Sentindo o coração na boca, o sangue martelando em seu pescoço, Charles checou mais uma vez os dados daquele ultrassom...

- Não... – sussurrou incrédulo. Aquilo tinha que ser um blefe!

Jogou-se para trás na cadeira, o cenho permanentemente franzido.

Gêmeos? Que história era essa?

Os sentimentos intempestivos transformaram-se em um acesso de raiva. Não restou um grão de poeira em cima da mesa da madeira. O Swan derrubando tudo com suas mãos e braços. Se aquilo era mesmo verdade, onde estava a segunda criança?

Charles não sabia... E por um minuto tomou conhecimento de que sua vida poderia ruir por causa de uma imagem. Isabella jamais poderia tomar conhecimento daquilo.

Tentou manter a calma. A cabeça fria. Calcular os próximos passos. Mas toda a sua compostura estava desestabilizada. Sacou o telefone e procurou o número de Carlisle. A chamada foi diretamente para a caixa postal.

- O que diabos você quer, Cullen?

Naquela situação o Swan seria capaz de atender a qualquer pedido.

~-~

- Eu gosto dela.

- De quem, Rose? – Edward perguntou incerto, já que a menina por vezes olhava para a televisão, onde uma atriz qualquer desempenhava seu papel de principal. Alice já ressonava tranquilamente em sua poltrona, e Isabella em seu quarto. Edward decidiu ficar um pouco mais com a sua irmã no sofá, assistindo qualquer coisa na televisão.

- Da Isabella – A mais nova olhou para o irmão timidamente.

Edward tentou em vão conter um sorriso que repuxava seus lábios para cima trazendo brilho aos olhos. Por que estava tão feliz por saber disso?

- Eu aprovo... Você sabe... – a única luz presente na sala era a da tela da televisão, a penumbra não permitindo que ele estivesse completamente atento a expressão de Rosalie, mas Edward podia dizer que ela estava encabulada. — Aprovo vocês.

- Como? – O mais velho perguntou sem entender perfeitamente o que a irmã queria dizer.

- O relacionamento de vocês. – Rosalie deu de ombros, incerta.

Edward não pode evitar o tom triste quando respondeu:

- Eu e Isabella não temos exatamente um relacionamento, Rose. É complicado.

A baixinha arregalou os olhos, e inclinando-se para frente, sussurrou espantada:

- Mas... Você sabe que está apaixonado por ela, não sabe?

A declaração foi como um baque surdo aos ouvidos de Edward. As engrenagens começando a trabalhar... juntando as peças.

- Apaixonado? – repetiu, testando como a palavra soava em seus lábios.

- Sim, Ed. Você está apaixonado pela Isabella.

A assertiva não foi recebida com negação. Muito pelo contrário. Foi aceita como elucidador... Tudo o que sentia por aquela mulher dos olhos azuis... O terror que passara quando a viu levando o tiro, o desejo descontrolado que sentia por ela, o fato de não ter conseguido entrega-la para o FBI...

Tudo aquilo poderia ser resumindo com a frase dita pela irmã.

Sim. Ele estava apaixonado por Isabella Swan. E não fazia ideia do que fazer com aquela informação.

~-~

Edward tentou deitar lentamente para não acordar Isabella, mas para a sua surpresa a mulher virou-se na cama, olhando para ele com os olhos bem abertos e perceptíveis.

- Pensei que estivesse dormindo, linda. – Edward esclareceu, finalmente horizontalizando o corpo ao lado do da mafiosa. Os braços fortes foram parar atrás de sua nuca, a expressão corporal denunciando o quanto ele se sentia confortável ali.

Isabella continuava observando o homem com uma espécie de semblante indecifrável, mas nada disse. Apesar da mulher literalmente encara-lo, o gesto não incomodava o federal, mas instigava sua curiosidade em níveis inimagináveis.

- O que foi?

“ – Não entendo porque está com essa cara, Bambola... Por acaso dormiu de calças ontem a noite? – Alice perguntou fazendo Isabella soltar um som de desaprovação.

- Isso quer dizer que dormiu sem calças?

Isabella trincou os dentes.

- Alice, dá pra se concentrar no que está fazendo? – ela disse, apontando para a ferida que a baixinha deveria cobrir com uma pasta caseira, receita de Irina para não deixar cicatrizes.

- Eu nasci mulher, Bambola. Consigo muito bem desempenhar duas atividades ao mesmo tempo!

Isabella revirou os olhos.

- Dá para responder a minha pergunta? – Alice inquiriu novamente, espalhando o produto cremoso pela área ferida.

- Não, Alice. A resposta para a sua pergunta é não! Eu e o federal não... fizemos nada, ontem a noite! Você sabe, ele dormiu na minha cama.

- Pensei que isso tinha acabado – Alice murmurou tristemente – mas está explicado sua ranzinzice enquanto faço o curativo.

Isabella apertou os olhos para a baixinha, que agora começava a enfaixar o machucado.

- Como?

- Você está com saudade, Bambola – Alice explicou como se aquela fosse a coisa mais obvia do mundo – Saudades do Edward.

Isabella mordeu o interior e suas bochechas, estava indecisa. Tinha vontade de toca-lo, de sentir as maravilhosas sensações que seu toque proporcionava. Levou uma mão até o queixo largo do federal, deliciando-se com o atrito da barba que começava a nascer ali. Alice tinha razão. Assustadoramente ela sentia falta dele. De estar com ele. E de tê-lo... dentro dela.

- Isabella? – Edward perguntou mais uma vez, com estranheza. E para o seu total espanto, a mafiosa aproximou-se, e o beijou.

No inicio, o que era apenas um encostar de lábios, se tornou um beijo urgente. Edward mal acreditava que detinha a mulher em seus braços. Que ela o beijara por vontade própria. Que fora ela quem tomara a iniciativa!

Rugindo, ele agarrou a cintura fina, trazendo-a mais para perto. Isabella já estava sentada em cima do federal, o beijando com fervor, todas as células da criminosa em êxtase pelo contato de corpos... Era tão bom senti-lo daquela forma, arrepiar-se com qualquer toque vindo dele.

As mãos masculinas rumaram para a bunda da mulher que mal se cobria com a provocante camisola que usava, e que Edward desconfiava, fora escolhida propositalmente para tira-lo do sério.

Ele acabara de descobrir que estava apaixonado por ela e agora eles encontravam-se assim... Completamente entregues ao outro. Estar com ela dessa forma, possibilitava que a mente fantasiosa do agente desse voltas, e ele conseguisse acreditar, mediante aquele contato, que era correspondido. Que Isabella também estava apaixonada e entregue a ele.

Desceu para o pescoço da mulher, distribuindo mordidas e beijos na área sensível. Isabella gemeu e rebolou em seu colo, fazendo o membro do federal pulsar de saudade dela, louco para senti-la ao seu redor, apertando-o.

— Isabella... – o federal murmurou provando o gosto dos lábios carnudos novamente. As mãos dela desceram pele peitoral masculino, brincando com o abdômen bem definido. E por alguma força hercúlea, totalmente desconhecida por Edward, ele a parou antes que ela chegasse a sua calça, e fosse impossível resistir.

Talvez fosse o extinto de protegê-la, afinal, lembrava-se muito bem das regras da mulher, e não queria vê-la sofrer por quebrar alguma no calor do momento.

- O que foi, Federal? – Isabella perguntou raivosa, sentando-se em cima da barriga dele, as mãos espalmaram o peito forte.

Edward acariciou as coxas torneadas dela, tomando cuidado com a faixa que protegia a área machucada. Começou a falar, a respiração sôfrega.

- Isabella... Nós estamos na mesma cama...

A mafiosa o encarou como se ele fosse de outro mundo.

- Eu juro que se você não dissesse, eu não teria percebido! – ironizou.

Edward revirou os olhos, sua excitação o incomodando terrivelmente.

- Dormindo Isabella. Na mesma cama.

A mulher rapidamente tirou suas mãos do peito masculino, mesmo que permanecesse sentanda em cima dele.

- Ah...

A reação entristeceu o federal, mesmo que não esperasse algo diferente dela. Fechou os olhos verdes firmemente, como se pedisse forças.

- Federal... Eu...

Isabella estava em sua própria confusão, dando-se conta do que ia fazer... Do que ainda queria fazer. Todo o seu corpo pulsava por ele naquele momento, um desejo incontrolável que fazia parecer que nada mais importava. Nem mesmo suas estúpidas regras.

- Está tudo bem, Isabella. Eu entendo. – O federal falou, tentando parecer calmo, a ideia de que não teria o corpo quente da mulher junto ao seu dando-lhe nos nervos.

- Não... Federal. Eu... – Edward abriu os olhos, encarando o rosto confuso de Isabella – Eu não me importo.

E naquela hora, ela realmente não se importava. Teve aquela regra fortemente enraizada dentro de si, mas olhando agora para a situação que eles se encontravam, nada parecia fazer sentindo. Não existia um sentido para aquela regra estúpida que só a impediria de ter o federal aquela noite.

- Isabella... – Edward reprimiu como se falasse com uma criança arteira.

A mulher inclinou-se para ele novamente, quase encostando os lábios.

- Eu falo sério... Não me importo...

E colou novamente sua boca a do federal. Assim que sentiu o sabor dela, Edward teve medo de que aquilo fosse um sonho. Um sonho muito bom. Algo em seu peito explodiu forte e poderoso, um sentimento de orgulho e posse tomando conta dele. Apertou a mulher contra si, virando-a na cama. Decorando com suas mãos o caminho de sua cintura até as coxas grossas.

Sua Isabella tinha quebrado uma regra por ele. Para ficar com ele. Retirou a camisola dela, beijando o seio direito da mulher que se contorcia.

- Quero você, Federal. Eu... eu confio... em você.

Confiança...

Agora Edward tinha certeza que aquilo não se passava de um sonho, e praticamente paralisou em cima da cama. Isabella confiava nele. Confiava... Tinha vontade de gritar para quem quiser ouvir... Nem ele mesmo acreditava.

- Federal... — Sentiu as unhas dela cravadas em suas costas, exigindo que ele continuasse... Levou uma mão até o centro pulsante da mulher que, incrivelmente, já estava pronta para recebê-lo, e ele muito mais que pronto para fazê-la sua.

Isabella soltou um gemido sofrido.

- Não me faça implorar, Edward... – e rebolou na mão que agora acariciava seu clitóris, deixando o homem ainda mais louco de desejo por ela. Seu nome.

Rapidamente, Edward livrou-se da calça, e preencheu Isabella completamente, em uma única lenta e profunda estocada.

Sua Isabella.

A mulher pela qual ele estava apaixonado.

A mulher que confiava nele.

Nada poderia ter deixado Edward Masen mais feliz.

Notas finais
hahaha

Video da She: https://www.facebook.com/photo.php?v=409350055843020&set=vb.100003040874669&type=2&theater

Grupo do face:https://www.facebook.com/groups/492371880844037/

É isso ai meninas, comentem! hahaha