Notas iniciais
Olá meninas! Demorou mas aqui está! Última postagem de outubro, infelizmente! Conto com a compreensão e a torcida de vocês!

Obrigada pelos comentários lindos! Até a próxima postagem estarão todos respondidos!

Boa leitura,

Carlisle Cullen não poderia delegar a entrega daquele envelope para algum de seus “subordinados” sem que corresse o risco de Aro Volturi, o chefe da máfia russa, tomar conhecimento dele. Carlisle não colocaria em exposição Isabella Swan... ainda. Quando chegasse a hora, a máfia tomaria conhecimento de sua localização e aquilo serviria como luva para os interesses de Carlisle.

Pagar o Swan na mesma moeda que ele oferecera. Aniquilar seu bem mais precioso. Mexer onde mais doeria.

O Cullen, absorto em seus pensamentos, estava perto do apartamento de qualidade um pouco mais que duvidosa quando viu seu Edward sair pela porta larga. Sete passadas eram tudo o que os separava.

Nunca estivera tão perto do filho desde o dia que partira.

Por um momento estacou, olhando a figura de seu menino. Ele estava visivelmente conturbado, olhava para cima, piscando várias vezes. Carlisle girou o corpo rapidamente salvo pela parede de um estabelecimento, escondendo-se.

Os olhos verdes estavam arregalados e ele respirou profundamente, controlando seus sentidos. Por um segundo, um segundo... se ele não estivesse atento o bastante Edward o teria visto.

Encostou a cabeça na parede, fechando os olhos com brusquidão... Estava tão perto de seu garotinho... Tão perto... Lembrou-se da figura alta dele, saindo pela porta do prédio. Ele tinha chorado?

A raiva domou Carlisle sem pedir licença, suas mãos fecharam-se em punhos, imaginando ter o pescoço da mafiosa entre elas.

O que aquela mulher tinha feito com o seu filho?

Inclinou a cabeça rapidamente para fora do estabelecimento, constatando a figura alta e forte ainda parada no passeio, os olhos perdidos. Seu filho era um homem agora... Um homem bom, baseado no que vira de Edward até os dez anos e, pelo que Carlisle podia constatar, vendo-o agora. Tantas fases que ele tinha ficado de fora. Tantos conselhos que ele deixou de dar. A primeira namorada, a primeira relação sexual, os valores de um homem, a escolha da profissão.

Sentia como se tivesse sido arrancado da vida do filho. E, para falar a verdade, não havia sentimento que mais se assemelhasse a realidade do que este.

Percebeu seu Edward virando a cabeça em sua direção, mas foi mais rápido, escondendo-se dentro do estabelecimento mais uma vez. Portava um sorriso que nascia tímido nos lábios, seu menino tinha um bom instinto... Com certeza se sentiu invadido, espionado, encarado.

Um menininho que brincava de bola chamou a atenção do Carlisle, uma ideia formando-se em sua mente. Chamou-o com um assobio e o menino logo lhe deu atenção, correndo até o lado dele.

– O tio chamou eu?

– Sim... – Carlisle disse com um sorriso simpático no rosto, passando confiança para a pequena criança – o tio queria saber se você não pode entregar uma encomenda, no apartamento 302 desse prédio daqui do lado...

O menininho olhou para baixo, murmurando para si mesmo:

– Acho que é o prédio da moça bonita... – disse feliz, ela era tão linda, parecia um anjo. Ficou entusiasmado com a esperança de vê-la novamente.

– Como disse? – Carlisle perguntou, não compreendendo.

– Nada não!

O Cullen sorriu mais uma vez para o menininho.

– Você só tem que entrar, empurrar isso para debaixo da porta e sair de lá correndo. Não é preciso chamar, entendeu? – Carlisle remexeu no bolso do casaco, retirando de lá 20 dólares e estendendo para o menino, juntamente com o envelope pardo.

– Pra eu? – a criança perguntou bobamente olhando para o dinheiro.

– Sim. Para você! Entendeu o que tem que fazer?

– Tendeu sim.

– Ótimo! Então pode ir! E ah... – Carlisle interrompeu a criança que já saia da loja... – Se alguém te perguntar quem mandou, não descreva o tio, está bem? Diga que foi alguém moreno e baixinho. Tudo bem?

– Tendeu! – O menino gritou e saiu em disparada.

Carlisle sorriu satisfeito. Causar um desentendimento entre os dois Swans era apenas o começo, mas suficientemente bom por agora.

~-~

Isabella permanecia sentada no chão frio do apartamento. O silêncio que o ambiente adquiriu sendo o som, ou a falta dele, que mais a incomodou em toda a sua existência. Levou a mão ao lugar de seu abdômen que parecia estar oco, que parecia engrandecer a força da gravidade, jogando-a para baixo.

Tateou a parede com a mão livre, na esperança de que aquele gesto pudesse ajudá-la de alguma forma a se reerguer. Suspirou profundamente quando estava de pé, vacilando um pouco para frente, mas apoiando-se em suas duas pernas, finalmente.

Ela sabia do que precisava naquele momento. Trabalho. Supervisar qualquer imbecil, dar um fim em algum maldito delator, inspecionar carregamentos de armas... Qualquer coisa! Qualquer coisa que fizesse o mínimo de adrenalina circular pelo sangue, que afastasse a confusão de seus pensamentos.

Decidida, Isabella saiu do apartamento com destinada à casa do tio... ele a designaria algum serviço, e ela estaria salvo daqueles pensamentos, e... sentimentos.

E foi assim que Isabella Swan cometeu o segundo erro de sua noite. Abandonando o apartamento sem nem olhar para trás, praticamente passou por cima de um envelope pardo que estava no chão. Mas ela estava cega, nem mesmo percebeu a existência da correspondência.

E o envelope permaneceria ali, esquecido. Porém, apenas por um breve espaço de tempo.

~-~

– Tio Charles, o que tem para ser feito hoje? – Isabella irrompeu o escritório do homem em estado de excitação. Precisava daquilo. Precisava estar de volta à ativa.

Charles Swan semicerrou os olhos, olhando desconfiado para a figura ofegante.

– Já fez o que tinha de fazer, bambina? – perguntou, desconfiadamente.

Isabella mordeu o interior das bochechas, não querendo trazer sua confusão à tona. Pergunta errada, apesar de esperada.

– Sim, Tio Charles. – ela tomou fôlego – Agente Edward Masen está banido de minha vida, como o senhor queria...

Charles Swan sorriu exultante, sorvendo de um gole de seu sempre companheiro Whisky.

Bravo ragazza.* — Charles a olhava com ar vitorioso. (*boa menina)

Isabella remexeu-se, jogando o peso do corpo para o outro pé.

– Tio Charles... Eu quero um trabalho.

O Swan levantou-se da cadeira, com falso ar pensativo, parou alguns passos de Isabella, encarando-a firmemente.

– Pensa que me esqueci de como você tem sido desobediente, Isabella? Pensa que eu esqueci que disse que iria castigá-la? Não... Eu não me esqueci.

Isabella tentou manter sua expressão impassível.

– Só tem um lugar que você vai visitar hoje, Isabella. E o porão.

A mafiosa arregalou os olhos, seu coração perdendo uma batida.

– Não. – ela murmurou, mas Charles nem fez menção de escutá-la.

– Vai passar um tempo por lá... um bom tempo. Pensar nas tolices que anda fazendo.

Isabella deu um passo para trás inconscientemente.

– Tio Charles, não...

Charles revirou os olhos, aproximando-se dela.

– Não me venha com reclamações, Isabella. Estará perdendo seu tempo.

Dizendo essas palavras o Swan pegou o braço de Isabella firmemente, arrancando-a de seu lugar e puxando-a para fora do escritório. Logo ganharam os corredores da mansão. Isabella não fazia força para se soltar, pois ainda lhe restava alguma lucidez e bom senso. Porém, também não colaborava, fazendo com que Charles praticamente a arrastasse ao seu destino. A cena era tão familiar que Isabella não sabia se era ela mesma, ou uma pequena menina ali.

Contudo, quando viu a porta que escondia as escadas escuras, não conseguiu se conter. Com um puxão, tentou soltar-se do aperto do tio. Ele apenas a puxou de volta, arremessando-a para a porta, abrindo-a logo em seguida. Isabella olhou para baixo, os degraus da escada desfocados diante da escuridão que esperava pela criminosa.

– Não... – murmurou inconscientemente. Com as duas mãos agarrou o batente da porta firmemente. Suas costas foram empurradas sem dó por Charles, mas apenas o corpo de Isabella pendeu para dentro do ambiente sombrio, sustentado firmemente pelas suas mãos. Se caísse, seria uma queda e tanto!

– Não me teste, Isabella! – Charles esbravejou e, com os braços, circundou as costelas de Isabella. Os seios dela, espremidos para cima, quase saltaram do decote. Charles forçou mais uma vez a sua entrada no ambiente escuro, dessa vez o ombro de Isabella estalou, o barulho do osso deslocado juntando-se com o grito que saiu dela.

A mafiosa não teve outra saída a não ser soltar suas mãos. As únicas coisas que ainda a impediam de entrar ali. Charles continuou carregando-a daquela maneira. O aperto das mãos na boca de seu estômago, apertando suas costelas, fazia com Isabella quase ficasse sem ar.

Ela não se rendeu tão facilmente. Enquanto era levada para baixo, esperneava, dando chutes a esmo pelo ar, tentando, inutilmente, desvencilhar-se dos braços do tio.

– Eu não sou mais uma criança! O senhor não pode me trancar aqui! Eu não sou mais aquela menininha e sabe bem disso!

Charles a jogou no chão úmido quando finalmente chegaram ao último degrau da escada.

– Não é? Tem certeza, Isabella? Então pare de se comportar como uma!

Isabella levou as mãos até o cabelo desgrenhado. Não poderia ficar ali, não ali.

– Me tire daqui. Por favor.

Charles chiou com a boca, desejando silêncio.

– Não vou tirá-la daqui! Estava enganando a si mesma se pensou que eu não a castigaria por tudo que andou aprontando! Lembra o que disse ao telefone? Daquela vez? Disse que quando voltasse para mim eu ia bater em você como nunca antes! Mas não! Eu estou sendo bom o suficiente para te privar de um castigo físico.

Dando-lhe um psicológico? – pensou Isabella, completamente aterrorizada.

– Não quero que me prive! Me bata, então! Me bata! – Isabella murmurou sôfrega. Preferiria mil vezes apanhar à aquilo.

– NÃO! – Vociferou Charles – Desse jeito é muito melhor! Você precisa de um tempo para repensar suas atitudes, bambina!

Isabella levou as mãos até o chão úmido, o cheiro de mofo invadindo suas narinas. Praticamente rastejando foi até ele.

– Eu já repensei... Eu já... – chegou até os pés dele, os sapatos italianos bem lustrados – Perdonami Zio... Mi dispiace... Te prego!* (Me perdoe, Tio... Eu sinto muito... Pro favor!)*

DAI, BASTA! Pare de implorar, Isabella! – ele sibilou, mas ela não saiu de seus pés – Saia daqui agora... Não me obrigue a chutar esse seu rostinho lindo!

Nervosa e aterrorizada, Isabella lentamente se afastou... Odiava se sentir assim... Exposta, aberta a medos... Mas aquele porão... ele...

Per piacere* – Isabella murmurou, já se encolhendo contra o próprio. (por favor)*

Mas Charles já subia as escadas, logo depois a porta foi fechada. Trancada. A escuridão tomando conta.

Isabella tremia, abraçou-se como pôde, seu ombro dolorido. Estava naquele lugar novamente. A terrível familiaridade fez com que fosse impossível não se recordar.

– QUEM, ISABELLA? – a voz do tio soou ainda mais poderosa com a privação de um sentindo. Bella sentiu muito medo do homem, a experiência revelando-se assustadora. O pensamento infantil não permitia que ela entendesse porque a pessoa que sempre fora carinhosa com ela, de repente, passasse a tratá-la dessa forma.

Quando o tio a tirou do filme infantil para ir até o porão, Bella, com sua inocência, pensou que era para brincar. Eles já tinham brincado várias vezes de caça ao tesouro antes de... tudo. Mas, não era. E a menininha Isabella não gostava nada da nova “brincadeira” do titio.

Encolheu-se no canto da parede, recomeçando a chorar. Buscou inconscientemente por uma proteção, deitando-se e abraçando as perninhas grossas.

– Não sabe... Tio Charles... – murmurou trêmula. Uma mão perdida na escuridão agarrou seu bracinho fazendo a menina gritar.

– Quem matou seus pais, Isabella? – a voz inquiriu mais uma vez, o aperto da mão machucando o pequeno braço da menina.

– Não lembra... Não sabe...

Outra mão apertou suas bochechas, puxando-a, fazendo com que a garotinha se sentasse no chão úmido.

– Não se lembra? Você estava lá!

Mais uma vez Isabella negou com sua cabeça.

– Então o tio Charles vai te contar como foi, Isabella.

Se os olhinhos azuis infantis estivessem à mostra, certamente estariam arregalados.

– Não! Não quer saber! Isa... Isabella não quer. – falou inutilmente.

– Tanto sangue, não é, bambina?

Isabella fungou, recomeçando a chorar forte.

– A mamãe estava no meio do sangue, não estava? Lembra-se dela falando com você? Mandando você embora?

– Não... – Isabella balançou a cabeça, mas já não era mais uma negação...

– Ela mandou sim... Não queria que você fosse a ultima coisa que ela visse... – a menininha sentiu a mão do tio em seu cabelo, brincando com uma mecha – Ela não gostava muito de você, Isabella...

– É... é mentira! – Bella gritou, rolando para o lado, e colocando as mãozinhas nos ouvidos.... Mas o tio não deixou que ela continuasse com aquilo, pegou a criança bruscamente, a trazendo para seu colo, prendendo sua boca ao ouvido dela. Ela ouviria sim. Até o fim.

– Lembra-se da faca na barriga da mamãe, tesoro? – Isabella gritou, tentando se desvencilhar. Não sabia que todos os seus esforços seriam inúteis contra a força do adulto... a voz dele... A voz dele parecia estar em sua cabeça.

– A faca rasgou a mamãe... Pode pensar na dor que a mamãe sentiu?

– Pa... para.

– E seu papai viu tudo... e não podia fazer nada. Depois o mataram também, Isabella. Se lembra do barulho? Um estouro!

Ela balançou a cabeça em afirmativo agora.

– Foguete... – ela murmurou, confusa.

A risada do tio doeu em seu ouvido.

– Não... Não era um foguete, bambina. Aquele era o barulho da cabeça do papai explodindo...

Isabella sentia seus olhos ardendo, o pano da venda completamente encharcado pelas lágrimas infantis. Os soluços partiam de dentro do peito, fazendo todo o corpinho tremer.

– Quem fez isso, Isabella!

– Homem mau! – ela murmurou...

– Você se lembra do homem mau?

– Não lembra... Não sabe...

O tio riu novamente em seu ouvido.

– Russos, bambina. Os russos são os homens maus!

Ela mordeu os lábios, mais uma vez confusa.

– Quem foi, Isabella? REPITA!

– Ru... ssos. Homens mau.

– Sim... Se não fosse o tio Charles para salvar Isabella, os homens maus levariam você também...

Ela gritou, encolhendo-se no colo do adulto.

– Não quer... Tem medo! Mau com mamãe... com babbo*. (papai*)

Os braços do homem estavam em volta de seu corpinho agora.

– E sabe de quem é a culpa de tudo, bambina? Da sua mamãe! Renée era uma falsa, ela traiu a nossa confiança... Ela chamou os homens maus para dentro de casa... Para pegar o babbo...

– Tio Charles não gosta da Isabella. Ta machucando.

Ela ouviu um som horrível vindo do homem.

– Eu sou a única pessoa que gosta de você, Isabella! A ÚNICA! Eu nem estou te apertando agora! Pare com a criancice!

A garotinha tateou a procura da mão do tio e, movida pela sua ignorância, levou-a onde pensava estar o seu coração. Um pouco abaixo de seu ombro, do lado esquerdo.

– Tá doendo, tio Charles. Dói o peitinho.

Isabella fechou os olhos com força, querendo afastar as lembranças, mas sabia que não adiantaria de muita coisa... Não enquanto estivesse ali em baixo.

Deveria dormir, talvez? Se ver livre daquela tortura? Mas, ela realmente conseguiria dormir?

Deitou-se no chão, se encolhendo. Ela só queria sair dali... só... só queria que alguém aparece e a tirasse dali.

– Edward... – o nome saiu de seus lábios, sussurrado, sem que ela nem ao menos pensasse, sem que nem se desse conta...

Isabella escutou o que a própria voz disse, espantando-se. Levou as mãos até a própria boca. Tampando-a. Os olhos azuis arregalados.

O que acabara de acontecer ali?

~-~

– Se você não estivesse com essa cara de defunto, eu certamente estaria adorando fazer isso. – Emmett deu uma pequena gargalhada – Mas, assim não tem graça! Sinto como se estivesse chutando cachorro morto!

Edward Masen cerrou os olhos, apertando a mandíbula com força. Contrariado e com o ódio queimando-o por dentro, o federal colocou as mãos firmemente para trás, afastando as pernas. A pose e a dureza de seu corpo lembrando o alinhamento e disciplina de um militar.

O soco que se seguiu foi forte, marcando seu olho esquerdo. Edward cedeu alguns passos para trás, fazendo uma careta pela dor.

– Desculpe. – Emmett disse, sincero. Com a mesma mão que desferira o murro, bateu amigavelmente nas costas de Edward – Acho que esse soco é o suficiente por hoje.

– Não... – O federal negou, controlando a dor que latejava em seu rosto – Dê alguns nas costelas.

– Edward... – Emmett recriminou – Eu já soquei suas costelas e seu abdômen inúmeras vezes ontem.

O federal encarou o grandão, seu olhar transbordando impaciência.

– Bata de novo. – sibilou.

– Não faça isso, Emmett. – Jasper apareceu na sala com uma bandeja, voltou seus olhos para o Masen – Está tudo correndo bem, Edward. Uma lesão a cada dia já é bom o suficiente... Quando for examinado pelos médicos existirão lesões quase curadas, velhas e novas. O que passará a ideia de que vem apanhando há algum tempo. Agora, coma.

O federal encarou a bandeja. Um copo com água e pão francês puro. A única coisa que comeu nos últimos três dias. Ele precisava estar mais magro, e desidratado quando o FBI o “encontrasse”. Dois dias antes de ser “achado”, ele não beberia nenhum líquido.

Edward sabia que deveria estar com fome... Comeu há seis horas, mas... Ele não estava. Não sentia vontade de comer.

Certos olhos azuis dançavam agora em sua mente. Balançou a cabeça. Mas não era apenas uma sacudida que iria afastá-la dali.

– Não estou com fome. – Declarou.

Jasper e Emmett trocaram um olhar preocupado sem que Edward se desse conta.

– Você tem que comer, Edward – Jasper declarou – Queremos enfraquecê-lo, não matá-lo.

O federal assentiu, pegando a contra gosto o pão e dando uma mordida sem vontade. Quando engoliu o pequeno pedaço seu estômago reclamou, revirando-se, a fome o acometendo novamente. Pensou com desgosto que era realmente melhor comer.

Mas, outro assunto habitava sua mente. Importunando-o. O federal tentava a todo custo não se importar com ele, mas não conseguia esquecê-lo. Tomando um gole de água, finalmente declarou, como se o pedido fosse a coisa mais banal e desinteressada do mundo:

– Jasper, pode juntar todas as informações existentes e pertinentes sobre a máfia russa para mim?

Whitlock estranhou o pedido, concertando os óculos de grau no nariz. Mas Edward estava com uma feição tão compenetrada que ele preferiu não interromper sua linha de pensamentos.

– Tudo bem, eu acho. – o loiro murmurou, saindo para voltar ao seu computador e começar o apanhado da máfia russa desde já.

Emmett sabia que Edward evitava seu olhar, por mais que ele continuasse o encarando. O McCarty sabia muito bem de onde vinha o súbito interesse de Edward pela máfia russa. Aquele motoqueiro que atirara em Isabella certamente era russo.

– Eu sei que está fazendo isso por Isa...

– Não fale o nome dela, Emmett. – Edward mandou, o tom de voz baixo. Poderia parecer que estava com raiva dela. Ódio dela. Mas não era verdade. Não era exatamente esse sentimento. Não queria ouvir o nome dela, porque... porque era difícil escutá-lo. Simples.

Emmett sorriu debochadamente. Sim era por Isabella. Não sabia direito o que aconteceu entre os dois para se separarem assim, mas, para ele, estava claro. Edward preocupava-se com ela.

E, levando-se em conta as coisas que Isabella lhe disse quando descobriu sobre ele e Rose... Todo aquele discurso só poderia ter um motivo: Isabella Swan também se preocupava com Edward. Emmett sorriu, cruzando os braços na altura do peito. Ele estava mais do que certo sobre aquilo.

Notas finais
É isso minhas lindas! Morrerei de saudades de vocês até novembro!

Deixem que a caixinha de comentários logo abaixo seduza vocês! Me faria feliz!

Beeeeeijos, e até a próxima!

Spoilers e conversas sobre RDS no grupo:
https://www.facebook.com/groups/492371880844037/