Red Angel - Sonho de um anjo

2 Capítulo 2- Os lendários.


Notas iniciais
Yo!! Aqui está mais um capítulo de Red Angel! :3 Deu algum trabalho porque acho os capítulos de jogos um pouco difíceis de fazer, mas lá consegui! kkk Boa leitura!

Malina

Saí de cada à correr mal o Mamoru tocou à porta. Cumprimentou os meus pais e pusemo-nos a correr para o campo junto ao rio. Ainda não estava lá ninguém, fomos os primeiros a chegar, pousando as nossas coisas nos bancos, bem como os fatos de treinos, pondo à mostra o nosso equipamento da Raimon. Pouco a pouco, todos foram chegando e guardando as suas coisas, quando a Haruna e a Aki chegaram é que começaram a arrumar tudo. Os rapazes conseguiam ser bem desleixados. E não demorou muito até que começassem a chegar uns senhores equipados, bem como o senhor Ukishima e o treinador. Já o nosso árbitro seria o detetive Onigawara.

—Poder jogar futebol contra a Inazuma Eleven é como um sonho tornado realidade.- Claro que o meu primo era o mais feliz de todos nós.

—Com que então a lenda voltou depois de quarenta anos.

—Isto promete. Vamos ver do que são capazes.- Todos nós partilhávamos do entusiasmo e da curiosidade do Kazemaru e do Domon. Ou pelo menos eu partilha. Estava ansiosa para ver as suas habilidades!

Todos eles pareciam estar distraídos a falar e a rir. Estavam divertidos e calmos. Até que começaram a chegar mais alguns senhores e quem pareceu impressionada foram a Aki, a Haruna, o Shishido, o Megane e o Jin. Alguns dos outros rapazes também parecia admirados. Falam de algo como o dono da loja de roupa para homens e um dos senhores que era da barbearia. Todos eram pessoas que eles conheciam... Eu nunca os tinha visto na vida! Entretanto também chegou a Natsumi e reparei que o seu mordomo lhe fechou o guarda-sol, antes dele retirar o seu fato e o substituir por um equipamento roxo igual ao dos outros senhores. Suspirei. Sentia-me um pouco confusa e perdida.

—Está tudo bem?- olhei para o meu primo. Todos ficaram surpreendidos por me ver chorar feita louca- Ma-Malina...

—Eu preciso de passear mais por Inazuma.- Todos eles pareceram ficar um bocado chocados com aquele meu desespero.

Sem muita demora, fomos para os nossos lugares, prontos para começar a partida. Os da Inazuma Eleven fizeram o mesmo, rindo e conversando entre eles. Pareciam descontraídos. Teriam alguma coisa preparada para nós?

—Hoje temos que dar tudo o que temos ainda que tenhamos de jogar a arrastar-nos pelo chão.- Todos nós concordamos com o capitão.

O detetive apitou para o início do jogo com o pontapé inicial da Inazuma Eleven, onde um dos atacantes rematou para outro sem hesitar, o qual a parou com a planta do pé, encarando-nos.

—Abram bem os olhos, pirralhos! Este é o verdadeiro futebol da Inazuma Eleven!

Ele estava no campo dele e pensava rematar dali?! Era impossível! Será que um da Inazuma Eleven seria capaz de fazer algo assim? Marcar um golo desde aquela distância?! Preparei-me para ver aquele remate, mas tudo o que testemunhei fui o senhor tentar rematar a bola, falhar e cair para trás. E o pior é que ele parecia divertido com a situação. Porém, não tinha alternativa. Avancei para a bola e avancei com ela. Passei-a diretamente para o Goenji que rematou à baliza. Um dos defesas — o mordomo da Natsumi — pôs-se à frente e pensei, por momentos, que fosse para-la, mas tocou tão mal na bola que ela acabou por ir para dentro da baliza, ao apanhar o treinador desprevenido.

—Desculpa, Hibiki. Queria parar esse remate mas não consegui!- e riu-se. Como assim podia estar a rir?!

O jogo continuou sem muito demora. Eles voltaram a dar o pontapé inicial, mas rapidamente lhes tiramos a bola... E se fosse só dessa vez. Todas as vezes era fácil roubar-lhes a bola. Eles não davam muita luta, e quando nos tentavam tira-la não o conseguiam. Ainda conseguiram passar por nós após um novo pontapé inicial, dado novamente por eles, onde um dos senhores rematou à baliza, mas foi tão fraco e tão baixo que qualquer um de nós o conseguiria parar. Vi o meu primo encarar a bola antes de me fitar. Encolhi os ombros e abanei a cabeça em negação. Jamais imaginei que aquele pudesse ser o jogo da lendária Inazuma Eleven. Sentia muito pelo Mamoru. Sabia o quão entusiasmado estava por aquele momento e agora aquilo... Estava um pouco desapontada.

Eles acabaram por conseguir rematar uma vez mais à baliza, mas o Mamoru tornou a agarrar a bola sem problemas. Os senhores voltaram para as suas posições, felizes e a sorrir como se nada tivesse acontecido.

—Endou, esta gente não tem de fantástico nem de incrível.- O Kazemaru estava apenas a dizer aquilo que a maior parte de nós pensava. Eu queria ter fé neles e acreditar que aquele não era nem um pouco o jogo da grande Inazuma Eleven. Tinha a certeza de que não era a única.

—O que vamos fazer, Mamoru? Isto não serve nem para treinar.

—Entendem agora?- voltei-me para trás, encarando o senhor Ukishima- A lendária Inazuma Eleven desapareceu há muito tempo.

—Isto não tem nada a ver com a lenda. Por estão a jogar com tanta apatia? Como é possível que a umas pessoas a quem lhes gostava tanto o futebol, não lhes dá vergonha jogar desta maneira?

O senhor Ukishima pareceu surpreendido com as palavras dele que eram totalmente verdade. Ele simplesmente nos voltou as costas e retornou à sua posição, assim como todos nós. O Mamoru passou a bola para o Kurimatsu antes de a entregar ao Goenji. O mesmo avançou até ao meio campo da equipa adversária, e mesmo quando teve trás jogadores a bloqueá-lo, conseguiu passar por eles antes de rematar, porém, daquela vez, bateu no barra e voltou para trás. O Someoka aproveitou o erro do senhor Ukishima ao tentar pôr a bola para longe, e deu-lhe um cabeçada, levando a bola a ir diretamente para o Goenji. O senhor Ukishima tornou a pôr à frente do nosso numero dez e para-lo. Porém, ele passou logo para trás, onde eu estava já posicionada para lhe passar a bola para o alto, para onde ele saltou para realizar a Fire Tornado, marcando mais um golo para nós. Por um lado até estava feliz — para além do golo, claro -, mas pude comprovar que a minha sintonia com o Goenji está cada vez melhor! Só que por um lado, olhava para os nossos adversário e não sabia bem o que sentir; raiva ou pena. Eles estavam tão descontraídos, mesmo com aquele resultado. Será que não se importava nem um pouco com aquele futebol deles?

—Ei, vocês! Posso saber que mosca vos picou?!- o treinador não parecia nada feliz- Somo a equipa das lendas; a Inazuma Eleven.- Apontou para nós- E precisamente, aqui mesmo, temos uns rapazes que sonharam com a nossa lenda. Temos a responsabilidade de carregar com as suas expetativas quer gostem, quer não. E precisamente por isso devemos corresponder ao que esperam de nós, mas só como a autêntica Inazuma Eleven.

Todos eles pararam com as palavras do seu capitão. Eu não consegui evitar sorrir. As palavras do treinador tinham-me tocado e a eles não parecia ter tido um efeito diferente para os seus companheiros.

—Nós... Nós somos...

—A invencível Inazuma Eleven!
Os dez homens reuniram-se e parecia que a sua chama interior brilhava com toda a força! Agora sim! Agora sim parecia prontos para jogar e nos dar luta! Tinha a sensação de que só agora ia começar o verdadeiro jogo.

Eles pareciam dispostos, agora, a vencer. As suas expressões eram sérias, as suas jogadas já não eram tão atrapalhadas e pareciam saber o que faziam. O Shourinji começou a avançar, sozinho, até que lhe pedi para me passar a bola. Tentaria fazer eu o próximo golo, mas um dos centro campistas pôs-se no meio e conseguiu intersectar o passe, antes de passar para um dos atacantes, o qual fez a sua técnica Cross Drive. Ela foi direta para o Mamoru, a qual tentou parar com a Fireball Knuckle, mas não foi suficiente para deter a técnica, que acabou por entrar na baliza e fazer o primeiro golo deles. A bola foi rapidamente posta em jogo. Eles não pareciam dispostos a querer perder tempo. Nós ficamos rapidamente com a bola e foi passada para o Someoka que fez o seu Dragon Crash. Só que aquilo que me surpreendeu foi ver o treinador fazer a God Hand... A original! E nós estávamos a vê-la ao vivo! Claro que era mau o facto dele ter parado a técnica do Someoka, mas estava tão feliz que podia bem esquecer isso!

—Vamos, Ukishima! Mostra-lhe o que sabemos fazer!

Passou de imediato para o seu companheiro, o qual chamou o atacante. A bola caiu no meio deles e ambos, antes de a pararem com os tornozelos. De seguida, ela foi para cima com toda a força. Ambos saltaram, ficando o senhor Ukishima de cabeça para baixo, pronto a rematar juntamente com o atacante. E quando tocaram na bola, a mesma ganhou duas asas de fogo, as quais levaram a bola diretamente para dentro da nossa baliza, sem dar tempo ao nosso goleiro para a parar. Eu conhecia aquela técnica!

—Aquilo foi incrível!- o meu primo ainda estava no chão mas não consegui evitar correr até ele com o entusiasmo.

—Sim! Mas qual era essa técnica?- ajudei-o a levantar assim que me estendeu a mão, antes de o ver correr até ao árbitro e levar a bola com ele.

—Árbitro, tempo. Um tempo morto, por favor.

—No futebol não há tempos mortos.

—Mas é muito importante, detetive Onigawara!- foi então que me lembrei de onde já tinha visto aquela técnica. Corri de imediato para o banco.

—Está bem.

—Muito obrigado.- Terminei de retirar o caderno do avô da mochila do Mamoru- Rapazes, venham aqui todos.- Assim que se aproximou, entreguei-lho já aberto na página certa.

—É esse mesmo. É a Honoo no Kazamidori.

—O quê? A Honoo no Kazamidori?- o Kazemaru até tinha alguma razão para o espanto. Era um nome um pouco estranho- Decifraram essa parte?

—Sim. E eles fizeram uma demonstração bem diante de nós.

—Hoje temos que a dominar. Sem dúvida alguma!- estava decidida. Iamos conseguir fazer aquela técnica.

—E quem a vai fazer?- o Max tinha razão. Não tínhamos pensado nisso. Estiquei-me um pouco mais para o livro para poder ler.

—Bem... Aqui diz que quando a velocidade faz bum, e quando a força do salto faz biong.- Baixei a cabeça. O avô era sempre a mesma coisa- Outra charada, como sempre.

—Com que então velocidade e salto. Acho que é hora do atletismo.- Sorri. O Kazemaru tinha razão. Precisamos dele.

—Sim. Desta vez toca-te a ti, Kazemaru. E o outro poderá ser o Goenji, de acordo?

—Mas não seria melhor ser a Malina no lugar do Kazemaru?- encaramos o Handa- Quero dizer, a sintonia deles está ótima e além disso já realizaram técnicas em conjunto antes.- Neguei com a cabeça.

—Não concordo.- Voltei-me para o Kazemaru e sorri- Acho que desta vez o Kazemaru é a pessoa ideal para realizar esta técnica.- Agradecia a confiança que o Handa depositava em mim, mas realmente não devia ser eu a fazê-la.
Sem querer, acabei por ouvir a conversa entre o Jin e o senhor Ukishima, e o senhor não podia ter dito melhor. Tinha toda a razão. O Jin não se juntou a nós por se achar apenas um suplente, que nem merecia juntar-se a nós para falar sobre a técnica, mas estava errado. Precisamos de todos na equipa, e o Jin não era diferente.

—Muito bem! Vamos lá, Kazemaru, Goenji!- os nossos dois jogadores concordaram de imediato com o capitão.

Eu peguei na bola e comecei por passar por eles. Essa seria a minha função durante a técnica, e tinha de ter cuidado onde colocava a bola para que ela corresse bem. Só que... O problema não parecia ser da colocação da bola. Eles não estavam a acertar em nada na técnica. Ou um acertava e outro não, ou um saltava primeiro, ou rematavam mal, até chegaram a deixar a bola passar por eles, e estavam fartos de cair. Parei a bola com a planta do pé olhando para ambos. Custava-me um pouco não poder ajudar mais.

—Acalmem-se! Vão ver como acaba por sair.- Também acreditava que sim, mas estava difícil.

—Ukishima, ensinamos outra vez a técnica?

—Claro. Jovem!

Percebi que era para mim. Passei logo a bola para o senhor Ukishima que avançou com o atacante e lá conseguiram realizar na perfeição a técnica. O Mamoru tentou parar a bola com a God Hand, mas foi em vão. Corri até ele ao vê-lo caído.

—Estás bem?- assentiu e agarrou-me a minha mão.

—A chave está na distância entre os jogadores.- Parecia ser a voz do Jin, mas quando olhamos para onde ele devia estar, já não se encontrava lá. Soltei a mão do meu primo e voltei-me para trás, vendo-o junto aos rapazes.

—Os jogadores devem estar à mesma distância da bola e equiparar a sua velocidade para se encontrar com ela.- Eu e o primo sorrimos um para o outro antes de corremos até eles.

—Com que então era isso.

—É assim mesmo, Jin! Bom trabalho!

Sem mais demoras, voltamos para as nossas posições, não sem antes combinarmos com o Jin para avisa-se os dois quando deviam rematar a bola para poderem fazer a técnica como deve ser. O jogo começou com a bola em nossa posse, e após o Max a obter, tornou a passar para mim.

—Aqui vai!- rematei a bola para o sitio exato onde eles a deviam ir.

—Isso! Agora!

Os rapazes não perderam tempo e avançaram logo, sem hesitar, para a bola, conseguindo, finalmente, para-la ao mesmo tempo antes de a lançarem para o ar! Saltaram e remataram num tempo perfeito, realizando a Honoo no Kazamidori.

—Já está!

O apito do árbitro soou com o nosso fantástico golo.

O jogo não demorou muito a terminar. Os rapazes realizaram a técnica mais umas quantas vezes, os que nos levou a ganhar o jogo, claro que por muito pouco... Um golo apenas. A verdadeira Inazuma Eleven jogou contra nós e quase os vencemos! Quem mais se podia gabar isso?!

—Muito bem! A próxima fase será o torneio nacional de futebol!

Mal podia esperar por enfrente o Japão inteiro!

Notas finais
Reviews?! Kissus!