Notas iniciais
Os @ presentes aqui são todos do Wattpad.

Olá fãs de BNHA

E aí, estão prontos para embarcar nessa história com nosso magnífico Todoroki Shouto?

Bom, antes de começarem eu gostaria de informar como essa história surgiu.

A algum tempinho eu pedi para uma amiguinha minha me ajudar a preencher quatro tópicos da forma mais aleatória possível.

Ai nós escolhemos assim:
?”Personagem: Todoroki;
?”Palavra: ?“dio;
?”Tema: Morango;
?”Regra Livre: Um capítulo de no mínimo 1000 palavras.

Foi me baseando nisso que eu criei essa historinha.

E eu pretendo fazer isso mais vezes, sabe! Até já tenho os próximos tópicos.

Amei escrever assim.

Vocês devem estar querendo ler o capítulo, então vou parar de enrolar.

De qualquer forma

Boa leitura

A manhã estava tediosamente calma. A sala da turma 1-A se encontrava totalmente absorta em um silêncio gritante, que não os deixavam em paz.

Todos olhavam diretamente para o professor Aizawa, que terminava a explicação do dia. O relógio acima do quadro negro marcava as horas que demoravam a passar.

Não importava de quanto em quanto tempo, sempre que Todoroki olhava para aquele relógio, parecia que os ponteiro não andavam. Era como se estivessem presos por uma âncora que os puxavam para baixo a todo o momento.

Apesar dos olhares estarem todos concentrados no quadro negro e nas explicações do professor, poucos realmente ouviam o que o mesmo estava falando.

Alguns dos alunos apenas olhavam para frente, quase caindo no sono. Outros pensavam no que fariam depois da aula. Alguns preferiam imaginar o que poderiam estar fazendo se não estivessem ali. E é claro, alguns realmente prestavam atenção no professor.

Apesar da ampla quantidade de opções, Todoroki não se encaixava em nenhuma delas. Mesmo que estivesse entediado, não estava com sono. Não tinha muita coisa que gostaria de fazer, então não tinha uma opção melhor para aquela manhã. Também não conseguia prestar atenção em Aizawa.

Não se encaixava em nenhuma das categorias. Seus pensamentos naquele momento estavam em branco. Apenas olhava para a frente sem pensar em nada.

Olhou novamente para o relógio e viu que faltavam apenas alguns minutos para o final da tort... Digo, aula. O que só fez com que a ansiedade pelo sinal se tornasse quase palpável naquela sala. Ansiedade essa que não emanava apenas dos alunos.

Aquela manhã estava sendo mais longa que o normal, e agora, a única coisa que todos desejavam era irem para suas casas.

Não que a aula em si estivesse sendo chata. Os alunos adoravam as aulas praticas e os treinos oferecidos pela U.A. No entanto, naquele dia em específico, ninguém estava disposto o suficiente para as aulas teóricas.

E como se fosse para ajudar, tirando a primeira aula do dia com o All Might — Estudos Fundamentais dos Herói — onde treinaram situações de combates, todas as outras foram puramente teóricas.

Como se ouvisse o silencioso grito de socorro dos alunos — e professor — o sinal finalmente tocou, encerrando as aulas. Sem querer se demorar mais, Aizawa deixou um último aviso e sumiu pela porta da sala.

Aviso esse que Shoto não fez nem ao menos questão de escutar.

“Mas e se fosse algo importante?” — pensava consigo mesmo, enquanto ponderava se ignorar o professor tinha sido uma boa escolha.

Mas os pensamentos não duraram por muito tempo, qualquer preocupação em relação a isso sumiu quando passou a sentir um leve vazio em suas memórias. Era como se tivesse esquecido de algo.

“Mas o quê?”

Mesmo com o tão desejado encerramento da aula, Shoto continuou ali, apenas encarando o quadro, tentando descobrir o que havia esquecido. Mas, diferente dele, a sala a sua volta se tornou um misto de vozes.

Todos se arrumavam para irem embora enquanto conversavam sobre o que fariam.

— Isso é muito legal! Não é, Deku? — perguntou Uraraka, recebendo uma confirmação de cabeça. Eles pareciam extremamente animados. — Eu juntei dinheiro especialmente para esse dia.

— Você realmente gosta muito de morangos, não é? — Midoriya continuou a conversa.

Morangos?” — Por que aquilo lhe parecia importante?

— Claro! Ainda mais hoje, que os preços cairão pela metade.

— Ei! — Kirishima chamou atenção dos dois, entrando na conversa. — Vocês não acham que é uma pena hoje não ser considerado feriado?

“Feriado?” — Shoto continuou prestando atenção.

Vendo a animação que envolvia aqueles três, Sero resolveu se juntar a conversa.

— Eu também acho. Assim não teríamos tido aula hoje. — Assim que expressou sua opinião, Sero foi repreendido por Iida que ouvia a conversa.

— Desejar não ter aula é uma ação digna de um aluno irresponsável. — Seus braços mexiam de forma robótica, tentando expressar em gesto o que ponhava em palavras. — Devemos estudar cada vez mais, para que no futuro nos tornemos bons heróis.

Enquanto Sero se desculpava com o colega, vários outros foram se juntando a conversa. Todoroki, que antes encarava o quadro vazio, agora olhava na direção do grupo. Estava tão entretido que até mesmo se esqueceu de tentar recuperar a memória possivelmente perdida.

Enquanto observava a cena, se distraia com seus próprios pensamentos. “Morango” e “Feriado” pareciam serem as palavras chaves da animação do grupo.

— Ei, Bakugo! — gritou Kirishima, interrompendo os pensamentos de Todoroki. Assim que recebeu a atenção do amigo, continuou. — O que você vai fazer hoje?

— Tsc! Não seja ridículo. — continuou, ignorando o grupo. — Pode tirar o cavalo da chuva se acha que vou comemorar algo tão idiota como o dia do morango.

“Dia do morango?” — perguntou mentalmente, enquanto tentava entender o porque parecia tão importante.

Todoroki arregalou os olhos assim que finalmente se lembrou do que havia esquecido.

“Dia do morango. Droga!” — Em movimentos rápidos, pegou suas coisas e correu na direção da saída. Esbarrou em Katsuki, deixando-o gritando zangado para trás.

Todos ficaram confusos com a saída apressada do colega. Mas apesar do comportamento estranho, coisa que não era tão rara naquela sala, logo deixaram o acontecimento de lado e voltaram a conversar.

Shoto corria apressado pelos corredores da U.A. Ouvia os gritos de raiva atrás de si, mas optou por ignorá-los. Já não tinha mais tempo para desperdiçar.

Tinha se esquecido totalmente da comemoração do dia. Não que fosse sua culpa, é claro. Ele nem sequer ligava para aquela data “importante”, nem lhe fazia sentido comemorar algo tão ridículo.

No Japão era um costume antigo, derivado de gerações atrás, comemorar dias de várias coisas do cotidiano. Costume esse, que na opinião de Shoto, era desnecessário. E o dia do morango não escapava dessa concepção.

Não estava nem um pouco afim de dar atenção para algo tão insignificante, mas como havia prometido para sua mãe... Não tinha como evitar.

Todoroki Rei foi afastada de seus filhos quando eles ainda eram crianças. Quando foi visitá-la depois de anos, Shoto pode sentir a felicidade nos olhos de sua mãe. Jamais negaria nada à ela, muito menos um pedido que exigia apenas que passasse um dia na sua presença.

Assim que passou pelos portões da U.A, correu diretamente para o centro. Precisava chegar na feira para que pudesse comprar uma bandeja de morangos para sua mãe.

“Se ao menos eu não tivesse esquecido...” — pensava enquanto corria ofegante. Desejava tanto estar dentro do horário, mas já que não estava, não lhe restava nada a não ser correr.

Assim que chegou na feira percebeu que não seria tão fácil. O lugar estava lotado e as barracas de morango... esgotadas.

Ficou indignado. Como isso poderia acontecer? Não fazia sentido. Era dia do morango. Do morango! Então por que não havia nenhum morango?

Mas Todoroki não pretendia desistir tão fácil. Decidiu-se por entrar mais a fundo na feira e fazer uma varredura geral no local. Não poderia visitar sua mãe no dia do morango e não levar nenhum dos benditos.

Andou por todo o local, não havia sequer um morango a venda. Cansado, resolveu por desistir de procurar na feira. Sem muito tempo restante, já que estava super atrasado, decidiu ir direto para a Enfermaria Psiquiátrica.

Quando estava saindo as pressas da feira, passou por um grupo de conhecidos. Midoriya, Uraraka, Iida e Asui pareciam dispostos a iniciarem sua jornada na caça aos morangos.

Tentaram chamar a atenção de Shoto assim que o viram, mas a única resposta que tiveram foi um “Os morangos acabaram” gritado as pressas.

O grupo ficou apenas olhando enquanto Todoroki se afastava.

— O Todoroki está bem estranho hoje. Não acham? — Uraraka comentou, recebendo um sim em uníssono.

Logo que deixou o grupo para trás, Todoroki se viu obrigado a parar. Já estava cansado de correr e se quisesse chegar ao hospital, teria que recobrar o fôlego.

Enquanto ofegava, cansado de tanto correr, algo do outro lado da rua chamou sua atenção. Uma mulher de cabelos claro espetado carregava uma das raras bandejas de morango.

Sem pensar duas vezes, Todoroki atravessou a rua abordando a senhora.

— Com licença senhora. — A mulher parou surpresa, mas logo sorriu quando Shoto fez uma leve reverência. — A senhora poderia me dar um de seus morango? Por favor!

— Um morango? — A mulher de olhos vermelhos, que lhe lembrava muito alguém, levantou as sobrancelhas, confusa, enquanto Todoroki tentava explicar.

— Eu não consegui comprar nenhum, e... eu preciso levar um para minha mãe.

— Não se preocupe, não tem problema nenhum. — abriu a bandejinha, pegando um punhado dos rechonchudos morangos.

— Não, não precisa. Só um está bom. — sorriu agradecido, pegando um único morango.

— E o que você vai fazer com um morango só? É pra sua mãe, não é? — perguntou enquanto encarava Shoto. — Não acha que ela merece mais do que um?

— Mas eu não posso aceitar...

—Seu nome é Todoroki, não é? — a pergunta fez com que olhasse confuso para a mulher que o encarava como se lhe conhecesse.

— Hum?! Como sabe? — estava confuso, se questionava se realmente conhecia aquela mulher tão familiar.

— Digamos que eu ouvi alguns gritos sobre você. — colocou o punhado de morango nas mãos de Shoto, deu um passo a frente e afagou os cabelos de Todoroki. — Tenha um feliz dia dos morangos.

A mulher se afastava enquanto Todoroki ainda encarava o nada, confuso com toda a situação. Mas logo decidiu que deixaria aquelas dúvidas para mais tarde e voltou a correr.

Já estava a mais de uma hora atrasado, mas pelo menos agora tinha morangos. Quando chegou na Enfermaria não demorou nada para registrar sua visita na recepção. Como vinha frequentemente, seu rosto já era conhecido.

Tinha demorado muito para chegar, mas agora que estava frente a frente com a porta do quarto de Rei, Shoto parou com a mão na maçaneta. Lembranças da primeira vez que esteve ali passou por sua mente, fazendo-o sorrir.

Naquele dia estava muito receoso de como seria se reencontrar com sua mãe depois de anos sem se verem. Quase desistiu, mas estava feliz por não ter o feito.

Bateu duas vezes de leve na porta e, quando recebeu uma resposta, entrou. Sua mãe estava sentada na cadeira ao lado da janela. Ela sorriu em sua direção, fazendo com que Todoroki se sentisse acolhido.

— Oi mãe. — entrou, fechando a porta atrás de si. — Me desculpe o atraso.

— Não precisa se preocupar, Shoto. — se virou em sua direção. — O que importa é que você chegou.

Um pequeno sorriso se formou no canto da boca de Todoroki. Ele realmente gostava de visitar sua mãe.

— Ah! Quase esqueci. — estendeu oa morangos para Rei. — Me desculpe por serem poucos. Não consegui chegar a tempo na feira.

Rei pegou os morangos, abandonou a cadeira e abraçou seu filho. O gesto surpreendeu Todoroki que, apesar de demorar um pouco, retribuiu a demonstração de afeto.

— Feliz dia do morango, Shoto. — ela se afastou. Animada, foi até a mesa e começou a mexer em uma caixa de papelão que estava encima dela. — Vamos começar a nos divertir?!

Deixando se levar pela animação de sua mãe, Todoroki se aproximou da caixa para que conseguisse ver o que tinha lá dentro.

— O que vamos fazer? — perguntou, vendo as canetas coloridas e os papéis de diversas cores.

— Pintura de rosto! — exclamou radiante, enquanto tirava algumas embalagens de dentro da caixa. — Você começa.

Todoroki pegou as canetas que ela estendia em sua direção. A mulher de cabelos claros voltou a se sentar na cadeira, esperando que ele fizesse o mesmo.

Todoroki suspirou e se sentou de frente para a mulher. Ainda tinha suas dúvidas sobre aquilo.

— Tem certeza? — perguntou receoso.

— É claro. — a voz calma e suave expressava contentamento. — As enfermeiras trouxeram canetas específicas para isso. Então não tem problema.

— Não, eu digo... — suspirou. Estava tão feliz ali que tinha vontade de sorrir a todo momento. — Nós não estamos velhos demais para brincar de pintar o rosto?

— Hum?! É claro que não! — Rei exclamou, levemente indignada. — Nós nunca tivemos a oportunidade de fazer isso quando você era pequeno. Agora teremos que recuperar o tempo perdido.

Shoto pensou na ideia. Não se lembrava de já ter feito isso em algum momento em sua vida.

“Entendo. Temos muito o que recuperar.” — pensou enquanto decidia o que desenharia. Como não tinha nenhuma ideia, começou a desenhar vários moranguinhos por todo o rosto de Rei.

— O que você está desenhando? — perguntou curiosa de olhos fechados.

— Shiiii. — A silenciou. — Não se mexa. Pode ficar borrado.

— Entendi. — respondeu automaticamente.

— Não se mexa! — riu. Todoroki realmente amava passar um tempo com a sua mãe, coisas simples o animava quando estava em sua presença. — Assim vai borrar mesmo.

Depois da última bronca, Rei se comportou até que Todoroki se afastasse, avisando que havia acabado. Ele lhe entregou um espelhinho que estava em cima da mesa.

— Moranguinhos. — Rei olhava pelo espelho os diversos morangos que preenchiam seu rosto.

— Eu não sabia o que desenhar. — confessou em um pedido de desculpa.

— Está tudo bem. Eu gostei. — devolveu o espelho e pegou as canetas. — Agora é a minha vez!

— Isso sai depois né? — perguntou preocupado. Afinal, tinha aula no dia seguinte.

— Não se preocupe, não é permanente. — Rei pegou um vidrinho de dentro da caixa, colocando-o em cima da mesa. — Só não se esqueça de levar isso com você.

Todoroki fechou os olhos quando sua mãe fez menção de começar. Ficou de olhos fechados por todo o tempo que Rei desenhava em seu rosto. A sensação da caneta passando por sua pele o deixou distraído. Até que os movimentos cessaram.

— Acabou? — perguntou enquanto abria os olhos.

— Uhum! — Rei sorria de forma contida, quando Todoroki levantou o espelho.

— Mãe. — chamou enquanto se olhava pelo espelhinho. — Por que além de morangos, eu tenho bigodes de gato e um nariz vermelho?

Rei se desmanchou em uma risada harmoniosa enquanto encarava a face confusa de Todoroki.

— Shouto! Você está muito fofinho. — se aproximou, passando a mão pelo rosto do filho. — Como o esperado do meu menino.

O mimo sublime fez os olhos de Todoroki lampejarem de emoção.

— Me desculpe. Eu...

— Não se preocupe. — sorriu encantando Todoroki novamente. A cada vez que Rei sorria, ele sentia como se tivesse descobrido um novo mundo. — Agora está na hora dos cartões.

— Cartões? — perguntou enquanto sua mãe voltou a atenção à caixa em cima da mesa.

— Sim! Para guardamos de recordação.

— Certo! Darei o meu melhor!

Contagiado pela animação de Rei, Todoroki se juntou a ela na criação dos cartões. Mesmo que o silêncio reinasse entre os dois, não era como de manhã na escola.

Ali Todoroki se sentia animado, disposto a participar do que lhe fosse proposto. A ausência de sons, além do das canetas passeando por cima do papel, não era sufocante. Não conseguia se sentir vazio ali, porque a presença de sua mãe era suficiente para preenchê-lo.

Todoroki realmente não sabia como poderia ter vivido tanto tempo sem ela ao seu lado.

Depois de terminarem a pintura de rosto e fazerem os cartões, os dois tomaram o café da tarde junto enquanto conversavam.

A tarde passou rápido, e quando se deram por conta já estava na hora de se despedirem.

— Então agora a gente troca os cartões? — perguntou Todoroki enquanto ajudava a mulher a guarda as coisas.

— Sim. Aqui está o seu, Shouto. — Rei entregou o cartão, recebendo outro em troca. — Ficou sem ideia de novo? — perguntou sorrindo enquanto olhava os diversos morangos.

— Na verdade não. — retribuiu o sorriso. — Me inspirei em seu rosto dessa vez.

Rei riu da explicação do outro, que dizia ter se inspirado em sua falta de inspiração. Mas ela não o julgava, afinal de contas, havia desenhado bigodinhos e um narizinho vermelho na capa de seu cartão.

Antes de por um fim no animado dia, Todoroki pegou seu celular dentro da mochila e caminhou até sua mãe.

— O que você vai fazer? — perguntou Rei, curiosa observando seu filho se aproximar

— Vamos tirar uma foto. — juntou seus rostos e bateu a selfie. — É para recordação. Agora eu tenho que ir.

— Tudo bem. Se cuide. — deu um último abraço em Shoto, vendo-o partir com um sorriso no rosto. Sorriso esse que fazia com que seus bigodinhos ficassem levemente levantados.

Assim que saiu da Enfermaria Psiquiatra, Shoto respirou fundo. O dia havia passado rápido e o sol já estava se pondo, dando ao céu uma coloração alaranjada. Olhou uma última vez na direção do prédio antes de iniciar a caminhada até a sua casa.

Pelo caminho inteiro Shoto pensava em como tinha passado seu dia. E em como o teria passado se jamais tivesse tido coragem para visitar sua mãe na primeira vez.

Jamais sentiu raiva de Rei, sabia que nada do que havia acontecido em sua vida era culpa de sua mãe. Shoto sempre atribuiu todas as responsabilidades pela sua infância traumática ao seu pai.

A presença da figura paterna em sua vida possuía um peso tão grande que Shoto negava até mesmo sua herança genética. Não aceitava nem ao menos o poder que vinha desse lado da família.

Suspirou com o pensamento e olhou para sua mão esquerda.

Realmente havia perdido muita coisa em sua vida por causa das obsessões daquele homem, mas agora não deixaria mais que o ódio que sentia por ele o impedisse de seguir em frente.

Graças a Midoriya, Todoroki havia voltado atrás em seu juramento de jamais usar seu lado esquerdo. Se não fosse pelo amigo ele jamais teria se lembrado daquele dia de outra forma. Poderia sim, em algum outro momento, ter decidido visitar sua mãe. Mas o que ele perderia até isso acontecer?

Não importava a forma como olhava, Midoriya Izuku realmente tinha mudado sua vida com suas palavras.

Se recordava perfeitamente do evento esportivo da U.A, onde havia ficado em segundo. As lutas daquele dia enchiam sua mente, mantendo-o ocupado até finalmente chegar em casa.

Mal colocou os pés no hall da casa e já foi abordado por Todoroki Fuyumi, sua irmã mais velha.

— Você chegou tarde. — comentou encarando a pintura em seu rosto. Queria, queria muito, mas não iria falar nada.

— Perdi a hora. — Shouto passou por ela, entrando na casa. — Vou tomar um banho e depois vou jantar.

— Tá bom. — enquanto Todoroki se afastava sua irmã mais velha sorria para suas costas. Ela havia ficado muito feliz quando Shouto finalmente decidiu visitar a mãe internada. Agora ele parecia mais feliz.

Quando adentrou em seu quarto, Todoroki deixou suas coisas de lado e foi tomar banho. Sem enrolar em baixo do chuveiro, terminou de se lavar e saiu do box, indo até o espelho que ficava em cima da pia.

O seu rosto estava do mesmo jeito, a tinta ainda estava lá, não havia sequer um borrão em toda a pintura. A ideia de que os desenhos poderiam não sair quando fosse limpar o preocupou. Mas resolveu deixar para depois.

Durante o jantar o seu rosto foi o centro das atenções, mas Todoroki resolveu ignorar até mesmo o mais simples olhar em sua direção. No começo tinha ficado em dúvida, mas participar daquela comemoração tinha válido muito apena. Então não possuía nenhum arrependimento.

Ao término do jantar, voltou para seu quarto. Quando se viu sozinho, se jogou na cama, encarando o teto. Estava feliz, jamais pensou que ficaria tão feliz a ponto de não conseguir parar de sorrir. Ainda mais por causa de algo tão infantil como pintura de rosto.

Todoroki se lembrou da foto que havia tirado mais cedo. Curioso por vê-la mais uma vez, pegou o celular. Assim que destravou a tela, três notificações de mensagens apareceram, todas eram da Momo Yaoyorozu.

Respondeu a garota antes de ir para a galeria. Quando abriu a foto foi recebido pelo sorriso de sua mãe. Os olhos castanhos acizentados, que quase não apareciam por causa da franja branca que caia em seu rosto, transparecia cansaço.

Mas nem mesmo a aparência abatida era capaz de apagar o brilho que ela irradiava quando estava feliz. Todoroki encarava o celular com um sorriso no rosto, precisava dar um jeito de revelar a foto o quanto antes.

Cansado do dia agitado e, inesperadamente, divertido, Shouto decidiu ir dormir. Deixando o trabalho de tirar a tinta do rosto para o dia seguinte.

Notas finais
E aí, estão gostando da historia?

Eu espero que sim.

Vocês lembram que eu disse que a história surgiu da junção de quatro tópicos?

Pois é, então eu gostaria de fazer uma proposta, mas somente aos interessados.

A minha proposta é que caso vocês tenham achado a ideia interessante...

Preencham os quatro tópicos a seguir e deixem nos comentários.

Não precisa ser só sobre BNHA, pode ser outros animes também.

Já vou deixar avisado aqui que eu não escrevo yuri, yaoi, hentai ou qualquer gênero ligado a esses.

Mas antes de vocês fazerem isso eu vou explicar o que é cada um:

?”Personagem: O protagonista;
?”Palavra: Tem que conter na história;
?”Tema: Pode ser qualquer coisa;
?”Regra Livre: Pode ter a ver com a escrita e com o enredo. Pode ser qualquer coisa, só não pode modificar os anteriores.

Ai vocês escrevem um comentário com os quatros tópicos e eu escreverei e avisarei o dono do comentário.

Eu ficarei feliz em tentar desenvolver a história.

Bom, a história criada pela regra dos quatro tópicos acaba aqui.

No entanto, temos um capítulo bônus esperando por qualquer leitor que estiver interessado em saber o que vai acontecer.

(* ̄︶ ̄*)

Cara de preocupada de quem sabe o que vai acontecer.

Bom, se tiverem interessados continuem a história.

Nos vemos no próximo capítulo.