Recover Digimon World
1 Nasce uma nova Digiescolhida! Kurokami!
Notas iniciais
Boa Leitura!
(Caso a imagem não pegue: http://sawadavictoria.deviantart.com/art/Kin-y-Dorumon-381944835)
Capitulo 1
Tap, tap, tap, tap
Os passos seguiam, num ritmo rápido. Fazendo contato com a água. A criança corria, tropeçando vez ou outra e escorregando. As vozes dos adultos foram ouvidas.
Tum!
A criança derrubou uma lata de lixo e caiu junto. Atordoada, ela começou a se levantar devagar.
--Ela foi pra lá! Eu a ouvi! –exclamou um adulto.
Os passos se aproximaram e a menina olhou para os lados. Com alivio, ela notou um buraco pequeno a parede. Rapidamente se escondeu lá, protegendo-se da chuva e de olhares curiosos.
Três homens passaram por ela, correndo. Ela sorriu.
--Idiotas. –disse para si mesma e olhou para o que tinha em mãos.
Ela um pão, um pouco sujo e molhado por causa da queda, mas ainda era um pão, quente e macio.
A menina era pequena, parecia ter uns dez anos. Olhos verdes e cabelo cinza-escuro, quase preto. Sua pele era pálida, e ela era muito magra. Seus olhos eram selvagens pela fome. Seu rosto era coberto de arranhões, lama e água. Havia sangue em suas roupas, velhas e gastas, junto à lama. Ela estava machucada, mas naquele momento, feliz pela sua conquista do pão, apenas sorria.
Afinal, não sabia quando teria algo para comer novamente.
Aproveitou o que tinha, guardando metade para mais tarde e se encostou a parede do buraco, suspirando de alivio. Um pouco de sua fome havia passado. Sua barriga ainda doía, mas não era tão ruim.
Saiu do buraco e procurou sair daquela parte da cidade, para evitar seus perseguidores. Sabia que levaria uma surra depois do roubo, mas valia a pena. Melhor machucada que morta de fome, era o que ela sempre dizia.
Suspirou, adentrando na floresta, entretanto, antes que pudesse seguir seu caminho e se esconder, sentiu uma mão em seu ombros.
--Haha... Te encontramos, não é, pirralhinha? –rosnou a pessoa que segurou seu ombro.
Ela se virou e viu os três homens que antes a perseguiam, circundando-a. Ela ficou pálida.
--Agora você não escapa...
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A chuva caía do céu cinzento. A névoa não dava trégua.
O sangue vermelho corria pelo chão de concreto. O arfar da menina queimava seus pulmões como fogo. Respirar doía.
Seus olhos verdes brilhavam obscurecidos pelo ódio e pela dor. Suas roupas velhas eram manchadas de sangue e lama.
O sangue continuava correndo pelo chão de concreto.
Eu quero morrer... Quero que essa dor passe... Quero morrer... Em sua mente, ela cantarolava. Eu quero acabar com isso. Eu quero matar... Quero morrer... Quero morrer...
Uma voz ressoou com um riso medonho.
Você quer a morte, garota? A voz riu baixo. Quer morrer aqui? Quer a morte?
O coração da menina acelerou e o sangue escorreu com maior velocidade.
Quero! Ela berrou mentalmente, num desespero extremo.
Eu tenho outros planos para você, garota... A morte não está entre eles... Abrace seu ódio... Destrua quem causou isso. Destrua a luz que se foi...
Destruir a luz... Ela repetiu em sua cabeça. Destruir quem me causou isso...
Exatamente... Abrace seu ódio, pequena. Abrace o ódio...
Sim! Ela pensou.
Uma onda de energia passou por seu corpo e algo surgiu do chão, levantando-se. Ela pegou com a mão esquerda, que não estava virada em um ângulo estranho, como se estivesse quebrada.
A menina observou o pequeno dispositivo. Era algo meio oval, meio quadrado, com uma tela, uma antena pequena e alguns botões. Ela reconheceu o objeto, que já estivera em seus livros de história.
--Digivice... –ela sussurrou para si mesma.
Exatamente. Aproveite.
Os olhos dela então brilharam, ainda escuros pelo ódio, mas com um novo e estranho sentimento...
Escarnio.
Uma figura pequena e circular brilhou e saiu do Digivice, caindo no colo da menina. Era uma bolinha, com pernas, cauda, pelo lilás, olhos amarelos, boca e patas brancas...
--Oi! –falou a bolinha alegremente. –Meu nome é Dorimon! Qual é o seu nome? –ele perguntou com curiosidade.
--Kin. –respondeu a menina, com os olhos brilhando. –Kin Kurokami.
--Kin? É um nome bonito. –respondeu a bolinha peluda com um sorriso. –Prazer em conhecer, Kin-aneki!
--Prazer, Dorimon. –ela parou por um segundo. –Que tipo de Digimon você é?
--Eu não sei. –ele sorriu alegremente. –Você me criou.
A cabeça de Kin tremeu, um pouco incomodada, um pouco espantada, um pouco divertida, pela alegria de seu Digimon.
Como eu criei algo assim? Perguntou-se baixo. Tão... Feliz?
Digimons são a demonstração do que você tem no fundo do coração, Pequena. A voz sussurrou.
No fundo do meu coração?
Aquilo não fazia o menor sentido.
Notas finais
Matta AOWZE, minna!
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