Cheguei ao prédio de June, pedi para ser anunciado, estava muito ansioso para falar com ela e não me dei conta de que era de madrugada, estava pensando em me retirar, mas o porteiro fez sinal para eu subir.

Saio do elevador e no corredor, June está em frente à porta de seu apartamento trajando um roupão com uma cara de assustada.

– Caramba Shun, o que aconteceu, você tá todo machucado o porteiro ligou falando que tinha um cara que parecia que tinha sido assaltado pedindo para falar comigo, agora eu entendi o porquê, porém por Atena está ocorrendo outra guerra, somente um cavaleiro poderia ter feito isso com você... precisamos ir urgente a mansão da Saori, nossas armaduras estão lá na guarda dela, se você foi atacado com certeza eles também foram, por todos os Deuses PRECISAMOS IR ATÉ LÁ URGENTE, KATSUO e AS OUTRAS CRIANÇAS PODEM ESTAR EM PERIGO...- ela despejava todas essas palavras entrando em estado de pânico.

– Calma June, não é nada disso se você parar com o ataque histérico eu posso te explicar, poderíamos entrar antes que seus vizinhos chamem a polícia- eu disse

June me fez sinal para entrar no seu apartamento, puxou-me pelo braço e me colocou sentado no sofá.

– Bom, o que aconteceu?- ela perguntou

E então começou a me examinar tocando delicadamente os machucados de meu rosto, pegou meu braço e começou a movimentar o mesmo e depois repetiu o processo com o outro, fez a mesma coisa com as minhas duas pernas e ainda apalpou meu tórax e abdômen.

– Você parece bem, aparentemente são só escoriações superficiais, está com o olho direito bem inchado e bastante hematomas, e ainda não me respondeu o que aconteceu!- ela falou olhando nos meus olhos

Eu havia ficado perplexo e extremamente excitado com a maneira como ela me examinou a ponto de perder a fala, queria que ela continuasse me tocando pelo resto da vida, foi então que lembrei como eu deveria estar horrível e minha roupa estava em frangalhos e por um momento me arrependi de estar ali...

– Eu vim pois eu precisava saber de uma coisa, você está saindo com alguém?- perguntei sem rodeios.

– Você deve estar brincando né, são duas da madrugada você aparece todo machucado para me perguntar isso- ela falou indignada levantando-se

– Desculpe-me acho que preciso explicar melhor, caramba falar com você nunca é fácil- eu disse puxando-a de volta para meu lado no sofá.

Assim eu expliquei tudo o que o Ikki havia feito, a surra que tinha levado, o fato dele ter investigado a vida dizendo que ela não saia com ninguém desde nosso último encontro e sua feição estava de quem queria matar alguém e eu só não sabia quem.

– Seu irmão é um Neandertal e ele não devia invadir a privacidade alheia dessa maneira, eu só não entendi o que você está fazendo aqui nessa hora...- ela falou visivelmente chateada.

Respirei fundo, segurei as mãos dela na minha e busquei toda a coragem que tinha pois estava com muito medo de ser rejeitado novamente por aquela mulher.

– Eu estou aqui para dizer que eu te amo e eu nunca deixei de te amar, e que principalmente você foi e é a única mulher por quem já me apaixonei que faz com que meu coração bata mais forte, que eu sinta aquele frio no estômago e a boca seca, por isso peço que fique comigo, vamos recomeçar e reconstruir a vida só que dessa vez juntos!- falei e beijei suas mãos para ilustrar minha devoção.

– Ah meu querido, eu sabia que se eu fosse paciente e fizesse as coisas certas dessa vez você voltaria para mim, eu não sai com mais nenhum outro homem pelo motivo de que nenhum deles seria você, seu irmão estava correto, porém podia ter conversado com você não precisava ter te machucado assim...- ela falou com lágrimas nos olhos.

Eu a beijei, e quando fui aprofundar no beijo lembrei que tava sentindo dor e gemi me separando dela.

– Está doendo?- ela perguntou acariciando minha face machucada e lábios.

– Um pouco, porém eu não ligo, estou muito feliz!- disse sorrindo e beijando suas mãos suavemente novamente.

– Venha, vou cuidar de você, primeiro você precisa tomar um banho para tirar essa areia do corpo é perigoso inflamar por causa disso- falou com carinho.

Eu sabia o que precisava fazer para me cuidar contudo estava adorando tudo aquilo e deixei-me levar.

Ela me conduziu até o banheiro e me deu uma tolha e abriu o chuveiro, testou a temperatura da água e disse mandona:

– Pode entrar e tome seu banho, lave bem os machucados e vou buscar o que é necessário para fazer os curativos e ligar para Saori mandar uma roupa sua e pedir para não deixar aquele Neandertal perto do Katsuo- ela se retirou me beijando de leve nos lábios.

Ikki que me perdoasse eu não ia discutir com ela agora que estávamos nos entendendo depois com o tempo eu explicaria para ela como era meu irmão e que daquela maneira estranha dele só fazia as coisas para o meu bem...

Tomei meu banho e apesar do incomodo dos ralados e hematomas me sentia renovado inundado por uma nova força, refazia meus planos, iria retomar minha residência, colocar o Katsuo na escola e arrumar uma casa para nós pois a hospitalidade de Seiya e Saori já havia sido demasiada, não teria como agradecer os dois pelo o quê ele fizeram nem se falasse obrigado todos os dias da minha vida.

Saí e enrolei a toalha na minha cintura, olhei minha face no espelho ainda estava com o aspecto horrível...

– Pelo menos estou limpo!- falei comigo mesmo.

Ao entrar no quarto engoli em seco ao ver que June havia retirado o roupão e estava trajando apenas seu pijama, estava calor e era uma regata fina de alcinha e um shorts ambos rosas, lembrei-me que não estava em condição de fazer nada e sentei-me na cama.

Ela veio até mim e começou a fazer os curativos e a passar uma pomada para hematomas nas partes arroxeadas em meu corpo sempre com muita delicadeza, eu fechei meus olhos e tentei pensar em coisas que me fizessem esquecer o tanto que estava ficando excitado.

Ela parou de me tocar por um momento e eu abri os olhos e percebi que ela fitava meu rosto.

– Não precisa tentar disfarçar, eu também te quero e estou com saudades!- ela disse com desejo.

– Ah June!- eu a puxei para mim e nos beijamos.

Comecei a acariciar seu corpo sobre a fina renda do pijama, aí ela retirou o mesmo ficando completamente nua na minha frente, ao ver a cena eu soltei um gemido baixo.

– Está com dor?- ela perguntou.

– Ah minha linda, definitivamente não é dor o que estou sentindo!- respondi devorando ela com o olhar.

– Deita, é melhor eu fazer isso!- ela ordenou

Eu obedeci de imediato retirando a toalha que cobria minha cintura, ela veio e começou a beijar meu rosto, meus lábios, prosseguiu o caminho até a orelha mordiscando o lóbulo como só ela sabia fazer e desceu dando chupões leves pelo meu pescoço...beijou cada hematoma e cicatriz que eu possuía no meu corpo, demorando-se naquela deixada pela rosa branca como ela costumava fazer quando começamos a namorar, arranhou de leve minhas bolas e beijou minha virilha...

Começou a chupar a glande de pênis ereto e depois a abocanhar por completo num movimento delicioso...

– Eu vou gozar assim!- anunciei

Ela abriu seus olhos e fitou os meus e aumentou o ritmo das chupadas e eu gozei em sua boca vendo-a engolir cada gota do meu sêmen.

– Eu adoro seu gosto!- ela disse beijando meu abdômen e deitando-se ao meu lado.

– Eu amo você!- disse puxando o queixo dela e a beijando.

Comecei a masturbá-la enquanto a beijava, a minha ereção estava voltando enquanto sentia a umidade dela aumentando em meus dedos.

– Bom menino, ficou pronto antes do que eu esperava!- ela disse com satisfação.

– É um prazer servi-la- disse penetrando-a com dois de meus dedos arrancando um gemido dela.

Ao fazer menção de ir para cima dela ela me impediu, colocou dois travesseiros nas minhas costas, recostando-me neles.

– Você não vai me deixar tomar o controle hoje mesmo né- disse sorrindo.

– Você é meu objeto hoje!- ela disse me beijando com um olhar maroto.

Sem tirar os olhos dos meus olhos ela se posicionou e sentou no meu pau e vagarosamente foi abaixando até que toda extensão dele estivesse dentro dela, puxei seus cabelos para trás e comecei a chupar o seu pescoço enquanto ela rebolava aumentando sensação de profundidade da penetração.

Éramos a encarnação do desejo, fazia muito tempo que nossos corpos esperavam para se reencontrar, um sempre pertenceu ao outro, o ritmo aumentava freneticamente, o suor escorria pelo seu corpo devido ao esforço e comecei a chupar seus seios expostos mordiscando de leve seus mamilos turgidos.

Chegamos ao ápice juntos dessa vez senti seu corpo estremecer junto ao meu, enquanto suas mãos apertavam minhas costas, ela desabou sobre meu peito e ficamos abraçados esperando o coração e a respiração retornarem ao seu ritmo normal.

– Eu também te amo muito!- ela falou.

Eu sorri ficaríamos juntos enfim, esse era o nosso recomeço e pela primeira vez em muito tempo eu voltei a acreditar que as coisas poderiam enfim dar certo.

Continua...

Notas finais
é pessoal chegamos a nossa reta final, no próximo capítulo teremos o epílogo...abraços