June me conduziu por um portão lateral, chegamos à uma ala mais afastada, era a ala dos funcionários, chegando em frente a uma porta, ela abriu e entramos.

Era um quarto, com pouca mobília, possuía uma cama de solteiro, um guarda-roupa e uma escrivaninha, na escrivaninha estava uma foto de June e Mino e as crianças do orfanato, pareciam felizes e despreocupadas...

– Shun, por favor, sente-se- diz ela apontando sua cama.

Atendo de imediato seu pedido e ela se senta perto de mim, tomo suas mãos entre as minhas, as mesmas estão geladas.

– Sente frio – pergunto

– Não sinto, por favor, conte-me tudo pelo que passou nesses anos, pois preciso saber- ela suplica.

Fixo seus olhos nos meus, realmente aquele não era o assunto do qual gostaria de falar, todavia ela merecia saber de tudo, então eu contei.

Por cerca de 2 horas eu falei, e ela me escutou, foi uma ouvinte impecável, explanei sobre a batalha das doze casas, asgard, a luta contra os generais marinas de poseidon e a Guerra Santa contra Hades, expliquei sobre meu destino de ser o corpo do Deus do submundo na Terra e de como a Deusa Atena havia me ajudado a superar esse carma mitológico.

No final, o dia havia se transformado em noite, os últimos raios solares entravam pela janela do quarto e eu me calei.

Infelizmente era nisso que se resumia minha vida, batalha e mais batalhas, e eu ainda tinha sorte de estar vivo, uma vez que muitas pessoas boas haviam morrido, me pergunto o que eu tenho de especial para merecer estar vivo...

– Shun, e agora o que você pretende fazer?- ela me perguntou.

Juro que esperava qualquer tipo de pergunta menos essa, achei meio insensível da parte dela, como assim o que pretendo fazer, ela sabe dos nossos planos por quê pergunta...Estufo o peito e respondo:

– June, vim te buscar para que juntos possamos reconstruir a ilha de Andrômeda...- ela coloca delicadamente o dedo em meu lábio me impedindo de continuar

Diz com a voz firme e doce:

– Não Shun! Eu perguntei o que você pretende fazer, não qual era o plano do mestre Daidaros, esse eu já conheço.

Fiquei surpreso com essa frase dita por ela, e de certa forma me revoltei:

– Sinceramente June, você não acha que devemos isso a ele!

Pacientemente ela suspira e diz:

– Shun, eu ouvi atentamente a sua história e agora gostaria de contar-lhe a minha, você gostaria de ouvir?

– Claro, serei um ouvinte tão sincero e atencioso como você foi- Respondi.

– Shun, no primeiro ano em que você saiu em batalha eu simplesmente esperei, ficava naquela mansão Kido perguntando se havia notícias suas, de Atena enfim de qualquer coisa que pudesse indicar que você estava vivo e ainda treinava como uma amazona de Atena deve fazer, esperando ser convocada para esse maldito exercito e lutar contra as forças do mal que invadiram a terra e blá, blá...

Isso era pura mentira eu só queria um motivo para saber onde você estava e correr para o seu lado...

Então o ano se passou e você não voltou Shun, minhas esperanças foram se esvaindo, quando um belo dia eu conheço uma das mulheres mais fortes que nunca sequer treinou para ser amazona, é essa garota que está ao meu lado nessa foto, seu nome é Mino...

Mino me viu no jardim da mansão e veio conversar comigo, eu a recebi mal, afinal de contas o que uma reles garota poderia falar com uma amazona de Atena e ela por sua vez me pediu ajuda, disse que cuidava desse orfanato e que seria maravilhoso ter uma amiga e companheira que pudesse auxiliá-la nessa tarefa, que sabia q você havia treinado comigo, e por isso acreditava que alguém que fosse amiga de Shun deveria ter um coração similar.

Eu vim, as crianças ficaram assustadas ao me ver com a mascara , e para falar a verdade nesse mundo civil, a mascara faz com sejamos mais notadas do que normalmente seríamos sem ela, portanto abdiquei da mesma. Foi uma experiência libertadora o dia em que a retirei e coloquei na gaveta dessa escrivaninha, pensei comigo mesma e agora o que fazer e sorri com a perspectiva que possuía pela frente.

Shun eu trabalhei para essas crianças com todas as forças e devoção que alguém pode dedicar a uma tarefa, eu comecei a achar famílias adotivas para as mesmas e muitas vezes achar parte da própria família de sangue que encontrava-se perdida ao redor do mundo.

Vi muitos reencontros e em cada um deles eu entendi que toda a minha vida eu havia vivido guiada pelas regras de outras pessoas, nunca fui dona do meu destino, nunca trilhei o caminho que havia escolhido para mim.

E esse foi meu projeto, o mais legal é que ele foi reconhecido por uma ONG internacional e eu ganhei uma bolsa para cursar qualquer faculdade norte americana que quisesse e trabalhar nessa ONG.

E essa é a minha decisão Shun, eu vou seguir esse caminho, e não mais o caminho que qualquer pessoa tenha determinado para mim, nem que essa pessoa seja meu querido mestre Daidaros, nem que essa pessoa seja você.

– Não entendo, o que isso realmente significa?- perguntei confuso.

– Eu vou partir Shun, vou seguir esse caminho e não vou pedir que você vá comigo, sabe por quê, pelo simples motivo de quê você também deve encontrar o seu, a maior prova de amor que posso te dar no momento é te deixar sozinho para que você descubra quem você é e o que você quer fazer – ela respondeu firme.

– E se eu te pedir para ficar, você ficaria?- última cartada de um jovem desesperado

– Não Shun! E você me obrigaria como fiz com você uma vez ?

–Nunca June, entendo que na vida temos que fazer as coisas que achamos que são corretas. Você vai voltar um dia?

– Não sei, mas se voltar quero encontrar você inteiro, completo e não como agora, sei que você só me procurou pois precisa de uma bengala emocional na qual se apoiar depois de tudo que viveu, e eu sinceramente mereço ser mais do que isso.

– Não é isso June, eu te amo! – eu disse com sinceridade

– Também te amo é exatamente por te amar que eu quero que você amadureça e encontre seu caminho, você sempre viveu pelas vidas dos outros, pelo seu irmão, por Atena e seus amigos, não se sacrifique mais, já não é mais necessário...ou se sacrifique mas por algo que te faça se sentir vivo!

Eu entendi, ela estava correta porém isso não significava que vê-la partir não iria doer muito, levantei-me e falei com muita dor:

– Adeus June! Espero te ver novamente um dia, como um cara inteiro e não como um guerreiro ferido que sou agora, vou me reconstruir!

Fui em direção a porta, de repente queria correr dali para o mais longe possível, estava abrindo a mesma e foi quando ela impediu minha saída e ficamos frente a frente novamente.

– Shun,gostaria de dizer que ainda possuímos uma semana, e eu quero muito você!- e me beijou

Juro que não entendi nada mas retribui dessa vez com mais urgência, como mais raiva e paixão, ela mordeu meu lábio inferior e eu senti o gosto de sangue, isso fez com que por instinto puxasse seus cabelos para trás e fitasse seus olhos:

– O QUÊ VOCÊ QUER DE MIM???

O que era aquele olhar, eu via um reflexo dos meus, éramos desejo puro, ardente, podíamos ouvir as batidas de nossos corações, sentir o hálito de nossa respiração ofegante.

– Você, cavaleiro! Não posso permitir que outra garota tenha a sua primeira vez, essa deve ser minha com certeza, e é essa lembrança que vou levar comigo.

Nossas bocas se tocaram mais uma vez, ela me empurrava delicadamente para a cama atrás de mim, chegando indicou que me sentasse mais uma vez, fez com que levantasse meus braços e retirou minha camiseta.

Ela se sentou no meu colo e começou a me beijar novamente, os beijos percorriam meu pescoço, eu cansei de ser mero coadjuvante ali, comecei a acariciar suas costa por baixo de sua blusa, encontrei o fecho do sutiã e abri o mesmo...

Minha mãos buscaram seus seio e com o polegar acariciei a base dos mesmo, retirei sua blusa...

– Por Atena! Você é linda demais!- não pude deixar de exclamar.

Com uma certa devoção deitei-a na cama e beijei seu abdômen, deixei que minha língua explorasse o gosto de sua pele, fui subindo e cheguei nos seus lindos seios, beijei-os e seu mamilo reagiu ao toque da minha boca, o mesmo estava pedindo para que eu os sugasse, foi isso que fiz, com delicadeza e depois com vontade.

Fui descendo com meus beijos até o fecho da calça jeans e abri a mesma puxando-a para baixo, me detive no meio de suas perna, lambendo-a, chupando-a, seu sabor era delicioso.

Parei fiquei de pé e contemplei, June estava nua deitada na minha frente, eu sentia um frio no abdômen e todo o sangue do meu corpo correndo para a ereção que estava tendo...

Ela percebeu a minha admiração, sentou-se e disse com uma voz rouca:

– Uhn quero ver um pouco mais de pele também cavaleiro- sentou-se a minha frente e abaixou minhas calça juntamente com a cueca...

– Agora dê um passo a frente Shun!- obedeci me livrando das roupas e dos sapatos que vestia.

Ela segurou meu pau em suas mãos acariciando suavemente e depois com mais intensidade e colocou-o em sua boca, simplesmente foi a sensação mais incrível que havia sentido na vida até aquele momento.

Depois me chamou para que eu deitasse ao seu lado naquela cama de solteiro e continuamos a nos beijar misturando o gosto um do outro...

Fiquei encima dela, posicionei-me entre suas pernas olhando em seu lindos olhos...

– Eu quero muito fazer isso June –eu admiti cheio de desejo.

– Eu quero você agora Shun!- ela pediu

Eu a penetrei bem devagar sem desviar o olhar do dela, comecei a estocar suavemente e depois aumentei meu ritmo, ela me abraçava e arranhava minhas costas...

Assim nos entregamos um ao outro, éramos nesse momento somente carne, suor e gemidos, não pensávamos apenas sentíamos um ao outro, eu me senti completo estando dentro dela.

Ela não teve somente a minha primeira vez, como muitas outras durante uma semana, a melhor semana da minha vida.

Eu a levei ao aeroporto e nos despedimos chorando, prometendo manter contato, afina existia facebook, e-mail, celular etc, parafernálias eletrônica que ela me ensinou a mexer...e sempre poderíamos nos reencontrar, bom era isso que eu acreditava.

– Até logo minha querida, vou esperar o seu retorno !- eu disse.

– Até logo Shun, quando eu voltar será para ficar, é uma promessa!- Ela me beijou e entrou pelo portão de embarque.

E agora o que eu deveria fazer, estava com o coração despedaçado e totalmente perdido...

Notas finais
bom, espero que tenham gostado...por favor comentem!