Reconhecimento - Dramione
1 Capítulo 1
Notas iniciais
POV AUTORA
E se a história fosse diferente? E se a mocinha se mostrasse mais atraente, mais feroz, como uma leoa pronta para dominar o mundo! Hermione Granger tem o poder, uma garota tão esperta não serve para ficar como mera coadjuvante, ela é a estrela do próprio show.
Sua vida sempre foi feliz, pais incríveis que sempre apoiaram ela ao máximo, sempre fazendo com que fosse ela mesma, se sentisse especial, única e com uma qualidade bucal invejável (para quem não sabe seus pais são dentistas e na opinião dessa autora, é um tremendo privilégio, já viram o preço de um aparelho?), quando começou a desenvolver certos poderes inexplicáveis, jamais assustaram ou brigaram com ela, por isso que tudo que fez com eles durante a guerra doeu tanto e ao mesmo tempo foi uma prova de amor.
Quando foi para aquela escola e finalmente entendeu que realmente era onde pertencia foi uma felicidade, mas tinha essa coisa de assustar as pessoas, muitos não gostavam de garotas sabe tudo, ainda mais crianças que só querem se divertir. Ela era diferente e sabia que isso tinha um custo. Foi difícil, mas encontrou amigos importantíssimos para o seu crescimento, Harry desde o primeiro momento só tentou ser gentil, mesmo quando no fundo achava ela chata, foi o primeiro a aceita-la e a considera-la uma amiga. Com o Ron foi um pouco mais complicado, nunca conseguiram ter uma amizade sincera, em parte por terem sentimentos a mais pelo outro, desde criança sentiam isso mesmo sem entender o que era. Hermione como era mais madura (mulheres em geral) acho que entendeu primeiro o que estava acontecendo e por isso quebrou meu coração mais vezes do que pode contar, quando finalmente deram uma chance um para o outro foi perfeito, ele era exatamente o que ela imaginava, um conto de fadas e ele o seu príncipe. Mas depois de uns meses juntos, depois da guerra, as coisas foram complicando, não por culpa deles, mas acho que passando a fase da paixão finalmente perceberam que nem tudo era como pensaram que seria. Tudo ficou mais estranho, Harry começou a ficar sem graça, a Sra. e o Sr. Weasley já queriam marcar um casamento, acho que foi demais para os dois.
Então em um dia, eles tiveram aquela conversa... foi triste, foi difícil, mas necessário para ambos. Prometeram continuarem amigos e sempre conversarem sobre as coisas não importa o que, afinal finalmente poderiam ter uma amizade sem pressões.
Este dia foi ontem e hoje Hermione está se sentindo tão bem que parece que tirou um peso das costas, o mesmo se pode dizer do Ron.
POV HERMIONE
— Que loucura, nunca imaginei que isso seria o melhor para nós! – estava sentada junto a Gina no jardim da A Toca, contemplando uma tarde fresca e prazerosa, pena que o verão está acabando – Foi muito difícil, doeu muito essa decisão, mas agora estou imaginando como faz sentido...
— Eu sei, com certeza eu não esperava por isso, ainda não sei o que você viu no bobão do Ron, de verdade... ele simplesmente não sabe nem onde está – falou a Gina cutucando um gnomo que estava passando ali por perto, tendo roubar um pedacinho dos biscoitos que elas estavam comendo.
— Que maldade, ele é muito bonito e tem seu charme sim, fico muito triste pelas fagulhas terem se apagado, ele seria o melhor namorado do mundo, sei disso – falei pensativa, enquanto Gina me olhava com uma cara estranha.
— Argh, nem fala desse jeito, credo, eu acho que é coisa de irmão, ainda mais o Ron que é a pessoa que eu mais convivo, mas eu não consigo enxergar ele como um namorado atencioso e tal, pode ser implicância minha, mas... – de repente ela parou e olhou no fundo do meu olho – O que exatamente você sentia? Pelo Ron no caso?
— Err não sei, é difícil de descrever, um sentimento bom, uma agitação, não sei... o que se sente quando está apaixonada?
— A paixão é devastadora e o amor é calmo. Eu imagino que todos devem achar uma pessoa, aquela pessoa especial que faz com que o mundo desapareça, que você perca o chão, borboletas no estomago são para os fracos, amor de verdade te deixa sem ar e ao mesmo tempo te deixa leve como uma pluma prestes a sair voando de tanta felicidade, é acordar e pensar se essa pessoa está bem e pensar nela como seu porto seguro, seu lar.
— Isso foi bem profundo! – adorava minhas conversas com a Gina, é sempre oito ou oitenta, só zoeira ou papo cabeça – parece que andou pensando no assunto...
— Um pouco... – Gina me olhou com cara de que ia revelar um segredo – Eu estou super bem com o Harry, está tudo perfeito, mas ao mesmo tempo fico me perguntando se ele é o cara certo para mim, se eu não vou me arrepender, tenho medo de dar mais um passo e ele ser largo demais para minhas pernas, me entende? – ela me encarou triste.
— Com certeza, te entendo muito. Acho que você precisa pensar seriamente antes de qualquer coisa, mas não se apure, você é muito nova.
— Concordo, por essa razão, quando voltarmos para Hogwarts eu vou sozinha.
— O que? O Harry não vai mais?
— Não, ele decidiu hoje, chamaram ele e o Ron para a escola especial dos aurores, eles decidiram ficar, nunca gostaram de estudar mesmo.
— Não fiquei sabendo disso, mas isso é perfeito pra você, vai ser a primeira vez que vai ter um tempo sozinha, longe do Harry, vai ser ótimo para entender seus sentimentos e seguir o seu coração.
— Sim, essa é a ideia. Mas sempre nos veremos nos feriados! – fez uma cara de safada e eu só revirei os olhos e ri.
— Esse ano vai ser diferente, espero que sejamos diferentes também... – falei olhando pensativa para o sol, esperando que aquela frase se enraizasse de fato no meu subconsciente e eu conseguisse executá-la.
POV AUTORA
Como essa história está diferente e se a serpente recolhesse as presas? E se ele fosse mais suave do que aparentava? Deste lado temos Draco Malfoy, o menino mais metido da escola, nem ele mesmo pode negar isso. Quando se é criado como o centro das atenções, você meio que acredita que é.
Draco sempre foi o menino especial, mimado por todos, tendo tudo o que sempre quis e acreditando que todos estavam para servi-lo, seu circulo de amizade nunca contribuiu para que ele pensasse o contrário, quando chegou a escola e percebeu que nem tudo saia como o planejado e mesmo ele escolhendo alguns para atormentar isso não fazia com que todos gostassem dele, começou a se tornar rancoroso, foi inevitável para ele.
Seus amigos, Blasio, Pansy e Theo eram iguais a ele, o que ajudava e ao mesmo tempo atrapalhava, agora depois da guerra percebia como sempre foi frívolo e azedo, nunca quis ser desse jeito e ao mesmo tempo se tornou assim, sempre quis ser invejado, adorado, admirado mas só ganhou pessoas que andavam com ele por mera conveniência.
A guerra mudou tudo, sua vida virou de cabeça para baixo, seu pai fugiu para deus sabe onde, deixou ele e a mãe para se virarem sozinhos, ainda bem que ainda tinham sua casa. Depois de um longo julgamento, onde ele demonstrou estar totalmente arrependido e falou com sinceridade, ele e a mãe foram absolvidos, ele precisaria cumprir seus estudos e seguir na linha por pelo menos 5 anos, qualquer denuncia contra ele poderia resultar a uma passagem só de ida para Azkaban e ele não ia deixar isso acontecer jamais. Já sua mãe ficou em prisão domiciliar, não podendo se retirar de casa por pelo menos 5 anos também.
Assim que chegaram a mansão não a reconheceram, o que aquele lar tinha se tornado para satisfazer seus desejos obscuros? Sua mãe não quis ficar nem um segundo na casa daquela forma, então com a ajuda dos elfos domésticos deram um trato na mansão, pintando ela na cor branca e as janelas continuaram pretas para seguir a estética, os jardins foram replantados com muitas flores e plantas, colocaram um quiosque para tomar um chá durante a tarde e a mobília de dentro da casa foi igualmente reorganizada e repintada, sem dúvidas um novo recomeço.
POV DRACO
— Você está certo de que vai ficar tudo bem? – perguntou a minha mãe preocupada, estávamos sentados na parte externa da casa em uns sofás colocados estrategicamente no jardim.
— Claro, não é uma maravilha, mas com certeza eu já enfrentei coisas piores.
— Sim, mas vai com certeza ser um ano difícil, se eu puder ajudar de qualquer forma, não deixe de me mandar uma coruja, você sabe que eu sempre estarei do seu lado, não importa o que!
— Mãe, não fica preocupada, eu sei que vai ser difícil, mas é minha batalha, eu construí isso e vou ter que aguentar, espero que as pessoas possam entender que existe mudança nas pessoas, eu mudei e estou feliz por isso.
Fui para o meu quarto, ainda precisava escrever uma carta antes de começar a arrumar a mala.
“Blásio, como está?
Espero ter noticias suas em breve, estarei voltando para Hogwarts amanhã e espero de verdade que tenha decidido ir comigo.
Nem você, nem a Pansy e nem o Theo me escreveram durante todo esse tempo, sinto falta de vocês, não gosto de admitir isso, então vou falar somente essa vez.
A guerra já acabou a gente precisa seguir em frente.
Draco”
Terminei a carta e entreguei para Aron, minha coruja, ele é muito rápido e o Blasio não mora longe, acredito que em menos de 15 minutos Aron já chega até ele. Comecei a arrumar minha mala para o novo ano, considerei mudar para valer mas para que? Eu mudei meu comportamento, mas a minha personalidade estilo continua o mesmo, eu sou um conquistador nato, sempre fui, Merlim me deu as armas para isso, então por que não usa-las? Estava pensando sobre isso quando Aron voltou como raio e aterrissou em cima do meu malão, sei que Aron é veloz, mas ainda assim me surpreendi. Era uma carta de Blasio em sua pata, dei um petisco e ofereci água para ele enquanto abria a carta.
“Draco
Ainda bem que escreveu, estávamos esperando por isso, desde o julgamento ficamos sem jeito de escrever com medo que você não estivesse em um dia muito bom, fico feliz que esteja animado em voltar para Hogwarts.
Todos estaremos amanhã indo para a escola também, estou animado para esse novo ano. Consegue imaginar? Um ano sem preocupações, sem guerra, sem lorde das trevas, parece um sonho.
Te esperamos amanhã as 11h em ponto na plataforma 9 ¾.
Blas”
Fechei a carta me sentindo satisfeito, esse ano vai ser interessante, isso eu não posso negar.
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