Notas iniciais
Capitulo novinho em folha, se tiver bastante incentivo vou postar um por semana ou até dois dependendo da criatividade!!

POV HERMIONE

Finalmente voltei a Hogwarts, só Merlin sabe o quanto eu precisava disso, ver ela inteira novamente parecia o certo a se fazer, era como se tudo o que aconteceu fosse um pesadelo muito estranho e nada tivesse acontecido de fato, no entanto tudo tinha mudado, pessoas que estavam sempre ali não estavam mais, mas é aquela história “tudo acontece por um motivo”, eles se foram para que milhares de bruxos como nós tivesse a chance de viver suas vidas em segurança e felizes, foi um sacrifício admirável e honroso. Não acho nem um pouco de exagero terem feito um marco na entrada das terras de Hogwarts como um grande obelisco, cada tijolo colocado tinha um nome e mensagens de pessoas que de alguma forma queriam expressar sua dor. Tem uma coisa que eu gosto de admitir apenas para mim mesma, apesar de várias pessoas que eu gosto terem morrido a mais próxima a mim foi o Fred, nenhum outro me atingiu tanto, a não ser, talvez, a Lila, eu sei, tinha motivos de sobra para odiar ela, mas ainda assim quando eu vi aquele monstro em cima dela, foi como se um tijolo bem duro tivesse atingido o meu estomago e tudo que eu fiz foi por instinto, deve ser por isso que eu fiz questão de escrever algo na parte reservada para ela no memorial, eu escrevi “espero que de alguma forma eu tenha ajudado e você esteja em paz” foram palavras breves, mas sinceras. Pareço uma idiota olhando para aquele memorial e pensando sobre isso, mas olhar para esses nomes me da uma força a mais para valorizar o que me foi permitido desfrutar, ou seja essa paz...

— Ah! G...Granger – e a paz acabou, olhei na direção da voz e vi um Malfoy meio perdido saindo contornando o memorial, ele devia estar do outro lado e por isso não vi ele.

— Oi Malfoy, não tinha visto você – falei e me virei para seguir o meu caminho.

— É estranho né? – eu virei para ele confusa, eu sei que deveria estar indo embora afinal era o Malfoy, mas acho que bobeira de criança já passou. – todas essas pessoas, mortas, nunca imaginei que olharia um monumento assim e veria tantos nomes conhecidos.

— Sim, tudo as custas de uma guerra formada por um maluco e um bando de retardados.

— Verdade, agora até é engraçado, sabe. – ele mexeu no cabelo olhando para o topo do memorial, eu fiquei encarando ele para tentar entender onde ele queria chegar com aquela conversa afinal – eu sei que estava do lado errado, mas acredite não foi por vontade própria, fui totalmente covarde e me odeio por isso. Mas, realmente, meu pai foi um burro de entrar para os comensais, não existia qualquer tipo de recompensa só humilhação e medo, nada que valesse a pena.

— E ainda assim centenas de seguidores que mesmo o mais leal não tinha segurança se não ia ser morto a qualquer instante, apenas por diversão ou tédio. – eu não precisava falar disso, mas ele tocou no assunto e era interessante saber de um ex-comensal como era a sensação de servir um lunático.

— É, tem razão! – ele falou pensativo.

— Ahnn... desculpa Malfoy, mas tudo isso aqui ta bem estranho, então eu vou voltar para o castelo e deixar você refletindo sobre suas escolhas de vida, tá! – falei indo embora, antes de eu dar dois passos, parei.

— Granger, eu sei o que eu fiz, não posso desfazer nem forçar ninguém a esquecer como eu fui todos esses anos, só peço desculpas e espero que nossa convivência seja tranquila de agora para frente, seria bom pelo menos não ser olhado com desprezo e vice versa. – confesso que não esperava por isso, mas achei válido, não queria ter que pensar em me incomodar com ele esse ano.

— Não garanto que irei te perdoar, mas ter um ano em paz seria muito bom. Considere um novo recomeço. – sorri com sinceridade e sai direção ao castelo, precisava passar na biblioteca para fazer o dever de feitiços e depois ir para o dormitório falar com as meninas (Gina e Luna).

POV DRACO

Ok, isso foi um começo legal, eu precisava ficar em paz comigo mesmo e com o resto do mundo, para isso eu precisava falar com as pessoas que eu mais prejudiquei ou tentei prejudicar na escola, vulgo Trio de Ouro. Já tinha conversado com o Potter meses antes e ele pareceu levar numa boa, ele sempre teve o coração mole de um jeito positivo, agora enquanto passeava pelo jardim e refletia sobre a última vez que havia estado naquele local, encontrei a Granger, como é difícil pegar ela sozinha aproveitei a oportunidade, com o Weasley vai ser mais difícil porque ele não voltou para Hogwarts e duvido que queira aceitar uma coruja minha.

Logo que a Granger saiu, resolvi caminhar na margem do Lago Negro ou quem sabe sentar aos pés de uma das grandes árvores para aproveitar as últimas tardes de verão. Olhei ao longe e o Theo e o Blásio tinham tido a mesma ideia que eu. Estavam conversando sobre algo muito interessante, aparentemente, pois Blas gesticulava com as mão de forma bem espalhafatosa e o outro respondia da mesma maneira animada, fui chegando mais perto e percebi que estavam conversando sobre a última copa mundial de quadribol, bem que já estava na hora de acontecer outra.

— Mas vocês não cansam de falar sobre uma copa que aconteceu a milhões de anos atrás? – falei sentando junto com eles na grama.

— Jamais, aquilo foi histórico, você tem que admitir que a Irlanda simplesmente arrasou, aqueles artilheiros fizeram milagres acontecerem, quase cai da arquibancada de tanto pular. – disse Blás animado.

—É, eu sei, fui eu que te segurei né?! – disse o Theo com cara feia.

— Reclama mas não foi eu que quase pulei de uma altura de 20 metros para tentar chamar a atenção de uma Veela. – Blás falou sabendo que tinha ganhado seja qual o jogo que estavam fazendo.

— Não é minha culpa se os Búlgaros levaram elas, para mim foi de muito mal gosto, eles sabem que o encantamento é forte e eu me apaixono muito fácil, você sabem.

— É, isso a gente sabe de trás para frente – falei olhando para o Blás e esperando que ele me apoiasse – você identifica uma menina, decide que ela é linda e que ela é a mulher certa, você fica obcecado, faz de tudo para que ela te note e goste de ti, aí quando finalmente ela está na sua você conhece outra e se apaixona por outra.

— E é assim que funciona o que chamamos “O jeito Nott de ser”. – falamos Blás e eu em uníssono.

— Não é bem assim, assim vocês fazem parecer que eu descarto as mulheres, isso não acontece. O problema de vocês é que vocês são fechados para o amor, ao contrário de mim que me apaixono constantemente, é a melhor sensação do mundo! – o Theo falou olhando para o nada.

— Agora você tá parecendo uma mulher – Blás falou.

— Se vocês tem o conceito que apenas as mulheres se apaixonam, pobre de vocês quando acontecer, eu quero assistir de camarote.

Enquanto os meninos seguiam a conversa seja lá o que fosse, fiquei pensando que de fato nunca havia me apaixonado, tinha interesse em algumas garotas mas nada que me fizesse querer ficar com ela por mais do que uns minutos, a única menina que eu tenho a volta é a Pansy, que praticamente é uma irmã para mim, já tentamos algo mas definitivamente não foi a nossa praia. Espero que eu tenha a sorte de que aconteça algum dia, seria interessante imaginar a sensação.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem para eu saber!! Xoxo