Notas iniciais
Gostaríamos de agradecer pelos comentários e favoritos de vocês, e ficamos bastante felizes em saber que estão gostando da ideia. Esperamos que fiquem conosco até o fim.

Floresta Encantada, Reino do Desejo, dois anos atrás...

Fazia algumas horas que Killian havia se separado do povo de Storybrooke e vagava pela floresta sem destino certo.

Estava sozinho.

Não havia Emma, não havia sua tripulação e nem mesmo o seu amado Jolly Roger.

Durante as primeiras horas, pensou até em voltar para junto de Branca e David, mas logo desistiu ao lembrar que não tinha mais motivo para estar com aquele povo, pois o seu único motivo havia ficado em outra terra, sem magia e sem lembranças de si e do relacionamento que tinham.

Sem Emma, Killian não tinha mais ligação com nenhum dos que ali estavam.

Também, não havia como voltar e encontrar Swan. Da outra vez, conseguiu ir até lá porque tinha um feijão para a viagem e algo pelo que trocar, além de ter instruções de Neal para conseguir encontrá-la em uma terra desconhecida por ele. Mas agora...

Jones estava sentado em uma rocha de frente para um rio, que mais tarde seria usado para se refrescar, pensando em formas de como conseguir o seu navio mesmo estando em outro Reino, no qual não podia voltar enquanto quem o comandava não fosse derrotado, quando escutou barulhos de passos vindos das árvores atrás de si.

Alarmado, levantou-se rapidamente e puxou sua espada, logo a empunhando e apontando-a em direção a floresta.

Em passos leves e devagar, seguiu o barulho, logo adentrando a mata.

— Mostre-se! — Gritou, e então viu algo em meio aos arbustos se mexer. — Não seja covarde de me atacar por atrás. — Deu uma rápida volta de 360°. — Mostre-se! — Pediu novamente.

— Olá, Capitão. — Uma voz bastante conhecida para os ouvidos de Killian, soou atrás de si, fazendo-o se virar rapidamente, dando de cara com um Piccanniny.* — Sentiu a nossa falta? — E então olhou para os lados, vendo mais de seu povo se tornarem visíveis.

— O que raios vocês estão fazendo aqui? Como...?

— Ficamos sabendo dos últimos acontecimentos e decidimos vir atrás de você para acertamos as contas... — Respondeu-o com um sorriso sarcástico, interrompendo-o. — Já que quem deve não vai até nós... — Deu alguns passos para frente junto com os outros peles-vermelhas, fazendo Jones dá alguns para trás. — Não adianta fugir... — Fez um gesto negativo com o dedo indicador.

Ignorando o que o Indígena falou, sabendo que não conseguiria lutar com todos aqueles peles-vermelhas, Killian continuou seus passos para trás, mas logo parou ao pisar em um amontoado de folhas secas, na sequência, fazendo o seu corpo ficar pendurado no alto, com o pé preso em uma rede de pesca.

— Droga! — Praguejou, tentando, em vão, alcançar o nó.

— Parece que alguém caiu na própria armadilha... — O pele-vermelha gargalhou junto com os outros. — Tirem-no da rede, amarrem as mãos e vendem os olhos... — Ordenou. — Não podemos confiar em um pirata...

— Soltem-me. — Gritou desesperado, tentando se soltar das diversas mãos que o segurava. — Eu não tenho mais assunto com vocês.

— Ah, você tem... — Pegou uma flecha e passou a ponta pelo peito coberto pela roupa de couro, dele. — E muitos... — E então, um dos Indígenas vendou os seus olhos, deixando-o no escuro, sentindo apenas as pontas das lanças em suas costas.

•§•

O primeiro lugar para o qual Gold, agora em seus antigos trajes do tempo antes da maldição, pensou em ir, em busca de sua amada e seu filho, foi o castelo de Regina. Mais necessariamente, as celas que lá tinha.

Belle havia passado muito tempo presa ali, dada como morta, antes da maldição. E como, aparentemente, tudo tinha voltado a ser como naquele tempo, ele acreditou que ela poderia estar por lá assim que acordou, logo após a viagem feita de Storybrooke à Floresta Encantada e não a encontrou em meio ao povo.

Com alguns movimentos de sua mão, Gold foi envolvido por sua magia, logo reaparecendo exatamente na cela em que sua amada viveu por tanto tempo. Todavia, quando a fumaça se dissipou, tudo que encontrou foi a escuridão da cela, alguns panos no chão, uns roedores passeando de um lado para o outro e a grade aberta.

Ou Belle não tinha aparecido ali ou já havia fugido.

•§•

Três dias depois...

Gold estava agora em seu castelo.

Após ultrapassar os grandes portões, seguiu direto para a Biblioteca. Era o lugar preferido da morena, e sendo assim, achou que poderia encontrá-la por lá.

Contudo, ao abrir as grandes portas do cômodo, mais uma vez, nenhum sinal dela. Encontrou apenas os livros empoeirados que a mulher tanto leu quando ali viveu, um grande silêncio e a escuridão.

Caminhou por alguns corredores, imaginando que ela poderia ter caído no sono enquanto fazia algo por ali, como aconteceu tantas vezes, porém nenhum sinal dela.

— Belle? — Chamou, só para ter a certeza de que ela não se encontrava ali.

Ainda procurou por outros cômodos do castelo, como o quarto em que ela dormia e a cozinha, mas realmente, Belle French não estava por ali também.

Estava começando a ficar preocupado. Em sua mente, a ideia de que sua amada tivesse, de alguma forma, ficado em Storybrooke, ou que então, não estivesse viva, já começava a dar sinais em sua mente.

•§•

Dois dias depois...

Como última alternativa, antes de sair andando pela floresta toda em busca da mãe do seu filho, Gold reapareceu no antigo lar de Belle. O castelo que ela morava com seus pais, Sir Maurice e Colette, antes de fazer seu acordo com Rumpelstiltskin e se tornar sua serva no castelo.

— Belle? — Chamou por sua amada, mas não obteve resposta. — Vamos, Belle... Onde você está? — Com magia, sumiu do grande salão de festas e reapareceu no antigo quarto da mulher. Mas ali, ela também não estava. — Precisamos buscar nosso filho, querida... — Murmurou, como se French pudesse lhe ouvir. — Ele está em perigo e precisa de nós... — Mais uma vez, sumiu em sua fumaça avermelhada e reapareceu na biblioteca, não tão grande quanto à do seu castelo, mas que satisfazia muito a morena enquanto ali viveu.

— Belle? — Mais uma vez, nenhum sinal da Princesa.

Sem ter mais ideia de onde ir procurar pela mulher, decidiu sair e andar por toda a floresta. Iria realmente sair perguntando a quem visse pela frente, se havia a visto. Não queria e nem iria desistir de procurá-la. Não fez isso dá outra vez, não faria agora também. Também não queria acreditar que sua amada não estava viva.

Ao passar pelas portas do castelo, escutou uma voz bastante conhecida aos seus ouvidos, chamando o seu nome de forma desesperada.

— Belle? — Indagou emocionado e aliviado ao se virar e ver sua amada correndo em sua direção. — Belle... — Abriu seus braços, logo a recebendo em um abraço apertado.

— Rumple...

— Onde esteve? — Afastou-se da mulher, analisando seu rosto, procurando algum machucado ou qualquer outra coisa de errado que pudesse ter.

— Eu não sei o motivo, mas quando eu acordei, eu estava na cela, no castelo da Regina... — Falou com expressão confusa.

— Talvez você tenha aparecido lá, porque foi o último lugar que esteve antes da maldição. — Explicou-lhe. — Como chegou até aqui? É um pouco longe do castelo dela.

— Eu peguei carona com alguns camponeses que encontrei no caminho.

— Ah, Belle! — Abraçou-a mais uma vez. — Assim que eu percebi sua ausência, saí te procurando em todos os lugares que você poderia estar. E quando eu não te encontrei... Eu...

— Shh, eu já estou aqui e estou bem... — Sussurrou, beijando a bochecha do homem. — Onde estão os outros?

— Eu os deixei para trás assim que vi que você não estava entre nós...

— Estão todos bem e seguros?

— Eu não sei... Eles pretendiam ir para o castelo de Regina, recomeçar por lá, quando eu me separei deles.

— Então vamos nos juntar a eles e...

— Não podemos... — Interrompeu a mulher, que já puxava a sua mão para seguirem caminho. — Precisamos encontrar uma forma de voltarmos para Storybrooke e salvar nosso filho das garras daquela Fada. Não quero perder mais um filho.

— Mas não podemos voltar até lá.

— Sim, nós podemos, e vamos voltar. Eu só preciso de um tempo para organizar minhas ideias e conseguir achar um jeito. Toda maldição tem uma brecha... E com essa não é diferente...

— Você acha que conseguiremos?

— Temos que conseguir. — Falou com convicção. — É a vida do meu filho que está em jogo.

•§•

Horas mais tarde...

— O que pretende fazer para que não sejamos atingidos pela maldição quando chegarmos lá? ― Belle pergunta com preocupação.

— Tentarei criar alguma poção que nos deixe imune quando ultrapassarmos os limites da cidade. ― Ele responde rapidamente, com a resposta na ponta da língua.

— E se não der certo?

Ao ouvir a pergunta, Gold parou os seus passos e encarou a morena que seguia ao seu lado. Estavam seguindo andando para o seu castelo. Lá havia todos os ingredientes que poderia vir a usar, além de que seria o melhor lugar para fazer os seus testes e conseguir algum resultado.

— Você confia em mim? — Indagou bastante sério, encarando-a bem fundo em seus olhos.

— Eu... — Começou hesitante. — Sim, eu confio em você.

— Eu te prometo, Belle, você não vai se arrepender. — Garantiu. Ao girar seu corpo para frente e voltar a caminhar, viu um pombo correio com um pequeno bilhete e uma poção, que ele conhecia muito bem, pendurados em sua pata, vindo em sua direção. Sem hesitar, bastante curioso com a poção pendurada no animal, parou-o e puxou o papel, logo o lendo em voz alta.

“Killian, estamos em perigo e precisamos voltar para Storybrooke. Algo que não sabemos o que é, está acontecendo, e a Floresta está desaparecendo junto com as pessoas. Alguns Reinos próximos já foram afetados. Você encontrou Emma uma vez, encontre-a novamente, faça-a tomar esta poção e a leve para Storybrooke. Precisamos de ajuda.”

— E agora? O que faremos? ― Belle indaga, cheia de preocupação.

— Precisamos partir. Aqui já não é mais seguro.

— E para onde iremos?

— Você quer finalmente conhecer Nova Iorque, Belle? — A mulher arqueou a sobrancelha, surpresa com o lugar que iriam. — Porque é para lá que iremos. — Concluiu com um sorriso, fazendo a mulher sorrir também.

•§•

Duas semanas depois...

Após trocar com os Ogros, alguns castiçais de ouro que pegou em seu castelo, por dois feijões, Rumple seguiu para um lugar seguro e jogou um no chão, logo fazendo o portal se abrir.

— Está preparada? — A morena assentiu. — Peço apenas que pense em Nova Iorque, mesmo que nunca tenha estado lá, lembre-se das diversas fotos que já viu e se concentre nisso. — Pediu.

— Ok! — E então Belle fechou seus olhos e forçou sua mente a pensar nas belas imagens que já viu da cidade que nunca dorme.

— Dê-me a sua mão, Belle. Não podemos correr o risco de aparecer em lugares diferentes. — Deram as mãos e ele também fechou seus olhos. — Pule agora. — E ao mesmo tempo, pularam no grande redemoinho no chão, que logo desapareceu juntamente com eles.

•§•

Chinatown – Nova Iorque

— Onde estamos? — Belle indagou assim que abriu os olhos e não reconheceu o lugar.

— Na loja de... — Pensou bem antes de continuar. — Um velho amigo... — Disse por fim, usando a ironia. Belle percebeu, mas preferiu não questionar sobre.

— Por que paramos aqui? — Começou a andar pelo lugar, passando a mão pelo enorme caldeirão que há no centro da loja, e seguindo para perto de uma estante de livros.

— Aqui é um ponto de magia. — Explicou-lhe, também andando pelo local, porém diferente dela que apenas observava, ele estava atrás dos ingredientes que precisaria para o que pretende fazer. — Para encontrarmos Emma e Regina e para que eu possa fazer alguma magia que nos torne imune à de Fiona, quando chegarmos a Storybrooke, precisamos de um local como aqui. Um local com magia. — Explicou-lhe melhor.

— E onde está esse seu velho amigo? — Perguntou, estranhando não ter ninguém por ali e tudo estar sendo comido pela poeira.

— Eu não sei... — Deu de ombros. Ele não se importava com o Dragão. — Mas... — Respirou fundo. — É bom que não esteja aqui. Só assim não teremos contratempos.

— Uh... — Arqueou a sobrancelha, curiosa com a forma que o homem falou. — Ok... E o que faremos agora?

— Agora... ― Voltou a andar pela loja, olhando minuciosamente para os milhares de frascos que havia em uma prateleira. — Agora eu irei procurar o que me serve aqui, para fazer os feitiços que nos protegerá.

•§•

Três meses depois...

— Como encontramos Emma e Regina? — Belle estava lendo um dos livros do Dragão, enquanto Gold terminava suas misturas.

— Magia de sangue. — Com sua magia, Gold fez o globo terrestre aparecer na mesa em sua frente.

— E você acha que vai dar certo? — Deixou o livro de lado e se aproximou mais da mesa, para dar atenção ao que o homem faria.

— Deu certo com Neal, então tem que dar certo com o Henry também. — Mais uma vez com magia, ele fez surgir uma faca, e na sequência, espetou o seu dedo, fazendo com que algumas gotículas de sangue caíssem pelo globo, fazendo a magia acontecer. Belle olhou maravilhada para o sangue correndo por todo o globo.

— Com quem você acha que ele está?

— Talvez esteja com Emma, como da outra vez. — Respondeu-lhe, observando atentamente onde o ponto de sangue iria parar.

— Você acha que elas podem estar juntas? Talvez amigas... — Deu de ombros.

— Eu espero que sim, pois assim ganharemos tempo para voltarmos para Storybrooke e acabarmos o mais rápido possível com Fiona e termos nosso filho de volta.

Ficaram em silêncio por alguns minutos, e então o ponto de sangue parou em cima de um lugar no mapa. Uma cidade norte-americana.

— E então, para onde iremos quando tudo estiver pronto?

— Para Tallahassee.

•§•

Quatro meses depois...

Manhattan – Nova Iorque

— Eu sinto sua falta, Bae... — Gold murmurou, pegando um porta-retratos em cima da estante e passou o polegar por cima do rosto do filho.

— Rumple... — Belle chamou com cautela. — Nós não... — Aproximou-se devagar do homem. — Não temos muito tempo... — Concluiu, apertando de leve o seu braço.

— Ok, eu só... — Parou de falar e respirou fundo, engolindo a vontade de chorar. — Vamos em alguns minutos. — Disse por fim.

— Estarei esperando você lá fora, mas se precisar de algo, por favor, chame-me. — Deu-lhe um sorriso acolhedor e saiu, deixando o homem a sós com as lembranças de seu primogênito.

•§•

Uma semana depois...

Tallahassee

— Tem ideia de onde começar a procurar? — Belle pergunta, quebrando o silêncio entre os dois. Estavam no centro da capital da Flórida, sentados em um banco de parque.

— Não, mas creio que aqui não seja tão grande quanto a Floresta, então não será tão difícil encontrar... — Olhou para a mulher. — Vamos alugar algum apartamento e vivermos aqui por um tempo, até encontrarmos eles.

— E quando encontrarmos, o que faremos?

— Vamos observá-los por algum tempo antes de fazer a abordagem. — Belle assentiu. — Vamos procurar um bom lugar para nós? — Levantou-se e estendeu a mão para a morena, que logo a agarrou.

— Será que antes de irmos, poderíamos comprar uma daquelas maçãs? Elas parecem deliciosas. — Apontou disfarçadamente para uma barraquinha de maçã do amor.

— Você tem certeza de que quer comer maçã? — Indagou surpreso.

— Branca que tem problemas com a fruta, não eu. — Rebateu séria, porém logo caiu na gargalhada junto com o homem.

— OK!

•§•

Quatro meses depois...

Fazia alguns dias que Gold e Belle, enquanto faziam as compras do mês em um supermercado próximo ao apartamento que alugaram, encontraram Emma e Regina, casualmente, também fazendo compras.

Sem perda de tempo, Gold as seguiu de forma disfarçada, enquanto Belle seguiu para casa com as compras, e descobriu que as duas não só se conheciam e moravam perto uma da outra, como também estavam tendo um relacionamento amoroso. Pois, ao descerem do carro da morena, Gold as flagrou, enquanto Henry havia entrado com algumas sacolas e pedia ao porteiro para que abrisse o portão da garagem para entrar com o carro, trocando carinhos e beijos.

Ao voltar para o apartamento e contar tudo que sabia para a sua amada, deixando-a surpresa, mas feliz pelas duas mulheres e o garoto, que mesmo sem saber, havia conseguido o que tanto queria, unir suas mães, Gold decidiu que não podia abordar as duas mulheres sem antes saberem de suas vidas e rotinas, para saber o que dizer e ajudar no momento de convencê-las a lhe escutar, e sem antes testar as poções que fizera quando em Nova Iorque e ter certeza que funcionaria no momento que usasse.

— Belle, quero que fique com essas poções extras. — Entregou-lhe alguns frascos. — Se eu não voltar em um ano, quero que procure Emma e Regina, as convença a tomá-las e depois as leve para Storybrooke.

— Rumple, é muito arriscado... — Pegou em sua mão, apertando-a com força, demonstrando o seu medo. — E se eu não conseguir? — Indagou preocupada. — E se a Fada Negra, de alguma forma, conseguir te comandar?

— Temos que arriscar... O que eu não posso é chegar para elas, contar tudo que sei, entregar-lhe as poções e nenhuma funcionar... Esse mundo não é como o nosso... Eu teria muito problemas se nada funcionasse.

— Então tome muito cuidado... — Pediu aflita. — Se puder conversar com o nosso filho, diga que eu o amo e que em breve iremos salvá-lo.

— Eu farei...

•§•

Um ano depois...

Fazia algumas semanas que Rumple conseguiu voltar de Storybrooke, aliviando Belle com sua volta e com suas notícias boas sobre as poções e sobre o seu filho. Havia demorado muito a voltar, porque não aguentou ver o seu filho sendo comandado pela Fada Negra e tentou por diversas vezes, mesmo sem poder, salvá-lo das garras de sua mãe. Até ficou preso, mas o próprio Gideon, quando não comandado, libertou-o e o ajudou a sair da cidade novamente, em busca de ajuda.

Após Belle lhe relatar tudo que descobriu sobre o casal, e ele mesmo ter analisando-as por alguns dias, decidiu agir.

— Você sabe o que vai falar para elas, sem assustá-las? ― A mulher pergunta com bastante curiosidade.

— Na verdade, eu vou apenas me apresentar e pedir uma conversa. — Gold explanou sua ideia. — Se elas aceitarem, você irá comigo para contarmos juntos.

— Boa sorte! — Desejou. E no impulso do momento, Belle acabou beijando-o nos lábios, pegando o homem de surpresa.

— Obrigado! — Murmurou com um leve sorriso e o coração levemente acelerado.

•§•

Gold parou em frente ao prédio onde a família Swan Mills residia, observou-o por alguns segundos e então entrou.

Ao chegar à recepção e ver uma pequena placa em cima do balcão com os dizeres “Visitante, por favor, identifique-se”, desistiu de qualquer ideia de simplesmente passar e entrar no elevador ou fingir ser outra pessoa. Não podia dizer quem é, e muito menos inventar um personagem. Ninguém o conhecia, então seria impedido de subir. E para inventar ser alguém, precisaria no mínimo, saber o nome de algum conhecido da família. Uma coisa que infelizmente ele não procurou saber, julgando não ser importante.

Então, aproveitando-se que o porteiro estava ocupado com o interfone e não percebeu sua chegada, Gold, com sua bengala de ouro, seguiu com passos rápidos pela garagem e devagar subiu pelas escadas de emergência.

Ao chegar no terceiro andar, deu de cara com duas portas no fim do corredor. Não sabia qual das duas pertencia à família. Sabia apenas qual era o andar, pois o identificou certa vez, quando observava as duas mulheres e viu a loira na janela.

Andou devagar, fazendo alguns cálculos, imaginando qual o lado poderia ser, de acordo com a janela que Emma apareceu certa vez, e então parou de frente a porta de número 107, logo tocando a campanha, apoiando-se em sua bengala de ouro enquanto esperava ser atendido.

— Bom dia... — A loira desejou educadamente ao abrir a porta. — Posso ajudá-lo?

— Olá, Emma... — O homem, apoiando-se em sua bengala de ouro, trajando um terno, aparentemente caro, sustentando um sorriso nos lábios, saudou, pegando-a de surpresa.

— Henry, se não estiver pronto nesse exato momento, iremos nos atrasar. — Ele escutou a voz de Regina, vinda de dentro do apartamento. — Emma, querida... — Mills apareceu em seu campo de vista, parando ao lado da loira. — Quem é? — Indagou, observando-lhe também.

— Olá, Regina...

Notas finais
Piccanniny* é uma tribo de índios peles-vermelhas que vivem na Aldeia Piccanniny, um acampamento na Terra do Nunca Esperamos que tenham gostado desse, tanto quanto gostaram dos outros. A caixa de comentário está aberta para elogios, sugestões, ou reclamações dos nossos serviços. Domingo tem mais ;) ** featherIshope