Recomeçar
38 Capítulo 38
Notas iniciais
Assim que o sol aparece no céu, Regina se levanta da cama, veste seu robe e não perde tempo em começar a arrumar as suas malas. Emma se acorda com os seus movimentos, mesmo que ela estivesse tomando cuidado ao se movimentar, e a olha com um olho aberto e outro fechado.
― A princesa vai fugir da outra princesa sem nem se despedir? Mesmo depois da noite incrível e prazerosa que tiveram? ― Swan indaga bem-humorada, com a voz rouca de sono. O rosto de Mills fica brevemente corado com a menção à noite anterior. A junção das magias de Regina, Zelena e da Rainha conseguiram curar Emma completamente, e em comemoração à isso, quando todos se recolheram, elas abriram um vinho e em meio a intensas declarações de amor se amaram até as energias se esgotarem. ― Que princesa insensível! ― Murmura com um falso tom de decepção. Regina para o que está fazendo e começa a rir.
― Você já acorda fazendo graça... ― Balança a cabeça negativamente, ainda sorrindo. ― Aliás, a princesa é uma Rainha. ― Vira-se para ela com um dedo levantado e o olhar sério. ― Uma Rainha que está louca para voltar para o seu castelo. ― Diz mais para si que para a outra e volta a atenção para a mala à sua frente. ― A princesa deveria se levantar e começar a fazer a mala também, pois a Rainha não irá fazer por ela. ― Cantarola bem-humorada e é surpreendida pelos braços de Emma ao redor de sua cintura e seus lábios tocando a pele do seu pescoço. ― Emma... ― Estremece com o toque da língua da esposa em uma área tão sensível.
― Vamos nos despedir do quarto da pensão da Granny... ― Fala manhosa e a morena dá um sorrisinho. ― Ou você está apressada demais para voltar para a mansão? ― Vira-a para si e enfia seu rosto no pescoço da morena, que fecha os olhos e solta um baixo gemido ao sentir o toque dos lábios da outra.
― Acho que eu posso esperar um pouquinho... ― Fala maliciosamente e sorri. Então Emma afasta o rosto do seu pescoço, olha fundo em seus olhos por alguns segundos e beija os seus lábios com vontade, como se não tivesse feito isso há anos.
Rapidamente, as duas voltam para a cama pouco macia da pensão da vovó, tiram todas as peças de roupas e rolam pelos lençóis dando prazer uma à outra.
Horas depois, Emma, Regina, Henry e a Rainha deixam a pensão e seguem em direção ao número 108 da rua Mifflin. Assim que os quatro ultrapassam a porta da mansão Mills, Henry solta suas malas no chão do corredor e chama a Rainha e sua mãe loira para um tour. Regina pensa em repreender o filho, mas logo desiste ao ver sua animação. Emma e a Rainha aceitam o convite do garoto com animação e logo eles somem pela casa. Já Regina, usa magia para levar as malas dos três para os quartos, e vai para o seu para desfazer a sua mala.
Após o passeio pela enorme residência, os três desfazem as malas e descem para a cozinha. Regina havia ido para o cômodo alguns minutos antes e estava preparando um lanche para eles.
Emma recebe uma mensagem em seu celular, do Dr. Victor avisando que Killian terá alta em alguns minutos e ela chama Henry para acompanha-lo até o hospital e contar as novidades sobre Fiona para ele. Eles terminam de comer o lanche rapidamente, despedem-se da Rainha e de Regina e vão embora.
Ao chegar no hospital, Emma encontra Victor na recepção e conversa rapidamente com ele sobre o estado de Killian, e depois segue para o quarto do pirata. Ao chegar na porta, ela e Henry dão de cara com o homem descendo da cama lentamente ainda com a camisola hospitalar. Sem saber que estava sendo observado, Jones se vira para pegar o seu gancho em cima da mesa que fica ao lado da cama e acaba ficando de costas para Emma e Henry enquanto o encaixa em seu braço. O garoto segura uma risadinha ao ver a bunda dele aparecer pela abertura da roupa. Emma dá uma pigarreada e ele se vira rapidamente.
― Emma! ― Seu tom é um pouco sobressaltado. Suas bochechas coram instantaneamente. ― Ei, Henry! ― Cumprimenta-o sem graça. ― Eu...
― Está tudo bem, Gancho! ― O garoto o interrompe e se aproxima. ― Eu sei que tudo que você fez foi por um bem maior. Então, sem ressentimentos.
― Sério? ― Questiona com surpresa e o garoto assente rapidamente. Ele sorri. ― Mesmo assim, perdão pelo o que eu fiz. Não se mexe com a memória de alguém. ― Fala cabisbaixo, verdadeiramente arrependido pelo que fez. Henry se aproxima dele e toca em seu ombro, como se estivesse dizendo que está realmente tudo bem. Jones sorri genuinamente para o garoto e Henry devolve o gesto. ― Então, a que devo a honra da visita dos dois? ― Volta a atenção para Emma, que ainda estava na porta, encostada.
― Victor me avisou que você seria liberado e nós viemos te ajudar a chegar na Jolly Roger. ― Adentra o quarto, pega a roupa dele em cima da poltrona e a estende em sua direção. Ele se estica um pouco e a pega com o gancho.
― Também viemos contar tudo que aconteceu desde que você veio para cá. ― Henry acrescenta com animação. Emma olha para o filho e pensa no quanto ele parece com a avó quando o assunto é fofoca.
― Desculpa, amigo, mas a fofoca da volta da memória e a derrota da Fiona já chegou por aqui. ― Killian diz em um falso tom de decepção.
― Mas não contaram os detalhes, contaram? ― Ele cruza os braços e os dois riem de seu jeito.
― Não, não contaram. ― Henry comemora e Jones sorri. ― Bem, eu vou trocar de roupa e assim que eu sair do banheiro você pode me contar todos os detalhes, tudo bem? ― O garoto assente e se prontifica a ajuda-lo a chegar até o banheiro.
Ao passarem pelas portas do hospital, vários minutos depois, os três encontram Tiger Lily. A Indígena, e agora fada novamente, estava indo buscar um remédio para Gideon a pedido de Belle.
― Emma, Henry! ― Move a cabeça em cumprimento para os dois e eles devolvem a saudação. ― Emma, você está melhor?
― Sim, estou! ― Swan passa a mão na barriga. ― Depois de muitas tentativas, elas conseguiram me curar. ― Fala em um tom aliviado.
― Que bom! ― Fala com animação e sorri. ― Gancho! ― Olha para ele, sentado na cadeira de rodas. ― Você está bem? ― A pergunta pega o pirata de surpresa, mas ele não demonstra.
― Ei, Tiger! Eu estou bem, obrigado! ― A mulher sorri e ele sorri de volta. ― Soube que recuperou as asas...
O celular de Emma começa a tocar e interrompe a conversa dos dois. A loira pega o aparelho no bolso, visualiza o nome de Regina no visor, pede licença e se afasta para atender.
― Então... ― Killian murmura para conseguir a atenção da indígena de volta. ― Agora que tem as asas de volta, você vai voltar para a Terra das Fadas ou Storybrooke te conquistou?
― Eu não tinha pensado nisso ainda, mas acredito que irei ficar por aqui. Há muitas coisas que... ― Interrompe-se e olha o pirata de cima a baixo sem disfarçar. Killian abre um pequeno sorriso de canto, gostando da iniciativa de flerte da mulher. ― Eu gostaria de conhecer melhor nessa cidade... ― Os dois sustentam o olhar e Henry observa a interação com curiosidade.
― Garanto que não vai se arrepender da decisão. ― Jones diz em um tom sedutor. ― Storybrooke tem coisas muito encantadoras para conhecer. ― Acrescenta no mesmo tom e ela sorrir de canto ao entender a indireta. Os dois pareciam ter esquecido que não estavam sozinhos. Henry assistia a conversa com um pequeno sorriso nos lábios, entendendo bem o que estava acontecendo. ― Você não vai mais querer ir embora quando conhecer cada uma delas.
A volta de Emma para perto dos três interrompe a conversa de Jones e Tiger e eles ficam apenas se olhando disfarçadamente. Henry esconde um sorriso enquanto olha para os dois.
― Killian, infelizmente eu não vou poder te levar, preciso levar com urgência umas coisas para o almoço, mas o Henry pode te levar, não é, Henry? ― Toca no ombro do filho.
― Vocês estão indo para a Jolly Roger? ― Tiger pergunta antes de o garoto responder a mãe e os três assentem. ― Eu posso te levar até lá, Gancho, se não se importar. ― E mais uma vez Tiger Lily deixa o capitão surpreso.
― Tem certeza? ― Swan pergunta à indígena com hesitação e ela assente rapidamente, com tranquilidade. ― Não vai te atrapalhar? O Henry não...
― Na verdade... ― Henry interrompe Swan. ― Eu acabei de ver alguém ali e preciso muito ir falar com ela. Tchau! ― E se afasta a passos largos sem esperar por uma resposta.
Emma se vira para chamar o garoto de volta, mas desiste assim que vê quem é a pessoa que ele foi falar. Do outro lado da rua, Violet passeava com um cachorro.
― Pode ir, Emma, eu o acompanho até o navio. ― Tiger volta a dizer, trazendo a atenção da loira para si. ― Eu vou só falar com o Dr. Victor Whale para pegar um remédio para Gideon e poderei leva-lo até lá. ― Toca no ombro do homem e sorri. Ele sorri de volta. ― Além disso, eu estou devendo uma por ele ter me oferecido um quarto em seu navio. ― Dá uma piscadela acompanhada de um sutil sorriso.
― Tudo bem se eu não for, Killian? ― Swan o questiona e ele assente rapidamente.
― Pode ir, Swan! E obrigado por se preocupar comigo e se oferecer para me ajudar a chegar em casa. ― Apesar do sorriso, seu tom é triste. Isso mais as suas palavras partem o coração de Emma. Killian não tinha ninguém naquela cidade, além dela. Tiger havia acabado de chegar e ela não sabia se a indígena seria amiga de Jones ou estava apenas sendo prestativa naquele momento. As palavras de Killian partiram o seu coração porque Swan entendeu que se não fosse ela para busca-lo no hospital para o levar até a Jolly Roger, ninguém o faria. Porque Killian Jones não tinha ninguém.
― É o mínimo que eu poderia fazer, Killian. ― Toca seu ombro e ele segura a mão dela. ― Depois eu apareço na Jolly Roger para saber como você está. ― Oferece um sorriso para ele. ― Tchau! ― Com passos largos, Swan se afasta dos dois e Killian a observa ir até desaparecer de sua visão. Então, ele volta a olhar para a indígena ao seu lado.
― Tiger, se você estiver fazendo isso porque acredita que me deve um favor por eu ter te oferecido um lugar para ficar quando chegou aqui, não precisa, de verdade. Eu não quero te atrapalhar. ― Ele destrava os freios da cadeira de roda e coloca as mãos nos pneus, pronto para ir embora depois de ouvir a resposta da outra. Porém, para a confusão do pirata, Tiger Lily o olha com uma expressão séria por alguns segundos e depois abre um pequeno sorriso.
― Então... ― Ela tira um papel de seu bolso e o levanta no ar. ― Tem algum problema se eu levar você de volta para dentro do hospital para eu poder ir falar com esse D. Victor Whale ou você prefere esperar aqui? ― Aponta para uma área de sombra há alguns metros de distância dos dois.
A princípio, Killian fica confuso com sua pergunta, mas logo sua mente processa que ela a fez porque quis mudar o assunto. Então, ele pensa em insistir no que disse, mas a mulher arqueia a sobrancelha e semicerra o olhar, como se estivesse lendo os seus pensamentos, soubesse suas intenções e estivesse dizendo um “não faça isso“ e ele decide deixar para lá.
― Você tem certeza de que quer ser vista comigo? ― Ele olha para os lados e logo encontra alguns olhares estranhos na direção dos dois.
― E por que eu não iria querer? ― Tiger finge inocência. Ela sabia exatamente do que Killian estava falando. A questão é que, apesar de aquelas pessoas na cidade não a conheceram, não mudava o fato de que ela também não foi uma boa pessoa no passado. Mas mesmo que tivesse sido, não iria deixar de falar com Killian por isso. Ela sabia que ele estava mudando, ou tentando mudar, e assim como ela teve uma chance, ele também merecia.
― Você sabe, eu não fui um herói ou mesmo andei com heróis a minha vida toda. ― Fala em um tom mais baixo, envergonhado. ― Meu presente ainda é manchado pelo passado, o qual eu prefiro esquecer. ― Deixa bem claro.
― Você não é o único com um passado que prefere esquecer, capitão. — Ela dá uma piscadela acompanhada de um pequeno sorriso.
Jones fica momentaneamente sem palavras, surpreso mais uma vez.
― Bem, se você não decide se vai ou fica, eu decido por você. ― E começa a empurrar a cadeira de roda para dentro do hospital novamente. ― E não, eu não estou fazendo isso apenas porque acredito que devo um favor a você. ― Sussurra perto do seu ouvido e discretamente ele abre um sorriso.
Algo interessante começava a se iniciar entre os dois.
Há alguns metros de distância do hospital, do outro lado da rua, Henry acompanhava Violet em silêncio. Ela esperava que o jovem Mills falasse o que queria. Ele buscava coragem para iniciar a conversa. A situação era constrangedora para Henry, mas o garoto estava tão focado no que pretendia falar, que nem percebia.
― Então... ― Violet murmura, tentando ajuda-lo.
― Desculpa não ter falado nada ainda... ― Ele fala sem graça. ― É que... ― Respira fundo. O seu rosto começa a esquentar. ― Você ainda está...
― Se eu ainda estou namorando o Zimmer? ― Ela completa a pergunta por ele e Henry assente, agradecendo internamente. Seu rosto está completamente vermelho agora. ― Nós nunca namoramos de fato, estávamos só tendo um rolo. ― Dá de ombros. ― Assim que a maldição foi quebrada nós terminamos qualquer envolvimento. Nicholas não faz o meu tipo.
― E qual é o seu tipo? ― A pergunta escapole de sua boca e ele se recrimina pela impulsividade.
A garota finge pensar por alguns segundos.
― Ele tem duas mães, uma delas é uma Rainha e a outra é uma Princesa e também a Salvadora, ele me fez viver uma aventura incrível em uma cidade linda chamada Nova Iorque, ele costuma dá discursos lindos e motivadores, está sempre com um sobretudo preto, uma bolsa com kit de sobrevivência e um livro enorme com a história de cada morador da cidade, e foi responsável pelo primeiro beijo que eu dei. ― Violet fala tudo em um tom pensativo. ― Você o conhece? ― Olha finalmente para ele e Henry abre um largo sorriso. ― Se você o conhece, diga que eu preciso falar com ele. ― Dá uma piscadela acompanhada de um pequeno sorriso e o jovem Mills sorri ainda mais.
― Acho que eu o conheço, sim. ― O garoto responde com um falso tom pensativo, entrando na brincadeira da jovem. ― Pode deixar que eu entregarei o seu recado. ― Acrescenta com falsa entonação de seriedade.
Então eles param de andar, olham-se profundamente, aproximam-se lentamente, fecham os olhos e se beijam sem hesitação. O coração de Henry bate acelerado e Violet, como se soubesse, coloca ternamente sua mão em cima. Como se estivesse entendendo a situação, o cachorro enrola os dois com a coleira, fazendo-os ficarem ainda mais próximos. Eles interrompem o beijo e começam a sorrir. O cachorro dá alguns latidos. Parece animado.
― Acho que ele gosta de nos ver juntos. ― Henry comenta brincalhão e a garota sorri. Em seguida, os dois voltam a se olhar e se beijam novamente.
•§•
Na única loja de Penhores e Antiquários de Storybrooke, o Sr. Gold e sua bela e adorável esposa, não param de mimar o filho. Era como se o pequeno tivesse acabado de nascer. Gideon não abandonava o sorriso nos pequenos lábios. Estava rodeado de cobertas e brinquedos. Mas, apesar da visível felicidade dos três, nem tudo estava bem ainda. Gold e Belle ainda precisavam conversar.
― Belle, será que podemos conversar um pouco? ― Toca delicadamente no braço da mulher. A contragosto, Belle desvia o olhar do filho e assente para o homem. Eles se afastam alguns centímetros do berço do filho, que com a ausência dos dedos da mãe, distrai-se com um brinquedo, e se sentam na cama no canto da parede. ― Belle, eu sei que...
― Rumple, está tudo bem. ― French diz com voz suave, interrompendo-o. Ele franze o cenho e ela sorri. ― Você me magoou muito quando me enganou com a adaga, e eu ainda fico muito triste quando lembro daquele episódio. ― Ele desvia o olhar do dela e abaixa a cabeça. ― Mas... ― Ela estiva um pouco o braço e toca no queixo dele, fazendo-o levantar a cabeça e olhar para ela novamente. ― Você mudou. ― Ela sorri. ― Você não é mais o mesmo homem que me enganou. Ontem, sua mãe ofereceu tudo que você queria desde sempre, e você negou. Você negou com firmeza, com certeza, sem titubear. Você fez o que é certo. Não escolheu o poder. O antigo Rumple não teria feito isso. Não. ― Ela balança a cabeça negativamente. ― Com certeza, em algum momento ele teria dado um jeito de aceitar todas as ofertas sem ninguém saber, porque era isso que ele sempre fazia. ― Fala com desprezo. ― Mas não foi isso que você fez, e eu estou muito orgulhosa de você. ― Segura na mão dele e a aperta. ― Ontem você me provou que eu posso confiar em você novamente. ― Os olhos de ambos se enchem de lágrimas.
― Belle... Eu... ― As lágrimas começam a descer pelo seu rosto e Belle as enxuga delicadamente. ― Eu não mereço você e nem o seu amor... ― Os olhos de Belle também transbordam e o homem também enxuga suas lágrimas. ― Obrigado! ― Sorri e a morena sorri também. ― Eu te amo, Belle!
Os dois se abraçam apertado por alguns segundos e trocam um singelo beijo. Gideon começa a cobrar atenção dos pais, ameaçando um choro, e eles voltam, entre sorrisos, para perto do filho, que abre um enorme sorriso ao vê-los.
Há alguns metros de distância da loja de Penhores e Antiquários do Sr. Gold, já perto da floresta, na pousada Cama e Café da Vovó da Sra. Lucas, a única da cidade, Widow e Marco conversam e trocam carinhos no escritório do estabelecimento. Pela primeira vez, desde que chegou à Storybrooke, Widow Lucas estava deixando a neta tomar conta da lanchonete e da pousada para tirar algum tempo de descanso.
― Widow, eu quero te fazer uma proposta. ― Marco anuncia, interrompendo os carinhos na senhora, que arregala os olhos em sua direção, com o coração aumentando o ritmo. ― O que você acha de tirarmos alguns dias de descanso e sairmos de Storybrooke? Só eu e você? Meu filho August, já me indicou ótimos lugares em umas cidades aqui por perto. ― Fala todo animado.
― Marco, eu não sei... ― Ela se levanta e começa a andar pela pequena sala. ― Eu nunca saí de Storybrooke antes. Ruby nunca ficou sozinha com a lanchonete e a pousada. Não sei se é uma boa ideia. ― Sua resposta acaba com a felicidade do homem, que murcha no mesmo instante.
― Tudo bem, não ia dá certo mesmo. ― Fala cabisbaixo. ― Eu não conheço nada depois do limite da cidade, nós íamos acabar nos perdendo, mesmo seguindo as instruções de August.
Vendo como o homem ficou, Widow fica com a consciência pesada e tem uma ideia.
― Mas, nós podemos dá um passeio à noite, por Storybrooke... ― Marco fica animado com a ideia e levanta a cabeça. ― Há alguns lugares que eu ainda não conheço e gostaria de uma companhia para ir conhecê-los. ― Fala de forma sugestiva. ― O que você acha? ― Volta a se sentar perto dele.
― Eu acho uma ótima ideia. Já tenho até alguns lugares em mente. ― Diz com animação e sorri. Ela sorri também. ― Quando poderemos fazer isso?
― Essa noite. ― Widow responde sem titubear.
― Ótimo! Já sei até que roupa usar. ― Fala todo animado.
Os dois ficam se olhando por alguns segundos, cheios de sorrisos, e sem perceberem, aproximam-se ao mesmo tempo e dão o primeiro beijo. Um tímido tocar de lábios, mas que é o suficiente para acelerar os corações. Quando se afastam, olham-se com timidez.
― Esse beijo me fez lembrar de outra proposta que eu quero fazer... ― Marco fala suavemente, olhando no fundo dos olhos claro da senhora e tocando carinhosamente a sua mão.
― Qual? ― O coração de Widow fica ainda mais agitado ao imaginar qual será a proposta do homem.
― Você quer ser minha namorada? ― Pergunta sem rodeios, cheio de coragem.
Widow Lucas abre um enorme sorriso. A resposta já estava pronta na ponta da língua.
― Sim! Eu quero ser a sua namorada. ― Responde com firmeza, em meio a um sorriso acanhado.
Marco acaricia o seu rosto, e agora consciente do que estavam fazendo, eles se aproximam devagar e se beijam mais uma vez.
Já na construção da frente, no Granny’s Diner, as coisas não estavam tão felizes quanto na loja de Penhores e na pousada da Vovó.
Enquanto Zelena limpava as mesas no salão, Ruby e Dorothy aproveitavam a ausência de Widow Lucas e o pouco movimento na lanchonete para conversarem na cozinha, a respeito da relação das duas. Toda vez que a ruiva entrava para deixar os pratos, copos e talheres sujos na pia, as mulheres paravam a conversa e Mills ficava sem conseguir saber qualquer palavra que estava sendo dita. A única coisa que ela sabia, era o assunto da conversa. Seu coração batia mais forte e o nervosismo tomava conta de seu corpo cada vez que ela ultrapassava as portas vai e vem que separam a cozinha do salão.
Porém, o nervosismo não era o único sentimento que tomava conta da ruiva. Desde a quebra da maldição e a volta das memórias, a mente de Zelena passava bastante tempo ocupada com pensamentos sobre Ruby e Dorothy reatarem. Por isso, a tristeza já era freguesa de seu ser, embora a escondesse bem com seus sorrisos e jeito animado, herdados da personalidade de Kelly Miller West. Apesar de querer muito a felicidade de Ruby, Mills torcia para que as duas não reatassem o casamento, mesmo sabendo que não teria mais chance alguma com Lucas. Ela se sentia péssima pelos pensamentos, mas não conseguia evitar. Era maior do que ela.
Com os últimos pratos, talheres e copos na mão, Zelena segue em direção a cozinha torcendo para que em sua última chance, consiga escutar alguma coisa. Então, assim como das outras vezes, antes de passar pelas portas vai e vem, ela diminui e suaviza os passos e empurra as portas lentamente, mas quando entra na cozinha as vozes não param como das outras vezes. As mulheres estavam tão entretidas na conversa que não viram quando a ruiva chegou ao recinto. Logo, Zelena consegue finalmente ouvir alguma coisa da conversa.
― Eu sinto muito por nós, Dorothy, de verdade. ― Ruby fala em um tom baixo, mas não o suficiente para Mills não escutar. ― Torço para que encontre alguém tão especial quanto você e te faça muito feliz. ― Acrescenta, alheia a presença de Zelena.
― Como você encontrou aquela bruxa que me envenenou e quase me matou? ― Gale devolve com raiva, mas em um tom contido. ― Ela é do mal, Ruby. Não é uma pessoa boa. Não é para você, meu amor. ― Fala em um tom suave, também alheia a presença de Mills, que agora já estava bem próxima delas, mas fora das vistas das duas por causa de uma pilastra.
Não aguentando ouvir a mulher falar mal de si, Mills pesa os passos e pigarreia alto o suficiente para que a escutem e parem a conversa. Ela já tinha ouvido a parte mais importante da conversa. A única que, de fato, precisava saber. Não precisava ouvir mais. Além disso, não queria correr o risco de ouvir Ruby falar que não tinha sentimentos por ela.
Quando as mulheres param de falar, Zelena se aproxima com a última bandeja com pratos, copos e talheres sujos, coloca tudo na pia e vai embora com passos apressados. Ao passar pelas portas de vai e vem, abre um enorme sorriso sem se preocupar em esconder e respira com alívio. O que tanto queria, aconteceu. Ruby e Dorothy não iriam reatar o casamento. Logo em seguida, a ruiva se recrimina por estar feliz as custas da infelicidade de outra pessoa.
Com a mente borbulhando e o coração a mil, Zelena começa a varrer o salão. Poucos minutos depois, Ruby e Dorothy saem da cozinha e seguem para lados opostos. Mills olha para as duas disfarçadamente. Quando Dorothy passa por perto dela, não faz questão de esconder a raiva por ela e ainda esbarra propositalmente em seu ombro. Não querendo sair por baixo, Mills fecha a expressão e finge que vai para cima dela. No mesmo instante a expressão de Dorothy muda de raiva para medo. Zelena sorri com deboche.
― Cuidado para não acordar mais, quando for dormir... ― Sussurra com tom irônico e dá uma piscadela acompanhada de um sorriso para a Gale, que apressa os passos e tropeça em uma cadeira. Zelena rir de seu desastre. Quando Mills volta a olhar para frente, dá de cara com Ruby bem perto de si.
― Será que nós podemos conversar? ― O coração da ruiva acelera instantaneamente e o sangue gela em suas veias. O que será que Ruby tinha para falar com ela? Será que havia percebido seus sentimentos e queria avisar que ela não tinha chances? Será que queria acabar a amizade por ter relembrado quem ela é de verdade?
― Claro! ― Responde com a voz mansa. ― Eu vou só terminar de varrer e apanhar o lixo. ― Sua voz sai um pouco trêmula. Estava nervosa.
― Eu vou te esperar na cozinha. ― A ruiva assente e Lucas vai embora.
Sem perda de tempo, Zelena Mills termina de varrer o salão, até porque em pouco tempo entrariam clientes para o almoço, apanha o lixo em velocidade impressionante, corre pela lanchonete para colocar o saco preto do lado de fora, e segue para a cozinha. Com o coração a mil e a mente borbulhando de teorias sobre a conversa, ela empurra as portas de vai e vem e encontra Ruby encostada na pia. A morena de mexas ruivas estava com o olhar distante.
― Oi... ― A voz de Mills sai baixinho, quase um sussurro. Ruby sai do modo pensativo e foca o olhar na ruiva.
― Ei... ― Lucas murmura em um tom suave. ― Já chegou algum cliente?
― Antes de eu entrar aqui chegaram dois, mas Dorothy está dando conta. ― Dá de ombros.
― Podemos nos sentar? ― Ruby aponta para as cadeiras extras da lanchonete, alocadas no fundo da cozinha. Zelena assente e as duas logo se acomodam.
As mulheres se sentam uma de frente para a outra, com as mãos apoiadas na mesa, e ficam se encarando em silêncio por longos segundos, que para ambas parecem horas.
Havia muito o que se dizer. Das duas partes. Mas nenhuma sabia por onde começar, ou mesmo como começar. Era como se as palavras tivessem sumido de suas mentes. Como se a capacidade de formar frases coerentes tivesse sido esquecida.
― Então... ― A ruiva decide começar. Estava começando a ficar envergonhada com a situação. ― Ruby, eu...
― Eu te odeio, Zelena! ― Lucas solta de supetão, interrompendo a ruiva, que fica chocada com o que foi dito. Em outros tempos, não se importaria de ouvir isso dela. Na verdade, quanto mais ela e Dorothy a odiassem e temesse, melhor. Mas agora, a pequena frase dita com tanta raiva estava a machucando por dentro. Machucando de uma forma que ela jamais foi machucada. ― Eu te odeio...
― Eu já entendi, não precisa repetir. ― Interrompe-a baixinho, em tom magoado. Estava a ponto de chorar.
― Mas eu também te amo. ― Ruby continua, como se não tivesse sido interrompida. ― Eu te amo como eu nunca amei antes. Nem mesmo a Dorothy, quem eu achei que fosse o meu verdadeiro amor. ― Zelena olha para ela atônita. Não esperava essa reviravolta. Nem em seus melhores sonhos imaginou Ruby Lucas dizendo que a ama. Até porque, acreditava que o que sentia pela mulher não era mútuo. ― Eu te odeio por tudo que você já fez, especialmente à Dorothy. Eu te odeio por um dia você quase ter acabado com essa cidade. Eu te odeio por todo mal que você já causou. Por ter sido tão cruel. ― A jovem estica um pouco o braço e toca suavemente a mão de Mills, que agora já tinha os olhos marejados, prontos para transbordarem. ― Mas eu te amo pelo o que você é hoje. Eu te amo pela incrível mulher que você se tornou. Eu te amo por me fazer feliz. Eu te amo por cuidar de mim. Eu te amo por sempre me apoiar. Eu te amo por ser tão carinhosa comigo. Eu te amo por me fazer tão bem. Eu te amo, Zelena Mills!
Tocada pelas palavras da morena de mexas ruivas, Zelena se aproxima com rapidez e toma sua boca em um beijo intenso, cheio de sentimentos e desejos. As cabeças se movem em lados opostos, as línguas se tocam sem pudor e os lábios se encostam com vontade. Sem desgrudar as bocas, Mills segura na cintura de Lucas e a levanta consigo. Em seguida, puxa-a para mais perto e a envolve completamente com seus braços.
― Espera... ― Ruby se afasta com dificuldade da boca feroz de Zelena. O batom de ambas está borrado, os narizes estão vermelhos e as respirações irregulares. O peito sobe e desce com velocidade. ― Você também...
― Ama você? ― A ruiva a completa e Lucas assente. ― Sim, eu também amo você, Ruby Lucas! ― Fala bem-humorada.
Ao ouvir a declaração, Ruby fica emocionada e a abraça apertado. Zelena fecha os olhos e a aperta mais em seus braços.
― Perdão por não ter tido coragem de contar sobre os meus sentimentos antes. Eu acreditava que você só me via como amiga e temia perder a sua amizade. ― Lucas murmura com a voz chorosa e abafada.
― Eu também preciso pedir perdão por ter sido tão covarde e escondido os meus sentimentos de você. ― As duas se afastam um pouco e os verdes se encontram em um olhar profundo. ― Assim como você, eu acreditei que seus sentimentos por mim eram só de amizade e tive medo de confessar o que sentia e te perder. ― Fala tristemente. ― Aliás, era isso que eu queria falar com você no outro dia, mas não tive coragem e inventei uma desculpa. ― Confessa envergonhada, desviando o olhar. ― Quando a maldição foi quebrada e as memórias restauradas, eu agradeci por não ter contado. Eu não sou a mesma Zelena de antes da maldição, então temi o que aconteceria quando você soubesse que eu gosto de você. Por isso, tudo isso que está acontecendo agora... ― Olha para os corpos colados. ― São duas vezes uma surpresa para mim. Uma por você sentir o mesmo que eu, e duas por você sentir o mesmo que eu mesmo depois de relembrar quem eu sou de verdade. Eu não achei que isso pudesse ser possível... ― Uma solitária lágrima escorre por seu rosto e Ruby a enxuga com um singelo beijo.
― Eu confesso que também não achei que pudesse ser possível, mas aqui estamos, provando que é muito possível... ― Dá um selinho na ruiva. ― O amor que eu sinto por você é maior do que qualquer coisa, Zelena. ― Ela sorri e Mills a acompanha.
Ruby e Zelena encostam as testas, fecham os olhos e se abraçam mais forte. Depois, os lábios se encontram mais uma vez, agora em um beijo mais calmo, mais carinhoso.
― Precisamos nos arrumar para ir ao almoço de Emma e Regina. ― Zelena murmura com dificuldade por causa dos lábios de Ruby.
― Só mais alguns minutinhos, por favor... ― Ruby fala com manha e a ruiva sorri. Então, elas se beijam novamente.
Ao contrário do que Zelena teorizou antes de entrar na cozinha, ela e Ruby estavam só dando início a uma grande história de amor.
•§•
Assim que Emma chega à mansão com as compras que Regina a pediu, ela é levada até a cozinha pelo cheiro delicioso da comida. Ao entrar no cômodo, Regina não se dá conta de sua presença e ela decide fazer uma surpresa. Então, coloca as sacolas no chão bem devagar, usa sua magia para fazer uma barreira invisível na divisão da cozinha com o corredor, e caminha lentamente até a morena, que está distraída cortando tomates em cima do balcão. Ao chegar perto, ela agarra a sua cintura e beija seu pescoço de forma carinhosa. A morena para imediatamente o que está fazendo, mas não se vira para Swan, apenas joga sua cabeça para trás e permite que a loira tenha mais acesso ao seu pescoço.
― Ninguém vai chegar, eu coloquei uma barreira invisível na entrada. ― Swan se apressa em dizer para deixar a morena tranquila.
As mãos de Emma começam a passear por sua barriga e rapidamente puxam a sua blusa para fora da calça. Em seguida, os dedos desabotoam com maestria os três últimos botões e logo tocam sua pele quente.
Uma mão sobe para os seios e a outra desce para o meio de suas pernas.
― Emma... ― Mills murmura com a voz entrecortada. O peito sobe e desce rapidamente com a respiração pesada e os olhos reviram.
― O que? ― A loira sussurra em seu ouvido e mordisca a sua orelha.
― Esqueci... ― Emma sorri e ela a acompanha.
Swan aperta um dos seus seios por debaixo do sutiã, coloca a outra mão por dentro da calcinha e passa a língua em seu pescoço. Regina sente o seu corpo enfraquecer e solta um gemido baixo. Emma a empurra para mais perto da bancada e a imprensa com o seu corpo.
De repente, a campainha toca e assusta as duas. Emma se afasta imediatamente e Regina se apoia na bancada para recuperar o fôlego e as forças.
― Eu atendo... ― A Rainha grita do primeiro andar.
Quando a morena recupera o mínimo de fôlego, vira-se finalmente para Emma.
― Emma, eu vou te ma... ― Mills interrompe a fala quando não encontra Swan na cozinha. A loira usou sua magia para ir embora assim que percebeu que ela iria se virar. ― Ah, que filha da... ― Sorri e balança a cabeça negativamente. ― Não foi para isso que eu te ensinei magia, Emma Swan! ― Fala mais alto com um falso tom de irritação. Do corredor, a loira sorri.
Emma segue para a sala e encontra a Rainha abrindo a porta para Zelena, Robin e Ruby entrar. Ao ver as duas mulheres juntas, Emma se questiona se as duas estão juntas ou se foi uma grande coincidência terem chegado juntas.
― Oi, cunhada! ― Zelena dá um sorriso exagerado, porém verdadeiro. Emma estranha, mas logo imagina que é herança da personalidade de Kelly. ― Será que você pode me ajudar aqui? ― E sem esperar por uma resposta de Swan, a Mills mais velha passa Robin para o braço dela. Em seguida, vira-se para Ruby e pega algumas das sacolas que estão na mão dela. A Rainha faz o mesmo. ― E sim, nós estamos juntas. ― Responde diretamente para Emma, que fica confusa e franze o cenho. ― Eu sei que você se questionou isso assim que nos viu juntas. ― Emma arqueia a sobrancelha, surpresa, e se questiona brevemente se Zelena podia ler mentes. ― E não, eu não leio mentes. ― Fala de supetão, surpreendendo a loira novamente, que arqueia a sobrancelha mais uma vez. ― Eu juro! Apenas percebi pelo seu olhar e expressão que estava se questionando isso. Você não sabe muito bem como ser discreta.
― Eu já disse isso a ela. ― A voz de Regina soa pela sala, atraindo todos os olhares. A morena semicerra o olhar para Emma e ela, entendendo ao que se refere, segura um sorriso. ― Você chegou cedo demais. Por isso, irá me ajudar na cozinha. ― Fala com a irmã. ― Além disso, preciso falar com você.
― Tudo bem! ― A ruiva beija Ruby nos lábios, surpreendendo a todos, especialmente a morena de mexas vermelhas, entrega as sacolas para a Rainha e vai para perto da irmã.
― Onde está o Henry? ― Mills pergunta à Swan, sentindo falta do filho na sala. Quando Emma chegou com as compras que pediu, não questionou sua ausência no cômodo por achar que ele tinha ficado na sala enquanto ela levava as compras até a cozinha.
― Ah, ele ficou na rua, conversando com alguém. ― Sua resposta rasa faz Regina semicerrar os olhos.
― E esse alguém tem nome? ― Emma dá um sorriso amarelo, claramente não querendo falar sobre Henry e Violet porque prefere que o filho fale sobre o assunto. Regina entende o recado, até imagina quem possa ser a tal pessoa, e desiste da pergunta. ― Vamos? ― Fala com a irmã e a ruiva assente. ― Comportem-se. ― Fala seriamente com as três mulheres, especialmente com Swan, e segue para cozinha com Zelena.
Ao chegar no outro cômodo, Regina dá as coordenadas do que fazer para a irmã e volta para o fogão.
― Então... ― Zelena murmura, quebrando o silêncio na cozinha. ― Sobre o que você quer falar comigo? É sobre mim e a Ruby?
― Isso também, mas não agora. ― A irmã assente. ― Bem, eu quero a sua opinião e a sua ajuda. ― Zelena a olha com curiosidade. ― É sobre a Rainha. ― A ruiva se vira totalmente para ela e se encosta na bancada. ― Agora que tudo acabou, quer dizer, eu espero que tenha acabado... ― Fala bem-humorada e depois sorri, e a outra a acompanha ao mesmo tempo que levanta as duas mãos para o alto em agradecimento. ― Eu tenho pensado a respeito e decidi que está tudo bem a Rainha ficar em Storybrooke. O que você acha?
― O que ela quer? Ficar em Storybrooke ou voltar para Misthaven? Você já perguntou?
― Eu não a perguntei sobre isso. Na verdade, nunca falamos sobre ela ficar em Storybrooke. Mas eu sei que ela quer recomeçar, e sei que ela não quer voltar para lá. Aqui ela não ficará sozinha e não será perseguida.
― Bem, se não tiver problema uma versão sua, andar pela cidade tranquilamente, acho uma ótima ideia ela ficar. Como você disse: Ela quer recomeçar... ― Regina balança a cabeça afirmativamente. ― E não é para isso que todos nós estamos aqui? Todos tiveram uma nova chance, então ela merece ter a dela também.
― É verdade... E bem, nós já passamos por tanta coisa que ver uma versão de mim por aí não será a coisa mais absurda que virá acontecer. ― As duas sorriem. ― Pois bem, eu quero sua ajuda para auxiliar a Rainha nesse processo de integra-la na cidade para conviver com todos, ajudá-la a evoluir, a melhorar, e todas essas coisas, sabe? ― A ruiva assente.
― Acho que podemos começar mudando as roupas e o cabelo dela. ― Fala com empolgação. ― Precisamos diferenciar vocês duas ao máximo. Depois, nós mostramos a cidade...
― Se ainda tiver algum lugar que ela ainda não tenha conhecido... ― Regina diz levemente irritada, interrompendo-a.
― Sim... ― Zelena murmura com um leve desânimo. ― Mas caso ela já tenha conhecido tudo daquela vez, mesmo assim nós fazemos esse tour com ela. Vai ser bom para as pessoas verem que ela está do nosso lado. ― A morena assente. ― Também podemos conseguir um emprego para ela... ― Fala em um tom pensativo.
― Depois nós acertamos os detalhes. Agora, fale-me sobre você e Ruby e como chegaram ao nível de se beijarem em público como se já fizessem isso há tempos.
― Fofoqueira... ― Zelena cantarola e Regina semicerra o olhar para ela. A ruiva mostra a língua e depois gargalha.
Então, entre conversas, muita risada e zoações, as duas mulheres terminam o preparo do almoço e da sobremesa e Regina dispensa a irmã e a pede que chame Emma para ajudá-la na organização da mesa.
Quando a loira chega na cozinha, agarra Regina por trás e dá um beijo em seu ombro.
― Se você começar de novo, eu vou te agredir, Emma! ― Fala com um falso tom de irritação e levanta a colher de pau na direção da loira.
― Que agressividade, meu amor! ― Diz com fingida inocência e Regina semicerra o olhar. ― Desculpa! Prometo que da próxima vez que eu começar, será em um lugar que poderemos terminar tranquilamente. ― Juntas as mãos em juramento.
― Assim espero. Agora, me ajude a levar os pratos, talheres, copos e a comida para a mesa.
Emma enche as mãos com metade dos pratos, coloca os talheres em cima e segue para o outro cômodo. Regina vai logo atrás com o restante dos pratos e alguns copos em cima. Elas organizam tudo em cima da mesa e voltam para a cozinha para buscar os copos faltantes e a comida.
― Eu pensei sobre a Rainha ficar em Storybrooke. ― Regina fala de repente, quebrando o silêncio entre elas. Emma para imediatamente de andar e se vira para ela. Estavam no caminho de volta para a cozinha para buscarem o restante da comida. ― Eu quero que ela fique aqui conosco, na cidade.
― Sério? ― A morena balança a cabeça afirmativamente e abre um sorriso tímido. ― Mas vai ficar tudo bem para você? ― Mills assente mais uma vez. ― Isso é ótimo! Ela vai adorar saber disso. ― Fala com entusiasmo. Desde que trouxe a Rainha para Storybrooke, Emma era a maior apoiadora da ideia de a mulher ficar na cidade. ― Estou feliz que você não pensou só em você ao tomar essa decisão. ― Aproxima-se da mulher e faz carinho em seu rosto. Regina sorri em resposta e beija sua mão.
― Eu conversei sobre isso com a Zelena. Ela também acha que a Rainha merece ficar e ter uma chance de recomeçar, assim como todos nós tivemos.
― Eu não poderia concordar menos. ― Traz a morena para junto de si e se aconchega em seus braços.
― Zelena vai me ajudar a familiariza-la com a cidade e as pessoas. ― Levanta uma das mãos e a abriga nos fios dourados e um pouco ondulados de Swan.
― Pois pode contar comigo também. ― Ergue um pouco a cabeça e beija carinhosamente os lábios pintados de vermelho da morena.
― Nunca imaginei que veria vocês duas assim. ― A voz de Zelena invade o cômodo e assusta as duas, que se afastam imediatamente. ― Desculpa interromper as pombinhas, eu só vim pedir um banheiro e um quarto emprestado para a Robin.
Antes que Regina pudesse responder à irmã, a Rainha aparece no cômodo para dá um recado e rouba todas as atenções. Trajando uma calça social de cor azul escuro, uma blusa social de cor branca e um blazer na mesma cor da calça, ela estava a cópia perfeita de Regina. A única coisa que as diferenciava, era os cabelos de tamanhos diferentes. Pois até mesmo a maquiagem era idêntica.
― Impressionante! ― Zelena solta, verdadeiramente admirada, olhando a mulher de cima a baixo. ― A única diferença entre vocês duas é o cabelo. Se você cortar, corre o risco de a Emma se confundir na hora de se aproximar para dá uns amassos. ― Fala com jocosidade e gargalha logo em seguida. Em consequência da piada, recebe um olhar mortal da irmã. Já Emma, fica completamente sem graça e a Rainha fica vermelha de vergonha.
― Bem, eu vim avisar que Henry e os outros convidados já chegaram. ― A versão de Regina Mills informa, ainda envergonhada e com o rosto avermelhado, e se vira para ir embora.
― Rainha, antes de você ir, gostaríamos de conversar com você sobre uma coisa... ― Regina anuncia e a mulher interrompe os passos no mesmo instante e se volta para ela. ― Pode se sentar? ― Aponta para uma das cadeiras da mesa de jantar. A Rainha assente rapidamente e logo puxa uma cadeira para se sentar. Zelena se aconchega ao seu lado logo em seguida e Emma e Regina ficam de frente para elas.
― Há algo errado? ― A Rainha pergunta com preocupação, já imaginando o pior cenário possível. Em sua mente, com tudo resolvido na cidade, maldição quebrada, memórias de volta e Fiona derrotada, não via motivos para permitirem a sua permanência na cidade. Ainda mais já tendo uma versão sua. Portanto, provavelmente a conversa seria para avisar a sua partida de volta para o seu mundo. Então sua respiração acelera, seu coração intensifica as batidas, as mãos suam frio e seus olhos amedrontados correm de Regina para Emma.
Percebendo a mudança de postura da mulher ao seu lado, Zelena toca em sua mão e faz um afago.
― Calma, não é nada de ruim. ― A ruiva fala suavemente e sorri para tentar tranquilizá-la.
― Nós queremos saber se você quer ficar em Storybrooke. ― Emma anuncia, inclinando-se um pouco para frente. ― Nós três conversamos a respeito e queremos que você fique conosco, se você quiser. ― Ao ouvir o que Emma disse, a postura da Rainha relaxa e ela respira com alívio. Jamais imaginou que o que as mulheres pretendiam dizer era o oposto do que pensou.
― Você merece uma chance de recomeçar, e aqui você será acolhida por nós, por nossa família e nossos amigos. ― Regina dá continuidade e Emma assente.
― Se você quiser ficar, nós arrumaremos um lugar para você morar, um trabalho, mostraremos todos os cantos que você ainda não conheceu da cidade, compraremos roupas no seu estilo... ― Zelena acrescenta com empolgação e a Rainha acha graça de seu jeito.
― Imagino que já esteja farta de usar minhas roupas. ― Mills faz uma careta e sorri em seguida.
― Na verdade, eu gostei bastante do seu estilo. É bastante imponente. Perfeito para uma Rainha. ― Diz bem-humorada e as outras riem. ― Bem, eu nem sei o que dizer... ― Murmura levemente emocionada. Os olhos marejam em seguida e ela não impede que as lágrimas transbordem.
― Mas se você quiser ir embora, para qualquer lugar que seja, nós te ajudaremos também. ― Regina diz e as outras duas assentem.
― Não! O que eu mais quero é ficar aqui. Não há outro lugar que eu gostaria de estar, senão aqui, em Storybrooke. ― Fala com firmeza.
― Então vamos contar a novidade para todos. ― Regina se levanta e Emma a acompanha. ― Henry ficará muito feliz.
― Obrigada, as três, por me deixarem ficar na cidade de vocês... ― Ela se levanta e Zelena a acompanha. ― E obrigada, Emma, por me tirar de lá, e Regina, por ter cuidado de mim todos esses dias...
Swan e Mills vão ao encontro dela e de Zelena e as quatro se abraçam. Quando se afastam, Regina pede que as mulheres fiquem no local e sai do cômodo para chamar os outros para o almoço. Conforme os convidados vão adentrando a sala de jantar, alguns segundos depois, Regina avisa que tem algumas coisas para falar antes de o almoço começar.
Quando todos se acomodam em seus lugares, ficam atentos a Regina, que permanece em pé em seu lugar à mesa.
― Primeiramente, eu gostaria de dizer que jamais imaginei que veria essa mesa tão cheia. Então, eu fico muito feliz de vê-la assim e gostaria de agradecer a presença de todos vocês nesse almoço... ― Os convidados sorriem para ela. ― Vencer essa maldição não foi fácil. Não tínhamos magia, muitos não tinham suas memórias, poucos recursos estavam à nossa disposição... Mas, cada um de vocês e mais alguns que não estão aqui, dos seus jeitos, foram uma peça importante para a quebra dessa maldição. Mesmo com nossas limitações, nós tivemos esperanças, nos unimos e conseguimos derrotar o inimigo. Então, parabéns a todos nós. ― Zelena começa a bater palmas e os outros a acompanham. ― Todos nessa mesa, sem exceção, já lutaram consigo mesmo para ser alguém melhor, para ter uma nova chance, ter um recomeço. ― De modo quase imperceptível, os presentes balançam a cabeça de modo afirmativo. ― E nós sabemos como é importante ser acolhido, ter apoio e um voto de confiança nesses momentos. Assim como todos nós um dia tivemos a nossa chance e pudemos escolher viver em Storybrooke para recomeçar a nossa vida, a Rainha também teve a sua e pôde escolher viver em Storybrooke para recomeçar a sua vida. Então, eu gostaria de pedir o acolhimento e um voto de confiança de vocês para a mais nova moradora de Storybrooke, e o apoio para a etapa de adaptação.
― Você vai ficar aqui? ― Henry pergunta com animação e a Rainha assente com igual alegria. ― Legal! ― Ele se levanta num pulo de sua cadeira e corre para abraçar a mulher, que recebe o afeto do garoto com emoção. ― Agora vou ter tempo para te ensinar todos os jogos de vídeo games. ― Fala com empolgação.
― E vai poder me apresentar todos os livros legais do mundo. ― Acrescenta com igual empolgação, já pensando em quantas novas histórias iria poder conhecer.
― Bem-vinda à Storybrooke! ― Regina a deseja e ela sorri genuinamente em resposta. ― E Zelena, pode usar o meu quarto para cuidar da Robin. Após subir as escadas, no fim do corredor, à esquerda.
― Obrigada, mana, mas era alarme falso. ― Ela passa a mão na fralda de Robin, que está no colo de Ruby, e depois dá uma tapinha. ― Porém, depois do almoço irei leva-la para tirar o cochilo da tarde. ― A morena assente.
Então, um a um, os convidados vão desejando as boas-vindas para a mais nova moradora da cidade.
Belle e Rumple são os primeiros a se aproximarem da mulher. Com um largo sorriso emoldurando o rosto, Belle a puxa para um abraço, mesmo não tendo intimidade. A Rainha se surpreende com a ação, porém não deixa de corresponder ao afeto. Já Rumple, com o filho no braço, oferece um aperto de mão e um meio sorriso. Com a proximidade do homem e da Rainha, Gideon, com suas pequeninas mãos, tenta tocar no rosto da Rainha e causa sorrisos em sua mãe e na mulher, que sorri para a criança, brinca com sua mão e o agradece também pelas suas boas-vindas.
Quando a família se afasta, é a vez de Ruby, Zelena e Robin. A ruiva a abraça apertado e Ruby toca em seu braço. Já a pequena Robin, joga-se no braço da mulher, possivelmente a confundindo com Regina, e a morena a agarra imediatamente. Entre muitos beijos, cheiros e apertos na pequena, a Rainha também a agradece pelas boas-vindas. A Rainha, assim como Regina, adora crianças. Especialmente se ainda forem bebês.
Mary Margaret e David Nolan não aprovaram a decisão da permanência da mulher na cidade, pois ainda não se sentiam confortáveis com a sua presença e não confiavam nela. Contudo, o casal não se manifestou contra a decisão de sua filha e sua nora, e nem se eximiu de fazer a linha “bons cidadãos e vizinhos”. Eles esperaram Ruby e Zelena se afastarem e se aproximaram para falar com ela. Um simples aperto de mão acompanhado de três palavras foi tudo o que fizeram. A Rainha queria falar com o pequeno Neal também, que estava nos braços do pai, mas o garoto estava quase pegando no sono, então ela desistiu. Mary e David agradecerem internamente.
Por último, Emma e Regina também se aproximam. A morena é a primeira a abraça-la. Ela fala algumas coisas para a sua versão durante o abraço, o qual foi um pouco demorado, e depois se afasta. Na vez de Swan, a Rainha fica tensa. Seu coração acelera e a respiração fica irregular. Quando as duas se abraçam, a Rainha fecha os olhos e respira fundo para sentir o cheiro da loira. A Rainha já havia superado que não teria a princesa para si, que não era ela a versão dona do coração da loira. Mas ainda não havia superado os seus sentimentos e sempre que interagia tão de perto com Emma, ficava nervosa. Pelo menos, já conseguia disfarçar melhor.
Quando Emma e a Rainha se afastam, as três voltam para os seus lugares à mesa e se sentam.
― Buon Appetito! ― Regina deseja no idioma italiano em referência à lasanha com polpetas e o risoto carbonara que preparou, e entre zoações da parte de Zelena e risadas dos demais, os convidados começam a preparar os seus pratos.
― Precisamos decidir um nome para você. ― Henry diz para a Rainha. ― Não podemos ficar te chamando de Rainha o tempo todo. Mesmo você sendo uma.
― Eu vou ficar com Regina. ― As duas falam ao mesmo tempo, levantando um dos braços.
― Quem veio primeiro? ― O garoto pergunta para as duas, acreditando que conseguiu uma forma de decidir quem ficará com o nome verdadeiro.
― Eu vim primeiro! ― As duas falam juntas novamente e se seguram para não rir.
― Ok, vai ser mais difícil do que eu pensei... ― O garoto murmura consigo. ― Nós podemos chamar de Regina 1 e Regina 2. O que acham? ― Regina e a Rainha fazem uma careta, deixando claro que não gostaram da ideia.
― Acho que alguém está com problemas de criatividade... ― Zelena zomba do garoto.
― Tem certeza de que o seu nome é Regina Mills também? ― Henry pergunta a Rainha e ela acaba caindo na gargalhada. Regina, Emma e Zelena também. ― O que? ― Ele pergunta confuso, sem entender o motivo das risadas.
― Meu nome é Regina Mills, assim como o da sua mãe. ― O garoto fica visivelmente decepcionado com a sua resposta. Ele sabia bem que as duas eram a mesma pessoa, mas de realidades diferentes, mas tinha esperança de que a Rainha pudesse ter tido outro nome ou um nome a mais. ― A única diferença entre nós, tirando o cabelo, é claro, é que somos de realidades distintas e nossas vidas foram diferentes em alguns pontos. Não há possibilidade de eu ter outro nome. Sinto muito. ― Toca na mão dele e faz um afago.
― Tudo bem! Eu sabia disso, mas precisava tentar. ― O jovem Mills murmura com desânimo. O coração da Rainha fica dolorido por vê-lo triste, mas felizmente ela já havia pensado em algo. Então, aquela tristeza não seria duradoura.
Desde que Regina a contou que poderia escolher ficar na cidade, ela passou a pensar no assunto, pois sabia que não iria poder usar o próprio nome por causa da sua versão.
― Eu tenho uma solução para esse pequeno problema. ― A Rainha fala com animação e o garoto volta a ficar animado. ― Eu não sou dessa realidade, a sua mãe que é. Esse mundo é dela, não meu. Então, nada mais justo do que eu mudar o meu nome.
― Gostei! Um novo nome para combinar com o seu recomeço. ― Fala com empolgação e a morena assente. ― Como você gostaria de ser chamada? Tem um nome em mente? ― Todos olham curiosos para a mulher.
― Sim, eu tenho. Eu gostaria de ser chamada de Ravena. Ravena Mills. O que acham? ― Ela olha para todos. Havia lido um livro com tema medieval, dias atrás, em que a Rainha da história tinha esse nome e gostou dele. Achou-o digno de uma Rainha.
― Soa perfeito! ― Regina é quem responde, mas os demais concordam com ela. ― Seja bem-vinda à Storybrooke, Ravena Mills.
Após o almoço, aos poucos os convidados se despedem das anfitriãs e vão embora e Regina decide chamar Ravena e a irmã para um passeio pela cidade. Então, Zelena coloca a pequena Robin para dormir no quarto de Regina, com a ajuda de Ruby, e as três saem da mansão.
Quase 2 horas depois de caminhada e algumas compras de roupas, acessórios e calçados para Ravena, elas param no Píer e se sentam em um dos bancos de frente para o imenso mar. Ao fundo, do lado direito, estava a Jolly Roger.
― Então, o que achou? Saímo-nos bem como guia turístico? ― Zelena pergunta com animação, quebrando o silêncio entre as mulheres.
― Foi melhor do que imaginei. ― Ravena responde com fascínio. ― Não pensei que tinha tanto para conhecer em uma cidade tão pequena.
Uma pessoa passa por perto das duas e olha com estranheza para Ravena e Regina. Provavelmente estranhando a semelhança das duas, pois todos sabiam que Regina não tinha irmã gêmea.
― Prepara-se para receber constantemente estes olhares de estranhezas nos próximos dias. ― Regina diz para Ravena assim que a pessoa se afasta o suficiente para não a ouvir.
― Mas isso é só até a fofoca se espalhar e souberem quem você é. Aí os olhares passarão a ser de julgamento e sei lá mais o que. ― Zelena acrescenta e Regina balança a cabeça de modo afirmativo, concordando com a irmã.
― Por isso que é importante que as pessoas vejam você conosco. Para que saibam que você é do bem e está do nosso lado. ― Regina
― Tudo bem, eu não ligo... ― A morena de cabelos mais longos dá de ombros. ― O que importa para mim é o apoio de vocês, pessoas que realmente importam para mim. ― Olha para as duas e sorri.
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