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37 Capítulo 37
Notas iniciais
Quando a fumaça de cor estranha devido a mistura da magia roxa da Rainha e verde de Zelena se dissipa dentro da loja de Gold, todos chamam pelo homem, por Belle e Tiger Lily, mas não obtém respostas. Henry vai para os fundos da loja, mas não encontra ninguém.
― Eles não estão aqui. ― David constata o óbvio.
― Onde será que podem estar? ― Mary Margaret se questiona em tom pensativo. Com o olhar perdido no chão, busca em sua mente a resposta para a sua pergunta.
― Acho que eu sei onde estão. ― A Rainha diz, olhando através da porta. Todos olham rapidamente para ela e quando percebem a direção do seu olhar, correm para a porta.
― Belle e Tiger Lily estão lá fora. ― Zelena diz e puxa a maçaneta rapidamente, abrindo a porta.
Quando todos saem na rua, veem Tiger Lily e Belle no meio da rua, olhando fixamente para frente e Gold e Fiona conversando, e Gideon ao lado da fada. As mulheres estavam mais afastadas dos três a pedido de Gold.
Mary Margaret, David e Henry correm até Tiger Lily e Belle, mas Zelena e a Rainha permanecem no lugar, com as atenções voltadas para Fiona, Gold e Gideon, que fica olhando intensamente para elas.
― O que está acontecendo ali? ― Mary pergunta para as duas mulheres, assim que os três chegam perto.
― Não sabemos qual o assunto da conversa, mas estão assim desde que nos encontramos. ― Belle responde, sem desviar a atenção de Fiona e Gold.
― Só conseguimos ouvir algumas risadas de Fiona. ― Tiger acrescenta com uma expressão de confusão.
― Vocês sabem que a magia voltou? ― David pergunta e as duas assentem rapidamente. ― Gold está com a varinha? ― Elas assentem mais uma vez. ― Está faltando alguma coisa para ele usá-la nela? ― Pergunta genuinamente. Não entendia o motivo de o homem ainda não ter usado a varinha para acabar com a fada.
― Só a varinha é o suficiente para controla-la e matá-la. ― Tiger o responde, finalmente olhando para ele.
― Talvez não seja o momento certo de usar. ― Belle sai em defesa de Gold, surpreendendo a si mesma, pois sua resposta deixa claro que está confiando plenamente em Rumple, algo que não fazia há bastante tempo. A última vez foi quando estavam na Floresta Encantada do Reino do Desejo seguindo em direção ao castelo do homem.
Satisfeito com a resposta, David decide encerrar as perguntas.
― David? ― Mary o chama com um tom animado de quem acabou de ter uma ideia e o homem a olha com curiosidade. ― E se nós aproveitarmos que Fiona está distraída e irmos até o convento buscar Neal? ― Abre um sorriso.
― Eu vou com vocês! ― Henry diz antes mesmo de o avô responder.
― Ok! Vamos buscar o Neal! Eu estava mesmo querendo fazer alguma coisa além de ficar olhando. ― Diz bem-humorado e Mary e Henry sorriem. ― Vocês vão ficar bem? ― Ele se direciona à Belle e Tiger Lily e as mulheres assentem. ― Ok! Vamos? ― O neto e a esposa assentem e os três se encaminham para o lado oposto ao de Fiona e Gold.
Gideon percebe a movimentação dos três e aparece na frente deles para tenta impedir que saiam, mas a Rainha e Zelena, que estavam ligadas nele o tempo todo, colocam-se na frente dos três e o impede de fazer qualquer coisa.
― Podem ir, nós cuidamos dele. ― Zelena diz em um tom firme, olhando para o homem à sua frente, e eles não perdem tempo em correr para longe dos três.
O filho de Rumple e Belle começa a atacar a Rainha e Zelena, e as duas fazem o mesmo, porém combinando os poderes para que o ataque seja mais potente. Elas conseguem derrubá-lo, mas não é o suficiente para o derrotar, pois ele logo se levanta como se não tivesse acabado de ser atingido.
De longe, Belle assiste a luta do filho com as mulheres com o coração apertado, temendo não só pela vida dele, mas pela vida das mulheres também.
De repente, Regina sai da loja de penhores e antiquários e ao ver Gideon em confronto com sua irmã e o seu outro eu, não perde tempo em correr até elas para ajudar a ataca-lo. Era a força que faltava para ficarem à altura de Gideon. Sem uma delas, talvez não tivessem chance contra ele.
Enquanto Gideon, Zelena, a Rainha e Regina trocam ataques poderosos o suficiente para matar imediatamente qualquer mortal, a conversa segue firme entre Fiona e Gold. A mulher estava tentando a todo custo trazer o filho para o seu lado. Os dois estavam a apenas 2 metros de distância.
― Sabe... Ainda há tempo de você se juntar a mim, o lado vencedor. ― A fada diz com ar vitorioso e dá uma gargalhada. Gargalhada que os espectadores escutam de longe, mas mais uma vez não entende o seu motivo. ― Quando eu vencer a batalha final, eu terei poderes sem limite. Você não vai querer estar do lado errado, vai? ― Agora é a vez de Gold sorrir.
― Você acha que é assim que vai me convencer? ― Seu tom deixa claro sua incredulidade na mulher.
― Eu serei tão poderosa, que nem as leis da magia se aplicarão a mim, meu filho. ― O homem arqueia a sobrancelha. ― Poderei fazer o que eu quiser, inclusive fazer a sua família o amar. ― Fiona dá um sorrisinho, sabendo que tocou no ponto fraco dele. ― Gideon e Belle. ― Ao ouvir o que a mulher diz, Rumple fica balançado, mas logo se repreende mentalmente por isso. Não podia se deixar levar pela conversa bonita da mulher.
― Você poderá? ― Ele indaga em um falso tom de interesse para enganar a mãe e distrai-la o suficiente para conseguir pegar a varinha de Tiger Lily escondida em seu bolso falso do terno sem que a mulher perceba para não tentar roubá-la de sua mão com magia, e poder usar o objeto contra ela.
Com um sorriso nos lábios, acreditando que o interesse do filho é real, Fiona dá dois passos para frente.
― E sem precisar você abrir mão de ser o Senhor das Trevas. ― A fada acrescenta, acreditando que está mesmo conseguindo convencê-lo. ― Eu sei o que aconteceu com você no último ano. ― Diz, referindo-se a ele quase ter morrido por causa das trevas em seu coração. ― Se você ficar ao meu lado poderá ter tudo isso. Tudo o que sempre quis. ― Com um sorriso irônico, Gold balança a cabeça negativamente. Fiona franze o cenho, sem entender sua ação.
― Acho que você se esqueceu que ao voltar no passado e mudar qualquer coisa, todo o resto muda. Isso inclui o meu relacionamento com Belle e o nascimento do meu filho, Gideon. ― Fiona sorri com sua resposta. Ela já esperava ouvi-lo dizer algo do tipo, por isso já tinha uma resposta pronta na ponta da língua.
― Meus novos poderes permitirão que eu escolha o que mudar no futuro. ― Ela chega ainda mais perto e fala em um tom mais baixo, como se estivesse contando um segredo. Em seguida, sorri mais uma vez e dá uma piscadela.
― Então você vai mudar a parte em que cortou a linha do meu destino? ― Indaga entredentes, pegando Fiona de surpresa. Ela não esperava que ele fosse tocar nesse assunto. ― Vai mudar a raiva que o meu pai teve de mim por causa de você? Por achar que tinha morrido por causa do meu nascimento? Vai mudar a forma indiferença que ele me tratou por anos até me abandonar? O ódio que sentia de mim e a falta de amor?
Um forte barulho ao lado dos dois interrompe a conversa e atrai a atenção de ambos, que olham rapidamente para o lado e veem Gideon caído ao chão, bastante machucado e imobilizado com a magia das três mulheres, que tinham conseguido vencê-lo ao combinar as magias diversas vezes e ataca-lo repetidamente e sem descanso. Gold fecha os olhos por breves segundos e sente uma pontada no coração por ver o filho naquele estado. Ao abrir os olhos, o homem olha para trás e encontra os olhares de Regina, Zelena e a Rainha com um claro pedido para atacar a mulher, mas discretamente ele balança a cabeça negativamente, como um pedido para que não façam nada. A contragosto, as três aceitam.
― Eu não confiarei em você. ― Ele volta a atenção para ela. ― Só se preocupa consigo mesma, mãe.
― Eu me preocupo com você. Sempre me preocupei e trabalhei muito para nos unir. ― Usa um tom suave para tentar conquista-lo. ― Agora podemos ser uma família de novo, e não digo só com a Belle e o Gideon.
― O que quer dizer com isso? ― Pergunta genuinamente e Fiona se segura para não dar pulos de felicidade por ver que conseguiu o que queria.
― Com meus novos poderes, posso trazer os mortos de volta. ― Dá um sorrisinho. ― Como o Bealfire, o primeiro filho que você perdeu. ― Ao ouvir o nome do filho, o coração de Rumple bate acelerado, mas ele consegue disfarçar bem que ficou afetado. ― Pode ter todos os seus desejos.
― Sua magia realmente nos permitirá ter tudo isso? ― Indaga, realmente tentado.
― Sem dúvida alguma. ― Rebate num tom suave e mais uma vez dá uma piscadela.
Então o que não deveria acontecer, acontece. Rumpelstiltskin fica pensativo, realmente tentado a aceitar a oferta. Mas não porque acreditava que finalmente poderia ter tudo que sempre quis, os seus poderes e o amor da sua família, sem precisar abrir mão de um para ter o outro, isso ele sabia que seria impossível independentemente do tamanho do poder de Fiona, e nem mesmo seria algo verdadeiro. Além de que não confiava que ela faria isso por ele. Ele estava tentado a aceitar a oferta por causa da possibilidade de ter Bealfire de volta. Se isso acontecesse, então tudo teria valido a pena. O plano que um dia traçou para ter o filho de volta, quando ele ainda estava vivo, terá dado certo. Mesmo que tenha demorado para acontecer.
― Então...? ― Fiona o questiona, trazendo-o de volta a realidade. Porém, em vez de olhar para a mulher, ele olha para o filho caído no chão e a consciência toma conta de si.
Não era o certo a se fazer. Se Bealfire estava morto, ele deveria aceitar o trágico destino do filho, por mais que doesse. Também, o próprio Bea não concordaria com sua escolha. Assim como Belle, e assim como Gideon. Ele não queria mais decepcionar essas pessoas. As pessoas que ama.
Além de todas essas coisas, algo mais pesava em sua mente como motivo para não aceitar a proposta da fada, que aguardava ansiosa a sua resposta. Esse era o maior problema de todos.
O preço da magia.
Rumpelstiltskin, melhor do que ninguém, sabia que toda magia vinha com um preço. Era sua frase preferida quando fazia acordos. Ele não sabia qual seria o preço se aceitasse a proposta de Fiona, mas definitivamente não estava afim de descobrir.
Voltando a si, ele traça rapidamente um plano em sua mente para conseguir pegar a varinha sem que Fiona perceba. Então, ainda fingindo estar pensativo a respeito da proposta, Gold olha para o filho por alguns segundos e depois olha para trás, faz um breve sinal com a cabeça e volta a olhar para a mãe. Entendendo o recado dado pelo homem, a Rainha, Zelena e Regina se entreolham rapidamente, combinam os poderes e, com toda raiva que estavam sentindo pela mulher, atacam-na fortemente, conseguindo derrubá-la, jogando-a para longe. Em seguida, sem descanso, as mulheres continuam a atacar, à medida que vão se aproximando. Exatamente como fizeram com Gideon.
Sentindo o corpo quente de raiva por tudo que a fada fez com Henry, a Rainha aperta o pescoço de Fiona enquanto a ergue do chão e Regina e Zelena jogam uma rajada de magia nela, derrubando-a mais uma vez.
Aproveitando a distração da mãe com as outras, Gold pega a varinha de Tiger Lily no fundo falso do seu terno e a aponta para a sua mãe, conseguindo imediatamente controla-la. As mulheres param imediatamente.
― Só há um problema nisso tudo, mãe. ― Ele chega mais perto e move a varinha contra ela, fazendo-a se ajoelhar. ― Toda magia tem um preço e não estou mais disposto a pagar por isso. ― Move o objeto novamente e a faz, de joelhos, chegar mais perto dele. Em seguida, abaixa-se na altura dela e fica com o rosto a centímetros do seu. ― Você não vencerá nenhuma batalha hoje e nem nunca, e pagará por tudo o que fez com Gideon, meu neto Henry, Emma Swan e qualquer outro ser que você tenha machucado nessa cidade. ― Diz entredentes e a faz se levantar novamente. ― Adeus, mãe!
― Rumple, espe... ― Sua fala é interrompida pela poderosa magia da varinha de Tiger Lily a transformando em pó, parte por parte, até não sobrar nada. A última coisa que Rumpelstiltskin vê de sua mãe, são seus olhos marejados.
Quando Fiona some por completo, deixando apenas uma areia escura e grossa em seu lugar, o coração de Gideon cai no chão, causando uma forte dor no dono, que se encolhe no chão.
― É isso? Acabou? ― A Rainha pergunta, incrédula, olhando ao redor. Gold olha para trás, para as três mulheres mais na frente, e balança a cabeça afirmativamente. ― Que pena! Eu queria bater mais nela. ― Fala de um jeito engraçado e Zelena e Regina gargalham.
Com a confirmação do fim de Fiona, Belle se solta de Tiger Lily e rapidamente corre até o órgão pulsante do filho, pega-o com cuidado entre suas mãos e o estende em direção a Rumple, que estava atordoado, olhando para o que antes era a sua mãe.
― Rumple? Tudo bem? ― O homem olha para a mulher, balança a cabeça afirmativamente e pega o coração do filho.
― Vamos fazer isso juntos. ― Belle assente e os dois caminham até Gideon, ainda encolhido no chão. ― Filho? ― Gold o chama, mas ele não se mexe. Belle e ele se entreolham.
― Gideon? ― Belle se ajoelha ao lado dele e toca suavemente em seu ombro. Gideon levanta a cabeça, olha para os dois e se joga nos braços dela. Com os olhos cheios de lágrimas, Belle olha para o homem em pé ao seu lado e ele se ajoelha ao lado dela. ― Nós temos algo que é seu e queremos devolver ao lugar que pertence. ― O rapaz se afasta da mãe e senta no chão, de frente para ela.
Então, French coloca a mão em cima do órgão pulsante do filho, olha brevemente para Gold, e juntos o colocam lentamente no lugar. Gideon solta uma respiração pesada e abraça os dois ao mesmo tempo.
― Sinto muito por tudo que ela te fez. ― French murmura com a voz entrecortada e beija a cabeça do filho.
Mais afastado dos três, Regina e Zelena se abraçam apertado, comemorando a vitória sobre Fiona e a Rainha assiste as duas com o já conhecido pensamento do quanto gostaria de ter aquilo também, aquela relação com uma irmã. O pensamento do quanto ela gostaria de fazer parte daquela comemoração.
― Nós vencemos! ― Mills fala com animação e Zelena dá uma gostosa gargalhada. De repente, ela se afasta um pouco da ruiva e olha para a Rainha. ― Vem! ― Abre um sorriso e estica um braço na direção da mulher, surpreendendo-a. ― Nós não teríamos conseguido sem você. ― Concordando com a irmã, Zelena também estende o braço em direção a ela. ― Você merece participar disso. ― Então, com os olhos marejados e um sorriso emocionado, a Rainha se aproxima das duas e as abraça e é abraçada também.
Com um largo sorriso e os olhos marejados de emoção, Tiger Lily assiste a felicidade das duas famílias.
•§•
Com a morte de Fiona, todas as suas magias começam a ser desfeitas. Uma onda mágica varre a cidade rapidamente e as coisas vão voltando ao normal.
A barreira mágica levantada entorno da cidade, que impedia de os moradores saírem com suas memórias intactas, é desfeita e apenas o feitiço de invisibilidade que foi feito ainda na primeira maldição, desfeito na segunda e refeito na terceira, permanece. Esse feitiço era importante para manter a cidade protegida.
Além das magias feitas pela cidade, as feitas em pessoas também começam a serem desfeitas.
Voltando para a rua principal de Storybrooke, enquanto era abraçado pelos pais, uma poeira dourada começa a envolver Gideon, chamando a atenção de todos para si, e o casal o solta imediatamente, sem entender o que estava acontecendo. A poeira o levanta do chão por alguns segundos e quando ele é colocado de volta no chão, já não está mais em sua forma adulta, mas sim, em sua forma bebê, exatamente como ele era antes de ser roubado por Fiona pouco antes da cidade ter fugido para o Reino Desejo.
Belle olha com incredulidade para Gold e depois pega o filho nos braços. Seus olhos começam a derramar grossas lágrimas e os lábios crescem em um enorme sorriso. Sua felicidade é tão grande que ela quase não consegue contê-la. Com a volta de Gideon a ser bebê, Gold e Belle voltam a ter o que um dia Fiona os roubou, a oportunidade de criar o filho e vê-lo crescer.
French respira aliviada por não ter mais de sofrer pelo filho estar longe, por não ter mais de se preocupar se ele está bem, e por não precisar mais ir até o convento para vê-lo e se contentar em ficar de longe.
― Ei, menino! ― Belle toca no pequenino nariz do garoto e ele sorri.
Então, mais uma coisa inesperada acontece, atraindo a atenção de todos. Dessa vez com Tiger Lily.
Rodeada por uma poeira dourada, assim como aconteceu com Gideon, Tiger Lily é levantada do chão por alguns segundos, e quando retorna, é possível ver algo mais em seu corpo. Um par de asas. Sua desistência da vida de fada causada por vergonha de não ter conseguido impedir Fiona havia sido perdoada devido a sua ajuda em derrotar a Fada Negra.
― Minhas asas! Estão de volta! ― Tiger fala com emoção, tocando nas asas com espanto, como se não estivesse acreditando no que estava vendo.
― Parece que você voltou a ser uma fada. ― Belle diz com animação.
Seguindo pela cidade, mais uma magia de Fiona é desfeita.
Na fazenda de Anton, o gigante, o corpo desacordado e caído ao chão da Fada Azul recupera toda a magia e a mulher acorda logo em seguida. Quando sente o poder percorrer todo o seu corpo, ela abre um sorriso. A ardência no braço começa a incomodar e ela logo usa sua magia para curar o ferimento causado por Fiona. Ao se levantar do chão, Gregory aponta a arma para ela. Mesmo sabendo que poderia tirar o objeto da mão dele, Azul prefere levantar as duas mãos. Ela queria ganhar a confiança do homem.
― Você não precisa fazer nada disso. ― A fada fala com suavidade. ― Eu posso ajudar você. Só precisa baixar essa arma e me acompanhar até o convento. ― A outra fada corre para perto de Azul e ele aponta a arma para ela. ― Ei! ― Fala mais alto e Gregory volta a olhar para ela. ― Eu posso proteger você de Fiona. ― Ela dá um passo para frente e ele destrava a arma. ― Com a magia de volta, eu posso proteger você de Fiona, posso devolver o seu coração e de quem mais ela pegou, e você não será mais controlado por ela. Tudo que precisa fazer é baixar essa arma e confiar em mim. ― Ela dá mais outro passo e dessa vez ele não faz nada. ― Eu, e até mesmo ela... ― Aponta com a cabeça para a fada ao seu lado. ― Poderia tirar essa arma de você com magia, eu só preciso mover uma mão. Mas sabe por que eu não faço? ― Ele balança a cabeça negativamente. ― Porque eu quero que você confie em mim e escolha não me ameaçar mais.
Ele olha para a arma e para ela algumas vezes, fica pensativo por alguns segundos e decide abaixar o revólver. Azul dá um sorriso e se aproxima dele.
― Obrigada! ― Azul agradece pela confiança e pega a arma da mão do homem. Com sua magia, ela faz o objeto sumir.
― Ela está com a minha família. ― Gregory sussurra, olhando para o chão.
― Não se preocupe, eu vou salvar a sua família e protege-la também. ― Azul garante, tocando em suas costas e sorrindo de forma gentil. ― Vamos embora? ― Fala com a outra fada e ela assente.
Azul pega Neal dos braços da outra fada e a jovem, com a ajuda de Gregory, recolhe todos os objetos espalhados pelo chão, desmontando assim todo o cenário que Fiona criou para lançar seu feitiço. Depois, vão embora da fazenda.
Ao passarem os portões do convento, ainda no jardim da grande construção, encontram a família Encantado e Henry conversando com outras fadas.
Assim que vê Neal nos braços de Azul, Mary Margaret se solta dos braços do esposo e corre em direção a mulher. Henry e David logo a seguem.
― Meu bebê. ― Mary Margaret fala emocionada ao chegar perto da fada. Azul sorri para a mulher e os outros dois e entrega a criança a mãe, que ao tê-lo em seus braços, enche sua cabeça de cheiro e beijos. Neal sorri, achando que é uma brincadeira. ― Meu cheiro preferido. ― Diz entre sorrisos, referindo-se ao cheirinho característico de bebê. David chega perto da esposa, abraça-a de lado e também enche o filho de beijos e cheiros. Henry também se aproxima para falar com o tio e brinca com as mãozinhas dele. Porém, logo para a interação e se afasta um pouco dos avós e da Fada Azul ao se dar conta de quem estava atrás dela.
― O que você está fazendo aqui? ― Henry pergunta de forma hostil para Gregory e ele se encolhe todo.
― Tudo bem, Henry, ele está comigo. ― Azul defende o homem. ― Eu vou devolver o coração dele e protege-lo de Fiona.
Henry encara Gregory com desconfiança, mas confia na palavra de Azul e volta a se aproximar dos avós e brincar com o tio.
― Você está bem, meu amor? ― Mary Margaret pergunta ao filho com a voz afetada e ele sorri. ― Ele está bem? ― Pergunta à Azul e afasta o garoto um pouco para poder olhar cada parte dele.
― Ele está bem, nós cuidamos muito bem dele. ― Sua resposta faz David e Mary respirarem aliviados. ― Até mesmo Fiona. ― Acrescenta, pegando os dois de surpresa.
O celular de Henry toca em seu bolso e chama a atenção de todos. Ele pega o aparelho rapidamente e vê no visor a informação de uma nova mensagem de Regina.
― É uma mensagem da minha mãe. ― Avisa ao perceber os olhares curiosos em si e no aparelho.
― É alguma coisa sobre Fiona? ― David pergunta com ansiedade e o garoto balança a cabeça afirmativamente, com um enorme sorriso.
― Meu avô conseguiu derrota-la. Ela virou pó. ― Fala com animação.
― Então é isso? Fiona está derrotada? Para sempre? ― Mary pergunta com ar incrédulo e Henry assente. ― Ah, meu Deus! Acabou! Estamos livres! ― Diz com extrema animação, quase pulando do chão e os outros riem do seu jeito. As fadas que estavam mais afastadas, observando a conversa deles, suspiram aliviadas com a notícia e também comemoram. ― Estamos livres, David! ― Beija o marido com vontade e ele o abraça. Henry também se junta ao abraço. ― Precisamos ir ver a Emma! ― Fala de supetão e os dois assentem. ― Henry, ligue para a Regina para saber para onde ela a levou. ― O garoto assente e rapidamente pega o celular no bolso para falar com a mãe morena. ― Obrigada, Azul, por ter trago nosso filho de volta. ― A Fada Azul assente, eles se despedem dela e das outras fadas e os vão embora do convento.
•§•
Horas mais tarde, após passar a euforia da queda de Fiona, todos foram para suas casas e a Rainha e Henry se juntaram na cozinha para fazer o jantar, enquanto Emma e Regina conversavam na cama. Emma ainda estava bastante machucada. Regina, a Rainha e Zelena não tinham conseguido curá-la completamente. Estavam muito desgastadas da luta com Gideon e Fiona e a magia que a fada usou para enfeitiçar a espada de David que foi usada por Gideon tinha sido muito forte. Não era qualquer magia que conseguia desfazer seus danos. Contudo, elas não tinham desistido. Após o jantar, Zelena voltaria para tentarem mais uma vez.
― Está sentindo alguma dor? Algum desconforto por estar na mesma posição há tanto tempo? ― Regina pergunta com preocupação, mexendo nos travesseiros atrás da cabeça da loira.
― Acho que meu corpo já acostumou. Não estou sentindo mais nada. ― Faz uma careta e depois sorri.
― Sinto muito por não termos conseguido curar você completamente. ― Senta-se ao lado dela e começa a mexer em seus cabelos. ― Mas Zelena voltará após o jantar e nós tentaremos novamente. Estaremos mais fortes, então conseguiremos curá-la. ― Diz em tom de promessa.
― Tudo bem se não conseguirem. ― Segura em sua mão e a aperta. ― Meu corpo ainda pode se curar sozinho, embora demore mais. Então, não se preocupe com isso. ― Fala suavemente para tranquilizá-la. Havia percebido que Regina estava se cobrando demais por algo que ela não tinha culpa de não ter conseguido nem mesmo com ajuda.
― Se não conseguirmos você irá direto para o hospital. ― Emma revira os olhos. Desde que as três não conseguiram curá-la, Regina tem insistido para leva-la ao hospital e ela tem recusado. ― Eu fiquei com tanto medo de te perder... ― Suspira pesadamente. As imagens de Emma sendo atingida duas vezes e caindo ao chão como se estivesse morte, rondam sua mente. ― Quando eu vi aquela espada quase... ― Interrompe-se ao sentir vontade de chorar, mas ela respira fundo e segura as lágrimas.
― Ei, estou bem, estou viva, estou aqui. ― Toca o rosto dela e faz carinho. Regina fecha os olhos. ― Eu sei que é difícil, mas por favor, não pense mais nisso, ok? ― A morena balança a cabeça afirmativamente e volta a abrir os olhos.
― Por favor, embora seja difícil de evitar, tente não se meter mais em situações que podem te machucar. ― A morena quase suplica em um tom baixo.
― Prometo que farei o meu melhor para tomar mais cuidado. ― Pega sua mão novamente e beija o dorso. ― Eu ainda preciso viver muitos e muitos anos para poder te provocar, senhora Swan Mills. ― Dá uma piscadela acompanhada de um sorriso travesso. ― E nós duas ainda precisamos viver muito para vermos o Henry se casar e ter filhos. ― Regina fecha o semblante no mesmo instante e Emma sorri dela.
― Ele ainda é uma criança e está muito cedo para pensar nisso, Emma. ― Cruza os braços e Emma sorri ainda mais.
― Nem você acredita no que está dizendo, Regina. ― A loira gargalha e Mills semicerra os olhos. ― Em Tallahassee ele não tinha um interesse amoroso, mas acredito que aqui ele tem. ― Diz, referindo-se a Violet. ― Então se prepare porque em algum momento ele aparecerá com alguém para nos apresentar.
Um barulho na cozinha, seguido de um grito de Henry e uma risada da Rainha, interrompe a conversa das mulheres. Regina se levanta da cama, mas Emma segura seu braço.
― Está tudo bem. ― Swan a puxa de volta para a cama e ela volta a se sentar. Então a Rainha dá outra gargalhada e dessa vez o Henry também. ― Viu? Eles estão se divertindo. ― Regina olha em direção a cozinha e fica pensativa por alguns segundos, mas rapidamente chega à conclusão de que Emma estava certa.
― Ok, você venceu. Darei o vote de confiança para ela. ― Emma sorri e bate palmas.
― Eu estava me lembrando de algo aqui... ― A loira diz com um falso tom pensativo. ― Será que agora podemos falar sobre você e Malévola? ― Regina dá uma gostosa gargalhada. ― O que? ― Franze o cenho. ― Qual o motivo da risada?
― Seu ciúme. ― Responde entre risadas.
― Mas...
― Nem adianta negar. ― Emma semicerra os olhos e abre a boca para protestar mais uma vez, mas logo desiste. ― Ok, o que você quer saber? ― Arrasta-se um pouco no colchão e se apoia na cabeceira da cama. Emma levanta um pouco mais a cabeça para poder ver seu rosto completamente.
― Tudo! ― Mills arqueia a sobrancelha. ― Ok! ― Levanta uma mão e estica os dedos. ― Quando foi a primeira vez e como aconteceu, quantas vezes foram, quando foi a última vez, como era, o que você sentia e ainda sente por ela... ― À medida que foi falando, foi baixando um dedo.
― Só quer saber isso? ― A morena pergunta ironicamente, mas Emma finge não perceber.
― Ah, sobre a parte de se drogar também. Agora sim, acabou. ― Dá um sorriso amarelo e Regina balança a cabeça negativamente, mas sorri.
― Bem, quando nos conhecemos, eu era bastante infeliz, só queria saber de aprender a usar magia e me vingar da sua mãe... ― Revira os olhos e balança a cabeça negativamente. ― Malévola também estava bastante infeliz por ter fracassado com a sua vingança e não conseguir mais se transformar em dragão. Nós éramos parecidas nisso. ― Fala em um tom triste. ― Malévola me ajudou a destravar com várias magias e me ensinou várias coisas também, e eu a ajudei a voltar a ser dragão e a dei incentivo para não desistir de sua vingança. Tudo isso nos aproximou muito, nos fez sermos bastante amigas. Então, começamos a nos ver com frequência e em uma das vezes eu resolvi aceitar a oferta dela de experimentar a poção que ela tanto adorava tomar.
― A que deixava ela drogada? ― A morena assente.
― Bem, depois disso eu não parei mais. ― Ela sorri e Emma arqueia a sobrancelha. ― A nossa primeira vez aconteceu assim, quando estávamos chapadas. Houve um clima e nós nos entregamos uma à outra sem pensar duas vezes. ― A forma como a morena fala deixa Emma enciumada, mas ela se esforça para não demonstrar nenhuma reação. ― Eu não sei dizer quantas vezes foram, mas foram muitas. A última vez que ficamos foi pouco depois que ela conseguiu a vingança contra Aurora e eu roubei a maldição. Isso foi muitos anos depois que nos conhecemos. Quando ela apareceu em Storybrooke, nós ficamos mais algumas vezes. ― Remexe-se no lugar, buscando uma posição mais confortável. ― Sobre o que eu sentia... ― Sua pausa faz o coração de Emma bater mais forte. ― Eu nunca a amei, mas também nunca foi apenas sexo casual, ao menos para mim. Naquela época, Malévola era o meu ponto de escape, de alegria, de diversão, de prazer. Nós nos divertíamos muito. Ela me fazia bem. Eu me sentia leve e tranquila quando estava com ela. Mas não havia e nunca houve romance entre nós. Acima de tudo, nós sempre fomos amigas. Só! ― Fala com firmeza para não restar dúvidas na esposa. ― E sobre como era, eu não irei responder.
― Tudo bem, só me diga se... ― A loira engole a seco. ― Se era melhor que o nosso.
Em vez de responder, Regina se abaixa e beija seus lábios carinhosamente.
― Era muito bom, não vou negar. ― O coração de Emma bate acelerado com a resposta. ― Mas nenhum, nunca, será melhor que o nosso. ― Swan sorri e Regina a beija de novo, dessa vez com mais afinco.
Um pigarreio um tanto quanto hesitante interrompe o momento das duas. Elas se afastam e veem Henry parado há alguns metros de distância da cama. Então Regina se endireita na cama.
― O jantar está pronto. ― Ele fala um pouco sem graça por ter interrompido as duas.
― Eu estava mesmo, prestes a ir saber o que vocês estavam aprontando. ― Mills semicerra os olhos e cruza os braços.
― Só estávamos fazendo o melhor jantar que vocês provarão. ― Responde todo convencido e Emma e Regina se entreolham com a sua resposta.
― Ok, traga o melhor jantar que provaremos para cá. Vamos jantar aqui. ― Aponta para a cama. ― Embora a sua mãe esteja um pouco melhor, vamos evitar muitos movimentos. ― Henry assente e volta para a cozinha.
Enquanto Henry se prepara na cozinha para levar a janta até a cama, Regina ajuda Emma a se sentar na cama.
Alguns minutos depois, a Rainha e Henry levam tudo em bandejas para a cama, Regina pega as cadeiras e eles fazem do móvel uma mesa.
― O cheiro está delicioso. ― Emma comenta assim que Regina coloca uma das bandejas em seu colo e a Rainha sorri para ela em agradecimento. ― Sobre o que vocês estavam conversando na cozinha? ― Pergunta ao filho.
― Estava contando para a Rainha como conseguimos sair da cidade por causa da maldição da Fada Negra e o que fazíamos em Tallahassee. ― A morena de cabelos mais longos assente, confirmando sua resposta.
― E quanto as risadas? Ficamos curiosas. ― Henry troca um olhar sugestivo com a Rainha.
― Ela usou uma bola de fogo para assar o frango e foi um momento divertido. ― O garoto fala em um tom mais baixo, olhando para o prato, porque sabia que Regina iria surtar.
― O que? ― Regina quase cospe a comida no prato. ― Você usou uma bola de fogo para assar um frango? ― Vira para a Rainha, que pouco se abala com o seu jeito alterado. ― Em um espaço pequeno como aquele?
― Ei, calma... ― Emma toca na mão da morena. ― Está tudo bem, nada aconteceu. ― Fala suavemente para tentar acalmá-la.
― Aquela cozinha é muito pequena, poderia ter causado um acidente. ― Seu tom é repreensivo.
― Eu tomei bastante cuidado ao lançar a bola até o forno. ― A Rainha se defende, sem se intimidar com a sua versão. ― Eu não sou irresponsável. Jamais colocaria a vida do Henry em risco. ― Regina semicerra os olhos e ela arqueia a sobrancelha. Emma se segura para não rir das duas. Não queria que sobrasse para ela. ― Henry queria saber se era possível e eu quis provar na prática que sim. ― Dá de ombros.
― Poderia estalar os dedos. Não precisava usar a bola de fogo. ― Rebate um pouco mais calma. ― Sei que a bola de fogo é divertida, mas evite o uso dela em lugares muito fechados. ― Olha da Rainha para o Henry e os dois assentem ao mesmo tempo.
Então eles ficam em silêncio, saboreando a comida da dupla dinâmica, Henry e Rainha.
― Rainha, eu sei que não deve ser um assunto muito agradável para você, mas... ― Emma se pronuncia com hesitação, quebrando o silêncio. ― O que aconteceu com você depois que eu fui embora e como você escapou? Não precisa contar se não quiser.
― Tudo bem! ― Dá um sorriso para mostrar que realmente está tudo bem. ― Bem, não há muito o que contar. Depois que você foi embora e seus pais foram dados como mortos por mim, mesmo eu estando presa e sem poder usar magia, o Príncipe Henry assumiu o castelo. ― Ela olha de relance para o garoto, que está atento às suas palavras. ― Eu consegui fugir duas vezes de seus guardas e a primeira vez foi dois dias depois que você foi embora. ― Ela dá uma risada ao se lembrar como conseguiu enganar os guardas com facilidade. ― Então houve mais algumas coisas, eu fugi novamente, esbarrei com o Príncipe diversas vezes e então você me encontrou na floresta. ― Finaliza de forma sucinta, evitando os detalhes que envolvem a outra versão do Henry a torturando em busca de respostas ou mesmo por diversão.
― Agora você está aqui, está longe e segura do meu outro eu, e tem uma nova chance para recomeçar. ― Henry fala docemente e se estica um pouco para segurar a mão dela. Os olhos da Rainha se enchem de lágrimas e ela sorri para o garoto.
― Aliás, eu queria aproveitar para agradecer mais uma vez por ter me salvo, ter cuidado de mim e por ter confiado em mim e me dado uma chance. ― Sorri para Emma e a loira retribui imediatamente, deixando-a com o coração acelerado e o rosto um pouco corado.
― Você mereceu isso. ― A loira diz e os olhos da Rainha transbordam com as lágrimas. Era muito importante para ela, ouvir aquilo. Especialmente vindo de Emma.
Em seguida, ela olha para Regina.
― Obrigada também, Regina, por ter confiado e cuidado de mim. ― Fala, surpreendendo brevemente a morena de cabelos mais curtos.
― Assim como eu tive uma segunda chance de recomeçar, você merece ter também. ― Responde, também surpreendendo sua outra versão, e também os outros dois ouvintes. ― E vamos te ajudar com isso. ― Olha para Emma e Henry e eles assentem.
Os quatro ficam em silêncio novamente, mas Henry logo puxa um novo assunto. Eles conversam aleatoriedades até terminarem o jantar.
― A conversa está muito boa, mas precisamos limpar isso aqui, pois em breve Zelena chega e precisamos deixar tudo arrumado. ― Regina fala, interrompendo a conversa animada sobre pizza e Henry resmunga. ― Você me ajuda, Henry? ― Pede propositalmente a ele por ter escutado o seu resmungo.
― Se você quiser nós podemos fazer isso e ele fica aqui com a Emma. ― A Rainha sugere e Henry quase pula de alegria. Das tarefas domésticas, lavar as louças era a que o garoto menos gostava. Regina olha para Henry por alguns segundos, pensando se deve ou não o livrar da tarefa, e o garoto faz uma expressão de coitado para conseguir comovê-la. Ela balança a cabeça negativamente e aceita proposta da Rainha. Henry comemora com extrema animação.
― Ao menos nos ajude a levar tudo para a cozinha. ― Ela pede e ele aceita sem pensar duas vezes.
Ao chegarem na cozinha, Regina toma um susto com a bagunça e com a sujeira que os cozinheiros fizeram.
― Caramba, vocês fizeram uma baita bagunça na cozinha. ― Regina olha para a grande pilha com alguns utensílios. Henry e a Rainha dão um sorriso sem graça. O garoto deixa o que trouxe em cima da mesa e sai de fininho.
― Podemos usar magia. ― A Rainha sugere, tentando amenizar a situação.
― Não, às vezes é bom fazer esse tipo de trabalho. Distrai e faz passar o tempo. ― Diz em um tom pensativo. ― Vamos começar logo, faremos bem rápido e logo acabamos. ― A Rainha assente e as duas começam a arrumar o ambiente.
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