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34 Capítulo 34
Notas iniciais
Era pouco mais de 2 horas da madrugada quando Gold e Tiger Lily chegaram à Storybrooke pelo portal de reinos.
― Pela escuridão, deve ser noite ou madrugada. ― Tiger observa, olhando ao redor. Estavam no poço dos desejos, na floresta. O local era um ponto de magia e funcionava independentemente de ter magia na cidade. ― Acho que devemos descansar um pouco antes de darmos os próximos passos. ― Sugere com um tom cansado. Na sequência, abre a boca. ― Espero que Killian Jones não tenha um sono pesado. Eu preciso dormir em uma cama. Chega de chão. ― Murmura consigo, afastando-se do poço e de Gold.
― Na verdade, dormir seria a última coisa que faríamos nesse momento. ― Ao ouvir as palavras dele, a fada para de andar e o olha com uma expressão confusa. ― Se quisermos vencer a minha mãe, não podemos perder tempo. Sei que está cansada. Eu também estou. Mas não podemos parar para descansar. ― Mesmo estando muito cansada e querendo dormir, a indígena concorda com ele.
― Então...? ― Questiona, querendo saber o que fariam a seguir.
― Precisamos nos encontrar com os outros. ― Mancando, Gold começa a seguir em uma direção, já bastante conhecida por ele, e Tiger logo o acompanha.
Sob o olhar atento de Gregory, não demora muito para chegarem na pousada da vovó. Não estavam tão distantes. Ao baterem na porta do quarto de Regina, a porta do quarto de Emma que é aberta. Os dois se viram e dão de cara com Swan, que ao ver quem batia à porta do quarto do seu filho e da Rainha àquela hora, baixou a guarda e soltou a vassoura que segurava. Na pressa, foi a melhor arma que encontrou.
— Finalmente vocês voltaram! ― Emma diz em um tom aliviado. Do lado de dentro, Regina se tranquiliza ao entender, com base no comentário da loira, de quem se tratava. Aliviada, ela segue para o banheiro para lavar o rosto e se cobrir com um roupão. ― Vocês conseguiram? ― Pergunta com bastante expectativa e ambos assentem. ― Venham! Entrem aqui. ― Abre mais a porta e dá passagem para os dois entrarem.
— Poderia me emprestar o celular? ― Gold pede a Emma assim que ela fecha a porta. ― Preciso falar com Belle para que venha até aqui. ― A loira pega o celular de Regina em cima do balcão da cozinha e entrega para ele. ― Com licença. ― Pede educadamente e Emma assente. Ele se afasta e dá início a ligação.
— Onde está? ― Regina pergunta com empolgação, saindo do banheiro. Tiger mexe em sua bolsa de flechas e puxa os dois pedaços da varinha para mostra-la. ― Alguma ideia de como consertá-la? ― A fada nega. ― Ótimo! ― Resmunga, mas Tiger ignora.
— Ainda bem que vocês estavam acordadas quando nós chegamos e nos receberam rápido. ― A fada comenta em tom aliviado e as mulheres se entreolham no mesmo instante. Tiger percebe a troca de olhares e logo entende o seu significado. ― Nós interrompemos alguma coisa? ― Emma e Regina se entreolham mais uma vez. Tiger observa o desconserto das duas após sua pergunta e se segura para não sorrir.
— Nós estávamos conversando. ― Swan responde pela duas. Sua resposta não era completamente mentira. Elas realmente estavam conversando. Mas também não era completamente verdade. Elas não estavam só conversando. ― Eu vou ligar para o Killian. ― Diz, para fugir do assunto, e logo se afasta.
— E eu vou chamar a Rainha e o Henry. ― Regina também se pronuncia e se encaminha rapidamente para a porta.
Sozinha, Tiger solta uma risada e se senta no sofá para descansar um pouco.
Do outro lado do cômodo, Emma tenta pela segunda vez falar com Killian, mas não obtém sucesso. Após a chamada cair, ela tenta mais uma vez e decide deixar um recado.
— Killian, assim que você ouvir essa ligação, venha até a pousada. Gold e Tiger Lily voltaram. Precisamos conversar sobre algumas coisas.
Ao encerrar a ligação, ela encara o contato de Killian com uma expressão pensativa. Não era a primeira vez, e nem mesmo a segunda, que ela tentava falar com o pirata e não tinha sucesso. Além disso, fazia alguns dias que não o via pela cidade. Estava muito estranho o seu sumiço.
“Alguma coisa está acontecendo. Ele não é de ficar tanto tempo sem aparecer nem mesmo no Granny’s para tomar seu rum.” A loira pensa, intrigada com o sumiço do homem. “Mais tarde, depois de levar o Henry no hospital, eu vou fazer uma visita a ele para saber se está tudo bem.”
A chegada de Regina, Henry e a Rainha no quarto chamam a sua atenção e interrompe os seus pensamentos. Ela coloca o celular em cima da mesa e volta para a sala. Gold também encerra sua ligação com Belle e se aproxima dos outros.
— Enquanto vocês estiveram fora, algumas coisas aconteceram... ― Regina diz, olhando para Tiger e Gold. ― O Henry está sem memória. ― Ao dá a notícia, os olhares se voltam para o garoto, que sorri sem graça com toda a atenção para si.
— Infelizmente, o beijo de amor verdadeiro não deu certo. ― Swan conta com pesar, entrando na conversa. ― Nem o meu, nem o de Regina.
— Irei tentar reunir novamente os ingredientes necessários para fazer a mesma poção da memória que eu usei em mim, quando voltei à Storybrooke, e dei para vocês em Tallahassee. — Regina o agradece com o olhar e Emma com um sorriso. ― Não teremos problemas se ele ficar aqui e ouvir tudo que dissermos? A última coisa que precisamos agora, é de um Henry deslumbrado e abrindo a boca para quem passar em sua frente.
— Ei, eu não sou mais uma criança. ― Henry se defende, incomodado por ter sido chamado indiretamente de fofoqueiro e ter sido comparado a uma criança. ― Não vou ficar deslumbrando. ― Diz com a voz afetada. ― E não vou dizer nada para qualquer um que passe em minha frente. ― Acrescenta com a voz carregada de ironia. Regina o olha com orgulho.
— Nós já conversamos com ele e contamos tudo, antes das tentativas de trazer sua memória de volta. ― Regina esclarece, olhando para Gold com raiva. ― Infelizmente ele não acreditou, mas ao menos sabe de tudo e sabe que não deve dizer nada por aí. Não precisaremos esconder nada ou tomar cuidados.
— Não é bem assim, mãe. ― O garoto se manifesta, tentando se defender. ― Eu acredito no que vocês me disseram. É só que... ― Ele faz uma careta. ― É estranho e sem sentido. ― Gold o olha com a sobrancelha arqueada e uma expressão incrédula. ― Aliás, quem são vocês nos contos de fadas? ― Questiona à Tiger e Gold.
— Contos de fadas? ― Tiger franze o cenho, confusa com o termo jamais ouvido.
— Ele é a fera, de A Bela e a Fera, o Rumpelstiltskin e também o seu avô. ― Swan o responde, apontando para o homem. ― E ela é a Tiger Lily, a Indígena da história de Peter Pan.
— História? ― Tiger franze o cenho novamente.
— E quanto a ela? ― Gold aponta para a Rainha, que se mantinha calada desde que chegou ao recinto.
— Ela está do nosso lado e nos ajudará. ― Regina o responde e olha para a mulher ao seu lado.
Batidas na porta interrompem a conversa e Emma se apressa para abri-la, já sabendo quem era.
— Boa noite! ― Belle deseja educadamente, assim que entra no apartamento. ― Rumple! ― Ela corre até o homem e o abraça apertado. Embora pego de surpresa, Gold não demora em retribuir o contato. Ele rodeia seus braços na mulher e a aperta contra si.
Os dois ficam abraçados até a Rainha pigarrear para chamar a atenção deles. Belle o solta do abraço e se afasta um pouco.
— Aqui. ― Ela entrega a bengala de ouro para ele.
— Obrigado! ― Ele pega o acessório e logo se apoia nele. Sua postura muda completamente. — O seu capitão virá? ― Pergunta à Emma e ela nega. ― Bem, como vocês já sabem, nós conseguimos encontrar a varinha que derrotará minha mãe. Mas como podem ver, ela está quebrada. ― Tiger a levanta na altura do olhar de todos, para que vejam. ― Infelizmente não temos certeza das intenções de Fiona, e por isso não sabemos qual o gatilho para quebrar a maldição. Então, nossa missão é descobrir como consertar a varinha e usá-la em nosso favor.
— O primeiro que descobrir leva o prêmio. ― Swan solta, chamando a atenção de Gold, que a olha de cenho franzido. Segurando um sorriso, ela balança a cabeça negativamente, como quem diz “esquece”.
— Alguém tem alguma ideia de como consertar a varinha? ― Gold pergunta, voltando a atenção para os outros, e todos negam. ― Nesse tempo que estivemos fora, conseguiram descobrir mais alguma coisa dos planos da minha mãe? ― Direciona a pergunta para Emma e Regina.
— Infelizmente não. ― Emma quem responde, com um tom desanimando. ― Sem poder fazer nada ou conseguir acesso aos lugares que ela frequenta, não fomos atrás dela.
— Vocês já foram melhores... ― Ele murmura, provocativo.
— Diga-me como entramos na mansão, Prefeitura ou convento sem sermos vistas ou fingindo ser outra pessoa, ou como comprar alguém para obter informações das conversas dela, que nós faremos agora mesmo e descobrimos tudo que queremos. ― Emma rebate, bastante irritada com a sua provocação. Todos ficam surpresos com sua exaltação.
— Ela está certa, Rumple. Não sabemos em quem podemos confiar para nos ajudar a entrar nesses lugares. ― Belle diz em defesa da loira e chama a atenção do homem para si. ― Eu observei a mansão e a Prefeitura por um dia e vi que não há como entrar sem ser visto. Também não podemos nos passar por outra pessoa, porque ela nos conhece.
— Sem magia, não pudemos fazer nada além de sentarmos e esperarmos vocês voltarem com a varinha. ― Regina acrescenta, entrando na conversa. ― Assim como eu sabia cada passo de Emma nessa cidade, ela sabe os nossos. Há olhos e ouvidos por todos os lugares. ― A morena relembra.
— Você sempre estava um passo à frente de mim. ― Emma comenta, lembrando-se de quando tentou pegar Regina pela morte de Kathryn, mas ao chegar na garagem da mansão, encontrou a arma do crime inteira. Regina assente, lembrando-se da mesma coisa.
— Bem, eu trouxe alguns livros que peguei na biblioteca das fadas e acredito que encontrarei algumas respostas. ― Gold levanta os dois livros na altura do olhar de todos. ― Aproveitem os que vocês roubaram da minha biblioteca para fazer o mesmo. ― Fala com ironia, olhando para Regina e a Rainha. Os livros estavam em cima da mesa e ele os viu assim que entrou no apartamento.
— Pode levar, são inúteis. ― A Rainha diz com rispidez, para alfinetá-lo.
— Os da biblioteca são melhores. ― Regina acrescenta, em um tom de deboche.
— Rumple, eu permiti que a Regina pegasse. Ela queria algum feitiço para reverter a memória do Henry. ― French sai em defesa da morena.
— Bem, espero que tenham acabado com a curiosidade de saber o que tinha neles. ― As duas sorriem falsamente para ele e o homem faz o mesmo para elas.
— Eu posso ajudar nos feitiços para derrotar Fiona. ― Tiger se pronuncia, para encerrar a pequena briga entre os três. ― Estive bastante tempo com ela, inclusive no momento em que foi banida. Sei de algumas coisas que podem ajudar. ― Gold assente.
— Bem, assim que eu conseguir algo, ou se vocês conseguirem algo nos livros da biblioteca, nós nos encontramos. ― Fala com sacarmos. ― Vamos, Belle? ― Estende um braço para a mulher segurar. ― Tiger?
Emma se encaminha até a porta para abri-la, e Regina até a mesa para pegar os livros. Quando os três passam pela saída, a morena entrega os livros à French.
— Boa noite! ― Gold diz com deboche, antes da porta ser fechada.
•§•
— Você tem onde dormir? ― Belle pergunta à Tiger assim que saem na rua.
— Eu espero que sim. ― Belle franze o cenho, sem entender. ― É que eu estou no navio de Killian Jones, mas não sei se o encontrarei acordado.
— Venha conosco. ― Diante o convite de Belle, Tiger olha com receio para Gold, que mantém sua atenção para a rua escura e deserta à sua frente. ― Eu tenho tanto direito quanto ele, de convidar você e qualquer pessoa para a nossa casa. ― French diz, percebendo o olhar da mulher. Ela sorri sem graça.
— Tudo bem, eu vou! ― Belle sorri e ela a acompanha. ― Obrigada!
Enquanto caminha pela rua pouco iluminada e deserta, os pensamentos de Belle são tomados pelo seu filho. Pelo pouco tempo que passou com ele em seus braços, até que tudo aconteceu e ela o perdeu. Apesar do tempo, ela ainda guardava os detalhes do pequeno rosto de Gideon em sua mente.
Os pensamentos fazem seus olhos se enchem de lágrimas e ela interrompe seus passos, fazendo os outros dois pararem também.
— Aconteceu alguma coisa? ― Gold pergunta com preocupação, vendo seus olhos marejados.
— Eu quero ver o meu filho. Eu preciso ver Gideon, Rumple. ― Seu tom é desesperado.
— Belle, está muito tarde. Não vamos encontra-lo treinando no pátio do convento.
— Eu sei, mas precisamos tentar. ― Diz esperançosa, mesmo sabendo que ele estava certo. Gold fica pensativo. — Por favor, Rumple. ― Insiste, mas não parece surtir efeito no homem, que continua pensativo. ― Se você não quiser ir, eu vou sozinha. ― Solta-se do braço dele e se afasta na direção contrária a que estavam seguindo.
— Eu posso ir com você. ― Tiger se oferece, compadecida da mulher.
— Ok, eu vou com vocês. ― Diz, vencido e caminha em sua direção. Tiger acompanha os dois.
Alguns minutos de caminhada, chegam ao convento e encontram apenas algumas freiras conversando e outras se exercitando pelo pátio. Belle pede que fiquem mais alguns minutos, mas Gideon não aparece. Mesmo sabendo que as chances de o encontrar eram mínimas devido a hora, ela fica frustrada.
— Eu sinto muito. ― Tiger Lily murmura, tocando em seu ombro e o apertando de leve.
Cabisbaixa, French se afasta da cerca que separa o terreno do convento e a rua, e chama os dois para ir embora.
Ao chegarem em casa, Belle entrega uma toalha, sabonete e roupa limpa para a hóspede e prepara um quarto para ela. Em seguida, vai até a cozinha e prepara um lanche para os três. Gold segue direto para a biblioteca. Precisava explorar os livros que trouxe do castelo das fadas. Quando Tiger Lily se recolhe, após comer o lanche que French fez, a morena vai atrás do marido.
— Você não vai dormir? ― Ela pergunta com a voz mansa para não o assustar e se aproxima com a bandeja com o lanche.
— É possível que as respostas que precisamos estejam nesses livros que eu peguei da biblioteca das fadas e eu não posso perder tempo para encontra-las. ― Abaixa o livro que está na mão e puxa a bandeja para mais perto. ― Além disso, eu preciso estar preparado para a minha mãe.
— Você precisa descansar, Rumple. ― Ela se senta ao lado dele e acaricia suas costas.
— Eu sei, Belle, mas eu não posso fazer isso agora. ― Pega o sanduíche e dá uma generosa mordida. ― Eu preciso saber como consertar aquela varinha, me fortalecer para lutar contra a minha mãe e derrota-la. Eu preciso salvar o nosso filho. ― Ela o abraça e beija sua bochecha carinhosamente. Em seguida, se levanta e caminha até a porta.
— Promete que não vai demorar muito?
— Eu prometo! ― Sorri para ela.
Os dois não estavam juntos novamente, muito menos estavam bem, mas já não havia mais o distanciamento de antes, embora a morena ainda estivesse decepcionada e magoada com ele. Gold já estava cheio de esperança de que ao final de tudo, eles voltariam a ser uma família novamente.
French segue para o quarto que divide com Gold, mas que tem usado sozinha nos últimos meses e se aconchega na enorme cama. Devido ao cansaço, não demora muito para ela pegar no sono. Contudo, seu descanso não demora muito, pois logo ela se acorda assustada e se levanta da cama.
Seu filho havia entrado em seu sonho para dar um recado sobre Fiona. O aviso foi breve:
“Ela está perto de conseguir o que quer. A batalha final está para acontecer.”
Gold estava certo. Eles não podiam perder tempo.
•§•
Ao amanhecer, Fiona não perde tempo em mandar Gregory buscar Killian Jones. Sabia que Tiger Lily e Gold tinham voltado da viagem que fizeram e sentia que precisava, com urgência, fazer alguma coisa para distrair os inimigos.
Após esperar por quase uma hora, Gregory chega na mansão acompanhado de um Killian sonolento e com o rosto marcado pelo lençol. Fiona os esperava no escritório.
— Por que demoram tanto? As docas não ficam nem a 30 minutos daqui. ― A mulher esbraveja, andando de um lado para o outro.
— Tive dificuldades para acordá-lo. ― Gregory responde em um tom quase inaudível.
Killian observa a forma como o homem é tratado e como ele a teme, e se questiona o que o faz segui-la com tanta lealdade.
— Deixe-nos a sós. ― O homem assente e caminha apressadamente até a saída.
— Por que ele é tão fiel a você, mesmo sendo tratado feito lixo? ― Killian externa sua dúvida assim que a porta é fechada.
— Está com dó, capitão? ― Pergunta com entonação irônica. ― Por que ele é tão fiel a mim, mesmo sendo tratado feito lixo? ― Repete a pergunta em um falso tom pensativo. ― Bem... — Passa a mão na altura do coração e logo o homem entende.
— É claro... ― Ele sorri falsamente. ― Só assim para alguém seguir você, mesmo...
— Eu não estou com o seu coração, capitão...
Sua resposta pega o homem de surpresa e ele fica sem resposta. Fiona dá um sorrisinho.
— Ok... Por que estou aqui tão cedo? ― Pergunta para mudar o assunto. Em seguida, senta-se no sofá e cruza as pernas elegantemente. ― Não são nem 7 da manhã. ― Dá um bocejo.
Fiona se aproxima do capitão e se senta ao lado dele no estofado.
— Eu quero que você envenene o garoto. ― Mostra-o um frasco com um líquido escuro.
— Eu não vou fazer isso, Fiona. ― Ele se levanta do sofá e se afasta. A mulher se levanta também. ― Eu não mato crianças. ― Seu tom é exaltado. ― Se quiser que eu exploda as minas, a biblioteca, a delegacia, eu faço. Mas não mato criança.
Jones se encaminha para a saída, mas Fiona o alcança e impede sua saída, segurando-o pelo braço.
— Calma aí. ― Ela sorri. Jones puxa o braço e se solta do aperto dela. ― Gregory! ― Chama-o em um tom elevado e rapidamente ele aparece na porta.
— Sim?
— Pegue a poção e faça o que tem que ser feito. ― Estende o frasco de veneno para o homem e se vira para Killian. ― Não se preocupe, não irá mata-lo. ― Sorri com deboche e volta a olhar para Gregory. ― Só volte quando o garoto estiver no hospital.
Gregory assente rapidamente e sai quase correndo. Assim que ele fecha a porta, Fiona olha para Killian. Seu olhar já entregava suas segundas intenções.
— Agora que estamos sozinhos... ― A mulher murmura em um tom malicioso e caminha até o bar. Pega uma garrafa de rum e dois copos. ― Rum, querido capitão? ― Pergunta sensualmente.
Jones pensa em negar e ir embora do lugar, mas logo desiste da ideia ao perceber que pode se aproveitar da situação para conseguir o que quer.
— Não precisa perguntar duas vezes. ― Fiona se anima com sua resposta e enche os dois copos com o líquido escuro e pedras de gelo. Ele se aproxima da mulher e pega um. ― Então, senhora Prefeita, já que ao negar sua última missão, eu não passei no teste de confiança para saber o que você está planejando, em que ainda posso ser útil? ― Bebe o líquido de uma vez, sem fazer careta, e coloca o copo em cima do bar, claramente pedindo mais. Fiona entende o seu pedido e logo enche o copo novamente.
— Eu tenho outra missão para você. ― Ela dá um gole em sua bebida, sai de trás do bar e para em frente a ele. ― Eu já esperava que você não fosse aceitar envenena-lo, capitão, mas você tem feito um bom trabalho desde que decidiu ficar ao meu lado. ― Passa a mão em seu peito e a arrasta lentamente no sentido horizontal, rodeando o seu corpo. ― Tirou a memória do Henry, trouxe a caneta do autor para mim... Só deixou a desejar em duas coisas: não trazer informações sobre os planos deles contra mim e... ― Interrompe-se propositalmente e para atrás dele.
— E...? ― Killian a incentiva a continuar.
— Não ter cedido as minhas investidas e me levado para a cama. ― Sussurra em seu ouvido e o seu corpo reage com arrepios.
Jones pega o seu copo em cima do bar, toma todo o conteúdo de uma vez, respira fundo e se vira para ela.
— Nós podemos resolver isso agora mesmo. ― Diz sedutoramente, olhando para os lábios dela.
— Eis a sua próxima missão, capitão... ― Fiona diminui a distância entre os dois e captura seus lábios, dando início a um beijo voluptuoso, mas rápido. ― Siga-me, capitão. ― Pede com a voz carregada de luxúria, puxando-o pela jaqueta de couro em direção a saída do escritório. O destino era o seu quarto.
Ao entrar no cômodo, Jones não perde tem em tirar a sua roupa e jogar a mulher na cama macia e grande. Fiona o joga para o lado, sobe nele e logo toma as rédeas da situação.
•§•
Após sair da mansão, a primeira parada de Gregory é no único ferro-velho da cidade. Ele troca duas palavras com o dono do estabelecimento e pega o mesmo carro que usou para atropelar Henry. Em seguida, segue para a sua segunda parada. A pousada de Granny. Iria vigiar a família quanto tempo fosse necessário, até encontrar o momento certo para envenenar Henry.
Cerca de uma hora depois, sua espera acaba. Pelo portão de trás, onde fica a garagem da pousada, Emma e Henry saem juntos e entram no carro de Gold. Mais cedo, no dia anterior, Swan tinha ido buscar o automóvel na loja de penhores após falar com Belle.
Assim que Emma sai na rua, o homem entra no carro, conta até dez e começa a segui-la de uma distância segura. Poucos minutos depois, a loira estaciona no hospital e desce do carro com o Henry. O garoto iria ser avaliado por Victor Whale para saber se já poderia tirar a tipoia do braço e o gesso incômodo do pé.
Quando os dois entram no hospital, Gregory sai do seu carro rapidamente e entra pelas portas dos funcionários, chega até a sala de descanso e troca suas roupas por uma vestimenta de enfermeiro, pega uma seringa, um estetoscópio e uma prancheta e finaliza o disfarce com luvas.
Já paramentado, ele caminha despreocupado pelo hospital em busca de Emma e Henry e logo encontra os dois em um quarto na companhia de Victor e uma enfermeira. Ele fica parado ao lado da porta e finge que está anotando algo. Ao prestar atenção na conversa, consegue escutar o médico falar que iria buscar uma medicação em sua sala e logo procura um lugar para ficar e poder vigiar o garoto sem ser visto e incomodado. Assim que o homem sai, ele fica atento. Na primeira oportunidade que tivesse, ele não pensaria duas vezes em aproveita-la.
•§•
— Quem é ele no conto de fadas, mãe? ― Henry pergunta assim que Victor sai da sala com a enfermeira e deixa os dois sozinhos.
— Henry! ― A loira o repreende no mesmo instante, olhando assustada para a porta, temendo que o homem tenha escutado a pergunta. ― Mesmo que ninguém acredite, não podem ouvir essas coisas.
— Desculpa! ― Ele olha com preocupação para a porta, temendo ter feito besteira.
— Tudo bem! Só tome mais cuidado. ― O garoto assente. ― Bem, respondendo à sua pergunta, ele é o Dr. Victor Frankenstein. ― Henry arregala os olhos.
— Sério? ― Indaga incrédulo e Emma assente, sorrindo de sua expressão. ― E onde será que está o “filho” dele? ― Pergunta bem-humorado, referindo-se a criatura criada pelo homem.
— Ah, isso aí eu já não sei. ― Os dois sorriem.
— Eu estava pensando aqui... ― Murmura pensativo. ― Acho que já conheci o capitão Gancho da história de Peter Pan.
— Killian? ― Swan questiona consigo mesma e franze o cenho em confusão. Desde que Henry perdeu a memória que o homem não aparece. Como o seu filho pode ter o conhecido? ― Em que momento?
— Quando eu “acordei” na lanchonete, tinha um homem ao meu lado. Ele usava um gancho bonito e grande na mão direita. ― Interessada no que o filho acabou de dizer sobre o gancho na mão, Emma se levanta da poltrona e se aproxima mais dele. ― Ele até sabia o meu nome. Quando eu perguntei quem era ele e como sabia o meu nome, ele foi embora apressado, sem nem me responder.
— Como esse homem era? Como ele se vestia? ― Pergunta-o para ter a total certeza de que é Killian.
— Ele usava uma roupa toda preta, a jaqueta era de couro, o cabelo era preto, ele era branco e eu acho que usava lápis de olho.
Ao ouvir a descrição detalhada do tal homem, Emma não tem dúvidas de que é Killian. Então, sua mente começa a borbulhar de desconfiança dele, porque significa que ele sabia da situação do Henry e talvez até tenha visto quando deram a poção do esquecimento para o garoto, e não falou nada. Contudo, um lado da sua mente não quer acreditar que Jones sabia da situação e escolheu não falar nada, e que possivelmente tenha algum envolvimento nisso, porque não consegue imaginar que Killian seria capaz de fazer mal ao Henry e de trai-la. Então, ela pensa melhor e prefere acreditar que é apenas uma coincidência, assim como o fato de ele estar sumido desde então.
— Mãe? ― O garoto a tira de seus pensamentos.
— Henry, eu vou fazer uma ligação e vou ao banheiro, tudo bem ficar sozinho por alguns minutos? ― O garoto assente e ela sai da sala já com o celular na mão, procurando o número de Killian Jones. Precisava conversar com ele urgentemente.
De longe, olhos claros e atentos observam sua saída do quarto.
Com passos apressados e olhar ao seu redor, Gregory se esgueira pelos corredores do hospital até chegar ao quarto de Henry.
— Bom dia! ― O homem saúda Henry assim que entra no quarto, chamando sua atenção. ― O Dr. Victor me pediu para aplicar esse medicamento em você. ― Ele tira a seringa e o vidrinho da poção do bolso da blusa e prepara a dose.
— O que é esse medicamento e para que serve? ― O garoto pergunta, mais por medo do que por desconfiança.
— Diclofenaco. É um anti-inflamatório não-esteroide com ação analgésica. ― Gregory repete sem gaguejar o que ouviu da conversa de duas enfermeiras sobre um paciente que estava com muita dor e inchaço. ― Posso? ― Ele pergunta educadamente, segurando o braço de Henry, e o garoto assente.
Lentamente, ele empurra a agulha no braço do jovem e libera o líquido em seu corpo. O efeito é rápido. Quando Henry fecha os olhos e sua cabeça cai para o lado, Gregory corre para fora do quarto.
Minutos depois, após duas tentativas falhas de falar com Killian e ir no banheiro, Emma volta para o quarto. Ao ver o seu filho desacordado, ela corre desesperada até ele.
— Henry? ― Toca em seu braço, mas não obtém resposta. ― Henry? ― Chama-o mais alto e o balança, mas mais uma vez, não obtém resposta.
Então ela sai do quarto a procura de Victor, que por acaso, já estava voltando para o quarto.
— O que aconteceu com o Henry? O que você deu para ele? ― Com agonia, segura-o pela gola e o puxa até o quarto. Algumas enfermeiras acompanham os dois.
— Sra. Swan, eu estou chegando aqui nesse exato momento e sei tanto quanto você. ― Delicadamente, retira as mãos dela da sua gola. ― Deixe-me examiná-lo. ― Aproxima- da cama e usa o estetoscópio para examinar as batidas do seu coração. ― Os batimentos dele estão muito fracos. ― Toca em sua testa. ― A temperatura do corpo está baixa.
— Eu vi um homem sair correndo desse quarto há pouco tempo, Sra. ― Uma enfermeira diz, assustada.
— E por que você não disse logo? ― Pergunta retoricamente e sai correndo do quarto, esbarrando em Mary Margaret, que tinha acabado de deixar David no quarto e estava indo ao seu encontro, após ouvir sua voz. ― Desculpa, Mary! Eu não vi você.
— Emma! Tudo bem! O que aconteceu? ― Pergunta com preocupação. ― Escutei sua voz alterada.
— Infelizmente eu não posso dizer agora. ― Olha para os dois lados do corredor do hospital, na esperança de ainda vê-lo por ali. ― Você pode ligar para a Regina e pedir para ela vir com urgência para o hospital?
— Claro!
Sem agradecer o favor, Emma sai correndo o mais rápido que pode pelo corredor do hospital e quando chega do lado de fora, consegue ver só a ponta do carro de Gregory virando a esquina no final da rua.
— Filho da puta!
Swan corre até o carro de Gold, entra rapidamente e sai em alta velocidade com o destino certo. A mansão de Regina, que está na posse de Fiona.
Ao chegar na Rua Mifflin, a loira avista o carro do homem estacionado em frente ao número 108 e estaciona há alguns metros de distância. Em seguida, sai do carro e se senta atrás dele, na calçada. Infelizmente não podia invadir o local, então iria esperar o desgraçado sair para abordá-lo e força-lo a dizer o que deu ao Henry.
•§•
Killian e Fiona chegam ao ápice do prazer e se deitam lado a lado, suados e cansados.
— Eu já desconfiava das suas habilidades sexuais, mas devo confessar que me surpreendi com o seu desempenho. Não é fácil me satisfazer e você conseguiu de primeira. ― Fiona comenta com a voz entrecortada por causa do cansaço. Em seguida, levanta a mão e toca o seu rosto delicadamente. Em vez de aproveitar a situação para se gabar, como sempre fazia, Killian apenas olha para ela e sorri.
Pela primeira vez, Killian Jones estava sem graça com o elogio. Estava sem graça porque estava com ela unicamente por interesse em vez de ser por quere-la. Não que Fiona não o atraísse, mas por ela ser quem era ela. Por isso, Jones só queria uma coisa: saber seus planos. Todo esse tempo em que ele esteve ao lado de Fiona, fazendo o que ela pedia, foi unicamente por um motivo: descobrir o que ela pretendia fazer e dizer para Emma.
Jones tinha plena consciência de que não tinha escolhido a melhor forma de obter informações dos planos de Fiona, mas se unir ao inimigo e fingir parceria foi a maneira mais fácil que pensou para conseguir a confiança dela e saber de seus propósitos.
Mas infelizmente ele não estava tendo sucesso com o seu plano.
— Quando eu finalmente conseguir colocar os meus planos em prática e voltar no tempo, eu darei um jeito de manter você ao meu lado, capitão... ― Fiona fala sensualmente e desce seus dedos pelo rosto dele até chegar em seu peito cabeludo.
Ao escutar o que a mulher fala, Killian quase pula da cama. Parece que ele estava enganado sobre o seu plano não ter dado certo.
— Então esse é o seu plano? ― Questiona com a voz contida, para não causar desconfiança nela e se entregar.
Fiona gira na cama, ficando de barriga para cima e respira fundo, pensando se deve dar detalhes.
— Tudo bem, se ainda não confiar em mim. ― Killian diz, fingindo não se importar. Ela volta a olhar para ele.
— Eu vou contar.
Então Fiona conta todo o seu plano para o homem. Desde os seus motivos até o que falta para executá-lo.
De repente, escutam um barulho no andar de baixo e se apressam para se vestir. Antes de saírem do quarto, Fiona beija Killian novamente. Ao descerem, encontram Gregory na sala.
— Então? ― Fiona pergunta ansiosa.
— Está feito, senhora! ― Fiona sorri largamente e Killian arregala os olhos, não escondendo o impacto que aquelas palavras tiveram em si. Por sorte, os outros dois não perceberam.
— Parabéns! ― Ela bate palmas. ― Mais tarde ganhará uma recompensa. ― O homem sorri em agradecimento.
— Fiona, eu preciso ir... ― Killian fala, chamando a atenção da mulher para si. ― Eu preciso fazer alguns consertos em minha Jolly Roger e quero aproveitar o dia de sol. ― Diz a primeira coisa que passou em sua cabeça.
Fiona desconfia da sua repentina necessidade de ir embora, mas decide não demonstrar. Se ele a estava traindo, queria pega-lo no ato.
— Tudo bem! Depois nos encontramos novamente. ― A mulher diz com uma falsa tranquilidade, fingindo que acreditou em sua desculpa. Se Killian não estivesse tão agoniado, teria facilmente percebido.
— Foi uma manhã muito agradável. ― Força um sorriso, beija seus lábios rapidamente e vai embora quase correndo. Precisava encontrar Emma com urgência.
Com uma expressão extremamente séria e de braços cruzados, Fiona o observa ir.
— Quer que eu vá atrás? ― Gregory a pergunta, percebendo o seu olhar de desconfiança.
— Eu vou! ― Diz sem pensar duas vezes, surpreendendo o homem. ― Fique aqui e espere alguma ordem minha. ― Gregory assente e logo Fiona sai apressada da sala.
•§•
Esperando Gregory sair da mansão, Emma pega o celular para falar com Regina e saber se ela já está com Henry no hospital. Contudo, antes mesmo de desbloquear o aparelho, ela escuta o barulho da porta sendo fechada com força e se levanta para ver quem é. Um misto de surpresa, incredulidade e decepção tomam conta de si ao ver que era Killian quem saia da mansão. Naquele momento ela teve a certeza que não queria. Não tinha sido uma coincidência. Infelizmente, ele tinha algo a ver com o Henry estar sem memória, e talvez até tenha ajudado com o acidente de carro e o que aconteceu no hospital.
Sem pensar duas vezes, ela guarda o celular no bolso, levanta-se rapidamente e vai ao encontro dele para confrontá-lo.
Ao ver a mulher vindo em sua direção, Jones fica nervoso. Não fazia parte dos seus planos Emma saber do seu envolvimento com Fiona antes de ele mesmo contar.
— Swan, eu...
— Quando eu fiquei sabendo que você estava ao lado do Henry no dia que ele perdeu a memória, eu pensei que fosse só coincidência, mas agora, depois de ver você saindo da mansão, eu vejo que não. Você está do lado dela. ― A loira diz em um claro tom de decepção, com a voz contida. ― Você também ajudou no acidente com o carro e no que acabou de acontecer no hospital?
— Não! Eu jamais tentaria contra a vida de Henry. ― Fala baixinho, temendo que Fiona ou Gregory escutem os dois conversando e descubram sua mentira. ― Eu não fiz parte de tudo. Apenas tirei sua memória.
Ao ouvir sua confissão, Emma fecha os olhos e balança a cabeça negativamente.
— Você me traiu, Killian! Traiu o Henry, quem você disse gostar tanto. Por que?
— Eu não traí você, Emma. Eu estou do seu lado. Apenas fingi que estava do lado dela para conseguir sua confiança. ― Tenta tocar na loira, mas ela se afasta bruscamente. ― Foi a melhor forma que eu encontrei para ajudar.
De longe, Fiona observa a conversa dos dois e tenta se aproximar sorrateiramente para poder ouvir melhor. Precisava tomar cuidado para não ser vista por Jones, pois estava quase de frente para ele.
— Você quer que eu realmente acredite nisso? ― Eleva a voz e Killian olha rapidamente em direção à mansão, preocupado.
— Emma, por favor, fique calma e fale baixo. ― Seu pedido deixa Swan furiosa.
— Não me peça calma. ― Segura a gola da jaqueta dele e a puxa com força, trazendo-o para mais perto, mas logo a solta. ― São 10 horas da manhã e você acabou de sair da casa dela, Killian. Espera mesmo que eu acredite que estava ao lado dela apenas para conseguir sua confiança? ― Balança a cabeça negativamente. ― Como você pode fazer isso? Como pode ficar ao lado dela?
— Por favor, você precisa acreditar em mim. Eu só fingi estar ao lado dela para saber qual seria o seu plano e poder dizer para vocês. ― Ao ouvir o que o capitão diz, a expressão de raiva some do rosto de Emma. Killian fica feliz ao ver que estava conseguindo faze-la acreditar nele. — Eu descobri tudo o que ela vai fazer, Emma.
— O que? ― Indaga desacreditada.
— Fiona pretende voltar no tempo e mudar tudo para poder conseguir ficar com o filho dela e ainda ser o ser mais poderoso do universo. Ela vai matar a Fada Azul e Tiger Lily no processo. — Swan arregala os olhos. ― Ela está com o seu irmão e vai usá-lo para o feitiço de volta no tempo.
Ao ouvir Killian contando os seus planos para Emma, uma fúria toma conta de Fiona e ela volta quase correndo para dentro da mansão, ignora as perguntas de Gregory, que ainda estava no mesmo lugar, esperando suas ordens, e segue direto para o escritório. Ao entrar no cômodo, vai até a sua mesa e pega a arma na gaveta.
— Não acertei naquela fada desertora, mas agora, com toda certeza não irei errar. ― A morena coloca o pente na arma e sai correndo do escritório. Ao chegar do lado de fora da mansão, no mesmo lugar que estava antes, ela destrava a arma e mira no capitão, que está alheio a sua presença tão próxima de si.
— E ela já está com todos os ingredientes necessários para lançar esse feitiço? ― Escuta a loira perguntar.
— Ela ainda precisa dos poderes da Fada Azul, da varinha de Tiger Lily e do seu coração. ― Ao escutar a resposta do homem, ela atira duas vezes, acertando uma vez do lado esquerdo do abdômen dele e fazendo-o cair ao chão. Fiona atira outra vez, dessa vez em direção a Emma, mas Swan se joga no chão para não ser atingida. Quando a loira levanta a cabeça na direção que os tiros vieram, para ver quem foi, a morena corre para dentro da mansão. Agora ela corria um grande risco de ser derrotada e precisava correr contra o tempo para conseguir terminar de reunir os objetos necessários para o feitiço e se preparar para lança-lo.
— Killian! ― Emma grita desesperada, ajoelhando-se ao lado dele.
— Você precisa ir, Emma. Precisa deter Fiona. ― Ele diz com a voz fraca e os olhos quase se fechando.
— Eu não vou deixar você aqui, ferido. ― Rebate indignada e coloca a mão em seu ferimento, numa tentativa de parar o sangramento.
— Não se preocupe comigo, eu darei um jeito de sair daqui e me cuidar. Por favor, vá salvar os outros. ― Tenta empurrá-la para que ela se levante, mas não consegue por estar sem forças.
— Killian...
— Vá, Emma! ― Aponta em direção ao carro estacionado do outro da rua.
— Sinto muito não poder ajudar você. ― Ela coloca a mão dele no lugar da sua e se levanta do chão.
— Tudo bem, agora vá! ― Emma sai correndo e entra no carro. Antes de dar partida no veículo para ir até o hospital, liga para a emergência vir buscar Killian.
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