Notas iniciais
Olha só quem voltou mais rápido dessa vez No capítulo passado a gente soltou uma bomba e saímos correndo, né? kkkkkkk Bem, agora voltamos para limpar os vestígios da bomba jsdfbjwenjfnewjf Boa leitura! SidneyMills ✨

Com a falta de resposta de Killian, a atenção de Henry é atraída para o seu gancho e seus olhos ficam esbugalhados.

― Você tem um gancho na mão, igual ao Capitão Gancho de Peter Pan... ― Comenta impressionado, levando a mão até o metal em formato de interrogação. Contudo, antes que pudesse tocá-lo, Jones se levanta com rapidez e sai praticamente correndo do estabelecimento. Alguns olhares curiosos e confusos o acompanham até a porta, assim como os de Henry, que fica tentado a ir atrás dele para descobrir como ele o conhece. Do lado de fora da lanchonete, do outro lado da rua, olhos negros observam com satisfação o ocorrido com o jovem Mills. Fiona abre um sorriso vencedor por ver que Killian realmente havia cumprido sua palavra. Um passo a menos para a sua vitória final.

― Aqui está mais um chocolate quente, Henry. ― Kelly coloca a caneca com a bebida em cima do balcão e a empurra em sua direção, chamando sua atenção para ela e o fazendo desistir da ideia de ir atrás de Jones. ― Você vai querer mais alguma coisa? Outro, talvez? ― Puxa a outra caneca quase vazia.

― Eu conheço você? ― Questiona, genuinamente confuso. ― Como você me conhece? Como sabe o meu nome? ― Franze o cenho e entorta a cabeça para o lado esquerdo. Então ele olha ao redor e sua expressão de confusão só aumenta. ― Onde eu estou? Que lugar é esse? ― Kelly o encara igualmente confusa.

― Isso é alguma brincadeira, certo? ― Embora acredite que seja uma brincadeira do garoto, seu tom é preocupado.

― Eu não estou brincando. ― Responde com seriedade. ― Você sabe onde minhas mães estão? Emma e Regina. Uma loira e uma morena, respectivamente.

West abre a boca, tencionando responder cada pergunta, mas logo a fecha, sem saber o que dizer. Seu cérebro estava dando nós. Não estava acreditando que inexplicavelmente Henry havia perdido a memória. Sua mente buscava uma lógica para tudo o que estava acontecendo.

De repente, Henry sente uma fisgada em seu ombro e calcanhar e então percebe que ambos estavam machucados. Mais confusão inundam sua mente já atordoada.

― O que aconteceu comigo? ― Questiona para a ruiva à sua frente, que parecia ter entrado em transe ao tentar raciocinar sobre o que estava acontecendo e estava com um olhar perdido no jovem. ― Oi? Tem alguém aí? ― Ele estala os dedos na altura dos seus olhos.

Kelly pisca diversas vezes e balança a cabeça algumas vezes, voltando a realidade. Em seguida, seu olhar volta a focar no Henry.

― Desculpa, eu estou tão confusa quanto você... ― Miller dá um sorriso sem graça. ― Então... ― Pigarreia, preparando-se para responder todas as perguntas. ― Bem, eu me chamo Kelly e trabalho nessa lanchonete e na pousada da vovó, que é onde você e suas mães estão hospedados. É assim que nos conhecemos. ― Fala calmamente e o jovem a escuta atentamente. ― Nós estamos em Storybrooke, uma cidade interiorana do estado do Maine. ― Ele franze o cenho, questionando-se por que nunca ouviu falar da cidade quando estudou o mapa do país nas aulas de geografia. ― Alguns dias atrás você sofreu um acidente ao salvar suas mãos de um atropelamento. É por isso que está machucado. ― Aponta para o braço dele. ― Suas mães saíram, mas se você quiser eu posso te ajudar a chegar no quarto de vocês. ― Oferece solícita, já rodeando o balcão e pegando as duas xícaras de chocolate quente com uma mão.

Mesmo desconfiado e indo contra todos os ensinamentos que Emma lhe deu sobre não falar com estranhos, Henry aceita a ajuda da mulher, que de acordo com o seu instinto, não parecia ser uma má pessoa e parecia falar a verdade.

Então, com a ajuda da ruiva, Henry desce do banco, apoia-se na muleta e em seu ombro, e ambos caminham lentamente em direção as escadas de acesso aos quartos do andar de cima.

― Qual é o quarto? ― O jovem Mills pergunta, olhando para todas as portas do corredor.

― São aquelas duas portas. ― Miller aponta para as duas últimas.

― Duas? ― Ele franze o cenho. ― Eu tenho um quarto só para mim?

― Na verdade, suas mães estão em quartos separados. Acho que elas chegaram aqui brigadas. ― Henry estranha a parte das mães estarem brigadas, mas assente e os dois se encaminham para uma das portas.

Ao pararem de frente a porta do lado esquerdo, o garoto tenta abri-la, mas não consegue.

― Acho que você trancou quando desceu. ― Henry concorda com a mulher e enfia a mão livre no bolso. Ao sentir a chave, puxa-a para fora e enfia na fechadura, contudo, antes que pudesse girar para abri-la, a porta é aberta e a Rainha aparece, dando um susto nos dois.

Ao ver que Henry estava acompanhado de Zelena, a Rainha esconde sua perna machucada atrás da porta e lamenta por não poder fazer o mesmo com o cabelo longo, que infelizmente estava solto.

― Vocês já estão em casa? ― West franze o cenho. ― Eu nem as vi chegarem. ― Diz mais para si que para a outra, que fica nervosa com o seu comentário e trata logo de pensar em uma explicação para dar. Ela torcia para que a outra não fizesse muitas perguntas e ela só tivesse que responder o mínimo.

― Nós passamos apressadas lá por baixo e nem vimos vocês. ― É o que consegue inventar em pouco tempo. Kelly assente e ela respira aliviada por ter conseguido enganá-la. ― A Emma queria ir ao banheiro, estava muito apertada. ― Ainda acrescenta, para evitar mais perguntas.

― Mãe, seu cabelo está grande... ― Henry se pronuncia, mudando o assunto e chamando a atenção das duas, e a Rainha estranha a forma como ele a chama, porém logo imagina que deva ser por causa da presença de Zelena. ― Está diferente, mas eu gostei. ― Ela sorri para o garoto, entendendo seu comentário como um elogio.

A Rainha volta sua atenção para a ruiva e logo torna a ficar nervosa ao vê-la a encarar com um olhar curioso. Com certeza por causa do tamanho do cabelo. Então, ela rapidamente pensa em uma explicação para dar.

― Isso é uma peruca... ― Mexe o cabelo de um lado para o outro. ― Eu estava experimentando. ― Kelly assente, abrindo um sorriso, e mais uma vez a morena respira aliviada por ela ter acreditado.

― Então, como foi o encontro? ― A ruiva pergunta com animação, mudando de assunto. A Rainha engole em seco. Não sabia o que inventaria. Não tinha pensado em uma história para esse assunto.

― É... ― Ela sorri sem graça e engole em seco mais uma vez. ― Foi muito bom! ― Diz simplesmente, sem saber o que mais poderia dizer.

― Entendi... ― West responde com ar malicioso, imaginando que a sua resposta curta e sem muitos detalhes tenha sido porque estava com vergonha de contar que tinham transado e por causa da presença do Henry. Ao entender o tom malicioso da ruiva, a Rainha fica envergonhada e seu rosto fica vermelho. Kelly percebe a sua vergonha e tem ainda mais certeza dos motivos que a fizeram dar uma resposta sem muitos detalhes. Então, para não a deixar ainda mais com vergonha, decide mudar de assunto. ― Bem, eu acompanhei o Henry até aqui, porque... ― Ela olha para o garoto, que apenas observava as duas sem entender nada. Sua expressão era viajada, parecia que estava drogado. ― Eu não sei o que aconteceu, mas ele simplesmente não se lembra de nada, tipo, onde está, quem eu sou, o que aconteceu com ele... ― Ao ouvir cada palavra dita pela ruiva, a raiva da Rainha vai aumentando, até que a consome por completo. Ela sabia exatamente o que tinha acontecido com Henry, e assim que soubesse quem o machucou, não sobraria um fio de cabelo dessa pessoa para contar história.

Ao ver o rosto vermelho e a veia da testa bastante saliente da mulher à sua frente, Kelly fica assustada e decide que é hora de ir embora e voltar ao trabalho. Ela já a achava intimidadora. Com raiva, ela ficava ainda mais.

― Bem, eu preciso ir agora, a lanchonete ainda está aberta e eu preciso trabalhar... ― A ruiva aponta para as escadas.

― Muito obrigada por ajudá-lo a chegar aqui. ― Força um tom amigável para tentar camuflar a fúria que estava sentindo. ― Nós vamos descobrir o que aconteceu com ele e tomar as devidas providencias. ― Cerra os dentes e aperta com força a porta.

― Se tiver qualquer coisa que eu possa fazer, por favor, diga-me. ― West diz solícita e a morena assente. ― Os chocolates quentes. ― Aproxima-se da mulher e lhe entrega as duas xícaras. ― Tchau! Dê um abraço na Emma por mim. ― A morena assente mais uma vez e seu coração acelera ao se imaginar abraçando a princesa. ― Tchau, Henry! Melhoras! ― Acena para o garoto e vai embora.

A Rainha abre mais a porta para Henry passar, e assim que ele o faz, ela a fecha com chave novamente e permanece de costas para ele até chegar no sofá, onde pega uma almofada e cobre a perna machucada. Em seguida, coloca as xícaras no braço do sofá. Ela olha brevemente para as bebidas e lamenta não estar mais sentindo vontade de prová-las. Infelizmente sua animação foi embora ao saber o que aconteceu ao Henry.

― A mãe ainda está no banheiro? Eu estou apertado. ― Ele faz uma careta.

― Ela está no outro quarto, pode ir. ― Sem estranhar o desencontro das informações, ainda estarem em quartos separados, mesmo depois de terem ido em um encontro que foi bom, o jovem Mills assente e se encaminha ao banheiro.

― Andar com isso é ruim. ― O garoto reclama da muleta. Antes de entrar no cômodo, ele retira o casaco e o joga em cima da bancada da cozinha.

Quando a porta é fechada, a Rainha se levanta o mais rápido que pode e pega o celular do garoto no bolso do casaco. Iria ligar para Regina assim que pudesse.

Ao escutar o barulho da descarga, ela volta para o seu lugar e esconde o celular debaixo da almofada, junto com o seu machucado. Segundo depois, a porta é aberta e Henry aparece.

― Por que vocês brigaram? ― O jovem pergunta e a Rainha franze o cenho, sem entender do que ele estava falando. ― Kelly disse que quando vocês chegaram, ficaram em quartos separados. Ela acredita que estavam brigadas. ― Ao esclarecer sua pergunta a morena fica nervosa. Mais uma vez, não fazia ideia do que responder. Não sabia de nada a respeito da relação entre a princesa Emma e da sua outra versão, que pudesse usar. ― Então, por que estão em quartos separados? Vocês realmente brigaram? ― Torna a perguntar, deixando a mulher ainda mais nervosa.

― Nós... ― Ela pigarreia, elaborando a história na cabeça. ― Sim, nós brigamos.

― Por quê? ― Ele caminha até o sofá, onde horas antes estava animadamente jogando vídeo game com ela, senta-se de um lado e apoia o pé machucado do outro. Se Regina estivesse ali, certamente não permitiria que o fizesse, mesmo estando com o pé machucado. Ela preferia que ele se deitasse no sofá, com os pés para fora, do que colocasse o pé em cima.

― Porque... ― Ela engole em seco. ― Porque nós divergimos em algumas ideias... ― É o melhor que consegue dizer. Mas logo percebe que elas terem saído para um encontro que foi bom e continuarem brigadas e separadas não bate. Então, pensa rapidamente em algo para dizer. ― Mas nós conversamos bastante no nosso encontro e já estamos nos entendendo. Tudo vai se resolver. ― Acrescenta, tentando contornar a situação e torcendo para que ele acredite. Mas, para a sua sorte, o garoto estava mais focado em saber por que brigaram.

Henry pensa em questionar no que divergiram, mas logo desiste ao entender que se sua mãe não tinha dito exatamente o motivo da briga, é porque ela não queria que ele soubesse. Então, iria respeitar a sua vontade e ignorar a sua curiosidade.

― O que estamos fazendo aqui? ― Ele pergunta, mudando de assunto, e a morena agradece. ― Storybrooke... ― Murmura pensativo. ― Nunca ouvi falar dessa cidade.

― Férias... ― É rápida na resposta. Desde que Zelena o trouxe e disse que ele não sabia onde estavam, imaginou que em algum momento ele iria perguntar o motivo de estarem ali, então pensou logo em uma resposta. ― Escolhemos essa cidade por justamente não ser muito conhecida e pensamos que seria uma boa explorá-la.

― Pensei que iramos para Nova Iorque para vermos a exposição do Elvis. ― A Rainha franze o cenho, não fazendo a mínima ideia de quem seja Elvis, o próprio Henry ainda não tinha lhe falado sobre música, mas logo desfaz sua expressão confusa para evitar desconfianças dele. ― O que a senhora acha que aconteceu comigo? Por que eu perdi a memória de repente?

As perguntas fazem a raiva da morena voltar com tudo. Ela fecha a mão em punho e cerra os dentes.

― Eu não sei... ― Responde simplesmente, sem poder falar que alguém, de alguma forma, tinha feito ele beber uma poção da memória. ― Mas eu e sua mãe vamos descobrir o que aconteceu e quem fez isso com você. ― Fala em um tom de promessa. Em sua mente, já planejava várias formas de tortura. ― Eu estou com sono. ― Fala, mudando de assunto, e encena um bocejo. ― Vou dormir. ― Avisa e ele assente. Na verdade, a última coisa que a Rainha sentia no momento era sono. Ela só estava querendo evitar mais perguntas que não soubesse responder e querendo ficar sozinha para poder tentar ligar para Regina e Emma.

― Eu posso jogar um pouco de vídeo game antes de ir também? ― Henry aponta para a TV com o jogo do PAC-MAN na pausa.

A Rainha pensa em responder simplesmente que sim, mas ao lembrar que Regina provavelmente permitiria, mas com alguma condição, ela repensa sua resposta.

― Pode, mas não demore muito. Já está tarde. ― O garoto assente e se estica para pegar o controle em cima da mesa de centro.

Aproveitando a distração do garoto, a Rainha se levanta do sofá com a almofada na mão, na altura da coxa machucada, mas tentando disfarçar para ele não achar estranho, e caminha devagar em direção ao quarto, esforçando-se para não mancar muito e chamar sua atenção.

Ao entrar completamente no cômodo, ela tranca a porta rapidamente e se senta na cama. Em seguida, puxa o celular do bolso e o encara por alguns segundos, tentando se lembrar como mexe. Embora Henry tenha a ensinado a mexer no aparelho alguns dias atrás, era algo novo para ela e que não tinha muita prática.

― Eu só preciso apertar um botão com força... ― Murmura, tentando se lembrar. Então, ela fecha os olhos e tenta se lembrar do momento exato que Henry a ensinou. A imagem do garoto apresentando o aparelho aparece em sua mente e ela se esforça para se lembrar dos detalhes. Segundos depois, a imagem dele apertando os primeiros botões do celular, ensinando a discagem rápida, e falando os nomes das mães iluminam sua mente e ela abre um sorriso por ter conseguido o que queria. ― Isso! ― Sem perda de tempo, a Rainha aperta com força o número 1 e logo a tela é preenchida com o nome de Emma. ― Atenda, princesa, por favor! ― Suplica, com o aparelho colocado desajeitadamente no ouvido. Após 5 toques, a chamada vai para a caixa postal. Quando ela escuta a voz de Emma na gravação, respira aliviada. ― Princesa? Aconteceu... ― Para de falar ao perceber que era uma gravação. ― Droga! ― Afasta o aparelho do ouvido e tenta mais uma vez. Ao não obter resultado com Emma, ela tenta com Regina, apertando o número o 2. Porém, não consegue entrar em contato com ela também.

A Rainha ainda tenta mais algumas vezes, mas ao perceber que não vai conseguir nada, ela desiste. Então, desanimada, ela se deita na cama e anseia que o dia amanheça rapidamente para que as duas possam chegar logo e resolverem a situação.

•§•

Killian Jones entra num ímpeto no gabinete de Fiona e segue direto para a sua mesa, pouco se importando se foi convidado para entrar ou com Gregory no seu encalço. A mulher estava sentada em sua imponente cadeira, de costas para a entrada, observando a rua, como já era de costume desde que Emma, Regina e seu filho chegaram à cidade. Mesmo após ouvir o barulho da porta, ela não se mexeu. Então, com bastante força para chamar sua atenção, Killian coloca o vidro vazio em cima da mesa. Fiona finalmente se vira para ele.

― Feito! O Henry está sem memória. ― Fala rapidamente e em um tom baixo. Parecia envergonhado com o que disse.

Em silêncio, Fiona pega o pequeno vidro vazio e o analisa, fingindo que estava tentando acreditar na prova que ele lhe deu. Contudo, ela sabia que ele havia feito. Tinha assistido tudo do lado de fora do Granny’s. Mas Jones não sabia que ela o tinha vigiado desde o encontro dos dois para ter certeza de que ele faria.

― Ótimo! ― Abre um pequeno sorriso. ― Finalmente alguém competente para fazer os serviços com excelência. ― Descaradamente ela olha para Gregory e ele abaixa a cabeça, envergonhado.

― Agora, você vai me dizer qual é o seu plano, pois não pretendo ficar ajudando sem saber no que estou me metendo. ― Jones exige e Fiona sorri ironicamente.

― Está com medo, pirata? ― Seu tom é cínico.

― Já tenho pecados imperdoáveis demais em minha conta. ― Fiona dá um sorriso arrogante e caminha até a janela. Mais uma vez, observa as ruas calmas de Storybrooke.

― Bem, infelizmente, eu ainda não posso confiar totalmente em você, pirata. ― O sangue de Killian rapidamente esquenta com o que escuta, mas ele se controla. ― Para ganhar completamente a minha confiança, eu quero que você faça mais uma coisa... ― Vira-se novamente para ele. ― Mas antes disso, eu preciso que você me ajude a ter algo... ― Caminha até a adega e pega o vinho mais caro da coleção. Coloca dois dedos do líquido vermelho em uma taça e toma tudo de uma vez. ― Eu preciso da pena do autor.

― Eu não faço ideia de onde ela esteja. ― Fala com sinceridade. Há muito tempo que não via e nem ouvia falar no objeto.

― Eu confio no seu potencial, Capitão. ― Ela alcança mais uma taça, enche até a metade com o líquido alcoólico e caminha até ele. ― Agora eu quero saber... ― Toca no peito do homem com o indicador da mão livre e se aproxima mais, fazendo questão de manter o contato visual. ― O que estão planejando contra mim?

― Eu não sei. Eles não me contaram muito. Apenas me pediram ajuda para encontrar Tiger Lily e trazê-la para Storybrooke. ― Mesmo desconfiada da veracidade de sua resposta, Fiona assente. Já tinha se arriscado demais dizendo que ainda não confiava completamente nele.

― Agora, que tal relaxar um pouco? ― Seu tom é sugestivo. Ela se afasta um pouco mais e oferece a taça de vinho. ― Imagino que deva estar com a consciência pesada pelo que fez ao garoto. Afinal, eram bastante amigos quando você namorava a mãe dele. ― E mais uma vez o sangue de Killian esquenta pela provocação.

― Obrigado, mas eu prefiro rum. ― Jones se afasta dela e segue em direção a saída.

― Até logo, Capitão, quando estiver com a pena do autor em mãos! ― Fala um pouco mais alto para que ele escute. ― Siga-o! ― Ordena à Gregory e o homem logo lhe obedece, saindo da sala e a deixando sozinha.

Ao ver a porta fechada, Fiona se encaminha para a janela novamente, bem a tempo de ver Killian saindo apressado da Prefeitura.

― Aos poucos eu vou te amansando, pirata...

•§•

Regina é a primeira a acordar. Com um pequeno sorriso ela observa Emma dormir tranquilamente por alguns segundos, depois descobre metade do seu corpo e acaricia levemente as suas costas nuas, com o intuito de acordá-la. Contudo, Swan nem se mexe. Então ela se lembra que a loira tem um sono pesado e que é preciso um pouco mais para acordá-la.

Com beijos carinhosos distribuídos pelo pescoço e costas, Regina finalmente consegue acordar Emma, que logo se remexe e se vira para ela. A loira se estica e lhe oferece um sorriso preguiçoso.

― Bom dia! ― A voz rouca da morena arrepia Swan por inteiro.

― Ótimo dia! ― Fala com animação e as duas sorriem. ― Ah, como eu estava com saudades disso... ― Aponta para as duas e sobe no corpo da outra. ― Como eu estava com saudade de acordar ao teu lado... ― Confidencia em um sussurro e beija seus lábios delicadamente.

― Eu também estava. ― Regina confessa, um pouco envergonhada, e eleva a cabeça para beijá-la mais uma vez. Quando os lábios se tocam calmamente, Mills derruba a loira do seu lado e sobe em seu corpo, logo intensificando o beijo com leves mordidas e chupadas nos lábios da outra.

Quando as bocas se separam para que suas donas tomem fôlego, elas se olham intensamente e sorriem um para a outra. Regina acaricia cada parte do rosto de Swan, como se estivesse decorando-o, e a loira beija seus dedos quando eles passam perto de sua boca. Elas sorriem novamente e se beijam mais uma vez. Em seguida, voltam a se deitar lado a lado.

― Obrigada por ontem. ― Regina fala baixinho, virando-se para Emma e acariciando o seu rosto mais uma vez. A loira sorri e beija sua mão.

― Precisamos repetir. ― Emma diz e a morena assente sem pensar duas vezes.

Swan estica o seu braço e começa a acariciar os cabelos revoltos da esposa. Regina fecha os olhos por breves segundos para aproveitar melhor o carinho. Então um sentimento de nostalgia a acomete. Todas as manhãs, ao acordarem, elas ficavam alguns minutos a mais na cama, trocando carinhos e jogando conversa fora. De repente, seu peito dói ao se lembrar de como tratou Emma por alguns dias, logo que tomaram as poções e se lembraram de tudo. Com a lembrança dolorosa, vem a vontade de chorar, mas ela logo se segura. Ainda não era o momento para tocar no assunto. Então, trata logo de afastá-lo da mente. Pelo menos por agora.

As mulheres ficam em silêncio por algum tempo, apenas se observando e se acariciando, até que os olhos de Mills descem pelo corpo da outra e encontram sua calcinha vermelha. Seus lábios se curvam em um sorriso.

― O que? ― Emma pergunta, curiosa e confusa.

― Estou lembrando de quando você me atendeu usando apenas uma blusa e uma calcinha vermelha, como esta que está usando agora. ― Ela desce a mão até a peça e a puxa pela lateral. ― Você estava querendo me seduzir, Srta. Swan? ― Pergunta em um tom sedutor, fazendo a loira se arrepiar mais uma vez naquela manhã.

― Talvez... ― Swan devolve a provocação, aproximando-se rapidamente e agarrando a sua boca com vontade, em um beijo luxurioso e molhado. ― Mas acho que você é quem estava querendo me seduzir, cada vez que falava desse jeito comigo... ― Aponta, afastando-se e voltando para o seu lugar.

― Que jeito? ― Regina finge ingenuidade, mas o olhar semicerrado de Emma a faz rir.

― Que jeito? ― Devolve a pergunta em um tom irônico. ― Poderia me explicar por que raios você estava me esperando em minha sala, sentada em cima da minha mesa, com as pernas cruzadas e com aquela pose de quem estava pronta para... ― Interrompe-se, sem jeito para continuar o que dizia.

― Para...? ― Incentiva-a a continuar a falar, divertindo-se com sua súbita timidez.

― Você sabe o que quero dizer... ― É o que diz, com o rosto vermelho. ― Você vai negar que também estava com ciúme de mim em todas aquelas vezes? ― Diz, aproveitando o momento para matar uma velha curiosidade. Já fazia algum tempo que Swan queria falar sobre todos os seus ataques de ciúmes, mas não encontrava o momento perfeito para tal.

― Que vezes, Emma? ― Banca a inocente mais uma vez. ― Eu nunca tive ciúmes de você. ― Emma semicerra os olhos mais uma vez.

― Nem quando você ficou querendo saber se não houve nada entre mim e Graham? Ou quando o Neal apareceu? ― A morena desvia o olhar e volta a se deitar de barriga para cima. Se ficasse olhando para ela se entregaria fácil. ― Ou então, na Terra do Nunca, quando disse que o Killian era o meu namorado sem a gente sequer ter dado um beijo? ― Fala divertida, cutucando-a. ― Nem quando soube de mim com o Will? ― Dá a cartada final. Regina poderia negar todas as outras vezes, mas não as vezes que envolvem o Will.

― Em nenhum desses momentos eu estive com ciúme de você... ― Diz com falso espanto, como se o que a loira tivesse dito fosse algo absurdo. ― Eu só... ― Interrompe-se sem saber o que falar.

― Só...? ― Incentiva-a a continuar a falar, divertindo-se com seu esforço em negar o inegável.

― Eu só não gostava deles... ― É o melhor que consegue dizer, sem querer confessar.

― Ah, sim, entendi... ― Swan murmura com ironia, segurando o sorriso.

― Mas e você também, com ciúme de mim e do Robin? ― Acusa-a, voltando-se para ela novamente. ― Você pode não ter falado nada em nenhuma das vezes, mas seu olhar, sua expressão e a forma de agir sempre te entregaram.

― Ok, se você confessar eu confesso. ― Emma sugere, divertida, ignorando o fato de que sua sugestão a entrega completamente.

Regina a encara por alguns segundos, fingindo pensar a respeito.

― Eu não estava com ciúme de você em nenhuma dessas vezes... ― Mills diz por fim, decidindo por continua a negar.

― Tudo bem, eu também não tive ciúmes de você em nenhum momento... ― Swan dá de ombros.

Elas ficam em silêncio mais uma vez, mas logo caem na gargalhada. Então, Emma sobe novamente em Regina e lhe cobre de beijos, causando-lhe risadas gostosas. De repente, ela para com o ataque e começa a sorrir e balançar a cabeça negativamente.

― O que foi? ― Mills pergunta, confusa e curiosa.

― Estou me lembrando do dia que cheguei em casa e te peguei dançando no nosso quarto. ― Explica entre risos, referindo-se à época que estavam em Tallahassee. ― Você ficou toda desconsertada quando me viu.

― Eu estava dançando toda desengonçada e você ficou apenas me assistindo passar vergonha. ― Relembra, ficando vermelha de vergonha, exatamente como no dia.

― Você não estava passando vergonha, muito menos estava dançando desajeitada. Eu estava adorando o show particular. ― Fala em tom malicioso e dá uma mordida no próprio lábio. ― Você é muito sexy mesmo quando não quer ser. ― Sussurra de forma sedutora. Em seguida, dá um beijo rápido em seus lábios. ― Tem também aquela vez que entrei no banheiro e você estava toda empolgada cantando. Foi uma das melhores cenas que eu já vi. ― Suspira pesadamente, fechando os olhos e relembrando o momento na mente. Regina cora mais uma vez.

― Nós tivemos bons momentos em Tallahassee. ― A morena fala pensativa e a outra assente. Então, sua mente a relembra mais uma vez de como tratou Emma quando se lembraram de tudo e seu peito bate dolorido outra vez. Mas dessa vez, ela iria falar sobre o assunto. Não iria adiar mais. ― Emma, aproveitando que estamos falando de nossas vidas lá, eu... ― Ela se interrompe e admira o belo rosto de Emma por alguns segundos. Seu sorriso gentil, seu olhar doce. Seu coração bate dolorido mais uma vez. ― Eu queria te pedir perdão por ter te magoado tanto quando lembramos de tudo e eu não quis falar sobre nós duas e fiquei fugindo de você. ― Seus olhos marejam e logo algumas lágrimas começam a descer por seu rosto.

― Ei, tudo bem. ― Emma enxuga as lágrimas delicadamente com a ponta do seu polegar. ― Eu sei que você só estava deixando o medo agir e falar por você... ― Segura a mão dela e a acaricia. Quando seus dedos passam pela aliança, ela a beija suavemente.

― Obrigada por não ter desistido de nós... ― Beija a mão dela que ainda segura a sua. ― Obrigada por não ter desistido de mim. ― E beija seus lábios ternamente.

•§•

Entre sorrisos e de mãos dadas, Emma e Regina entram no Granny’s chamando a atenção de Widow, Ruby, Dorothy e Kelly, que organizavam o ambiente para abrir em alguns minutos.

Ao ver as duas mulheres entrando no estabelecimento, Kelly franze o cenho, confusa por vê-las chegando, sendo que as duas já estavam no quarto desde a noite anterior. Contudo, ao ver algumas sacolas nas mãos delas, sem se dar conta de que ainda estavam com as mesmas roupas, imagina que devem ter saído novamente já pela manhã e ela não tinha visto por estar ocupada demais brigando com Dorothy.

― Bom dia! ― As duas desejam ao mesmo tempo, com bastante animação. Um reflexo da noite passada e de mais cedo. Os sorrisos quase não cabiam nos rostos.

― Bom dia! ― As quatro mulheres respondem ao mesmo tempo, parando brevemente o que faziam.

― Regina, eu não falei nada ontem, mas, eu gostei de ver você de cabelo grande, ficou legal. ― Kelly diz, deixando ambas as mulheres confusas por breves segundos. Contudo, elas logo entendem o que está acontecendo e se entreolham preocupadas. ― Deveria deixar ele crescer...

― Obrigada! ― A morena sorri e passa a mão no cabelo, encenando. ― Eu já me acostumei com ele assim, mas quem sabe... ― Dá de ombros. ― Bem, precisamos ir. ― Regina olha para Emma e dá uma leve puxada em sua mão. Entendendo o recado, ela assente.

― Até mais, meninas! ― A loira se despede e elas acenam em resposta.

As quatro mulheres voltam a organizar a lanchonete e Emma e Regina caminham a passos largos até as escadas.

― A Rainha fez alguma besteira ontem. ― Mills diz entredentes, já começando a ferver de raiva pela teimosia da outra. Antes de sair tinha avisado o quanto era perigoso para todos, principalmente para ela, sair do quarto e mesmo assim ela o fez. Mesmo depois de prometer não o fazer.

― Você também achou estranho não terem perguntado como foi o encontro? ― Swan pergunta, franzindo o cenho. Sabia o quanto Ruby era curiosa. Ela não deixaria passar.

― Sim, mas imagino que seja por Granny estar presente. ― A morena diz, sem dar muita importância ao fato. ― Você sabe, ela não gosta que fiquem conversando em horário de expediente.

― É verdade... ― A loira responde em tom pensativo.

As mulheres seguem caminho até o quarto de Emma, e assim que abrem a porta encontram a Rainha sentada no sofá, com ar preocupado, expressão cansada e enorme olheiras.

― Por que já está acordada tão cedo? ― Emma olha para o relógio de parede para ter certeza de que realmente ainda era muito cedo, e depois para ela de novo. Em seguida, pega as sacolas da mão de Regina e as coloca em cima da mesa junto com as suas.

― O que você fez ontem à noite? Por que saiu do quarto? ― Regina pergunta irritada logo em seguida, sem dar tempo de ela responder à Emma.

― Finalmente vocês chegaram. ― A Rainha diz agradecida, não só por já terem chegado, mas também por Henry ainda estar dormindo, ignorando completamente as duas perguntas. ― Por que não atenderam isso? ― Aponta para o celular de Henry em sua mão. ― Ele não serve para emergência? ― Questiona retoricamente, com uma pitada de ironia.

― Descarregou ontem à noite e não percebemos. ― Emma responde em um tom baixo, sentindo-se culpada, e a Rainha balança a cabeça negativamente. ― O que aconteceu? Por que está tão inquieta?

― Não podemos ficar aqui. ― Olha em direção ao quarto com ar preocupado e se levanta.

― O que? Por quê? ― Regina franze o cenho. ― O que aconteceu? ― Olha para Emma brevemente e torna a olhar para a Rainha.

― Onde está o Henry? ― Swan pergunta preocupada.

Sem dar uma palavra, a morena de cabelos longos caminha até a porta.

― Regina Mills! ― Regina fala em um tom mais alto e grosso para amedrontá-la. Seus olhos estavam esbugalhados, sua mandíbula travada, a face vermelha e a veia na testa em evidência. Sem perder a pose de irritada, pensa em como foi estranho chamar o próprio nome em tom repreensivo e direcionado para outra pessoa.

― Você sabe que não me assusta falando assim e com essa cara, não é? ― A Rainha fala com tranquilidade, pouco se importando que a sua outra versão estava quase a incinerando com o olhar, diferente de Emma, que estava levemente assustada com a alteração da morena.

― O que está acontecendo? ― Regina volta a perguntar, ignorando seu deboche. ― Você vai nos dizer ou...

― O Henry tomou uma poção de perda de memória. ― Diz finalmente, chocando as duas mulheres.

― O que? ― Emma e Regina soltam ao mesmo tempo. A notícia vem como uma facada na barriga das duas.

― Como isso aconteceu? Quem fez isso? ― Regina pergunta, extremamente alterada. ― Onde está o Henry?

― Ele está bem, está dormindo ainda. Será que podemos ir para o outro quarto? ― A Rainha quase implora, temendo que o garoto acorde e veja as duas ao mesmo tempo. Seria complicado explicar tudo sem antes elas saberem tudo que aconteceu.

Finalmente atendendo ao pedido quase desesperado da Rainha, elas saem do quarto de Emma e seguem para o quarto de Regina. Ao fechar a porta, Swan se senta em uma das poltronas e as outras duas ficam de pé.

― Ontem Henry e eu estávamos jogando vídeo game e conversando sobre comidas dessa terra. ― A Rainha começa a andar de um lado para o outro, inquieta e nervosa. O machucado na perna e até mesmo o da barriga estavam incomodando devido a sua inquietude a noite toda, mas ela não estava dando importância. ― Ele me falou sobre como chocolate quente com canela é a sua bebida favorita e disse que eu tinha que experimentar, então desceu para ir buscar para nós dois e quando voltou já estava assim. ― As lágrimas tomam conta do seu rosto. Além de preocupada com o garoto, estava começando a se sentir culpada pelo que aconteceu. ― Não sabia onde estava, quem eu era, o que tinha acontecido para ele estar machucado... ― Soluça.

― Ei, calma... ― Emma se aproxima dela e toca em seu ombro, fazendo-a parar de andar de um lado para o outro. ― Respira fundo... ― Fala calmamente, tentando acalmá-la. Se ela não estivesse tão abalada, estaria nervosa com a aproximação e toque da loira.

― Não sei quem fez isso com ele, quando Zelena o trouxe até aqui...

― Então você não saiu do quarto? Ela quem veio até aqui e viu você? ― A morena de cabelos mais curtos pergunta, interrompendo-a.

― Eu cumpri a minha promessa, Regina. ― Responde irritada, mas a outra nem se abala, apenas fica aliviada por saber que elas têm menos uma preocupação. ― Eu tive que fingir ser você e mentir sobre o cabelo e o encontro de vocês. ― Enxuga o rosto e procura se recompor.

― Então por isso elas não perguntaram nada... ― Emma murmura consigo mesma. ― O que você disse? ― Pergunta levemente preocupada.

― Apenas que foi muito bom... ― Swan e Mills se olham ao mesmo tempo e o olhar acompanhado de um tímido sorriso das duas confirmam o que foi dito. ― Ele me perguntou sobre vocês estarem em quartos separados e eu disse que estavam brigadas. ― As mulheres a encaram com expressões espantadas. ― Desculpa, eu não sabia o que dizer. ― Defende-se rapidamente.

― Tudo bem... ― Regina fala calmamente para tranquilizá-la. ― Foi uma boa desculpa. ― Acrescenta, surpreendendo-a. ― O que mais você disse?

― Eu disse que vocês estavam de férias aqui e que escolheram essa cidade por ela ser desconhecida e boa para explorar. ― A morena de cabelos mais curtos assente. ― Você sabe quem pode ter feito isso com ele?

― Não, mas sabemos quem mandou fazer... ― Emma quem responde, fechando o semblante.

― Quem? ― A Rainha pergunta prontamente, já sentindo a raiva a invadir novamente.

Emma e Regina se olham brevemente.

― Fiona! ― Regina fala entredentes, fechando as mãos em punho e travando a mandíbula.

•§•

Após um longo e cansativo jogo de perguntas e respostas, onde apenas o algoz, Rumpelstiltskin do Reino dos Desejos, fazia as perguntas e apenas um prisioneiro, Tiger Lily, respondia, ele os deixou sozinhos mais uma vez e sumiu em sua fumaça vermelha.

Mais uma vez, Tiger começa a se debater, tentando se soltar das cordas que a prende.

― Você está perdendo o seu tempo. ― Gold murmura e balança a cabeça negativamente. Desde que chegaram ali, era só o que sabia dizer e fazer.

― Eu estou cansada disso... ― Tiger murmura com extrema irritação. ― Qual é o seu problema? ― Seu tom é indignado, mas o homem nem abala. Em seguida, levanta-se e anda até ele, que não mexe um músculo. ― Desculpa se eu estou tentando nos tirar daqui e isso está te incomodando, mas eu não vou ficar sentada aqui, esperando o pior acontecer. ― Contorce-se um pouco e consegue passar as mãos amarradas para frente do corpo. Em seguida, senta-se novamente. ― Eu não sou covarde. ― Olha em seus olhos. ― Não vou desistir fácil. ― E então volta a tarefa de tentar desamarrar com os dentes a grossa corda de suas mãos.

Gold se mantém calado, com ar impassível, mas em sua mente a frase “eu não sou covarde” ecoa forte, fazendo-o lembrar de quando foi chamado assim por ter se machucado propositalmente para não ir à guerra, por temer morrer e deixar o filho e a esposa sozinhos.

De repente, a fumaça vermelha reaparece do lado de fora da cela e logo o outro Rumple surge dela, ganhando as atenções dos prisioneiros.

― Olá, de novo! ― Fala com deboche e ambos reviram os olhos. ― Vocês querem ser soltos e ir continuarem o que estavam fazendo antes de eu aparecer? ― Pergunta com falsa animação.

― É claro! ― Tiger se anima e Gold se mantém quieto. Ele sabia bem que o que viria a seguir não seria fácil, então nem se animaria.

― Então, tragam-me de volta a Rainha Má. ― Bate algumas palminhas acompanhadas de sua irritante risada. ― Esse é o preço pela liberdade de vocês.

― Como você acha que faremos isso, estando presos aqui? ― Tiger pergunta, genuinamente confusa.

― Deem um jeito de contatar os seus amiguinhos na outra terra... ― E então some em sua fumaça vermelha de novo.

Notas finais
O que vocês dizem? Devolver a Rainha e garantir que a vitória contra Fiona aconteça ou buscar outro jeito de sair dessa enrascada sem precisar devolvê-la? Alguém mais percebeu que a Rainha está se apegando bastante ao Henry? Bem, esperamos que tenham curtido mais um capítulo de Recomeçar, e assim como não demoramos para voltar com esse, se tudo der certo, não demoraremos para voltar com outro. Ah, uma coisinha. Fizemos um trailer da fanfic aaahhhhhhhhh Aqui o link para vocês darem viwes jsefnjwenfe: https://www.youtube.com/watch?v=_pWUD3jB0fE&feature=youtu.be Até o próximo!