Notas iniciais
Oi, gente! Voltamos.... Sim, depois de 9 meses conseguimos postar mais um capítulo. Pedimos desculpas, mas infelizmente estava tudo tão corrido, que não teve como ter sido postado antes. Mas esperamos que a partir de agora as atualizações sejam mais rápidas e que esse capítulo compense a nossa demora. OBS: haverá partes em itálico em determinada cena. Estão assim porque estão representando o passado. Obrigada a todo o apoio que recebemos mesmo sem atualização e os comentários. Esperamos que gostem desse capítulo. Se quiserem saber de spoiler nos sigam no twitter: @featherishope e @sidneymills Playlists da história estará nas notas finais. Boa leitura!

Ao som de I just can’t help believing – Elvis Presley, Emma guiava o carro de Regina Mills pela estrada escura e vazia que dava para a saída de Storybrooke. A loira ainda não tinha contado para onde estavam indo, então Regina estava atenta a cada detalhe da estrada para tentar descobrir antes de chegarem. No entanto, não estava tendo muito sucesso, visto que o caminho estava escuro.

― Parece que o Henry esteve por aqui... ― Emma comenta divertida, balançando-se no ritmo da música.

― Ele realmente esteve, enquanto você estava com sua mãe. Sob protestos meu, ele veio fazer uma limpeza. ― Passa os dedos sobre o porta-luvas e sente a superfície ainda úmida do produto que ele usou para limpar. O carro estava parado há algum tempo e realmente precisava de uma limpeza. ― Disse que não poderíamos sair com ele sujo. ― Balança a cabeça negativamente, mas sorrindo.

― O garoto aprendeu direitinho... ― Swan diz, referindo-se as tantas vezes que desceu para a garagem do prédio para passar um pano no carro antes de sair à noite com Regina ou com os dois.

When she's lying close beside me – Quando ela está deitada pertinho ao meu lado

And my heart beats with the rhythm of her sighs – E meu coração bate no ritmo da sua respiração

This time the girl is gonna stay – Dessa vez a garota irá ficar

This time the girl is gonna stay – Dessa vez a garota irá ficar

For more than just a day – Por mais que um dia

― Parece que alguém está apaixonado... ― Mills comenta ao prestar atenção na letra da música.

― E de coração partido... ― Emma acrescenta em um tom triste. ― Além da Violet não se lembrar dele, ele a viu com outro garoto. Aquele que o incriminou de roubar doces, você lembra? ― A morena assente.

― Nicholas Zimmer... ― Murmura entredentes. ― Ainda bem que eu era bastante temida naquela época e todos acreditavam piamente em tudo que eu dizia. ― Balança a cabeça negativamente e respira fundo. ― Henry jamais roubaria qualquer coisa de qualquer lugar. ― Murmura em tom de obviedade.

― Você não é mais temida? ― Swan a questiona em um falso tom sério, sem encará-la. Se o fizesse, cairia na risada.

― Não, eu não sou. Sou apenas respeitada. ― Responde mais baixo, cruzando os braços.

― Se você está dizendo... ― Fala com ironia e recebe um olhar estreito de Regina. ― Bem, chegamos... ― Desliga o carro e tira o cinto de segurança.

― Essa conversa toda era para me distrair e eu não perceber para onde estava me levando? ― Olha ao redor rapidamente enquanto retira o cinto de segurança, mas não enxerga muito devido a escuridão do local.

― Não, mas serviu bem. ― Curva-se em direção a morena, toca seu rosto delicadamente e beija seus lábios com suavidade. As bocas deslizam vagarosamente uma sob a outra, as cabeças se movem em direções opostas, igualmente vagarosas, as pontas dos narizes se esbarram em meio aos movimentos, as respirações quentes se misturam e as línguas se tocam com timidez, causando leves arrepios nas mulheres e deixando seus corações acelerados. Quando a necessidade de ar se faz necessária, elas encerram o ato com selinhos. ― Sempre fazíamos isso antes de descermos do carro, quando estávamos indo para algum encontro, lembra? ― Pergunta baixinho, com os lábios quase colados nos dá outra. Regina assente e lhe beija mais uma vez. Quando se afastam, Mills se estica para pegar a bolsa no banco de trás. Ao alcançá-la, abra a porta para descer do veículo.

― Que lugar é esse, Emma? ― Questiona de cenho franzido, olhando ao redor e buscando na memória se conhecia o lugar. ― Ainda estamos em Storybrooke? ― A loira dá uma gargalhada e o som faz o coração de Regina bater mais rápido. Aquele som lhe trazia paz.

― Eu sei que você esperava um restaurante muito chique e fora de Storybrooke, mas eu vi que em alguns livros...

― Quando você leu livros? ― Interrompe-a com um falso tom de surpresa e agora é a vez de Emma estreitar os olhos para ela.

― Bem, eu li na internet que em alguns livros os encontros românticos acontecem em lugares como esse... ― Aponta para o que parece ser um galpão abandonado no meio do nada. ― E que esse tipo de coisa é clichê. Então percebi que vivemos poucos clichês e gostaria de viver mais esse com você... ― Dá a volta no carro e a abraça pela cintura.

― Isso foi clichê... ― As duas sorriem e se beijam. Ao tocar seus lábios com os de Regina, Emma a sente tensa.

― Você está nervosa? ― Toca em sua mão e a sente fria, confirmando a sua percepção ao beijá-la.

― Você não está? ― Pergunta retoricamente. Apesar de parecer tranquila, Regina estava nervosa e ansiosa. Seria o primeiro encontro delas sendo elas mesmas, sem vidas falsas, sem memórias falsas, sem mentiras. Tinha medo do que poderia acontecer até o fim da noite. Tudo poderia dar certo, mas também poderia dar errado. ― Tudo isso está me fazendo lembrar de quando estávamos em Tallahassee e não lembrávamos de quem éramos de verdade. Mas as coisas mudaram. Não estamos mais em Tallahassee e não temos mais memórias falsas... E se dessa vez não der certo, como deu antes? Se percebermos que...

― Ei, vai dar tudo certo, ok? ― Fala com a voz mansa, interrompendo-a e encosta sua testa na dela. ― Conseguimos chegar até aqui, não conseguimos? ― A morena balança a cabeça afirmativamente. ― Já deu certo... ― Sorri e beija seus lábios carinhosamente. ― Nada mudou, Regina... Ter as minhas memórias de volta não mudou meus sentimentos, meus pensamentos e minhas vontades sobre você... ― Diz em um tom firme para que não haja brecha para dúvidas por parte da outra. ― Já passamos dessa fase de ter medo se daremos certo devido ao nosso passado e ser quem somos...

― Você tem razão, desculpa...

― Shh... ― Beija seus lábios mais uma vez. ― Vamos entrar... ― Swan segura sua mão e a puxa em direção ao galpão. Ao subirem uma pequena escada de madeira, Emma tira a chave do bolso do seu sobretudo e destranca o portão.

― Como você conseguiu achar esse lugar? Não estamos invadindo a propriedade de alguém, estamos? ― Emma dá uma gargalhada.

― Michael Tillman me devia uma, então... ― Dá de ombros. ― Espero que você goste...

Com a ajuda do corpo, Emma empurra o portão emperrado até a parede, acende a luz, pede a mão de Regina e a leva para dentro.

Ao entrar completamente no local, os castanhos brilhantes de Regina Mills fazem uma completa varredura e logo encontram uma trilha de pétalas de rosas vermelhas e brancas e velas decorativas perfumadas no chão de tábua, que levava até uma mesa no andar de cima, no fim do galpão, decorada por uma toalha branca e um vaso com uma única orquídea rosa, a flor da sedução e sensualidade, mas também, do romantismo, carinho e amor. Ao redor da mesa, quatro estacas penduravam um cordão com pequenas luzes amarelas e algumas fotos delas. Emma tinha abusado mesmo do clichê, mas ela não estava reclamando.

― Então...? ― Swan pergunta, apreensiva, embora suspeitasse de que Regina iria gostar de qualquer coisa que fizesse.

― Emma, isso é... ― Seu comentário é interrompido pela emoção que lhe acomete. Ela dá uma volta pela mesa e sorri quando seus olhos encontram um pequeno bilhete colado ao vaso da flor. “Para a mulher mais feliz e sortuda de Tallahassee.” ― Eu não tenho nem palavras para descrever o quanto isso tudo está... ― Interrompe sua fala em busca do adjetivo perfeito. ― Lindo! ― Solta a primeira palavra que vem na mente. ― Tudo está incrível... ― Emma dá um suspiro aliviado. ― Como você conseguiu arrumar tudo isso tão rápido?

― Não foi tão difícil com a ajuda de Ruby e Zelena... ― Diz, deixando a outra surpresa com a última pessoa.

― Zelena também te ajudou? ― A loira assente com animação.

― Nós falamos algumas vezes sobre você... ― Emma revela, pegando Regina de surpresa mais uma vez. ― Está bastante animada que vai te ajudar com a torta para o aniversário do Henry.

― Por falar nisso...

― Regina, eu ajudei o Henry nessa ideia de chamar a Zelena para te ajudar... ― Confessa, interrompendo-a, aproveitando a oportunidade de terem tocado no assunto. Tinha passado o dia todo pensando na bronca que Henry levou em algum momento e não achava justo apenas ele ter levado a culpa por algo que também ajudou a planejar e permitiu acontecer. Só não havia dito nada na hora em que aconteceu porque preferia conversar a sós com ela, o que pretendia fazer quando chegassem no quarto, mas como saiu para encontrar Mary Margaret e depois para organizar o encontro, ficou sem tempo. ― Eu não esperava que ele fosse fazer como fez, pensei que fosse amadurecer mais a ideia, mas o apoiei quando ele disse que queria fazer algo para ajudar a unir vocês duas, uma operação, e o ajudei a planejar algo.

― Emma...

― Você ficou chateada e tem todo o direito de ficar, mas não fique só com ele, ok? Não é justo. Eu também mereço a repreensão. ― Baixa a cabeça, envergonhada.

― Sim, eu fiquei chateada com o que vocês fizeram, mas não foi só por ele ter falado com ela sem falar comigo antes. Na verdade, isso é o de menos... ― Dá de ombros. ― Mas porque já temos problemas demais para resolvermos. Imagina se Zelena vê a Rainha e de alguma forma isso chega até Fiona?

― Eu não tinha pensado nisso... ― Arregala os olhos e passa os dedos na testa, em um claro sinal de nervosismo.

― Ainda bem que pedimos quartos separados... ― Fala em um tom descontraído, para tranquilizar a loira. Não estava preocupada com a possibilidade de Zelena ver a Rainha porque já tinha a solução para o problema no segundo seguinte ao convite de Henry. Só estava falando aquilo para Emma ser mais cautelosa e evitar que coisas semelhantes acontecessem futuramente.

― É, agora eu agradeço por isso... ― Diz aliviada e as duas sorriem. ― Desculpa, nós vimos como você estava triste por não poder estar com sua irmã e achamos que seria uma boa ideia tentar ajudar a unir vocês duas, assim como estou fazendo com a minha mãe. Tudo que fizemos foi na melhor das intenções e não pensamos nas consequências... ― Aproxima-se dela e a segura pela cintura, unindo seus corpos. ― Você pode nos perdoar?

― Eu não estou mais chateada, ainda mais depois disso... ― Aponta para a organização ao redor das duas. ― Vocês já estão perdoados, só não façam mais isso, por favor... ― Emma assente. ― Não sem antes falar comigo...

― Sim senhora! ― Swan faz graça e as duas se beijam rapidamente. ― Agora, vamos comer. Eu estou com fome.

― Estamos!

As mulheres se soltam e Emma logo corre para afastar a cadeira da mesa para Regina se sentar.

― Eu estou curiosa... ― A morena olha ao redor e franze o cenho. ― Onde está a comida? ― Toca no queixo.

― O que você acha que tem embaixo daquele pano? ― Aponta para uma mesa encostada na parede, coberta por um pano branco.

― Eu pensei que estivesse apenas escondendo alguma bagunça. ― Comenta surpresa.

Emma se aproxima rapidamente da mesa coberta, retira o pano que a cobria e leva os dois pratos prontos até a mesa das duas. Havia encomendado pouco antes de chegar no Granny’s para se arrumar e pediu para Ruby receber o entregador e levar até o galpão. Quando as duas chegaram ao local, fazia cerca de dez minutos que Ruby tinha saído.

― Cogumelos recheados com queijo, tomilho, azeite e pão. ― Swan coloca os pratos em cima da mesa e volta para pegar o vinho. ― Para acompanhar, um Cabernet Sauvignon. ― Pega a garrafa do vinho e as duas taças e volta para a mesa.

― Hmm, comida Parisiense e vinho Bordalês... ― Diz animada, olhando para o prato e para a garrafa de vinho.

― Fiz uma boa escolha? ― Indaga apreensiva.

― Com toda certeza, meu amor. ― Sorri.

Ao ouvir a forma como a morena a chamou, foi a vez de Emma ficar levemente emocionada. Seu coração disparou e um sorriso brotou em seus lábios. Era a primeira vez que Regina a chamava dessa forma desde que recuperaram as memórias.

Emma toca na mão de Regina, ganhando sua atenção, e sorri para ela. Em seguida, a loira serve o vinho e as duas começam a comer.

― Eu li uma história bem legal sobre as rosas vermelhas... ― Emma fala, quebrando o silêncio e ganhando a atenção de Mills, que estava muito empolgada com a comida. ― Segundo o mito grego, Afrodite nasceu das espumas do mar, e essas espumas, que eram brancas, transformaram-se em rosas.

― Quando Adônis estava ferido e Afrodite foi ajudá-lo, um espinho a furou e o sangue se espalhou pelas rosas brancas, transformando-as em vermelha. ― Regina completa a história, surpreendendo Emma, que fica de boca aberta e causa risos na morena. ― O Henry não chegou a estudar mitologia grega, mas para ajudá-lo em um trabalho sobre deuses, eu precisei ler um pouco sobre o assunto, fiquei muito interessada e não parei de ler sobre, depois que ele terminou o trabalho. ― Esclarece, antes mesmo que a outra pergunte.

― E eu achando que iria te impressionar com a história... ― Fala em um falso tom de decepção. ― Mas eu é quem fiquei impressionada. ― Acrescenta, fazendo Mills sorrir. ― Então, o que mais você sabe sobre mitologia grega?

As mulheres prosseguem com a conversa de forma animada até terminarem o jantar. Emma junta os pratos e as taças vazias e leva de volta para a mesa ao fundo, cobre novamente com o pano branco e volta para perto de Regina, contudo, em vez de se sentar, ela estende a mão para Regina.

― Aceita uma dança? ― Entre sorrisos, Regina segura sua mão e se levanta. Então, Emma puxa o celular do bolso, coloca a música que se separou para tocar, deixa o celular em cima da mesa, traz o corpo de Regina para mais perto do seu e ambas começam a se mover no ritmo da música.

The closer I get to you ― Quanto mais perto chego de você

The more you'll make me see ­― Mais você me faz ver

By giving me all you've got ― Ao me dar tudo que você conseguiu

Your love has captured me ― O seu amor me capturou

Regina deita a cabeça no ombro de Emma e fecha os olhos. Swan a aperta mais em seus braços e beija carinhosamente sua cabeça.

Over and over again ― De novo e de novo

I'll try to tell myself that we ― Eu vou tentar dizer a mim mesmo que nós

Could never be more than friends ― Nunca poderíamos ser mais que amigos

And all the while inside ― E todo esse tempo lá dentro

I knew it was real ― Eu sabia que era real

The way you make me feel ― O jeito que você me faz sentir

― Sinto falta de quando vivíamos momentos como esse em Tallahassee... ― Regina fala baixinho, ainda com a cabeça apoiada no ombro de Emma.

― Você se lembra daquela vez que fomos ao Shula's 347 Grill e eles simplesmente deram nossas reservas para uns políticos? ― Mills levanta a cabeça e a balança afirmativamente. ― Tenho vontade de processar até hoje. ― Diz, levemente irritada. ― Como se já não bastasse o estresse com o restaurante, o entregador nos fez esperar por duas horas e nem apareceu. ― Balança a cabeça negativamente.

― Aquela foi uma noite estressante. ― Swan assente. ― Acho que o universo queria que fizéssemos nossas próprias comidas e ficássemos em casa. ― Sorri. ― Mas eu não gosto de lembrar dessa parte. ― Faz uma careta e balança a cabeça negativamente. ― Gosto da parte em que você resolveu me ajudar na cozinha e terminamos no banheiro, completamente sujas de farinha e manteiga e dando banho uma na outra. ― Emma dá uma gargalhada e Regina a acompanha.

― Eu gosto mais da parte em que você me sentou no chão, entre suas pernas, penteou o meu cabelo todo embaraçado e nós terminamos nuas, rolando no chão e se amando. ― Fala com malícia, olhando profundamente para os castanhos brilhantes. ― Se dedo fizesse filho, nós teríamos feito um irmão para o Henry naquela noite. ― Acrescenta, deixando a morena vermelha de vergonha. ― Gosto quando falo sacanagem e você fica envergonhada. ― Beija seus lábios.

Regina volta a deitar a cabeça no ombro da loira e as duas voltam a apreciar a música, que já estava no fim.

― Alguma vez você imaginou que um dia estaríamos assim? ― Regina levanta a cabeça novamente. ― Casadas, tendo encontros românticos, relembrando momentos de carinho...

― Falando safadezas uma para a outra... ― Swan acrescenta divertida, fazendo a morena sorrir. ― Bem, eu estaria mentindo se dissesse que não imaginei. ― Faz graça e Regina arqueia a sobrancelha e semicerra os olhos. ― Porém, eu entendi o que você quis dizer, e não. Nunca imaginei que um dia estaríamos assim...

A música acaba e Emma se solta do abraço para ir até a mesa, pegar o celular e escolher outra para que pudessem continuar dançando, porém Regina segura seu braço e a impede de se distanciar. Então, sem contestar, Emma volta a abraçá-la. Mas em vez de Mills voltar a abraçá-la também, ela leva suas mãos até o rosto de Swan e o acaricia. A loira fecha os olhos.

― Quando você chegou nessa cidade eu quase enlouqueci, com medo de perder o Henry, medo de que a maldição fosse quebrada e todos soubessem a verdade. ― Regina diz em um tom baixo e respira fundo. ― Todos os dias eu pensava em alguma forma de te atingir para afugentar você de Storybrooke. ― Fecha os olhos e respira fundo mais uma vez. ― Eu era capaz de fazer qualquer coisa para te ver longe dessa cidade. ― Lágrimas escorrem pelo seu rosto, mas ela não se importa em secá-las.

― Ei...

― Por favor, eu preciso terminar... ― Quase implora e Emma assente. ― Nós vivíamos brigando, machucando uma à outra, tentando destruir uma à outra... ― Balança a cabeça negativamente. ― Mais eu do que você, na verdade... ― Salienta em um tom triste.

― Mas as coisas mudaram, Regina... Não somos mais assim...

― Eu sei que não somos mais assim. Graças a Deus que não somos mais assim... ― Fala em um tom aliviado. ― Antes eu queria te matar por tentar tirar o Henry de mim e ser a pessoa que destruiria a minha maldição, hoje eu daria a vida por você, Emma... ― Toca o rosto dela e faz um breve carinho. Sua declaração faz a loira abrir um sorriso e os seus olhos marejarem. Não era nenhum “eu te amo”, mas ela ficava satisfeita. Era o jeito de Regina Mills de dizer que a amava. Ao menos por enquanto.

― Hoje nós nos apoiamos, nós salvamos uma à outra, protegemos uma à outra... ― Diz suavemente. Em seguida, segura a mão dela que ainda estava em seu rosto e a beija suavemente.

― Eu sei, mas eu preciso do seu perdão para conseguir seguir em frente. Eu preciso que me perdoe por tudo que te fiz... ― Segura a mão da loira e a leva até o seu peito. ― Me perdoa, Emma... Me perdoa por cada vez que te machuquei física e mentalmente, ou que tentei. Me perdoa por cada vez que eu atentei contra a tua vida. Me perdoa por cada mal que eu te fiz... ― As lágrimas voltam a descer pelo seu rosto e Emma se apressa para enxugá-las. ― Deus, eu quase te matei... ― Emma a puxa para um abraço e ela volta a deitar a cabeça em seu ombro. As mãos de Swan logo encontram um lugar em seus cabelos.

― É claro que eu te perdoo, Regina... ― Beija sua cabeça. ― Na verdade, eu já te perdoei há muito tempo, antes mesmo de perceber que estava apaixonada por você. ― Afasta-se um pouco, o suficiente para ver o seu rosto. ― Não é do meu perdão que você precisa mais, mas sim, do seu próprio... ― Toca em seu rosto e o acaricia. Mills fecha os olhos. ― Perdoe a si mesmo, Regina... ― Fala suavemente. ― Perdoe a si mesmo. ― E volta a abraçá-la.

As mulheres ficam abraçadas por algum tempo, em silêncio, aproveitando o contato uma da outra, até que Emma se afasta, pega na mão de Regina e a leva em direção as escadas.

― Para onde está me levando agora? ― Emma olha para trás, mas apenas sorri, deixando-a ainda mais curiosa.

Já no térreo, Swan leva a morena para debaixo da escada, solta sua mão e se afasta um pouco dela.

― O que tem aqui? ― Mills questiona confusa, sem enxergar nada por causa da falta de luz.

Ainda sem dizer uma palavra, Emma puxa o interruptor da lâmpada e logo o ambiente é iluminado, revelando mais à frente das duas, embaixo do piso do primeiro andar, uma cama improvisada no chão, coberta de mais pétalas de rosas.

― Emma... ― Murmura surpresa.

― Eu sei que você é uma Rainha e é um pouco mais refinada... ― Cita o que ela tinha lhe dito quando a pediu para abrir uma cerveja com os dentes, tempos atrás, antes de tudo acontecer, inclusive elas, e Regina sorri, lembrando. ― Mas, a Regina de Tallahassee era...

― Emma, está tudo perfeito! ― Interrompe-a e se aproxima mais dela. ― Não importa o lugar que estamos, contanto que você esteja comigo... ― Elas se olham por alguns segundos, até que Emma a puxa pela cintura e lhe beija calorosamente. À medida que a intensidade do beijo vai aumentando, Emma vai a empurrando para trás, até que Regina tropeça na cama improvisada e cai, levando Swan consigo. Elas caem entre risadas. Regina fica por baixo e Emma por cima. ― Eu não me importo se vamos estar em um quarto de hotel cinco estrelas ou... ― Ela olha ao redor. ― Ou no chão de um galpão abandonado. ― As duas sorriem. ― Se você estiver comigo, nada mais importa. ― Acaricia seu rosto.

― Eu te amo, Regina... ― De forma carinhosa, Swan coloca as mechas de seu cabelo para trás de sua orelha. ― Eu te amei antes de toda essa loucura de maldição acontecer, eu te amei em Tallahassee, e eu te amo agora... ― E sem esperar por uma resposta, ela abaixa a cabeça e lentamente toca os lábios da outra com os seus, dando início a um beijo terno, com apenas o mover vagaroso dos lábios.

De repente, Regina interrompe o contato. As mulheres ficam se olhando intensamente por alguns segundos, como se estivessem conversando apenas pelo olhar, e então sorriem.

― Eu também te amo, Emma... ― Declara-se também, pegando Emma de surpresa, principalmente por achar que nem tão cedo ela diria essas palavras, e fazendo as borboletas do amor de ambas se agitarem nas barrigas. Em seguida, volta a beijá-la, dessa vez, de forma mais intensa.

Lentamente, Emma afasta sua boca da de Regina e sob protestos sai de cima dela, saindo também da cama e ficando de pé. Seus verdes a admiram por alguns segundos, dos pés à cabeça. Sua ficha ainda não tinha caído de que iria dormir com Regina.

Emma retira os sapatos de salto alto dos delicados pés da outra e os joga para o canto do quarto, abre os botões e o zíper da calça social preta e lhe dá o mesmo destino dos sapatos, desabotoa os botões da blusa cor de vinho de cetim e logo ela faz companhia a calça e o calçado. Com apenas um conjunto de lingerie de renda na cor vermelha cobrindo o seu corpo, Regina Mills é mais uma vez observada dos pés à cabeça. Dessa vez, Emma demora na contemplação como se quisesse decorar cada parte do corpo da outra mulher. Regina sorri para ela e a puxa para cima de si novamente.

― Quando você começou a me evitar eu pensei que jamais voltaria a sentir teus lábios nos meus e teria a oportunidade de vivenciar esse momento com você... ― Emma sussurra, olhando fundo nos olhos castanhos. ― Tudo isso... A gente se beijando na escada de incêndio, você aceitando sair comigo no final de semana, o passeio incrível que tivemos hoje à noite, nós duas aqui, deitadas na sua cama, prontas para... ― Sorri e balança a cabeça negativamente. ― Não parece real, parece um sonho... Parece que eu estou tendo mais um dos meus sonhos... ― Sorri novamente e a outra lhe acompanha. Desde o dia em que Regina confessou seus sentimentos e lhe beijou, logo após terem tido uma leve discussão por causa de Will e o seu possível conhecimento sobre o casamento do homem, seus sonhos eram sempre os mesmos. Ela e Regina conversando sobre o que aconteceu, resolvendo-se e ficando juntas. Mas, parecia algo impossível de acontecer. Principalmente porque sempre que a procurava para conversarem, ela se esquivava. A morena estava mais escorregadia que peixe. Quando a encontrou por acaso nas escadas de incêndio e finalmente conseguiu conversar com ela, só faltou soltar fogos de artifícios, tamanha felicidade. Ela havia sonhado tanto com as duas se acertando, ficando juntas e com o que estavam prestes a fazer pela primeira vez, que agora que estava realmente acontecendo, que estavam oficialmente juntas, que tudo era real e não mais um sonho seu, não conseguia acreditar.

― Então eu vou te provar que é real... ― Regina rebate em um tom sensual, derrubando-a na cama e subindo em seu corpo. Em seguida, voltam a se beijar com ardor.

Em meio ao beijo que se torna cada vez mais intenso, as mãos sedentas de Regina apertam os braços fortes de Emma, causando leves gemidos na loira, e vão de encontro as suas costas, em busca do zíper de seu vestido de couro. Quando encontram o que queriam, ela não perde tempo em abri-lo e puxar a peça para que a sua dona o tire.

A contragosto, Swan quebra o contato dos seus lábios com os da outra e se levanta rapidamente para retirar a roupa. Porém, antes que o fizesse, Regina faz um sinal pedindo que pare e também se levanta.

― Eu quero fazer isso. ― A morena sussurra, causando arrepios na outra, que assente depressa.

― Eu senti falta disso... ― Emma confessa, fazendo a outra sorrir.

Regina se posiciona atrás de sua esposa e começa a beijar delicadamente cada parte já exposta das suas costas. Em companhia aos seus lábios, seus dedos também percorrem a pele nua, deixando sua dona ainda mais excitada. Após beijar cada parte já amostra, suas mãos seguram com força a peça de roupa e a empurra pelos ombros, para que ela passe os braços. Ao passar o vestido pelo antebraço, seus braços rodeiam a cintura de Emma e ela os segura e prende a si. Então, Regina apoia sua cabeça no ombro da loira e as bocas se encontram mais uma vez em um beijo suave, com apenas o mover vagaroso dos lábios. Contudo, o beijo logo se encerra, pois Regina se afasta e dá continuidade à ação de despir Swan. Com os braços da outra já fora do vestido, ela o força para baixo e logo Emma está totalmente livre dele, ficando apenas com sua lingerie vermelha. Então, Regina volta para trás de Emma, abraça-lhe pela cintura novamente e leva os lábios ao seu pescoço. Swan solta um gemido ao sentir o toque. A saudade dos toques delicados de Regina a deixavam mais sensível que o normal.

Os lábios de Regina Mills percorrem o pescoço de Emma Swan com avidez, deixando marcas vermelhas do seu batom por onde passam, e logo descem para o colo. Demoram-se ali por alguns segundos e logo dão continuidade na descida, até que chegam aos seios desnudos. Regina olha para Emma por alguns segundos só para ver a reação da mulher quando sua língua toca o bico e o rodeia com a boca. Com o toque quente, Emma fecha os olhos e segura nos cabelos negros, forçando-a mais para si. Enquanto um seio recebia a atenção dos lábios e língua da morena, o outro recebia a atenção da mão, com leves massagens e beliscões.

Após passar alguns minutos nos seios, seus lábios ainda vermelhos do batom carmim dão continuidade na exploração do corpo da outra e chegam até a barriga. Demoram-se ali por alguns segundos, deixando marcas em formato de beijo e rastros de saliva, até que chegam no ponto de prazer da loira. Ela suspira pesadamente. Porém, antes que a morena pudesse descer mais e fazer o que ela tanto ansiava, Swan a surpreende, puxando-a para cima novamente. Quando os olhos se conectam, observam-se intensamente por alguns segundos e logo os lábios se encontram mais uma vez naquela noite, dando início a um beijo ardente, ansioso, intenso. Os lábios se movem com voracidade um sob o outro e logo as línguas pedem passagem por eles para darem um toque especial ao momento. Regina geme baixinho ao sentir sua língua sendo tocada com urgência pela de Emma, que também geme, deleitada com as sensações que estava sentindo.

Então, as mulheres precisam de fôlego e o ato é finalizado com leves mordidas de Swan nos lábios carnudos de Mills, seguidas de selinhos. Elas permanecem na mesa posição. Corpos colados, rostos próximos, narizes se tocando, respirações dividindo o mesmo espaço, olhos conectados, as mãos de Regina no cabelo loiro e as mãos de Emma no travesseiro.

― Eu tenho tanta sorte de te conhecer, Regina Mills... ― Swan se declara num sussurro. ― Tenho a sorte de poder ficar ao teu lado... ― Tira uma das mãos do travesseiro e leva até os cabelos pretos, alisando-os carinhosamente. ― Tenho a sorte de poder te amar, de beijar a tua boca... ― Passa os dedos pelos lábios carnudos. ― De tirar a tua roupa... ― Desce a mão para o colo desnudo dela. ― De acordar ao teu lado... ― Lágrimas de emoção escorregam pelo rosto de ambas e os dedos logo se apressam para enxugá-las. ― Eu sou a mulher mais sortuda de Tallahassee. ― Finaliza a declaração unindo os seus lábios com os da outra em um beijo terno, demonstrando todo o amor que estava sentindo naquele momento.

Sob o lençol branco que cobria o colchão, Regina e Emma rolam entre beijos e carícias. Quando tornam a girar e Swan fica por cima, ela prende a outra, impedindo-a de continuar.

― Eu sei que eu já te disse todas essas coisas que eu irei dizer agora, mas eu preciso dizê-las novamente. ― Emma diz, deixando a outra curiosa e também confusa por não entender do que ela estava falando. ― Regina Mills, eu tenho tanta sorte de te conhecer... ― Começa e logo a outra sorri, entendendo finalmente do que ela estava falando e lembrando da primeira noite juntas que tiveram quando estavam em Tallahassee, sem memória. ― Tenho tanta sorte de poder ficar ao teu lado... ― Sorri. ― Tenho a sorte de poder te amar, de beijar a tua boca... ― Abaixa-se um pouco e a beija carinhosamente. ― Sorte de tirar a tua roupa... ― Sussurra de forma sensual e dá uma piscadela. Regina sorri. ― Tenho sorte de acordar ao teu lado... ― Encosta o rosto no da morena e fecha os olhos. Mills faz o mesmo. ― Eu sou a mulher mais sortuda de Storybrooke, da Floresta Encantada, de Tallahassee, do mundo inteiro, por ter você ao meu lado. ― Sussurra e beija sua bochecha, seu maxilar, seu queixo, e então a sua boca.

Os lábios se movem vagarosamente, preguiçosos, como se fosse a primeira vez que estivessem se encontrando e se encaixam perfeitamente um no outro. Então, Emma abre um pouco mais a boca e aprofunda o contato, tornando-o mais intenso, mais urgente. As línguas reclamam seus espaços e logo estão em uma saudável disputa por dominância, causando arrepios em suas donas quando se tocam. As mãos de Regina se perdem pelos cachos loiros e a de Emma em sua nuca, segurando-a levemente.

Após incontáveis minutos deleitando-se nos lábios carnudos de Regina, Emma desce para o seu pescoço, uma de suas áreas preferidas para beijar, e se demora por ali, matando a saudade, beijando, mordiscando e chupando a pele macia e cheirosa. Mills solta alguns gemidos e a loira sorrir.

Então, ela desce um pouco mais e chega em seu colo desnudo, distribui beijos por toda a parte e chega aos cheios, preenche um com a mão livre e o outro com a boca. Sua mão o massageia com toques precisos e movimentos longos e sua boca o chupa com lentidão e intensidade, às vezes rodeando a auréola com sua língua úmida. Regina geme manhosa.

Satisfeita, a loira segue a exploração pelo corpo de sua esposa, fazendo um caminho repleto de chupadas, mordiscadas e lambidas por todo o torso. Ensandecida de prazer, Regina leva as mãos aos cachos já desalinhados de Emma e a empurra para baixo, ao mesmo tempo que abre suas pernas, indicando o que estava precisando no momento. Entendendo o recado, Swan não perde tempo em se acomodar entre as coxas grossas da morena. Seus lábios tocam a parte interna com beijos suaves e suas mãos as apertam com vontade, deixando marcas.

Em seguida, Emma segue para o meio das pernas da morena e sua boca logo é preenchida com a intimidade molhada da outra. Ela solta um gemido ao sentir o seu sabor e a umidade do lugar. Era por ela e para ela que Regina estava molhada daquele jeito. Saber disso a deixava ainda mais excitada.

Com a língua, a loira brinca com o clitóris e Regina solta um gemido rouco. Então, Emma faz movimentos circulares ao redor do nervo inchado e alterna entre lambidas e intensas chupadas em toda a intimidade e a morena se contorce, querendo fechar suas pernas. Contudo, Emma as rodeias com os braços e a força a mantê-las abertas para si.

Louca com o prazer que estava sentindo, Regina começa a rebolar na boca de Emma e a loira aumenta a velocidade de sua língua nas lambidas e chupadas, e começa a enfiar a língua em sua entrada.

Sentindo uma necessidade de se conectar ainda mais com a esposa, Emma solta uma das pernas da morena e busca sua mão pelo colchão, logo a encontrando e a entrelaçando com a sua. Ato contínuo, Swan busca seu olhar e logo os verdes se conectam com os castanhos, dando início a uma conversa silenciosa.

Querendo sentir seus lábios unidos aos de Regina mais uma vez, Emma abandona a intimidade da morena e sobe pelo seu corpo, beijando cada parte possível, até chegar à boca. Ela morde e puxa devagar o lábio inferior e a beija com afinco. As mãos entrelaçadas são rapidamente separadas e vão de encontro aos corpos, onde traçam um gostoso caminho até as intimidades. As mulheres gemem com os toques.

Ao mesmo tempo, os dedos de ambas começam uma leve masturbação com toques circulares e de vai e vem, mas logo a excitação faz com que se tornem intensos e rápidos. Regina inverte as posições para ficar no comando e dar mais prazer para a outra, mas logo Swan se senta com ela em seu colo, indicando o que queria e, entendendo o que era, Regina começa a cavalgar em seus dedos.

― Eu estava com saudades de sentir o teu corpo colado ao meu. ― Emma sussurra ofegante, olhando para os corpos suados e unidos.

Regina intensifica seus movimentos de sobe e desce e o barulho das suas coxas se chocando com as de Emma se mistura aos gemidos de ambas, que são cada vez mais altos. Os lábios se chocam com violência em um beijo desesperado, necessitado, e os corpos se esfregam, suados, quentes, cheios de luxúria. Quando as bocas se afastam, os verdes de Emma são atraídos para os seios de Mills e ela se vê convidada a prová-los mais uma vez. Ao sentir o toque da língua quente da loira em seus seios, Mills arqueia as costas e crava suas unhas nos ombros de Swan.

Após alguns minutos nessa posição, Emma volta a deitar Regina no colchão, posiciona-se entre suas pernas e continua com a penetração na intimidade de Mills, ao mesmo tempo que se esfrega em sua coxa, deixando a região extremamente molhada com sua excitação. As mãos da morena encontram um lugar nas costas de Swan e as unhas começam a deixar vergões vermelhos em sua pele branca à medida que a velocidade dos dedos de Emma aumentam em seu interior.

Os corpos suados tremem de prazer, os seios se tocam em meio aos movimentos dos corpos, os gemidos abafados preenchem o ambiente, as bocas se encontram em beijos calorosos e as pupilas dilatadas se observam com luxúria. Uma onda de calor toma ambos os corpos e as mulheres gemem juntas.

Regina segura na cintura da outra e a instiga a se esfregar ainda mais em sua coxa, logo Swan intensifica seus movimentos de vai e vem. Em seguida, a morena leva suas mãos para os seios dela e os massageia vagarosamente, fazendo a outra gemer em sua boca. Quando o polegar de Emma toca no ponto mais sensível da intimidade de Mills, ela fecha os olhos, aperta o lençol, morde os lábios com força e tomba a cabeça para trás. Havia chegado ao ápice do prazer. Emma logo a acompanha ao assisti-la estremecer de prazer em seus braços.

Aos poucos Emma vai diminuindo a velocidade das penetrações e de seus movimentos de vai e vem na coxa de Regina, até que para completamente e se deita sob o corpo da outra. Os braços de Mills logo lhe rodeiam e suas bocas se encontram em um beijo preguiçoso por alguns segundos. Então, Swan deita a cabeça no ombro de sua esposa e os dedos de Mills logo se perdem em seus cabelos assanhados e molhados de suor. Minutos depois, vencidas pelo cansaço, elas adormecem.

•§•

― Você precisa experimentar, é delicioso! ― Henry fala com euforia. Estavam conversando sobre as comidas e bebidas do mundo sem magia, e ele falava sobre a sua bebida favorita. Chocolate quente com canela e chantili. Enquanto conversavam, jogavam um dos jogos preferidos dele, The Legend of Zelda. ― É a minha bebida favorita, e da minha mãe Emma também.

― Ok, agora você me deixou curiosa. ― A Rainha dá pausa no jogo e solta o controle em cima da mesa de centro. ― Eu quero provar esse tal chocolate quente com canela e chantili. ― Se era a bebida favorita da sua princesa, ela queria provar.

― Eu vou buscar lá na Granny. ― Fala com animação, jogando o controle em cima do sofá e se levantando com tudo, esquecendo completamente que estava com o pé e o ombro machucados e que movimentos bruscos magoavam os ferimentos. ― Ai! ― Leva a mão ao pé e depois ao ombro.

― Devagar, Henry, ou não é para a lanchonete que você vai. ― Repreende-o, balançando a cabeça negativamente. ― Tudo certo por aí? ― Pergunta com preocupação, aproximando-se dele para ver se tinha sangrado ou soltado alguma coisa.

― Está tudo bem, foi só uma fisgada. ― Tranquiliza-a. ― Eu vou buscar os nossos chocolates quentes. ― Levanta-se mais uma vez, dessa vez mais devagar. ― Enquanto eu vou lá embaixo, pode trocar o jogo por PAC-MAN.

― Agora estamos conversando, garoto. ― Fala com animação e Henry ri. PAC-MAN era o seu jogo preferido e o único que conseguia derrotá-lo.

― Volto logo. ― O garoto pega a muleta encostada no estofado e caminha lentamente em direção a porta.

Ao chegar no andar de baixo, olhos azuis o perseguem até ele chegar no balcão e se sentar em um dos bancos.

― Ei, garoto! ― Kelly o saúda com animação. ― O que vai querer? O de sempre? ― Puxa o caderninho do bolso do avental e a caneta pendurada na blusa verde.

― Dois chocolates quentes com muita canela e chantili.

― É para já! ― Ela anota o pedido e segue para a cozinha.

― Capricha na canela e no chantili, por favor. ― Ele grita na esperança de que a mulher escute e segundos depois escuta uma risada, dando-lhe a certeza de seu pedido foi ouvido. Ele se apoia no balcão e puxa o celular do bolso.

― Ei, garoto! ― O dono do par de olhos azuis que lhe seguia minutos atrás se senta ao seu lado.

― Ei, Gancho! ― O jovem Mills guarda o celular novamente se vira para o homem.

― Como está o seu braço e o tornozelo? ― Henry faz uma careta e Killian entende a resposta. ― É uma pena que você não pode tomar o melhor remédio para dor. ― Tira o cantil do bolso da jaqueta e lhe mostra rapidamente. Henry sorri e ele lhe acompanha.

― Seus pedidos, garoto. ― Kelly coloca as duas xícaras de chocolate quente em cima do balcão. ― Vai querer mais alguma coisa?

― Não, só isso mesmo. ― Ele pega as duas xícaras e se prepara para se levantar e ir embora. Mas ao sentir o cheiro da canela entrar em suas narinas, ele volta atrás, colocando as xícaras no balcão de novo. ― Pensando bem, eu vou querer mais uma para ficar no lugar da que eu vou tomar agora. ― Sorri.

― Tudo bem! ― Pega o caderninho e adiciona o novo pedido do garoto. ― Você vai querer alguma coisa? ― A ruiva pergunta para Killian.

― Estou bem servido. ― Mostra o cantil para a mulher e ela assente, logo seguindo para a cozinha mais uma vez. ― Então... Como está a Rainha? Ela está se adaptando? ― O celular no bolso de Henry vibra e ele tira momentaneamente sua atenção do homem em sua frente para pegá-lo no bolso e verificar se são suas mãos lhe perguntando alguma coisa. Nesse momento, munido de coragem e sabendo que estava sendo observado de longe, Jones derrama o que tem dentro do seu cantil no chocolate quente do jovem.

― Está sim. ― Ele responde animado, logo após ver que era apenas uma notificação de jogo e guardar o celular. ― Tem muita coisa que ela não conhece ainda, mas estou cuidando para que conheça. ― Dá um longo gole em seu chocolate quente e quando engole por completo a bebida, coloca a xícara de volta no balcão e fica em silêncio, olhando para frente com um ar confuso.

― Henry? ― Killian o chama, preocupado com o seu silêncio.

― Desculpa, eu conheço você?

Notas finais
Sobre a lenda das rosas vermelhas, vocês podem ler mais sobre aqui: https://peppertouch.wordpress.com/2009/05/15/simbologia-da-rosa/ Sobre a declaração da Emma para a Regina, sobre ela ter sorte de tê-la ao dela, foi inspirada em uma música chamada "Sorte" que pode ser encontrada na playlist da fanfic. Playlist: https://open.spotify.com/playlist/4XlNjtbuQPG584NLxKybXW?si=KqnHfB9WQUShyqd0D8yTeg As partes em itálico no hot? Bem, é um flashback da primeira vez delas em Tallahassee. Soltamos a bomba e corremos kkkkkkkkk Até mais!