Recomeçar
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Após ouvir todo o relato de Tiger Lily, Rumple fica pensativo. Tinha sido pego de surpresa com toda a história de ter nascido para ser Salvador e ter a missão de matar sua própria mãe, de ter tido o destino cortado por ela, de saber que ela tinha planos de banir todas as crianças para uma Terra sem magia por sua causa e por saber que para o seu pai, ele tinha sido o culpado pela suposta morte da mãe.
A raiva que sentia pela mulher havia crescido ainda mais, ao saber que por causa de suas ações ele foi culpado por algo que não cometeu e como consequência, não teve o amor do seu pai e foi abandonado.
― Para conseguirmos derrotar Fiona, precisamos recuperar a minha varinha. ― Tiger diz, quebrando o silêncio.
― E você sabe onde ela está? ― Belle pergunta e a Indígena faz uma careta.
― Eu tenho alguns palpites... ― Responde com incerteza e French assente.
― Ao amanhecer vamos nos reunir com os outros para deixá-los a par da situação e partiremos em busca da sua varinha logo após. ― Rumple murmura, finalmente se pronunciando após seu longo período pensativo. Tiger e Belle assente e as duas se levantam ao mesmo tempo.
― Você tem onde dormir? ― French indaga, seguindo a Indígena pela loja.
― Eu falei com Killian Jones para ficar por lá enquanto eu estiver na cidade. ― A mulher assente e se apressa para passar em sua frente e abrir a porta. ― Encontramo-nos ao amanhecer? ― Pergunta para Rumple e o homem confirma com um menear positivo. Então, ao botar o pé fora da loja de Antiguidades e aparecer na rua, algo lhe atinge em cheio no braço, fazendo-a ser jogada na parede com o impacto. ― O que... ― Com pressa, Belle e Gold puxam a mulher para dentro novamente e antes de a porta ser fechada, o homem consegue ver os olhos irados de sua mãe do outro lado da rua.
― Acho melhor você ficar por aqui essa noite. ― Rumple sugere e a Indígena assente sem contestar.
― O que foi que me atingiu? ― Passa o dedo lentamente no ferimento e faz uma careta de dor.
― Fiona tentou matar você com uma arma de fogo. ― Tiger franze o cenho, não entendendo a explicação de Gold. ― Ela usou uma arma humana que faz um grande estrago. ― Esclarece ao ver a expressão confusa dela. ― Belle, ajude-a com o machucado, por favor, enquanto eu garanto que ninguém entre nessa loja durante a noite. ― A mulher assente e leva a Indígena para a parte de trás da loja, onde eles estavam antes.
Do outro lado da rua, Fiona trincava os dentes de tanta raiva que estava sentindo por não ter conseguido acertar corretamente o alvo.
Sabendo que não conseguiria mais nada e permanecer ali, esperando a aparição de qualquer um, seria perda de tempo, a mulher faz o seu caminho de volta para a Prefeitura. Ao se trancar na sala e guardar a arma, pega o livro novamente. Estava decidida a dar início ao processo de unir tudo que precisaria para poder lançar seu feitiço em algumas semanas.
O plano de Fiona, assim como um dia foi o de Zelena, era de voltar no tempo, porém com intenções bem diferentes. Enquanto Zelena queria impedir o nascimento da irmã e assim ficar em seu lugar, seu propósito era de mudar toda a sua história desde o nascimento de Rumple, para que, ao cortar o destino do seu filho, não perder sua varinha e não ser banida para outro mundo e ficar presa lá. Para isso, mataria Tiger Lily e também a Fada Azul e roubaria todo o seu poder para se tornar a Fada mais poderosa de todas.
•§•
Aos primeiros raios de sol, Belle agradece por finalmente ter amanhecido e se levanta da cama. Havia sonhado com Gideon e o aperto no peito não lhe deixou pegar no sono novamente. Estava preocupada e precisava com urgência ver o seu filho.
Não conseguindo se conter de ansiedade, ela começa a andar de um lado para o outro, desejando que Rumple desperte logo.
― Belle? Você está bem? ― Gold pergunta preocupado assim que abre os olhos e ver a inquietude da mulher. Havia despertado ao ouvir passos apressados no cômodo.
― Eu quero ver o Gideon. ― Responde com clara ansiedade. O homem se apoia nos cotovelos, direciona seu olhar para Tiger Lily dormindo tranquilamente no chão e volta a atenção para ela. ― Nós deixamos um bilhete avisando onde estamos. ― Fala, entendendo o que ele quis dizer.
― Está lembrada que não podemos nos aproximar, apenas olhar de longe, não é?
― Sim, eu só quero ver o meu filho. ― Rumple assente e também se levanta da cama.
Após fazerem a higiene matinal, tomarem um rápido café e trocarem as roupas, French escreve um pequeno recado para Tiger Lily e os dois saem apressados da Loja de Antiguidades.
Alguns minutos depois e eles chegam em frente ao convento, rodeiam a grande construção tomando todo o cuidado possível para não serem vistos, andam por alguns metros e então conseguem ver Gideon com uma enorme espada na mão, lutando com um homem. Ele estava treinando.
Emocionada por ver o filho tão grande, assim como da outra vez, Belle começa a chorar e Rumple se apressa em lhe abraçar para consolá-la. Ele sabia o quanto estava sendo doloroso para a sua amada ver o filho adulto e não ter podido vê-lo crescer e cuidar dele. Gold não via a hora de poder derrotar a Fada Negra e poder ter o seu filho por perto novamente. Estava sendo dolorido ver a sua amada sofrer e não poder fazer nada.
De repente, Gideon para com o treinamento, logo após colocar o seu oponente no chão com facilidade, e segundos depois Fiona aparece. French se recompõe e os dois chegam um pouco mais perto para tentar escutar alguma coisa.
― Muito bem! ― A mulher diz em um tom orgulhoso e bate algumas palmas. ― Vejo que está indo muito bem no treinamento. Seu desempenho está cada dia melhor. ― Elogia-o e ele faz uma reverencia à mulher em forma de agradecimento. ― Está preparado para a sua missão?
Ao ouvir a pergunta, Rumple fica ainda mais atento.
― A Salvadora não terá chance alguma, senhora. ― Responde com firmeza, passando a mão pela lâmina da espada.
― É assim que eu gosto de ouvir! ― Fala com orgulho, batendo no ombro do rapaz. ― Em breve você colocará em prática tudo que tem aprendido.
Fiona sai do meio do pátio e se senta em uma cadeira mais no canto para assistir os treinos de Gideon com o homem.
― Vamos, Belle! Precisamos buscar Tiger Lily e nos reunirmos com os outros. ― A mulher assente e os dois saem rapidamente da propriedade do convento.
•§•
Com extrema preguiça, Emma se espreguiça e se levanta da cama, cutuca Henry que se cobre por completo para tentar voltar a dormir e o avisa que vai até a lanchonete para comprar o café-da-manhã. Após um rápido papo com Ruby, Kelly e Dorothy, com quatro pacotes em mãos, Emma sobe as escadas que dá para os quartos, chama Henry em seu quarto e seguem para o quarto de Regina.
― Espero que não tenham se atacado durante a noite e estejam na paz. ― Swan comenta antes de abrir a porta e Henry gargalha. Ao entrarem no cômodo, os dois encontram as duas mulheres sentadas no sofá, aparentemente conversando. ― Bom dia! ― A loira deseja gentilmente. ― Trouxe nosso café-da-manhã. ― Balança as sacolas e as coloca em cima da mesa.
― Bom dia, princesa! ― A Rainha lhe responde com um grande sorriso e os olhos brilhando. Regina revira os olhos e respira fundo. Iria precisar de muita paciência para aturar sua versão apaixonada por sua esposa. Como se já não bastasse todos os problemas que ainda irão enfrentar quando quebrarem a maldição e todos souberem delas duas.
― Tudo bem por aqui? ― A loira pergunta, aproximando-se da esposa, sentando-se ao seu lado e, sem se importar com nada, beijando-lhe os lábios rapidamente, como sempre faziam quando estavam em Tallahassee. Henry sorri ao ver o ato, a Rainha desvia o olhar e tenta fingir que nada aconteceu e Regina fica sem reação por alguns segundos, mas depois olha envergonhada para Henry. Por mais que já tenham feito isso várias vezes na frente do filho, agora que tinha suas reais memórias de volta era diferente e ela não estava acostumada.
― Sim, está tudo bem por aqui. ― A Rainha responde pelas duas. ― Será que poderíamos comer? ― Ela pergunta, querendo logo acabar com o momento entre as duas, que se olhavam intensamente, como se estivessem em uma bolha particular.
Atendendo ao pedido da Rainha, todos se reúnem ao redor da mesa para fazer o dejejum.
― Henry e Regina, eu pedi o de sempre para vocês. ― Abre rapidamente os pacotes para ver o que tinha dentro e saber qual era de quem e depois os entrega. ― Já você... ― Direciona-se para a Rainha. ― Eu não sei do que você gosta, então me baseei na Regina para fazer o pedido. ― A mulher assente e ela lhe entrega um pacote também.
― Henry, você dormiu bem? Sentiu alguma dor? ― Mills pergunta com preocupação, tocando na mão do filho e acariciando-a.
― Não foi muito fácil pegar no sono... ― O garoto faz uma careta e o coração da morena se aperta. Odiava ver seu príncipe sentir qualquer dor. ― Mas a mãe me ajudou a ignorar a dor e pegar no sono. ― Acrescenta, tranquilizando-a um pouco.
― Você viu quem estava no volante? ― Swan pergunta, entrando na conversa e ele nega.
― Foi muito perigoso o que você fez, Henry, poderia ter acontecido algo pior. ― A morena o repreende e ele abaixa a cabeça brevemente.
― Eu sei, mas para salvar vocês, eu faria tudo novamente. ― Rebate com firmeza, voltando a olhar para mãe e dividindo a atenção com a loira também.
― Que corajoso! ― Emma murmura toda orgulhosa, deixando-o envergonhado e Regina lhe lança um olhar repreensivo.
― Foi corajoso, não nego. Mas não faça novamente. ― Pelo seu tom de voz e o olhar, estava claro que não era um pedido, mas sim uma ordem. O garoto assente e volta a dar atenção ao seu delicioso waffle.
Em silêncio, a Rainha comia sua torrada francesa, algo que seu paladar estava amando provar, e observava a interação da família, desejando um dia poder viver o mesmo.
Após todos terminarem as refeições e Emma e Regina limparem a pequena bagunça da mesa, a morena troca os curativos da Rainha e de Henry, medica-os e com a ajuda da loira os acomoda nas camas. Seus machucados requeriam absoluto repouso e era assim que eles passariam o dia.
― Vamos ficar o dia todo aqui? ― A Rainha pergunta, não gostando nada da ideia.
― Infelizmente sim, mas eu tenho uma ideia. ― Abre um sorrisinho, deixando-a curiosa e se estica um pouco para alcançar duas coisas em cima da mesa de cabeceira. Iria apresentar as maravilhas da tecnologia do mundo moderno para a sua companheira de quarto, como a televisão e o celular.
•§•
― Você acha que ela será bem aceita pelo povo quando a maldição for quebrada? ― Emma pergunta assim que saem do quarto. Elas seguem até o sofá e se sentam uma de frente para a outra.
― Emma, você está pensando em deixá-la aqui? ― Pergunta com preocupação. A loira desvia o olhar e Regina tem a sua resposta. ― Emma...
― Eu sei que ela não pertence a esse mundo e deveria voltar para o Reino do Desejo, mas eu não queria mandá-la de volta, ok? ― Levanta-se e anda pela sala. ― Eu queria dar uma chance para ela também. ― Murmura, voltando-se para a morena.
Ao ouvir a última frase da loira, Regina direciona o olhar para a porta do quarto e fica pensativa por alguns instantes. A permanência da sua outra versão era um assunto muito delicado e precisava ser discutido com calma entre todos, pois um erro poderia ser fatal e eles já tinham problema demais para lidar.
― Regina? ― A loira a chama, aproximando-se e consegue sua atenção de volta.
― Podemos conversar sobre isso depois? Com mais calma? ― Pede delicadamente e Swan assente. ― Agora, mudando de assunto... Eu estive pensando desde que saí do hospital com Henry... Seu pai estava indo em busca de alguém que o ajudasse a encontrar os filhos quando foi encontrado. Você poderia oferecer seus serviços. Seria uma boa forma de se aproximar dos seus pais.
Agora é a vez de Emma ficar pensativa. Não seria fácil ficar tão perto de seus pais sem eles saberem a verdade, fingir que era apenas uma detetive procurando seus filhos, provavelmente ter que inventar informações sobre o seu próprio paradeiro e ter que lidar com os dois chorando o seu sumiço e o do seu irmão e não poder fazer nada por enquanto, principalmente contar a verdade, que ao menos a filha estava bem ali, em frente deles.
― Eu não sei... Não é tão fácil quanto parece. O que eu vou dizer sobre o meu próprio paradeiro?
― Eu não sei, mas você deveria tentar... ― O incentivo faz a loira ficar pensativa. ― Vá no hospital para ver como eles estão e faça a oferta... ― Vai até ela e a puxa para os seus braços. ― Use isso apenas para ficar perto deles, você não tem nada a perder. ― Acrescenta, tentando convencê-la.
Swan fica pensativa, ponderando se deve mesmo seguir o conselho da esposa, mas a sugestão e a vontade de ficar perto dos pais, mesmo que não seja do jeito que quer, são tão tentadoras que ela decide seguir o conselho de Regina.
― Ok, eu vou tentar... ― Regina sorri, feliz com a resposta e ela sorri também. ― Então eu vou devolver o carro do Gold agora e aproveito para dá uma passada por lá. ― Afastam-se do contato e Swan pega a jaqueta em cima do sofá e a chave do veículo em cima da mesa.
― Por falar em carro, precisamos trazer os nossos para cá.
― Bem lembrado! Peça ao Henry para fazer isso. ― Mills assente. ― Bem, até depois! ― Abre a porta, mas logo a fecha novamente. ― Ops! Quase ia me esquecendo... ― Murmura consigo mesma em um tom divertido, volta para perto de Regina e beija seus lábios demoradamente. ― Agora sim, até depois. ― Dá uma piscadinha acompanhada de um sorriso e se encaminha para a saída. Antes de fechar a porta, solta um beijo para a morena.
― Besta! ― Balança a cabeça negativamente, porém sorrindo e solta um suspiro apaixonado. Aos poucos estava começando a aceitar e se acostumar com a verdadeira realidade das duas.
•§•
Quando Emma chega no hospital, toda a coragem que criou durante o caminho desaparece e ela pensa em dar a volta e ir embora, mas ao ver de longe sua mãe e seu pai no quarto, seu coração bate mais forte e suas pernas criam vontade própria e a levam até eles.
― Olá! ― Swan cumprimenta a morena com um ar tímido, entrando devagar no quarto. Sua garganta estava queimando pela vontade de chorar que estava segurando.
― Oi! ― Mary se levanta da cama e vai até ela. ― Sei que já sabemos os nomes uma da outra, mas não fomos devidamente apresentadas. ― Diz bem-humorada. ― Prazer, Mary Margaret! ― Fala com simpatia, estendendo a mão em direção a ela.
― Prazer, Emma Swan! ― A loira aperta a sua mão e sente não poder abraçá-la também.
― Como está o Henry?
― Ele... ― Ela respira fundo, segurando a vontade de chorar. ― Ele sentiu algumas dores durante a noite, mas está bem. ― Consegue dizer, esforçando-se para esconder a voz embargada.
― Que bom! Se ele não for inquieto vai melhorar rapidinho. ― Sorri e Swan lhe acompanha. ― Por favor, diga para ele ir na escola assim que estiver bom. Temos muitos assuntos para conversarmos. ― A loira assente e logo muda sua atenção para o pai, que parecia estar dormindo, com o rosto virado para o outro lado.
― E o seu marido, está bem? ― Dá passos lentos até a cama e o observa de perto. Seu coração se aperta ao ver o rosto do homem todo machucado e uma expressão perturbada. Aparentemente o seu sono não estava sendo tranquilo.
― O David está se recusando a tomar os remédios e a comer. Está um pouco complicado cuidar dele, das outras vezes foram mais fáceis... ― Diz em um tom cansado e solta um grande suspiro. ― Mas eu estou tendo a ajuda das enfermeiras... ― Acrescenta parecendo mais aliviada. ― Mas tirando isso, ele está bem. Os machucados já estão apresentando melhora, ele não está falando sobre bebidas, apenas trabalho, e ainda não tocou no assunto que o fez parar aqui.
Então o coração de Emma volta a ficar acelerado. Agora seria o momento ideal para fazer o que pretendia. No caso, o que Regina lhe incentivou a fazer.
― Então... Sobre isso... ― Dá uma pigarreada. ― A minha esposa me falou sobre o seu marido estar indo atrás de alguém que poderia lhe ajudar nas buscas pelos seus filhos e eu... ― Seus olhos marejam, seu coração se acelera ainda mais e a garganta volta a arder. ― Eu sou detetive e... ― Respira fundo. ― Se vocês realmente acreditam que eles ainda estão vivos, eu queria oferecer os meus serviços para ajudar vocês a encontrá-los.
― Eu não sei, eu... ― Mary olha para o marido por alguns segundos e volta sua atenção para a loira. ― Quanto custa os seus serviços? ― Seu tom decidido deixava claro que iria aceitar a oferta.
― Eu não vou cobrar. ― Mary franze o cenho e Emma se xinga mentalmente por perceber que não fazia sentido algum não cobrar seus serviços para alguém que, do ponto de vista de Mary, tinha acabado de conhecer, porém logo tem uma ideia. ― É um agradecimento por você ter ficado com o Henry enquanto fomos resolver um problema. ― Fala nervosamente, torcendo para que ela acredite e aceite.
― Ah! Não é necessário, Emma. De verdade. Foi um prazer ficar com o Henry, tanto é que já quero reencontrá-lo de novo. ― Diz bem-humorada. ― Vocês não me devem nada por isso. ― Toca amigavelmente no braço da loira que se esforça para fingir que não é nada demais.
― Bem, então... ― Cala-se e bota a mente para pensar. Não queria cobrar dos pais, então precisava pensar em uma boa desculpa para não receber um centavo deles. Ela queria poder usar a desculpa de ser um agradecimento por um dia ter pago a fiança dela quando chegou a Storybrooke, mas a mulher não se lembrava disso e não faria sentido algum. ― Ok! Vamos fazer um trato. ― Mary lhe lança um olhar curioso. ― Apenas se eu conseguir alguma informação útil que possa levar vocês até um dos seus filhos, nós conversamos sobre algum valor, pode ser? ― A verdade é que ela iria enrolar os dois e recusar qualquer centavo até que finalmente pudessem descobrir a verdade.
Emma estende a mão e Mary a encara pensativa, relutante em apertá-la e aceitar a proposta.
― Talvez seja mais fácil você tomar uma decisão se souber que não é a primeira vez que faço isso. ― Acrescenta, usando seu tom mais sério para passar verdade e a mulher acreditar. A verdade é que só tinha feito uma proposta desse tipo uma vez em todos os seus anos de trabalho e foi logo no começo.
― Ok! Pode ser! ― Segura a mão estendida de Emma e a aperta. A loira sente vontade de comemorar com pulinhos e socos no ar, mas se contém e apenas abre um grande sorriso.
― Bem... ― Enfia a mão no bolso da jaqueta e puxa um cartão. ― Esse é meu número. Assim que puder você me liga para conversamos melhor sobre o assunto e eu saber todos os detalhes.
― Obrigada por oferecer seus serviços, Emma. ― Fala sinceramente e estende a mão mais uma vez. A loira aceita o cumprimento e se contém para não lhe abraçar.
― Bem, eu preciso ir agora. ― Mary assente e ela caminha até a porta. ― Melhoras para o seu marido! ― Olha para o pai na cama e depois volta sua atenção para a mãe.
― Não esqueça de dar o meu aviso ao Henry. ― A loira assente e vai embora do quarto, sentindo um misto de tristeza e alegria tomar conta do seu ser.
•§•
Quando Emma sai do hospital, segue direto para a loja de Antiguidades de Gold para lhe devolver o carro, porém quando tenta entrar na loja, além de ver a placa com o aviso de que está fechado, encontra a porta trancada.
― Talvez ainda estejam dormindo. ― Murmura consigo, voltando para o carro.
Ao dar partida no carro e andar cerca de 100 metros, presencia um carro entrando em alta velocidade em um beco, como se estivesse fugindo de algo e para no mesmo instante para investigar do que se trata. Ao chegar perto da entrada do beco, presencia um homem saindo do tal carro, que por sinal era idêntico ao que atropelou Henry e depois correndo pela outra saída. Sem pensar duas vezes, ela tira uma foto do carro para mostrar ao filho depois e ter certeza de que é o mesmo e segue o homem que sai correndo de beco em beco até chegar na Prefeitura.
― Fiona... ― Murmura consigo mesma, fazendo rapidamente a ligação dos fatos.
Sentindo a raiva percorrer todo o seu ser, sai de trás do carro que estava escondida e caminha com passos apressados até a entrada do prédio, porém antes de alcançar a maçaneta da porta e entrar, recebe uma mensagem e pelo toque já sabia que era de Regina.
“Gold e Tiger Lily estão aqui”
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