Notas iniciais
Olá... Nos perdoem pelo sumiço, estava muito corrido para ambas... Agradecemos a todos pelos comentários. Boa leitura!

— Mandou me chamar, prefeita? — Gregory pergunta assim que entra na sala.

— Como está a criança? — Fiona pergunta, sem levantar a cabeça e parar o que fazia para lhe dar a devida atenção.

— Continua sendo muito bem cuidada, madame. Apenas machucou a mão esses dias...

Fiona bate com força na mesa, assustando Gregory e fazendo-o interromper a sua resposta. Ela solta a caneta e então leva a cabeça. Seu olhar frio faz o homem tremer. A mulher se levanta da cadeira e anda lentamente até ele.

— Como você pode me dizer que ele está sendo muito bem cuidado e se machucou? — A mulher pega em seus cachecóis e os puxa com força.

— Foi só um arranhãozinho. — Fala com dificuldade. — A fada responsável pelo descuido já está sendo responsabilizada.

— Ótimo! — Solta as vestes do seu subalterno e vira-se de costas para ele, começando a andar pela sala. — Na última vez que nos vimos nessa sala, eu pedi para você descobrir o que estão aprontando e depois dá um susto nos nossos visitantes, no entanto, tudo que eu vejo são eles andando para cima e para baixo nessa cidade, provavelmente, tramando contra mim. — Balança a cabeça negativamente. Para em frente à janela e dedica sua atenção ao pequeno movimento de Storybrooke. — E tudo que eu sei é que estão fazendo muitas perguntas por aí. — Seu tom de decepção faz o homem olhar para baixo, envergonhado por ter falhado em uma tarefa tão simples. Com tantos ouvintes e olheiros pela cidade, não era difícil descobrir o que estavam tramando. — É questão de tempo até estarem em vantagem.

— Tudo estará pronto antes do anoitecer, senhora.

— Eu não espero menos que isso. — Murmura com um ar distante. Estava muito focada no que via pela janela.

— Sim, senhora!

— Venha até aqui! — Bradou irritada e Gregory quase correu até ela. — Essa felicidade e tranquilidade tem que acabar. — Apontou para Emma e Henry, que abraçados de lado e sorridentes, desciam a rua em direção às docas. — Entendeu?

— Sim, senhora!

— Pela demora em executar o que eu pedi, não haverá mais bônus especial. Mas se não fizer menos que perfeito, sofrerá as consequências. — Ameaça e o homem balança a cabeça afirmativamente, várias vezes.

— Não se preocupe, senhora. Estou trabalhando para que saia tudo bem e eles fiquem ocupados o suficiente para não a atrapalhar até a senhora fazer o que planeja. — Garantiu, falando com certeza e Fiona sorriu satisfeita. — Com a sua licença... — Fiona assente e ele se afasta da janela, dando a volta na mesa e se dirigindo para a saída.

— Não se esqueça de descobrir mais sobre o que estão planejando. — É o seu último pedido antes de ver Gregory atravessar a porta da sua sala e sair.

•§•

Quando Emma, sozinha, pois Regina ligou para Henry assim que acordou, chamando-o para tomar café com ela e o garoto voltou para o Granny’s, chegou nas docas procurando por Killian, estranhou não o ver por ali, como sempre, mexendo em alguma coisa da Jolly Roger. Então, sem hesitar, subiu no navio e começou a procurá-lo, chamando seu nome.

Não demorou muito para ela encontrar Jones encostado em um baú, completamente torto, dormindo. Ao seu redor havia vários cacos de vidros e algumas garrafas de rum, o ar cheirava a álcool e sua mão estava bem machucada. Emma se desespera e corre até o homem.

— Killian? — Balança-o, no desespero. — Killian? — Balança-o mais uma vez e ele acorda, assustado. Pisca algumas vezes, acostumando-se com a claridade e solta um gemido de dor.

— Swan... — Ele a afasta um pouco e olha ao seu redor, vendo a bagunça que fizera na noite passada. Espreguiça-se um pouco e escuta suas costas estralarem. — O que está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa? — Tenta se levantar, mas desiste, sentindo dor na coluna e pescoço. Era certo que teria consequências em seu pescoço depois.

— Eu que pergunto... — Ela pega em sua mão coberta de sangue. — Aconteceu alguma coisa por aqui? — Ele desvia seus azuis dos verdes e Emma tem a sua resposta. — Killian...

— Não foi nada demais... — Ele se apressa em responder. — Mas então, aconteceu alguma coisa ou você só veio me fazer uma visita? — Abre um sorriso que não chega aos seus olhos.

— Vamos cuidar dessa mão e eu te conto... — Oferece, levantando-se e estendendo a mão.

— Ok! — Aceita a ajuda da loira e segundos depois já está em pé, ao seu lado, sendo amparado por ela.

Os dois caminham lentamente até a cabine do Capitão e Emma o senta no sofá de couro.

— Tem álcool por aqui? — Ele aponta para um compartimento em um enorme móvel de madeira, tipo um armário. — Gaze ou pano? — Volta a apontar para o mesmo lugar.

— Você e Henry estão bem? — Questiona, deixando claro que não se importava com Regina.

— Sim, nós todos estamos bem. — Olha para ele e arqueia a sobrancelha com um sorriso brincando em seus lábios.

Entendendo o que ela quis dizer com “todos”, o Capitão sorri sem graça.

Swan encontra tudo que precisa e se senta ao seu lado, pede a sua mão machucada, analisa-a por alguns segundos e joga o álcool, Killian faz uma careta e puxa um pouco a mão, mas ela a puxa de volta e segura firme, passa um algodão delicadamente e depois enrola o local com um pedaço de pano.

— Nós precisamos da sua ajuda, Killian. ― O homem olha para ela. ― Precisamos encontrar alguém que você conhece e talvez saiba onde está.

— Quem?

— Tiger Lily.

— Por que precisamos da ajuda dela? — Franze o cenho. Não conseguia imaginar uma ligação entre uma fada e uma Indígena.

— Você vai ajudar? — Ele assente sem pensar duas vezes. — Obrigada. — Ela aperta sua mão e lhe oferece um sorriso gentil. — Gold nos disse que essa Tiger Lily a conhece melhor que qualquer um e pode nos ajudar a derrotá-la.

— Apesar das nossas diferenças no começo, ela já me ajudou uma vez. Acho que não vai se negar a ajudar de novo. ― Diz em um tom pensativo, coçando a barba com o gancho.

― E você sabe onde ela está?

― Eu tenho uma ideia...

Os dois ficam em silêncio por alguns segundos e Killian começa a lhe encarar, causando uma tensão. Desconfortável, Emma se levanta, quebrando o clima.

— Bem, eu tenho que ir. Vou avisar aos outros que você vai nos ajudar. — Ele assente, comprimindo os lábios, e aproveitando que Emma se levantou, deita-se no sofá.

— Como vamos atrás dela se aqui não tem magia?

— Eu não sei... — Dá de ombros e faz um bico. — Essa parte fica por conta do Gold. — Solta um sorrisinho.

— E quando nós vamos?

— Vamos decidir tudo com Gold ainda. Eu te aviso quando tudo estiver pronto. — Jones assente e ela se vira para ir embora.

— Swan? — Ele a chama antes que ela desapareça pela porta. A loira para de andar e se vira. — Obrigado! — Levanta a mão com o curativo improvisado. No fundo, ele não agradecia apenas pelo cuidado, mas também, pela preocupação.

Emma comprime os lábios em um sorriso e vira-se novamente, continuando a seguir seu caminho para a saída. Killian a observa até que desapareça de suas vistas, então vira-se no sofá e fica de barriga para cima, olhando para o teto e uma das mãos apoiando a cabeça.

— Swan, Swan... — Murmura em um tom triste e fecha os olhos, sentindo a mão machucada latejar. Mas a dor que estava sentindo em sua mão não era nada comparável com a que estava sentindo em seu coração. Era uma dor que nenhum rum do mundo curaria.

•§•

Ao entrar no Granny’s, Emma avista sua família sentada no fundo da lanchonete, perto das máquinas de jukebox, e apressa seus passos até eles. Regina e Henry já tinham terminado o café-da-manhã há algum tempo, mas como Emma ainda não tinha feito a refeição, resolveram esperá-la e acompanha-la quando fosse fazer. E enquanto ela não chegava, ficaram observando divertidamente, Dorothy, Kelly e Ruby brigarem, exatamente como no dia em que chegaram na cidade, Widow entrar na briga e expulsar Dorothy da lanchonete para ficar na pensão, e depois o Marco, o pai de August, entrar na lanchonete e flertar descaradamente com a senhora.

― Trago boas notícias. ― A loira diz assim que se senta no banco acolchoado de couro, bem ao lado de Regina, que fica tensa com tanta proximidade por estarem em público e institivamente levanta seus olhos e inspeciona ao redor, procurando se alguém estava olhando para elas, sentadas tão juntas, como um casal. ― Ninguém se lembra de nós... ― Swan relembra, tocando em sua mão e apertando-a.

― Desculpa... ― A morena sussurra, sem graça. ― É só que...

― Tudo bem... ― Emma fala por cima, interrompendo-a, e move seus lábios em um pequeno sorriso, que logo é retribuído. ― Bem, como eu estava dizendo, trago boas notícias. ― Volta-se para frente, olhando para o filho, que fingia mexer no celular.

― O Gancho sabe onde ela está e vai nos ajudar? ― Henry deixa o celular de lado e dá toda a sua atenção para as mães.

― Sim, ele vai nos ajudar, mas não sabe onde ela está, porém, tem uma ideia... ― Conta, animada. ― Bem, enquanto eu voltava para cá, eu me lembrei que não contei para vocês como o Killian se safou da maldição e por que todos voltaram. ― Diz pensativa, mudando de assunto, e Regina revira os olhos, pouco interessada em saber como o grande Killian Jones tinha conseguido se livrar de perder suas memórias. Henry, que estava muito atento em sua mãe morena, deu um sorrisinho de sua reação. ― Assim que chegaram lá, Killian e Gold se separaram dos meus pais e dos outros. Belle não havia aparecido junto com o grupo e Gold não pensou duas vezes em ir procurá-la, enquanto o Gancho tinha outros planos... ― Sua voz sai baixa quando fala do Capitão e seu olhar, discretamente, direciona-se para Regina, que se mantinha atenta no movimento das pessoas dentro do estabelecimento desde que ela começara a falar do outro. A morena estava curiosa para saber por que voltaram, mas não queria saber a parte do Gancho, sinceramente. Ainda mais agora, depois de ter ouvido que ele tinha outros planos. Pela forma como Emma falara, ela tinha uma ideia em que consistia esses planos.

Ruby se aproxima da mesa antes da loira dar continuidade ao que dizia e pergunta se vão querer mais alguma coisa. Emma faz o seu enorme pedido de café-da-manhã e Henry lhe acompanha pedindo um chocolate quente com bastante canela no chantili. Quando a garçonete se afasta, Swan continua a repassar o que soube.

De repente, Zelena, ou melhor, Kelly, entra no campo de visão do garoto, por trás de suas mães, indo trocar a música que tocava no jukebox e ele se lembra da conversa que tivera com a ruiva e do que esteve fazendo na noite passada. Mas antes que pudesse começar a falar, Ruby volta com os pedidos, inclusive o seu.

― Eu tenho uma amiga que gosta do chocolate quente exatamente como o de vocês dois. ― A morena de mechas ruivas comenta, arrastando a caneca para Henry, e mãe e filho se olham. Eles sabiam exatamente de quem a mulher falava. ― Com bastante canela em cima do chantili. ― Acrescenta, empurrando dois pratos repletos de ovos, tiras de bacon, torradas e geleias, para Emma. ― Vão querer mais alguma coisa?

― Por agora, é só isso, obrigada! ― Swan responde, gentil, recebendo um olhar incrédulo de Regina, e Ruby se afasta da mesa.

― Por agora? ― A morena pergunta, arqueando a sobrancelha. Olhando-a atentamente, Emma pega uma torrada, molha em seu chocolate e a leva a boca, enfiando-a completamente, dando um sorrisinho travesso em seguida, e Regina balança a cabeça negativamente. Henry, que já se deliciava com a sua bebida, sorri discretamente da interação das duas. Algumas coisas não mudavam e ele torcia para que nunca mudasse. ― Então... Ruby estava falando da Branca? ― Muda de assunto e percebe o olhar divertido de Emma sumir.

― É uma coisa que nós três temos em comum. ― Henry responde, atraindo a atenção das duas.

Então a mesa fica em silêncio e apenas as conversas das mesas ao redor, contribuíam para o barulho de vozes no ambiente. Kelly aparece no campo de vista de Henry novamente, enquanto atendia uma mesa, e ele se lembra do que falaria antes de ser interrompido pela presença de Ruby.

― Mãe, enquanto você esteve fora ontem à noite, eu contei para a mãe tudo o que a Zelena me disse sobre os meus avós. ― Ele quebra o silêncio, dirigindo-se a Regina, que lhe direciona um olhar atento, bastante curiosa. Já Emma, remexe-se no banco, desconfortável por ter que ouvir tudo novamente. ― Ela me disse que muitos anos atrás, meus avós tiveram uma filha, mas ela sumiu e nunca foi encontrada. ― Regina olha instantaneamente para Emma, mas a loira finge estar muito concentrada em fazer desenhos com a comida. Todavia, a morena sabia que ela só estava fingindo não dá atenção. ― Mais tarde, tiveram outro filho, um garoto dessa vez. Alguns dizem que ele morreu no hospital, outros dizem que foi sequestrado quando saiam de lá, mas a vovó afirma que ele ainda está vivo. — Emma solta um suspiro audível e sem intenção, e Regina, discretamente, leva sua mão esquerda até a coxa da loira, apertando-a de leve e fazendo um carinho em seguida, com intenção de lhe consolar. Swan lhe agradece com o olhar e ela sorri brevemente. ― Mas pelo o que eu entendi, como uma boa fofoca é, há várias histórias sobre o que aconteceu com os dois. Ou seja, só eles podem dizer o que realmente aconteceu. ― Faz uma pausa e toma um grande gole do seu chocolate. ― Depois disso, o casamento deles, que segunda ela, era venerado por todos, começou a desmoronar. Por isso, às vezes, o vovô acaba passando dos limites com a bebida. — Conclui em um tom triste.

― Sinto muito não ter estado ao seu lado quando soube disso. ― Regina sussurra, chegando mais perto e apertando a sua mão em cima da mesa, sem se importar com as preocupações que teve quando Emma se juntou a ela no banco. Swan lhe sorri, mas sem mostrar os dentes.

― Ontem à noite eu fiquei vigiando-os para tentar saber de mais alguma coisa. ― Henry torna a falar, atraindo a atenção das duas novamente.

― Foi por isso que não jantou conosco? ― Regina o questiona e ele assente.

― Se conseguiu não ser visto e nem descoberto, dará um ótimo caçador de recompensas. ― Emma comenta bem-humorada, querendo descontrair.

― Está mais para stalker como nos filmes de terror de psicopatas, isso sim. ― Regina rebate muito séria, mas os dois sorriem. A morena tenta manter a pose de séria, mas acaba se rendendo ao riso também. ― Então, conseguiu saber de algo mais? ― Pergunta logo que se recompõe.

― Infelizmente não. ― O garoto responde um pouco desanimado. ― Só os vi chegando juntos e depois não apareceram mais.

O sino da porta da lanchonete avisa a chegada de mais clientes e logo Gold e Belle passam pela porta, acenam discretamente para a família Swan Mills e se sentam afastados.

― Preciso avisá-los sobre o Killian. ― Emma comenta, limpando a mão na jaqueta e buscando o celular no bolso. Ao desbloqueá-lo, rapidamente busca o nome de Gold nos contatos e digita uma pequena mensagem informando o resultado de sua conversa com o Capitão.

O sino na porta toca mais uma vez e dessa vez, quem passa por ela faz o coração de Emma bater acelerado e Regina prender a respiração. Mary Margaret, com um ar preocupado, acabara de entrar no Granny’s. Desde que chegara na cidade, Swan só a tinha visto uma vez, quando ela entrou na lanchonete e esbarrou em Henry, conversou com Ruby e depois foi embora. Estava com saudade da mulher e do pai, que aliás, ainda não tinha visto, apenas ouviu falar sobre. Seus olhos se encheram de lágrimas ao vê-la com um semblante tão abatido, repleta de olheiras, ombros curvados para frente e mais magra.

Mary Margaret se encosta no balcão para falar com Ruby, mas antes acena com a cabeça e dá um meio sorriso para Regina, que apesar de surpresa, retribui o cumprimento. No impulso, levada pela emoção, Emma se levanta rapidamente, mas Regina é rápida em segurar o seu pulso e puxá-la de volta, exatamente como dá outra vez. A contragosto, Emma se senta no banco novamente e Regina a abraça de lado, mais segurando-a do que realmente abraçando, sorrindo sem graça para Mary, que após ver a movimentação, franziu o cenho, achando estranho.

― Vocês dois já conheceram ela, eu não tenho o direito de conhecer também? ― Emma resmunga, não escondendo sua irritação por ter sido impedida.

― É claro que tem! Mas agora não é o momento. ― Regina a responde em um tom calmo, totalmente compreensiva, acariciando discretamente o seu braço.

Frustrada, Emma apoia os cotovelos na mesa e cobre o rosto com as mãos, tentando mandar embora a vontade de chorar. Embora não tivesse gostado de ter sido impedida, sabia que Regina estava certa. Do jeito que estava, poderia acabar fazendo ou falando besteira, e já tinham problemas demais para resolver, não precisava de mais um.

De repente, a atenção dos três presentes na mesa é voltada para Mary, quando a escutam em sua conversa com Ruby, o nome de David ser pronunciado.

― A última vez que o vi, foi ontem, com você mesmo, Mary. ― A morena de cabelos longos e mechas ruivas responde.

― Ele saiu hoje cedo e não apareceu para ir buscar o almoço, não atendeu ligações e nem respondeu as mensagens... ― Suspira pesadamente. ― Ele também não está na delegacia. Estou preocupada.

― Talvez ele esteja em alguma emergência... ― Ruby diz, tentando amenizar a preocupação da amiga, que abaixa a cabeça no balcão, cansada.

― Já perdemos tempo demais. ― Emma murmura mais para si do que para os outros, depois de ouvir o final da conversa entre as amigas. ― Precisamos nos reunir agora mesmo e ir atrás dessa Tiger Lily. ― Diz decidida, puxando o celular do bolso novamente e mandando uma mensagem para Gold, pedindo para os dois irem até o navio de Gancho.

Alguns segundos depois, Gold faz um aceno positivo, indicando que leu a mensagem e se levanta com Belle, logo saindo da lanchonete. O pedido dos dois ainda não tinha chegado, então não precisaram esperar a presença de alguma garçonete para poder pagarem e só depois saírem.

Após três minutos contados no relógio, Emma chama Ruby e pede a conta. Quando a garçonete se afasta, depois de receber, ela se levanta apressada.

― Vamos? ― Chama os outros dois, que rapidamente se levantam e a acompanham.

Ao chegar perto da porta, seu olhar cruza com o de sua mãe, que já havia levantado a cabeça e observava o movimento do lugar, e a tristeza que encontra nos verdes tão parecidos com os seus, parte-lhe o coração. Swan só queria poder lhe abraçar apertado até a tristeza ir embora.

Percebendo que Emma diminuíra a velocidade de seus passos, Regina se apressa em tocar em suas costas, chamando a sua atenção e a empurra discretamente em direção a saída. Ao passarem pela porta, Swan para os seus passos e se apoia em uma das mesas que tem do lado de fora, respirando fundo repetidamente. Regina, segurando suas lágrimas, alisa suas costas, tentando lhe consolar, e a loira respira fundo, tentando acalmar as suas emoções. Henry também se aproxima, querendo dar o seu apoio, e a abraça de lado.

― Obrigada! ― Agradece verdadeiramente, beijando a cabeça do filho e abraçando a morena de lado. No fundo, ela queria a beijar também, mas como não tinham conversado com Henry ainda, mesmo tendo certeza que ele aceitava as duas, e sabendo também, o quanto a relação das duas ainda era algo novo para ela e por isso, ainda estava um pouco hesitante com carinhos, ainda mais em público, limitou-se ao abraço. ― Vamos? ― Pergunta, sentindo-se um pouco mais calma, e Regina e Henry assentem. Então, ainda abraçados, ela e o garoto saem na frente, em direção ao fim da rua, rumo as docas, e Regina os segue.

Alguns minutos depois, repentinamente, a porta do Granny’s é aberta, assustando os presentes, e Leroy entra todo afobado, chamando a atenção de todos.

― O que aconteceu? ― Kelly pergunta, confusa com o comportamento do segurança.

― Acabou de acontecer um acidente com um dos moradores novos. ― Conta, com seus grandes olhos arregalados.

Notas finais
Palpites para o que aconteceu e com quem aconteceu? Até o próximo capítulo! @featherishope