Notas iniciais
Oi mores, voltamos com mais uma atualização para alegrar a noite de véspera de Natal dos que não tem nada para fazer e nem para onde ir e vai passar a noite bebendo um vinho e lendo fanfics. PrescottMills***

― Emma! ― Regina balbucia, virando para o lado oposto à loira e vendo Henry um pouco mais longe, também caído, e um carro sumindo no fim da rua. ― Henry! ― Grita por ele, mas o garoto nem se mexe. ― Chame uma ambulância, Emma. ― Pede desesperada, levantando-se em um pulo, ignorando as incômodas dores por ter caído de mal jeito no chão, e correndo em direção ao filho.

Um pouco desorientada com a queda, Emma também se levanta e logo ver o filho imóvel no chão, então corre em sua direção, mas se lembra do pedido de Regina, interrompe seus passos e puxa o celular do bolso para fazer a ligação.

― Ei, o que aconteceu aqui? ― Kelly pergunta à Regina ao se aproximar com o pessoal que estava no Granny’s. Rapidamente ela se ajoelha ao lado da mulher e toca em seu ombro.

― Tudo aconteceu muito rápido. Estávamos caminhando pela calçada quando escutamos um barulho de carro acelerando. De repente o Henry nos empurrou, nós caímos no chão e ele foi atingido por um carro, que continuou descendo a rua e sumiu. ― Explica, tendo a atenção de todos os curiosos que vieram acompanhando West.

― Você conseguiu ver quem estava dirigindo? ― A ruiva pergunta e Regina nega. ― Nem a placa ou a marca do carro? ― Ela nega novamente e Kelly faz uma careta.

Há alguns metros de distância, Belle olhava horrorizada para Henry caído no chão e Gold, fingindo estar calmo enquanto via o seu neto estirado no chão, cheio de curiosos ao redor e uma Regina desesperada sentada ao seu lado, segurava-a para que não fosse até eles. Embora fosse uma situação em que qualquer um poderia se aproximar sem precisar ter qualquer ligação, ele preferia que não fizessem para não levantar qualquer suspeita. Então, discretamente ele busca contato visual com Emma, e quando consegue, aponta para trás, lado oposto ao que seguia, avisando-a que voltarão para a sua loja e faz um sinal de telefone com a mão em um pedido claro para que dê notícias.

Ao encerrar a ligação, Emma volta correndo para perto da esposa e do filho.

― Tem uma ambulância há 3 minutos daqui e já estão vindo para cá. ― Avisa à Mills, abraçando-a de lado para tentar acalmá-la e evitar que tocasse em Henry. Do outro lado, sem saber o motivo de tanta preocupação e sem ter parado para pensar se tinha um, Kelly também tentava acalmar a mulher.

Um pouco mais afastado da aglomeração de curiosos em cima das quatro pessoas ao chão, o culpado pelo acidente observava a movimentação com um sorriso vitorioso.

•§•

Através da enorme porta de vidro, Regina e Emma observavam atentamente todos os movimentos de Victor Whale e sua equipe em cima de Henry quando se assustam ao escutar gritos pedindo para que saíssem da frente e segundos depois veem David Nolan, desacordado em uma maca, sendo levado para o quarto ao lado e Mary Margaret, que vinha logo atrás, sendo barrada na porta.

Emma se agita ao lado de Regina e a morena a segura, impedindo-a de ir até sua mãe, que encostada na porta de vidro, chorava silenciosamente.

― Dê continuidade ao plano sem mim e o Henry. ― Regina pede, segurando-a pelo rosto e limpando algumas lágrimas que desceram ao ver o estado do seu pai e da sua mãe. ― Vá se encontrar com os outros e traga Tiger Lily para esta cidade. ― Sussurra para evitar que alguém escutasse.

― Eu não vou deixar vocês dois sozinhos, Regina. Nós vamos juntos quando o Henry ficar bem.

― Não! ― Rebate rapidamente. ― Não temos tempo. Isso tudo precisa acabar. Essa situação já foi longe demais. ― Tenta convencê-la. Pensativa, Emma olha para dentro do quarto de Henry. ― Não se preocupe com ele... ― Regina murmura, entendendo o seu olhar e Emma direciona sua atenção para ela. ― Ou comigo... ― Acrescenta, também interpretando seus verdes preocupados direcionados para si. Então Emma se vira e olha para Mary Margaret, que estava sentada em uma poltrona, com os braços apoiados no joelho e as mãos cobrindo o rosto. ― Ei... ― Toca em seu braço, chamando sua atenção. ― Eu vou descobrir o que aconteceu com ele e vou tentar ajudá-la. ― Fala carinhosamente em um tom de promessa. ― Agora vá! ― E no impulso toca os lábios finos com os seus demoradamente, pegando não só Emma de surpresa, mas a si mesma. ― E não volte aqui sem essa Indígena. ― Ordena com seriedade, mas a loira acaba rindo e fazendo-a rir também.

Emma olha para Henry e sua mãe mais uma vez, respira fundo e a contragosto vai embora. Ao chegar do lado de fora do hospital, retira o celular do bolso e manda uma mensagem para Gold e Belle, avisando que Henry estava sendo atendido e fora de qualquer risco e pedindo para que fossem para o Jolly Roger novamente.

Alguns minutos depois, ao chegar no navio do pirata, encontra-o sentado na proa, observando as águas calmas de Storybrooke. Aparentemente, Gold e Belle ainda não tinham chegado.

― Ei! ― Ela para ao seu lado e se senta no baú que o homem está usando como apoio.

― Ei, Swan! ― Solta em um falso tom de animação, virando-se em sua direção. Se Emma tivesse chegado cinco minutos depois poderia ter visto-o em uma posição embaraçadora, quase igual à vez em que ela o encontrou dormindo no chão entre cacos de vidro. ― Não esperava te ver novamente tão rápido.

― Desculpa vir sem avisar. ― Pede sem graça e ele balança a cabeça negativamente, indicando que não tem problema. ― Encontramos o Gold por acaso no Granny’s assim que eu saí daqui e eu aproveitei para marcar com ele de virmos até aqui para que você nos leve até Tiger Lily.

― E onde estão os outros? ― Olha para trás para ter certeza de que estavam sozinhos e Emma o acompanha, também se virando.

― Gold e Belle estão a caminho e Regina e Henry estão no hospital. ― Puxa o celular do bolso e verifica se há alguma mensagem de Mills.

― Aconteceu alguma coisa? Eles estão bem? ― Demonstra verdadeira preocupação e surpreende Emma por ter incluso Regina dessa vez.

― Um carro em alta velocidade atropelou o Henry e a Regina está com ele no hospital.

― E conseguiram ver quem estava dirigindo?

― Ainda não sabemos, mas assim que voltarmos eu vou investigar esse estranho acidente. ― Vira a cabeça para o lado oposto ao pirata e seu olhar se perde nas aves que descansavam no barco ao lado.

― Aconteceu mais alguma coisa? ― Killian toca sutilmente em seu ombro, percebendo que tinha algo errado. A loira respira fundo e volta sua atenção para ele.

― Meu pai também está no hospital. ― Seus olhos marejam. ― Não sei o que aconteceu, mas estava desacordado e todo machucado. Minha mãe estava desesperada. ― Fala com dificuldade por causa da emoção.

― Oh, David! ― Jones lamenta, balançando a cabeça negativamente. Em seguida, abraça-a de lado com o intuito de consolá-la e Emma deita a cabeça em seu ombro.

― Espero não estar atrapalhando alguma coisa entre os amigos... ― A voz de Rumple exalando ironia soa por trás deles e os dois logo se soltam e viram em sua direção, encontrando-o apoiado em sua bengala de ouro, acompanhado de Belle. ― Bem, eu vou direto ao ponto. Onde está Tiger Lily?

― Antes... ― Killian levanta o seu gancho no ar e Rumple revira os olhos, demonstrando impaciência. ― O que ela tem a ver com toda essa história? Ela é uma Indígena...

― E uma fada. ― Gold completa, chocando os três, principalmente Killian. ― Mas algumas coisas aconteceram entre ela e a minha mãe e como consequência foi parar na Terra do Nunca sem suas asas e sua varinha. ― Jones balança a cabeça afirmativamente, satisfeito com a explicação.

― Bem, na última vez que nos encontramos ela estava na Floresta Encantada.

― Aqui não tem magia. ― Swan observa. ― Como faremos para chegarmos até lá? ― Indaga, representando Killian e Belle que compartilhavam da mesma curiosidade e Rumple, que já esperava pela pergunta, abre um sorrisinho.

― Sigam-me. ― É tudo o que ele diz, dando as costas para os três presentes que logo o seguem, curiosos, mas pouco preocupados. Gold sempre tinha uma solução para tudo.

•§•

― Ainda acho que deveríamos falar com a Regina antes. ― Emma fala pela quinta vez desde que descobriram, graças à Belle que insistiu bastante, que estavam indo para o mausoléu de Regina. ― Não é legal invadir propriedades alheias, além de que, não é uma ideia muito inteligente atiçar e enfrentar a fúria de Regina depois.

― Prefere ir atrás da sua querida esposa e dá a chance de Fiona descobrir o que estamos prestes a fazer, chegar até aqui e nos impedir? ― Rumple pergunta, demonstrando impaciência com seu tom ríspido e Emma nem ameaça abrir a boca para responder. ― Foi o que eu pensei.

― Ok, esperto! Como faremos para entrar? ― Killian pergunta, irritado com o modo que Gold tratou Emma. ― Tenho certeza de que uma simples chave ou até mesmo magia não abrirá o lugar mais protegido e importante nessa cidade, para a Rainha.

― O mausoléu está selado com magia de sangue... ― Faz uma pausa propositalmente, esperando que alguém faça algum comentário para que ele possa cortá-lo, e logo dá um sorrisinho de satisfação quando Jones abre a boca. ― Mas... ― Murmura antes que o Capitão se pronuncie. ― Graças ao grande amor que Regina sente pelo Henry... ― Pega o braço de Emma, faz um rápido e pequeno furo na palma de sua mão e coleta a gota de sangue derramado. ― O sangue do meu neto também pode abri-lo... ― Dá alguns passos para frente até chegar perto do cadeado na porta e joga a pequena gota de sangue arrancada da mão de Emma. Uma onda mágica rodeia a construção e segundos depois Rumple empurra a porta, abrindo-a. ― Espero ter tirado a sua dúvida, Capitão. ― Murmura com ironia e entra no mausoléu sem olhar para trás.

Belle, Killian e Emma entreolham-se rapidamente e também entram, logo encontrando o homem parado ao lado do túmulo de Henry Mills.

― O que foi? ― Killian pergunta, confuso em vê-lo parado ao lado da cripta, olhando para os três.

Entendendo rapidamente o motivo de Rumple ainda não ter entrado, Emma se aproxima do túmulo do pai de Regina e começa a empurrá-lo. Também entendendo a razão, Killian e Belle se entreolham e se apressam em ajudá-la a arrastar a cripta para o lado e abrir a passagem.

Quando todos descem as escadas, distraem-se observando o lugar e Rumple saí na frente, mexendo em tudo, procurando por algo. Emma estava prestes a chamar a sua atenção e pedir para que não pegue nada de Regina, quando o ver com o chapéu de Jefferson na mão e é obrigada a engolir o que falaria.

― Bem, aqui está a nossa passagem para a Floresta Encantada. ― Levanta o chapéu no ar por uns instantes e depois o joga no chão. ― Belle? ― Ele estende a mão em direção à mulher e ela retira um anel do bolso, que outrora pertenceu a alguém da Floresta, e lhe entrega. ― Como bem sabem, a nossa Floresta Encantada está enfeitiçada e não é possível irmos para lá. Então, assim como da vez que tivemos que ir para o Reino do Desejo, vocês irão para lá novamente. ― Explica, abaixando-se com dificuldade por causa da perna manca, e girando com rapidez o chapéu.

― Vocês? ― Killian questiona, intrigado com a pronome pessoal usado.

― Quando chegarem lá, procurem a mim para fazer uma troca de favores e conseguir um feijão para voltar. ― Rumple avisa, ignorando a pergunta do Capitão. O chapéu começa a funcionar e logo o portal é aberto, obrigando-o a se levantar e se afastar. Killian, Emma e Belle fazem o mesmo. ― Boa viagem! ― Deseja, dando mais passos para trás.

Emma e Killian se entreolham, unem as mãos, no caso, a Emma segura no gancho dele, e pulam ao mesmo tempo no redemoinho de fumaça roxa. Ao atravessarem o portal e chegarem no Reino dos Desejos, eles são jogados com violência no chão. Emma gira pelo chão úmido da Floresta e solta um gemido.

― Você está bem? ― Gancho pergunta preocupado, levantando-se rapidamente e indo até a loira para ajudá-la a levantar.

― Eu caí por cima do meu braço. ― Estica-o no ar e faz movimentos de vai e vem. ― Mas acho que não foi nada demais. ― Conclui, entendendo que a dor tinha sido apenas por ter caído por cima dele e não por ter acontecido algo mais grave. Killian estende sua mão e ela a agarra, faz esforço para se levantar e Jones a puxa para cima. De repente, o Capitão sente algo pontudo tocando suas costas e se vira em alerta.

― O que... ― Interrompe sua fala ao ver a sua versão mais velha e bem malcuidada bem em sua frente, com uma espada apontada em sua direção.

― Olá de novo! ― Ele o saúda com ironia. ― Princesa Emma? ― Dá alguns passos para o lado direito ao mesmo tempo que deita a cabeça na mesma direção para vê-la por trás de Killian. ― O que está fazendo com ele?

― Eu... ― A loira balbucia, sem saber o que responder.

― Você está diferente... ― Murmura em um tom pensativo. ― Que roupas são essas? ― Franze o cenho por alguns segundos, mas logo sua expressão muda de confusa para entendimento. ― Espera... ― Ele coça a cabeça com o gancho e franze o cenho novamente. ― Você é a tal Emma Swan que ele tinha que encontrar? ― Pergunta ao se tocar que o nome da Princesa era igual o nome que lera no bilhete.

― Sim, ela é a tal Emma Swan que eu tinha que encontrar. ― Killian responde com pouca paciência. ― Agora, se nos der licença, estamos sem tempo para conversa fiada e precisamos ir embora. ― Ele dá as costas para a sua outra versão e começa a andar para longe. ― Vamos, Emma! ― Chama-a, mas ela nem se mexe. Sabia que não seria tão simples se livrar da versão de Killian do Reino dos Desejos e continuar seguindo o caminho. Seria perda de tempo tentar ir embora sem saber o que ele quer em troca para deixá-los livres, embora da outra vez um simples empurrão de August tenha sido o suficiente. Todavia, agora ele não parecia estar bêbado como antes.

― Onde pensa que vai? ― O Capitão barrigudo apressa seus passos e o ultrapassa, parando em sua frente e voltando a apontar sua espada para ele. Emma permanecia no mesmo lugar, apenas assistindo os dois.

― O que é que você quer? ― Jones pergunta em um tom impaciente.

― Você sabe bem o que eu quero... ― Dá um sorrisinho. Killian revira os olhos.

― Ela não está aqui... ― Afasta a ponta da espada com o gancho e tenta continuar o seu caminho, mas é obrigado a parar com o outro se colocando em sua frente novamente.

― Então me leve até ela. ― Dá a solução, voltando com a espada para a barriga de Killian, que abaixa a cabeça, fecha os olhos e suspira pesadamente. ― Vamos! Não é tão difícil. ― Ele o cutuca. ― É só me levar até... ― Sua fala é interrompida pela repentina ação de Jones de afastar a sua espada com o gancho e empurrá-lo para trás com o pé, fazendo-o cair com tudo no chão. ― Ela... ― Completa com dificuldade.

― Vamos, Emma! ― O Capitão corre por entre as árvores e a loira o segue.

Quinze minutos depois, quase colocando todos os órgãos para fora e respirando com dificuldade, eles param a corrida e se jogam no chão, cansados.

― Acho que conseguimos despistá-lo. ― Killian comenta com a voz entrecortada, olhando para trás para ter certeza do que dizia.

― Eu tenho certeza. ― Emma rebate em um tom engraçado, também olhando para trás, e os dois riem. ― Você se lembra do exato lugar em que viu a Tiger Lily pela última vez? ― Levanta-se do chão e oferece a mão para ajudá-lo.

― O que vocês querem comigo? ― Escutam uma voz perguntar e se viram rapidamente, dando de cara com uma flecha bastante afiada apontada para eles e uma mulher por trás dela, com uma expressão nada amigável.

― Parece que os moradores daqui adoram apontar coisas pontudas e afiadas para os visitantes. ― Emma comenta, levantando as mãos lentamente, com medo de ser atingida.

― Emma, essa é a Tiger Lily. ― Killian apresenta, pouco intimidado com a enorme flecha apontada em sua direção. ― Pensei que estivesse tudo bem entre nós, depois do nosso último encontro. ― Fala para a mulher, dando alguns passos para frente, porém ela ameaça disparar a flecha e ele é obrigado a parar seus passos. ― Nós viemos em missão de paz, Tiger. ― Avisa, também levantando a mão e o gancho para o alto.

― Nós precisamos de sua ajuda. ― Emma acrescenta, arriscando-se a se aproximar também, mas a fada aponta a flecha em sua direção e ela interrompe seus passos.

― E por que eu deveria ajudar você, Capitão Gancho? ― Aponta a flecha para ele novamente e estica ainda mais o elástico. Ela estava a um fio de soltar o dedo e acertá-lo bem no peito. ― Ou deveria dizer Capitão traiçoeiro? ― Acrescenta com raiva e Emma e Killian se entreolham sem entender. Mas então, ao voltar sua atenção para a fada, o Capitão se lembra que estão no Reino do Desejo e que possivelmente o seu último encontro com Tiger Lily não deve ter sido o mesmo que essa Tiger Lily teve com a sua versão bêbada, velha e barriguda.

― Droga! ― Jones xinga baixinho, sentindo o sangue esquentar de raiva e subir à cabeça. Sua outra versão tinha estragado o seu plano de troca de favores para tentar convencer a fada de ajudá-los. ― O que aconteceu na última vez que nos encontramos? ― Pergunta apenas para ter certeza.

― Tomou poção do esquecimento? ― A fada pergunta em tom de deboche e Killian toma como uma confirmação de que o último encontro entre ela e a sua outra versão não terminou muito amigável. ― Aliás, por que está com a aparência mais jovem novamente? E que roupas são essas?

― É uma longa história... ― Ele hesita em continuar e Emma o incentiva com o olhar para que ele prossiga. ― Resumidamente, eu não sou exatamente dessa terra e não sou o mesmo Capitão Gancho que você conhece aqui.

― Bem, eu não tenho nada para fazer nas próximas horas, e vocês? ― Swan e Jones se entreolham, comunicando-se com o olhar, e balançam a cabeça afirmativamente, concordando em conversar com ela e contar tudo detalhadamente. Seria a oportunidade perfeita para tentar convencê-la, já que a ideia de Killian tinha sido corrompida pela sua outra versão.

•§•

― Para onde está indo? ― Killian pergunta confuso, vendo a fada se afastar dos dois, que permaneciam sentados no grosso tronco.

― O que você acha? ― A fada pergunta em tom de obviedade, virando-se para trás.

― Então você acredita e vai nos ajudar? ― Pergunta animado, levantando-se num pulo.

― Que fique claro que eu estou indo por Rumpelstiltskin. ― Emma e Killian festejam com um high five, pouco se importando por quem era que ela estava aceitando ajudar, mesmo que fosse bastante curioso.

― O que importa é que está indo. ― Swan murmura, também ficando de pé. ― Bem, precisamos encontrar o Rumple daqui para...

― Olá, querida! ― A besta aparece bem ao seu lado, dando-lhe um susto.

― Falando no diabo... ― A loira murmura e Rumpelstiltskin abre a boca e coloca a mão no peito, fingindo ter ficado ofendido. ― Bem, nós queremos fazer um acordo com você.

― Ora, ora, ora... A Princesa Swan querendo fazer um acordo... ― Ele murmura pensativo. ― Interessante! ― Bate palminhas excitadas e solta a sua famosa risadinha. ― E o que é que uma Princesa, um Pirata e uma Indígena querem? ― Questiona intrigado.

― Nós precisamos de um feijão mágico. ― Emma responde.

― E para que vocês querem um feijão? Querem bancar os heróis e ajudar a Indígena a voltar para casa? ― Palpita, sumindo e reaparecendo rapidamente atrás de Tiger e mexendo em seus cabelos. ― Oh! Já sei! ― Some de novo e reaparece atrás de Emma. ― Vocês estão fugindo dos pais da Princesa para poder se casarem e viverem felizes para sempre! ― Palpite novamente fingindo perplexidade. ― Que romântico! ― Bate palminhas excitadas e dá até alguns pulinhos. ― Você fez uma péssima escolha, Princesa. ― Fala baixinho, perto de seu ouvido.

― O que vamos fazer não é da sua conta! ― Killian solta, irritado com toda aquela enrolação do homem.

― Quanta grosseria, Capitão. ― Rumple abre a boca teatralmente e leva a mão ao peito.

― Vai nos ajudar ou não? ― O Pirata pergunta em um tom impaciente.

― A Rainha Má está presa em uma das torres do castelo de Branca de Neve e eu não posso entrar por causa da magia das fadas. ― Finaliza a frase em um tom afetado e faz uma careta e revira os olhos.

― Trato feito! ― Gancho diz sem pensar duas vezes.

― Não vamos nem acertar os detalhes, Pirata?

― Você quer que a gente a liberte. Ok! Faremos!

― Garoto esperto! ― Rebate, aproximando-se rapidamente do Pirata e tocando a ponta do seu nariz para irritá-lo. Porém antes que Jones pudesse fazer algo, ele solta a sua risada irritante e some em sua fumaça vermelha.

― Tem certeza de que é por ele que você vai nos ajudar? ― Killian pergunta para Tiger em tom de deboche e Emma o cutuca.

― Não é por esse Rumpelstiltskin que eu estou aceitando ajudar, mas ainda que fosse, eu também ajudaria. ― É o que responde antes de se virar e começar a andar para longe deles, deixando-os chocados e ainda mais curiosos para saber o motivo pelo qual só estava aceitando ajudar por causa de Rumple.

Uma hora e meia depois de caminhada, eles finalmente chegam ao castelo principal de Branca de Neve e seu Príncipe Encantado. Após verificarem que o lugar está completamente livre, correm direto para as Torres, dando de cara com todas as celas vazias e fechadas, exceto uma, que de acordo com Emma, era a que a Rainha costumava ficar.

― Ela fugiu. ― Emma constata, entrando na cela e vendo pedaços de pano, provavelmente do vestido da Rainha, alguns pratos e copos no chão.

― E deixou rastros. ― Tiger acrescenta, apontando para alguns pingos de sangue no chão, que começavam fora da cela e seguiam pelo corredor.

― Ela não deve ter ido para muito longe. Vamos! ― A loira fala e os três correm pelo mesmo corredor que vieram, seguindo os rastros de sangue que vão diminuindo a cada metro. Ao chegarem do lado de fora do castelo, a pequena trilha acaba. ― O sangue sumiu. ― Olha ao redor tentando imaginar para que lado ela poderia ter seguido. ― Se estivesse fugindo, para que lado iria? ― Pergunta ao Pirata, que também olhava ao seu redor, buscando qualquer indício que indicasse para que lado ela seguiu.

― Eu só sairia correndo sem olhar para onde. ― Ele responde simplesmente, sem pensar muito.

― Não ajudou muito. ― Swan rebate e o Pirata abre um sorriso sem graça.

― A menos que tivesse algo impedindo de seguir em frente, acho que a tendência é correr para frente, para o mais longe possível. ― Tiger fala, entrando na conversa. ― Esse é meu palpite.

― Então vamos segui-lo. ― Emma sugere sem pensar duas vezes, apontando para frente. Tiger Lily e Killian assentem e eles dão início a procura pela Rainha, olhando analiticamente para todos os lados.

― Como você sabia que aquela era a cela dela? ― Jones pergunta à loira bastante curioso assim que Tiger se afasta um pouco.

― Porque quando eu estava aqui, antes da Regina vir me buscar, meus pais a prenderam e quando foram interrogá-la para saber quais seus planos, ela só queria falar em minha presença.

― E você não teve medo de ir? ― Questiona bastante interessado em saber qual o nível de interação entre Regina e ela enquanto esteve no Reino do Desejo.

― Na primeira vez sim...

― Teve outras? ― O homem pergunta em um tom surpreso.

― Bem, Regina atrás das grades e com aquela pulseira que inibe a magia se torna bem inofensiva. ― Dá uma risadinha. ― Mas que ela não me escute falar isso. ― Acrescenta bem-humorada. ― Eu acabei indo visitá-la mais do que deveria e acabamos nos aproximando um pouco. ― Fala com tranquilidade, dando de ombros.

― E...

― Ali! ― Tiger grita, interrompendo Killian e a conversa, e eles olham para ela, que apontava para um ponto mais na frente.

Os três correm na direção que a fada mostrara e logo conseguem ver a Rainha sentada, quase deitada, encostada em uma pedra. De longe, ela parecia estar inconsciente.

― Regina! ― A loira grita desesperada, correndo para cima dela e se ajoelhando ao seu lado.

― Princesa, quanto tempo... ― A mulher fala com dificuldade, tentando se manter sentada e com os olhos abertos. Em seu estado, estava sendo difícil realizar essas simples tarefas.

― O que aconteceu? ― Emma pergunta preocupada, analisando o corpo fraco e sangrento da Rainha. ― Quem fez isso com você? ― Passa os dedos finos em um corte profundo na perna da mulher e ela geme.

― Seu filho... Ele está ficando bom com a espada. ― Ela solta uma risada, mas logo se transforma em outro gemido. ― Você está diferente... ― Observa, analisando todos os detalhes do rosto da loira.

― Precisamos fazer alguma coisa, ela está muito machucada. ― Fala preocupada, levantando-se e olhando ao redor em busca de algo que pudesse ajudar a estancar o sangue.

― Emma, ela não é da nossa conta. ― Killian fala friamente, pouco se importando com o estado da Rainha. ― Rumpelstiltskin vai saber o que fazer para ajudá-la.

― Eu não vou entregá-la desse jeito para ele. ― Emma retruca em um tom irritado. ― Ela está impossibilitada de se defender e nem mesmo sabemos o que ele pretende com ela... ― Argumenta, tentando convencê-lo de que está certa em não entrega-la para Rumple.

― Ela não é a Regina que você conhece, Emma. ― Ele também argumenta, tentando tirar a ideia da sua cabeça. ― Ela é apenas a Rainha Má. ― Seu tom é impaciente. ― Não é a mãe do Henry. Não é a sua... ― Faz uma pausa e desvia o olhar brevemente. ― Esposa... ― Fala forçadamente. ― Não precisamos cuidar dela ou mesmo se preocupar...

― Esposa? ― A Rainha pergunta, achando interessante o que ouviu. Em que Reino ela era esposa da filha dos seus inimigos?

― Não importa! ― Swan responde ao Pirata, ignorando a pergunta da morena. ― Todos nesse Reino existem agora, inclusive ela, que é uma vida que precisa de ajuda. ― Passa as mãos pelo rosto e respira fundo. ― Killian, eu não vou entregá-la assim para ele. ― Fala mais calma e com um tom decidido, deixando claro que não voltaria atrás com a decisão.

Sabendo o quanto Emma era teimosa, Killian desiste de ir contra sua ideia, a qual ele sabia que iria trazer problemas igual quando aconteceu com Marian, que na verdade era Zelena.

― E como faremos para ir embora? ― Ele pergunta, também mais calmo.

― Encontraremos outro jeito. Agora, me ajude aqui. ― Ajoelha-se ao lado da Rainha novamente e a deita em seu colo.

― O que você quer fazer? ― Indaga, querendo demonstrar interesse em ajudá-la, mesmo que seja contra sua vontade.

― Num primeiro momento, quero tentar estancar isso aqui. ― Aponta para o machucado na perna e na barriga. ― E... ― Interrompe sua fala e seu olhar torna-se perdido por alguns segundos. Então uma ideia vem a sua mente e ela abre um sorrisinho.

― Emma? ― Killian a chama, estranhando sua expressão, que para ele não fazia sentido naquele momento.

― E então a levaremos... ― Anuncia, surpreendendo a Rainha e Tiger Lily, que apenas observava a conversa e vigiava para que não fossem pegos de surpresa por algum inimigo.

Notas finais
Será que Emma vai conseguir levar a EvilQueen pra SB também? Se ela levar, emmagina a cara da Regina quando vê essa versão dela? sejfnbwejufnwejfwe Gostaríamos de agradecer pelos comentários do capítulo passado, pelos favoritos e principalmente por permanecerem conosco, mesmo com tanta demora. Espero que tenham curtido mais um capítulo de Recomeçar, deixem a contribuiçãozinha na nossa caixinha de natal rs, e até o próximo, mores! ;) Também desejamos um ótimo natal e ano novo!