Recomeçar
7 Capítulo 7 -Negação
Notas iniciais
E agora? O que é que ele ia fazer? Virou na cama mais uma
vez. Era cedo de mais para levantar, mas não conseguia voltar a dormir. Quer
dizer... CÉUS, o que FOI aquilo? Estaria ele sobre a influência da maldição Imperius?! É claro que não! Gostaria que
estivesse, assim pelo menos teria uma desculpa para seu comportamento tão...
Diferente do normal!
POR QUE FOI QUE ELE CONFESSOU QUE A CHAMARIA PARA O BAILE
DE INVERNO? Da onde, das profundezas profundas de suas lembranças mais insanas,
aquilo havia surgido? Profundezas profundas? Segurou-se para não se dar um
soco.
Passou os acontecimentos da noite anterior novamente.
Infelizmente o Firewhisky não fora o suficiente. Quando haviam acabado com a
garrafa estavam novamente se agarrando no sofá. Se não estava sobre a Imperius, então era... Carência!
Não era uma boa explicação, mas era a melhor que
conseguia pensar. A Granger estava tão indefesa, tão frágil... Que resolveu se
aproveitar! É, para todos os casos seria isso que ele iria dizer a ela! Afinal,
ele era um Malfoy, não era? Não seria difícil para ela acreditar naquilo
afinal.
Mas... E se ela realmente
acreditasse? Gemeu com uma pontada na cabeça. Faria aquela promessa pela
milésima vez, Draco Malfoy nunca mais iria beber. Revirou os olhos, ignorando a
dor que isso lhe causou. “Tá, isso vai mesmo funcionar...”
Pulou da cama. Se não estava sobre o feitiço e nem iria
dizer a ela sua desculpa ridícula... O que iria fazer? Passou as mãos pelo
rosto em desespero. Onde estava com a cabeça? ONDE? Arregalou os olhos e quis
se bater por não ter pensado naquilo antes. Iria fazer aquilo que sabia fazer
melhor, é claro... Fingir que nada aconteceu!
Isso! Draco Malfoy iria ignorar Hermione Granger até que
a sanidade voltasse para seu corpo. Se é que alguma vez ela já esteve nele...
Escolheu uma roupa com lentidão e depois foi para o
banheiro tomar um banho. Enquanto a água caia por eu corpo tentou pensar em
coisas neutras... Como o formato dos azulejos e a estranha sensação que se
formava em seu estomago.
Era estranho. Sentia-se ansioso para alguma coisa e não
sabia exatamente o que. Sentia como se as pontas das orelhas queimassem e as
pontas dos dedos das mãos pareciam adormecidos. O aperto na boca do estomago
era incomoda, como se alguma coisa o segurasse, apertasse com força. Parecia
doente, toda sua pele pinicava e o coração disparava do nada.
Irritado, fechou o registro do chuveiro. Deixou a camisa
social para fora da calça e nem pensou em ajeitar o cabelo. Abriu a porta e
caminhou para a cozinha, trombando com Hermione no meio do caminho. O aperto em
eu estomago se intensificou.
Fitou a menina com os olhos arregalados. Ela desviou o
olhar com rapidez, as bochechas mais vermelhas do que jamais havia visto. Ela
abriu a boca uma vez ou outra e então simplesmente voltou a andar. Draco ergueu
uma sobrancelha.
-BOA DIA! –gritou enquanto a olhava incrédulo. Ela iria
mesmo passar sem falar nada?!
-bom...É, hm, dia! –ela balbuciou, mordendo o lábio e
entrou no quarto sem voltar a olhá-lo.
Draco piscou os olhos sem realmente acreditar naquilo.
Então ela resolvera ignorá-lo?! Tudo bem então! Deu dois passos furiosos em
direção a cozinha e parou outra vez, se lembrando de outro detalhe. Aquele não
era o plano DELE para começo de conversa?
Hermione permaneceu com as costas coladas na porta do
quarto. Havia passado metade da noite (a metade em que estava devidamente
trancada em seu quarto) montando um discurso para dizer àquela doninha quicante
assim que acordassem.
Mas então, olhar para os olhos cinzentos, livres do
mal-humor costumeiro e da arrogância, tornou tudo mais difícil. Ela poderia
pensar que estava apenas falando com o velho Draco Malfoy dos tempos de
colégio, mas estava totalmente consciente de que ele não era.
E, céus! Por pouco, muito pouco, não admitira que ficara
o cercando durante toda a semana antes do Baile com esperanças de que ele a
iria convidar. Na noite no corujal, ela não iria mandar uma carta aos pais...
Ela simplesmente o seguiu até lá.
E, por fim, quando ele não a chamou, Hermione aceitou o
convite de Viktor Krum. E algumas meninas ainda a consideravam com sorte!
Com um suspiro pesado, resolveu que era tempo de parar de
se torturar. Pensar não ia mudar nada. Muita coisa acontecera desde aquele
baile idiota. Vestiu uma roupa qualquer e caminhou de volta para a cozinha,
resolvendo que iria agir normalmente com Draco.
Mas ele já havia saído quando ela deixou o quarto. Olhou
de um lado para o outro sentindo uma mistura de alívio e frustração. Pelo menos
poderia tomar seu café da manha sem se torturar.
Mas não foi assim. O dia inteiro passou se arrastando,
como se os ponteiros do relógio tivessem tirado o dia para brincar com sua
cara. Nem mesmo Dumbledore pareceu muito disposto a encarar sua recente fúria.
Não pediu que ela acompanhasse nenhuma aula maluca dessa vez, apenas pediu,
cuidadosamente, que ela levasse um livro de volta para a biblioteca.
E, com passos lentos e curtos, ela caminhou pelos
corredores, se perguntando o que o diretor estava fazendo com um livro de
citações. Passou as páginas do livro rapidamente, apenas por curiosidade. Seus
olhos paravam em uma ou outra de vez em quando.
“O que será ser só
Quando outro dia amanhecer?
Será recomeçar?
Será ser livre sem querer?” – Chico Buarque
Sorriu um pouco. Seus passos se tornaram ainda mais lento
conforme seu interesse crescia. Passava o dedo pelas frases com um sorriso
crescente no rosto.
“Sou
egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do
controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu
pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!” – Marilyn Monroe
Pegou-se rindo em meio ao seu próprio tormento, sentada
em uma mesa afastada na biblioteca. Madame Pince nem parecia notar sua presença
ou simplesmente não via nada de errado em uma ex-aluna estar por ali.
(...)
Draco olhou por cima da repartição para sua colega de
trabalho. Ela lia um romance grosso e antigo, um livro que ele nunca, em sua
vida, pensaria em pegar para ler. Girou a pena em suas mãos e bateu os pés no
chão, impaciente.
Ele não queria o livro para ele, só queria tirar uma
dúvida. E Draco Malfoy não iria chegar ao cúmulo de emprestar um livro meloso
emprestado por poucos segundos. Agitou-se na cadeira mais uma vez quando viu a
imagem do pai passar por perto de sua mesa e lhe lançar um olhar frio.
Respondeu a altura, erguendo o queixo sem desviar o
olhar. Estava cansado daquilo. Estava cansado de mandarem em sua vida como se
não fosse houver nenhum tipo de conseqüência.
-ual! –ouviu alguém murmurar ao seu lado. –que clima mais
caloroso entre pai e filho!
-Blaise! –Draco soltou o ar, aliviado. –o que faz aqui?
-nada! –o menino riu, se jogando na cadeira mais próxima
ao amigo. –menti dizendo que precisava falar com você sobre os problemas de
minha mãe e vim ver como você está!
-estou bem! –o loiro bufou, impaciente, lançando um
ultimo olhar fulminante as costas do pai.
-se continuar o olhando dessa maneira, nem vai precisar
de varinha! –Blaise franziu a testa tentando entender a expressão de Malfoy.
-deixe isso para lá! –sacudiu a cabeça. –já que está aqui
para me encher, que tal me ajudar?
-ah, cara! Se fosse para trabalhar eu nem tinha saído do
campo...
-não to falando disso, seu babaca! –Draco olhou em volta
procurando por alguém que pudesse estar ouvindo a conversa dos dois. –preciso
pegar aquele livro!
Blaise olhou por cima da repartição parecendo curioso.
Quando seus olhos leram o título, lançou ao amigo uma espécie de olhar
incrédulo. Só poderia ser uma piada.
-você quer aquele livro? –ele perguntou apontando.
-fala baixo! –olhou em volta nervoso. –é quero!
-tem alguma coisa sua dentro dele? Uma foto suspeita ou
alguma coisa...
-não! Eu só quero tirar uma dúvida nele! –bufou sentindo
o rosto queimar pelas perguntas impertinentes de Blaise.
-então, você quer o livro? Só o livro? –Blaise tentou
novamente erguendo as sobrancelhas.
-sim idiota! Já falei que é! –Draco olhou desejoso para o
livro que a menina repousava inocentemente sobre a mesa.
-espere só um minuto, ok? –o outro menino se levantou e
foi para a porta sem dizer mais nada.
Draco o olhou sem entender, mas esperou. Talvez ele
tivesse ido começar um incêndio ou alguma coisa parecida para tirar a atenção
da menina ou foi fazer um feitiço ou coisa parecida...
Mas, quando Blaise voltou, segurava um pacote no peito, o
olhando com um canto dos lábios repuxado. O menino lançou a Draco o pacote
parto da livraria trouxa do outro lado da rua e sorriu maliciosamente.
-EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ...
-eu não ia roubar o livro da menina! –Zabini revirou os
olhos. –ela parecia bem feliz o lendo!
-oras, Zabini, o que é que eu vou fazer com isso? –Draco
ralhou.
-sei lá! Dê a Hermione, ela adora ler! –o menino deu de
ombros sem olhar Malfoy. Fitava alguma coisa além das repartições. –já volto,
Malfoy.
-espere aí! Onde é que você vai? –ele ergueu a mão, mas o
outro já havia corrido.
Bufou um pouco e olhou para dentro do pacote pardo. Era
exatamente o mesmo livro que o de sua colega, um pouco mais novo talvez, mas
ainda assim... Escondeu o livro embaixo da mesa e começou a folhar as páginas.
Folhou o livro até o meio, já irritado, achava tudo
aquilo uma grande porcaria, mas qual era a outra opção que tinha? Nenhuma,
exatamente. Suspirou finalmente chegando onde tanto queria.
-Ânsia, nervosismo, dores abdominais, sensação de falta
de ar, gagueira, blábláblá... –ia recitando baixinhos os sintomas. –quanta idiotice!
Onde é que eu estava com a cabeça?
Draco lançou o livro para a lixeira, cruzando os braços e
olhando para o céu cinzento de Londres pela janela. Tentou mais uma vez
relaxar, mas novamente o coração bateu mais forte quando se lembrou que teria
que voltar para o apartamento da Granger em algumas poucas horas. Suspirou. O
que é que ele iria fazer agora?!
(...)
Quando Blaise e Draco puseram os pés no apartamento
sentiram o peculiar cheiro de comida os atingir. Os dois meninos trocaram um
olhar rápido e foram saltitando para a cozinha. O que quer que fosse tinha um
cheiro muito bom.
-Dra... Blaise! –Hermione sorriu, empurrando uma mecha de
cabelo para trás da orelha. –não sabia que você viria.
-desculpe por não avisar! –Zabini flexionou a mão
dolorida. –foi uma decisão de última hora!
-ZABINI! –a menina arregalou os olhos, vendo a mão do
menino com um aspecto feio. –o que aconteceu com você?
-ele esqueceu como se azara uma pessoa. –Draco riu
tentando esconder a pontada de irritação na voz.
-como?! –ela piscou, tirando do forno a torta.
-você deveria estar lá! –Blaise saltou, animado. –foi
varinha para um lado, dentes para o outro... Foi a melhor demonstração trouxa
que eu fui capaz de fazer!
-ele socou o Crabbe! –Draco explicou vendo o olhar
inquisitório de Hermione.
-Po-por quê?
-UM BABACA! –Blaise se exaltou afinando a voz.
–preconceituoso, idiota, burro, anormal, estúpido...
-ele falou, hm, coisas sobre alguém que Zabini gosta.
–Draco deu de ombros, ignorando a lista de apelidos de Zabini.
-e por isso ele o socou? –Hermione piscou os olhos.
-Zabini nunca foi muito de resolver os problemas
discutindo, sabe como é. –Malfoy riu um pouco olhando com o canto dos olhos
para o amigo que continuava falando sozinho sobre Crabbe.
-VOCÊ DEVERIA TER VISTO! –Blaise repetiu sorridente para
Hermione. –foi realmente de mais, ele nem viu o que o atingiu!
Granger se limitou a rir voltando sua atenção para a
torta e a colocando sobre a mesa. Deu tempo apenas para que pegasse uma faca
quando todas as luzes se apagassem os envolvendo na total escuridão. Alguém
gemeu baixinho.
-o que foi isso? –Zabini falou lentamente.
Hermione caminhou até a janela, os braços estendidos para
frente para não esbarrar em nada. Raios cortavam o céu avermelhado
constantemente. Não estava chovendo ainda, mas não demoraria até que o mundo
começasse a cair.
-a região está inteira sem luz! –Hermione resmungou.
–precisamos achar as ve...
-Accio Velas! –Blaise falou baixo. Com mais um movimento
de varinha duas velas estavam acesas.
-obrigada! –ela sorriu se sentando em uma cadeira. Mas
essa agora?!
-Vocês ficaram sabendo? –Os olhos castanhos de Blaise
brilhavam à luz das velas.
-o que? –Draco perguntou de má-vontade, cortando um
pedaço da torta.
-Hermione deve saber. –o menino deu de ombros. –parece
que o Potter e a Weasley terminaram de vez!
-HARRY E GINA? –Draco derrubou o pedaço com o grito de
Hermione.
-é! –Zabini se afastou um pouco dela, temendo levar um
tapa. –eu ouvi dois caras comentando no elevador quando cheguei ao ministério. Parece
que a menina surtou!
Hermione suspirou. Sabia que eles não estavam se
entendendo, mas sempre pensou que fosse uma fase ruim e que logo estariam por
aí outra vez. Mas, por outro lado, não era novidade para ninguém que preferia o
amigo com Luna Lovegood.
Blaise começou a tagarelar sobre alguma coisa que nem
Draco e nem Hermione prestaram atenção. A menina ainda pensava em Harry,
enquanto a Draco fitava seu rosto com curiosidade.
Os olhos cor de avelã encontraram com os cinzentos um
segundo depois. Um sorriso tímido começou a nascer no rosto dos dois enquanto
continuavam se fitando. A luz da vela tremulava, o vento parecia poder cortar o
prédio ao meio.
-acho que está na hora de ir para casa! –Zabini se
levantou deixando para trás metade de seu pedaço de torta.
Hermione sacudiu a cabeça se dando conta que o menino
continuava ali falando alguma coisa sobre quadribol. Malfoy simplesmente desviou
o olhar do rosto dela por um segundo e fitou Zabini, desinteressado.
-tudo bem. –murmurou.
-você não terminou de comer sua...
-ah, não se preocupe com isso! Eu não estava com fome,
vim para cá só para acompanhar o Malfoy! –ele sorriu cumprimentando Hermione
com um aceno de cabeça.
Blaise se afastou da mesa ainda sorrindo para a dona da
casa e então aparatou. Fez silêncio na cozinha por algum tempo. Granger se
levantou para começar a colocar a louça na pia e, como se tivesse apertando o
botão “automático” Draco se levantou para ajudá-la.
-não sabia sobre o Potter e a Weasley? –ele murmurou
tentando equilibrar um prato em cima de dois copos.
-eu sabia que eles não estavam bem, mas não pensei que
iriam terminar. –ela suspirou tirando o prato de suas mãos. –e como está Goile?
-não sei... –Draco ergueu as sobrancelhas.
-não foi vê-lo no St. Mungus? –ela se espantou o olhando
com os olhos arregalados na pouca luz.
-Eu? Não! Digo... Não! –ele desviou o olhar, voltando
para os talheres.
-tudo bem, nós vamos lá amanha. –Hermione o olhou com o
canto dos olhos.
-COMO É?
-é, e vamos chamar Blaise também! –ela sorriu de canto. –Aposto
que Goile gostaria de ver vocês por lá.
-mas...
-vocês continuam amigos, não é? –ela sorriu mais
abertamente o olhando com o canto dos olhos.
-sim, mas...
-então está certo. E depois vamos até a casa dos Potter
para ver Harry! –ela ignorou os protestos do menino, fingindo estar falando
consigo mesma. –faz algum tempo que não vejo Tiago, Lilian e Sirius.
-você vai me obrigar a ir até lá? –Draco rosnou parecendo
horrorizado.
-bem, você não precisa ir até lá se não quiser. –ela voltou
a sorrir para ele. –mas eu gostaria de companhia.
Draco rosnou mais alguma coisa que Hermione não foi capaz
de entender. Ao invés de discutir, ela pediu que ele deixasse a louça para lá e
que fossem dormir. Ela pegou uma das velas e Draco a outra. Não trocaram mais
nenhuma palavra enquanto caminhavam pelo corredor.
Quando chegaram em frente a porta dos quartos, Malfoy
pegou a vela da mão da menina e a sua e colocou sobre a estante, prendendo Hermione
contra a parede entre seus braços. A menina arregalou os olhos em surpresa.
-eu vou com você até a casa dos Potter amanha. –ele murmurou
tão próximo que seus lábios roçavam.
-vai? –a voz dela soou mais surpresa do que deveria.
Hermione se colou a parede tentando ficar a alguma distância dele. Distância
que ele fazia questão de eliminar.
-é, vou! –ele franziu o nariz parecendo um pouco
irritado. Draco passou a ponta do nariz pela bochecha da menina, seguindo até
sua orelha e murmurando – vai comigo até o St. Mungus?
-eu disse que ia! –Hermione resmungou, suas mãos criando
vida o segurando pela cintura.
Malfoy sorriu, se afastando um pouco. Os olhos claros
cravados nos escuros dela. Hermione não sabia dizer se era apenas por causa das
velas ou se realmente uma pontada de malicia brilhava dentro dos olhos dele.
E, como se estivesse cansado de esperar por um convite
especial, Draco a beijou de uma vez, a puxando pela cintura para o encontro de
seu corpo. Hermione não apresentou resistência. Teimosamente, parte de seu
corpo já parecia esperar e ansiar por aquilo. Fato que ela negaria até o fim de
seus dias.
Um gemido escapou pela garganta quando a mão pálida do
menino atingiu a pele de sua barriga, fazendo desenhos de círculos ao lado de
seu umbigo. Hermione puxou os cabelos claros para si, mordendo o lábio superior
dele. Malfoy soltou um gemido sôfrego e, com muito esforço se afastou.
-Boa noite, Granger! –ele sorriu uma última vez, pegando
uma vela indo para o quarto, fechando a porta em seguida. Hermione arfou,
passando a mão no rosto soltando um gemido de indignação.
O que foi isso, de novo?!
Notas finais
comeeentem! ++
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