Recomeçar
2 Capítulo 2- Dispensada.
Notas iniciais
Hermione pulou da cama mais cedo. Pretendia sair de casa antes mesmo que Malfoy pudesse acordar. Colocou a roupa para trabalhar e arrumou o cabelo da melhor maneira possível. Com alguma sorte iria conseguir sua varinha de volta naquele dia mesmo.
Abriu a porta do quarto e olhou para o corredor escuro. Nenhum som, nenhuma movimentação. Caminhou até o outro lado do corredor e encostou a orelha na porta de Draco. Silencioso. Não havia levantado ainda. Suspirou aliviada e caminhou até a cozinha, carregando os sapatos na mão para não fazer barulho com os saltos.
Puxou a porta sanfonada da cozinha e deu um pulo para trás, encontrando um par de olhos acinzentados a encarando por cima da porta da geladeira. Hermione se encostou na parede do outro lado do corredor, sentindo o coração bater freneticamente contra seu peito.
-o que você está fazendo aqui? –ela disse entre dentes tentando ignorar as risadas de Malfoy.
-bem, sinto lhe informar, mas até que a maldita sentença acabe eu moro aqui. –ele soltou um suspiro pesado, fechando a porta da geladeira carregando a caixa de leite.
-eu-eu sei! –ela piscou os olhos, ainda mais irritada. –eu quero dizer por que você está aqui na cozinha e não está dormindo?!
-eu trabalho, lembra? –ele se sentou, aproximando a cadeira da mesa, e enchendo um copo com leite.
-está muito cedo para ir para o ministério! –ela franziu a testa. –o que você está tramando, Malfoy?
-Granger, já passa das sete da manha! –ele apontou para o relógio analógico em cima de sua cabeça parecendo ofendido. –e, caso não se lembre, eu não posso simplesmente aparatar!
-ah, tá. –ela ergueu uma sobrancelha e caminhou para a cozinha, abrindo a porta da geladeira e pegando outra caixa de leite apenas para não ter que compartilhá-lo com Draco.
Ele lia o profeta diário por cima da tigela de cereal, ainda parecia irritado por ela ter o acusado. Hermione olhou para a tigela de cereal e para ele sem acreditar. Provavelmente a Senhora Narcisa Malfoy, Hermione pensou com amargura, ainda levava um copo de leite quente para ele na cama.
Ela se sentou na cadeira em frente a ele, ainda o olhando com os olhos crispados. Pegou uma fatia de torta e o colocou na boca, ainda tentando ver o que havia de diferente em Draco naquela manha.
-eu não envenenei nada, se é isso que está pensando. –ele disse mal mexendo os lábios, sem tirar os olhos do jornal. –não tem nada perigoso na casa, parece que realmente estavam com medo que pudéssemos matar um ao outro.
-sensatos! –Hermione sussurrou, olhando a primeira página do jornal que estava virada.
“Investigação no Ministério da Magia”
“que novidade” pensou Hermione se voltando para sua torta. Mal deu tempo de dar outra mordida quando o som de fogo na lareira atraiu a atenção dos dois. A menina ouviu alguém tossir e se levantou apressada.
-Hermione? –Harry chamou da sala de estar ainda tossindo.
-HARRY! –ela gritou correndo até lá.
-ah, ótimo! Visitas! –Draco resmungou fazendo careta, fechando o jornal e o jogando para o lado da mesa.
Harry ainda tossia um pouco e tentava se limpar com as mãos. As lentes dos óculos estavam cobertas por fuligem e a amiga os pegou para limpar. O menino franziu a testa e forçou os olhos para tentar vê-la melhor.
-fiquei sabendo da audiência! –ele gemeu tentando limpar a garganta. –Dumbledore disse que você está sem varinha.
-e essa nem é a pior parte. –ela murmurou apontando com a cabeça para a porta da cozinha.
-bom dia, Potter! –a voz de Draco era cortante e não parecia nada que realmente queria dizer o que disse. Harry e Mione trocaram um olhar tremulo antes de irem se juntar a ele.
-tomou café, Harry? –a menina ofereceu, voltando a se sentar em seu lugar.
-eu aceito uma xícara, obrigado. –ele sorriu, puxando a cadeira ao lado da amiga, olhando para Malfoy incomodado. –Bom dia, Draco.
O loiro, que o olhava com o canto dos olhos, o jornal novamente aberto em frente ao rosto, assentiu minimamente e voltou a fingir que estava lendo. Harry aceitou a xícara que Hermione oferecia com um sorriso.
-e então, como você está? –o moreno perguntou olhando a amiga com um sorriso solene.
-estou bem. –Hermione deu de ombros pegando o pedaço de torta que havia abandonado antes. –eu não estava usando magia em casa antes, então não é nenhum cão de três cabeças.
-vai precisar andar para chegar ao ministério! –Harry piscou os olhos parecendo tocado.
-nada de mais. –deu de ombros.
A menina, que ainda estava olhando para sua torta, ergueu a cabeça encontrando o olhar de Harry que havia se afastado e arregalando os olhos. Draco também a olhava, com uma sobrancelha levantada, o jornal totalmente esquecido em cima da manteiga,
-Mione...
-por que diabos você não estava usando magia? –Draco franziu o nariz.
Ela deu de ombros, não iria revelar seus piores segredos justamente para ele. Deu uma olhada rápida para o relógio novamente e percebeu que iria se atrasar caso não saísse logo de casa.
-se eu não sair agora, vou chegar atrasada no ministério. –ela jogou o guardanapo para o lado.
-eu te levo! –Harry falou limpando a boca e também jogando o guardanapo para o lado.
-ah, obrigado por oferecer! –Draco sorriu cínico, piscando os olhos falsamente depois bebeu um gole de seu leite. Hermione suspirou fundo tentando se controlar.
-você quer...
-não, obrigado, Crabbe irá passar aqui. –ele sorriu um pouco mais abertamente por Harry ter caído.
-bem, então, Mione... –Harry tentou reprimir a careta olhando para a amiga.
-vou pegar minhas coisas.
E com isso ela saiu, voltando para o quarto, deixando os dois sozinhos na cozinha. Draco e Harry se encararam por um segundo, ambos com a testa franzida e olhar nada amigável. Harry queria dizer que se Malfoy tocasse um dedo em Hermione, ele quebraria sua cara. Enquanto Malfoy gostaria de dizer que quebraria a cara de Harry na primeira oportunidade que tivesse.
-pronto, vamos? –Hermione parou na porta da cozinha, olhando de um para o outro sentindo a tensão.
-vamos! –Harry encarou Malfoy por mais um segundo antes de deixar a cozinha.
Foram até a sala e ela segurou firmemente seu braço, esperando pacientemente. A sensação de ser puxado finalmente começou. Hermione sentiu como se estivesse sendo esmagada em um tubo muito fino e então acabou. Quando abriu os olhos, a menina viu que estavam no meio do salão principal do ministério.
-preciso dizer que admiro você. –Harry falou seguindo pelo salão para os elevadores.
-pelo o que exatamente? –ela o olhou com um sorriso rápido.
-Malfoy! Vocês estão juntos há quanto tempo mesmo? Umas doze horas? –Harry fingiu um tremor, apertando o botão para o seu e para o andar de Hermione.
-mais! –a menina suspirou, encostando a lateral do corpo na parede do elevador. –até agora não foi muito difícil, as únicas palavras que trocamos foi hoje de manha. Acho que estamos mantendo uma boa média.
-quanto tempo isso irá durar? –ele se aproximou mais da menina, dando espaço para outros bruxos entrarem.
-agora sim estamos falando da pior parte. –ela o olhou de soslaio. –até que aprendamos a respeitar um ao outro!
-nunca ouvi falar de sentença que perdure até outra vida! –Harry tentou não rir. –um novo recorde, Mione!
-quer parar de rir? Isso é sério! –mas até mesmo ela estava começando a achar graça de sua própria desgraça. Não poderia existir outra pessoa com tanto azar quanto ela no mundo.
-tudo bem, desculpe. –Harry tossiu abafando as últimas risadas. –eu só gostaria de saber o que Dumbledore estava pensando.
-bem, ele disse que existem poucas coisas piores do que a morte e que eu não precisava me preocupar, porque Draco não é uma delas. –ela fez careta. –estou começando a duvidar.
O elevador parou e Harry viu que era em seu andar. Ele olhou em volta rapidinho e depois voltou para a amiga que esperava pelo o que ele iria dizer, pacientemente.
-farão uma homenagem ao Ronny após o almoço. Acho que todos serão dispensados para comparecer. –ele suspirou. –você virá?
-claro! –ela acenou com a cabeça e ele fez o mesmo, deixando o elevador quase no mesmo instante.
Mione tentou não pensar mais a respeito. Iria até sua repartição, falaria com Kingsley assim que o encontrasse e tentaria reaver sua varinha. Era perigoso e até insano! E se ela achasse algum bruxo das trevas pelo caminho? Ou algum comensal da morte que não fora extinto há dezenove anos?! Não, ela não poderia ficar desprotegida. Apesar de que, pensou com amargura, Kingsley acreditava fielmente nas Palavras de Tiago Potter. Os comensais da morte foram extintos há dezenove anos pelo próprio Potter-Pai. Sem discussão.
Deixou o elevador e partiu para sua sala, olhando ao redor com atenção porque sabia que inevitavelmente iria encontrar o ministro ou seu querido companheiro de apartamento logo. Mas nenhum deles apareceu tão pouco.
Hermione pegou as pastas em cima de sua mesa e tentou prestar atenção, mas estava difícil. Não conseguia se concentrar. Todo momento o sorriso cínico de Malfoy aparecia em frente a seus olhos, depois se lembrava de como a família Weasley parecia triste na manha do dia anterior.
Também se sentia mal, como se tivesse perdido um braço ou coisa parecida. Mas não sentia como se fosse impossível continuar. Nem por um segundo pensou ser o pior sentimento que já havia sentido.
Olhou em volta uma vez e se perguntou onde estaria Kingsley, porém seus pensamentos mudaram de foco quando encontraram o olhar gélido de um Draco Malfoy parecendo extremamente irritado, andando em direção a sua ala com os cabelos e vestes encharcados. Hermione olhou para fora pela janela ao seu lado e percebeu que chovia. Mas se ele estava molhado, as únicas explicações é que, ou Crabbe havia aparatado no lugar errado, o que não era impossível, ou Malfoy precisou andar.
Pensou em perguntar, mas sabia que iria levar uma resposta mal educada, provavelmente ele iria xingá-la, dizer para não se meter ou outra coisa desse tipo. Ela bufou, e voltou a olhar para os documentos em suas mãos. Alguma coisa importante, sobre o ministro dos trouxas...
-não vai almoçar? –Harry franziu a testa, se sentando na cadeira em frente à mesa da menina.
-mas já? –ela olhou no relógio de pulso. –não vi o tempo passar.
-muito trabalho? –ele sorriu bondoso, quase se oferecendo para ajudá-la.
-não, eu nem sequer consegui terminar de ler essa primeira página. –suspirou. –acho que meu problema é outro!
-você só precisa de umas cervejas amanteigadas! Por sinal, meu pai e Sirius vão fazer programa de trouxa no próximo fim de semana! Pescaria! –ele riu.
-Ual! –ela piscou os olhos arregalados.
-minha mãe não está feliz, claro! –Harry girou os olhos, se recostando na cadeira. –a última estripulia de meu pai resultou em uma cicatriz em seu filho de um ano! –ele apontou para a própria testa, onde a cicatriz em formado de um raio criada por um bruxo das trevas há muito tempo estava escondida pelas mexas espessas de cabelo escuro.
-mas acabou tudo bem, não é? –a menina sorriu. –você-sabe-quem foi derrotado antes que conseguisse machucar mais pessoas inocentes.
-é, claro! Mas tente convencer minha mãe de que essa cicatriz não é nada. –ele riu. –sabe, você vai se sentir melhor depois do almoço!
-não tenho tanta certeza. –ela massageou a lateral da cabeça tentando diminuir a dor. –mas vamos logo, então!
[...]
Nunca, em todo o tempo em que trabalhava no ministério, Hermione havia visto o salão principal com tanta gente. Aurores estavam um passo a frente, Harry entre eles, em um meio circulo todos de cabeça baixa. Pessoas se perguntavam quem era Ronald Weasley, o que fazia e como havia morrido. Senhor Weasley, em um canto afastado de todos, estava de cabeça baixa, o rosto vermelho. Hermione pensou se havia visto uma lágrima escorregar por seu rosto.
Kingsley dizia algumas palavras bonitas, algumas verdades e outras mentiras. Ronny não era assim tão corajoso. É claro, ele era um bom auror, mas talvez não o mais corajoso deles.
Hermione abaixou a cabeça quando algumas pessoas passaram a apontá-la. Fingia estar concentrada em uma mancha no chão quando sentiu um olhar queimando com intensidade seu rosto. Ergueu o rosto novamente, procurando pela pessoa em especial. Muitos ainda a olhavam, mas não se importou. Encontrou o olhar de Draco, há uns quatro metros de distancia, olhando para ela com certa curiosidade, como se esperasse por alguma coisa.
Ela sustentou seu olhar por alguns segundos e depois desviou. Era uma homenagem ao seu ex-namorado afinal, deveria estar prestando o mínimo de atenção. Todos, menos Hermione e Draco, ergueram as varinhas. A menina se limitou a assistir os fios dourados escapando da ponta da varinha de cada pessoa. Os fios ondulavam, giravam e dançavam no ar. Levou algum tempo até que todos se unissem formando no alto a imagem do rosto de Ron. Ele sorria, acenava uma vez. Hermione se lembrou dos anos em Hogwarts, quando tudo não passava de pura brincadeira e diversão.
Sentiu alguma coisa molhando sua bochecha e capturou a lágrima rapidamente antes que alguém a visse. Era saudade, saudade de um tempo que nunca mais iria voltar, saudade do menino feliz, do amigo fiel e companheiro inseparável.
Pouco a pouco as pessoas em sua volta começaram a dispersar. Harry acenou com a mão para ela e correu para os elevadores, Malfoy acenou com a cabeça uma vez e sem dizer mais nada também seguiu seu caminho. Mione ficou sozinha, olhando para onde, segundos atrás, estava a imagem de Ron.
-Granger. –ouviu alguém a chamar com a voz mansa.
-ah, ministro, eu ia mesmo procurar o senhor! –ela forçou um sorriso, torcendo para que seu rosto não tivesse sido machado pela lágrima intrometida.
-ia pedir uma dispensa, eu espero. –Kingsley franziu a testa a olhando com cuidado.
-não, eu queria pedir sobre minha varinha...
-sinto muito, Hermione! –ele tocou seu ombro. –não queremos maldições imperdoáveis em sua casa e sabemos o risco que corremos!
Ela suspirou pesadamente sentindo todo o peso do mundo caindo em suas costas. Olhou de um lado para o outro atrás de alguma desculpa, mas tudo o que havia formulado no caminho simplesmente havia desaparecido.
-Hermione, você deveria ficar alguns dias em casa. –ele falou perdendo totalmente o tom autoritário. –você tem passado por muita coisa ultimamente, outra pessoa já teria sucumbido.
-eu estou bem, obri...
-estou te falando como seu amigo-pessoal! –ele sorriu. –e agora como chefe, termine o expediente se quiser, mas não apareça aqui pelo resto do mês, estamos entendidos? Eu preciso de meus funcionários funcionando perfeitamente bem.
-mas senhor, o resto do mês...
-o mês termina em quinze dias, Granger, não é nada de mais. –ele a olhou severamente mais uma vez. Era muito mais alto do que ela e tinha aquele ar imponente que colocava respeito até mesmo em uma cela de presidiários enlouquecidos.
-tudo bem. –ela acenou uma vez, contrariada, e foi para o elevador que estava quase vazio agora.
Ficou em sua mesa o resto do dia, organizando tudo o que teria que fazer na quando voltasse para o trabalho. Talvez uns dias de folga não fizesse mal, pensou tentando se conformar.
Quando finalmente era hora de ir para casa sentiu preguiça só de imaginar que precisaria andar e pegar metro. Poderia pedir a Harry, mas não queria incomodar mais, ele tinha sua própria vida.
Encontrou com Draco que parecia animado para conversar sobre coisas banais. Porém, ficaram em total silêncio quando entraram no trem que os levaria até a estação próxima a casa.
-e então, achei que Potter te daria uma carona até em casa. –Draco falou colocando as mãos no bolso da calça enquanto deixavam a estação e pegavam o caminho para casa.
-Harry não tem obrigação de me levar para casa só porque perdi minha varinha. –ela o informou sem sequer olhá-lo. –e quanto a você? Não vi Crabbe no ministério hoje!
-ele não apareceu. –Malfoy disse azedo. –cheguei atrasado, Kingsley queria me matar.
-grande amigo! –Hermione murmurou para si mesma revirando os olhos.
-o que disse? –Draco direcionou os olhos cinzentos para a menina.
-eu disse que ele me dispensou por duas semanas. –ela falou casualmente tentando não parecer incomodada enquanto chegavam à portaria do prédio.
-isso que é sorte. –o menino murmurou franzindo os lábios.
[...]
A menina abriu a porta e esperou que Malfoy tivesse entrado para passar por ela e a trancar. Jogou as chaves no potinho de cristal esverdeado na estante ao lado e foi levar suas coisas até o quarto. Guardou a maleta em um baú nos pés da cama, pensando que a próxima vez que voltaria a pegá-la seria em quinze dias.
Tirou os sapatos de salto moderados e os jogou em um canto qualquer, depois tirou o casaco e o cachecol e o colocou sobre um gancho atrás da porta. Foi até o banheiro tirou a maquiagem e depois lavou o rosto. Desprendeu os cabelos, tudo isso pensando nos barulhos que Malfoy fazia na sala. Quando ia começar a se despir para tomar um banho, ouviu algo que fez todo seu corpo gelar.
-GRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANGER! –Malfoy gritou em desespero.
Correu até lá, pensando em como poderia duelar com alguém sem varinha. E pensou na tamanha coragem do menino para precisar gritar para ela o socorrer. Porém, quando parou na porta da sala, não viu nada a não ser o loiro sentado no sofá com os olhos arregalados.
-o que aconteceu? –perguntou tentando achar alguma coisa de errado.
-aquilo estava falando! –ele apontou para o suporte do telefone que piscava indicando que havia uma nova mensagem na secretária eletrônica.
-é só o telefone, Malfoy. –ela suspirou apertando um único botão.
“Filha, sou eu, mamãe! Você deve estar trabalhando ainda, então me ligue quando chegar. Amo você”
-você é filha desse tal telefone? –ele ergueu uma sobrancelha sorrindo de canto, maliciosamente, olhando do objeto para a menina como se tentasse achar algum tipo de semelhança entre eles.
-não seja estúpido! –ela ralhou, discando o número da mãe. –oi, mãe! Sim, está tudo bem! É, é verdade, sim! É... Tá! Eu ligo! Não se preocupe com isso, eu vou sobreviver! Também amo você!
Ela devolveu o telefone para o gancho e lançou um último olhar de desconfiança a Draco antes de voltar para o banheiro. O menino esperou até ouvir o trinco da porta e correu até o telefone o encostando na orelha.
-alô? Filha? Ainda está aí?
Draco pulou longe, jogando o aparelho para seu lugar e o olhando com horror. Será que a mãe da Granger estava presa ali dentro? Bem, ele poderia tentar salvá-la... Mas estava sem varinha. Franziu o nariz uma vez e voltou seu olhar para um imenso objeto retangular com uma tela preta. Aparentemente não servia para nada, apenas para mostrar seu próprio reflexo, mas, ele pensou olhando mais de perto, havia alguns botões na lateral, talvez... Mas não! Ele já havia se aventurado de mais no mundo trouxa por um dia.
Notas finais
beeeijos e comentem!
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